Capítulo vinte e oito: Respostas

Por Kami-chan

"É o que parece" – Repetiu o loiro indignado. – Isso é tudo que você tem a dizer un? – Gritou enfiando as duas mãos nas bolsas que carregava presas ao lado de seu corpo.

– O que vai fazer? Eu já disse que suas explosões podem acabar com qualquer possível pista! – Itachi segurou um dos punhos do loiro.

– Dá um tempo un, você mesmo disse que não há mais o que seguir. Você não sabe o que fazer pra achar a sua mulher, mas eu sei como fazer a minha nos mostrar o caminho, un.

Itachi o soltou e o loiro cuspiu das mãos uma pequena ave que ficou gigante ao seu comando, subiu no pássaro que o levou para o alto. Uma a uma, pombas de argila foram liberadas pelo loiro e voavam em todas as direções em distâncias diferentes.

Essa era a grande vantagem da arte revolucionária de Deidara, suas bombas consumiam uma quantidade mínima de chakra. Ele ainda olhou uma última vez para os companheiros que estavam em pé o olhando. Pode ouvir Itachi dizer algo e de fato concordava com o moreno; o que faria chamaria atenção de Ino, mas também de qualquer outra pessoa que estivesse por perto.

Mas enfrentaria o mundo com o pique dobrado se tivesse a loira em seus braços com a plena certeza de que estava bem.

– KATSU! – E todas as pequenas pombinhas explodiram.

O barulho chegou aos seus ouvidos quase imediatamente e a cabeça de Ino girou na direção da parede destruída por Kakashi. Sabia que apenas uma pessoa podia fazer tanto barulho.

Olhou tudo ao redor, mas não o viu assim como não via nada além da fumaça que crescia alto e ela sabia, aquele era o lugar onde ele estava; no centro daquilo tudo. Até que então ouviu o "pio" diferente de uma coruja que observava atentamente a flora e a fauna em busca de uma refeição, mas aparentemente se assustara com o alto barulho.

– Por favor, não se mova. – Foi a última coisa que pensou já observando a ave por trás do arco formado pela união de seus dedos.

Já estava parado observando o céu por quase cinco minutos e a única mudança que via na paisagem era a ave parda que voava com esforço em sua direção. As corujas tinham hábitos noturnos e não se aproximavam assim de pessoas.

Ergueu um dos braços onde a ave pousou com graciosidade enquanto de sua outra mão saiu outro pequeno pássaro que também ficou gigante a seu comando e fora oferecido a Itachi e Kisame para que eles também subissem. Só então soltou a pequena coruja e suas aves de argila a seguiram.

Nem perto nem longe saltaram e correram até a cabana desmoronada assim que a avistaram. A visão que tinham era de três ninjas caídos, Ino apagou assim que o alívio atingiu seu corpo e seu chakra finalmente acabou.

– Esse não é o copy ninja Kakashi? – Perguntou Kisame cutucando com a ponta do pé nas costelas do outro.

– Costumava ser. – Disse Itachi seguindo sem pausas para onde o corpo de Sakura permanecia desmaiado.

O moreno a cercou com seus braços e a ergueu fazendo-a recostar entre suas pernas. Constatou que apesar de todo sangue que lavava sua face ela estava viva.

– Ino... Ino... – Deidara cuidava para acordar a loira exausta. – INO! – Disse satisfeito ao vê-la despertar, mesmo que gemendo de dor. – Como está? Do que precisa? O que eu faço?

– Uma antitetânica. O resto tem aqui, anticépticos e curativos, só precisa limpar e suturar. Não atravessou e eu já estanquei a hemorragia então...

– INO! – Kisame a cortou enquanto Deidara a olhava apavorado, claro, não estava entendendo nada do que ela falava cheia de presa e entre inúmeros gemidos agudos de dor. – Somos apenas simples assassinos rank-S então seja mais específica, do que você precisa?

– Chakra Kisame, eu preciso ter a mesma quantidade monstruosa de chakra que você. – Disse contrariada, afinal se quisesse algo bem feito, melhor sempre fazer você mesma!

– Hehe isso não da, mas da pra dar um jeito em você. – Ele respondeu estendendo a Samehada à loira e oferecendo uma divisão de chakra.

– Ino! – Dessa vez era Itachi quem a chamou.

Ele não precisava dizer mais nada. A forma preocupada como sua voz soou e a forma protetora com que segurava Sakura a fizeram entender que ele esperava por respostas.

– Veja se a agulha ainda está no lugar certo Itachi. – Pediu antes de qualquer coisa.

Sabia que ele tinha pelo menos o básico de conhecimentos e ela não tinha como se erguer de onde estava sem antes dar um jeito em si mesma. Teria que fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

– Sim está.

– Você tem que manter a bolsa de sangue acima da altura da cabeça dela Itachi. Kisame me de aquelas coisas ali. – Ela apontou para alguns objetos que usaria para limpar sua própria ferida enquanto Deidara fazia o enorme favor de mantê-la na posição certa, pois doía demais se mexer.

– O que foi que aconteceu? – Itachi insistiu ao mesmo tempo em que obedecia as ordens da médica.

– Estávamos voltando de nossa missão e Sakura e Madara começaram a falar estranho, seguimos uma trilha sugerida por ele e acabamos encontrando Sasuke e o time dele e a partir daí tudo ficou muito mais estranho que eu possa ser capaz de explicar. Madara morreu e Sakura começou a gritar e ficou assim. Aparentemente ela não tem nada, não sei por que está inconsciente.

– Sasuke está morto? Como saíram disso? – Questionou.

– Não. Sakura estava gritando muito de dor, eu estava completamente sem chakra e apavorada com os gritos dela. Sasuke ia nos matar, mas quando eles se olharam chamas negras surgiram do nada, isso fez ele correr. – Itachi absorvia cada palavra com o máximo de sua atenção.

– E Kakashi? – Perguntou já prevendo o que ouviria da loira.

– Ele nos encontrou, queria que voltássemos pra Konoha e eu lutei com ele, mas me feri e tudo o que vi é que ele foi ver Sakura eu só fechei os olhos e quando abri novamente ele já estava morto.

– Estranho, mas faz sentido. – Disse admirando cada detalhe da face da mulher que amava, então olhou mais uma vez para o trio – Se retirem, por favor!

– Un? – "disse" Deidara que ainda segurava Ino como se a mesma fosse de porcelana.

– Se retirem! – Repetiu calmo expondo o rubro do Sharingan não para intimidá-los, mas porque precisava.

– Itachi – Ino agora parecia muito assustada por entender o que ele faria – Eu sei o que está pensando, sei que aquelas chamas negras são típicas de seu cla e que Sakura não poderia as criar, mas você tem que saber que antes da luta com Kakashi parecia que ela já sentia, foi muito estranho, mas seja lá o que for não é bom para ela veja todo esse sangue. – Disse apontando para a outra.

Ele seguiu a indicação do dedo de Ino e em seus braços ele podia ver claramente que Sakura havia tornado a sangrar e apesar de fechados, era evidente que aquilo tudo vinha de seus olhos. Incrédulo ele se perguntou quantos passos à frente aquele velho medíocre havia sido capaz de prever.

Ao longe em sua memória a voz de Madara voltou a se fazer presente dizendo lhe que Sakura ainda era mais forte do ele poderia imaginar. E é claro a indicação que mais parecia ser um ato senil do sensei onde ele de maneira sutil lhe deu a resposta do que fazer quando chegasse exatamente ali.

"Não subestime o dom da cerejeira, ela pode ser tão forte quando se supõe". Relembrou antes de pensar na bombeira que havia sido as últimas palavras do mestre para si.

Coisas sobre ser um Uchiha e usar o mundo de Tsukuyomi para conter a morta da morte. Naquele momento as palavras ditas tinham soado tão psicótico.

Mas o simples fato de expor seus rubros orbes causara uma reação tão adversa na amada. Todo o sangue que ela havia voltado a perder apenas por sentir a presença do sharingan o temer por sua própria escolha.

– Por favor, Kisame, Deidara saiam com Ino daqui.

– Eu não vou a lugar algum! Você acha que pode ficar aí mandando e desmand...

O grito de desaprovação de Ino foi a última coisa que ouviu antes do mundo ficar preto e branco e ser consumido pelo silêncio obsoleto. Itachi sabia que não adiantava discutir então apenas a ignorou.

Não precisou fazer nada além de direcionar o seu olhar na direção do dela e lá estava Sakura, ajoelhada no chão diante de um corpo crinudo. Ela mantinha as mãos estendidas sobre a cabeça desacordada, mas seu chakra verde estava visivelmente alterado; genjutsu.

Um genjutsu dentro de Tsukuyomi. Não era algo muito diferente do que costumava fazer com seu irmão todas as vezes que se viam, a diferença era que Madara morreu antes de tirá-la daquele mundo fazendo-a parar no tempo.

– Sakura! – Chamou, mas ela parecia nem o sentir ali – Sakura – Silêncio – Sakura – Repetiu ainda mais uma vez, desta vez colocando sua mão no ombro da rosada a fim de tirá-la daquele encanto.

No mesmo instante a garota olhou para ele.

– Itachi-san – Ela pareceu completamente perdida, mas ainda assim plenamente feliz em vê-lo.

Levantou-se e o abraçou sem perceber que ao fazer isso a imagem que antes era tão real do homem que curava tinha sumido. Assim como o verde da floresta onde estava havia se apagado.

O espanto ao ver os novos olhos da rosada, mesmo que em preto e branco, foi escondido no abraço. Ele sabia que ela estava confusa, ficou tempo demais presa dentro daquele jutsu e talvez ainda nem soubesse do grande poder que carregava.

– Madara queria que Sasuke pensasse que o Uchiha na estrada era você e acabamos encontrando-o pelo caminho. Matei Karin. Estou tentando curar Madara, mas nada consigo fazer. – Ela logo começou a cuspir as palavras em desespero, denunciando ao moreno que talvez o encontro com Sasuke e seu time pudesse ter sido mais dramático do que ele supunha até ali.

Ela terminou de falar fazendo um gesto para o local onde estava curando o Uchiha genitor, mas não havia mais nada ali:

– Onde ele está? – Em seguida olhou toda escuridão ao seu redor e só então se deu de conta de que não estava mais na floresta onde enfrentaram Sasuke – Onde estou?

– Acalme-se! – Ele disse a puxando pelos ombros outra vez fazendo com que ela se concentrasse somente em si. – Você está em Tsukuyomi, estava presa em uma ilusão.

– Então nada disso foi real? – Ela o encarou.

– Tudo o que você viveu até começar a curar Madara foi real, eu sinto muito. – Logo acrescentou percebendo a rosada que tentava organizar os fatos em sua cabeça. – Por outro lado, Madara também já está morto. Ele prendeu você aqui pouco antes de morrer. Você já está aqui por um longo tempo.

– Numa ilusão? Por que ele ia aplicar um genjutsu em mim, ele queria me matar?

– Não! Ele precisou trazer você para cá para lhe dar um presente. – Disse com calma.

No mundo onde ele controlava o tempo e a quantidade, fez alguns selos e do elemento suiton se fez uma reluzente poça de água no chão. Itachi mostrou em um reflexo os novos olhos a sua dona.

– Eu não entendo. – Ela respondeu passando as mãos aos olhos.

– E eu entendo muito pouco. O fato é que Madara sabia que morreria muito antes de saírem em missão. Ele fez você o curar para saber os segredos que trazem poder ao extremo Uchihas e também aprender os segredos da luz do sharingan. Você entende que tudo isso ligado às suas habilidades médicas você acaba a dar início a uma linhagem sem falhas desse poder?

– Ouvi ele sussurrando coisas.

– Sim, vamos procurar por mais respostas quando tudo isso passar. Vamos Sakura, você já passou tempo demais presa aqui. É realmente impressionante que esteja mentalmente tão bem. – Ele lhe estendeu a mão e ela a pegou.

– Aqui. – Repetiu olhando o mundo que não era nem capaz de imaginar como era e agora Itachi estava dizendo que aquele poder pertencia a ela também – Por que aqui?

– Porque aqui não existe dor. Nós a criamos para nossos visitantes, mas não para nós. Acredite o seu corpo deve estar reagindo, você ainda não é capaz de controlar esses olhos e seu corpo ainda o rejeita quando os usa. Isso dói. – Disse se lembrando do estado em que ela havia o deixado quando o modificou.

– Como sabe se vou ser ou não capaz de controlar? – Perguntou estranhando a frase dita por Itachi.

– Porque você já os usou. – Ele a viu o encarar com espanto. – É um mecanismo de defesa e foi imposto por Madara antes de morrer, ele sabia que você teria que ficar presa aqui, mas ao mesmo tempo não poderia ficar indefesa então cuidou para que eles ativassem automaticamente quando percebesse o que na opinião de Madara, é o nosso maior poder: um outro sharingan. Você lançou um Amaterasu em Sasuke, infelizmente acho que Kakashi deu uma olhadinha também. Além de você, somente eu tenho esses olhos e com o mesmo mecanismo Madara me trouxe até você.

– Mas eu não... eu não lembro de nada disso. – Um manto cristalino se formou nos olhos da rosada. – Como posso ter usado algo tão extremo sem saber?

– Coisas de Madara, talvez nunca o entendamos. O que você precisa saber é que seu corpo está instável enquanto você está aqui e quando voltar vai sentir dores horríveis até que você mesma seja capaz de adaptar sua anatomia aos olhos.

– E eu não posso fazer isso aqui onde não há dor?

– Você precisa desses olhos no mundo real meu amor, não aqui. Não se preocupe eu vou estar com você o tempo todo aqui e lá fora. Vamos embora daqui. – A rosada suspirou, entrelaçando seus dedos ao do moreno.

– Ah Itachi-san eu não sei nem onde estou direito, como vou saber sair daqui? – Resmungou.

Aquilo tudo era no mínimo muito estranho, mas então viu algo que além de raro unido à saudade que sentia do moreno se tornara um evento magnífico: ele sorriu.

– Eu acho que estou aqui para guiar você de volta, amor. – Disse a puxando em sua direção pelo contato entre suas mãos, fazendo a mão livre jazer na fina cintura trazendo-a para um beijo sobrecarregado pela saudade.

– Eu não vou a lugar algum! Você acha que pode ficar aí mandando e desmandando só porque tem esses olhinhos que metem medo, é?

– Ino cale essa boca, por favor – Choramingou a rosada enfiando a cabeça no peito de Itachi, a ilusão havia acabado.

– Sa..kura... – Disse Ino aliviada – Ahh qual é, tava desmaiada de saudade é? Foi só sentir o cheiro do moreno pra voltar ao normal? – Disse fazendo clima na cabana ficar oficialmente mais leve, claro ninguém mais ali era capaz de ver tudo o que se passara entre os dois em outro mundo, cujo tempo era tão distorcido.

Ino queria poder chegar mais perto da rosada para ver de fato como ela estava e lhe ajudar, mas foi impedida por Deidara que a manteve onde estava com a justificativa de que ela também devia se cuidar. Sakura sentia os olhos ferverem e sua cabeça doendo tanto que parecia querer se partir em duas, ela gemia de dor ainda com a cabeça enterrado no peito do moreno.

De repente ela sentiu o Uchiha a afastar um pouco e algo morno e macio tocar sua face. Claro que com a possibilidade de encontrarem as duas feridas a comitiva levou consigo equipamentos e objetos que pudessem ser úteis. Em um kit eles tinham basicamente tudo o que estava faltando para as meninas ali.

Itachi limpou com delicadeza os vestígios de sangue no rosto da amada, deixando-a completamente livre de qualquer vestígio de sangue para em seguida cercar seus olhos com diversas camadas de gaze. Grosso o suficiente para que nenhuma claridade passasse ali.

– O que há com os olhos dela Itachi-san? – Quis saber Kisame que estava de um lado para o outro alcançando ao loiro e ao moreno as coisas que precisavam.

– Madara deu o poder de seus olhos à ela. – Respondeu diretamente, conseguindo também a atenção do casal de loiros.

– Isso é maravilhoso! – Ino disse de dentro de um largo sorriso. – Parabéns Sakura-chan.

– Mas vamos ter que esperar um tempo até que o corpo se adapte a ele. – A rosada disse baixinho.

– Un.. pela aparência, essa adaptação parece dolorosa. – O loiro disse receoso e a rosada apenas confirmou com a cabeça.

– Itachi – Ela começou baixinho, a dor parecia levar junto sua voz – Algo incomoda meu braço.

– Aqui? – disse tocando de leve o acesso para sangue que havia ali e ela respondeu afirmativamente. – Você perdeu bastante sangue e está recebendo um pouco.

– Tira isso fora por favor. Eu não preciso de sangue mais, preciso é me livrar dessas coisas que me incomodam. – Ele concordou com um silêncio e tirou a pequena agulha de sua veia.

A essa altura Ino já estava bem, com um amplo curativo em seu abdome, mas bem e Deidara concordou em deixá-la levantar e sair um pouco de dentro daquele lugar que estava horrível. Kisame deixou o grupo para buscar a maldita antitetânica que Ino disse precisar enquanto Itachi ainda cuidava de Sakura. Mais uma vez a rosada sentiu algo morno e macio, dessa vez por seus braços, pescoço e parte superior do dorso, a fazendo relaxar um pouco, Itachi estava limpando seu corpo.

Então o moreno tirou sua longa capa e fez com que Sakura a vestisse, mas sem fecha-la. Abriu lentamente o top da Haruno e mais uma vez o toque morno e macio pelo tórax e abdome. Era tão bom sentir a forma carinhosa como o moreno cuidava de si, ela passou a desejar isso em um momento em que não estivesse tão... acabada. Ainda assim, por que não brincar um pouco com o seu moreno.

– Hum – Gemeu de forma arrastada quando sentiu o pano morno que ele usava passando pela curva externa de seu seio. – Itachi-san, sabe eu posso começar a sentir a dor diminuir um pouco. – Disse sapeca, mordendo o lábio inferior.

– Não me provoca, você está ferida. – Pois é namorar o cara mais foda do mundo shinobi pode ser uma complicação quando ele implica em ser racional demais.

– Nee mais um bom motivo pra você me encher de amor e carinho... – Ele parou o que fazia e selou seus lábios aos dela com delicadeza.

– Por isso estou cuidando você. – Disse assim que o beijo terminou e ele se afastou um pouco para logo em seguida retomar a carícia que há tanto tempo vinha sendo privado de ter.

– Hm, é isso que você diz. – Gracejou a rosada levando uma mão ao rosto do moreno e a outra para seu dorso, falando no breve tempo em que mordiscava o lábio de Itachi o puxando em sua direção.

É, não havia mais como evitar. A convivência com a médica de cabelos cor de rosa o havia mudado um pouco e a ausência da mesma quase o tinha feito enlouquecer, mesmo que não admitisse ou comentasse algo com ninguém. Preocupava-se com Sakura acima de qualquer coisa no mundo. Pouco a pouco ele lembrava como era ser bem quisto na vida.

– Aishiteiru, temi sob a hipótese de não a ver mais... Aishiteiru – Fez questão de repetir no final, vendo e sentindo – Por seus lábios que ainda se encostavam- o sorriso que a rosada esboçava.

Ao ouvir a breve declaração do moreno, ela retomou ao beijo. Desta vez um beijo quente, profundo esboçando além de todo amor de compartilhavam, o desejo. O Uchiha a correspondeu à altura, boa parte de sua mente teimava em lhe dizer que sua namorada estava seriamente ferida, mas em contrapartida toda saudade que nunca imaginou poder sentir o fazia ceder um pouco ao desejo que ela ascendia em si.

– Sakura.. – Ele advertiu.

– Onegai... só um pouquinho.

– Meu amor, eu a desejo mais que tudo. Mas não tem como me sentir bem sabendo que você não está bem.

– Mas eu senti tanto a sua falta.

– Então me deixe cuidar de você direitinho e aí sim – Ele a encarou como que se ela pudesse o ver – Eu não vou ter nem um pingo de sanidade diante disso aqui. – Terminou deslizando a mão pelo corpo exposto da rosada a fazendo morder o lábio inferior mais uma vez.

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– Você tem certeza que está bem un? Não é melhor sentar não? – O loiro cercava Ino de forma como se até um passo em falso pela grama pudesse a fazer tombar enquanto a loira lhe retribuía o drama com uma sobrancelha erguida.

– Dei-san eu acabei de ser encontrada, to cheia de chakra, bem tratada dos meus ferimentos e acima de tudo, estou com o homem que eu amo do meu lado... eu to ótima. Pare de se preocupar, estou pronta pra mais uma "batalha" – Terminou fazendo um biquinho sedutor enquanto se pendurava no pescoço de Deidara roubando-lhe um longo beijo.

– Un Ino... – Ele gemeu dentro do beijo.

– Acho que o Kisame ainda vai levar um tempinho pra voltar da vila né? – Perguntou quando o beijo teve que ser encerrado pela falta de ar, mas nenhum dos dois fez questão de soltar o corpo do outro.

– É acho que vai sim. – Disse malicioso serrando os olhos – Sabe Ino, nesses dias todos que você ficou fora eu andei pensando demais naquele seu chicotinho un.

– Ah pensou é? – Perguntou retoricamente começando a caminhar dentro do abraço.

– Uhum, ele fica muito quietinho quando você não está lá e isso me incomoda muito un.

– Eu não tenho chicotinho aqui não, mas eu ainda posso fazer muito mal a você. – Disse dando um tapa bem estalado na lateral da nádega do loiro.

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Do ponto seguro Shikamaru e Hinata observavam a maior matança já presenciada em suas curtas vidas. Era praticamente impossível acreditar na narração que a dona do Byakugan dava ao moreno.

– Esses caras... como podem?

– Shika, nós não vamos agir?

– Hinata eles mataram um esquadrão inteiro sem sequer um arranhão no corpo. Eu sinto muito, mas a missão é falha vamos parar por aqui e voltar à Konoha.

– Mas e Neji e todos aqueles corpos?

– Mandaremos uma ave à Neji. Quanto aos corpos não se preocupe, são todos ANBUS, você sabe o que acontecerá com nossos corpos se morrermos em batalha.

– Hai.

Era brutal demais para Hinata acreditar em tudo o que vira. Dois homens, dois simples homens foram mesmo capazes de fazer aquele estrago todo. Uma verdadeira chacina, centenas ninjas que não voltariam nunca mais para casa e seus corpos sumiriam no esquecimento daquele campo de batalha e nada além de seus nomes voltaria para a cidade que defenderam com tanto esforço.

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– E agora o que agente faz ha? – Questionou o platinado.

– O que foi combinado oras. – Disse sua dupla com simplicidade.

– Mas o Itachi falou de Byakugan.. Eu não me lembro de ter matado ninguém com olhos brancos não, você matou? – Hidan se sentou na mesma pedra onde havia sentado para esperar pela batalha.

– Não, mas acho que alguém com essa capacidade deve ter seguido Itachi, Deidara e Kisame – Pensou um pouco, olhou para o companheiro e deu de ombros. – Pelo menos seria isso que eu faria.

– Ahh eles dão conta. – Respondeu o mais novo limpando o sangue de sua foice – Por Jashin-sama, eu perdi a conta de quantos gostos diferentes senti hoje. – O mais velho apenas riu.

Mais perto do que se poderia imaginar e fazendo honrar a característica dos membros de seu extinto clã, o moreno cego de ódio corria pela mata descrevendo com seus passos o verdadeiro significado de velocidade. Seus pés quase nem tocam o chão. Em sua mente não se passava por nem um minuto fazer aquilo que havia prometido à loira líder de Konoha.

Hnf, ajudar Shikamaru? Não havia nenhum interesse no Nara.

A menos que ele tenha conseguido pegar a florzinha rosa que desejava pegar como uma presa e usar como isca para atrair meu irmão. Ah como queria arrastar a cerejinha consigo e despedaçar cada petalazinha dessa florzinha traidora.

Achava que a futilidade de Sakura iria lhe irritar pelo resto da vida, mas bem que ela se mostrou útil no que estava prestes a ser tornar o final de tudo. Oh, no final da vida dela é claro.

Cada passo dado era um traço desenhado em seus destinos e Sasuke fazia questão de ouvir Itachi admitir que ama aquela puta para somente então pudesse matá-la com maior prazer. Mataria na frente do merda do seu irmão. Ahh como queria ver em seu rosto a expressão de quem perde algo precioso.