Olá!
Estou aqui, postando mais uma fic.
Vou tentar uma experiência diferente, trocando os narradores. O primeiro capítulo será narrado pelo Inuyasha e o segundo pela Kagome, e assim segue.
Quero deixar bem claro que foi muito difícil escrever o Inuyasha sem orelhinhas e de cabelo curto, e pior ainda escrever ele namorando a idiota da Kikyou, mas tudo isso é pelo bem da fic.
Tentarei postar regularmente, uma vez por semana.
Se puderem, deixem reviews dizendo o que acharam.
Espero que gostem da fic.
Beijos ;D
Capítulo 1 – A prima
- E além de tudo isso, ela é irritante! – Reclama Kikyou pela enésima vez. Ela estava escorada na janela do carro, massageado as têmporas em movimentos circulares, em uma tentativa de se acalmar.
Eu realmente não entendo. Quem deveria estar estressado aqui sou eu e não ela, afinal, que tipo de pessoa em sã consciência acorda o namorado em pleno domingo de manhã, o último dia de descanso antes de o ano letivo recomeçar, para ir ao aeroporto buscar a priminha caçula? A Kikyou! É, com certeza ela é esse tipo de pessoa.
- Eu posso apostar Inu, que ela está vindo para cá só pra me irritar, assim como fazia quando éramos pequenas e ela sempre ficava com as bonecas mais bonitas e... – Ok, tenho que admitir, esse tipo de argumento foi o mais infantil possível, mas vindo dela... Bom, com o tempo a gente acostuma. Com um suspiro, arrumo meu Ray Ban e coloco uma das minhas mãos em sua coxa descoberta pela saia curta demais, como sempre, para tentar de algum jeito acalmá-la, ou apenas em uma tentativa de que ela parasse com a crise.
- Mas por que mesmo temos que ir buscá-la? – Pergunto, afinal tenho que admitir, de tanto ela falar mal da prima, até eu já passei a odiá-la.
Entrelaçando sua mão na minha e fazendo um carinho com suas unhas compridas e pintadas em um tom de esmalte rosa berrante, Kikyou suspira pesadamente e responde de má vontade:
- Meus pais tiveram que sair hoje e o idiota do Miroku não estava em casa.
- Seu irmão deve ter aprontado todas ontem! Ninguém escapa das festas da Kagura ileso. – Abro um sorriso malicioso. Que a Kikyou não descubra o que rolou quando ela foi ao banheiro e...
- Ah! Nem me lembre! O Miroku que deveria vir buscá-la, mas ele provavelmente achou uma vadia pra dormir com ele. – Resmunga minha querida namorada com a voz ríspida. Já disse como eu adoro quando ela fala mal dos meus amigos, mesmo que um deles seja o irmão dela? Pois é, eu ADORO!
- Não fala assim dele Kikyou! – Tiro bruscamente minha mão de perto dela, voltando a colocá-la no volante.
- Inuyasha! Não me enche ok! Já basta ter que aturar a ideia de ter minha prima me infernizando, aguentar sua TPM também já é demais. – Fala indignada, ligando o rádio do carro bruscamente e colocando uma música lenta para tocar. Fala sério, nem pensar que ela vai descontar a irritação dela no MEU carro. Troco imediatamente de estação, deixando que um rock pesado começasse a soar. Lançando-me um olhar fulminante, Kikyou levanta a mão novamente com a intenção de trocar de rádio, mas é impedida quando seguro seu pulso e a encaro.
- Meu carro, minhas regras! – Digo lhe lançando meu melhor sorriso, fazendo com que ela voltasse a encarar a estrada inconformada.
- Finalmente! Chegamos! – Exclama Kikyou, me fazendo revirar os olhos com o comentário óbvio.
Estaciono o carro em uma das vagas mais perto o possível da entrada do aeroporto. O quanto mais rápido eu sair daqui melhor.
Assim que desço, percebo que Kikyou já estava em pé me esperando, com uma cara de cachorro sem dono. Suspirando, caminho até ela.
- O que foi agora? – Pergunto impaciente.
- Me desculpa amor! Eu não queria descontar todo o meu estresse em você! – Choraminga, se agarrando ao meu pescoço. Revirando os olhos, a enlaço pela cintura, puxando-a para mais perto.
- Tudo bem! Eu também estou um pouco impaciente! – Digo aproximando meu rosto do dela, lhe dando um beijo rápido. - Ok, vamos logo antes que a sua prima se perca por aí! – Falo me afastando e segurando sua mão.
- Duvido! Ainda mais que meus tios vieram junto e... – Aaah, eu mereço! Era tudo o que eu queria: uma criança pentelha e tios chatos, que, a primeira coisa que fazem ao te ver, é apertar suas bochechas. Pelo menos é o tipo de gente que a Kikyou afirma ter na família. Suspirando pela milésima vez na mesma manhã, finalmente, ou infelizmente, entro no aeroporto sendo praticamente arrastado.
9:30
9:45
9:47
9:50
Meu Deus, eu não aguento mais! Maldito tempo que não passa de uma vez! Juro que vou acabar ficando louco se não sair daqui logo. Onde diabos estão os parentes da Kikyou? Ela não para de falar mal da prima e dos tios, sem pausa nem para respirar! Sinceramente não sei como ela tem fôlego.
Passo uma das mãos nervosamente pelos cabelos, tentando de algum jeito pensar em algo pra fazer antes de enlouquecer e... Nossa, que visão!
Caminhando até a parte de trás do balcão de uma lanchonete qualquer, que eu realmente não tinha vontade nenhuma em perder meu tempo em descobrir, uma morena, alta, de olhos verdes, vestindo um dos uniformes mais curtos que eu já vi, largava uma grande bandeja em uma das prateleiras e voltava a atender as mesas. Acho que encontrei algo para acabar com o meu tédio momentâneo.
Nossa aquela menina era gata demais! Por que justo quando a Kikyou está por perto eu encontro alguém mais gostosa que ela? Quem dera se eu pudes...
- TIO! TIA! – Ouço a voz estridente de Kikyou berrar ao meu lado. Assustado, me viro bruscamente para ela que tinha um sorriso enorme no rosto. Que irônico. Curioso para saber quem eram os parentes de Kikyou, sigo o seu olhar, já imaginando um casal de tios gordos e uma criança provavelmente emburrada sendo puxada pelos dois.
É então que meu sorriso debochado, sume completamente do meu rosto, sendo substituído por uma cara de surpresa. Vindo em nossa direção, um casal nem um pouco gordo ou com cara de "vou-apertar-suas-bochechas" caminhava até nós sorridentes, e o mais estranho é que eu poderia jurar que os conhecia de algum lugar. O homem vestia um terno preto com uma gravata dourada. Ele tinha a maior cara de executivo, daqueles que tem dinheiro de sobra. Abraçada a ele vinha uma mulher morena que vestia um blazer cinza e, devo admitir, não tinha a menor cara de tia.
Antes que eu pudesse começar a travar uma luta mental para tentar descobrir de onde os conhecia, meu queixo volta a cair quando eu vejo a suposta prima da minha namorada.
- Nossa! Kikyou! Que saudades! – Fala a menina abraçando Kikyou que sorria... Ok, voltando! Nossa! A prima "pirralha" da Kikyou não é nada menos que a garota mais gostosa que eu já vi! Ganha até da garçonete, que eu já esqueci completamente, ou até mesmo da Kikyou. Que ela nunca saiba disso! A garota era morena e tinha os olhos mais azuis que eu já vi. Ela vestia uma saia de cós alto preta deixando a mostra suas incríveis pernas e uma blusa branca bem justa, que modelava sua cintura. Ah! E ela estava de salto! Não sei como descrever isso, mas tenho um enorme fraco por salto alto. Mas o mais estranho é que novamente eu tenho a sensação de já conhecê-la.
- Pois é Ká! Quanto tempo! – Diz Kikyou para a prima e se vira bruscamente pra mim ao notar meu olhar completamente alienado em cima da prima dela. Ela me agarra pelo braço em um gesto possessivo e se volta para eles com a intenção de me apresentar.
- Tio, Tia e Ká! Esse é o meu namorado! Inuya...
- Inuyasha? Meu Deus menino, como você cresceu! Você está tão bonito! – Diz a mulher se aproximando de mim e me abraçando.
– Ah Minori, ele não deve mais se lembrar de nós! Já faz tanto tempo que nos mudamos! – Fala o homem sorrindo para mim simpaticamente.
Já me conheciam? Faz tempo que se mudaram? Então ela é...?
- Sra. Higurashi? – Pergunto surpreso, fazendo com que o sorriso da mulher aumentasse.
Espera, se ela é a Sra. Higurashi, a prima da Kikyou... Aquela garota é a...
- Kagome? – Exclamo surpreso, me virando para a garota de olhos azuis que sorria divertida com a minha confusão.
- Parece que você se lembrou dos seus antigos vizinhos Inuyasha! - Fala Kagome, com a voz melodiosa.
- Acho que está na hora de irmos não é mesmo amor? – Fala Kikyou, me puxando novamente pelo braço, fazendo com que eu percebesse que novamente encarava a prima dela descaradamente. Isso com certeza vai ser muito divertido, penso, sem deixar de conter um sorriso.
- A senhora quer ajuda para carregar as malas? – Pergunto me soltando discretamente de Kikyou.
- Mas é claro querido! Continua um cavalheiro! – Ela me responde sorrindo abertamente. – Mas me conte! Como está a sua mãe? Faz tanto tempo que não a vejo!
- Ela está ótima! – Respondo ao mesmo tempo em que seguro suas malas. Minha nossa! Como pode uma senhora tão simpática carregar tanta coisa dentro dessa mala tão pequena?
- Oh! Que bom! – Ela me responde ainda sorrindo.
- E o Inu no Taisho? Continua jogando? – Pergunta o Senhor Higurashi.
- Sempre. – Respondo alegremente. – Ficará muito feliz em saber que o senhor voltou. Com certeza o convidará para jogar! – Ele arqueia uma sobrancelha, em sinal de desafio.
- Se ele não estiver com medo de perder...
- Amor! Nem chegamos em casa e você já está pensando em jogar com o Taisho? – Fala a Sra. Higurashi em tom reprovador, não conseguindo conter um sorriso ao ver a cara de cachorro sem dono do Sr Higurashi.
- É inevitável querida! Me desculpe. – Fala ele, dando um beijo na mulher. Mas agora, voltando ao que interessa, me viro para Kagome. Quer dizer, Kikyou.
- Então, vamos indo? – Pergunto.
Kikyou me responde apenas com um olhar fulminante. Nossa! Ela realmente não gosta dos parentes dela. Mas e daí? Nunca disse que nós concordávamos em tudo.
Nós vamos caminhando na direção do estacionamento. Kagome e Kikyou caminhavam na minha frente. A semelhança entre as duas é indiscutível, desde o jeito de andar até a cor do cabelo.
- Wow! Um Audi R8 GT vermelho! – Kagome fala animada, praticamente correndo na direção... Espera! Do MEU carro. – Nossa! Motor V10 de 560 cv e aerofólio traseiro! – Exclama analisando o carro com uma mão na cintura e a outra caída ao lado do corpo.
- Você gosta de carros? – Pergunto abismado.
- Essa é a minha garota! – Fala o Sr Higurashi abraçando a filha com um sorriso orgulhoso no rosto. Certo, isso é muito estranho. Eu realmente não esperava por essa.
Ainda em choque, pego a chave do carro no bolso da calça, e aperto o botão para desativar o alarme enquanto volto a me aproximar.
- É seu? - Pergunta Kagome com a boca aberta, ao me ver abrir o porta-malas. Em resposta apenas lhe lanço um sorriso de canto em afirmação, que é correspondido por ela.
- Dá pra andar logo Inuyasha? – Pergunta Kikyou aparecendo ao meu lado. Pela cara dela, dava para notar o quanto não estava gostando daquilo tudo. Isso só pode ser ciúme! É, acho que isso vai ser divertido.
- Claro meu amor... – Respondo com um sorriso divertido.
Já com as malas guardadas, contorno o carro até a porta do motorista e entro, sendo seguido por todos. O Sr. Higurashi sentou ao meu lado, o que não pareceu agradar nem um pouco a Kikyou, que sempre que possível me lançava um olhar fulminante. Afinal, o que ela tem contra os tios e a prima? Bom, pela prima até entendo, quem não ficaria mau em ter alguém bem mais gost...
- Mas então Inuyasha? Está pronto para o início das aulas? – Pergunta o Sr Higurashi simpático. Imagino se ele seria simpático assim se soubesse o que eu estava prestes a pensar da filha dele.
- É, já que não tem escolha. – Respondo, fazendo o Sr Higurashi soltar uma gargalhada.
- Ai! É tão bom estar de volta! – Fala Sra Higurashi animadamente – Tudo vai voltar a ser como era antes! Não que eu não gostasse de Londres, afinal, quem não adora compras?
- Mãe! – Kagome se pronuncia pela primeira vez desde que entrou no carro, repreendendo a mãe.
- Mas filha! Você também adorava fazer compras! E além do mais, agora você vai reencontrar seus amigos! Claro que você vai sentir falta da Ayame, mas ela pode vir te visitar quando quiser!
- É eu sei mãe. – Kagome responde tristemente.
- Oh querida! Não fique assim! Você logo vai se acostumar! Lembra do quanto você gostava de ir passar o fim de semana na casa do Inuyasha? – Nesse momento, Kikyou tem um ataque de tosse, que me faz rir. A cada minuto que passa, começo a gostar mais da Sra Higurashi. Como eu não me lembro dessas coisas?
- Está tudo bem querida? – Sra Higurashi pergunta para Kikyou, que praticamente se engasgava com a saliva.
- T...tudo bem! Eu estou bem. – Fala Kikyou secamente.
- Certo então. Como eu ia dizendo... Você se lembra Kagome? Inuyasha vivia na piscina lá de casa! Oh! Vocês voltavam do colégio juntos, chegavam em casa, comiam um lanche e iam direto pra piscina! Ainda me lembro do Inuyasha correndo só de cueca para te empurrar para piscina!
Certo, nessa hora até eu me engasguei. O que minha mãe tinha na cabeça quando me deixava fazer isso?
- Mãe! Por favor! – Implora Kagome, com a mão na testa, tentando esconder o rosto de tanta vergonha.
- O que foi querida? Você também andava só de calcinha pra lá e pra cá com ele! – Ela responde ingenuamente. Certo, isso é um GRANDE consolo. Pena que eu não me lembro.
- Querida. – Interfere o Sr Higurashi – Deixe as crianças conversarem!
- Mas o que eu fiz? – Pergunta inocentemente, notando que todos tentavam esconder o rosto.
- Nada meu amor, nada. Olha! Chegamos! – Fala divertido.
- Oh! Quanto tempo! – Exclama Sra Higurashi, saindo do carro e indo em direção a casa, acompanhada do marido. Porém, nada chamava mais atenção do que Kikyou marchando em direção a sua casa, com a expressão impenetrável.
- Te espero no meu quarto! – Ela exclama, me lançando um olhar significativo antes de bater a porta de casa.
- Inuyasha querido! Pode nos ajudar com as malas? – Grita a Sra. Higurashi, de dentro de sua casa, vizinha a de Kikyou.
- Claro! – Respondo, enquanto vou até o porta-malas.
- O que será que deu nela? – Me pergunta Kagome inocentemente. Até demais se quer saber. Mas antes que eu pudesse responder ela já estava entrando em casa. Sério, essa garota ainda me deixa louco.
A casa de Kikyou era vizinha da casa de Kagome. Porém, as duas casas eram muito diferentes. A dos Higurashi tinha um estilo próprio, era clássica, mas bonita. A dos Takeda já era mais rústica e com a decoração mais pesada.
Entro na casa de Kagome admirado com a decoração. A sala tinha um sofá bege enorme, que contrastava com o tapete escuro. Na parede tinha uma televisão enorme de tela plana e alguns quadros. Porém o que me chamou mais atenção foi a estante. Não por ser uma estante bonita, mas pelas fotos que estavam ali. A primeira era do casamento dos Higurashi. Confesso que no início levei um susto, porque a noiva parecia a Kagome. Mas cheguei a conclusão de que isso era impossível, já que o noivo era o inconfundível Sr Higurashi. Quando olhei a próxima foto, meu queixo literalmente caiu. Era o mesmo sofá da casa de Kagome, porém, há alguns anos. Kikyou estava sentada na direita, com a cara emburrada e os braços cruzados no peito, enquanto eu estava sentado no meio, segurando um pote de pipoca, ao mesmo tempo em que empurrava a cabeça de Kagome, numa tentativa de impedi-la de pegar a pipoca. Atrás do sofá, estava Miroku, com a língua para fora, enquanto apertava a bochecha de Kikyou. Não tive como não rir. Devíamos ter uns sete anos.
- Rindo sozinho Inuyasha? – Pergunta Kagome, encostada na parede ao mesmo tempo em que me observava com um sorriso divertido no rosto.
- Só estava olhando a foto. – Respondo meio envergonhado coçando a cabeça sem jeito.
- Você deve ter uma igual. Temos quase um book juntos. – Ela sorri timidamente. – Hm... Você poderia me ajudar a levar as minhas malas para cima?
- Ah! Claro, por isso que estou aqui! – Falo retribuindo o sorriso. Caminhei até as malas. Assim que levantei a primeira, cheguei a conclusão de que Kagome era realmente IGUAL a Sra. Higurashi. O que diabos ela carrega aqui dentro?
- Muito pesada? – Ela sorri divertida.
- Ann... Claro que não! Isso não é nada! – Falo, fazendo um esforço terrível para não deixar transparecer o verdadeiro esforço que eu estava fazendo. Quer dizer, eu tinha que causar uma boa impressão.
Ela soltou um risinho e começou a subir as escadas, para me mostrar o caminho. Subimos dois lances de escada e chegamos ao quarto dela, que pude notar ser o sótão. Era completamente o oposto do quarto de Kikyou. Ao invés de paredes rosa, ursinhos de pelúcia por tudo e o máximo possível de brilho em um ambiente só, o de Kagome tinha paredes roxas, uma cama no canto com uma colcha branca com detalhes também em roxo. No outro canto um sofá enorme branco e ao lado uma escrivaninha cheia de livros, um violão e encostado na parede um... skate? Como assim essa garota tem skate? Isso não quer dizer que ela sabe andar, não é? Não, óbvio que não. Deve ser do Miroku ou algum outro amigo. Voltando a olhar para o quarto percebo que tinha uma janela enorme que dava direto para a janela do meu quarto. E quando eu digo direto, eu quero dizer direto mesmo. Sorri com a minha grande descoberta, e já estava pensando em como tirar proveito disso quando a voz da Sra Higurashi ecoa pelo quarto:
- Crianças! Emma acabou de tirar um bolo de chocolate do forno!
- Bolo de chocolate? – Fala Kagome, com os olhos brilhando e um sorriso de criança que acabou de ganhar um presente. – Vamos?
- Claro. – Respondo, não contendo um sorriso ao ver a expressão da garota.
Largo as malas ao lado da cama, dou uma última espiada no ângulo que ela enxergaria do meu quarto e desço para comer o bolo.
- Hmmm... Que cheirinho bom! Estava com saudades dos seus bolos Emma! – Kagome sorri, depositando um beijo no rosto da empregada. – O dia que Kikyou der um beijo na bochecha de uma empregada, eu viro gay.
- Olá querida! – Emma responde sorrindo.
Nós sentamos na bancada da cozinha junto da Sra Higurashi, que nos esperava para comer com o costumeiro sorriso. Dou a primeira mordida no bolo e escuto meu celular tocar. Tiro ele do bolso e vejo a foto de Kikyou me beijando no visor. Droga! Esqueci totalmente.
- Alô? – Pergunto com medo do que viria.
- Oi amor! – Kikyou fala, com a voz estranhamente doce. Eu realmente estou com medo. – Onde você está?
- Eu? Eu to aqui... Indo pra aí! – Respondo receoso.
- Tudo bem! Estou te esperando então! Beijo! Te amo!
- Beijo! Também te amo. – Desligo o telefone e olho para Kagome e a Sra Higurashi que conversavam animadamente.
- Ann... Eu tenho que ir! – Digo sorrindo – Nos vemos mais tarde?
- Claro Inuyasha! – Kagome me responde sorrindo simpaticamente.
- Então ta! –Respondo alegre. – Tchau Sra Higurashi! Até mais!
- Tchau querido! – Ela me responde amigavelmente.
Saio da casa de Kagome com um sorriso estranhamente alegre no rosto, que se apaga assim que olho para a casa vizinha. Agora terei que enfrentar a fera, penso com um suspiro enquanto caminho até a casa de Kikyou.
