Capítulo trinta e oito: As peças no tabuleiro
Por Kami-chan
– Kakuso-san, eles já chegaram? – A loira perguntou-lhe ofegante, era claro que ela tinha corrido até ali.
– Já. – Disse o peixe com incerteza
– Ótimo! – Exclamou já tomando impulso com o corpo para passar por Kisame, mas foi barrada pelo mesmo e sua Samehada.
– Desculpe Ino-sama. Não posso deixar você entrar. – Disse de forma simples.
– Que besteira é essa Kisame? Deixe de brincadeiras, eu quero ver Deidara. – Ela disse levando a mão ao punho deste, tentando o baixar em vão.
– Ordens de Sakura. – Ele insistiu.
– Ordens de Sakura? Kisame, são as minhas ordens que você tem que seguir, e é o meu namorado que está lá dentro. – A loira gritou, já enfurecida por ser barrada.
Neste momento Konan e Pain também chegaram, certamente que fizeram o mesmo caminho que Ino fez correndo, a passos lentos. Ambos se pararam atrás de Ino, apenas observando a pequena discussão.
– Sakura-san disse que justamente por se tratar de Deidara ela não quer você lá dentro. Disse que você ficaria nervosa e não deixaria ela trabalhar direito, então é para eu manter fora para que ela possa dar o melhor de si lá dentro.
– Penso que ela está certa Ino. – Disse Konan sem se mover de onde estava. – Você sabe que ele está em boas mãos, deixe-a fazer o que ela sabe fazer de melhor.
– Tenho certeza de que ela a deixará vê-lo quando tudo estiver certo. Por hora poderíamos ocupar nossa cabeça com coisas de igual importância, por exemplo, como vamos agir daqui para frente. – Pain resolveu opinar também.
– Tem uma sala de espera logo aqui em baixo no primeiro andar, podem ir para lá. Quando Sakura terminar você será a primeira a saber Ino. – Concluiu Kisame.
– Certo. Nós estaremos lá Kisame-san. – Disse Konan, puxando Ino pelo punho.
Era evidente que a loira não concordava em parte com aquilo. Sabia que tinham mesmo muito para planejar e muitos detalhes importantes que eles tinham que entender, mas era ali que queria estar. Ao lado dele. Ainda assim se deixou levar, dando por si apenas quando se viu dentro de um elevador que não tinha usado para chagar até ali, foi a voz de Konan que a despertou.
– Por acaso sabe onde tem um banheiro por aqui? – Viu a azulada perguntar ao ruivo, sem dar muito atenção ao papo dos dois.
Chegando ao andar térreo o trio se separou. Konan seguiu algumas placas que indicavam o que ela procurava, enquanto os outros dois seguiram para a dita sala de espera, mas pararam no meio do caminho. Os contornos de Hidan se tornavam cada vez mais nítidos a medida que o platinado dava passos rápidos em sua direção.
Aquilo estava estranho, aparentemente ele tinha um corpo sobre seus ombros, mas devido a distancia e a posição não era possível identificá-lo. Ino e Pain foram logo ao encontro do platinado, Hidan disse que o cheiro que tinha sentido era de morte, mas quem seria aquela pessoa que merecia ter sido tão dona de sua atenção que ele teve que trazê-la?
– Acho que encontrei algo interessante. – Disse o platinado para os dois. – Onde está Kakuso-san, ele pode me confirmar se ela é mesmo uma Hyuuga. Se for dará muito dinheiro.
– Hyuuga? – Ino perguntou apenas para confirmar.
Logo avançando no corredor até vencer qualquer distância que havia entre os dois, o cheiro que vinha daquele corpo lhe causava náuseas. O sangue seco em abundancia colado às roupas sujas gerava um odor forte demais, se lhe perguntassem, esse era o cheiro da morte para si; sangue seco em tecido sujo.
Não era nenhuma surpresa Hidan ter reconhecido aquele odor de tão longe. O corpo miúdo com seios fartos, indicando o corpo como feminino, fora completamente separado de sua cabeça, motivo de tanto sangue. Motivo também para acender outra pergunta ecoar pelos lábios da loira.
– Como pode saber que era uma Hyuuga? – Questionou.
A partir daquilo que Hidan trazia nos braços, podia apenas confirmar que se tratava de uma mulher. E que aquele uniforme era típico dos ninjas de elite de Konoha. Mas além disso mais nada, nenhum símbolo, nenhuma pista.
– Tsc.. Eu achei a cabeça uns três metros além do corpo. Os olhos são brancos. – Disse o platinado colocando o corpo miúdo no chão entre eles, logo tirando uma pequena mochila do tipo saco de um de seus ombros.
Hidan desnudou a cabeça sem vida, mostrando-a para Ino e Pain. A loira comprimiu os lábios e voltou seus olhos para Pain, não tinha como não manter uma expressão pesarosa neles.
Ante seus olhos, a face pálida com lábios arroxeados não era apenas um rosto comum. Os cabelos sempre tão sedosos de Hinata agora estavam duros e sujos de sangue, algumas mechas haviam se dobrado e colado no rosto, igualmente sujo de sangue e barro, de uma mulher que quando menina, já fora alguém importante para si.
E Ino aprendia mais uma vez, de uma forma diferente, como era o lado sujo de uma guerra. Quantos já havia visto morrer? Quantos tinha ela mesmo matado até ali? Quantos ainda morreriam? Quantos ainda seriam por suas mãos?
Tudo o que ela entendia era que doía. Mesmo que a guerra em si nem tivesse sido declarada, por Buda, as coisas ainda iriam ficar muito piores quando a guerra fosse verdadeiramente declarada. Ino não queria mais sentir aquela dor, não queria mais ser tocada por ela de forma alguma, e faria o que possível fosse para a que guerra não atingisse aqueles que ela amava.
– Esta era Hyuuga Hinata. – Disse para os dois homens ali. – A primogênita do líder do clã Hyuuga.
– Devíamos deixá-la no campo onde foi a batalha, ou mais esta dívida nos será cobrada. – Disse Pain.
– Não interessa agora. Se ela morreu em uma luta contra nós, já seremos os culpados. – Respondeu a loira.
– Tsc... gente estranha essas dos clãs ricos e poderosos. Se ela fosse assim tão importante dentro de seu clã, pra que mandá-la para o que está para se tornar uma guerra? – Disse o platinado, ainda com a cabeça de Hinata em mãos.
– Não foi você e Kakuso que a mataram, Hidan? – Questionou Ino em estranheza.
– Não. Se fosse, o sangue dela não teria me atraído assim, pois já o teria provado. – Respondeu-lhe com simplicidade.
– E você disse que a encontrou ao norte? – Ino continuou.
– Sim. Por quê?
– A luta foi entre nós e Konoha. Deidara e eu ainda não tínhamos chegado ao norte, muito menos Itachi, Kisame e Sakura. Se vocês não mataram Hinata...
– Só tinha uma pessoa naquele campo de batalha que não era dos nossos e nem de Konoha.
– Tsc, damn it! Sasuke está se esforçando para acabar com toda a minha paciência. – Esbravejou a loira. – Pain, mais cedo você disse com convicção que ele ainda está vivo. Por quê?
– Foi o que Itachi disse. – Respondeu-lhe de forma simples.
– Itachi também, por que não da logo um jeito nesse pirralho? Hidan, dê-me a cabeça de Hinata. – Mandou já esticando o braço para pegá-la.
– O que vai fazer? – Perguntou o platinado, fazendo o que lhe era pedido.
– Eu quero ver quais foram os últimos pensamentos de Hinata. Quero saber por que ela morreu. Konoha parece não saber, ou não se preocupar com Sasuke.
– Claro! Para eles é muito mais fácil culpar-nos por de tudo de ruim que acontece no país do fogo. – Reclamou Pain.
– Hn. – Ino concordou com um aceno com a cabeça.
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– Sua mão não treme nem meio milímetro, não é Sakura-san. – Elogiou Itachi.
Ele achou que seria estranho auxiliar a amada naquele procedimento, mas não conseguia esconder que estava gostando. Sakura respondeu ao seu elogio apenas com um sorriso, sem nem mesmo erguer a cabeça. Era fundamental para si aquela fé que o moreno tinha em seu trabalho, se sentia tão importante e recompensada com a admiração do Uchiha que sentia que poderia executar qualquer procedimento existente e inexistente no mundo.
Talvez por isso estivesse se arriscando tanto, tentando fazer o máximo de si por Deidara. Kakuso já tinha preparado toda a sala e Deidara para cirurgia. Os campos já tinham sido colocados, os cabelos de Deidara já haviam sido raspados e a assepsia já tinha sido feita em seu couro cabeludo.
O mais velho estava instruindo Itachi a ajudar a rosada terminar de vestir o jaleco, que deveria ser usado sobre a roupa padrão daquele lugar e que não deveria ser tocado de forma alguma. Também estava lhe explicando como deveria abrir a embalagem das luvas e de tudo mais que Sakura lhe pedisse da forma correta, sem jamais serem tocadas, bem como cada campo, Kakuso e Sakura.
Kakuso, por ter mais experiência, ajudaria Sakura nos procedimentos. Itachi os ajudaria com os instrumentos. Era um trabalho em equipe de certa forma.
Ela começaria pela cabeça. O traumatismo craniano de Deidara era para si o mais importante, o cérebro do loiro estava inchado e isso não podia progredir, ou todo e qualquer outro esforço da Haruno seria, muito provavelmente, em vão. Dois drenos foram colocados ali para que a pressão intracraniana de Deidara não se elevasse e então quando os órgãos internos de Deidara estivessem devidamente operados, poderia induzir que o inchaço regredisse com chakra.
E ela pretendia parar por aí. Nas condições em que Deidara estava, o mais seguro era fazer um procedimento por vez e esperar, mas com toda confiança que era depositada em si, Sakura não quis esperar. Não era vaidade, apenas o desejo de ver Ino sorrindo mais uma vez.
E se Itachi confiava em si, poderia fazer as coisas mais rapidamente. Poderia fazer Ino ser feliz novamente antes. Por isso resolveu arriscar, com os drenos postos, instruiu Itachi e Kakuso para o que viria a seguir.
– Itachi me ajude a tirar isso aqui. – Pediu após tirar as luvas, se referindo ao jaleco médico. – Vamos limpar tudo e começar novamente, quero ver o que preciso fazer nesse baço.
– Tem certeza disso? – Perguntou Kakuso.
– Sim. Ele precisa de hemodiálise, por isso quero ser rápida. Se fosse medicina comum, seria impossível, mas posso cortá-lo internamente com chakra o que deixa as coisas mais rápidas. Se fosse em outra situação eu nem o abriria, mas... sinceramente eu não sei o que vai precisar ser feito.
– Se você diz... Deixo tudo pronto aqui para você em minutos.
– Obrigada! – Sakura disse se afastando, espreguiçando-se e massageando os músculos tensos de seu corpo.
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– Você vai me colocar lá dentro! – Disse o moreno a jovem Yuriko.
– Não creio que isso seja possível. – A jovem lhe respondeu aos prantos.
Yuriko já havia tentando lhe explicar de todas as formas que aqueles ninjas haviam proibido qualquer pessoa, que não estivesse em tratamento, a entrar no hospital. Bem como haviam proibido qualquer pessoa do hospital de se aproximar da área do centro cirúrgico. Ela temia aquelas pessoa tem como temia o moreno que havia invadido sua casa.
– Antes de vir para casa vi um ruivo de olhos estranhos deixando um homem com uma foice para impedir qualquer pessoa que tentasse entrar. E dizem que o homem que vigia a entrada do centro cirúrgico que eles tomaram é um demônio com rosto de tubarão. – tentou explicar mais uma vez.
– Tem medo de cara feia? – Sasuke puxou a menina pelo queixo, arrastando seu corpo pelo chão. – Acha apenas por que eles possuem traços diferentes podem ser mais perigosos do que eu? – Então largou seu corpo com força, fazendo-a bater dolorosamente no chão.
– Por favor... – Choramingou.
– Você vai me obedecer direitinho. E vai encontrar um meio de me colocar dentro daquele maldito hospital. Está entendendo?
– H..hai.. – Yuriko gemeu em consentimento.
– Agora, preste muita atenção no que eu quero que você faça. – Falou baixo, em um timbre assustadoramente penetrante.
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Konan chegou a porta do banheiro reconhecendo o desenho que lhe indicava que aquele era o banheiro feminino, não tinha caminhado muito, mas o trajeto lhe parecera de veras longo. A cólica que sentia tinha ido embora, mas acabara de lhe atingir novamente com uma fisgada forte, mais forte do que as cólicas que vinha tendo até ali.
A vida tinha a ensinado a não se render a dor facilmente, mas naquela fisgada em especial até mesmo seus músculos se contraíram, e um gemido quase deixou seus lábios. Ainda assim empurrou a porta do banheiro e entrou, precisava muito, muito mesmo usar o banheiro.
Na verdade já tinha se acostumado com aquela situação. Sakura tinha lhe explicado a forma como todos os órgãos se espremiam dentro do abdome, construindo o lugar para onde o útero se expandiria, da mesma forma como essa expansão também pressionava sua bexiga.
E era visível a qualquer olhar no mundo a forma como seu útero já estava extremamente expandido. Konan tinha uma constante sensação de bexiga cheia há quase dois meses já, o que havia tornado as visitas àquele ambiente algo completamente normal em sua rotina.
Por Buda, já estava quase entrando no sétimo mês de gestação. Da forma como o tempo costumava voar como uma folha seca no outono, estaria com sua filha nos braços muito mais cedo do que pudesse se preparar para tal. Talvez nunca estivesse, e ao mesmo tempo, talvez nunca estivesse mais pronta, afinal, esta experiência era assim mesmo, um mistério.
Não se preocupou em trancar a porta do Box do banheiro que tinha escolhido entrar, ninguém entraria ali. Aquele corredor, apesar de ser um andar abaixo, ainda fazia parte da área cirúrgica. Era para os quartos naquele pequeno corredor que os pacientes operados iam após saíres da sala de recuperação.
E sem nenhuma preocupação desceu a parte inferior da roupa e baixou a peça íntima, reparando com estranheza o fato da mesma estar úmida. Sakura também havia lhe precavido que havia mulheres que em determinado período da gestação sofriam incontinência, mas aquilo era estranho. Sentia a vontade de urinar e sentia que estava contendo essa vontade até o momento certo, então como sua calcinha poderia estar molhada?
Konan resolveu que subiria ao bloco cirúrgico novamente e pediria para Kisame avisar assim que Sakura saísse da cirurgia com Deidara. Pela primeira vez as cólicas que estava sentindo lhe pareceram anormais, afinal, agora eram duas coisas estranhas acontecendo com seu corpo logo após ter exigido algum movimento brusco de seu corpo.
Mas uma dor impossível de ser negligenciada a atingiu no instante em que quis se mover para sentar no acento do vaso sanitário. Nunca havia sentido uma dor tão forte em toda sua vida, e não foi um gemido que saiu de seus lábios, mas sim um grito alto e forte de dor. Sem pensar, apenas se deixou cair para frente contraindo todo o músculo de suas coxas, apertando um joelho contra o outro. Uma de suas mãos estava espalmada na parede em sua frente enquanto a outra se mantinha apoiada na louça do sanitário.
Não conseguiria levantar dali tão cedo. Seus olhos acabaram por se fechar com força enquanto o próprio lábio era mordido, a dor era muito grande. Não se lembrava de sentir algo igual em toda sua vida.
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A bizarra cena de uma cabeça sem corpo depositada sobre o lençol branco de uma maca não passava despercebida pelos funcionários amedrontados do local. Ino que carregava sem perceber um olhar inquestionável e intimidador mantendo a ponta de seus dedos de cada lado das têmporas da mesma enquanto apoiava seus cotovelos e o peso de seu corpo na maca não ajudava em nada para amenizar o tom obscuro da cena.
Alheia a curiosidade regada de horror das pessoas que passavam por si, Ino apenas assistia às memórias de Hinata com atenção. A voz e o corpo de Shikamaru vieram aos olhos de Ino, não havia nenhum tom de cortesia na voz de seu amigo de velha infância para com Sasuke.
A voz de Sasuke lhe parecia um eco. Tsunade. Sasuke estava ali a pedido de Tsunade. Não fazia o menor sentido. Havia muito ódio transbordando dos olhos de Shikamaru. Então Ino pode ver com clareza, por trás dos olhos de Hinata, um pergaminho sendo entregue ao seu amigo.
Então uma breve discussão aconteceu entre os três. Sasuke queria ira trás de Kakashi, Hinata por algum motivo concordou com as palavras do Uchiha, mas Shikamaru se mostrou mais esperto como de costume.
O Nara não parou de bater na tecla de que aquela missão era falha e que tinham que voltar imediatamente. Ino não chegou a colocar seus olhos nas palavras rabiscadas naquele pergaminho, mas era evidente na forma como Sasuke tentava manipulá-los a seguir em frente, que o Uchiha tinha seus próprios planos.
Mas a discussão deles não havia parado por aí. A voz doce de Hinata se fez ecoar de forma insistente entre os dois morenos, mas fora interrompida por Sasuke que despejou com prazer a verdade sobre as escolhas tomadas por ela e Sakura. A forma derrotada com que Shiakamaru gritou quase atingiu Ino, realmente gostava do amigo. Shikamaru tinha uma porção grande de defeitos, mas com certeza tinha um bom coração.
De certa forma doeu em Ino ver a forma como ele suspirou e abaixou a cabeça, derrotado. Com certeza se inclinaria ao plano absurdo de Sasuke e Hinata de ir atrás deles. Mas Ino sabia que quando Sasuke chegou até à Akatsuki estava sozinho, e o que queria saber agora fora em que momento descartou Hinata, e senso este o caso, onde estaria Shikamaru. Mas irrompendo o silêncio, Shikamaru insistiu mais uma vez.
Shikamaru era prudente. E devia ter seguido sua lógica, mas não seguiu. Eles foram atrás de Kakashi, conduzidos por Sasuke até o local onde o Uchiha tinha se encontrado com Ino e Sakura, buscando lá a pista para próximos passos.
E do ponto de vista de Hinata, que eram os olhos que lhe mostravam todo o desenrolar daquelas cenas, ali também fora a última vez que vira Nara Shikamaru. Não pode ver a morte do amigo, mas sabia que quando Hinata lhe deu a informação que tanto precisava, Sasuke não hesitou em nenhum momento em matá-la. Para Ino, aquela era a certeza de que Shikamaru tivera o mesmo triste fim, pois Sasuke não seria assim tão imprudente.
Ino interrompeu o jutsu satisfeita por ter conseguido tanto, tinha suas dúvidas no início devido às condições da Hyuuga. Logo repetiu tudo o que tinha descoberto para Pain, falar lhe ajudava a pensar.
– Então Sasuke e Konoha estão mesmo juntos? – Hidan perguntou após ouvir tudo o que Ino tinha dito.
– Acho que ele fez um acordo com Tsunade, mas está seguindo os próprios planos. Ele levou o corpo de Madara para Tsunade, acredito que tenha usado ele e a informação sobre mim e Sakura para barganhar informações sigilosas. – Respondeu a loira.
– Com certeza ele quer saber quem era Madara. Sasuke é um obcecado. – Completou Pain. – Madara também deve tê-lo torturado mentalmente, dito coisas que podem ter deixado Sasuke confuso.
– Como o que? – Quis saber Ino.
– Não sei exatamente, mas Madara foi o sensei de Itachi, esteve com ele durante o massacre do clã e o orientou a nos encontrar.
– É. E Sasuke é um obcecado. – Ino riu repetindo as palavras de Pain, agora entendia o que o ruivo queria dizer.
– Então temos mesmo que nos livrar do corpo dessa menina. – Disse Hidan.
– Não. Sasuke traiu o acordo com Konoha, matou Hyuuga Hinata e meu antigo parceiro de missões Nara Shikamaru. Será bom ter bom ter o corpo de Hinata para devolvermos caso precisarmos mostrar algum respeito diplomático ante Konoha, se Sasuke está enfiando os pés pelas mãos, será mais fácil acabar com essa guerra antes que ela estoure. – Disse Ino de forma firme.
– Tsc, respeito diplomático ante Konoha, isso soa como piada. – Disse Hidan.
– Confie em mim Hidan. Eu sei o que temos que fazer, mas antes precisamos ter certeza de quem é esse grupo de ninjas que nos atacou em nossa sede e vem espalhando a falsa discórdia entre nós e Konoha. – Disse Ino.
– Com certeza será muito mais fácil e rápido acabar com isso se não for preciso enfrentar todos os ninjas de Konoha. Não podemos ser tolos e subestimar os ninjas da folha, metade da nossa organização é de lá. – Disse o ruivo.
– Você parece inquieto, há algo errado? – Ino perguntou ao ruivo das espirais, Pain estava já há algum tempo olhando de forma aflita para o pequeno corredor atrás deles.
– Konan. Ela disse que ia ao banheiro, mas isso já foi há tanto tempo. – Disse com um ar levemente preocupado.
– É normal ela querer ir ao banheiro mais vezes que o normal por estar grávida.
– Eu sei. É só que, faz muito tempo que estamos aqui. Ela disse que estava com cólicas, será que ela não piorou?
– Cólicas? – Perguntou Ino, e dessa vez o tom de preocupação era dela. – Como assim cólicas? Desde quando?
– Não sei direito, ela só disse que tinha uma cólica que vem e vai. Devia ter passado, mas pode ter voltado mais uma vez, vou procurá-la pra ver se está tudo bem.
– Uma cólica que vem e vai? Onde fica a merda do banheiro nesse lugar? – Ino disse de forma irritada já passando por Pain, olhando para as placas sobre suas cabeças para se guiar.
– E já que Sakura está ocupada com Deidara agora, você terá que me ajudar, papai. – Gritou já às costas do ruivo.
