Capítulo vinte e seis: O time de mercenários

Por Kami-chan

Era quase inimaginável o poder que Pain tinha de fazê-la sentir a mais intensa sensação de paz quando a beijava daquela forma delicada, cautelosa e extremamente apaixonada. Cerca de dez, doze anos atrás quando almejavam acima de tudo a paz entre todas as nações jamais pensariam que algo tão simples poderia atingir as pessoas de forma tão profunda.

Hoje sim, hoje ela sabia que o amor tinha poder pra mudar mundos, homens e guerras. Assim como o amor dos dois que gerara uma criatura que se desenvolvia em seu interior e certamente herdaria esta gana eterna de correr atrás da paz.

De repente entre aquele beijo morno que aquecia seu corpo lentamente o fez perceber quanto tempo os intermináveis problemas da Akatsuki o fizera perder longe do corpo e do carinho de sua namora. Namorada. Não, eles estavam ha poucos meses de se tornarem uma família e Konan era sua amada mulher, mesmo que dentro de seu mundo ele não fosse capaz de dar a ela toda nostalgia de um casamento tradicional.

Uma vida inteira ao lado dela, Konan sempre foi a mais pura das crianças da chuva e é claro que ela acima de todas seria o anjo mais esplendido entre delicadas camadas de cetim branco, mas para que uma cerimônia se ambos já formavam o círculo de Deus? Um contrato; Para herdar o que de suas vidas vazias?

Certamente casamentos e cerimônias não combinavam nada com a vida que tinham. Seu compromisso era o amor sincero que elevava suas almas e sua aliança o fruto que exigiria muito em breve muito dos jovens e não precisavam de nada além disso.

Ela encerrou o beijo com uma leve inclinação da cabeça fazendo-o encerrar em um delicado selinho onde o lábio inferior do ruivo fora levemente tocado pelos dela. Ela ainda prendia seu rosto entre as mãos e os olhos de Konan lhe pediam o que o sorriso traiçoeiro em seu rosto lhe confirmava, tão perto e acolhedores, Pain não sabia se existia outra resposta para ambos e cedeu aos encantos tão simples da mulher que amava.

Com o raro sorriso aproximou a azulada de si. Como era possível sentir tanta saudade de alguém que estava sempre ao seu lado? Não pensou muito ao retomar os lábios levemente inchados em um beijo breve interrompido pela urgência em trocar o calor de seus lábios pela maciez da pele que estava muito mais sensível devido à gestação.

O beijo tão profundo terminou em uma curva de forma inesperada deixando para trás um rastro de saliva e os lábios do ruivo passaram por escala pela lateral do rosto dela para alcançar o pescoço fino. Ao mesmo tempo suas mãos a trouxeram ainda para mais perto de seu corpo, a cadeira do chefe se inclinou com o ato que também a deixou mais alta que ele.

Com um joelho de cada lado do corpo de Pain ela acabou se erguendo, os lábios dele que massageavam seu pescoço agora se prendiam com firmeza no zíper da capa negra. Aliado ao movimento que ela fazia, ele abria a peça com os dentes enquanto as mãos se adiantavam por baixo do tecido para fazê-lo tombar tão logo conseguisse terminar de abrir aquela capa.

Mais alta ela se aproveitou para se curvar e passar a língua na pele exposta atrás de sua orelha enquanto brincava com cada um dos pircings do local e afundava as unhas pontudas na maciez alaranjada dos fios rebeldes do cabelo. A cena tinha ar de provocação, mas era absolutamente séria. A saudade trás sintomas quase selvagens.

O top que cobria pouco mais que os seios fartos fora facilmente elevado para que o ruivo tivesse acesso a essa parte do corpo dela e foi a vez de Konan se perder na pele sensível do pescoço de Pain, brincando de maneira aleatória e imprevisível com diferentes carinhos entre o pescoço a parte inferior da mandíbula e a orelha do ruivo enquanto este provava e acariciava seus seios sem deixar de dar uma delicada atenção a avançada barriguinha com a outra mão que a alisava. Uma das pernas de Konan invadiu o espaço entre as pernas de Pain, alisando seu membro suavemente com o joelho enquanto abria sem paciência a capa do líder.

Diferente da sua que tinha um zíper, a capa de Pain era com botões e sem se preocupar com a quebra na ligação dos corpos, cada botão que ela abria a fazia descer um pouco mais no colo de Pain até que terminou o trabalho ajoelhada no chão em frente a cadeira. Abriu sem demoras o fecho da calça e agarrar seu membro com uma mão enquanto a outra buscou pela dele, Konan fez Pain trocar de tarefa com ela, levando a mão do ruivo para seu próprio membro enquanto a azulada voltava a dar atenção ao corpo do mesmo.

Seria um caminho simples, mordiscou sua orelha de cima abaixo, deixando beijos traiçoeiros por seu rosto passando até mesmo pelo cantinho de sua boca sem atingi-la. Desceu ainda com beijos pela parte da frente do pescoço deixando uma leve mordida onde a incisura entre as clavículas deixava uma marca evidente sob a gola da camisa e continuou descendo, mas desta vez com uma longa lambida que contornou os desenhos sutis que demarcavam o lugar certo de seus músculos no tórax da camiseta rapidamente levantada.

Konan fez com que as mordidas fizessem a escala que atravessaria o abdome tomando rumo a lateral do corpo para passar os lábios pela lateral da coxa até a metade e então parar e contornar e tornar a subir com beijos e lambidas pela parte interna da coxa. Finalmente deixou vários chupões pela virilha e expulsar as mãos de Pain de seu órgão para que o pudesse tomá-lo e embeber-se de seu sulco.

A azulada movimentava sua cabeça para frente a para trás junto com os movimentos de sucção que realizava no namorado, nisso as mãos de Pain rumaram para os fios azuis os acariciando enquanto se perdia nas sensações que ela fizera percorrer por todo seu corpo. Konan girava a cabeça para ambos os lados, movendo-a também em semi espirais afundando cada vez mais o falo que pulsava em sua boca.

Aquilo tudo era bom demais, mas ele não poderia aguentar por muito mais tempo e além do mais não deixaria sua amada com apenas uma chupada onde ela fizera exatamente tudo quando era ela quem deveria estar recebendo toda atenção. As mãos no cabelo dela passaram para sua face, a afastando e em seguida desceram até os ombros a elevando ao mesmo tempo em que se erguia da cadeira. Vendo-a empurrar a capa aberta no corpo ruivo, Pain tirou a própria camiseta.

A mão que cercava a cintura a guiava enquanto a outra segurava sua nuca mantendo o pescoço da azulada paradinho onde ele queria para distribuir carinhos por ele enquanto a fazia dar passos relutantes para trás até se chocar suavemente com a mesa de mogno da sala. Então ambas as mãos seguiram para as coxas roliças da futura mamãe as puxando para fazer a kunoichi ficar sobre a escrivaninha obrigando as mãos a seguirem para as laterais das coxas, acariciando-a até a altura dos joelhos e então voltando pelo corpo dela, subiu seu tronco e parou em seus seios.

Mesmo destino esse que seus lábios tomariam assim que terminassem de cobrir toda a extensão do pescoço e do ombro com beijos, levando-os adiante pela longa extensão do braço e por fim dos dedos. Abriu levemente as pernas de Konan sobre a mesa segurando-a sutilmente pelos joelhos.

Desceu mais beijos daquele ponto pelo interior de sua coxa até chegar ao órgão úmido e dividir caricias entre as incontáveis formas em torno do clitóris e penetrações superficiais com a língua que a fazia desejar e pedir por mais. E foi o que ele fez, assim que subiu mais beijos por sua barriga e a encarou.

– Você tem certeza de que não vou machucar você e nem o bebê?

A resposta veio em forma de um movimento afirmativo com a cabeça, ela não seria capaz de esperar por nem mais um minuto pela atenção do ruivo. Ele sorriu com a resposta e finalmente chegou em seu destino, os seios de Konan que estavam sendo acariciados e agora lambidos por Pain. Sem abandonar essa tarefa o ruivo se posicionou e a penetrou devagar, ainda para ter certeza de que aquilo realmente não iria a machucar.

Mas ao invés disso Konan o recebeu com um satisfatório gemido estendendo suas mãos para alcançar os quadris de Pain fazendo-os mover ao mesmo tempo. As mãos delicadas do anjo percorriam e esfregavam todo o dorso entre seu corpo sem esconder ou suprimir os gemidos e meias palavras sem sentido que aos poucos começavam a surgir e querer sair de sua boca. Em uma leve mudança na posição Pain a fez deitar sobre a mesa enquanto ele ficou exatamente onde estava e mudando exponencialmente com um ato tão simples e singelo o nível de prazer que dava à azulada.

O prazer que ela sentia consequentemente ampliava o dele que podia sentir o interior liso se contraindo de forma cada vez mais forte, puxou o corpo de Konan um pouco para frente tirando o bumbum da nuki-nin de cima do móvel e o suspendendo no ar fazendo o que parecia impossível de se melhorar, melhor. Sem conseguir aguentar mais Pain sentia cada contração no interior do corpo de Konan como se fizesse parte de seu próprio corpo e juntos atingiram o clímax daquela experiência.

Assim os dias se passaram, com a casa vazia Konan tinha a prazerosa missão de fazer com que Pain pensasse um pouco menos em trabalho. Acabaram fazendo planos para o nome do bebê, Konan queria que fosse Ayame, pois tinha absoluta certeza de que seria uma menina, mas Pain a convenceu que teriam que ter um nome masculino em mente e no fim também escolheram Kento. Além de toda essa calmaria que amenizava o clima na organização Akatsuki, já longe dali a paz ainda estava muito distante.

– Essa não. – Disse a menina de olhos vidrados enquanto olhava o horizonte muitos e muitos metros a sua frente.

– O que foi Hinata? – Perguntou o moreno líder da missão.

– Byakugan! – Disse o outro moreno presente e antes que Hinata pudesse dizer qualquer coisa, Neji pode ver o quinteto que estava no caminho por onde os homens comandados por ele iam.

Do outro lado do futuro campo de batalha, o retalhador do grupo riu com desleixo ao se sentir observado. Itachi jogou longe o ornamento do grupo que lhe conferia a omissão de sua identidade, fazendo com que os cabelos negros e lisos esvoaçassem devido à força com que o largo chapéu fora arremessado revelando o rosto de beleza mortal do Uchiha ao mesmo tempo em que este parou de andar. Acostumado com os meios de sua dupla, Kisame parou quase que simultaneamente.

– Un? Itachi-danna você mesmo disse que não deveríamos parar por nada um. – choramingou o loiro irritado, saber que Ino poderia estar em perigo estava deixando a personalidade do garoto da Akatsuki completamente desequilibrada.

– Então você deveria deixar de ser burro e deduzir que se ele próprio parou foi por algum bom motivo, animal. – Igualmente de mau humor, Hidan não via sentido para ele e Kakuso terem que ir naquela missão.

Era nessa hora que reconhecia o valor de suas garotas selvagens que podia ter quando bem quisesse, porém sem aquele vínculo possessivo que enfraquecia as pessoas e em sua opinião, deixava Pain, Itachi e Deidara mais homens e menos shinobis:

– Bakas. – Murmurou baixinho para si.

– Nos observam. – Foi tudo que explicou o Uchiha.

– São muitos Itachi-san? – Perguntou o azulado já passando a mão pela bainha da Samehada.

– Não consigo dizer, sinto ninjas se aproximando, mas quem nos observa está em um ponto fixo.

– Como poderia un? – Questionou Deidara.

– Konoha. – Respondeu Kakuso eficiente.

– Eu adoraria ter um Byakugan na nossa equipe também. Seria muito mais fácil de encontrá-las. – Complementou o moreno.

– Se for mesmo Konoha irão nos atrasar muito. – Kisame disse calmo.

– Estamos perto da área do Amaterasu. – Disse Hidan.

– Eu acabo com isso rapidinho un – Disse Deidara levando as duas mãos até suas bolsinhas de argila.

– Nem pense nisso! – A advertência no timbre mortal do moreno de olhos rubros era clara e direta, do tipo que nenhum deles ali ousaria desobedecer, talvez Hidan. – Estamos indo atrás de vestígios de um Amaterasu, uma forte explosão sua poderia estragar o solo onde o fogo se alastrou e nós ficaremos sem nada. – Ao ouvir o restante da frase Deidara tirou as mãos da bolsa encarando o Uchiha.

– Como vamos fazer então un? Se estiverem feridas qualquer minuto de atraso pode ser tarde demais.

– Itachi Pain mandou cinco membros em uma missão, cada um de nós aqui aprendeu como ser inabalável apenas com sua dupla. – Disse Kakuso.

– É claro! – Disse Hidan como se uma série de luzes se ascendesse em sua cabeça fazendo-o entender as palavras do parceiro. – Sigam vocês, Kakuso e eu vamos ensinar a esses ninjas engomadinhos o que é ser bom de verdade.

– A quantidade de ninjas deve ser grande. – disse Kisame.

– Eles morrem, nós não. – Disse o platinado com simplicidade.

– O que estão fazendo? – Quis saber Shikamaru.

– Eu não entendo... – Começou Hinata, mas parou de falar.

– Eles simplesmente pararam para conversar. – Disse Neji.

– Aqueles olhos... – Recomeçou Hinata – Uchiha Itachi está entre eles, foi o primeiro a parar e o único a se mostrar.

– Então é porque já nos perceberam. – Concluiu Shikamaru.

– Eles estão se dividindoA – avisou Neji.

– Apenas dois dos cinco ficaram. – Disse Hinata.

– Rápido Neji siga com uma boa quantidade de ninjas e vá atrás do trio. Eles só podem estar atrás da mesma coisa que nós. Hinata continue narrando os fatos.

– A dupla de Akatsukis apenas sentou, eles vão aguardar nosso esquadrão para lutar. – Disse a morena ao mesmo tempo em que Neji se afastava. – Será que eles tem consciência de quantos ninjas estão indo naquela direção?

– Esses caras... Não subestime só por que são apenas dois, eles são da Akatsuki e pode-se esperar qualquer coisa desses caras.

Muito longe dali a cidade quente e acolhedora de Konoha presenteava seus habitantes com um belíssimo céu estrelado digno de pertencer como cenário para as grandes paixões.

– Sabia que encontraria você aqui. – Disse o velho sábio se sentando no banco da pracinha ao lado dela.

– Os dias estão se passando. – Ela respondeu sem tirar os olhos do ponto brilhante que se destacava entre as outras estrelas.

– É Vênus. – Disse o eremita apontando para onde ela olhava tão atentamente – Fica visível essa época do ano, parece uma linda estrela grande e brilhante.

– É só impressão minha ou tem um brilho cor de rosa?

– Para mim é igual às outras, mas maior e mais brilhante.

– Eu já ia te perguntar se era por isso que o rosa era a cor do amor. – Ela riu.

– Pra começar, eu achava que vermelho fosse amor. – O eremita respondeu a cada uma daquelas coisas sem sentido com a maior paciência do mundo.

– Vermelho é paixão, o fogo que consome os corpos e faz até mesmo a mente mais consciente se perder por momentos. – Ela disse e logo pensou no peso que aquelas palavras carregavam então começou a rir descontrolada para disfarçar. – Veja o que a idade faz conosco. – Disse rindo ainda – Dois velhos ninjas, dois dos três sábios lendários falando sobre estrelas e sobre o que elas podem representar para o amor.

– É. Os jovens quando sentam sob esse belo mar de brilho e luz pensam no amor, aos velhos sobram somente as estrelas mesmo. – Ao ouvir, Tsunade baixou o olhar.

– Jiraya.. – Ela chamou – Eu me apaixonei.

– Eu sei. – Ele a olhou – Ele tem metade da sua idade.

– Me desculpe, eu sei que mesmo depois de tantos anos você ainda...

– Shh – Ele encostou a ponta do indicador sobre os lábios da loira – Você é minha Tsunade, não importa quantas vezes você tenha que se apaixonar até perceber isso.

Os olhos se cruzaram intensos após a fala do mestre dos sapos. Ele já tinha visto aquele brilho nos olhos dela uma vez, fazia muito tempo, mas ainda se lembrava perfeitamente, o nome era paixão. O dedo que pousava sobre os lábios enroscou-se no queixo da hokage, aproximando-os.

– Tsunade-sama! – O chamado repentino da assistente que vinha correndo na direção do casal fez com que a loira saísse do transe, quebrando o encanto do momento. – Tsunade-sama – Ela ofegava visivelmente cansada, certamente correra muito para chegar ali.

– O que foi Shizune? – A mestra perguntou.

– Os cães de Kakashi trouxeram um corpo. Tem o símbolo Uchiha. – Tsunade e Jiraya se encaram e então se apressaram para seguir a morena numa corrida até o local onde estava o corpo.

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Ino sentia um pouco de frio, mas tinha certeza que deixar sua capa negra suja de sangue no hospital saqueado levaria uma mensagem bem direta às pessoas certas. Um clone da loira segurava a bolsa de sangue que Sakura recebia para repor o que havia perdido enquanto a loira verdadeira arrumava tudo ao seu redor, agradecendo que a perda de sangue não tivesse desencadeado nada mais grave na rosada.

O perímetro ao redor de si estava completamente preparado para qualquer piora que a kunoichi desacordada pudesse ter. Não entendia o motivo que prendia a rosada naquele estado de inconsciência e passava cada minuto dos dias desejando escutar os ruídos das explosões de Deidara, como sentia sua falta ela se sentia tão cansada. Ela agora estava sentada no chão, ao lado de Sakura, Ino escorou a cabeça na parede e olhou para a amiga que parecia morta.

– Você também sente falta? – Perguntou para o silêncio da cabana – Aí onde você está pode sentir falta de Itachi? Se quer saber, eu aposto que ele deve estar sentindo a sua.

Longos minutos se passaram e Ino retomou o silêncio solitário do local, parte de si rogava com toda sua força para que Deidara aparecesse do nada e as levasse dali sobre uma grande ave de argila igual as que haviam usado para chegar até a sede quando escolheram se unir àquele grupo. Como que se suas preces fossem ouvidas, ouviu coisas ao longe e seu coração se alegrou, mas toda sua felicidade se esvaiu quando olhou pela fresta da janela e não foi o loiro quem viu e nem mesmo o semblante sério de Itachi que se aproximava dali.

Ela fechou os olhos em um suspiro ele ainda estava longe, mas não o suficiente para fugir dali com Sakura desacordada e seria impossível ele não as encontrar ali. Não tinha como ficar pior do que isto.

Sabia que contra quem via talvez não fosse capaz de vencer. O pensamento a fez olhar mais uma vez para Sakura, do nada a rosada começou a liberar sons ofegados de uma respiração arrítmica e grunhidos que vinham do fundo da garganta da rosada. Ino se ajoelhou ao lado do corpo rapidamente.

– Sakura? Sakura pode me ouvir? – Perguntou sem sucesso vendo os músculos da amiga se contraírem enquanto ela gemia, mas sem meios ou consciência para abrir a boca.

Seus batimentos aceleraram assustadoramente e Ino pode entender que se a amiga pudesse abrir a boca, Sakura gritaria de dor. Mas ainda assim permaneceria naquele estado de semivida.

– Não agora Sakura, não pode piorar logo agora por favor.

Não teve outra alternativa a não ser procurar uma veia da amiga para ministrar-lhe o remédio para a dor. Precisaria de Sakura em plena energia para terem juntas uma chance de se sair bem contra o que viria, mas ela estava ali sozinha. O tempo que perdera tratando Sakura limitou qualquer chance de montar uma estratégia caso houvesse uma batalha.

– É quase como que se você sentisse não é? Como um aviso, você sabe o que vem por aí. – A loira disse se movendo mais uma vez para a janela, ele vinha reto como que se já soubesse que quem procurava estava ali dentro daquela velha cabana de caça.

Entretanto, se ela apenas permitisse que ele entrasse e começassem uma luta ali aquela cabana caindo aos pedaços certamente despencaria sobre a rosada e isso não seria bom uma vez que Sakura já estava em um estado crítico. Mas quem disse que teria escolha, prendeu os cabelos em um coque alto e saiu porta a fora para receber seu visitante indesejado. Sem máscaras, sem capa, sem chapéu, sem nada que pudesse a identificar como uma Akatsuki ou esconder sua identidade verdadeira, isso não seria necessário, se ele havia as encontrado ali era porque já sabia do caminho que tinham tomado.