Capítulo vinte e nove: Orenji no Taiyou

Por Kami-chan

Eles vieram a passos cegos, indiferentes ao caminho que percorriam. Suas línguas dançavam uma salsa caliente, esfregando-se uma com a outra no ritmo excitante penetrando lábios que riam um riso mudo, interrompido apenas pelo som do ósculo trocado.

Não deixaram de sorrir nem por um segundo sequer enquanto moviam suas cabeças em diferentes ângulos no beijo apaixonado, tecido aos fios de um amor que nunca acaba. Os olhos dela estavam fechados enquanto o sentia pelo toque sutil das mãos em seu tórax, os olhos dele estavam abertos admirando nada além do rosto delicado do pequeno corpo que apertava em seu abraço.

Alheios a todo resto que os cercavam, não era como se a noite estivesse mais serena, a lua mais baixa ou as estrelas mais brilhantes. Até porque, a noite ainda não tinha se quer chegado e o céu alaranjado era pintado em brasas que cobria seu amor. Tudo era pouco, pequeno e irrelevante ante a presença do ser que mais se ama neste mundo. A imagem de Narciso e seu espelho.

Os olhos de Ino foram se abrindo pouco a pouco, revelando as íris de gemas preciosas para o seu admirador segundos após o término do beijo. Ao ver-lhe sorrir por aqueles breves instantes em que se perdeu na doce "pós sensação" de ser beijada a loira lhe sorriu de volta colando seus lábios mais uma vez em um selinho nem breve nem longo, estralado em cheio nos lábios de Deidara.

– Senti sua falta un – Disse o loiro ainda preferindo não precisar respirar e poder se perder entre os lábios agora rosados que lhe sorriam ternamente.

– Não tanto quanto senti a sua.. – A forma como ela falava o fez se arrepiar, suprimindo o frio que subiu por sua espinha puxando o corpo entre seus braços ainda mais para si.

– Mesmo? – Perguntou sapeca tendo que virar a cabeça para encará-la de tão perto que estavam.

– É. – Ino ficou na ponta dos pés e sussurrou no ouvido do loiro sem resistir em deixar uma bela mordida ali.

– Un então me mostra – Fechou os olhos para sentir melhor a presença da loira enquanto subia sua mão pelas costas firmes como se fosse um ato que comprovava que aquele ser realmente lhe pertencia.

– Vai me obedecer loirinho? – Os olhos estreitos não escondiam a índole sapeca e audaciosa da loira que mordia o próprio lábio inferior enquanto empurrava Deidara para trás.

Não demorou muito para os corpos sedentos se buscarem novamente na sede pela troca urgente de toques. As mãos se moviam em sintonia já sabendo o caminho a seguir através dos beijos trocados e a capa negra de Deidara fora parar longe, jogadas em qualquer lugar pelas mãos do mesmo.

Ino sorriu no meio do beijo e mordendo e puxando de leve o lábio inferior do loiro abriu os olhos. Os azuis de suas ires se encontraram mesclando o ar inocente das grandes orbes dela com o tom quente e acolhedor dos dele. Afastando-se apenas alguns centímetros permaneceu admirando o rosto másculo com ternura enquanto infiltrava as pontas de seus dedos nas mechas da franja que cobria parte do rosto de Deidara, erguendo-a e fazendo com que se misturasse com o restante de seus cabelos.

Algo tocava fundo o coração de Ino, um sentimento estranho e até então nunca antes sentido. A carícia seguiu após livrar a imagem de seu homem daquela cortina dourada até encontrar o fecho do artefato que lhe cobria o olho esquerdo para removê-lo.

Sorriu ao admirar pela primeira vez a imagem completa do rosto daquele homem que amava tanto. Deidara acompanhava mudo todos os atos da loira, repousando tranquilamente os braços em torno de sua cintura.

Um garoto. O homem diante de si era apenas dois anos mais velho e sua face era linda e jovialmente divertida como a de um garoto. A luz do entardecer dava um fundo alaranjado ao cenário, tudo ficava naturalmente bonito com aquele sol que triste se despedia do dia.

– Eu já disse o quanto amo você? – Perguntou descendo a mão espalmada até o peito do loiro.

– Hoje ainda não un – Disse tentando fazer um beicinho emburrado, mas não conseguiu ficar sem rir.

– Aishiteiru – quase sussurro

– Boku wa jibun jishin yori mo anata wo aishite imasu¹. – Respondeu calmamente a puxando para um novo beijo. Aquelas palavras soaram estranhas ao coração da kunoichi ante a si fazendo aquela estranha sensação se fazer mais presente, mais forte.

– Não fale assim, nada vale mais do que a sua vida – As palavras soaram incoerentes, talvez uma mistura da falta que sentira do seu loiro, talvez o trauma que as recentes aventuras da kunoichi a deixaram sutilmente mais sensível.

Não havia mais o que temer, certo. Deidara estava ali, eles estavam juntos novamente.

– Você é a minha vida un – Os braços passaram rápidos pela cintura esguia tomando-a em seu colo na horizontal, um braço sob suas costas e outro sob as articulações dos seus joelhos. – Você foi meu único acerto. – Disse já levando a loira para um lugar qualquer indo na direção do sol.

Deidara ajoelhou-se na grama fofa para poder colocar o corpo miúdo em seu colo no chão com todo zelo e delicadeza. Ainda ajoelhado ao lado de Ino uma de suas mãos não se soltaram, entrelaçadas. A mão de Deidara levou a de Ino até seus lábios e sem desviar a intensidade do seu olhar dos de sua amada guerreira os lábios quentes tocaram o dorso da mão da Yamanaka com leveza. Não importava quem eram para o mundo torpe ao seu redor, não precisavam ser temíveis shinobis ali.

– Isso é injusto. – Ela disse e ele lhe sorriu. – Supostamente era para você ficar rendido a mim e não o contrario. – Ele apenas sorriu e soltou sua mão com cuidado.

Sem grandes respostas e nem pequenas palavras o loiro curvou-se sobre a loira direcionando suas mãos, seus lábios e sua atenção para a barra do top que colado a pele tentava esconder pelo menos o mínimo daquele corpo fisicamente bem preparado. Ah como adorava aquele uniforme tão justinho, mas adorava muito mais aquilo que o tecido tentava proteger, adorava muito além daquele desejo físico, adorava Ino quase que com uma devoção suprema digna a sua Deusa, musa inspiradora... a guia de sua vida.

As mãos trabalhavam juntas para erguer a peça minúscula, não tinha pressa. Seus lábios acompanhavam os movimentos de perto, sentindo a textura da pele quentinha recém-descoberta do abdome, era esse carinho minucioso que suprimia qualquer possível pressa que se apossasse de seu ser.

A loira parcialmente entregue mantinha uma mão acima da cabeça e se mantinha obediente contentando-se apenas com o frio úmido da grama sob si, a outra se rendia ao desejo de senti-lo, repousando acolhedora na nuca de Deidara, afagando os fios longos num instinto de reciprocidade de carinho. Os olhos azuis sucumbiram ao conforto da escuridão e fecharam-se para que outros sentidos pudessem ser aflorados.

O umbigo fora descoberto pelo loiro, os dentes tentaram puxar a pele do abdome logo abaixo a estrutura, mas logo avançou o corpo permitindo que a língua experimentasse o gosto daquela pele levemente bronzeada até escorregar e adentrar a pequena cavidade arrancando da loira além de um breve e surpreso gemido. Aquela tão gostosa sensação de arrepio, sentida por ela e apreciada por ele ou sentir as inúmeras bolinhas que apareciam na superfície de sua pele.

Sorriu mais uma vez. Com estilo os dedos habilidosos decidiram que era hora de subir a peça um pouco mais assim que sentiu Ino elevando um pouco o tronco como que se pedisse por isso.

É a regra primordial de qualquer contato, é fato, o ser submisso é na verdade quem dita as regras. Talvez fosse aquele sol gigante que ao se esconder dentro do solo fazia tudo aquecer mais, mas Ino podia sentir o calor a tomar por dentro. Sua excitação transparecendo por seus poros atingindo também o homem que a toca, excitando-o em igual proporção.

Os músculos abdominais expostos não eram tão evidentes quanto nele por mais que ela treinasse pesado, ainda assim davam um efeito ondulatório lindo naquele abdome tão pequeno. As duas primeiras elevações eram as mais evidentes como esperado, marcando a divisão do abdome e do tórax parou a peça de roupa por ali para deixar que seus lábios tivessem o mesmo deleite que tiveram seus olhos ao decaírem sobre toda perfeição de Ino.

A língua passeava alheia ao tempo, mas a loira tinha pressa e passava a respirar pesado embalada pelos carinhos, a mão na nuca de Deidara abandonava o loiro para se unir a outra acima de sua cabeça. Apenas mais uma atitude primitiva para a espera do momento em que ele finalmente a livraria daquele top. E mais uma vez uma ordem submissa; continue.

Sem perceber foi exatamente isso que o loiro fez erguendo a peça além, expondo os seios redondinhos e que pelo simples fato de se sentirem expostos assim fizeram sua pele sucumbir mais uma vez àquele efeito mágico tão bonito. Ah como são lindas as bolinhas do arrepio.

Mas ao contrario do que ansiava o extinto sedento do amante carente, Deidara nada fez além de admirar as reações de sua descoberta e então continuar erguendo a peça muito lentamente pelo pescoço e então braços e cabeça de Ino, confundindo-a com isso. Tinha entrado no ritmo daquela brincadeira proposta por ele e não era justo parar.

Mudar as regras logo agora que tinha chegado naquele ponto tão sensível de seu corpo. Abriu os olhos ao sentir que o tecido parava de roçar em sua pele, mas não tinha passado por todo o seu braço. Seus lábios abriram-se instintivamente ao encontrar Deidara tão próximo a si.

– Ino – Como uma fala tão baixa pode entrar tão limpa e profunda aos ouvidos alheios? – Hoje seremos você meu amor, tudo voltado apenas para prevalecer seu prazer un.

A loira chegou a abrir a boca para dizer qualquer coisa, mas que fora suprimida e esquecida assim a língua indecente de Deidara invadiu sua boca mais uma vez. Dessa vez além de todo carinho, paixão e desejo estavam fortemente marcados nas curvas bruscas, na exploração detalhada que dividiam.

O beijo voluptuoso ia guiando Ino para uma dimensão a parte, desviando o seu foco para outras coisas e já era tarde demais quando percebeu que com cuidado ele tinha tocado longe seu top. Suas mãos foram posicionadas fazendo os dedos se entrelaçarem uns aos outros e pelos pulsos, de maneira confortável, uma boa quantidade de argila os mantinha unidos e consequentemente imóveis sobre a cabeleira loira da Konoha.

Só então sua boca foi novamente abandonada, Ino só percebeu sua própria imobilidade quando tentou levar os braços em torno do corpo de Deidara. Olhou desesperada para os punhos presos, aquilo era argila e podia a quebrar com facilidade, mas as ações de Deidara a fizeram apenas jogar os braços para a posição acima de sua cabeça mais uma vez.

Entregue ao desejo do loiro que era acima de tudo dar o melhor para ela. Fechou os olhos e se deixou levar, aquela dor apertada em seu peito exigia sentir o quão perto Deidara estava de si.

"Aoi sora wa iki o hisomete akai yuuhi ni dakarete yuku

Boku mo kimi o dakishime nagara hitomi o tojita"

"O céu azul suspira, a luz avermelhada do sol nos envolve

Fechei meus olhos quando te abracei"

A brincadeira foi longa, o carinho com que cada movimento era feito deixando expresso o quanto aquele homem admirava aquela mulher. Os lábios dele sabiam o caminho certo a seguir, mas não tinham pressa para essa expedição e pousou sobre o contorno de um de seus mamilos, massageando a região na mistura de movimentos sincronizados dos lábios com a língua por um longo tempo, deliciando-se com os doces gemidos que deixavam a voz da loira mais aguda, baixa como que se ela estivesse tentando se conter.

A forma contida dela o instigava a ir além, gostava de ver sua kunoichi completamente entregue aos seus carinhos e sorriu, mordendo o mamilo que estava entre seus lábios quando um gemido mais alto percorreu rápido o caminho do tórax que por impulso se ergueu do solo, arqueando-se, subiu por sua garganta e deixou a boca pequenina quando a anatomia exclusiva de Deidara permitiu que o outro mamilo de Ino tivesse o mesmo tratamento, este dado pela boca em uma de suas mãos. E deixando o trabalho oferecido no espaço que era amplamente umedecido por seus lábios ser tomado pela outra mão livre, a boca astuta seguiu deslizando curiosa pelo abdome alheio.

Akireru hodo kimi o omou yo

Sore dake de boku wa mitasareru

Nakanai de, itsu date aeru yo

Hitomi o tojireba...

(Eu penso em ti próximo a admiração

E com isto estou satisfeito

Não choras, nos reencontraremos algum dia

Se tu fechar os teus olhos...)

E mais uma vez o corpo de Ino se arqueou ante aos estímulos, a língua de Deidara adentrou em um deslize quente e úmido por seu umbigo, simulando ali uma deliciosa penetração. As mãos presas da loira se forçavam inutilmente contra a argila, seu corpo todo se movia para acompanhar os movimentos de Deidara, seu quadril se movia em vontades próprias em busca de mais contato com o corpo quente sobre encontrando por vezes o toque rijo do membro desperto que fazia ambos arfarem entre baixos gemidos de prazer. No impulso o loiro lançou o quadril com força contra Ino, deixando bem expresso o seu estado.

Ainda em deleite lembrou-se de sua missão e com uma mordida relativamente forte no pedacinho de pele abaixo da região do umbigo, ambas as mãos do loiro abandonaram as curvas volumosas de seus seios, descendo agarradas raspando pelas laterais extremas do corpo da Yamanaka sentindo com detalhes toda sua textura macia. Os dedos hábeis tomando com força as coxas que por instinto se apertavam cada vez mais em torno de sua cintura, o short que há muito já tinha sido abandonado dava espaço para que pudesse alisar as divisões que os músculos bem formados criavam por baixo da pele alva, forçando-as ainda mais contra si fazendo com que ela se abrisse até onde seu limite a permitia para suprir todas as necessidades de seu desejo enquanto erguia o tronco mais uma vez buscando a face interna de suas coxas, agora expostas para serem os próximos alvos de sua exploração.

Eien o yume miteta ano koro no bokura wa

Itsu made mo hanarezu ni dakiatte waratteta

(Naquele instante, nós dois sonhávamos com a eternidade

Nos abraçávamos e ríamos como se jamais nos separaríamos)

Sorriu ainda com a pele capturada em sua mordida ao sentir a loira repuxar a perna ao sentir o ponto sensível ser atacado. Em uma longa os lábios de Deidara chegaram até o joelho a sua total disposição e aos beijos ele a ouviu arfar e ofegar quando o caminho era retornado aos beijos que atravessaram toda a coxa até alcançar a linha da virilha dando início a uma nova lambida.

E num movimento súbito, porém esperado a língua atrevida e curiosa tomou o rumo ao aconchego quente e acolhedor entre os lábios carnudos degustando do sulco liberado por todo prazer que ele mesmo dava a ela. Contemplando o excesso do líquido viscoso que chamava por seu corpo e o nível de sensibilidade do corpo alheio enquanto deslizava a língua em uma linha tênue da fenda inundada com todo esforço e autocontrole para ignorar suas próprias necessidades. Que já estavam muito além.

Subiu e desceu pela fenda escorregadia inúmeras vezes ouvindo seus gemidos ficarem a cada silvo mais deliciosos. Sentindo os movimentos do clitóris, inchado de desejo, até sucumbir à curiosidade em ouvir seus gemidos se tornarem mais urgentes, devia tê-la amordaçado, seria ainda mais gostoso vê-la em desespero. Mas agora era tarde, tudo o que lhe restava era instigar sua loira a gemer cada Vaz mais para si e passou a cobri-la com os mais variados e ousados carinhos enquanto sua língua travava uma briga ferrenha com o pequeno clitóris.

– Deidara... – Não foi um gemido e muito menos uma súplica, o nome fora dito com o que restava de voz e sanidade pela loira. Soando firme apesar de sua condição completamente avessa.

O loiro lhe sorriu prendendo a pequena estrutura entre seus dentes em uma mordida superficial e indolor. Desobediente a ignorou e deixou o órgão úmido escorregar até encontrar e afundar no calor de sua vagina simulando uma suave penetração levando a loira à loucura enquanto se perdia na tentativa de chamá-lo mais uma vez e os espasmos incontroláveis dos músculos de sua coxa.

As mãos ainda se forçavam inúteis contra a arte do loiro, o corpo arqueava de prazer e falta de ar. A loira abriu os olhos mais uma vez percebendo que não tinha lembrança de tê-los fechado encontrando a tela alaranjada ante seus olhos, os sentimentos que aquele artista tinha por si eram sempre acompanhados de cores, sons e gingados. E ali estava o sol se despedindo do casal que se pertencia, diferente daquele lindo espetáculo aquele amor nunca minguava, nunca se punha e nunca findaria. As sensações estavam intensas demais, fosse saudade ou algo mais que estivesse presente ali naquele dia, Ino sentiu de repente a ausência dos carinhos de Deidara e logo a face tão bela da perfeição que contemplava tomava-lhe os lábios mais uma vez enquanto dava um jeito de remover as próprias roupas.

– Boku wa jibun jishin yori mo anata wo aishite imasu. – Era a segunda vez naquele dia que Deidara dizia aquelas palavras que faziam uma forte pontada de dor tocar em seu peito.

Não entendeu porque, mas apenas sorriu e aceitou o beijo que lhe era oferecido. Ao fechar os olhos para sentir melhor o carinho úmido do Iwa sentiu o calor de duas únicas lágrimas silenciosas que assim como vieram foram embora; absolutamente do nada.

Sentia agora o calor do corpo do loiro desnudo sobre si, aquela ereção roçando entre suas pernas e algumas vezes em seu baixo abdome. Apenas correspondia o beijo e inclinou mais o pescoço quando sentiu o loiro distribuir carinhos no local. Deidara fez questão de esfregar suas mãos pelos braços da kunoichi para atrair a atenção da mesma e com um movimento único de sua essência fez com que a argila que prendia os punhos de Ino cedesse e a loira viu-se então livre.

Logo sua primeira ação em liberdade foi levar as mãos para as costas de Deidara em um raspar que carregava a mesma intensidade de seus sentimentos no momento. Mais uma vez as pernas bem trabalhadas cercaram firmes a cintura de Deidara.

– Dei-san, por favor, eu quero você. Vem, vem me deixar em um estado de deleite ainda maior Koi..Koishiteiru.

Se já estava difícil de controlar para dar a ela um tratamento especial, depois de um pedido desses a resposta de Deidara foi apenas o par de mãos espalmadas uma de cada lado do quadril de Ino e o meneado de seu próprio quadril que o posicionou ante a entrada úmida da loira e depois de tantos dias separados, estavam literalmente, inteiramente e completamente juntos mais uma vez.

Seus rostos quase colados permitiam que as respirações se mesclassem enquanto ele se movia penetrando-a, a princípio, de forma lenta a fim de sentir o máximo da sensação de ter o corpo dela em torno do seu. Os braços de Ino o puxavam mais para si e em resposta o ritmo de seus movimentos iam se intensificando gradativamente até atingirem o estado frenético e completamente sem ritmo em que ambos os quadris se chocavam com brusquidão.

Os gemidos se misturavam, as vozes se confundiam, o mundo la fora por várias vezes se perdia entre o laranja do céu e a escuridão dos olhos que não resistiam ao ímpeto de se fecharem. E dos movimentos erráticos e frenéticos ele buscava novamente a linha da calmaria, devolvendo ao ato aquela lentidão carinhosa de maneira proposital. Tinha saudade de sua mulher, mais do que um dia imaginou poder se importar com alguém e queria que aquele reencontro durasse o máximo que pudesse durar. Embalados pelos gemidos que não poderiam e nem seriam contidos por ambos.

E logo o desejo pedia, a própria Ino se movia mais rapidamente ditando novamente a velocidade avançada entre gritos de prazer e ficaram ali por um tempo indeterminado dançando uma música de coreografia marcada e de passos firmemente seguidos por ambos e que estava levando os dois ao mais alto estado de sensibilidade. E independente que por quanto tempo mais fossem capazes de estender as sensações tão gostosas que dividiam, o corpo e a sanidade de ambos exigia por mais.

As pernas de Ino estavam completamente abertas cercando já o tórax do loiro, a ponto que era difícil precisar como ainda era capaz de se mover para acompanhar seus movimentos. Talvez estivesse tão sensível que qualquer contato servia apenas para levá-la mais para longe naquele mundo intangível repleto de cores e sensações e que apenas o loiro da Pedra sabia o caminho mais gostoso para levá-la até lá.

Mas mesmo longe, sentia o corpo que se chocava contra si com força. Sabia que o estava o estrangulando dentro de si, era inevitável e nesse ponto, incontrolável. Sentia a testa úmida de suor de Deidara cair sobre seu ombro enquanto sua garganta rugia o orgasmo que lavou seu corpo em calor.

E exaustos ficaram ali daquela forma por algum tempo mais apenas curtindo a presença um do outro. Mesmo que houvesse palavras, o silêncio era a melhor opção. Ouvir o som de sua respiração, o toque da pele molhada, o cheiro exclusivo de nós. Os dedos dele entre os fios de cabelo dela, os dedos dela raspando suaves pelo dorso do corpo ainda sobre si, o casal de loiros quis apenas ficar assim deitados na grama observando ainda o que restava do espetáculo do pôr-do-sol, desejando nada além do que a presença da pessoa que mais amava nesse mundo de guerras que tinham escolhido para chamar de lar.

"Ikutsu mo no yorokobi ya kanashimi mo kazoekirenai deai ya wakare mo
Ano koro to kawarazu ni yasashiku miteru orenji no taiyou

(Grandiosas alegrias e tristezas, incontáveis encontros e separações
Como de outrora, admirando gentilmente o sol laranja)

Yuugure ni kimi to mita orenji no taiyou

Nakisou na kao o shite eien no sayonara"

(Nesta tarde, eu te vi, o sol laranja

Parecia que tu irias chorar eterno adeus)

.:.

– Eu ainda não acredito no que meus olhos me mostraram. – A voz da morena soava como um fiapo enquanto as luas em seus olhos derretiam em finas lágrimas pelas vidas tiradas e a feição incrédula logo foi tomada por dor. – Como pode? Eu ainda não entendo, eles eram apenas dois e nós tínhamos um batalhão!

Shikamaru socou o chão com força, também tinha dificuldades em aceitar aquilo tudo, sabia apenas que aquela missão era uma roubada e eles não estavam suficientemente preparados, diferente da morena Hyuuga seu campo de visão se resumia à área devastada e o tapete de corpos jogados pelo chão lavado em sangue.

E aqueles caras...

Eles não tinham se quer um membro quebrado ou ferimentos a serem tratados, podiam se dizer no máximo que tinham uma expressão cansada depois de tudo aquilo.

– Hinata-sama – Sua voz soou como o badalar de um sino em uma abandonada catedral assustando os pombos abrigados no jazido de esquecimento, suas assas batendo esganiçadas em desespero eram o choro da menina ao seu lado.

– Eles finalmente estão se retirando – Informou a morena com a voz embargada. – Vamos segui-los agora?

– Iie. Por pior que seja o reflexo disso temos que voltar para Konoha e dar as informações à Hokage.

– Voltar? – Assustou-se. – Mas e Neji e o outro esquadrão, não vamos esperar pela ave que lhe mandamos? Não vamos esperar por eles?

– A missão de Neji se desprendeu da nossa quando nos separamos. Nós temos que voltar agora. Infelizmente não temos tempo e nem condições de ficar aqui sentados esperando.

.:.

O pio se fez ouvido por sobre as árvores, era típico de Konoha usar aquelas aves para comunicação. Idiotice em sua visão. O moreno com sua destreza lançou a katana ao cego e milésimos de segundos depois a ave decapitada estava aos seus pés, bem como a mensagem que ela levava estava em suas mãos.

– Shikamaru está voltando.. não posso deixar que siga, se falar à Tsunade que não me viu ela pode mandar o velho dos sapos atrás de mim. Depois dou um jeito nesse segundo esquadrão liderado por Neji. Não posso me dar ao luxo de ter Konoha no meu pé. – Disse para si mesmo.

Imediatamente seus pés seguiram um caminho contrario ao que seguia. Queria apenas Itachi, tinha um castigo para dar ao mais velho antes de mata-lo e mataria qualquer uma que fosse que estivesse em seu caminho para que seus planos não fracassassem. Mal sabe ele que já nasceu fadado ao fracasso.

.:.

– Hei Sakura você tem certeza disso? – Perguntou o homem-peixe coçando a cabeça.

– É serio. O sol incomoda um pouco, mas o importante é não ficarmos aqui. Se Kakashi esteve aqui aposto como Pakum ou outro dos cachorros deve ter ido à frente dar nossa localidade a alguém de Konoha. Mas se fizermos dois grupos tudo vai dar certo. – Garantiu.

– O que vai dar certo? – Ino apareceu na cabana surgindo sobre os escombros com o loiro em seu encalce.

– Nos dividirmos para voltar. Se vocês dois forem na frente vão encontrar Kakuso e Hidan no caminho, como Sakura não pode enxergar iremos com ela, Kisame e eu, com calma atrás. Para evitar qualquer batalha desnecessária ou encontro inesperado.

– Nee depois de tudo, eu tenho medo de deixar você pra trás. – Disse Ino à rosada.

– Vocês precisam informar à Pain tudo o que aconteceu aqui, podemos estar com uma guerra por explodir. Eu não to podendo lutar agora não Ino, vamos para o esconderijo devagar por atalhos escondidos enquanto vocês vão da forma mais rápida que puderem, é o melhor jeito que conseguirem. Konoha realmente está atrás de nós, de mim e de você.

– Uma coisa antes. – Itachi parecia ponderar um pouco as palavras, suspirou, tinham que esclarecer algumas coisas às duas ninjas enquanto ainda estavam juntas. – Há algo sobre a liderança da Akatsuki que vocês duas precisam saber.

O moreno teve imediatamente toda atenção das meninas, elas não sabiam de nada sobre o que haviam mudado em suas vidas. Muito pacientemente Itachi explicou as duas sobre a decisão de Pain e o significado daqueles anéis eternos que tinham aceitado meses antes.

Os planos, justificativas e escolhas de Pain foram entendias e aceitas pelas meninas. O título de nova líder foi dado à Yamanaka Ino; o rei, o poder máximo dado ao homem agora dominava a grupo antes regido pelo poder de Deus.

A novidade atingiu tanto a loira quanto a rosada em surpresa, após ser agraciada pelo namorado Ino sentiu os dedos hábeis de Sakura lhe procurando e foi com um sorriso sincero que a rosada lhe tomou ambas as mãos. Num sinal mudo de felicidade e amizade, ficaram assim até a própria loira romper o silêncio.

– Mas eu não sou mais forte que Sakura ou a qualquer outro aqui. – Confessou sincera, rivalidade era algo longínquo que existia em um passado tão distante que já lhes parecia em todos os aspectos um absurdo, elas eram as melhores cada uma em sua especialidade.

– Liderança não é feita apenas por força Ino. É o poder de medir e tomar as melhores decisões, destreza e racionalidade nos momentos certos para manter a equipe toda passos a frente do inimigo. – O moreno continuou explicando com paciência, mirando a loira por trás do abraço que cercava a cintura da namorada que ainda segurava as mãos da amiga com aquele pleno sorriso de felicidade.

Neste momento o moreno não se importou em estar sendo carinhoso demais com sua cerejeira ante outros olhos. Aquela pose tão autossuficiente já estava lhe parecendo tão... sem sentido.

– Então acho que agora devemos ir un, eu não me esqueci que você disse que estávamos sendo seguidos Itachi-dana. Não vai ser nada bom para Sakura caso sejamos surpreend... – A fala do loiro foi brutalmente interrompida por diversas armas que foram arremessadas sabe-se lá de onde exatamente, mas que foram habilmente desviadas por Kisame no momento exato.

– 'Vam para' com a nostalgia e as palavras kawaiis pra voltar a agir como shinobis de primeira linha, por favor. – Olhou um pouco irritado para os quatro Akatsukis que se dividiam em duas belas duplas com o loiro e o moreno cercando as cinturas de suas respectivas namoradas e ligadas pelas mãos das mesmas que ainda permaneciam unidas.

– Sim Kisame-san, nós vamos – Disse a loira se desprendendo dos braços do namorado para abraçar a rosada – Acho que é aqui que nos despedimos mais uma vez. Sayonara. Vocês três cortem pelo leste, nós dois vamos em frente. – Decretou colocando-se lado a lado com Deidara, sorriu de canto ao ver o pássaro de tamanho médio que o loiro já tinha em mãos.

– KATSU – A explosão foi grande e entre a fumaça o time se dividiu em dois pela última vez marcando aquele final de dia, o sol não podia mais ser visto, mas o céu ainda era claro tingindo-se lentamente de alaranjado para um rubro púrpura.

"Ikutsu mo no yorokobi ya kanashimi mo kazoekirenai deai ya wakare mo

Ano koro to kawarazu ni yasashiku miteru orenji no taiyou

(Grandiosas alegrias e tristezas, incontáveis encontros e separações

Como de outrora, admirando gentilmente o sol laranja)

Eien o yume miteta ano koro no bokura wa

Itsu made mo hanarezu ni dakiatte waratteta

(Naquele instante, nós dois sonhávamos com a eternidade

Nos abraçávamos e ríamos como se jamais nos separaríamos)

Akireru hodo kimi o omou yo

Sore dake de boku wa mitasareru

Nakanai de, itsu date aeru yo

Hitomi o tojireba...

(Eu penso em ti próximo a admiração

E com isto estou satisfeito

Não choras, nos reencontraremos algum dia

Se tu fechar os teus olhos...)

Yuugure ni kimi to mita orenji no taiyou

Nakisou na kao o shite eien no sayonara"

(Nesta tarde, eu te vi, o sol laranja

Parecia que tu irias chorar eterno adeus)

NOTAS: N/A: gente eu não enlouqueci OK, embaralhei a letra toda mesmo, afinal isso aqui não é song fic ^.~

Boku wa jibun jishin yori mo anata wo aishite imasu = eu amo mais você do que a mim mesmo