Capítulo dezoito: As pétalas da flor

Tanto tempo esperando para atuar pela Akatsuki, tanto tempo esperando para poder mostrar o quanto era boa e quando a oportunidade finalmente havia aparecido, ela foi a responsável pelo líder estar desacordado, incapaz de se proteger e liderar os Akas durante a batalha. Era nisso em que pensava a rosada enquanto arrumava as malas, era verdade que havia feito uma bela atuação contra aqueles ninjas, mas também sabia que se Pain estivesse desperto todo aquele estrago seria evitado.

– Você não tem culpa de nada, se é por isso que está tão pensativa.

Por mais distante da realidade que ela estivesse, a voz cavernosa e baixa de Madara a teria despertado até mesmo se ele apenas sussurrasse. Apesar do tom típico dos Uchihas, ouvir a voz carregada de experiências dele fazia Sakura sentir frio e até mesmo uma pontinha de medo.

– E eu sentiria culpa de que afinal? – Perguntou sem nem ao menos olhar para o mascarado, tentando ao máximo esconder a culpa que sentia de verdade.

– Sei... – Ele disse deixando claro em seu tom que não acreditava na frase dita com tanta frieza pela garota, uma frieza tão convicta que só poderia ser mascarada. – Mesmo assim, o ataque a todos da sede prova que eles não sabiam ao certo quem era o líder, levariam qualquer um que caísse. Se Pain estivesse acordado começaria a dar ordens que seriam atendidas e eles então descobririam a identidade. Na situação em que você formou, pôde parecer que você e Ino estavam lá somente por causa de um enfermo. E também, por mais fortes sejam, a diferença de poder entre todos e Pain é muito grande, todo o poder dele chamaria atenção – disse se sentando em uma das grandes almofadas de meditação de Itachi.

– Mas ele não é o ninja mais forte daqui. – Disse virando para encarar o mascarado. Não havia gostado da maneira como ele falava, mas ao mesmo tempo se sentia aliviada ao perceber que tudo que ele dizia fazia sentido.

– Sou apenas um velho. – Disse arrancando a máscara de sua face – Um velho que conseguiu uma boa aposentadoria. E meu poder pode ser mascarado, o dele não. – Disse rindo.

Não era a primeira vez que Sakura via o moreno sem sua máscara horrorosa, mas nunca vira nem imaginara um sorriso tão simples e sincero vindo do homem com quem conversava. O sorriso mostrava todos os dentes e quase formavam covinhas no rosto sempre tão sério, trazendo uma imagem diferente dos membros do clã que ele formou. Falando de si assim com tanta displicência como se fosse mesmo o personagem que criou e que era tratado com tanto desrespeito pelos membros da sede.

– Arigato.. – Ela nem percebeu que dizia, apenas admitiu que precisava ouvir tudo o que ele disse. – Por me tirar esse peso.

– Pena que o seu namorado não veja nenhuma gratidão em mim.

– O que disse? – Ela perguntou se terminando o que fazia para se aproximar.

– Nada. Itachi disse aonde ia?

– Nem se eu perguntasse. – Ela sorriu. – Também no momento o único assunto que me diz respeito, além da missão que temos pela frente, é a cura de teus olhos.

– Foi por isso que vim te procurar.

– Não se preocupe, depois de tanto tempo estudando em Itachi, sei bem o que fazer. – Ela falou depois de ouvir um suspiro pesado que acompanhou a fala do moreno.

– Tenho certeza disso, por isso tenho algumas coisas a te pedir. – Sakura se abaixou na frente do mais velho, não esperava que ele lhe fizesse pedidos, isso não condizia com o estilo dele. – Sei que Itachi não confia em mim. – Ela abaixou o olhar mesmo sem perceber, para ele, não precisava de palavras, o pequeno gesto dela lhe confirmava. – E isso não importa mais, no fim todos irão entender as coisas, mas preciso que faças algo comigo enquanto me curas.

Não era difícil acreditar na seriedade dos olhos de Madara, ainda mais quando ele cravava o olho rubro e o olho cego negro em si. A deixava aflita e ao mesmo tempo curiosa sobre que tipo de pedido ele poderia ter para lhe fazer.

Teria relação às coisas que Itachi havia lhe contado e sobre as semelhanças entre o poder do homem em sua frente e seu ex afeto e atual cunhado e o poder ilimitado daquele Sharingan?

Tomada pela curiosidade e perdida em pensamentos, Sakura o seguiu quando se levantou e passou a caminhar em direção a uma parte mal iluminada do jardim que agora já expunha a lua cheia imponente no céu. Sorvia cada palavra dita pelo sensei de seu namorado como se fossem sagrados ensinamentos que não poderiam se perder jamais. A história de Madara era incrível, seu plano era uma loucura, mas nenhuma vez Sakura o contestou se quer abriu a boca.

Ela estava sabendo de coisas que nem mesmo Itachi sabia sobre os planos do outro, mas ela não traria o nome de Itachi pra conversa. Na verdade ela achou muito mais conveniente não falar nada, para não correr o risco de fazer o rumo dos pensamentos de Madara mudarem, ela ficaria ali ao lado dele ouvindo tudo, fazendo sua própria interpretação de tudo.

– Sente-se Madara-san – Pediu indicando destroços na direção. – Vou te examinar – Disse sem responder ou falar mais nada ao líder do clã amaldiçoado de Konoha, afinal, parte do que ele estava lhe pedindo já estava em seus planos desde que o namorado havia lhe contado os segredos de sua história.

Cerca de trinta metros longe dali, um moreno e seu fiel companheiro chegavam ao lar, apreensivos pelo o que encontraram no lugar da costumeira casa.

– Você tinha razão Itachi-san, mais uma vez. Sua intuição nunca falha há – Disse o homem tubarão tirando sua arma das costas – Mas afinal, o que foi que passou por aqui?

– Eu não sei ainda, mas pode guardar a Samehada, seja lá o que foi, não há ninguém estranho aqui. – Disse sentindo cada chakra ali, assim que identificou cada um, se concentrou em um específico.

Sem falar nada, olhou para a direita e logo encontrou a kunoichi metros longe dele com seu sensei. Ela tinha as mãos dispostas pela cabeça de seu ancestral, a luz verde clara que circundava suas mãos deixaria claro o que ela estava fazendo até mesmo se ele mesmo não tivesse passado pelo mesmo exame. Queria muito ir até lá, mas tinha que relatar a Pain o que encontrara primeiro, ele pode ver que ela estava bem, isso já era o suficiente no momento.

– Itachi-san, acho que vou deixar você ir falar com Pain e vou ver como está o que sobrou da sede há.

– Você tem certeza? Afinal quem descobriu isso tudo foi você, acho que deveria vir.

– E ter que admitir pro Pain que eu saio seguindo seu irmão por aí? Não não, prefiro ficar vivo, e também quem faz os relatórios é você, minha presença ou ausência lá não fará diferença.

– Ele está preocupado com outras coisas no momento Kisame, não vai querer saber sobre como soube do Zetsu, vamos, venha comigo.

– Hai hai. – Disse vencido seguindo o jovem mestre, que havia aprendido a respeitar apesar de ter pouco mais da metade de sua idade.

Por uma fração de segundo Sakura pode ver Itachi ali, perto o suficiente para desejar largar Madara e sair correndo em sua direção, longe o suficiente para sumir antes mesmo que ela se desse de conta. Queria parar o que estava fazendo para receber o namorado, mas não podia, tinha que cuidar de Madara no momento.

Sabia que tinha sido vista ali, Itachi não chegaria àquele caos e não a procuraria pra saber se estava bem, mas com certeza ele também tinha deveres mais urgentes antes. Finalmente sentiu seu chakra se esvair, ativando o selo em sua face, por hora era suficiente, já havia descoberto o que queria e dado início ao tratamento de Madara, que dava indícios de ser ainda mais rápido que o de Itachi.

– Por hoje é isso Madara-san – Disse sentindo o corpo sendo nutrido pelo chakra que percorria a periferia de sua testa e escorria pelas têmporas, causando-lhe a sensação de estar sob um chuveiro de água morna e relaxante.

– Sinto a melhora já. – Disse abrindo os olhos. – E o que mais?

– O mecanismo que faz o teu Sharingan ser eterno é simples, muito simples. Na verdade muito mais simples que as teorias absurdas que o clã impôs para obtê-lo. No entanto, esse poder ilimitado é seu. É o teu chakra e não os teus olhos.

– Arigato Gozaimasu. – Disse se retirando, deixando a rosada para trás, parecia ainda mais pensativo depois das novas descobertas.

Ela ainda ficou ali pensando se deveria esperar Itachi, por fim decidiu ir tomar um banho, sabia que o moreno iria lhe procurar independente de onde estivesse. Não imaginava que poderia se ver tão apaixonada quanto já foi uma vez, tinha realmente acreditado que não seria mais capaz de ter aquele tipo de sentimento.

Caminhou em passos rápidos para o que costumava ser o quarto. Era uma sorte muito grande que pelo menos o banheiro não estivesse destruído, assim pelo menos teria como relaxar sob a água morna e ter um canto de privacidade para se despedir de Itachi.

Largou a capa de qualquer jeito sobre a cama cheia de destroços finos e pó sobre o lenços e os sapatos ficaram espalhados pelo chão. Em seguida fechou a porta do banheiro atrás de si, ela não trancava mais desde o dia em que ela própria a havia socado para seguir Itachi até ali.

Sorriu ao se lembrar do dia em que ouvira a primeira declaração do moreno que ela havia pré-julgado como uma pessoa fria, sentou-se na borda da banheira de pedra onde tudo começou, onde o beijou depois da bela declaração. Tirou o top e o largou dentro da mesma, e o mesmo destino foi dado a todas as outras peças de roupa que vestia, normalmente gostava de tomar banho na banheira, mas hoje ela precisava deixar a água morna cair sobre sua cabeça, massagear seu pescoço e suas costas, havia sido um dia muito longo e ainda assim curto demais perto dos que viriam.

Metros dali, o moreno caminhava mudo como sempre, se quer olhava para a destruição e os muitos destroços ao seu redor. Na opinião dele, aquilo tudo era apenas cimento, e poderia ser refeito se fosse necessário.

O que realmente o importava, o que lhe interessava ali unicamente era a mesma coisa que o guiava e fazia seus passos seguirem para seu próprio quarto pensando em que momento foi que Sakura assumira o lugar de prioridade em seus pensamentos. Cada dia que passava ele tentava se acostumar com a ideia de que não importava o que ele tentasse, a rosada simplesmente nunca saía de seus pensamentos.

Diante da porta do aposento ele pode ver que o estrago ali fora grande, também pudera, seu quarto ficava de frente para o do líder e ambos eram colados na única peça que fora completamente devastada: sala que Pein usava para trabalhar. Apenas mais cimento. Entrou no quarto pela passagem aberta onde havia uma parede quando ele saiu de casa.

Ouviu o barulho de água caindo atrás da porta encostada, riu pensando que naquele aposento todo a única coisa que tinha ficado inteira fora algo que a própria proprietária estragou, sim, Sakura também era dona daquele quarto. Pegou a capa que ela deixou jogada sobre a cama, poderia a esperar ali, mas a ideia de lhe fazer uma surpresa era mais agradável, jogou a peça novamente na cama e em seguida fez o mesmo com a sua.

Também tirou os sapatos, olhou mais uma vez pelo buraco por onde tinha entrado, estava tudo muito calmo e todos deviam estar ocupados com seus próprios interesses. Itachi não perdeu mais tempo pensando, tirou o que restava de suas roupas e abriu a porta do banheiro silenciosamente.

Lá estava ela, de costas para a porta. Mantinha os braços escorados na parede e a cabeça escorada nos braços deixando a água morna cair em suas costas, a porta do box aberta. Um quadro lindo que dividiu seus desejos por alguns breves segundos, a parte racional do Akatsuki acharia que ela talvez estivesse procurando por algo relaxante debaixo daquele chuveiro e talvez ele devesse sair dali e deixá-la em paz, enquanto todo resto de sua essência achava que o melhor relaxamento que ela poderia ter podia ser proporcionado por ele ali mesmo e talvez devesse surpreendê-la.

Sem nem mesmo perceber quando havia decido o que faria, ele já estava nu na entrada do box admirando de perto todas as curvas do corpo da rosada que ele adorava. Tão perdido que deixou escapar o momento em que ela sorriu brevemente, havia o sentido assim que abrira a porta, mas ficou parada, talvez ele estivesse cansado, afinal recém havia chegado, achou melhor era esperar para ver que atitude o moreno ia tomar.

– Sabia que viria aqui, então fiquei te esperando. – Disse sem se virar, por mais longe que sua mente estivesse debaixo da água, ela esperava por ele, sentia-se muito empolgada com a aproximação dele.

– Encontrei o que estava procurando. – Disse simples abraçando a rosada pelas costas – Fiquei sabendo que teve festa aqui hoje e que você fez bonito. – Preferiu falar algo, ela parecia distante.

– Você sentiria orgulho de me ver lutar hoje. – Disse inclinando a cabeça pra trás para receber um beijo do namorado enquanto segurava as mãos dele que enlaçavam sua cintura, com a água do chuveiro percorrendo pelos ombros do casal.

– Não precisa matar homens pra ter meu orgulho. – Disse encarando os grandes orbes verdes.

– Você fez falta aqui hoje, não apenas como ninja...

– O que te incomoda Sakura? – Ele perguntou escorando o queixo no ombro dela.

– Konan me pediu pra manter Pain longe, ele queria ir atrás dela a todo custo enquanto devia descansar. Então fiz ele apagar com um jutsu de relaxamento que manteve ele completamente apagado, sem ser capaz de fazer nada quando fomos atacados, sem poder orientar a proteção da sede nem se defender. – Se sentiu pelo menos uns cinco quilos mais leve dizendo aquilo.

– Minha flor, somos ninjas renegados procurados e perseguidos por meio mundo, coisas desse tipo sempre irão acontecer. Você estava seguindo uma ordem da Konan, acredite para o Pain, isso vale mais do que as paredes que foram quebradas aqui, independente de qual ordem lhe foi dada. – Ela sorriu ao ouvir o último comentário e ele se sentiu satisfeito por não ter recuado quando se sentiu dividido, afinal ela precisava dele ali mesmo e vendo o brilho no olhar dela soube que os seus desejos ali também poderiam ser usufruídos.

– Arigato. – Disse sorrindo – E sua missão, como fo...

– Shh – Interrompeu-a encostando levemente a ponta de seus dedos na superfície dos lábios dela, podia sentir como depois de falar ela já voltava às suas características normais. – Hai. Mas nós podemos falar sobre isso amanhã, não podemos? – E sem esperar pela resposta da kunoichi começou a massagear seu pescoço delicadamente com a boca.

Sakura praguejou mentalmente por Itachi ataca-la com um carinho que lhe incontestavelmente erótico e que lhe agrada do forma que não conseguia ir contra. Não que não o quisesse ou não estivesse disposta ao que ele lhe oferecia, muito pelo contrário, Itachi tinha o estranho poder de atraí-la até mesmo quando a procurava em silêncio dentro da escuridão das madrugadas.

O que acontecia é que ela gostava de tomar as rédeas da situação, e tinha algo em mente quando decidiu o esperar ali, mas com o passar dos dias o moreno estava aprendendo como deixá-la sob suas vontades. Ele aprendia rápido.

A carícia foi oferecida de maneira tão repentina que ela nem teve tempo de falar alguma coisa, um pequeno e baixo gemido antecipou qualquer palavra ao sair por entre seus lábios antes que pudesse reprimi-lo. Instintivamente, ela inclinou mais a cabeça dando ao moreno a possibilidade de continuar livremente com a carícia e levou um dos braços pra trás para poder alcançar o pescoço do mesmo, mantendo-o ali.

Ele sabia quais armas usar contra ela, sabia do que ela gostava e o que não resistiria, aquela era a intenção dele desde que chegara a sede. Sentiu-se satisfeito ao perceber que ela estava gostando do que ele lhe oferecia. Cada gemido que conseguia arrancar dela, chegava aos seus ouvidos como melodia. Com um dos braços a apertou mais contra si, com o outro explorou cada curva, apreciando a forma como ela se arrepiava ao sentir cada toque.

– Ita..chi – Ele se enchia de desejo vendo a mulher entre seus braços o chamando, gemendo por ele.

A forma como ele a prendia, a fazia não pensar mais em conter o que sentia. Podia sentir todo corpo do namorado colado ao seu enquanto ele a prendia com firmeza pela cintura. A carícia em seu pescoço lhe arrancava gemidos, o toque leve e preciso por seu corpo fazia cada pelo em sua pele se arrepiar, tantas sensações ao mesmo tempo a fazia o desejar profundamente, fazendo-a chamar por seu nome entre os gemidos.

Sakura levou a outra mão para trás de si, permitindo-se explorar o corpo dele também, mas logo foi interrompida por Itachi que a virou de frente para si, interrompendo os vários trabalhos que realizava com ela. A água morna que caía sobre seus ombros parecia cada vez mais quente ao entrar em contato com os corpos que começavam a esquentar de desejo e tingindo-se de rubro em meio ao vapor quente.

A rosada aproveitou a pausa dada entre as carícias para grudar seus lábios aos dele, enquanto se jogava contra a porta do box às costas de Itachi. Agora era ela quem pressionava seu corpo contra o dele. As mãos muito pequenas exploravam cada detalhe do corpo caprichosamente trabalhado do amante, uma delas subia sorrateira, fazendo cada pelo do tórax do Uchiha se arrepiar e sem que ele percebesse, os dedos se enroscaram em seu queixo, jogando-o para o lado e dando espaço para que ela "voasse" imediatamente com a boca em seu pescoço, avançando contra si com beijos, mordidas e lambidas na pele molhada pela água do chuveiro.

Enquanto o Uchiha aproveitava o que ela o oferecia e acariciava todo o dorso do corpo dela. Até que a kunoichi subir seus beijos para uma das orelhas, enroscando os braços em volta do pescoço.

– Quero experimentar seu gosto sob a água, Uchiha. – Ela disse antes de morder o lobo da orelha.

Nesse momento as mãos que estavam no bumbum de Sakura cravaram-se em sua pele e desceram até a altura das coxas, puxando-as contra si com força, trazendo Sakura para seu colo. Ela manteve as pernas enroscadas em sua cintura e ele andou com ela até encontrar a parede de azulejo que a sustentar o peso do corpo da rosada.

Ela parou para olhá-lo, Itachi manteve um dos braços sob ele, o resto do peso do pequeno corpo ele sustentou com o seu próprio. Assim pode usar a outra mão para acariciar-lhe novamente. Passou a ponta dos dedos pelos lábios e em seguida os beijou, depois desceu as mãos até o queixo e uma mordidinha seguiu o gesto. Em seguida a ponta de seus dedos desceram por toda lateral do pescoço e assim sua língua também o fez.

Sakura estava longe, esta era outra de suas carícias preferidas, aquelas que ela simplesmente não sabia resistir. A mão dele percorria o peitoral alto dela e como esperado cada lugar que era tocado, era beijado logo em seguida. De repente, as pontas dos dedos dele passaram pelo contorno de um dos seios dela e distribuiu beijos leves por toda superfície da voltinha do seio enquanto o dedo circulava o mamilo enrijecido que logo em seguido foi abocanhado, arrancando mais uma série de gemidos da dona dos olhos verde floresta.

Encorajado pelas demonstrações de contentamento dela, Itachi intensificou a carícia e acabou perdendo controle sobre o peso do corpo dela, que pela falta de suporte deixou as pernas se desprenderem do corpo dele. O moreno aproveitou para levar a mão que fora recém-liberada ao outro seio para dar-lhe também a mesma atenção com os lábios. Sakura levou a mão para desprender os cabelos dele, passou a mão pela nuca e infiltrou os dedos entre a cascata de fios negros.

No mesmo tempo o moreno levou as mãos para ambos os braços dela erguendo e prendendo-os sobre a cabeça da kunoichi, tomando-lhe ferozmente os lábios antes que ela fosse capaz de qualquer gesto. Não estava disposto a dividir a liderança da brincadeira com ela hoje, estava gostado de vê-la desmontada e explorada por si.

Vendo-se com os braços presos, Sakura ergueu uma das pernas como se pudesse com esse ato prendê-lo, aproximando suas intimidades a ponto de se roçarem enquanto a rosada se movia propositalmente. Já prevendo que a audácia da médica poderia acabar com seus planos de não se render a ela assim tão facilmente dessa vez, fez com que a amante ficasse de costas para si, quase colando a face no azulejo úmido pelo vapor da água morna que bufava ao contado com peles tão quente dando a impressão que o pequeno box havia se transformado em uma salda escaldante. Hoje ele comandaria o prazer dela, hoje ele quem seria o seu mentor.

Afastou os fios rosa molhados que colavam no rosto dela, mais uma vez acariciou-lhe a pó pequeno pescoço com a ponta dos dedos antes de inundá-los com a saliva de seus beijos. Ela não estava mais em sua consciência, cada gesto seu servia apenas para incentivar mais o moreno a usar mais de si. Sentia as unhas dele descerem por suas costas enquanto seus beijos ainda desciam por seus ombros. Com intenção de tentá-lo, ela se empinou sob o outro fazendo seus corpos se atritarem mais.

Com uma velocidade incrível a mão do Uchiha foi parar em um dos seios, apertando-o enquanto a outra seguiu para a intimidade dela. Percorreu o dedo por toda extremidade do órgão até chegar a fonte q a molhava de dentro pra fora, não como a água que cobria seus corpos, chegou à fonte que a inundava de prazer, que era ativada pelo desejo que ela estava sentindo. Pressionou o dedo em sua entrada e voltou pelo mesmo percurso que havia feito antes, espalhando o fluído por todo a região até chegar no primeiro órgão do prazer. Passou a acariciá-lo fazendo a rosada ir à loucura.

A Haruno gemia, chamava por seu nome, rebolava e afogava cada vez mais o dedo cálido que se movia como um intruso desejável cada vez mais em seu clitóris. A situação estava difícil para Itachi controlar, se não estivesse tão obstinado em dar todo prazer que podia para ela em sua breve despedida já teria cedido ao desejo quase incontrolável que sentia de tê-la em si e era alimentado a cada gemido cálido e cada espasmo contorcido que o corpo firme tinha guiado pelos gestos incansáveis do moreno. Ouviu o estopim que ruiria com qualquer concentração, quase sem fôlego, sem mais saber separar palavras de gemidos a rosada chamou por si, clamando por seu corpo, pedindo em tom quase choroso que a tivesse ali.

Não havia meios de se negar o pedido dela, sem parar de brincar com o pequeno órgão do prazer, ela a puxou pela cintura erguendo ainda mais o quadril que ela já empinava. Procurou com os dedos a entrada de sua cavidade e penetrou sem nenhuma dificuldade, tendo seu membro engolido para dentro da entrada encharcada da rosada. Paciente como o moreno, que ficaria ali o resto da noite, os movimentos eram lentos e profundos, guiando-os com calma até o ápice. Aos poucos cada estocada ficava mais selvagem, assumindo um ritmo mais urgente, mais veloz, aumentando o prazer do casal e fazendo com que os gemidos arfados do moreno se unissem aos da amada. Podia sentir através do corpo dela que Sakura estava a ponto de alcançar seu orgasmo.

Parou subitamente, não queria que sua kunoichi encontrasse o ápice de seu prazer com o rosto colado no azulejo, queria poder ver a expressão em seu rosto, ver o desenho formado por seus lábios quando ela chamasse por seu nome uma última vez antes de caírem exaustos. A virou para si e a beijou enquanto se desligava o chuveiro atrás dela e a arrastava consigo através do box. Acabariam com aquilo no conforto de sua cama, manchando o lençol com os corpos molhados em cada movimento investido corpo a corpo. Amaram-se até o cansaço tomar conta de seus corpos que adormeceram lado a lado.

Pouquíssimas horas depois, o verde esmeralda revelou-se subitamente na escuridão do quarto, refletido apenas pela nuvem de chakra verde desbotado que era emitido de sua mão, dando ao rosto uma expressão fantasmagórica. Tão séria quanto o que estava prestes a fazer.

Olhou mais uma vez para o rosto desacordado ao seu lado, ele parecia uma criança carente de atenção. Tão calmo, tinha uma expressão tão tranquila no rosto e fazia ela se perguntar se mais alguém no país do Fogo já tivera visto aquele homem tão vulnerável assim. Ele se virou na cama e uma larga mecha de franja ainda molhada pelo "banho" banho que haviam tomado, desgrudou de seu rosto indo se juntar ao restante dos fios que formavam uma mancha negra no travesseiro, deixando os olhos profundos e fortemente marcados em maior destaque e levando embora a imagem do menino. Estava diante do homem marcado por preocupações cuja mente raramente descansava, cada minuto era planejado, cada ato era calculado...

Isso a fazia temer o que estava prestes a fazer, poderia interferir nos planos do moreno. Ainda assim, levou a mão até a cabeça do outro, não demorou muito até poder ver ele se contorcer entre caretas, em qualquer caso poderia achar que estava apenas tento um sonho ruim, mas sabia que era dor e doía em si saber que era por suas mãos. Mas era preciso, seriam dias de dor para algo maior. O problema não era o que ela fazia, mas a forma como fazia, odiava fazer aquilo pelas costas de Itachi.

O sol já dava sinais de que estava prestes a nascer, estava feito. Levantou-se com cuidado para não acordá-lo, queria deixar remédios prontos para diminuir a dor que ele sentiria nos dias seguintes e ela estaria longe demais para cuidar dele.

Estava com tudo pronto quando Pain apareceu no buraco aberto na parede. Fez um gesto pedindo silêncio ao líder para não acordar Itachi e o acompanhou para conversarem no lado de fora do quarto.