Capítulo dezenove: Algo que te fará lembrar-se de mim

Por Kami-chan

Deidara estava diante de uma grande mesa onde moldava as esculturas explosivas que sempre levava consigo. Havia deixado a capa a capa jogada em cima da cama, tirar ela foi a primeira coisa que fez ao entrar ali, como era bom ter permissão, não, melhor que isso receber a ordem de ficar sem aquela coisa pesada. Estava um dia quente, então ele aproveitou e tirou a camiseta também antes que a sujasse com argila explosiva.

Já havia moldado sete aves quando percebeu que Ino não estava mais correndo de um lado a outro pelo galpão. Enquanto Deidara estava trabalhando em suas armas, a loira estava guardando tudo que era deles para a viajem, mas já tinha um tempo que ela havia parado.

Por um momento o artista se sentiu sozinho e logo se deu de conta que na manhã seguinte estariam seguindo destinos diferentes. Mesmo com Hidan e Kakuso, longe de Ino sem saber onde e como ela estaria ele estaria sim sozinho e isso o incomodava muito.

– Ino, un – Chamou.

– Hai – Ouviu a voz que veio da direção do banheiro do quarto.

– Abra o olho com Madara nessa missão, un.

– Não confia nele? – Perguntou ainda sem aparecer.

– Não. Ele é um Uchiha, un.

– Itachi é um Uchiha, não confia nele também?

Deidara parou de moldar o que estava moldando, lembrou-se do dia em que perdeu para Itachi caindo em um de seus truques e teve que se unir a Akatsuki. A resposta negativa que saiu de seus lábios soou tão baixa que Ino não foi capaz de ouvi-la.

– Ino entenda uma coisa, com todos esses anos eu aprendi a respeitar o poder de Itachi. O que ele faz com aqueles olhos é sim a verdadeira arte un, nos últimos meses passei a apreciar a companhia dele por intermédio seu e sua proximidade com Sakura, mas nunca vou confiar em um Uchiha un. – Limitou-se a dizer enquanto sua mente concluía que a falta de confiança vinha com a promessa de nunca mais ser subjugado por um Uchiha novamente.

– Entendido meu amor, mesmo porque Uchihas são problemas pra Sakura e não pra mim.. Sasuke, Itachi, Madara.. a gang toda do sharingan. – A loira respondeu com humor.

– Mesmo assim un, quero que tome cuidado nesta missão. – Pediu largando a ave recém-moldada na mesa, achando um pouco estranho a forma como ela concordou consigo de forma tão compreensiva.

– Hai. Mas no momento eu acho que é você quem deve tomar cuidado, un – Ino disse escorada à porta do banheiro.

A ironia na imitação da cacoete e o timbre de sua voz deixaram a evidencia de alguma intenção omitida da loira. Intenção esta que se fez clara quando o estridente do ar sendo cortado por um chicote.

Deidara se virou imediatamente para olhar a loira que havia acabado de chicotear a porta em que estava escoada. Yamanaka expunha a "arma do crime" muito bem firme em suas mãos.

Ele mirou o chicote sem saber muito bem o que pensar, depois a mão e os dedos que aparentemente eram tão delicados, mas que se enroscavam no objeto como se um fizesse parte do outro, como se mão e chicote fossem uma coisa só. O Iwa sabia que poderia lhe trazer algumas complicações, pois a bela ninja de aparência tão inocente não teria receio algum de usá-lo aquela arma contra ele.

Seguiu a exploração, subindo o olhar pelo braço dela até encontrar a alça do belo lingerie preto que moldava seu busto como se tivesse sido desenhado exclusivamente para os seus seios fartos de pele macia. Passou os olhos pelos seios bem acomodados dentro dos bojos bordados com finas flores em azul bebê quase que implorando para serem libertados de lá.

Os olhos exploradores desceram seu abdome memorizando cada detalhe do fino corpete. Seus olhos nem piscaram temendo perder um mínimo detalhe se quer daquilo tudo que via. Encantado com tanta beleza, desejou ela por completo quando passou os olhos pela fina faixa de pele exposta entre a barra onde o corpete terminava e a linha da calcinha azul no mesmo tom de cada detalhe do conjunto.

Sobre a mesma e descendo pelas coxas havia as ligas que se prendiam às meias rendadas que apesar de serem de tecido transparente escondiam o tom tão bonito da pele de Ino. Esse detalhe o fez desejar tirar cada uma daquelas peças do corpo dela antes de qualquer outra.

– Está babando demais un – Ela sorriu maliciosa no momento em que ele terminou sua análise e olhava a mulher como um todo.

– O que é isso, un? – Perguntou indo em sua direção.

Os olhos tão azuis quanto uma bela tarde de primavera assumiram o tom mais escuro. As íris vivas foram inundadas pelo brilho que a malícia no sorriso dela refletia em si.

– Algo para você ficar pensando enquanto estivermos longe.

– Linda, un – Disse ao ouvido dela enquanto se enroscava na cintura tão fina.

– E letal. – O lembrou balançando a mão para trás, chicoteando a porta atrás de si mais uma vez com força. – Espero que tenha servido de aviso – Referindo-se a chicotada. – Eu não disse que podias tocar em mim.

Ao ouvir o aviso ele a soltou, sabia que ela não estava brincando com aquela coisa na mão. Deidara escorou um dos braços na porta e ficou a encarando, intimidando-a a continuar com a personagem.

– Primeiro, – Disse passando a ponta do chicote rígido pelo peito exposto, descendo. – Vai tirar isso pra mim. – Terminou a frase passando com o brinquedinho na barra das calças que ele vestia. – Com emoção, un – Acrescentou empurrando-o delicadamente de sua frente e se movendo para até alcançar a cama e sentar-se no centro da mesma.

Sem nem questionar a ordem, Deidara subiu em cima de um grande baú que tinham em frente à cama e começou a tirar o que tinha de roupas de forma que lhe pareceu erótico. Não deixou de olhar para ela um minuto se quer.

Ino estava adorando aquilo tudo com certeza aquela seria uma longa noite de despedida. No momento, o namorado já estava sem calça e estava fazendo doce pra tirar a cueca, principalmente depois que percebeu que isso a deixava cada vez mais ansiosa.

– Se eu tiver que ir até aí tirar essa cueca, as coisas vão ficar piores pra você. – Ela avisou e ele, de propósito continuou se fazendo, insinuando que ia tirar a peça, mas sem o fazer de fato.

Ino colocou o chicote entre os dentes e engatinhou na cama até o móvel que ele estava em cima. Parou diante dos pés dele e pegou o objeto na mão mas não para usá-lo e sim para deixar a boca livre novamente e assim poder subir pela perna dele dando mordidinhas, umas mais leves outras mais profundas, até chegar na barra da peça de roupa que o loiro estava enrolando para tirar, desceu-a um pouco com a ponta dos dedos e terminou de tirá-la com os dentes.

Assim que terminou de despi-lo ela desceu do baú trazendo Deidara consigo e o fazendo sentar no mesmo enquanto o beijava. Encerrou o beijo fazendo-o olhar para si enquanto subia no baú e ficava em pé com uma perna entre as dele e a outra ao lado de seu corpo, fazendo-o ter que olhar pra cima para olhá-la. Em silêncio, ela soltou uma das ligas. O ato foi velado pelo olhar dele que não deixava passar um detalhe.

– Eu posso? – Perguntou obediente, como se fosse um vassalo cuidando com esmero de sua rainha ou um mero mortal prestes a tocar a pele intocada de uma Deusa.

Sua resposta foi um sorriso. Sem esperar mais nenhum minuto, agarrou-se à perna dela tocando cada centímetro de seu pé até sua coxa onde pode infiltrar seus dedos por entre a renda da peça para descê-la revelando pouco a pouco a pele que desejava tanto sentir.

Ergueu a perna flexionando-a com todo cuidado e delicadeza que ela merecia quando chegou a hora de tirar a meia do pé dela. Jogou a peça longe sem dar a mínima importância e então passou seu rosto pela pele macia e agora totalmente exposta, até estar novamente na altura da coxa e poder lavar a mão até a outra liga. Mais uma vez pediu permissão e foi atendido, repetindo o mesmo processo na outra perna.

Quando terminou, aproveitou-se do estado em que gestos tão simples a haviam deixado e aproximou-a de si. A delicada calcinha de tecido fino foi puxada e descida antes mesmo que ela raciocinasse em puni-lo com o chicote.

Mesmo assim, ele sabia que ela não deixaria barato. Uma vez sem a peça íntima levou a perna que estava entre as de Deidara para o lado do corpo dele, oposto ao lado onde se encontrava a outra perna dela e assim abaixou-se e sentou-se em seu colo.

– Está querendo me desobedecer un – Perguntou baixo em seu ouvido, enquanto se movia no colo dele e fazia seus corpos se roçarem tentadoramente.

Deidara adorava como ela imitava seus "uns" quando queria ser cínica, irônica ou coisa do tipo. Ainda mais quando depois da provocação, geralmente cantada ao pé de seu ouvido.

Ino se perdia em diferentes caminhos percorridos por beijos e mordidas entre sua orelha, sua boca e seu pescoço. A loira passou os braços ao redor de seu corpo na altura dos ombros, segurando cada extremidade do chicote em uma das mãos, mantendo-o encostado nas costas de Deidara com intuito de lembrá-lo o que o esperava. Ela estava conseguindo com isso arrancar muitos gemidos do loiro.

Ino sentia o namorado latejar sob si, o que não a faria parar com a brincadeira. Muito pelo contrario, agora ela se movia cuidando os pontos específicos onde seus corpos se atritavam. Sem poder se conter mais Deidara levou as duas mãos ao bumbum da loira com intuito de erguê-la e "encaixá-la" às suas necessidades, mas desistiu ao sentir ela soltar uma das mãos do chicote e o acertar na perna.

– Itai – Ele gemeu entre os dentes enquanto voltava a se segurar nas laterais do móvel com tanta força como se fosse capaz de atravessar a madeira.

– Eu não permiti que me tocasse.

– Você é má un – Ele disse a olhando com olhos turvos de desejo quase implorando para tê-la.

– E estou só começando. – Ela disse se ajeitando mais uma vez no colo do nuke-nin da Pedra, permitindo-se desta vez penetrar-se lentamente.

Deidara fechou os olhos para senti-la, mas não sabia que aquilo era para puni-lo por sua desobediência. A kunoichi simplesmente parou, mantendo pouco menos da metade do membro penetrando-a, ela parou e continuou provocando-o, deixando que ele sentisse todo calor de seu desejo por ele e não pudesse usufruir e dando-lhe ainda mais mordidas distribuídas da maneira como Deidara gostava entre o pescoço e a orelha.

– Ino u...n... – Arfou.

– Qual é o problema, Dei-san? – Perguntou tentando esconder todo desejo que também sentia, permitindo que o membro dele adentrasse um pouco mais em si, mas logo voltando a posição anterior.

– Hora de a brincadeira mudar de rumo. – Disse a desejando cada vez mais.

Rápido, puxou Ino pela cintura com uma das mãos enquanto tomava dela o chicote com a outra. O brinquedo foi jogado longe enquanto ele a beijava de uma forma tão profunda que até parecia selvagem. Uma vez que já tinha se livrado do artefato, ele a pegou no colo muito rapidamente de uma forma como ela não pode reagir e a jogou na cama colocando-se rapidamente sobre ela.

Suas mãos passaram por todo corpo desenhado. A pele de seus dedos formigava pedindo pelo contato que ela tanto o havia impedido.

A Yamanaka ainda usava o corpete do lingerie, mas ele logo cuidou para que o pequeno pedaço de tecido voasse do corpo dela para longe dali. Ino não sabia se não conseguia ou não queria reagir àquilo tudo, o fato era que o desejo com que ele investia contra si era tanto que fazia o seu desejo fosse o dele.

Impossível negar o quanto estava gostando daquela situação. A forma como ele avançava contra o seu corpo com desejo e descontrole fazia seu próprio corpo queimar e arder em desejo. Não pôde nem conter os gemidos antes abafados pelos beijos e absolutamente audíveis depois que boca dele passou a dar atenção aos seios fartos antes presos pelo bojo implorando por liberdade, agora embebidos em saliva movendo-se no mesmo ritmo dos corpos.

Os gemidos dela se intensificaram mais quando sem aviso nenhum ele a penetrou fundo de uma vez só para senti-la com a mesma urgência que estava desejando e esperando por tempo demais. O loiro manteve movimentos em uma velocidade difícil para ela acompanhar enquanto as mãos dele não paravam de percorrer seu corpo.

Ino tentava acompanhar os movimentos de Deidara enquanto se perdia nos altos gemidos que em certo ponto passaram a se misturar com os gemidos dele. Mantinha as unhas bem cravadas nas costas do amante fazendo com que a distância entre os corpos diminuísse à medida que o contato e o prazer aumentavam cada vez mais, levando os dois exatamente pelo mesmo caminho onde alcançariam o ponto máximo da relação juntos como se o prazer de um pertencesse ao outro, como de fato pertencia, assim como suas vidas e ambos sabia disso.

– Você un, é o amor da minha vida. – Disse enquanto recuperava o fôlego, afastando algumas mechas de cabelo dela que haviam grudado no rosto suado e rosado – Não quero ter que ir amanhã sem você comigo un – Admitiu que não era bobagem se preocupar e sentir falta da presença e da companhia dela.

– Amo você Deidara- senpai, também não quero ficar longe de você. Mas temos ordens a cumprir, serão poucos dias e logo estaremos juntos novamente.

Ele ficou a olhando por longos minutos sem responder ao que ela disse, até que finalmente saiu de cima de seu corpo, trazendo-a consigo em um abraço e a deitando sobre seu peito. O casal preferiu, em silêncio, se esquecer do tempo enquanto ficaram trocando beijos e olhares cheios de carinho. Ele continuou acariciando as longas mechas loiras mesmo depois de Ino ceder ao sono, passaria a noite guardando a beleza de seus sonhos.

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Sem se mover uma vez se quer durante a noite, Ino abriu os olhos cedo da manhã feliz por se encontrar ainda entre os braços de Deidara. Inerte, permitiu-se ao desejo de apenas sentir o aroma dos longos fios loiros e da pele bronzeada.

– Bom dia, un – Ino olhou imediatamente para o loiro e os olhos muito vermelhos de quem não dormiu nada a noite toda.

– Você não dormiu. – Afirmou enquanto respondia ao "bom dia" com um beijo.

– Não, mas sonhei a noite toda un – Sorriu.

– A é? E sonhou com o que? – Perguntou se virando entre seus braços e subindo pra cima do colo enquanto beijava o pescoço do loiro que já estava gostando daquilo tudo.

– Com uma loira absolutamente maravilhosa que acordava cedo da manhã já querendo me deixar maluco com beijos no meu pescoço. – Respondeu próximo ao ouvido dela, já que a posição em que ela estava permitia isso enquanto alisava o corpo ainda nu e quente recém-desperto dela.

– Então seus desejos foram atendidos. – Ino disse enquanto ele retribuía cada beijo que ela dava em seu pescoço com beijos mais ousados na orelha dela.

Então ela terminou com aquela brincadeirinha selando os lábios do loiro aos seus. Sentiu a mão dele que estava em uma de suas coxas, bem perto do joelho subir lentamente com a língua exposta, que subiu lambendo sua perna. Ela subiu até sua barriga, que a mão de Deidara apertou com força, enquanto erguia seu corpo, girando Ino, trocando suas posições.

– Passei boa parte da noite também desejando uma punição à altura pra sua brincadeirinha de ontem. – Disse com malícia enquanto suas mãos passeavam babando o corpo dela como se tivessem vontade própria.

Mas para o desgosto mútuo alguém bateu apressadamente na porta do quarto/ galpão. Ino franziu o cenho enquanto Deidara deu um suspiro longo e pesado deixando a cabeça cair, encostando a testa na barriga dela.

Havia um motivo único para não ter oferecido o galpão como teto ao restante da equipe, e este motivo era poder se despedir de Ino à vontade.

– Hai – Gritou a loira de onde estava mesmo, de mau humor por terem interrompido seu "despertar".

– Ino avise o Deidara que Pain-sama decidiu que a nossa comitiva vai ser a primeira a partir. – Disse Kakuso à porta. – Deidara, Hidan e eu devemos partir em quarenta minutos.

–Arigato Kakuso- san.

– Kakuso-san? – Deidara quis saber desde de quando o outro tinha o seu respeito.

– Ele deve ter pelo menos uns cem anos, não posso tratá-lo com desrespeito. Mas deixe isso pra lá, ainda temos quarenta minutos pra...

– INO! Tá acordada porca? – Mais alguém batia na porta. Sem ter mais o que fazer Deidara riu.

– SAKURA! Não precisa gritar comigo assim cedo da manhã! – Desta vez Ino foi até a porta e abriu pra amiga. – Ainda mais se eu já estou acordada testa-sama.

– Hei, guarde essa bunda branca pra você – Disse a empurrando pra dentro do quarto de volta e fechando a porta por fora. – Pain-sama quer falar com nós e Madara agora mesmo. – Disse do lado de fora e indo embora sem esperar por nenhuma resposta.

– Quanto mais cedo formos, mais cedo nos encontramos, un – Disse Deidara entregando a ela o top negro que compunha o novo uniforme usado por ela, que sorriu ao receber a peça.

– Queria pelo menos tomar um banho. – Reclamou baixo, triste por ter que ir já e deixar Deidara ali.