Capítulo vinte e sete: Vermelho sangue
Por Kami-chan
Ele a viu sair da cabana com um ar de superioridade, tinha que admitir que conhecia pouco de Yamanaka Ino. Ainda assim reconhecia que a forma como ela se dirigia até si conferia a ela uma coragem admirável, mas cometia o maior erro dos ninjas de sua geração.
– A primeira regra ninja é nunca mostrar sua posição ao inimigo. – Ele disse com autoridade.
– Não estou em busca de condutas shinobis e nem você é meu sensei para tentar me ensinar algo. – Respondeu com o desprezo gravado em suas palavras.
Nenhum dos dois havia parado de caminhar. Ela parecia centrada na imagem a sua frente, mas ele sabia que o simples fato dela tê-lo percebido tão cedo deixava claro que ela poderia estar mais atenta a tudo do que ele supunha.
As roupas que ela usava eram diferentes das que se lembrava e suas armas também. Não se lembrava de ver Ino carregar pequenas katanas nas costas. Sinceramente tudo o que sabia era que tinha sido treinada por Asuma, era uma kunoichi no mesmo nível que Sakura quando novas e também mais tarde quando foram treinar com Tsunade e pertencia ao clã dominador de mentes.
– Onde está Sakura, Ino? – Perguntou direto.
– Não é da sua conta, sou eu quem está em seu caminho no momento. – Disse em um sorriso carregado de falsa coragem.
– Vocês duas estão causando muitos problemas, onde está Sakura?
– Eu não ligo pros seus problemas, Hatake. Não vai chegar até ela. – Os olhos azuis cintilavam, nem mesmo a loira poderia dizer de onde vinha a ousadia em suas palavras.
– Sei que ela está ferida Ino, não precisamos lutar se você não me forçar a isso. Não estou aqui para feri-las estou aqui para levá-las para casa. – Cada palavra dita soava levemente abafada pela máscara negra.
– Você não sabe onde é a minha casa Kakashi e eu não tenho receio em enfrentá-lo se não deixar essa vila agora.
– Konoha é a casa de vocês Ino, eu só precis...
– Não é não. Konoha não é mais um lar há muito tempo, não importa para onde fomos depois nem nossos motivos. Eu vou pedir uma última vez que volte.
– Ino você não pode negar que Sakura está ferida, eu segui o rastro de vocês até aqui e encontrei o corpo do seu companheiro jogado no rio. Sei que ela está gravemente ferida, caso contrario não permaneceriam aqui por tanto tempo, caso contrario você não teria saqueado um hospital. Você sabe muito bem que apenas em Konoha ela vai ter o atendimento adequado, volte pra casa.
Ino pesou cada palavra dita pelo sensei de Sakura, certamente Tsunade era a dona das mãos mais poderosas daquele país e sua shishou acompanhada de Shizune saberia cuidar muito bem da rosada. De uma forma como ela sozinha naquela cabana sem recursos jamais seria capaz.
Ela engoliu em seco, não queria demonstrar à Kakashi o quanto estava insegura, mas nunca tinha parado para pensar em como tomar decisões poderia ser difícil. Enfrentar Hatake Kakashi também não era nenhuma ideia animadora, a kunoichi sabia que sozinha contra o ex ANBU as chances mais prováveis era a de ser morta muito rapidamente.
– Kakashi espero que escute bem, pois só vou falar uma vez. Volte a sua vila e comunique a sua Hokage que Yamanaka Ino e Haruno Sakura renegaram Konoha e pertencem à Akatsuki. Não nos procure e não procuraremos vocês, entrem em nosso caminho e os receberemos à altura.
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– Mas que grande porcaria é essa? – Perguntou o velho cobrindo o nariz.
– Impossível! – Disse a morena pequena que estava de máscara.
– Foi como imaginei... – A loira disse simplesmente olhando para aquela meleca toda. – A lesão foi interna e isso Jiraya – appntou a fonte da náusea do amigo – Se assemelha a como seu cérebro ficaria e eu o colocasse em uma panela de pressão.
– Uchihas são ninjas que usam genjutsus como jutsus básicos em seu repertório. – Ele começou a linha de raciocínio.
– Acham que um jutsu pode ter levado a isso? – A morena perguntou aos sábios.
– Genjutsus exigem demais do ninja, mas não imagino um tão penetrante que possa fazer isso com o usuário. Eu queria mesmo saber quem ele é, mas sem uma fonte de memórias isso fica impossível. – Disse a Hokage olhando para o corpo em estado a cansado de decomposição.
– Isso depende muito contra quem ele lutou. Talvez não tenha feito o jutsu e sim sido atingido, eu não sabia que existia um terceiro Uchiha, mas a morte de Uchiha Shisui não foi totalmente explicada e seu corpo não foi encontrado.
– Uchiha Itachi assumiu o assassinato do primo antes do massacre. – Disse um ninja da ANBU que assessorava Shizune ao que ela pedia na autópsia do corpo.
– Como sabe disso? – Perguntou Tsunade sabendo que por seu cargo, o ANBU não poderia esconder nada que soubesse – Não há registros sobre isso.
– Há registros disso na raiz. Foi na verdade uma enorme confusão, ninguém tem certeza das informações e Danzou-sama nunca deixou ninguém chegar perto dos documentos da raiz, mas sempre vaza alguma coisa por mais sigilosa que seja a operação. Uchiha Itachi era capitão prodígio da ANBU e Danzou-sama parecia ter muito interesse nele, assim como o Hokage. Ele assumiu que matou o amigo para evoluir seu sharingan e que o corpo de Shisui se encontrava no fundo do lago do complexo, quem o removeu de la ninguém sabe, mas com certeza o primo de Itachi está morto.
– Ore ore como o Hokage fica sem saber dessas coisas? – A loira pensou alto se referindo ao líder da época. – Então voltamos ao zero afinal..Quem é esse homem e contra quem ele lutava?
– Isso pode ser facilmente respondido! – Uma quinta voz se elevou na sala fazendo com que os outros quatro olhassem para ele.
– Como entroi aqui seu traidorzinho de merda? – Os eternos bons modos da líder da vila se fizeram bem ouvidos.
– Isso não interessa, embora vocês mesmos tenham dito antes que para os Uchihas genjutsus são coisas comumente usadas. – Sasuke entrou na sala se dirigindo até a maca que os quatro cercavam. – Claro que eu não sou burro para tentar qualquer coisa com os dois sannins juntos. Estou aqui porque quero respostas que Konoha tem e tenho respostas que você quer! – Disse encarando o corpo aberto sobre a maca.
– Quer negociar com a vila que você mesmo traiu Sasuke? – Disse Jiraya.
– Eu tenho o meu objetivo velho, os meios que eu uso para atingi-los não é da sua conta.
– Eu não acredito nisso, quanto mais eu tento entender as coisas que estão se passando mais problemas chegam até mim. – Ela disse cansada tirando as luvas de borracha. – Shizune leve esse corpo daqui e queime, não vamos conseguir nada mesmo.
– Hai.
Tsunade suspirou cansada mais uma vez. A vontade que tinha era de encher a cara daquele medíocre com o soco mais carregado que pudesse dar, queria poder fazer ele voar até o outro lado da fronteira com a vila com um golpe só.
– Acompanhe Jiraya e a mim até minha sala sem gracinhas, ou vai desejar estar morto ao invés de estar nas minhas mãos. – O moreno apenas a olhou com desdém e virou para seguir para fora do aposento junto com os sábios.
– Me diga o quer aqui. – Ela disse autoritária se sentando em sua cadeira.
– Eu já disse, eu quero inf...
– Sei que quer negociar informações Sasuke, não me faça perder tempo com meias palavras seja direto.
– Todos sabem o que eu quero, só há uma coisa que eu quero e é vingar a morte do meu clan.
– Não estou escondendo Itachi nesta sala, ele pertence à Akatsuki e não a Konoha.
– Aquele homem estava lá no dia do massacre, ele saiu da vila lado a lado com Itachi e alguém aqui sabia, alguém aqui deixou que eles fossem. Eu quero essa informação, Itachi antes de ir conversou com alguém daqui, falou do massacre e apenas se foi. Ninguém tentou impedir, eu vi ele e aquele homem passarem pelos portões de Konoha sujos de sangue sem que ninguém os impedisse.
– Como pode saber dessas coisas? – Perguntou Jiraya.
– Se me derem as minhas respostas eu lhes dou as suas. – Foi tudo o que respondeu.
– E que vantagem há pra mim nisso, Uchiha? – Perguntou a Hokage.
– Passei pelo memorial antes de vir aqui, fiquei muito surpreso ao reconhecer dois novos nomes lá. Ainda estão chorando muito o luto? – Ao ouvir as palavras do moreno Tsunade apenas levou as mãos aos cabelos.
– Onde você as viu? –- Perguntou de forma direta, mas o Uchiha nada respondeu, se quer expressou algo em sua face. – Me diga tudo o que sabe e vamos dar um jeito de conseguir as informações que você diz existir.
– Elas e esse cara, Uchiha Madara mataram meu time e eu provavelmente só fiquei vivo porque ele morreu.
– Você o matou? – Perguntou Jiraya impressionado com o que ouvia lembrando do estado em que o corpo estava enquanto Tsunade observava tudo quieta.
– Não, ele morreu. Mas antes me mostrou que estava lá quando Itachi matou o clan e o ajudou. Ambos saíram juntos da vila, mas não antes de deixar claro para alguém que o serviço estava feito. Foi como que se alguém estivesse esperando por isso, como se fosse uma ordem.
– Escuta Sasuke eu vou falar apenas uma vez. – A Godaime havia levantado bruscamente da cadeira e puxou o garoto pelas bordas do kimono semiaberto de maneira ameaçadora. – Se vai mentir pra mim faça direito, caso contrario aproveito que está aqui para sentenciar e executar sua morte, desertor.
– Não estou mentindo. – Respondeu sem se abalar com a declaração fervorosa de Tsunade.
– Escute Uchiha – Jiraya também se aproximou – Se houvesse algum meio de Uchiha Madara estar vivo ele teria pelo menos uns 150 anos. Você acha que somos trouxas ou que vai mentir para uma Senju com a história de seus próprios clans?
Sasuke olhou sem interesse algum para o mestre de Naruto quando sentiu a mão da Hokage afrouxar em seu peito. O moreno voltou a encarar a loira que agora não o olhava mais de maneira ameaçadora. Nesse momento também a fiel e eterna aprendiz de Tsunade entrou silenciosa na sala.
– Shizune me traga todos os registros sobe Madara, sobre meu avô, tudo o que temos sobre o massacre Uchiha e aquele ANBU que parecia saber de muita coisa. – Ordenou quando a morena nem bem tinha fechado a porta, fazendo-a sair novamente.
– Vai acreditar nele? – Perguntou Jiraya.
– Meu avô repetiu até o dia de sua morte que de Uchiha Madara só se podia esperar o inesperável.
– Afinal quem é Uchiha Madara? – Perguntou Uchiha Sasuke com cara de tacho.
– Estou fazendo a minha parte do acordo e nela não inclui ficar lhe contando a história do seu próprio clan de miseráveis, vá você também e faça a sua parte. Siga as coordenas que vou lhe dar, correspondem às últimas informações passadas por Shikamaru. Vocês devem ir atrás de Kakashi e trazer as duas kunoichis aqui para Konoha, quando você voltar com as duas eu lhe darei as informações que quer.
Ele apenas ouviu Tsunade terminar de falar, pegou as ditas coordenadas e sumiu. Correu pela noite com a velocidade que fazia juz ao sangue que corria em suas veias. Não contou nada sobre Sakura e o Amaterasu que a rosada havia produzido, falar esse tipo de coisa faria Tsunade mandar Jiraya junto para essa caçada e um sannin ao seu lado não seria produtivo para seus planos.
Sakura não era uma pessoa fria nem tinha hábitos estranhos e por mais ridícula que a ideia parecia em sua cabeça, era certo que se ela tinha um caso com Itachi não seria por nenhum sentimento superficial, isso não combinava nenhum pouco com a cerejeira. No passado Sakura representava um sonho distante onde havia um ponto de luz em sua escuridão, o colorido em um mundo negro como a noite solitária tingida apenas com o rubro do sangue daqueles que amava. Hoje a rosada representava apenas mais uma coisa que era sua e fora roubada elas mãos de seu aniki.
Não que a amasse, ele havia matado esse sentimento em todos os sentidos e não seria aquela garota se acabou se mostrando tão fútil que mudaria isso. Sasuke apenas queria Sakura para si, passou a desejá-la desde o momento em que a viu usando o pingente que era de sua mãe e havia ficado com Itachi, aquilo lhe servia de prova que os dois formavam mesmo um casal. Ter ela seria como um prêmio especial em sua vingança antes de matar Itachi.
Ele tirou tudo o que Sasuke tinha e amava, Sakura era a única coisa que o Uchiha mais velho tinha para perder agora. E por puro ódio tiraria a rosada do irmão apenas para que Itachi sentisse como é perder.
Depois a mataria só para ver como o irmão reagiria à morte de uma pessoa amada. E por fim, não abria mão de matá-lo com suas próprias mãos.
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Próximos a uma cabana de caça abandonada Ino ofegava ajoelhada no chão. Sabia que teria grandes problemas ao enfrentar Kakashi, mas nunca imaginou que seria tão difícil assim. O ninja modelo de Konoha parecia não ter ponto fraco e por mais que treinamento com Deidara a tivesse aperfeiçoado, ela era uma ninja de retaguarda.
Ino correu e puxou um pergaminho com suas bordinhas verdes. O selamento foi rápido e ela o jogou aberto para o alto e dele algumas dezenas de bolas de cabelo foram liberadas e caíram no chão no exato tempo em que ela terminava a estranha e perfeita sequencia de selos caindo ao chão com as mãos espalmadas no solo concretizando com sucesso a formação de uma cúpula criada com seu chakra dominador e de onde o dominado não poderia sair.
Esse jutsu do clan Yamanaka como quase todos os outros era usado na espionagem, para arrancar informações do ser dominado. Mas se ela conseguisse manter Kakashi estabilizado tempo o suficiente para correr até ele e o acertar com a katana já estaria de bom tamanho.
Infelizmente o Konoha pareceu nem se abalar com o jutsu complexo da loira e simplesmente ergueu a bandana da folha que lhe cobria o Sharingan. A barreira de Ino era feita completamente de chakra e como todas as outras possuía um ponto de fraqueza. O jutsu da Konoha fugida foi facilmente quebrado e o rompimento enfraqueceu Ino temporariamente, essa era a fraqueza da maioria dos jutsus do clan Yamanaka e o que os tornava tão arriscados quanto eficientes.
Mesmo que seu principio fosse levar ambas com vida, Ino não ia cooperar enquanto estivesse acordada. O golpe do Hatake arremessou o corpo da garota longe com tanta intensidade que ela bateu com as costas com força na parede da cabana onde o corpo de Sakura jazia inquieto.
Ainda caída Ino reagiu lhe arremessando shurikens que foram facilmente desviadas. O novo ataque do gênio de Konoha levou mais que o corpo da loira, levou também a parede da pequena cababa fazendo a Yamanaka voar pelos ares entre escombros.
Quando sentiu as costas se chocarem na única parede do cubículo que não era de madeira velha e sim de pedras, sentiu algo muito além de dor, sentiu o suporte de ferro normalmente usado para deixar a caça "secar" atravessar-lhe o dorso no alto abdome. Ino caiu sobre os escombros sentindo o calor do sangue que a banhava, seus olhos fecharam e instintivamente as mãos seguiram pra ferida.
Seus olhos abriram novamente e Kakashi parecia não ter ciência de sua situação, pois estava de costas para si prestando atenção na quantidade exagerada de sangue que banhava o colchão velho onde Sakura estava desacordada, a partir daí era claro para ela concluir que a rosada tornara a sangrar enquanto estava la fora com Kakashi. Seus olhos se fecharam, havia fracassado e Kakashi as levaria para onde quisesse, começou a usar o resto de chakra que tinha para pelo menos estancar as fontes de sua hemorragia.
Mas havia perdido uma boa quantidade de sangue e já se sentia zonza, com esforço abriu os olhos mais uma vez e tudo o que pode perceber era que algo estava muito errado, Kakashi não estava mais ajoelhado ao lado do corpo de Sakura. Parou de curar-se, se algo estivesse mesmo errado precisaria de toda e qualquer força que ainda poderia ter.
Fechou os olhos para suprimir a dor e rolou o corpo para o lado para abrir os olhos pela última vez, o que viu foi Kakashi que por algum motivo também estava caído no chão. Os olhos apesar de abertos não mostravam sinal algum de vida, o corpo de Sakura não estava da forma como tinha ajeitado sobre o colchão; ainda desacordada, ainda sangrando. Um barulho sobressaiu-se na rua e a cabeça de Ino girou imeditamente na direção da parede arrancada da cabana.
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– Desculpem você dois, mas eu tinha que passar essa informação. – Disse o azulado.
– Não se desculpe Kisame, isso é bom, significa que elas estão por aqui mesmo.
– Espera un, como foi o comentário que você ouviu Kisame un? – Deidara parecia não ter absorvido direito a informação.
– O hospital da vila foi saqueado, seringas, medicamentos, bolsas de sangue... muitas coisas desse tipo foram levadas e uma capa negra com nuvens vermelhas completamente suja de sangue foi encontrada no lugar.
– As duas são médicas un, Madara pode ser o ferido não é? Por isso elas não sabiam o caminho de volta.
– Foi aqui. – O moreno ignorou o loiro passando a ponta dos dedos pelo chão queimado.
– Algo errado Itachi-san? – perguntou Kisame olhando a expressão do moreno.
– O solo está remexido, alguém chegou aqui antes. – Respondeu simplesmente.
– Então temos que encontrá-las logo un – Disse o loiro – Pra que lado?
– Não da pra saber, seja quem for que esteve aqui remexeu tanto que as informações se perderam – Disse desapontado. – Tem muito chakra aqui.
– Mas você pode sentir a presença delas aqui un? – O loiro se afastou em busca de qualquer pista que fosse deixada para trás.
– Sinto. Deles e...
– Sasuke? – Perguntou o azulado.
– É – O Uchiha mais velho concordou.
– Concentre-se Itachi, se elas estiverem por perto você poderá sentir. Isso aqui parece pata de cães, com certeza quem veio aqui veio pra investigar. – Kisame disse.
– Se seu companheiro se fere em batalha o que você faz un? – Deidara perguntou-se em voz alta para pensar melhor.
– Deixe-o para trás. – Responderam Itachi e Kisame juntos, apesar de todo companheirismo que tinham aquela era a regra da organização.
– Esqueçam isso un, elas não fizeram um cursinho "Como se tornar um Akatsuki" Ino e Sakura não chegaram a ter conhecimento ás normas da organização. – O loiro os lembrou.
– Elas são muito amigas, duas kunoichis médicas de Konoha que crescem juntas não batem em retirada deixando a companheira pra trás. – Disse Itachi.
– Vocês querem dizer qual seria o procedimento para salvar um companheiro ferido? Já temos essa resposta. – Kisame disse tranquilo e todos se olharam.
– Se escondem em um lugar seguro, saqueiam um hospital, pegam o que precisam e deixam pistas de que precisam de nós. – Itachi se lembrou da informação trazida minutos atrás por Kisame.
– Espera un – Deidara que estava absorvido demais antes, parecia finalmente perceber algo que fora dito antes. – Kisame disse que esse lugar já foi investigado un, quer dizer que alguém pode já ter ido atrás delas un? – O loiro se desconformava.
– É o que parece. – Itachi disse apenas.
– "É o que parece" – Repetiu o loiro indignado – Isso é tudo que você tem a dizer un? – Gritou enfiando as duas mãos nas bolsas que carregava presas ao lado de seu corpo.
