Ooi pessoinhas!
Não demorei de novo né? :D
Espero muito que curtam esse capítulo, pois foi até agora pra mim, o mais divertido de escrever!
Beeijos ;*
Capítulo 9 – Surpresas
- Slin! Vem cá garoto! – Grito, chamando meu Gold Retriver.
Faz um tempo que não saio para passear com ele, e em casa está tão tedioso que acho que o momento perfeito para fazer isso é agora.
Vindo até mim com o rabo abanando animado, meu cachorro se senta na minha frente e eu coloco a coleira de couro caramelo em seu pescoço.
- Tchau mãe, vou sair um pouco com Slin! Acho que nem ele está aguentando ficar aqui sem fazer nada! – Digo entrando na sala e dando um beijo em minha mãe, que lia uma revista, distraída.
- Tudo bem meu filho, mas leva um casaco que está esfriando! – Diz sorrindo como sempre.
- Mãe, nem tá tanto e...
- Inuyasha! Um casaco, agora! – Ela diz, com a voz mais rígida, mas ainda sorrindo docemente. Preciso dizer que ela me dá medo quando faz isso?
- Ok! Eu pego. – Digo revirando os olhos e subindo rapidamente para meu quarto. Pego um moletom branco, visto e já aproveito para pegar meu Ipod na escrivaninha. Desço correndo novamente e já na porta, onde Slin me esperava, (acredite, esse cachorro é mais inteligente do que o Sesshoumaru) grito um tchau e saio, colocando os fones no ouvido e ligando o Ipod. As primeiras notas de "Time to Dance" do Panic! At The Disco começam a tocar alto. Slin caminhava animadamente a minha frente preso na guia. Parecia estar realmente feliz de ter saído daquela casa tediosa.
Ainda bem que fiz o que minha mãe pediu. Ok, mandou. Realmente estava esfriando. Algo que era estranho, comparado com o clima de ontem: muito sol e calor.
Estava distraído cantarolando baixinho a música que ainda tocava, quando percebo Slin latir e me puxar para um parque do outro lado da rua. Sem entender muito o porquê, atravesso a rua e o levo. Talvez ele quisesse farejar as árvores sei lá. Quem entende os cachorros? Ele continuava me puxando. Quando eu finalmente olho para a frente, percebo Kouga e Miroku parados, um pouco afastados da pista de skate. Estranho, afinal fazia tempo que não vínhamos aqui. Ok, a última vez nem faz tanto tempo, ainda estávamos de férias.
- Hey! – Chamo assim que me aproximo.
- Oi Inuyasha! – Me cumprimenta Miroku.
- E aí? – Diz Kouga me dando um tapa no braço. – Oi garoto. Nossa Inuyasha, para de dar comida pra ele, a última vez que o vi ele estava mais magro. – Diz se abaixando e fazendo carinho no meu cachorro.
- Não chama meu cachorro de gordo, ok? – Digo com falsa indignação. Os dois dão risada, mas logo se voltam para pista de Skate, onde alguns caras andavam. Percebo a silhueta de uma garota sentada em um dos bancos perto da rampa e vejo que é Sango. Mas ela parecia distraída demais para me ver ali. Na verdade, percebo que os caras também estavam distraídos e com sorrisinhos estranhos no rosto.
- O que vocês...
- Fica quieto e olha! – Me interrompe Kouga, gesticulando para rampa.
Completamente contrariado, olho na direção em que ele aponta, mas sinceramente não vejo nada. Alguns garotos andavam em um canto da pista e outro com um moletom amarelo estava na parte onde tinham alguns obstáculos. Parece que era naquele garoto que meus amigos prestavam atenção. Realmente não vi nada de mais. Não pude ver se o conhecia, já que estava de capuz.
Vejo que ele andava bem até. Mas só fazia manobras simples. Ele pega impulso na rampa e faz um boardslide. Depois sobe a rampa e já no topo, para virar um pop shove it, vira e desce, parando depois de fazer um flip.
Ele bate na ponta do shape e segura o skate, colocando-o embaixo do braço. Em seguida ouço Sango bater palmas, animada.
Noto que sua silhueta era muito esguia para ser de um garoto e também o jeito de caminhar não era como se fosse um. Eu poderia ter ficado horas ali, vendo aquele cara andar. É meio estranho imaginar que não era ele, e sim... ela. Como uma garota poderia andar assim tão bem? Mesmo sendo manobras simples, foram feitas com precisão. Ele, ou pelo que parece, ela parecia saber muito bem o que estava fazendo.
- Eu não disse que ela manda muito bem!? – Escuto Miroku falar, orgulhosamente.
- Nossa, estou impressionado! – Diz Kouga sorrindo idiotamente.
- Ela? – Pergunto confuso.
Percebo que eles se viram para mim, mas minha atenção estava voltada para a garota de amarelo que começava a se aproximar de Sango, que já caminhava até ela falando algo que eu não consegui ouvir. A skatista larga o skate no chão e em um gesto não muito rápido, puxa o capuz com uma das mãos ao mesmo tempo em que a outra desfazia um coque que prendia seus cabelos, revelando ser Kagome com o rosto um pouco corado e ofegante.
Espera! Como...? Ela... O que...?
- Oi Inuyasha. Não vi você chegar! – Fala Sango já na minha frente. Como ela chegou aqui tão rápido?
- Caramba Ká! Você manda muito bem! – Kouga fala, se aproximando de Kagome.
- Ah... Que isso. Aprendi com o melhor! – Ela diz piscando para Miroku, que sorria orgulhoso.
- Sou um ótimo professor. – Fala convencido.
- AI QUE FOFOO! – Kagome exclama e começa a vir em minha direção. Ela não está falando de mim, não é?
E, comprovando minhas suspeitas de que não poderia ser de mim que ela falava, Kagome se abaixa e começa a fazer carinho no Slin.
- Kagome...? – Murmuro ainda totalmente confuso.
- Oi Inuyasha! – Ela diz sorrindo.
- Kagome...?
- Er... Eu? – Diz confusa.
- É... quer dizer... Não sabia que você andava!
- Pois é. Eu tento, mas faz muito tempo que não ando.
- Você anda muito bem! – Digo meio sem jeito. Cara, eu estava elogiando uma garota e nem ao menos estava dando em cima dela!
- Obrigada!
Como isso é estranho. Aquela garota faz coisas que eu nunca imaginei que garotas fariam. Comer algo gorduroso sem se preocupar em ficar sempre magra ou até mesmo sujar as mãos. Ela prefere jogar futebol a ficar tomando banho de sol com as garotas. Adora carros e entende sobre eles assim como Kikyou entende de futilidades, como moda, fofocas e o melhor esmalte. Não que eu esteja comparando. Mas isso é completamente novo. Pelo menos para mim. Ela é muito diferente do padrão que estou acostumado, no qual garotas são dependentes dos garotos, sempre querendo estar uma mais bonita que a outra. O único exemplo que contraria tudo isso é a Sango, mas nos conhecemos há tanto tempo que isso é normal pra mim.
- Merda, ta começando a chover! – Diz Kouga puxando o capuz do casaco.
- Medo de estragar o cabelo Kouguinha? – Provoca Miroku.
- Cala a boca! Só vamos sair daqui! – Diz emburrado.
- Vamos lá pra casa! É mais perto e a chuva está aumentando. – Fala Sango.
Começamos a caminhar rapidamente para a casa de Sango, que não fica nem a uma quadra do parque. Slin parece ainda mais animado agora, e o mais estranho é que ele não para de me puxar pro lado da Kagome. To dizendo que ele é mais inteligente que o Sesshoumaru!
Ao chegarmos em frente a casa, subimos os pequenos degraus da varanda. Parecendo cansada, Kagome se senta em um banquinho que estava no canto e Slin senta ao lado dela, descansando a cabeça em seu colo e recebendo logo um carinho.
- É melhor eu não entrar! O Slin ta todo molhado. – Digo.
- Prende ele no caramanchão lá atrás. – Responde Sango, indicando um caminho de pedra que levava até os fundos da casa. – Abro a porta dos fundos pra você.
- Ok! Vem Slin! – Chamo puxando a guia.
Ele nem ao menos se mexe.
- Slin, vem! – Chamo de novo puxando mais forte. Isso é constrangedor! Meu cachorro não me obedece e ainda me ignora, recebendo carinho de Kagome que ria de mim. Perfeito!
- Vem garoto! – Ela diz se levantando e olha só... Ele obedece ela e ainda abana o rabo.
- Não precisa ir pra chuva Kagome! Eu levo ele! – Falo antes que ela voltasse para a chuva, sendo acompanhada pelo meu cachorro.
- Não tem problema, eu vou junto. Afinal, não acho que ele vá a algum lugar com você agora. – Ela fala, com um sorriso maroto, enquanto pegava a guia da minha mão e começava a correr com Slin até o caramanchão.
Quando me dou conta, estou sozinho na varanda de Sango. Ótimo.
Corro na chuva, alcançando Kagome. Fico apenas observando, enquanto ela prende meu cachorro em uma grade que tem do lado de fora, mas ainda assim coberta.
- Bom garoto! – Ela sorri e depois faz um carinho na cabeça dele.
- Kikyou nunca se deu bem com ele... – Murmuro baixinho.
- Para Kikyou, animais só assados ou de pelúcia. – Ela responde divertida.
Solto uma risada um tanto quanto alta sendo acompanhado por ela.
- Dá pra vocês entrarem de uma vez e saírem da chuva? – Ouço a voz de Kouga um pouco alta demais chamar da janela do quarto de Sango, no segundo andar. Tem alguém aqui parecendo não muito feliz da minha proximidade com Kagome.
- Já estamos indo! – Ela grita de volta. Ouço o barulho da janela fechando, mas nenhum de nós ao menos se move.
- Er... Inuyasha! Queria falar com você sobre... a festa. – Kagome murmura, quebrando o silêncio incômodo que havia se formado. – Eu queria pedir desculpas sobre o que falei pra você! Acho que não tinha o direito de jogar tudo aquilo na sua cara, mesmo que fosse verdade!
Fico meio pasmo por ela ter falado aquilo. Ela pareceu tão convicta no que dissera aquele dia. Depois da festa, comecei a pensar sobre aquilo e percebi que na maior parte do tempo, agia realmente como o idiota que ela havia descrito.
- Tudo bem! Acho que eu precisava mesmo que alguém dissesse tudo aquilo. – Digo passando a mão pelos cabelos nervosamente.
- Mesmo assim, peço desculpas. – Ela diz sem graça. – Então, amigos? – Ela pergunta estendendo a mão e abrindo um sorriso estonteantemente.
- Ok! Amigos! – Digo apertando sua mão. Depois de soltá-la, coloco as mãos no bolso da frente da bermuda e abro um sorriso maroto – Pelo menos por enquanto!
- Inuyasha! – Ela me repreende, parecendo corar um pouco.
- Ah qual é? Não vou namorar pra sempre! – Falo a olhando de cima abaixo.
- Você não tem jeito. – Ela diz revirando os olhos e passando por mim, abrindo a porta dos fundos da casa e segurando para que eu passasse – Vai ficar aí fora?
- Já to indo! – Digo lançando um último olhar para Slin.
Entramos na casa em silêncio. Ela pareceu mesmo ficar sem graça pelo que eu disse. Mas o que eu posso fazer se essa é a verdade. Ta, eu não precisava ter falado aquilo para ela, mas aí não seria eu.
Subo os degraus até o quarto de Sango, sendo seguido por Kagome que pelo que percebo, vinha pela primeira vez na casa da amiga.
- Hey, até que enfim! – Resmunga Kouga da escrivaninha onde estava sentado.
- Isso tudo é saudade? – Pergunto sorrindo.
- É, algo assim! – Responde mais normal.
O quarto de Sango não era muito grande, mas era bem confortável. Uma cama de casal centralizada na parede do fundo, uma escrivaninha grande com um computador e um rádio. Cd's e posters espalhados que escondiam um pouco as paredes rosa, e uma televisão de tela de plasma presa na parede com um vídeo game e DVD.
Miroku e Sango haviam puxado dois puffs pretos onde estavam sentados bem em frente a TV e jogavam concentrados um jogo de corrida que eu adorava.
- Adoro esse jogo! – Digo, mas percebo que falo ao mesmo tempo em que Kagome, que troca um olhar desconfiado comigo e... Falta luz. Ótimo, tudo que eu precisava.
- NÃAO! Exatamente quando eu ia te passar! – Grita Sango imitando choro.
- Aceite, você não ia me passar! Eu sou o melhor. – Ouço a voz convencida de Miroku falar, mas logo é abafada e, pelo que parece, Sango havia começado a tentar bater nele que ria descontroladamente.
- Eu não sei vocês, mas não quero ficar aqui no escuro! – Kagome murmura do meu lado.
- Ok medrosa, espera aí! – Sango se levanta e começa a mexer nas gavetas, tirando misteriosamente umas três velas aromatizadas de lá. Essas garotas só me surpreendem. Quem diria que a Sango gostava dessas coisas?
- Não Inuyasha! Eu não gosto de velas com cheiro. Isso é coisa da minha mãe e eu não vou nem explicar o porquê dela ter colocado essas velas aqui! – Wow, agora fiquei com medo. Sou tão previsível assim? Só falta ela virar pra mim e dizer "Não seu idiota, eu leio mentes!".
Balanço a cabeça como se quisesse afastar aqueles pensamentos e vejo que Sango já havia espalhado as velas acesas pelo quarto, deixando tudo bem mais claro.
- E agora? O que a gente faz? – Pergunta Miroku ainda jogado no chão.
- Não faço a menor ideia. – Responde Kouga se sentando no puff que antes Sango ocupava.
- Droga, bem quando eu ia pedir pra jogar! – Choraminga Kagome se aproximando de Miroku e deitando no chão com a cabeça apoiada na barriga do primo.
- Achamos algo pra conversar! – Fala Kouga sorrindo.
- Que é? – Pergunto curioso, me sentando com as costas apoiadas na cama.
- O mistério Higurashi! Cada vez mais a gente se surpreende com a Ká!
- Eu? – Kagome fala meio surpresa.
- Verdade Ká! E nem adianta fugir. Nós fazemos perguntas para você e você responde. – Diz Sango animada.
- Sabemos tudo um sobre o outro já que nos conhecemos há tempos, e como você agora entrou no grupo, queremos saber tudo sobre você! – Fala Kouga sorrindo.
- Ok! Então vou deixar de ser um mistério. Perguntem! Mas nada constrangedor. – Ela fala mais animada, mas parecendo ainda receosa, talvez com medo do que fossemos perguntar.
- Então... Só pra começar, qual sua música preferida? – Pergunta Sango, iniciando o assunto.
- Bem, não tenho exatamente uma preferida, mas eu gosto de Panic. Uma das músicas que eu mais gosto deles é "Time to Dance". – Ela mal termina de pronunciar "Dance" e tenho um sobressalto. Panic? E ela disse a mesma música que eu estava escutando de manhã. Não que isso signifique alguma coisa, claro.
- Aaah! Eu adoro essa música! – Sango fala, com os olhos brilhando, o que faz Kagome rir.
- Minha vez! – Kouga se pronuncia, animado – Bem, a senhorita Higurashi já nos surpreendeu mostrando seus talentos ao andar de skate, entender de carros e jogar futebol. Será que tem alguma coisa que você não sabe fazer? – Ele pergunta, em um tom brincalhão.
- Definitivamente química. Eu detesto química e não consigo entender direito, mas faço o possível. – Ela fala, fazendo uma careta.
- Minha vez! – Digo. Bem, eu sabia que Miroku, ou até mesmo Kouga, iria me matar depois disso, mas eu estava curioso. Eu também sei que já tinha perguntado, mas a resposta dela não fez muito sentido. – Você está comprometida?
Como esperado, Miroku me lança um olhar reprovador, acompanhado por Sango. Kouga não havia movido um músculo. Acho que ele estava mais curioso que eu.
- Queridos! – A porta do quarto praticamente se escancara, mostrando a Sra Taijy enrolada em um roupão branco, com bobs no cabelo e uma coisa grudenta e verde no rosto. Ela tinha uma expressão preocupada. – Estão bem?
Levo um susto imediatamente e escuto uma das garotas soltar um gritinho. Ou teria sido o Kouga?
- Nossa, estou tão terrível assim? – Ela pergunta, levando a mão ao rosto. De repente parece se dar conta de que estava com aquela gosma no rosto. – Oh! Desculpe! Devo ter assustado vocês! Estava fazendo uma hidratação. – Ela solta uma risadinha.
- Não se preocupe, estamos bem. – Sango responde meio envergonhada.
- Ah, que bom. Faltou luz e eu queria saber se estavam bem. Vocês não querem um lanchinho? – Ela sorri simpática. – Oh, Kagome! Você também está aí! Tudo bem querida? Como está sua mãe?
- Estamos bem Sra Taijy, obrigada.
- Certo. Ann... Garotas, podem me dar uma ajudinha? Como faltou luz... Vocês sabem. – Ela aponta para o rosto e sorri se desculpando.
- Ah! Claro! – Kagome se levanta, puxando Sango. – Já voltamos garotos, tentem não chorar de saudades! – E as duas saem rindo.
Ótimo, não consegui saber se ela está namorando, levei um susto por causa da Sra Taijy e ainda teria que aturar um sermão do Miroku. O que eu fiz para merecer isso?
Porém, Miroku não fala nada. Na verdade, fica um silêncio bem incômodo no quarto, até que Kouga resolve se pronunciar:
- Então Inuyasha... Você e a Kagome tem se dado bem, não é? Para tão pouco tempo... – Apesar dele ter falado calmamente, sinto um tom de acusação na sua voz.
- Ah, qual é! Eu não posso nem ao menos falar com a Kagome e você e o Miroku ficam me olhando torto. Mas e você Kouga? Você vive grudado nela!
- Você sabe que é diferente. – Miroku fala, olhando diretamente para mim.
- Diferente por quê? – Pergunto.
- Porque – Kouga se intromete – Eu não falei, há alguns dias, que ela era totalmente gostosa e que eu pegaria, mesmo estando namorando!
- Mas agora é diferente! Eu não quero nada com a Kagome, e tenho isso bem certo na minha cabeça! E eu vou me resolver com a Kikyou também.
- Ah ta Inuyasha, e eu sou gay. – Kouga fala ironicamente. É só eu que estou notando como as evidências sobre ele ser gay estão aparecendo?
- É sério! – Retruco impaciente.
- Desde quando isso Inuyasha? – Miroku pergunta surpreso.
- Bem, desde que tive uma conversa séria com a Kagome. – Falo, mais para mim do que para eles.
- Como assim? Que conversa? – Kouga pergunta extremamente curioso.
Então conto para eles sobre nossa conversa na festa. Estranhamente eles começam a rir.
- Ela falou tudo isso? Na sua cara? – Miroku pergunta, como se não acreditasse. – Sou fã da Ká depois dessa!
- Eu também! – Diz Kouga, ainda rindo.
Se a Kagome continuar assim, até o fim do ano ela tem um fã clube enorme aqui na Califórnia.
- Ah, calem a boca. – Respondo, tocando uma almofada na cabeça de cada um.
- Mas falando sério, duvido você conseguir ficar com uma garota só, ainda mais se ela for a Kikyou. - Miroku diz, reassumindo a expressão séria.
Antes que eu pudesse responder, as garotas entram no quarto, na mesma hora em que a luz volta.
- Isso foi um tanto quanto estranho. – Sango fala meio apavorada.
Nós começamos a rir, até Kagome falar:
- Bem, preciso ir embora, minha mãe pediu para eu chegar cedo.
- Ah, eu vou com você! – Miroku fala, se levantando.
- Vou indo também, o Slin deve estar cansado. – Digo.
- Se todo mundo está indo... – Kouga fala sorrindo.
- Acompanho vocês até a porta então. – Diz Sango, abrindo a porta do quarto para que passássemos.
Vou na frente para pegar o Slin, que, quando me vê começa a abanar o rabo alegremente. Seguro a guia e vamos para frente da casa de Sango, onde os outros já nos esperavam.
- Tchau Inuyasha! – Kouga acena para mim, provavelmente já havia se despedido dos outros. Ele morava do lado oposto para o qual nós iríamos.
- Vamos indo então? – Miroku pergunta.
- Claro! – Kagome responde pegando seu skate e segurando-o embaixo do braço. – Tchau Sango! Até amanhã.
- Até amanhã. Tchau Miroku, Inuyasha!
Terminamos de nos despedir e começamos a caminhar pela calçada deserta. Parecia que éramos as únicas pessoas no mundo. Era até engraçado pensar assim. Eu, o Miroku, a prima gostosa dele e meu cachorro. Isso daria em filme e certamente a minha morte no final.
Antes que eu começasse a rir sozinho sinto Slin puxa a guia, me tirando dos meus devaneios. Sim, ele me puxava em direção a Kagome que sorria para ele. Se cachorros pensassem ou algo assim, eu diria que ele estava dando em cima dela ou tirando proveito.
- Me dá a guia dele? – Kagome pede, estendendo a mão para mim.
- Hmm... Claro! – Entrego para ela meio incerto.
Kagome faz um carinho na cabeça de Slin, coloca o skate no chão e começa a andar, logo sendo praticamente puxada pelo meu cachorro que corria animado. Ela apenas gargalhava alto, achando graça em tudo, deixando eu e Miroku sozinhos, rindo dos dois.
- Quer um fone? – Pergunto ligando o Ipod e oferecendo para Miroku ouvir comigo.
- Aceito! – Diz pegando o fone e começando a cantar baixinho.
Fomos o resto do caminho assim. Ouvindo musica e rindo de Kagome e Slin.
- Até amanhã gente! – Se despede Kagome, quando chegamos em frente a sua casa.
- Tchau Ká! Nos falamos depois! – Diz Miroku dando um beijo estalado em sua bochecha.
- Ok! Tchau Inuyasha! – Se despede de mim, me entregando a guia do cachorro e correndo para dentro de casa, pois havia voltado a chover.
- Tchau! – Digo pro nada.
- Tchau Inu! – Miroku fala me dando um tapa na nuca e correndo pra casa.
- Eu já disse pra não me chamar assim! – Grito já sozinho no meio da rua. Ele ainda me paga!
Caminho para casa e levo Slin para os fundos. Se eu entrasse com aquele cachorro todo molhado dentro de casa, minha mãe me matava. Você não tem noção do quanto ela pode ser assustadora quando quer!
- E agora garoto, o que a gente faz com você? – Pergunto para Slin que se senta a minha frente com a língua pra fora.
- O Shampoo do Slin já está lá no seu banheiro. Leva ele pra lá, dá um bom banho e seca também! – Diz minha mãe aparecendo pela porta de vidro.
- Mas...
- Vai!
- Taaa!
Me abaixo e tiro a coleira dele, deixando-a em cima de um dos bancos da área e o pegando no colo.
- Nossa! Você ta gordo mesmo hein! Preciso cortar a sua ração! – Digo, recebendo em troca uma lambida na bochecha e um latido.
Carrego Slin até meu quarto e o levo para o meu banheiro, colocando-o dentro da banheira. Fecho a porta e tiro meu moletom branco, que devo dizer, já estava fedendo a cachorro molhado, e meus tênis, jogando-os no canto do banheiro.
- Ok, tente fazer o menos de bagunça possível ta? – Falo inutilmente para ele, vendo-o se balançar e molhar tudo. Suspiro e me aproximo da banheira, ligando a água morna e pegando o shampoo.
Depois de quase uma hora, Slin já estava cheiroso e seco, diferente de mim que estava todo molhado.
- Ta, agora sai daqui antes que você se molhe de novo! – Abro a porta do banheiro e ele sai, me deixando sozinho com aquela sujeira toda.
Passo um pano por tudo e finalmente tiro o resto da roupa molhada, entrando no box pra tomar banho. Depois de deixar a água quente por um bom tempo escorrer pelo meu corpo, desligo o chuveiro, enrolo a toalha na cintura e saio do banheiro.
Caminho até meu computador e o ligo. Depois de algum tempo esperando, abro a pasta de músicas e aperto o play, deixando com que o som de The Ballad Of Paul K do Mcfly preenchesse o silêncio do quarto.
Vou até a janela do meu quarto, que não sei por que diabos estava aberta com esse frio. Porém, antes que eu pudesse fechá-la, a luz vinda do quarto da frente chama a minha atenção.
Kagome estava distraída em frente ao espelho e parecia prender um colar no pescoço. Ela estava linda. Estava com um vestido rosa claro e os cabelos estavam presos em um coque no topo da cabeça. Parecia ter começado a se arrumar a pouco, mas mesmo com os cabelos presos e de pé descalços, estava...
- Inuyasha!- Caralho! Dou um pulo ao ouvir a voz de Sesshoumaru praticamente gritar atrás de mim. Como ele chegou ali e eu nem vi? – O que você está fazendo aí parado? – Pergunta, querendo se aproximar mais da janela. Desesperado como uma criança quando é pega fazendo alguma travessura, me viro rapidamente e fecho as cortinas antes que ele pudesse descobrir o que eu olhava com tanta atenção.
- Nada que te interesse! Mas o que você quer? – Pergunto nervosamente.
- Nossa mãe pediu pra te avisar que hoje teremos visitas para o jantar. Então vê se coloca uma roupa, ok? – Diz desconfiado.
- Tenho certeza que qualquer uma das amigas velhas da mamãe iam adorar se eu descesse só com essa toalha! – Falo tentando encontrar um assunto que desviasse sua atenção da janela. Não que fosse mentira, tenho certeza que elas adorariam mesmo me ver de toalha!
- Que seja, só desce logo! – Diz e finalmente sai do meu quarto.
Suspiro pesadamente. Essa foi por pouco!
Vou até meu armário e coloco uma boxer vermelha. Separo uma calça bege, uma camisa branca, moletom bege e meu all star branco. Visto tudo rapidamente e vou para o banheiro. Jogo a toalha em qualquer canto e bagunço os cabelos ainda molhados em frente ao espelho. Pronto, minha mãe não ia poder reclamar de eu estar mal vestido.
Ouço a campainha tocar e Slin latir no andar de baixo. É, parece que chegaram. Saio do quarto e desço as escadas rapidamente. E para minha surpresa, parados no hall de entrada, estavam os Higurashi, cumprimentando meus pais animadamente.
- Hey Inuyasha! – Diz Kagome sorrindo estonteantemente para mim, que ainda estava parado estático na escada.
- Finalmente meu filho! – Fala minha mãe me puxando para perto de todos. – Olha Minori, como ele está grande!
Começou! Cadê o Sesshoumaru pra passar por isso também?
- E lindo também! – Diz a Sra Higurashi se aproximando de mim. – Como está querido? – Fala me abraçando carinhosamente.
- Estou ótimo, e a senhora? Linda como sempre! – Digo sorrindo e a elogiando.
- Oh, que isso! – Diz timidamente.
- Sr Higurashi! – O comprimento com um aperto de mãos. – Kagome! – Digo sorrindo para ela que me retribui também com um sorriso.
- Mas olha só para você Kagome! Está enorme e se tornou uma mulher linda! – Diz minha mãe fazendo Kagome dar uma voltinha. É, ela estava linda mesmo. Ainda mais agora com os cabelos soltos e de salto alto. – Lembra Minori, quando eles eram pequenos e viviam grudados?
- Claro que sim! Lembro que os dois sempre falavam que quando crescessem iam namorar. – Er... O QUE? Olho de relance para Kagome completamente envergonhado e percebo que ela parecia fazer uma força incrível para manter o sorriso no rosto. – Teve até aquela vez em que o Inuyasha disse que queria conversar seriamente com o Akira, e pedir a mão da nossa filha em namoro. – Meu Deus! Eu já era assim desde pequeno? E COMO eu não me lembro dessas coisas?
- Veem meninos? Ainda há tempo. – Minha mãe diz se voltando para nós. Tem como isso ficar pior? – Eu nunca achei mesmo que o Inuyasha combinasse com essa menina que ele está namorando, mas não posso fazer nada não é mesmo? Nós cuidamos com todo amor e carinho desde pequenos pra depois eles se amarrarem com a primeira que aparecer. – Maldito Murphy.
Minha mãe é finalmente cortada de seu discurso, quando ouvimos risadas escandalosas vindo da cozinha, ou seja, Sesshoumaru ouviu tudo!
- Finalmente Sesshoumaru! – Diz meu pai, olhando reprovadoramente para o meu irmão, que agora tentava segurar as risadas. – Lembra do meu filho mais velho Akira? – Ele fala orgulhosamente. Eu ainda tenho que aguentar isso. Meu pai bajular ele, só por já estar na faculdade!
- Claro que sim! Como vai rapaz? – Fala o Sr Higurashi, apertando a mão do meu irmão.
- Boa noite, Sra Higurashi! – Diz lhe lançando um sorriso – Como vai Kagome? – Fala lhe dando uma piscadinha.
- Tudo bem Sesshoumaru! - Responde agora bem menos corada.
- Então, vamos jantar? – Minha mãe chama, animada.
Caminhamos até a mesa de jantar e nos sentamos na seguinte ordem: Meu pai na ponta, a sua direita minha mãe, eu e meu irmão, e a sua esquerda o Sr. Higurashi, ao seu lado a Sra Higurashi e Kagome.
- Sintam-se a vontade! – Diz minha mãe, e assim começamos a jantar.
Por um tempo, só ouvíamos o barulho dos talheres e do Slin choramingando por um pouco da nossa comida, até que o Sr. Higurashi quebra o silêncio com o assunto menos agradável, para mim.
- E então Inu no Taisho, como anda a empresa de advocacia? – Pergunta animadamente. O Sr Higurashi era o tipo de homem simples, que mesmo sendo um importante homem de negócios, administrador de uma grande empresa de carros e que usava ternos que o deixavam com um ar sério, era muito simpático e divertido, sem contar o seu bom humor constante. Queria que metade dessa simpática fosse para o meu pai.
- Está indo perfeitamente bem! Atualmente tem se formado um advogado com mais competência que outro. – Fala orgulhoso. E ele vai começar em 5... 4... 3... 2... 1... – Mas mesmo apaixonado pelo que faço não durarei para sempre. Por isso meus filhos se formarão em advocacia e assumirão a empresa por mim. – Eu não disse?
- É mesmo meninos? – Pergunta o Sr Higurashi parecendo realmente animado com aquilo.
- É sim! Já estou cursando a faculdade de advocacia, e tenho que admitir que tenho gostado bastante! – Responde Sesshoumaru. Puxa saco! Posso apostar que ele está odiando e falou isso só porque o meu pai está perto.
- E você Inuyasha? Vai seguir o mesmo que seu pai e seu irmão, ou pensa em outra coisa? – O Sr Higurashi me pergunta sorrindo amigavelmente.
- Bem, eu...
- Sim, ele fará o mesmo! É necessário que meus dois filhos gerenciem minha empresa. – Diz meu pai, me interrompendo.
O senhor Higurashi parece perceber que tocou um ponto sensível sobre aquele assunto, pois fica em silêncio após ver a troca de olhares entre eu e meu pai.
Desvio minha atenção, querendo acabar com aquilo o quanto antes possível, e acredite, fiquei tentado a levantar daquela mesa e subir para meu quarto, mas meu olhar cruza com aqueles olhos azuis que me encaravam com certa preocupação estampada. Sem saber muito o que fazer, me percebo praticamente implorando por ajuda para ela, que parece entender e sorri, começando um novo assunto.
- E então Sesshoumaru, como vai a Inoue? – Kagome pergunta, voltando a atenção de todos para ela e meu irmão que parece surpreso com a pergunta. Aposto que ele já havia até esquecido quem era Inoue.
- Er... Ah, eu... não sei! – Ele responde sincero.
- Não sabe? – Kagome pergunta confusa.
- Nós terminamos. – Ele responde simplesmente e dá uma garfada na sua comida. Um sorriso de canto se forma nos lábios de Kagome e eu posso jurar que ela pensava algo como "A Rin vai adorar saber disso!". Sim, eu sei que ela tem um tombo pelo meu irmão, e não, não faço a menor ideia do que ela viu nele!
- Eu sinceramente não entendo como vocês, adolescentes, trocam tanto de namorada! – Minha mãe exclama.
- Não é namorada mãe, é ficante. Já expliquei isso pra senhora! - Sesshoumaru fala, parecendo impaciente.
- Isso não faz sentido pra mim! Pra que ficar com todo mundo se não gosta de ninguém? – Ela pergunta incrédula.
- Exatamente por isso mamãe! – Explica sorrindo de canto. É impossível conter as risadas e parece que a Kagome também pensa assim, pois desata a rir junto comigo.
Depois disso, continuamos conversando animadamente até o fim do jantar.
- Então, vamos jogar um pouco para relembrar os velhos tempos Higurashi? – Pergunta meu pai sorrindo.
- Pode se preparar para perder Taisho! – Responde o senhor Higurashi animado. E assim os dois se levantam e seguem para o escritório.
- Esses dois não têm jeito! Sempre que se juntam só pensam nesses jogos de carta. – Suspira a senhora Higurashi.
- Deixa eles Minori. Você já deveria ter se acostumado depois de tanto tempo. – Fala minha mãe rindo.
- Verdade. Mas não consigo entender que mesmo depois de tanto tempo, eles continuam com os mesmo hábitos. – Diz, balançando a cabeça negativamente, nos fazendo rir.
- Vamos arrumar essa mesa! Nos ajudem crianças! – Fala minha mãe sorrindo. Tava demorando pra ela me mandar fazer alguma coisa!
Nos levantamos e começamos a tirar a louça da mesa e levar para a cozinha. Diferente de como normalmente é, foi super divertido e acredite, até o Sesshoumaru-irmão-do-mal pareceu se divertir também. Aí você me pergunta: o que tem de divertido em tirar a louça suja da mesa e colocar na pia da cozinha? E eu respondo que é bem diferente quando o Sesshoumaru tropeça quando vai se levantar e quase cai no chão ou quando estamos em fila pra levar os pratos para cozinha e o Slin vem correndo e pula em cima da Kagome que suja o rosto com um pouco molho e cai sentada na cadeira de novo, tendo o rosto limpo por uma lambida do meu cachorro. O mais engraçado é que ela desata a rir por sentir cócegas e ao invés da senhora Higurashi ter um chilique com isso, acaba rindo tanto que deixa um prato cair, para felicidade de Slin, que larga a Kagome e vai lamber o prato.
Depois de toda essa confusão, finalmente terminamos de arrumar tudo, mas eu, o Sesshoumaru e a Kagome acabamos ficando sozinhos na sala de jantar, pois fomos expulsos da cozinha depois de quase encher a cara um do outro com espuma.
Após algum tempo de silêncio constrangedor entre nós três, dou a ideia de subirmos até meu quarto e achar algo pra fazer, antes das mulheres nos chamarem para a sobremesa.
- Você tem coragem de aceitar ir ao quarto do Inuyasha, Kagome! – Fala Sesshoumaru com falsa sinceridade.
- Por quê? É tão ruim assim? – Ela pergunta sorrindo divertida.
- Dá pra se perder no meio de tanta roupa espalhada!
- Eu arrumei meu quarto, ok? – Falo emburrado, fazendo-os rir.
Subimos as escadas e, depois de passarmos pelo corredor, abro a porta do meu quarto, já entrando e me jogando na cama que por um milagre estava arrumada.
- Ah, não é tão ruim assim! – Ela fala, examinando.
- Hey, só tem aquela pilha ali, ok! Sou organizado! – Digo apontando para uma poltrona no canto do quarto, praticamente invisível no meio de tanta roupa. Ok, eu deveria ter arrumado, mas... Não tive tempo?
- Ok, não é tão desarrumado! – Kagome fala rindo.
- Sinta-se a vontade! – Digo também rindo.
Vejo Kagome caminhar até a janela que estava aberta e congelo no mesmo segundo. A janela não!
- Descobriu de primeira a parte do quarto preferida do meu irmão: a janela! – Ouço Sesshoumaru falar, parecendo se divertir muito. Lanço a ele um olhar desesperado, mas isso só faz com que ele segure ainda mais forte as risadas.
- E... Essa é a janela do meu quarto? – Ouço a voz confusa de Kagome soar pelo quarto. Merda!
- É a... É a janela do seu quarto? Nossa, nem percebi! – Digo completamente desesperado, tentando soar o mais convincente possível. E pra me ajudar, o Sesshoumaru não aguenta se segurar e começa a gargalhar alto, deixando tudo ainda mais constrangedor para mim. – Er... Alguém quer jogar carta? – Pergunto em uma última tentativa de mudar de assunto, puxando o colarinho da camisa desconfortavelmente que parecia querer me enforcar. Ainda mais com aquele olhar desconfiado de Kagome sobre mim.
- Crianças! Venham aqui embaixo! – Eu NUNCA amei tanto a minha mãe como agora!
Sem dizermos nada, saímos do meu quarto e descemos as escadas. Eu praticamente desço correndo, mas não preciso entrar nesse tipo de detalhe. Vamos até a sala de estar, onde os dois casais estavam sentados nos sofás e conversavam animadamente. Ao nos verem, mamãe indica na mesinha de centro três pratos servidos com pedaços de torta de chocolate. Cada um de nós pega um e senta nos lugares vagos. Ou seja, eu sento no chão, Sesshoumaru em uma cadeira do canto e Kagome na ponta do sofá, perto do pai.
- Apesar da mudança ter sido grande, valeu a pena, afinal, aqui os negócios estão indo muito melhor do que em Londres! – Diz o senhor Higurashi.
- E você Minori, já está mais adaptada? – Minha mãe pergunta, depositando o seu prato já vazio em cima da mesinha, sendo logo seguida pelos outros adultos.
- Ah, com certeza! Ainda mais que eu sempre gostei de morar aqui. A vizinhança é tão boa, e é perto da minha irmã! Estou adorando. – Senhora Higurashi fala alegremente – Mas, a única coisa que ainda me incomoda é a casa! Ela está praticamente me implorando para uma pequena reforma. – Diz com os olhos brilhando, fazendo todos nós rirmos.
- Mãe, falando nisso, estou pensando em... – Kagome começa a falar, chamando a atenção de todos, e então ela olha diretamente pra mim com um sorrisinho de canto nos lábios – Comprar cortinas pro meu quarto!
Ao mesmo tempo em que meu querido irmão começa a rir desesperadamente, eu me engasgo com o pedaço de torta que estava prestes a engolir.
- Inuyasha, querido! Você está bem? – Pergunta minha mãe preocupada se aproximando de mim e batendo nas minhas costas, tentando fazer com que eu parasse de tossir.
- Ta... Ta tudo bem sim, eu só preciso de um copo d'água! – Digo me levantando e indo até a cozinha. Eu deveria estar mais vermelho que um tomate pela vergonha da Kagome ter descoberto que o meu hobbie preferido é ficar olhando ela pela janela do meu quarto e pelo ataque de tosse. Meu deus, eu estou perdido!
Volto para a sala depois de tentar acalmar minha respiração e percebo que todos haviam se levantado e se despediam.
- Espero que esteja melhor querido! – Diz a senhora Higurashi, em um tom preocupado. Pelo que parece ela não entendeu a piadinha interna da Kagome.
- Já estamos indo rapaz, boa noite! – Se despede o senhor Higurashi. Me aproximo e aperto sua mão. Ele apertou minha mão mais forte que o normal ou eu to paranóico com medo que ele entenda o que aconteceu?
- Ok! Boa noite! – Me despeço de todos com um sorriso um tanto forçado, mas sem ter a mínima coragem de olhar pra cara da Kagome.
- Boa noite! Voltem mais vezes. – Ouço minha mãe dizer do hall de entrada e logo depois o baque da porta, sendo fechada.
Suspiro pesadamente e solto o peso do meu corpo, me jogando com tudo no sofá. Acho que foi por um triz da minha morte!
- É, parece que o seu segredo foi revelado. – Ouço a voz de Sesshoumaru e percebo que ele se senta do outro lado do sofá.
- Vai encontrar outra pessoa pra atormentar Sesshy! – Digo pegando a primeira almofada que encontro e tapando o rosto com ela. Ele podia me dar uma folga pelo menos uma vez na vida né?
- Ah irmãozinho, se eu não encher a sua paciência, quem vai fazer isso por mim? – Pergunta parecendo se divertir as minhas custas. É, ele não pode me dar uma folga.
- Ok! Não to com paciência pra você. Fica aí com suas piadinhas sem graça! – Digo emburrado e me levanto do sofá, jogando a almofada nele que a segura e me lança aquele sorriso tão irritante.
- Mas vamos combinar, que aquela garota sabe ser divertida e tirar com a sua cara, ela sabe! – Diz começando a rir.
- Engole ela então! – Digo irritado e saio da sala em passos duros.
- Já está indo dormir filho? – Ouço minha mãe perguntar antes que eu subisse os degraus.
- Estou indo sim. Boa noite! – Falo me aproximando e dando um beijo em sua testa.
- Pra você também, querido!
Subo as escadas e grito um "boa noite" para o meu pai que estava no escritório, mas não ouço resposta nenhuma. Sigo para o meu quarto e me jogo na cama com a luz ainda apagada.
Que dia mais confuso! E extremamente cansativo. Se eu for parar para pensar tudo que eu descobri sobre a minha vizinha só hoje, vou ficar a noite toda acordado.
Me levanto e ligo o abajur no criado mudo, ao lado da cama. Caminho até meu banheiro, tiro a roupa e a jogo em qualquer canto do chão sem a mínima paciência pra pensar na bronca que vou levar pela manhã quando minha mãe ver. Entro no box e deixo a água quente relaxar meus músculos que acreditem, depois de tanta surpresa no mesmo dia estavam ficando doloridos. Nossa, como isso soou gay!
Depois de um tempo, desligo o chuveiro a contra gosto e me seco rapidamente. Pego uma boxer no armário e me jogo novamente na cama, louco por uma boa noite de sono. Mas, como nem tudo é perfeito, a porcaria da minha janela ficou aberta, e o vento frio que vinha da rua deixava impossível poder dormir. Me levanto novamente e caminho até ela, mas a vontade de olhar pela última vez no dia para a janela vizinha foi mais forte. Chego mais perto da janela, ignorando o vento frio e tenho mais uma surpresa do dia! A janela do quarto de Kagome estava tapada com o que parecia ser um lençol, parecendo uma cortina improvisada e nela um pedaço de papel estava pendurado, com letras pretas que diziam: "Boa noite Inuyasha! Ps.: Para de olhar pra cá!".
Depois de ler aquilo, solto uma risada alta, que ela provavelmente deveria ter ouvido. Volto pra dentro do quarto e fecho a janela. Caminho para a cama e me deito, finalmente pronto pra dormir. Mas, o que me intriga de certa forma era o porquê do maldito sorrisinho idiota não sair da minha cara! Eu realmente preciso dormir.
XxXxXxXxXxXxXxX
Luu Higurashi Potter: Pois é, fui rápida de novo .o/ LISTINHA, LISTINHA, LISTINHA (ok, você não é a única histérica aqui ;) )
1) Adorei! O Miroku tinha que perder pra deixar de ser convencido aoskapkspokaoks
2) Não preciso nem dizer que eu também babei, né?
3) Eu também ri muuuuuuito escrevendo essa parte! Adorei muuito!
4) Adoooro ironias! aoksopakspokapokspoaks
5) Preciso ir pra praia e ter um desses momentos! aoksoaksokpaoksop
6) Tenho certeza que ela te apóia sim! Eu pelo menos apoio e ele nem é meu :B apoksopakspokapoks
Lista 2
1) Siiiim, muito idiota!
2) Um idiota gostoso e de olhos dourados ;) oakspoaksokaposkpoakpsoka
3) Isso foi fofo! Que guri confia em uma amiga sem segundas intenções? Ta, não é todo mundo, mas você me entendeu xD
4) Isso é mais nojento do que idiota ;x KAOSKAOPKSPOKAPOKSPOK
5) Espero que ele seja um idiota temporário!
Verdade, sempre fazem ele idiota, mas já li umas que ele é legal! opakspokaospkoapk
A Kikyou é uma falsa. Fato!
Que bom que gostou, e espero que curta esse capítulo que, na minha opinião, ficou super divertido! Beeeijos ;*
lah15: Ain, que bom que gostou! Ainda ta em tempo da Rin se acertar com ele, mas vamos ver o que acontece até lá! Já estou tendo planos mirabolantes aqui! OKASPOKAPOAKPOKSA Beeijos ;*
RuffzK: Pronto, pronto! Para de roer as unhas que eu já to postando POKAPOKAOPSKPOAKSPK Aaah, obrigada! *-* Fico feliz que goste do que eu escrevo, mesmo! Espero que curta o capítulo, Beeijos ;*
flor do deserto: Que boom que gostou *-* O Miroku é um fofo mesmo emburrado, vamos combinar! aokspoaksokapokspoaks ta, parei e puxar o saco dos meus personagens :B Nossa, eu também quase babei, ainda mais descrevendo todos eles x9 Assim, eu imagino o cabelo dele não tão curto e não tão comprido, ou seja, aquele estilo que é perfeito de bagunçar ou fazer topetes (não que eu imagine ele com um), mas acho que em detalhes como esse, você deve imaginar do seu jeito como prefere ele e o deixe mais gato apksopaksopkaopskpao, entendo isso de ser detalhista pois também sou, só que eu sou mais com roupas, por isso montei as da fic e coloquei no blog do meu perfil xD O Inu é fofo até dormindo *-* Beijos :*
Ayame Gawaine:Obrigaaada! Também acho que as vezes cansa, e eu já estou enlouquecendo pra fazer ele fofo e divertido! Se eu contar que até eu me arrepiei relendo aquela parte do olhar você acredita? KAOPKAPOKSPOKAOKS Acho que ainda preciso aprender mais de futebol pra narrar melhor, mas ficou bem divertido né? :D Tadinha por que? Eu que queria estar no lugar dela ;x oaksopakskpoaks Que bom que gostou, beeeijos ;*
KHTaisho: Oi! Que bom que você gostou! Também achei super divertido :D A Kikyou é louca, fato! E sim, o Kouga não é nem um pouco de se jogar fora :B poaksokpoksoaks A Inoeu eu me "inspirei" na do Bleach, já que ela é ruiva é tem peitos enormes! Mas eu gosto da Inoue do Bleach, essa do Sesshy não ;x POKSKAOKPOASK Não sei como ele ficou com ela, mas deixa que assim que eu ver ele, vou tirar satisfação ¬¬ Espero que curta o capitulo! Beijos ;*
