Oi gente!

Mais um capítulo da minha nova fic!

Espero que vocês gostem! ;D

Capítulo 2 – Lei de Murphy

- Finalmente acabei! – Falo comigo mesma, quando guardo a última peça de roupa dentro do roupeiro. Me jogo de bruços na cama, cansada por ter arrumado tudo sozinha. Já tinha me esquecido o lado ruim de ter tantas roupas.

Com um suspiro, tomo coragem e me levanto, apesar da vontade de dormir um pouco. A viagem havia sido cansativa. Caminho até o roupeiro e pego um short jeans curto, em um tom mais escuro. Tiro a saia e o coloco. Me sentindo mais confortável, vou até a cadeira giratória e ligo o notebook. Ainda são onze horas, Ayame provavelmente está dormindo, mas eu preciso dar um sinal de vida, então começo a escrever um e-mail.


De: ka_higurashi

Para: ayame_ruivinha

Assunto: CHEGUEEEI!

Amiga,

Acabei de chegar! E acredite, minha vontade de voltar pra Londres aumenta a cada minuto que fico aqui. Por que eu não fui aceitar a sua ideia de te trazer na mala? Seria muito mais útil do que todas essas roupas! :D

Recém cheguei e já estou morrendo de saudades! :(

Falando nisso, como está o Ban? Vou ligar pra ele depois, estou com saudades dele também. ):

Mas vocês vão vir me visitar, não vão? *-*

E eu acho muito bom você entrar mais tarde, para eu poder te contar direitinho tudo o que ta acontecendo por aqui, e isso inclui minha prima e o namorado dela. Ah! E minha mãe falando demais, como sempre. Já deu pra perceber que eu passei vergonha né?

Até mais tarde!

Beijos, Ká.


Envio o e-mail e fico encarando a tela do notebook, pensando em tudo que eu havia deixado para trás lá em Londres. Ayame era com certeza a pessoa que eu mais sentiria falta. Nós somos melhores amigas desde que meu pai teve que se mudar para Londres, por causa do trabalho. O mesmo trabalho que nos fez voltar para a Califórnia.

Levanto da cadeira e com um suspiro pesado me atiro no sofá do meu quarto. Bankotsu com certeza seria outra pessoa da qual eu sentiria muita falta. Depois de tanto tempo gostando dele, finalm...

Escuto o barulho de alguém batendo na porta.

- Pode entrar! – Grito, enquanto levantava do sofá e arrumava os cabelos, bagunçados por eu estar deitada.

- Quer dizer que a minha prima preferida está de volta à cidade? – Me pergunta Miroku, que entrava no quarto com aquela cara fofa que eu estava com saudades de ver.

- MIROKUUUUUUUUUU! – Grito, me agarrando no pescoço dele, em um abraço carinhoso. – Quanto tempo! Eu estava morrendo de saudades!

Eu realmente tinha me esquecido do lado bom de vir para cá. Esse lado com certeza era o Miroku. Ele era meu primo, irmão de Kikyou, e sempre foi meu melhor amigo desde que éramos crianças. Ele até passou uma temporada em Londres, lá na minha casa, o que fez com que nos aproximássemos ainda mais. Mas ele voltou e fazia tempo que não nos víamos.

- E aí Ká! Tudo bem? – Ele me pergunta rindo, quando finalmente o solto.

- Ta tudo certo. E com você? – Pergunto sorrindo alegremente.

- Tudo ótimo. Aliás, vim aqui para te sequestrar. Hoje você vai ter a honra de almoçar com o cara mais bonito da cidade! – Ele sorri para mim, aquele sorriso que eu tinha saudades de ver.

- Aé? E posso saber onde ele está? – Pergunto sem conter o riso.

- Kagome... Kagome... Sempre querendo ser engraçadinha. Admita que eu sou o melhor primo que você tem!

- Mas é claro... – Falo me esgueirando para perto da porta do quarto – Porque você é o único! – Digo, e começo a descer correndo as escadas, ao ouvir um murmuro indignado dele, que me segue correndo.

- Kagome! O que você disse? – Ele me pergunta, enquanto descia o segundo lance de escadas. Eu não respondo, e tento me desvencilhar dele, que estava cada vez mais perto. Porém, com uma agilidade incrível, ele me joga no sofá e começa a me fazer cócegas.

- Miroku querido! Vejo que veio nos visitar! – Exclama minha mãe, no seu típico tom de voz amigável.

- Oh! Senhora Higurashi! – Ele me solta e abraça minha mãe – Quanto tempo! Cada vez mais bonita, não é mesmo?

- Oh querido! Sempre um cavalheiro! – Ela responde, com o rosto um pouco corado.

- O que é isso Sra. Higurashi, é a mais pura verdade. – Ele sorri – Mas, gostaria de pedir permissão para sequestrar Kagome agora e levá-la para almoçar comigo.

- Permissão concedida! Só a devolva antes das seis! Temos uma janta marcada na sua casa hoje à noite.

- Tudo bem, tentarei não me atrasar. – Ele pisca para minha mãe e depois se vira para mim com uma expressão séria, mas sem conseguir esconder o divertimento na voz – Você tem exatamente dez minutos para se arrumar, antes que eu queira me vingar novamente.

- Sim senhor! – Respondo mostrando a língua para ele em um gesto infantil e subo as escadas correndo.

Chego ao meu quarto, abro o roupeiro e pego um vestido no cabide, com um sorriso enorme. Em Londres era muito difícil estar quente. Um ponto para a Califórnia. Tiro minha roupa rapidamente e o coloco. Vou até a frente do espelho para poder fechá-lo melhor. É um vestido de alcinhas, não muito decotado, bege escuro. Só para complementar, coloco um tipo de cinto improvisado, dando um laço. Pronto. Vou até a prateleira de calçados, pego uma rasteirinha qualquer e a coloco rapidamente. Não demoro nem cinco minutos, mas posso apostar que o Miroku está batendo o pé impaciente.

Desço as escadas praticamente correndo, enquanto passo as mãos pelos cabelos tentando arrumá-los.

- Estou pronta! – Digo sorrindo ao chegar à sala, e como eu havia dito, meu querido primo me esperava impaciente.

- Para que tanta demora Kagome? – Pergunta enquanto arrumava, pelo que parecia ser a milésima vez, a manga da camisa, que estava dobrada até o cotovelo. Miroku vestia uma camisa quadriculada em tons de verde, uma camisa branca lisa por baixo, calça jeans escuras e um all star.

- Nem foi tanta demora, ok? Você que não gosta de esperar! – Falo rolando os olhos.

- Ok, ok! Vamos?

- Ué, ta esperando o que? – Pergunto arqueando uma sobrancelha.

- Você não muda mesmo pirralha! - Fala ele rindo divertido e começando a caminhar até a entrada da casa.

- Mas e aí, pronto para o início das aulas? – Pergunto seguindo-o. Miroku apenas sorri de canto e enlaça o braço ao meu enquanto começamos a caminhar pela calçada, me fazendo gargalhar.

- Você sabe que por dentro eu estou morrendo não é? Adeus dormir até tarde, adeus festas praticamente toda noite! – Fala dramaticamente, me fazendo rir mais ainda. – Fala sério Ká! Ter que olhar para a cara do Sr. Myouga toda manhã é praticamente um pesadelo!

- Quem?

- O diretor gordo e careca! – Diz meu primo rindo debochado. Lhe dou um tapa no braço, mas não consigo segurar um sorriso. – Mas e você? Pronta para enfrentar o início das aulas? – Me pergunta, sorrindo meigamente.

- Hmm... Na verdade... Nem um pouco! – Admito tristemente.

- Ah Ká! O colégio nem é tão ruim assim! Tudo bem que tem as provas, os professores chatos, os treinos e... É, pensando melhor, o colégio é um horror! – Diz ele com cara de espanto.

- Miroku! Era pra você estar me dando uma força ou algo do tipo! – Falo em tom reprovador, mas me divertindo muito.

- Hm, tudo bem! Quem sabe assim – Parando abruptamente Miroku se vira para mim, pega minhas mãos e me olha seriamente - Kagome! Farei de todo o possível para protegê-la! Não deixarei que nenhuma prova assassina vá pegá-la à noite, ou até alguma líder de torcida invejosa que queira furar seus olhos por ter roubado o namorado dela e...

- MIROKU! – O interrompo já fazendo certo esforço para conter o riso.

- Ta! Tudo bem, tudo bem! – Diz sorrindo, levantando as mãos em sinal de rendição, mas voltando a se aproximar e me abraçar carinhosamente. – Ah priminha, não fica assim! Com certeza vai ser diferente de como você estava acostumada em Londres, mas não quer dizer que você não vai se dar bem aqui também!

- AGORA SIM! – Digo sorrindo e retribuindo o abraço.

- Mas também, quem não se daria bem sendo parente do cara mais gostoso da Califórnia? – Pergunta me olhando como se a resposta fosse a coisa mais óbvia do mundo. Eu apenas o encaro com cara de tédio e suspiro, mas antes que eu pudesse falar alguma coisa, noto que ele olhava para algum ponto atrás de mim sorrindo travesso.

- O que você...

- Sango! – Fala meu primo sorrindo para a garota que vinha fitando o chão, em nossa direção. Ela tinha cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo alto com a franja caída sobre os olhos. Vestia uma blusa colada vermelha, shorts jeans e all star preto. Parecendo já ter notado nossa presença, e em minha opinião, não ter gostado de alguma coisa, ela apenas resmunga um "Oi Miroku" e continua caminhando.

- Você acordada a essa hora? Realmente o mundo vai cair! – Diz Miroku, parecendo querer provocar. Ih, aí tem.

- Miroku! – Diz a garota se virando para ele. Certo, tenho que admitir que fiquei com medo da sua expressão, apesar de ela ser muito bonita – Vai... Ver se eu tô lá na esquina, ok! – Eu tenho certeza que não era bem esse o lugar para onde ela queria mandar o meu primo. E pelo que parece Miroku também notou, pois soltou sua sonora gargalhada. Mas como o Miroku é o Miroku...

- Agora não dá! To ocupado! – Diz me abraçando pela cintura e sorrindo para a garota que me olha de cima a baixo. Outra confissão... Eu gelei! Como uma garota tão linda pode dar tanto medo? Com apenas um suspiro pesado, Sango volta a se virar, e continua caminhando sem falar nada.

- MIROKU! O que foi isso? - Pergunto séria me voltando para ele, que ainda encarava a garota se afastar com um sorriso bobo nos lábios – Miroku? – Chamo novamente passando uma mão na frente de seu rosto, como que para tirá-lo de um transe.

- Hmm... Que? – Pergunta alienado.

- Sango né? – Falo sorrindo maliciosamente, voltando a caminhar até a lanchonete que já estava perto.

- É sim! Ela é... ESPERA! Que sorriso é esse Kagome? – Pergunta me olhando desconfiado.

- Sorriso? Que sorriso?

- Kagome!

- Eu?

- Pff! Vamos logo! – Diz impaciente, passando a me arrastar. Juro, ou o Miroku ta corado nesse exato momento ou eu estou com insolação.

Nós dois entramos na lanchonete e nos sentamos em uma mesa mais afastada das outras. O lugar era bem aconchegante, com vários quadros nas paredes e mesinhas pequeninas com bancos marrons para sentarmos. Logo uma garçonete sorridente se aproxima e nos entrega o cardápio.

- Não precisamos dele. – Fala Miroku com um sorriso convencido no rosto. A garçonete sorri para ele. – Eu e minha amiga aqui vamos querer o de sempre. – Ele lança uma piscadinha para a moça.

- Certo. Com licença. –Diz a garçonete sorrindo e se retirando, nos deixando a sós para conversar.

- Você vai adorar isso.

- Aé? E como você sabe? – Pergunto em tom de desafio.

- Confie em mim. – E ele me lança uma piscadinha estilo Miroku. Eu dou um sorriso. – Mas então minha priminha linda, como está esse coraçãozinho? Faz tanto tempo que não paramos para conversar!

- Pois é! Bem, na verdade eu estou confusa. – Lanço um sorriso triste para ele – Eu estava gostando de um garoto lá em Londres fazia um tempo. Ele era irmão da minha melhor amiga. Nós éramos amigos também, mas eu achava que ele nunca iria gostar de mim. Até que a Ayame deixou escapar esse meu segredo para ele uma vez, então ele veio conversar comigo em uma festa e nós ficamos. Estava tudo maravilhoso, nós já estávamos juntos há quase um mês, e aí descobri que voltaria para cá.

- Nossa! Pelo que vejo você arrasava corações em Londres! – Miroku sorri para mim.

- É sério Miroku! Eu ainda gosto dele!

- Mas vocês ainda estão juntos? – Ele me pergunta curioso.

- Não, achamos melhor não ficarmos com um compromisso sério. Sabe, para não acabarmos nos machucando. Afinal, ainda não sabemos exatamente quanto tempo ficaremos sem nos ver.

- Ah Ká! Não fica assim! –Ele me olha triste – Você vai se acostumar. Essas coisas fazem parte da vida, mas não se estresse. E você logo vai fazer amigos aqui na Califórnia! Você vai ver, o pessoal aqui é bem legal. E se você não gostar de ninguém e achar que não tem mais jeito e estiver pensando em se matar, lembre-se de mim. – Ele sorri convencido.

- Own! Obrigada Miroku! Já disse que você é o melhor primo que existe no mundo?

- Bem, acho que não, mas eu sempre soube que você achava isso! – Ele abre um sorriso divertido.

- Seu bobo! – Mostro a língua para ele.

- Com licença. – Fala a garçonete, colocando em cima da mesa a nossa frente dois hambúrgueres enormes e batata frita. E quando eu disse que os hambúrgueres eram enormes eu quis dizer enormes mesmo, gigantes para ser mais exata. – Aqui estão.

- Obrigada. – Miroku responde a ela, que se retira logo em seguida, nos deixando novamente a sós. – Você vai adorar isso. – Fala ele, dando uma mordida no hambúrguer. Eu encaro meu prato e em seguida também dou uma mordida.

- Miroku! Essa é uma das melhores coisas que eu já comi! – Digo, dando outra mordida, porque, caramba, aquilo era bom demais.

- Eu falei que você ia gostar! – Ele sorri para mim.

Nós ficamos em silêncio enquanto comíamos, até que Miroku o quebra, após terminar de comer:

- Então, você tem que conhecer o resto do pessoal.

- Hm... – Falo, após engolir o último pedaço do melhor hambúrguer do mundo – Tipo a Sango? – Ele se engasga com o suco que tomava e eu seguro o riso.

- É, tipo a Sango. – Ele fala meio sem jeito. Como sou uma pessoa muito boa, resolvi ajudá-lo e mudei o rumo da conversa.

- Mas então, quem são seus amigos aqui?

- Bem, o Inuyasha é o meu melhor amigo. Tem o Kouga também. Nós somos do time de futebol, você sabe. E das garotas acho que você vai se dar melhor com a Rin. Ela é parecida com você, só que totalmente tímida.

- Ai, isso tudo é tão estranho. Eu estava tão acostumada com Londres.

- Ká! Já disse pra você relaxar! Vai dar tudo certo! – Ele me lança um sorriso – Mas, agora vamos indo, se não sua mãe nunca mais vai deixar você sair comigo.

- Certo. – Nós nos levantamos e Miroku vai pagar a conta. Mas não pense que é sempre assim, odeio quando pagam as coisas pra mim, só que não trouxe nada, já que estava com pressa quando saí de casa.

- Vamos indo? – Ele sorri para mim, indicando a porta, para que eu saísse.

- Claro! – Respondo.

Nós fomos caminhando até nossas casas, que eram vizinhas. Ele me contou um pouco sobre cada um dos seus amigos. Eu até ouvia algumas partes, mas ainda estava com a cabeça em Londres, em Ayame e principalmente em Bankotsu.

- E Sesshoumaru, ele é legal, apesar de ser bem fechado. Você se lembra dele, não é?

- Na verdade não muito. Ele é o irmão do Inuyasha, não é?

- É sim. – Nós já estávamos na frente da minha casa. – Bem, nos vemos mais tarde então? – Ele me pergunta.

- Com certeza! Até mais Miroku!

- Até daqui a pouco priminha! – Ele me lança um beijo e eu lhe dou um sorriso.

Entro em casa e subo correndo para o meu quarto, para ver se Ayame tinha respondido meu e-mail. Quando abro a caixa de e-mail, vejo que ela ainda não havia respondido, então entro no bate papo. Assim que apareço como online, sobe uma janela no canto da tela:

Ayame: Kááá! Que saudades! Estava respondendo seu e-mail agora mesmo!

Ká: Ayameeeee! Também estou morrendo de saudades!

Ayame: Me conta, como estão as coisas aí na Califórnia?

Ká: Bem, tirando o fato de minha mãe ter me matado de vergonha contando histórias de quando eu era pequena e andava praticamente pelada com o vizinho, minha prima basicamente me odiar, o namorado dela, que por acaso é o vizinho que andava quase pelado comigo, ficar me secando e você e o Ban não estarem aqui, ta tudo ótimo.

Ayame: Nossa! Você acabou de chegar e já aconteceu tudo isso?

Ká: Pois é, as coisas estão agitadas.

Ayame: Mas eu quero saber mais! Me conta detalhes de como é esse vizinho que ficou te secando!

Ká: Ah, ele é alto, não é gordo nem magro demais, tem cabelo curto e preto. E tem um estilo meio largado, sabe? Cabelo bagunçado e essas coisas.

Ayame: Hmm..Parece ser o maior gato!

Ká: Ah, qual é, ele não é nada demais. E além do mais ele namora a Kikyou, que praticamente me odeia. Eu vou manter distância dele, não quero irritá-la mais.

Ayame: Você não parou pra pensar, que talvez o motivo da Kikyou te odiar tanto, seja exatamente porque o namorado dela fica te secando?

Ká: Na verdade nem pensei nisso direito, mas é uma boa explicação.

Ayame: É uma ÓTIMA explicação.

Ká: Certo. Mas e o Ban como ta?

Ayame: Ele ta bem, mas com saudades de você. Ele perguntou várias vezes se você já tinha chegado e se a gente já tinha se falado.

Ká: Ah! Que fofo! Eu to com muita saudade! Ele ta por aí?

Ayame: Não, ele acabou de sair com o Houjo.

Ká: Ah, que pena. Queria falar com ele. Você manda um beijo por mim?

Ayame: Claro.

Ká: Tenho que sair, tem uma janta na casa da Kikyou daqui a pouco. Me deseje boa sorte!

Ayame: Boa sorte!

Ká: Não esquece de mandar um beijo pro Ban. Beijos! Até mais!

Ayame: Não vou esquecer sua chata! Beijos!

Desligo o computador rindo e vou tomar um banho, para depois me arrumar para a janta.

Depois de deixar a água quente escorrer pelo meu corpo por uns bons dez minutos, me enrolo na toalha e caminho até o guarda-roupas para escolher o vestido que eu usaria no jantar.

Após quase meia hora tentando decidir qual vestir, opto por um rosa bem claro, com um decote V bem cavado e alças grossas com detalhes em dourado na costura. Na cintura, várias fitas também douradas entrelaçadas para marcar e a saia lisa até um palmo acima do joelho.

Volto ao meu banheiro, pego o secador de cabelo e começo a secá-lo. Deixando-os um pouco úmidos, prendo em um coque firme e começo a me maquiar. Apenas um pouco de blush, lápis preto contornando os olhos para destacá-los, uma sombra preta esfumaçada, rímel preto e gloss.

Vou até a parte dos calçados e pego uma sandália dourada com várias tiras finas. Calço-as e vou até a frente do espelho. Solto meus cabelos, que, por causa do coque, ficaram ondulados do jeito esperado. Coloco um brinco de argola dourada e sorrio para meu reflexo. Perfeito.

- KAGOME! Anda logo filha! – Grita meu pai do andar de baixo.

- Já estou pronta! – Digo descendo as escadas do sótão, onde ficava meu quarto. – Nossa! Que gato! – Falo piscando para ele que já havia descido e me esperava na sala junto com mamãe. Papai vestia um terno cinza com risca de giz, uma camisa branca por baixo e uma gravata vermelha.

- Como sou um cara sortudo! Estou sendo acompanhado por duas lindas mulheres! – Fala rindo ao puxar eu e minha mãe para um abraço. Ela usava um vestido preto com decote simples, um corte quadrado nos ombros e saia lápis. Na cintura, uma faixa com estampa de oncinha e sapatos com a mesma estampa. Os cabelos soltos, porém jogados para um lado, em um penteado clássico e, como maquiagem, apenas um lápis preto contornando os olhos, rímel e batom cor de boca.

- Bobagem! – Diz mamãe encabulada. Mesmo depois de tantos anos casados, eles continuam com ar de apaixonados.

- Vamos? – Pergunto, mesmo que no meu íntimo estivesse dando quase tudo para ficar em casa, embaixo dos cobertores, comendo chocolate e suspirando de saudades de Londres.

- Vamos. – Concorda papai, estendendo o braço para minha mãe e me seguindo até a porta.

Caminhamos até a casa do lado, e, sinceramente, não sei dizer se ter minha família, (leia-se prima) assim tão perto é bom ou ruim. Aperto a campainha e espero. Ouço passos se aproximando e Miroku abre a porta, com aquele sorriso fofo que sempre me faz relaxar. Acho que não existe sorriso mais lindo do que o dele.

- Wow... Ta gata hein! – Diz meu primo me medindo de cima a baixo com um sorriso aprovador me fazendo rir.

- Obrigada! – Falo entrando e o abraçando – Nossa, você também está um gato! Quer casar comigo? – Falo rindo divertida. Miroku vestia uma calça jeans escura, uma camisa azul clara e um blazer preto por cima. Os cabelos estavam arrumados e levemente bagunçados.

- Linda assim? Olha que eu aceito! – Diz entrando na brincadeira. – Sra. Higurashi! Está cada vez mais linda. Kagome desculpa, mas acho que roubaram meu coração! – Fala Miroku dramaticamente, fazendo todos rirem.

- Sempre um encanto Miroku! – Diz mamãe o abraçando.

- Ei garoto, para de tentar roubar as minhas garotas! – Diz meu pai sorrindo e apertando a mão do sobrinho.

- Desculpa tio! Eu não resisto.

Miroku nos leva até a sala, mas o pouco que andamos pela casa já no permitia perceber o quão rústica era a decoração. Assim que entro, me deparo com a grande escada de madeira que dava para o segundo andar. As paredes eram pintadas com cores mais fortes, os móveis eram de madeira escura e objetos como castiçais e vasos com flores se destacavam bastante, mas em momento algum deixava de transparecer o luxo da decoração.

- MINORI! Que saudades! – Diz tia Aya ao nos ver chegar, indo abraçar mamãe.

- Também estava com saudades de você! – Fala minha mãe retribuindo o abraço.

- Akira, quanto tempo! – Minha tia fala, indo abraçar meu pai.

- Pois é, mas agora viemos pra ficar! – Meu pai responde sorrindo.

- Kagome! Como você cresceu! Nossa! Está tão linda!

- Obrigada! A senhora também está linda. – Digo fazendo-a aumentar o sorriso.

Tia Aya usava um vestido tubinho preto com alguns detalhes de costura, um sapato super alto com estampas de oncinhas em um tom mais forte que o da minha mãe e uns detalhes em cima formando uma flor. Seu cabelo estava preso em um coque frouxo, e tinha como maquiagem os olhos bem marcados em preto e batom vermelho.

- Miroku, onde está sei pai e sua irmã? – Pergunta Tia Aya para o filho.

- A Kikyou provavelmente ainda está se arrumando e o papai deve estar na garagem, ainda babando pelo carro novo. – Responde sorrindo divertido.

- Oh, é só um carro, por favor! – Diz minha tia balançando a cabeça negativamente, e voltando a se dirigir ao filho – Vá chamar a sua irmã para que...

A Sra. Takeda é interrompida pelo som da campainha soando, e antes que pudesse pensar em ir atender, Kikyou desce rapidamente as escadas gritando "EU ATENDO" e se dirigindo à porta.

- Até já sei quem é! – Murmura Miroku do meu lado.

- Essas meninas de hoje! – Fala minha tia balançando a cabeça em desaprovação.

- Querido! – Fala minha mãe sorrindo docemente para alguém atrás de mim.

Ao me virar, vejo minha prima sorridente, como se tivesse ganhado um prêmio na loteria. Ela estava com um vestido tubinho creme até a metade a coxa, que moldava seu corpo perfeitamente e uma sandália vermelha, com tiras enlaçando o tornozelo. Os cabelos estavam impecavelmente lisos, com a franja presa para o lado, e tinha os olhos contornados com lápis preto, sombra também em preto, rímel, blush rosa e batom vermelho. Mas o que realmente chamava atenção era seu acompanhante.

Kikyou estava com o braço enlaçado ao de Inuyasha, que vestia uma calça jeans azul marinho bem escura, camisa preta para fora da calça que contrastava com sua pele pouco bronzeada e seus olhos dourados. O cabelo como sempre bagunçado de um jeito... interessante, e aquele sorriso de canto, que tenho que admitir, ganha até do sorriso fofo do Miroku, não que eu me importe, óbvio.

Depois de uma rápida olhada, ta, tudo bem, de uma BOA olhada, me recomponho com a intenção de cumprimentá-los, mas meu choque só aumenta quando meu olhar cruza com o dele e percebo que não era só eu que estava dando uma boa olhada no que não devia. Minha nossa! Kikyou estava ali do lado e era namorada dele, será que só eu vejo problema nisso?

Felizmente, antes que eu pudesse corar ou que minha querida prima pudesse perceber aquela troca de olhares que eu definitivamente vou ignorar, minha mãe caminha até eles abraçando Kikyou rapidamente com um comentário de como ela estava linda e logo volta sua atenção à Inuyasha que pega sua mão e deposita um beijo.

- Sra. Higurashi! A senhora está linda, como sempre. – Diz o garoto sorrindo.

- Ah, que isso! – Diz minha mãe envergonhada. Sério, essa noite não pode ficar melhor.

Se voltando para nós, o casal caminha em nossa direção.

- Oi Ká! – Sorri Kikyou para mim. Vou fingir que não percebi aquele olhar irônico.

- Oi! – Sorrio de volta, o mais simpática possível. Quem sabe assim ela tem um estímulo de me tratar bem? Ah, fala sério, como se isso fosse possível.

- Kagome! – Fala Inuyasha se voltando para mim, e como fez com a minha mãe, pega minha mão e deposita um beijo. Eu NÃO me arrepiei quando ele beijou a minha mão, ok? – Você também está linda. – Fala olhando diretamente pra mim. Ah cara, eu quero morrer. Kikyou, por favor, você não vai ficar com ciúmes de uma coisinha boba assim, não é?

- Inuyasha! Vamos pro meu quarto! Mãe, só nos chame quando a comida estiver pronta! Tchau! – Fala minha prima literalmente arrastando o namorado para o andar de cima, que me lança um olhar no mínimo significativo antes de sumir de vista. É, acho que sim, ela ficou com ciúmes disso.

Depois de um silêncio incômodo se instalar entre nós, que continuávamos a encarar a escada por onde Kikyou e Inuyasha sumiram, tia Aya começa a rir, chamando a atenção de todos nós.

- Oh, me desculpem pelo o comportamento da minha filha! Deve ser o nervosismo pelo início das aulas amanhã!

- Ah, tudo bem! – Diz minha mãe sorrindo docemente.

- Vamos, vamos! Sentem-se! Vou pegar um drink para nós! – Diz Tia Aya, caminhando até um barzinho de madeira repleto de bebidas variadas.

- Ih, papo de velho não dá! Vem Ká, se você continua a mesma, vai adorar a minha garagem. – Fala Miroku me puxando pela mão e caminhando até os fundos da casa, onde havia uma porta para a garagem.

- Wow! Eu podia ficar aqui por um bom tempo! – Falo rindo, após entrar no local que ele indicava.

Sério, aquela garagem era perfeita. Eu não imaginava que fosse tão grande e aqueles carros eram lindos demais.

- Pai, você ainda está aí dentro? – Pergunta Miroku rindo divertido, me puxando até um Jaguar CX-F prata. Wow! Babei.

- É inevitável meu filho! Quem resiste a ele? – Fala o Sr. Takeda, que estava sentado no banco do motorista. – Kagome! Nossa, como você está linda! – Diz meu tio, saindo do carro e vindo me dar um abraço.

- Tio, que saudades! Nossa, que carrão hein!

- É! Meu novo bebê! – Fala ele olhando para o carro com os olhos brilhando.

- A mamãe estava procurando o senhor! – Fala meu primo revirando os olhos – Não deixe ela com ciúmes do carro, se não você sabe o que ela pode fazer.

Engolindo seco, meu tio olha mais uma vez para o carro e sai praticamente correndo da garagem.

- O que a sua mãe pode fazer? – Pergunto curiosa.

- Melhor você nem saber! – Responde rindo divertido. – Vem Ká. Esse é o meu! – Diz orgulhoso, me levando até um Audi Q7 branco. – 213 CV e motor 2.0 TFSI! - Fala encarando o carro. Nossa, ele é lindo demais.

- Pegou pesado! Você sabe que eu tenho um tombo por Audi! – Falo, fingindo estar emburrada, e me aproximo do carro, para poder ver melhor. Bancos de couro grafite. Nossa.

- Uma hora dessas, te deixo dar uma volta! Aposto que já sabe dirigir mesmo sem ter tirado a carteira! – Fala sorrindo de canto. Em resposta apenas faço uma cara inocente, o fazendo rir.

- E a Mercedes? – Pergunto apontando para uma Mercedes Benz conversível azul claro.

- Carro de Paty! De quem poderia ser? – Pergunta como se a resposta fosse a coisa mais óbvia do mundo. Rindo respondo:

- Kikyou!

- Dela mesmo! Ganhou de aniversário! Mas não deixa ninguém chegar perto, a não ser o Inuyasha, claro! Mas ele não faz questão nenhuma disso. – Diz Miroku se escorando no carro com as mãos nos bolsos.

- Com o carro que ele tem, até eu dispenso o carro dela! – Falo rindo, sendo acompanhada por ele! - E a sua mãe? Não tem carro?

- Ela acabou de trocar por uma IX35, mas ainda não chegou da fábrica.

- Hmm!

- E aí, vamos subir? Comprei uma guitarra nova, quer ver? – Pergunta com os olhos brilhando.

- Você sabe que sim! - Respondo sorrindo animada.

- Vamos! – Fala já me puxando pela mão para a saída da garagem.

Passamos pela sala, onde nossos pais conversavam animadamente. Subimos as escadas e Miroku me puxa até um corredor grande que tinha duas portas, uma de frente para a outra. Entramos em uma delas, onde era o quarto de Miroku. Imagino que a da frente seja do quarto da Kikyou, que estava com a porta fechada.

O quarto do meu primo era até arrumado demais. A parede do fundo era azul escuro e as outras mais claras. Uma cama Box com edredom branco e detalhes pretos, guarda-roupa, uma escrivaninha grade com computador, rádio, cadernos, livros, cd's e pastas jogadas em um canto, uma cadeira giratória, e no outro canto do quarto uma porta que deveria ser o banheiro. Ao lado uma cadeira estofada que parecia bem aconchegante e na parede uma televisão de tela plana em um suporte.

- Aposto que não foi você que arrumou seu quarto. – Falo rindo.

- Você me conhece bem! – Diz piscando o olho pra mim – Senta aí!

Me sento na cadeira giratória e o vejo caminhar até o guarda-roupsa e tirar a guitarra coberta pela capa preta.

- Meu brinquedo novo! – Diz com os olhos brilhando e tirando da capa uma guitarra Corpo Basswood preta.

- Nossa! Ela é linda Miroku! – Falo me levantando e caminhando até ele. – Você já sabe tocar ou é só pra enfeite? – Pergunto para provocá-lo.

- Ah priminha, não sei você, mas eu sou fera. – Diz sorrindo convencido pegando a palheta azul no bolso da capa e a passando pelas cordas da guitarra em um acorde, fazendo com que o som forte preenchesse o quarto. Miroku morde o lábio e fecha os olhos franzindo a testa. Eu não consigo deixar de rir com a cara que ele fez.

- Miroku, Kagome! Venham jantar! – Diz minha tia entreabrindo a porta para nos chamar.

- Estamos indo! – Fala meu primo, colocando a guitarra em cima da cama.

- Depois eu quero tocar, ok? – Falo puxando-o para fora do quarto – Porque não sei você, mas eu sou fera! – Digo piscando o olho e fazendo-o gargalhar.

Descemos as escadas rindo e caminhamos até a sala de jantar, onde nos sentamos nos lugares vagos. A mesa era retangular, e a ordem era: meu pai na ponta, a sua direita mamãe, eu e Miroku, na outra ponta tio Takashi, na sua esquerda tia Aya, Inuyasha e Kikyou. Olha que maravilha. O namorado da minha prima ficou na minha frente! Sério, essa noite não pode melhorar.

- E então crianças! Achei que não vinham mais! – Fala meu tio para mim e meu primo.

- Não exagera pai, só estava mostrando pra Ká a minha guitarra nova! – Fala meu primo sorrindo.

- Você sabe tocar querida? – Pergunta meu tio surpreso.

- É, eu tento! – Falo sorrindo.

- Tenta nada! Ela é quase melhor que eu! QUASE! – Diz Miroku fazendo todos rirem, inclusive Inuyasha, que me lança um olhar curioso e um sorriso travesso.

- Arg! Dá pra servir logo mamãe? Já estou com fome! – Fala Kikyou sorrindo, interrompendo as risadas.

- Claro meu amor! – Fala tia Aya acenando para que a empregada começasse a nos servir. – Filé ao molho madeira! Vocês gostam?

- Adoramos! – Responde papai, com os olhos já brilhando.

Depois de alguns minutos em silêncio, onde se ouvia apenas o tilintar dos talheres tocando o prato, tio Takashi diz:

- E então Akira, como andam os negócios?

- Acho que tudo bem! Vou saber mesmo amanhã, quando for ao escritório! Não consegui ver nada ainda desde que cheguei.

- Mas e a empresa em Londres?

- Está indo perfeitamente bem! A única diferença é que iremos abrir um novo "ponto" aqui na Califórnia, e eu estarei encarregado de administrá-la. Praticamente o mesmo trabalho que tinha em Londres, mas mais estável e não precisarei mais me mudar.

- Fico feliz! Ter nossa família de volta a vizinhança! – Fala tia Aya sorrindo para mamãe.

- Também estou contente com a nossa volta! Ainda mais que a Kagome poderá rever todos os amigos do passado! Não é mesmo querida? – Fala sorrindo para mim. O que eu posso fazer? Dizer que não, que eu preferia mil vezes ter sido deixada em Londres, onde tinha minha melhor amiga e um quase namorado? Que não aguentava mais aquele clima de ter que ser perfeita e sorrir sempre? De ter que aguentar minha prima me lançando olhares frios sem motivo e o namorado dela me encarando como se nunca tivesse visto uma garota na vida? Olho para ele inconscientemente. Nossos olhares se cruzaram e eu posso perceber que ele me encara como se eu fosse algo novo a ser descoberto. Isso não pode ficar pior. Com uma nostalgia que eu não entendo muito bem, volto meu olhar para minha mãe e, forçando um sorriso, respondo:

- Sim mamãe! Também estou adorando nossa volta.

Sinto a mão do meu primo apertar a minha, que estava em cima da minha perna e o olho de canto para ele, que apenas sorri de um jeito reconfortante, me fazendo sorrir fraco. Sério, o que seria da minha vida sem ele?

- Bem filha, aproveitando o momento, nós temos que te contar algo maravilhoso que eu tenho certeza que você vai gostar. – Diz minha mãe aumentando o sorriso e segurando a mão do meu pai que também sorria.

- O... O que? – Já estava completamente receosa com o que ela falaria. Aposto que o que ela acha que é ótimo, pra mim não será tanto assim.

- Eu e seu pai decidimos fazer uma segunda lua de mel para comemorar nosso aniversário de casamento! – Fala com os olhos brilhando. O alívio toma conta de mim. Viajar, que ótimo. Mas espera... nós vamos viajar um dia antes da volta às aulas? Minha mãe não faria isso, a menos que... – E o tempo que estaremos fora, você vai ficar aqui com seus tios e seus primos! Não é perfeito?

Sinto todo o meu sangue fugir do meu rosto. Isso só pode ser brincadeira. Miroku aperta minha mão mais forte. Acho que ele percebeu minha mão gelando. Tentando me recompor rapidamente, olho para minha mãe que sorria animada e retribuo o sorriso, o mais convincente possível.

- É! Perfeito! Parabéns para vocês! – Sabe o alívio que eu disse que tinha sentido? Foi embora mais rápido do que veio. E agora posso dizer com toda a certeza do mundo: por que fui abrir minha boca? Maldita lei de Murphy.

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Respondendo os reviews que me fazem uma autora feliz:

Jade Amorim: Que bom que já está gostando de primeira, tenho que confessar que eu estou amando escrever, e tbm que estou odiando as partes do Inu e a Kikyvaca juntos ¬¬ Cada capítulo, como você deve ter visto nesse novo, vai ser contado por um deles sempre como continuação. :D Espero que continue acompanhando! Beijos ;*

Ayame Gawaine: Pois é, não resisti, e comecei outra :B

[Sim, acampamento está acabando, e vou fazer o meu máximo pro final ficar perfeito :D ]

Noooooooossa, escrever com o Inu narrando é simplesmente demais, me divirto muito tentando escrever de uma maneira que seja a cara dele *-* aksopakspoakpsokapoks Que bom que vc gostou, pq pra mim está sendo praticamente um desafio :B

O motivo deles estarem juntos vc só descobre lendo mesmo, pq cá entre nós, o amor deles é tão cego q nem eu consegui definir ainda KASPOKAPSOKPAOKS

Acho que a pergunta sobre a Sango, depois desse capítulo, já está respondida :D Espero que continue acompanhando! Beijos ;*

Luisa Higurashi Potter: Siiim! soaksopaksopa Não sei, só perguntando pra saber, afinal quem entende os garotos? Aposto que nem eles mesmos se entendem :B Ah! Kikyou sempre irritante ¬¬ Pois é, Ká mais rebelde! Será que o Inu gama nela? :B saopksoapkosapkosaop E sim! Miroku apareceu! :B Beijos ;*