Capítulo trinta e nove: Alguém para culpar
Por Kami-chan
A loira líder da folha mantinha os olhos em nada especificamente, precisava pensar. De repente percebeu que estavam soterrados naquele clima de pré-guerra, sem ter mais para onde recuar, sem nem saber ao certo qual era o real motivo, o estopim que os levara até ali. Por que seus ninjas haviam morrido mesmo?
Agora já não tinha mais a certeza de que Ino e Sakura tinham sido levadas da vila, na verdade, tudo lhe indicava o extremo oposto, por mais que se negasse a acreditar. Não entendia, não era capaz de entender o que faria suas meninas fugirem e se aliarem àqueles que eram seus maiores inimigos. Nada daquilo fazia sentido em sua cabeça.
– Refresque minha memória, Jiraya. Como chegamos a esse ponto? – Disse tentando encontrar o nexo que ligasse seus pensamentos a sua fala.
O homem que estivera o tempo todo sentado em sua frente em silêncio apenas a observando, suspirou. Jiraya levantou-se e contornou a mesa que os separava até estar ao lado de Tsunade. Então se escorou no móvel, ficando quase de frente para a loira.
– Não se culpe. – Disse deixando que uma de suas mãos tocasse o dorso da mão dela sobre a mesa, em um gesto mudo de apoio.
– Como não? Como o sumiço de duas meninas pode ter resultado em uma guerra? Jiraya uma guerra que nem mesmo começou e já perdemos grandes shinobis. – Disse deixando a mão livre repousar aberta sobre o documento que trazia a lista oficial de mortos, ou desaparecidos até ali. – Hinata, Shikamaru, Kakashi e quantos mais? Para que?
– Você tomou as decisões mais sensatas Tsunade, se eles estão declarando guerra...
– Não foram eles quem declararam guerra.. – A loira gritou de forma firme, levantando-se de sua cadeira e rompendo o contato entre suas mãos. – Fomos nós, fomos nós.. – Declarou em um tom bastante baixo comparado com o rompante anterior.
– Nós não tínhamos como imaginar que nunca houve um sequestro.
– Nenhuma das informações que fomos atrás resultou em algo diferente de morte. Até mesmo uma aliança com outro traidor nós travamos. Pra que?
– Pelo menos ao cumprirmos nossa parte do acordo com Sasuke descobrimos muitas coisas sobre Danzou, mesmo que ele tenha morrido na sessão de investigação, o que descobrimos ali muda completamente a história da forma como a conhecemos.
– Não acho que Sasuke tenha a cara de pau de aparecer aqui depois da forma como os Akatsukis foram superiores na batalha.
– Acha que ele rompeu com nosso acordo? – Quis saber Jiraya com curiosidade.
– Tenho certeza. Pela forma como Neji relatou os fatos ninguém que voltou vivo para casa teve contato com Sasuke. – Suspirou.
– Sasuke é mesmo um traidor. – Disse Jiraya.
– A mentira, o grande mal dos Uchiha afinal. – Completou a loira, a investigação a mente de Danzou tinha ceifado a frágil vida do idoso, mas tinha lhes mostrado uma verdade que parecia inimaginável.
– Isso não te faz querer pensar? Uchiha Itachi também quis ficar nesta organização, o que verdadeiramente há neste lugar?
– Não venha me contar histórias sobre a Akatsuki ser um grupo de boas pessoas.
– Não. Mas duas boas pessoas que você conhece estão lá.
– Sakura matou Kakashi, nunca se conhece verdadeiramente alguém, afinal.
– Até onde sabemos, foi Sakura também quem criou um amaterasu. Desde quando isso faz sentido, Tsunade?
– Onde está querendo chegar com isso?
– Que chegamos à situação em que chegamos porque as informações estão distorcidas, ou não fazem sentido. Talvez a solução seja algo mais diplomático.
– Tsc.. – Tsunade ia contestar, mas foram interrompidos pela voz de alguém do lado de fora da sala, anunciando sua entrada.
– Tsunade-sama, Jiraya-sama – O ANBU adentrou a sala em uma reverencia. – Há um mensageiro da Vila da Nuvem pedindo para ver a Godaime.
– Não é uma boa hora. Se fosse algo importante o governante da vila não mandaria um mensageiro.
– Desculpe senhora, o dito mensageiro disse que seu líder não pode vir pessoalmente, mas que a mensagem que traz é de estrema importância para Konoha.
– Tsc.. mais essa agora. – Resmungou a loira. – Shizune ainda está no hospital cuidando dos ninjas que retornaram à vila, ANBU você deverá recepcionar e revistar o visitante. Também irá registrar a visita. – Ordenou, vendo o mascarado lhe fazer uma nova referencia antes de sair da sala.
Os sanins se entreolharam, não sabiam o que esperar daquela vila fraca e pequena, de um país pobre e mal intencionado. A Nuvem não era uma aliada, muito menos uma vila que simpatizava com as demais, para muitos não passava de um refúgio barato para ninjas desvirtuados. Gananciosos, os ninjas da Vila da Nuvem não tinham boa reputação.
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Ino odiava placas, lhe parecia uma ideia muito idiota confiar naqueles objetos inânimes. Mas não tinha muita escolha, sorte que aquele hospital não grande, certamente era a metade do hospital de Konoha. A ala denominada como "Cirúrgica" era pequena com poucos leitos em um pequeno corredor, onde para sua sorte havia apenas um banheiro feminino e um masculino.
Aquele era o corredor para onde as pessoas iam depois de cirurgias, depois de passar alguma porção de horas na sala de recuperação. Alguns dias na ala cirúrgica, às vezes para mais uma ou duas intervenções, às vezes para ser observado pelo médico de perto, garantindo o posicionamento e cuidado certo com a parte operada.
Deidara não iria para ali, mesmo sendo um paciente cirúrgico, sua situação inspirava cuidados que um leito normal de hospital não dispunha. Se fosse em uma situação normal, Deidara com certeza sairia da sala de recuperação para UTI, mas na situação em que estavam, Ino tinha quase absoluta certeza que Sakura manteria Deidara somente na sala de recuperação do bloco cirúrgico.
Assim como o leito de terapia intensiva, aquela área dispunha de todos os equipamentos e tecnologia necessárias para Deidara. O bloco cirúrgico é o ambiente mais completo de um hospital.
Mas não era nisso que tinha que pensar agora. Konan estava com quase sete meses de gestação, fora muita imprudência dela e de Sakura permitir que a azulada corresse daquela forma. Devia ter mandado Konan de volta para sede quando a viu a seguindo junto com Sakura, mas se não fosse pela determinação da azulada, talvez nunca tivessem encontrado Deidara. O loiro teria morrido lentamente soterrado naquele buraco.
Então devia tê-la mandado de volta para a sede quando resolveram que mais corridas teriam que ser feitas, mas não teria ninguém mais lá para cuidar e fazer companhia a Konan. Não podia a deixar sozinha naquela situação, por isso correu com ela nas costas até ali, então como tinha sido relapsa o suficiente para não perceber quaisquer alterações no anjo de Nagato?
Ahh sim, guerra, Deidara quase morto, Sasuke solto por aí, Hinata e Shikamaru mortos. Konan dar a luz precocemente seria apenas um detalhe para deixar a situação deles todos pior e mais vulneráveis. O correto seria mandá-la de volta para a sede com o bebê se fosse o caso, mas Pain nunca a deixaria sozinha lá. Apesar do fato de lá estarem mais seguras.
Seguras. Ino sorriu, mesmo involuntariamente tinha aderido à certeza de Konan de que seu bebê era uma menina, tanto que nem pensava na possibilidade de um menino sair dali. Entretanto, aquele sorriso que bailava de forma involuntária em seu rosto morreu no momento em que a loira abriu a porta do único banheiro do corredor.
Não podia evitar uma ponta de inveja da azulada, ela estava conseguindo levar sua gravidez adiante. Ino não tinha conseguido, e algo dentro de si doeria por muito tempo ainda por esse motivo. Talvez por isso o desespero ao ver a azulada jogada ao chão, o cenho franzido e os lábios fortemente mordidos lhe mostrando uma dor que ela não queria deixar extravasar.
O som da porta atrás de si se abrindo mais uma vez foi ouvido, e nome da mulher jogada no chão saiu alto pelos lábios do ruivo. Pela primeira vez em vida a voz grave e autoritária do portador do rinnegan soou desesperada. Ino foi obrigada segurar o braço do ruivo com firmeza, e puxá-lo para trás de si antes de conseguir se adiantar até Konan.
Ino suspirou ao se encaminhar até a amiga, cólicas ritmadas e frequentes no final da gestação caracterizavam o que toda mulher aprende a chamar de contração. A cólica por si só nos períodos menstruais era uma resposta à contração que o útero faz para forçar o tecido endometrial para fora. No caso das gestantes, a contração era a mesma coisa, mas para expulsar do útero algo muito maior e mais pesado.
– Calma, vai passar. – Ino disse ao se ajoelhar em sua frente, tirando mesmo dentro do pequeno espaço os sapatos e toda a parte inferior da roupa de Konan, assustada com a quantidade de fluidos. – Konan quando as cólicas começaram?
– Quando eu pulei com o Shikigame no Mai lá onde encontramos Deidara.
E essa informação era ruim para os ouvidos de Ino. Era muito tempo, e não dava pra determinar há quanto tempo Konan estava com a "bolça rompida". A loira só queria que não fosse tempo suficiente para o bebê asfixiar.
– Ino o que houve? – O ruivo perguntou em impaciência.
– A bolça se rompeu. – Disse de forma que o ruivo entendesse. – Seu bebê está nascendo!
– Nascendo? Ino, eu não cheguei ao sétimo mês ainda.. – Konan gemeu agoniada.
– Eu sei, fique tranquila. Vai dar tudo certo. – Disse de forma calma, mesmo sem poder dizer com certeza se tudo daria mesmo certo.
Ino examinou e observou rapidamente a situação de Konan; e o que concluiu era evidente: Konan não poderia dar a luz ali.
As chances para o bebê era ruins demais, não apenas pelo tempo, mas pelo fato de ser um parto precoce. Para Konan tudo ficaria bem, o parto era uma ação da natureza, a azulada não tinha a dilatação necessária, e apenas por isso seu bebê não tinha nascido ainda. Era fácil demais dar à Konan a dilatação necessária, mas Ino temia também que com isso a pressão da mesma se elevasse, e aí então, não apenas o bebê estaria em uma situação ruim.
Sem pensar muito afastou ainda mais as roupas da azulada que já estavam no chão e puxou a capa longa por cima de seu corpo para lhe cobrir a nudez. Logo passou os braços pelo corpo no chão, forçando a mulher a se levantar. Usando de seu chakra, pegou Konan nos braços, por precaução teria que levá-la para cima.
– Para onde está a levando? – Quis saber o ruivo.
– Bloco Cirúrgico. – Disse como se fosse a coisa mais obvia do mundo.
– O que? – O casal perguntou em unicoro.
– Precaução. – Disse com falsa simplicidade que contradizia a forma urgente com que carregava a azulada para fora da peça.
Correndo, a loira ignorou o elevador, subir as escadas era muito mais rápido. Kisame se alarmou ao ouvir o som das passadas pesadas que se aproximavam rapinante de onde estava, preparou a Samehada para impedir qualquer um de entrar, mas a largou assim que viu Ino adentrar o portal com Konan em seus braços.
– Leve-a para uma das salas. – Disse em um tom de ordem, e passou Konan para os braços do tubarão que estava no limite da área dentro do bloco, vestido adequadamente.
Kisame pegou a azulada e antes de sair daquele ambiente viu Ino adentrar a mesma porta lateral por onde Sakura, Itachi, Kakuso e ele tinham entrado mais cedo. Não fez nada para impedir porque não lhe parecia certo, Konan não parecia bem e Sakura já estava há horas lidando com Deidara. Parecia-lhe obvio que Ino tinha que entrar ali para ajudar aquela que por muito tempo, foi a única kunoichi da equipe.
Quando Pain entrou no lugar e seguiu Ino, Kisame já estava dentro de uma das quatro salas daquele lugar. O tubarão colocou Konan sobre a mesa no centro da mesma e ficou ali apenas a amparando, havia muita dor na expressão da menina, mas não sabia o que tinha que fazer pra ajudar, então apenas esperou por Ino.
A loira não deu muita bola para as regras do local, sem tirar a roupa que usava, apenas vestiu a roupa do bloco por cima, sem se esquecer dos itens individuais indispensáveis. O ruivo seguiu a menina em todos os atos, vestindo-se igual a ela e pegando os itens nas mesmas caixas que ela, aprendendo como deveriam ser vestidos ao ver Ino os vestir.
– Pain-san fique na sala com Konan, eu já estou indo. – Disse e correu pelo local. – Tire a roupa dela e coloque isso. – Disse lhe jogando um fino jalequinho.
Foi difícil para si ignorar a movimentação na sala em frente a que Konan fora levada, queria mais do que tudo saber como Deidara estava, mas simplesmente não podia naquele momento. Seus olhos lhe traiam a todo o momento enquanto procurava alguns instrumentos que poderia ter que usar, de segundo a segundo as íris azuis buscavam a imagem da amiga trabalhando em seu amado Deidara dentro da outra sala.
Sakura estava tão concentrada que se quer tinha reparado a movimentação do lado de fora. Seus olhos estavam focados no que fazia, e apenas seus lábios se moviam de vez em quando, pedindo por alguma coisa que era lhe dada por Itachi ou Kakuso.
Por dois segundos Itachi e Kakuso olharam para lados opostos, o mais velho deitou seus olhos no monitoramento dos sinais vitais de Deidara, que Ino não podia ver de onde estava. Ao mesmo tempo Itachi olhou para fora da sala, diretamente para si com o olhar imparcial.
Queria aproveitar daquela brecha para perguntar como estava Deidara, mas tudo o que seus lábios desenharam sem som algum foi o nome de Konan. O moreno pareceu perceber, ignorando Ino ao voltar seu olhar para a rosada.
Não podia ouvir o que diziam, mas viu os olhos verdes da amiga saírem de seu foco para ouvir o que Itachi lhe dizia. O cenho franzido mostrava que Sakura dizia palavras de preocupação, pelo desenho de seus lábios percebeu que ela falava da gestante e não de Deidara. Logo voltando seu foco para a operação que realizava no loiro.
Kakuso saiu pela porta e foi em sua direção. Ino se aliviou pegando mais algumas coisas da longa prateleira cheia de caixas, apenas esperando pelo mais velho.
– Como ele está? – Perguntou antes mesmo do homem chegar perto de si.
– Sakura está fazendo o melhor que pode, mas ainda é cedo pra dizer qualquer coisa.
– Hm.. – Ino mordeu os lábios e afirmou, odiava essa coisa de ser realista, queria ouvir que Deidara estava bem, mesmo que isso fosse mentira. – Konan entrou em trabalho de parto no caminho para cá, mas só percebemos agora. Ela ainda não chegou ao sétimo mês, então não tem dilatação necessária, os pulmões do bebê também não estão prontos, mas eu posso cuidar das duas coisas com chakra...
– Se o bebê já não asfixiou. – O mais velho completou sua frase.
– É. – Concordou, ignorando Kakuso ao pegar mais compressas.
– A pressão dela vai começar a elevar também com o tempo. Acho que vou avisar Sakura, posso ficar lá com você.
– Não! – A loira disse de imediato, não tendo tempo nem mesmo de se sentir egoísta pelo o que diria. – É só um parto, com peculiaridades, mas continua sendo apenas um parto. Fique com Sakura, o caso de Deidara é mais grave.
Dizendo isso Ino avançou através do corredor para a sala onde Kisame e Pain estavam com Konan, deixando o mais velho para trás. Kakuso não quis a contrariar, imaginava como a loira devia estar nervosa. Apenas voltou para a cirurgia de Deidara, passando as informações sobre Konan para o casal lá dentro.
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O mensageiro entrou na sala seguido pelo ANBU, no interior da mesma, baixou o capuz da manta que cobria e escondia seu corpo. O rosto de expressões cansadas se dirigiu aos sanins e abaixou junto ao corpo curvo, em uma reverência respeitosa.
– Godaime-sama, chamo-me Ryo e estou aqui em nome do senhor da Vila da Nuvem. – Disse dentro de sua reverência, logo se endireitando para olhar a Hokage.
– E por que o seu senhor não veio até mim pessoalmente, mensageiro? – Perguntou a loira.
– Justamente pelo motivo da mensagem, senhora. Meu senhor acredita estar correndo risco de vida.
– Entendo. No entanto se é proteção que veio pedir, ou barganhar, sinto em dizer que Konoha irá declinar.
– Não é bem isso Godaime-sama, garanto que o motivo do meu senhor estar em risco é de seu interesse. – Disse logo fazendo uma nova reverência, estendendo a loira um pergaminho que foi pego por Jiraya.
– Está dispensado, mensageiro. Por favor, sinta-se convidado para ir até a sala de janta da torre da Hokage, sua presença foi avisada, coma e beba a vontade. Volte aqui para ter a resposta dentro de uma hora. – Disse o mestre dos sapos em tom autoritário.
– Risco de morte? Seria isso um golpe? – Perguntou a loira quando os dois já se encontravam sozinhos na sala da mesma.
– Vamos descobrir. – Respondeu-lhe Jiraya, estendendo o pergaminho a ela. – Se for isso, mandaremos a língua daquele mensageiro costurada nas costas de um sapo como lição.
– Espero que esse líder não seja ninguém com quem eu tenha alguma dívida de jogo. – Gracejou a loira ao desenrolar o longo pergaminho, a história contada ali era longa.
Falava sobre uma vila pequena e gananciosa, que queria acima de qualquer coisa, enriquecer. Há algum tempo um homem muito poderoso havia se hospedado nessa pequena vila com seu pequeno grupo, e conseguido com discursos pomposos, usar a ganância de um homem contra si mesmo e sua nação. No pergaminho, o líder da vila da Nuvem falava de si mesmo e como algumas de suas últimas escolhas tinha ocasionado em uma chacina de seus melhores homens.
Admitiu ter agido por vontade própria ao dar ouvidos às melodias cantadas para si, por um homem esperto e com grande poder, sem perceber que as palavras cantadas contavam um conto que favoreceria apenas aquele homem misterioso. Um homem que apareceu em seus domínios dizendo tudo aquilo que queria ouvir, prometendo-lhe o poder que tanto almejava.
Ele disse que se eles conseguissem vencer um grupo que fosse pequeno em números, mas grande em nome, a grandeza daquele nome recairia sobre o homem capaz de derrotá-los. Ele até mesmo já tinha o nome desse grupo especial. Prometeu emprestar seu poder para que os ninjas da vila derrotassem o dito grupo, e que em troca queria apenas uma coisa.
Uma pequena coisa em troca de uma grande ajuda; ele queria o domínio sobre a vida de um dos homens daquele grupo.
Apenas isso. A vila da Nuvem ficaria com a gloria por derrotar o grupo de mercenários mais temido do país do fogo, e assumiria seu posto. Nuvem seria a primeira vila a ter domínio em dois países, e tudo o que ele pedia era o direito sobre a vida de um daqueles homens.
O nome da organização era Akatsuki. Chamada de um grupo de assassinos mercenários pelo temível Uchiha Sasuke. E tudo o que ele queria era alguém chamado Itachi.
No pergaminho o líder da Nuvem contou como fez tudo de acordo com o plano de Sasuke, mas no dia em que invadiriam o esconderijo deles, o moreno e seu time simplesmente não apareceram. Mas já estavam ali e sua cobiça era grande demais para recuar, foi tão fácil entrar naquele lugar que eles tinham mesmo acreditado que poderiam vencer. Ledo engano.
Eles não conseguiram assassinar o líder da organização de capa negra com nuvens vermelhas, e Sasuke simplesmente não deu as caras. De um homem poderoso, foi reduzido a traidor e fora seguido pelo melhor homem da vila da Nuvem a pedido do líder. Então foi relatado tudo que o espião da Nuvem tinha presenciado, coisas que Tsunade duvidaria.
Uma luta estranha onde Sasuke e seu oponente lutavam parados. O time de Sasuke sendo mortos por duas meninas misteriosas. Chamas negras que fizeram o espião perder o rastro de Sasuke, o reencontrando quando o moreno encontrou novamente a batalha.
Várias mortes, as últimas delas incluindo um homem e uma mulher com símbolos da folha. Mas segundo o pergaminho Sasuke tinha finalmente feito algo grande, tinha matado um Akatsuki entre a batalha entre o grupo contra Konoha. Foi então que espião voltou para casa.
O líder da Nuvem sabia que tanto a Akatsuki quanto Konoha não sabiam contra quem estavam lutando e que se descobrissem pelo traidor manipulador que houve alguma participação da Nuvem, sua ira recairia sobre a vila que não teria forças para ir contra nenhum dos dois, Akatsuki ou Konoha. Independente de quem os tomasse como inimigos, isso resultaria na vila sendo dizimada. Sem nenhuma vergonha, o homem disse pelo pergaminho que seria muito mais fácil oferecer essas informações para Akatsuki, mas temia ser reconhecido por algum dos membros por seu culpado pelo ataque contra o líder.
Disse também que não tinha como provar as informações que estava dando, mas estava colocando em risco a vida de seu melhor espião, Ryo, para fazê-lo mensageiro. E seu único interesse com tudo isso era não se envolver em uma guerra, e muito menos ser o responsável pela mesma avançar os limites dos dois países.
Entre muitas outras informações, todas aquelas palavras faziam a cabeça de Tsunade doer. Não eram informações confiáveis, mas faziam todas as cosias se encaixarem se acrescentadas às informações que já tinham. Ryo era um espião, e poderia estar ali para espionar Konoha também, nem sabia que aquele homem realmente se chamava Ryo. Pelo o que se esperava da vila da Nuvem, outro Ryo poderia estar fazendo a mesma coisa com a Akatsuki neste momento.
Conversando sobre todas aquelas informações com Jiraya, uma hora se passou como se fosse quinze minutos. Se acreditassem em tudo o que lhe tinha sido escrito, teriam muitas respostas respondidas, mas não podiam. Aquelas não eram pessoas confiáveis.
– Você é o espião citado aqui? – Perguntou a loira.
– Hm.. – Confirmou.
– Como eram as meninas que atacaram o time de Sasuke?
– Pouco se via por conta dos grandes chapeis que usavam, havia também máscaras em seus rostos. Me parecia claro que a identidade delas era para ser preservada. Mais para o fim, uma delas gritou o nome da outra, mas não pude ouvir o que disse. Sasuke pareceu conhecê-las antes que as chamas negras nos separasse.
– Que membro da Akatsuki Sasuke matou na última batalha? – Perguntou Tsunade.
– Um loiro de cabelos compridos, ele explodia coisas. Nesta batalha também havia uma menina, loira de cabelos compridos como o ninja morto. Ela estava acompanhada de dois homens estranhos, eles eram capazes de sentir o toque da morte, sem temê-la e sem senti-la. A loira se desesperou ao perceber que o homem explodiria, eu corri antes de ser tomado para dentro da explosão, mas pude senti-la sob meus pés.
– O loiro explodir? Você disse que Sasuke tinha o matado. – Quis saber Tsunade.
– Sasuke agiu contra a menina loira inicialmente, o que deixou o homem muito irritado, tomando a luta para si. Nesse momento os outros dois também apareceram e seguraram a loira fora do alcance da batalhe. Sasuke iria derrotá-lo, isso estava muito claro. Foi quando esse homem loiro de cabelos compridos ficou gigante e pelo o que pude entender, se explodiu.
– Um ataque suicida?
– Fugi para repassar tudo ao meu senhor, ficou claro para mim que com a morte daquele homem a Akatsuki não iria mais ficar quieta e amuada como estava até então. Se descobrissem que tinha sido a Nuvem a atacar seu esconderijo anteriormente, toda a culpa seria atribuída a nós. Passei pelo mesmo local da disputa quando meu senhor me mandou de volta para lhe trazer essa mensagem, a explosão daquele homem matou tudo em um raio perfeito de nove quilômetros.
O silêncio se fez após a fala do espião. Akatsukis não tinham o hábito de falhar, da forma como Ryo contava, podia-se acreditar que Sasuke e mais três Akatsukis estariam mortos. Talvez apenas Sasuke, os Konohas já tinham a informação de que alguns membros daquela organização atacavam sem se preocupar com os do próprio time, pois alguns deles pareciam se quer sentir esses ataques. Muito pouco se sabia daquela gente.
– Você sabe que eu não confio em você, não sabe? – A Godaime quebrou finalmente o silêncio.
– Sei senhora. Foi para dar mais crédito a informação que fui mandado pessoalmente para cá.
– E é aqui que você vai ficar. Não sairá de Konoha até que toda essa bagunça esteja resolvida. – Ditou.
Dois ANBUS foram chamados para levar Ryo até o chalé de um deles. O Nuvem não era um visitante qualquer, não poderia simplesmente andar por aí em liberdade. Entretanto, não era seu prisioneiro para ser preso em uma cela.
– Ryo – Chamou Jiraya antes do mensageiro espião ser levado para fora da sala. – Se a explosão devastou tudo em um raio de nove quilômetros, Sasuke deve estar morto. Então o que você faz aqui?
– Meu senhor não acreditará que o traidor Uchiha esteja morto até ter provas disso.
– Há prova maior do que a forma como disse ter ficado o lugar?
– Senti-me seguido quando estava voltando para casa, parei para investigar. O grupo que eu pensei estar me seguindo se quer deu atenção a minha presença, apenas sei que fui percebido porque do corpo do moreno que seguia a frente saíram muitos corvos que me atacaram diretamente. Percebi que não era um ataque real para me machucar quando eles simplesmente sumiram levando junto os arranhões dos seus bicos em minha pele, quilo foi apenas para que eu não fosse capaz de segui-los. A única coisa que pude perceber antes do ataque, era que o grupo era da Akatsuki, além dos três que estavam na luta que narrei, havia um homem grande e azul, este moreno criador de ilusões e uma menina de cabelos cor de rosa. A menina loira estava desacordada nos braços do homem azul.
– Você ia sem nos dizer isso? – O tom na voz de Tsunade demonstrava toda a raiva sentida.
– Fui mandado para cá para ajudar a esclarecer essas informações que ligam a Nuvem à guerra que Konoha e Akatsuki querem travar. Estamos aqui por causa de Sasuke e o que ele pode fazer com a nossa vila caso se sinta acuado com essa guerra. Vocês enfrentam a Akatsuki desde antes do nosso envolvimento, e uma vez que sejam esclarecidas as coisas, se forem se enfrentar com eles novamente, não será por iniciativa nossa. Contudo, fui instruído a responder a Godaime tudo que esta deseja saber sobre o momento que estamos vivendo.
– Levem-no daqui. – Pediu Tsunade. – E agora, o que faremos?
– Eu vou te dizer o que é que vamos fazer. – Disse Jiraya se levantando da cadeira onde estava sentado para dar a volta a mesa e estar lado a lado com a princesa das lesmas.
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Ino tratou de logo colocar Konan em posição, explicando vagamente o procedimento que faria, dizendo que daria a Konan a dilatação necessária para que ela conseguisse ter seu bebê. Um medidor de pressão foi colocado no braço da kunoichi, mas Ino não disse em nenhum momento o porquê daquilo, não queria ver a amiga ainda mais nervosa do que já estava.
Uma corrente forte de chakra era liberada pelos dedos da loira, que forçavam a cartilagem do osso pélvico da azulada a ceder, para criar o espaço necessário para a passagem do bebê. Konan que não havia a achado a dor tão ruim até ali, gritou até que não houvesse mais ar em seus pulmões pela sensação de sentir como se seu corpo estivesse se partindo.
O incentivo de Ino para que ela fizesse cada vez mais força e o apoio do ruivo ao seu lado, não eram suficientes para superar tanta dor. As unhas da azulada se cravavam fortemente contra os músculos fofos da mão do namorado, todo o ar de seus pulmões não fora suficiente para dar voz ao grito forte que se rompeu através de sua garganta.
Após a cabeça e os ombrinhos do bebê encontrar o caminho para fora, o restante do pequeno corpo veio ao muno com facilidade. A forma Konan estava aos ofegos, e Pain estava lhe afagando as mechas molhadas de suor não foi percebida por Ino. Seu foco estava apenas na menina que não respirava em suas mãos.
O cordão umbilical fora rapidamente cortado e eliminado junto da placenta. O chakra da loira agiu rapidamente nos pequenos pulmões em formação, a fim de evitar o colamento dos mesmos na primeira expiração.
Mas esta não veio, bem como o pulsar do pequeno corpo no toque preciso da loira, que sem nem mesmo limpar a menina, a ajeitou em sua palma, rente ao antebraço de barriguinha para cima. Os dedos finos tocavam o peito pequeno precisamente, afundando o osso do tórax dentro do peitinho recém-trazido ao mundo.
Os dedos do ruivo passeavam rapidamente pelas mechas azuis, emaranhando os cabelos soados. Atrás de Konan, sua testa tocava a testa coberta de suor da amada, tentando ajudá-la a restabelecer o ritmo de sua respiração.
Era estranho para a azulada, tinha passado cada dia desde que se descobrira grávida imaginando o dia que sua menina viria ao mundo, mas após a dor alucinante, a sensação de vazio em si lhe dava a vontade de chorar. Lágrimas da mais pura alegria, caiam sem receio por ambos os lados de seus olhos fechados, sentindo o toque do amado lhe acalmando.
Seu pranto era ainda mais alto do que o de seu bebê, ainda nem tinha ouvido sua menina chorar. Queria pega-la em seus braços, comparar os traços de seu rosto suave com as expressões bem marcadas do rosto de Nagato. Tinha que ensinar o ruivo e pegar e pequena no colo, e admirar a mesma ressonar entre o aconchego dos braços do pai.
O pensamento fez o sorriso molhado surgir entre as lágrimas, as mãos afastando o rosto do amado do seu, para somente então virar o rosto e procurar Ino com sua filha pela sala. Mas o que viu não foi exatamente a cena que esperava encontrar.
Os olhos do casal encontraram Ino ao mesmo tempo, e o pavor os atingiu de maneiras diferentes. Os olhos claros da azulada se arregalaram, tentando inutilmente se mexer na posição em que tinha sido colocada, enquanto o ruivo tentava a acalmar ao mesmo tempo em que buscava alguma resposta nas feições silenciosas de Ino. Mas a loira continha lágrimas cheias de amargura ao comprimir os lábios cada vez que verificava o pulsar inexistente no pequeno corpo em suas mãos, antes de recomeçar os movimentos ritmados sobre o pequeno corpo.
– INO? – A voz de Konan quebrou todo o silêncio em um pequeno grito. – Ino... – O grito da azulada foi então substituído por um sussurro, quase tomado pela voz um novo choro.
Um regado por lágrimas de desespero, que levavam embora todas as lágrimas posteriores de alegria. Os movimentos da loira cessaram, mas o coração da criança em suas mãos não tinha voltado a bater. As explicações foram trocadas por silêncio, e consumidas pelo choro alto da kunoichi impossibilitada de se levantar da posição em que estava, contagiando também a loira.
Kisame saiu da sala, com um murmúrio baixo de que voltaria ao seu posto de vigilante na entrada daquele lugar. O ruivo tentava em vão acalmar o desespero da menina que tanto amava. Em desespero Konan apertou o punho do ruivo, quando este foi lhe dar algum consolo.
O antebraço foi puxado com força e os olhos amarelados realçados pelo choro forte cravaram fundo nas aspirais acinzentadas. Aquela expressão no rosto de Konan quebrava com facilidade todas as barreiras e forças do portador do Rinnegan.
– Nagato faça alguma coisa – Ela disse, vendo uma lágrima escorrer pelo rosto do amado. A única vez que tinha o visto derramá-las ambos eram apenas crianças, ele tinha acabado de perder os pais, e ela o encontrara, chorando. – Faça Nagato... alguma coisa. Mude isso. MUDE!
A mão apertava seu braço com força enquanto as palavras lhe saiam com desespero, as forças da Kunoichi se perdiam entre as forças das palavras. A mão pequena se soltou da sua, pendendo sem força alguma na lateral da mesa onde estava deitada.
As palavras morreram, deixando no ambiente somente o som baixinho dos sussurros. Konan não tinha forças nem mesmo mais para chorar, e após mais um ou dois sussurros baixos que intercalavam entre "Mude" e "Nagato", a azulada simplesmente apagou.
– Ino.. – O ruivo chamou.
– Ela desmaiou. – Respondeu se encaminhando até a amiga, checando-lhe os sinais vitais. – Se você pode fazer alguma coisa... – A loira disse sem conter o próprio pranto, estendendo os braços com o bebê na direção ruivo.
A dor na Yamanaka era grande e ainda recente. A cicatriz que a perda tinha deixado nela não era tão concreta quanto a criança morta em suas mãos, mas doía da mesa forma.
O ruivo não tomou a criança das mãos da loira, seus olhos recaíram sobre o corpo desacordado de Konan. Ao retornar seus olhos ao bebê, viu nos pequenos olhos cerrados o mesmo desenho fino e perfeito que os olhos da azulada tinham.
O desenho de uma sobrancelha quase inexiste e o nariz, ele tinha certeza que eram seus. E mais abaixo, na boquinha fina e pequena havia os traços de Konan mais uma vez. Era uma menina linda.
Sem prantos, apenas discretas lágrimas caíam dos olhos do ruivo. Mais do que a dor da perda, o sentimento de fracasso. Tinha prometido a felicidade à Konan, tinha lhe prometido ser sua família, em retribuição, ela lhe dera uma nova família. Mas como toda felicidade em sua vida, o sonho esvai-se logo, apenas a dor prevalecia.
Um sussurro cansado de dor saiu alto pelos lábios da azulada, mesmo desacordada seu corpo não conseguia encontrar paz alguma. Fracassado, porque não podia fazer nada.
A mão áspera tocou de leve a bochecha fria da filha, lembrou dos pais morrendo para tentar protegê-lo. Agora entendia, se pudesse, daria uma parcela de sua vida por aquela criatura tão pequena e frágil, uma mistura tão perfeita sua e de Konan.
Os dedos desceram pelo rosto da menina, tocando o peito frio e sem vida. Era algo diferente, saber que Konan esperava um filho seu, e ver o dito filho.
Era diferente. Na gravidez, o bebê parecia apenas parte dela, ele devia apenas garantir o melhor para sua azulada, mas ali, vendo os traços delicados que de alguma forma se pareciam com os seus. O bebê não era apenas parte de Konan, era parte de si também, e como parte de si, tinha que haver um jeito.
Tinha que ser capaz de colocar um pedaço da sua vida naquele pequeno pedaço de si. Havia um sentimento novo dentro de si, novo e forte. Sabia que depois daquela criança estaria mudado, não tinha nem como querer contestar, dizer que não se apegaria a um novo sentimento. Havia uma parte importante de si no mundo, talvez até, uma parte melhor de si, já que era também parte de Konan. Haveria um jeito.
A mão grande espalmou-se sobre o corpo muito pequeno. A menina era tão pequena que conseguia ser ainda menor que sua mão. Segurando a menina, Ino pode sentir toda a vibração que o ruivo emitia, e com toda sinceridade, não duvidava que o ruivo fosse capaz de algo tão grandioso, e confiava que no fim tudo daria certo.
A mão foi tirada de cima da menina, e selos muito rápidos foram feitos antes dela ser tocada novamente com precisão pelo pai. Ino viu uma mecha do cabelo ruivo se tornar castanho, e a pelugem clara e macia na cabecinha da menina tingir-se do vermelho escuro. O ruivo tirou a mão do corpo da menina e por toda a superfície havia inscrições, e breves segundos após a ausência do toque quente, o choro baixo e rouco dos pequenos pulmões.
– O que está acontecendo aqui? – A voz de Sakura invadiu a sala. – Achei que você ia estar pendurada em cima de mim infernizando meu trabalho, Ino.
A loira largou o bebê nas mãos do ruivo e se virou para a amiga, analisando sua expressão cansada. Ao ver os olhos grandes de curiosidade da amiga sobre si, Sakura se permitiu sorrir de forma cansada.
– Ele está bem? – Ino perguntou afobada ao se aproximar da amiga e a puxar para fora da sala.
– Dentro do esperado Ino. Foi uma grande coisa conseguirmos fazer essas duas cirurgias nele de uma vez apenas. Ele está com o crânio aberto, tive que colocar uns drenos ali, mas vai desinchar desde que ele fique bem imóvel na cama por uns tempos. Tirei um pedaço do baço e ele tem um pedaço de um dos rins esmagado, vai ficar na Hemodiálise até que eu consiga mexer nesse rim com chakra. E tem várias fraturas que eu consigo resolver bem rápido com chakra, mas para fazer isso os rins devem estar bons.
– Mas Sakura, se isso demorar, os ossos dele já vão ter colado errado. – Interveio a loira.
– Eu sei, essa é a parte mais chata. Se for preciso, terei que quebrar os ossos dele novamente. É doloroso, mas eu garanto que ele vai sobreviver. Se a cabeça dele desinchar e eu conseguir mexer no rim dele.
– Eu entendo. Do jeito que encontramos ele...
– É praticamente um milagre ele estar vivo, Ino. Uma coisa de cada vez.
– Onde ele está? Eu posso ficar com ele agora né?
– Itachi e Kakuso o levaram para a sala de recuperação. Kakuso está o acomodando lá, e eu realmente estou contando com você para ficar de olho em Deidara para que eu consiga descansar um pouco. – Disse.
Viu a amiga sair correndo de perto de si para a sala indicada sem esperar por mais nenhuma palavra ou recomendação. Entendia a amiga, internamente estava satisfeita por ver toda a dor que viu dentro das ires azuis levemente dissipada. Tudo o que queria agora era um bom banho quente e descanso, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa viu a cabeleira ruiva aparecer na porta da sala onde estava Konan, e os olhos cinzas estavam grandes de tantas dúvidas expressas ali.
Ao olhar para a pequena criança ainda nua e suja nas mãos do ruivo, Sakura só pode rir. Ino tinha saído sem terminar o trabalho ali, mas não a culparia. Pelo visto, seu descanso teria que esperar ainda um pouco mais, mas nem por isso seu sorriso diminuiu ao estender os braços na direção do ruivo para tomar-lhe a menina.
