Capítulo quatorze: Onde termina um ciclo, outro se inicia
Por Kami-chan
Então hoje seria o grande dia. Muitas coisas estavam por acontecer e esta noite provavelmente marcaria o começo de muitas mudanças no destino de todos os Akatsukis, de uma forma ou de outra.
Os dois casais já se encontravam em formação atrás da equipe de Shikamaru. Esperariam até que estivessem todos o mais afastados possível de qualquer tipo de civilização para atacar.
Muito longe dali, Hidan, Kasuso, Tobi e Kisame também tinham suas missões satisfatoriamente concluídas e se encaminhavam de volta ao prédio da organização. Na Akatsuki, Itachi está treinando Sakura sem descanso. Algo na demora dos demais membros da organização, fazia Itachi acreditar que a rosada deveria estar pronta para agir em missões pela Akatsuki em pouco tempo, contudo deveria estar preparada.
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– Arg! – O moreno de pele muito clara escorregou no pulo entre uma árvore e outra, sentia-se fraco demais durante o dia todo.
– Sai, está tudo bem com você? – Naruto veio amparar o colega. – Você esteve mais estranho que de costume hoje.
– Naruto, o que houve aí? – Chouji e Shikamaru também se aproximavam.
– Ahh eu acho que o Sai não está bem não. Se isto é possível, ele está mais pálido, gente a boca dele está ficando azul. – Frisou com alguma preocupação.
– Yare – Disse o líder da missão olhando para Sai que não tinha forças para falar.
Até tentava, mas a secura em sua boca tornava as coisas mais difíceis. Sentia sua respiração pesar enquanto sua visão se embaçava e ele perdia a noção do tempo e do espaço. Seus braços e suas pernas pesavam, ele não levantaria mais dali, mas como nenhum de seus companheiros tinha habilidades ou conhecimentos médicos, parecia que nada do que Sai sentia passava de uma indisposição.
– Acho que devemos acampar por aqui hoje. – Declarou o Nara.
– Hai. – Responderam Naruto e Chouji em uni coro.
Pertinho dali Ino sorria ao observar tudo à distância. Sabia exatamente o que se passava com Sai, agora era questão de minutos apenas.
– Ino-chan, não disse que levaria uma semana pro branquelo morrer, un?
– Foi o que achei, mas essa foi a única vez que usei o veneno em outras pessoas, levou um dia, melhor ainda. Isso ainda vai acabar ajudando, pois quando atacarmos Naruto não vai querer deixar ele sozinho e como o líder não quer feri-lo, a oportunidade é ideal.
Pain observou o discurso da loira em silêncio. Ela tinha destreza e visão.
– Konan, começaremos o ataque. – A azulada lhe sorriu e levou os dedos em um selo à frente de seu rosto.
– Origami Dai Bunretsu – Ouviu seu anjo sussurrar e sumir.
No acampamento Sai repousava enquanto Naruto o observava sentado em um toco de madeira próximo. Estava preocupado com o parceiro, afinal Sai podia ser desprezível, mas ainda assim, um ser humano.
Sentiu uma brisa fria passar por si, um pequeno tufo em dia sem vento algum. Levantou-se imediatamente, viu as folhas das árvores próximas caírem pausadamente como se o ar estivesse condensado. Havia alguém ali, sabia que não podia ser Shikamaru nem Chouji, pois não fazia muito tempo que os dois haviam saído em busca de alimentos.
Em posição de ataque, buscou com os olhos o alto das árvores, mas nada viu. Entretanto, no momento seguinte seus ouvidos foram tomados com o estrondo de uma violenta explosão, procurou e encontrou fumaça pelo menos um quilometro longe de onde estava.
Estava pronto para correr na direção da explosão quando se lembrou de que não podia deixar Sai sozinho no estado em que estava. Gastou alguns segundos tentando decidir o que fazer, tempo suficiente para tirar sua atenção do que acontecia ao seu redor.
Naruto nem reparou em alguns pedacinhos de papel picado que surgiram do nada e caiam no chão ao seu redor delicadamente. Decidiu que seria mais útil no meio da confusão, até porque seu temperamento hiperativo não aguentaria ficar parado ali.
– Se fosse você, eu não faria isso. – Ouviu a voz doce e calma de Konan atrás de si, assim que tinha se virado para seguir a fumaça.
– Hã? O que? Quem é você e como chegou aqui? – A "boa memória" de Naruto não se lembrava da mulher de cabelos azuis que havia encontrado no restaurante.
– Meu nome é Konan. – Disse indo em direção ao loiro. – E você tem algo que me interessa. Quero saber se vai me entregar logo ou me fará tirar de você. – Parou em frente à ele, deixando uma distância média entre seus corpos.
Longe dali, Shikamaru usava sua sombra para atrair e caçar animais que iriam assar e Chouji estava metros adiante, usando sua técnica de aumento de corpo para apanhar frutos no alto das árvores. Ambos foram subitamente interrompidos por uma forte explosão que ampliou a distância entre os dois.
Chouji pode sustentar-se no chão sem se quer perder o equilíbrio. Shikamaru que estava concentrado em sua caça acabou voando metros longe.
Assim que a poeira da explosão baixou, Chouji ergueu o olhar e deparou-se com loiro cuja face ele não iria esquecer tão cedo. Não precisavam de apresentações, colocaram-se a brigar imediatamente. Muitos metros longe dali Shikamaru havia se recomposto da queda e ao ver o amigo em ação levantou-se para ajudá-lo.
– O seu oponente está aqui, não lá. – Disse Pain que apareceu do nada na frente do moreno e lançou-lhe um belo gancho na cara. – A menos que esteja fugindo. – Desdenhou.
Shikamaru olhou o ruivo e o reconheceu imediatamente. Contudo dessa vez o ninja em sua frente apresentava olhos em espirais cinza. Ele havia sido informado a respeito daqueles olhos, mas não imaginava que algum dia realmente fosse vê-los pessoalmente.
– Isso vai ser muito problemático. – Levantou-se, teria que lutar.
Enquanto isso Deidara lançava inúmeras bombas em Chouji que se defendia como podia. A luta deles não era de amadores, ambos estavam dando tudo de si.
– Então, Akatsuki, eu deveria ter imaginado que eram vocês atrás dos documentos.
– Bom, já que comentou, me chamo Pain e vim pegar meu pergaminho.
Eles ficaram se encarando apenas. Pain porque sabia que o outro não levaria um pergaminho de tamanha importância quando saia para caçar, logo, seria inútil atacá-lo, e Shikamaru porque não fazia ideia das habilidades do homem em sua frente, mas com certeza não era pouca coisa.
Ficariam ali pela eternidade se Pain não sentisse uma energia crescente em torno de si, Shikamaru havia encontrado um meio de atacá-lo. De fato, qualquer outra pessoa cairia na investida dele, mas ele simplesmente avançou.
– Você conhece a dor? – A pergunta retórica marcou o momento em que se iniciou a luta ali, e assim como e de Deidara contra Chouji a luta entre os líderes era surreal.
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– Konan, não é mesmo... – Gritou enquanto corria em direção à kunoichi. –Pode ter certeza que não terá o que quer! Tebayo!
Rápido, lançou sequências de socos e chutes, dos quais ela desviou bem. Teria que seguir o loiro, já que lutava melhor no ninjutso, mas ele não a deixava com tempo para realizá-los.
Enquanto Naruto se ocupava com Konan, Ino aproveitou para vasculhar as coisas dos conterrâneos em busca do que lhe interessava, artefato esse que foi encontrado com muita facilidade. Desfez o selo que omitia sua Katana e selou o documento dentro do mesmo pergaminho.
Já iria dar o sinal para Konan que estava terminado, que poderiam partir, mas parou quando sentiu algo tocar em sua perna. Alguém para quem tinha evitado olhar enquanto estava ali.
– Vai tentar evitar que eu leve isso Sai? – Desdenhou com maldade ao colocar o pergaminho em um bolso qualquer e desfazer o jutsu que lhe omitia a verdadeira aparência. – E vai fazer o que agora que o veneno que injetei em você está agindo e você já está praticamente morto? – Continuou destilando sua maldade ao se abaixar até a altura dele.
Sem nenhuma pena do homem que jazia no chão aos seus pés quase esgotando seu último sopro de vida. Ele olhava para ela sem expressão alguma, tanto que ela se perguntava se ele ainda estava consciente do que acontecia ao seu redor.
– Agora você nunca mais vai desrespeitar ninguém. – Disse por fim, escurecendo novamente os cabelos e saindo dali.
A luta entre Naruto e Konan estava boa, mas ela já estava entediada. Tinha ordens de não machucar o loiro. Viu de relance Ino sair do centro do acampamento e lhe fazer um sinal positivo com a cabeça.
Neste mesmo momento Naruto se preparava usar seu Rasengan e era hora de ir. Ele correu em direção a ela com a esfera azul em uma das mãos, ela por sua vez ficou estranhamente parada, quando seu ataque a atingiu o corpo de Konan explodiu com o contato deixando no local milhares de papeis picados.
– Lento demais. – Ouviu a voz dela atrás de si.
Konan voava suspensa por um par de assas que a faziam parecer um anjo. Não devia machucá-lo, mas ir até ali e o preservar sem nenhum arranhão também não faria sentido.
– Origami Tandai no Jutsu. – Disse e quatro "penas" de suas assas se transformaram em pequenas borboletas que voaram na direção onde tempo atrás ouve uma explosão. – Origami Shuriken no Jutsu – Concluiu e ao comando de sua voz doce, cada um dos milhares pedaços papeis que formavam suas assas se transformou em uma shuriken.
Aquele era o quadro do seu ataque final, cujo efeito não machucou muito Naruto. O loiro teve apenas alguns cortes a arranhões, mas pela concentração usada para desviar do ataque, não foi capaz de acompanhar em que direção ela tinha ido.
Ino, ao ver a braço direito do líder mandar borboletas ao mesmo, sumiu como fumaça e apareceu logo atrás de Naruto, acompanhando-o nos movimentos que o faziam desviar das shurikens. No fim, quando elas terminaram o golpeou na cabeça com o cabo da katana, fazendo com que ficasse desacordado por algum tempo.
Foi tudo rápido demais, Shikamaru viu papeis picados aparecerem do nada que pareciam ter chagado ali trazidos por borboletas de origami. Passou por sua cabeça que os dois Akatsukis provavelmente não estariam ali sozinhos e Naruto logo lhe veio em mente.
Sabia que a organização queria o loiro e isso o desconcentrou. Pain cravou uma arma em seu ombro, estaria acabado tudo acabado, mas ele viu o ruivo simplesmente sumir abandonando a arma em seu ombro.
No mesmo instante Deidara fez um pássaro de argila e subiu no mesmo, planou o terreno onde lutava, deixando Chouji atacando um clone de argila, provavelmente quando percebesse já estariam longe. Sem aviso nenhum, Ino, Konan e Pain apareceram sobre o pássaro também, estavam voltando pra casa.
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– Está errando demais. – Criticou sem humor.
– Falar é fácil, quero ver você fazer! – O cansaço deixando Sakura igualmente sem humor, definitivamente preferia Itachi em qualquer outra função, menos na de seu treinador.
– É você quem está em treinamento. – Retrucou sem se deixar balar pela falta de humor dela.
– Já chega. – Sakura tirou a faixa que cobria seus olhos. – Estamos aqui á horas e o que está me pedindo é impossível.
Na verdade era estranhamento divertido vê-la irritada, sem falar que o pico de adrenalina fazia o sangue correr mais forte em ira, parecendo dar mais cor e vida ao belo rosto. Não esperava que ela conseguisse fazer o que lhe era pedido tão depressa.
Caminhou até onde ela estava, em passos lentos sem nem perceber que sorria. Olhou diretamente dentro das íris verdes cheias de irritação e impaciência. Ao ver que ele andava, ela também se adiantou em sua direção até estivessem à poucos centímetros um do outro.
– Sakura, estás para aprender uma das artes mais difíceis de ser controlada. Sem conhecimento e controle é impossível realizar uma técnica de ilusão, mas só isto também não adianta. Você deve ser capaz de se desligar completamente do mundo ao seu redor. – Sua voz não tinha mais o tom frio embora ainda fosse totalmente didático.
A aproximação depois de tanto tempo apenas treinando era tentadora. Na verdade, os olhos verdes pidonhos por mais atenção hipnotizavam o mestre dos genjutsus. Mas ele estava ali para treiná-la, e iria fazer com que ela conseguisse.
– Feche os olhos. – Pediu e assim ela o fez. – O que eu estou fazendo? – Perguntou deslizando a lateral de seu dedo pela pele do rosto dela.
– Você está me tocando. – Disse com voz fraca.
– E como sabe disso?
– Porque eu sinto. – Disse ainda sentindo as pontas dos dedos dele, que agora percorria delicadamente pela parte das costas dela que não eram coberta pelo top.
– E agora?
– Você está assoprando em meu pescoço. – Respondeu com a mesma voz fraca enquanto todos os pelos do seu corpo se arrepiavam.
– E como sabe?
– Pois sinto. – Repetiu-se.
– Abra os olhos. – Ela abriu, mas logo tornou a fechá-los.
No fim da "experiência" Itachi estava perto de mais de si. Inclinou-se até alcançar a boca do moreno, encostou seus lábios nos dele dando início a um beijo, laçou os braços em torno do pescoço dele, aproximando ainda mais seus corpos. Ele correspondeu a cada movimento dela e abraçou-a pela cintura.
Ficaram ali por longos minutos. Apesar de toda atmosfera formada, não havia luxúria no beijo. Este estava carregado de carinho, de afeto, de amor. O amor que ambos sentiam um pelo outro, um amor que não era esperado muito menos planejado.
Era uma experiência nova para o Uchiha que depois de tanto tempo vivendo sozinho, desaprendeu a demonstrar afeto, ainda mais em atitudes tão singelas quanto um beijo. Afinal não era apenas ele que estava ensinando algo pra Sakura, ela também tinha algo novo para lhe ensinar.
– Sakura. – Itachi odiou ter que terminar com aquele momento que estavam tendo, ficar ali abraçado a ela. – Sei que não é fácil nem agradável, mas é preciso que que passe desta fase do treinamento para prosseguir.
– Unff... – Reclamou enterrando o rosto entre o ombro e o pescoço dele. – Tá certo, mas só se você me provar que isso é realmente possível.
Itachi disse nada. O moreno apenas pensou por alguns instantes e em seguida, ainda sem dizer nada, tirou a faixa das mãos dela e vendou os próprios olhos.
O treinamento que Itachi queria que ela realizasse era simples, mas ao mesmo tempo muito difícil. Digno de um treinamento UNBU ou até mesmo de um Hokage.
Para realizá-lo, o moreno levou Sakura até uma área de treinos mais aos fundos do jardim, onde centenas de bambus foram dispostos em um círculo, uns mais à frente, outros mais atrás. Dentre outras utilidades o campo oferecia um excelente espaço para treinamento às cegas.
Uma vez dentro deste círculo, o treinador arremessa trouxinhas feitas com tecido e grãos de arroz manchados com tinta em qualquer uma das árvores. Ao se chocar com a trouxinha, o bambu faz um barulho baixo e a tinta fresca marca na árvore o local da colisão, criando assim uma espécie de alvo. O ninja vendado deve atirar uma kunai ou shuriken na direção de onde acredita ser a marcada pela trouxinha. Seu objetivo, é acertar o alvo de tinta sem ver onde ele está.
Sakura pegou o cesto com as trouxinhas e olhou para o moreno que estava parado no centro do círculo como uma bela escultura. Itachi estava vendado e segurando um pergaminho aberto com um grande selo que indicava a invocação das armas.
– Está pronto? – Ele afirmou com um aceno com a cabeça.
Sakura arremessou a primeira trouxinha displicentemente apenas para ver como ele agiria. Ele acertou. Encantada e ao mesmo tempo incrédula de como aquilo poderia ser tão fácil para ele, arremessou a segunda em um ponto estrategicamente planejado, mas ele acertou de novo.
E assim foram três, cinco, oito, doze, quinze trouxinhas arremessadas e quinze alvos acertados. Ela sorriu com malícia, já estava cansada de treinamentos e já estava convencida de que a tarefa exigida pelo Uchiha poderia sim ser efetuada, jogou o resto das trouxinhas que havia dentro do cesto de uma vez só.
Sem saber onde atacar, o moreno ficou sem ação alguma, tentando prestar atenção em todos os movimentos das trouxinhas, dando oportunidade a Sakura de vir em sua direção, sumir e reaparecer a um palmo de distância dele em milésimos de segundos. Ao sentir a presença repentina dela tão perto de si, todos os pelos do corpo de Itachi se arrepiaram, levou as mãos a faixa para removê-la, mas foi parado por Sakura que o impediu de continuar.
As mãos dela que seguravam os pulsos dele, subiram lentamente pelos braços, contornaram os ombros em direção às costas até alcançar a sobra do laço da faixa que lhe vendava os olhos. Delicada porém firme, puxou o tecido fazendo com que o moreno a seguisse e ficasse de joelhos no chão.
–Ahnn – O suspiro pesado saiu involuntariamente dos lábios dele, fazendo um riso solto aparecer nos dela.
Passou a mão pelo fecho da capa dele e a tirou sem maior cerimônia deixando a peça cair sobre as pernas do próprio dono. Então avançou para o pescoço dele, primeiro sentiu seu aroma, depois distribuiu uma série de pequenos beijinhos que acabaram por seguir o caminho até sua boca e terminaram num beijo quente. Sakura ajeitou-se e acomodou-se no abraço de seu amado, que pareceu ter acordado ao sentir o gosto dos lábios dela.
Ele passou os braços pela cintura dela, esmagando seus corpos um contra o outro sem interromper o beijo, deitou-a na grama sustentando seu corpo sobre o dela, abriu a capa que escondia o corpo dela. Já que era privado da visão por causa da faixa que lhe cobria os olhos, acariciou-lhe o corpo fazendo com que sua boca seguisse a cada lugar onde suas mãos tocavam, beijando-lhe o contorno dos seios a medida que baixava o zíper do top negro, depois a curva do pescoço enquanto removia a peça.
Desceu as mãos por seu abdômen e sentiu a musculatura rígida se contrair ao entrar em contato com seus lábios. O botão do short dela ele abriu com a boca mesmo enquanto a mão se ocupava com o zíper, depois de conseguir abrir o short passou a distribuir beijinhos por todo comprimento da perna dela enquanto descia a peça lentamente. Quando terminou o trabalho, tornou a ficar de joelhos e finalmente removeu a faixa que o privava de contemplar o corpo da mulher que amava, em seguida tirou sua própria camiseta tornou a pegar a pena dela.
Fez novamente o percurso pela perna dela, mas dessa vez começando a distribuição de beijos pelos pés e terminando na coxa com uma mordia. Pode ver cada pelo do corpo dela se arrepiar e ouvir o gemido de contentamento dela. Sem mais demoras puxou a calcinha que usava e passou a acariciar seu clitóris com a língua.
Ele a estava levando á loucura. Sem enrolar mais, ela o puxou para um beijo antes que seus gemidos se tornassem gritos, desceu as mãos pelo quadril mais do que bem trabalhado dele arranhando de leve com as unhas, parou a mão na barra da calça que ele usava e puxou.
– Eu quero você, e quero agora. – E seu pedido foi atendido sem nenhum questionamento.
Ele terminou de se despir e a penetrou, dando inicio a uma dança que só eles sabiam como dançar, cujo ritmo era ditado por seus desejos e o canto era composto pelos sussurros que vinham do interior de seus corpos e expressavam o sentimento mais selvagem e nato que o ser humano é capaz de expressar. Permaneceram ali por momentos que eram sempre únicos, até ela terminar gritando o nome dele e ele, feliz por ser o próprio o causador de tanto prazer a ela. Ainda ofegantes, Itachi deitou-se ao seu lado e puxou para si em um abraço.
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– Quem foi que disse que o Uchiha não tinha sangue nas veias?
– E desde quando você faz um comentário inteligente Tobi? Mas realmente, nunca mais digo que o Itachi é um cara de sangue frio.
– Hum...eu vou entrar, preciso de um banho. – Madara disse por fim, deixando o companheiro para trás.
Sorria por trás de sua máscara, finalmente seu ex-aluno havia evoluído. Finalmente havia encontrado alguém com quem poderia compartilhar a vida. E ele, Uchiha Madara, poderia agora traçar um plano para o futuro que há tempos aguardava apenas como uma hipótese improvável e falha.
Talvez não mais falha. Com certeza não mais improvável.
