Oi pessoinhas!
Espero que gostem.
Beijos;*
Capítulo 10 – Mudança
Estava tudo escuro. Eu não enxergava um palmo a minha frente. Acho que levei alguns minutos para que meus olhos se adaptassem a escuridão. E foi aí que eu enxerguei Bankotsu. Espera... Ban? Como ele poderia estar aqui? Aliás, onde diabos eu estou?
- Ká! – Ele fala, e quase enxergo o sorriso que provavelmente havia se formado nos seus lábios.
- Ban? É você mesmo? – Pergunto, não conseguindo acreditar que finalmente estava com ele.
- Mas é óbvio que sou eu. Quem mais poderia ser? – Ele solta uma risada.
Respiro fundo. É ele mesmo, eu nunca poderia confundir essa risada.
- Vem aqui! – Ele me chama.
Dou um passo impensado em sua direção, mas estranhamente minhas pernas parecem não obedecer. Tento dar outro passo, mas quanto mais tentava, mais Bankotsu parecia se afastar. Quando me dou por conta estou lutando desesperadamente para conseguir me mexer, mas continuo sem sair do lugar.
- Ká! Você não vai vir? – Ele chama mais uma vez parecendo chateado.
E é aí que eu sinto. Mãos. Elas estavam me segurando, por isso eu não conseguia sair do lugar. Quanto mais eu tentava me soltar, mais elas me apertavam.
- Me solte! – Peço tentando não deixar transparecer o medo em minha voz.
- Ká! Por que você está demorando? – Ele pergunta outra vez.
- Me solta! Por favor! – Eu grito, para as mãos. Em resposta, escuto uma risadinha familiar.
- Não! Você não vai com ele! – Kikyou fala, aparecendo logo atrás de mim, revelando ser a dona das mãos que me seguravam. – Você não pode. – Completa, como se o que ela dissesse fosse óbvio.
- Kikyou? Mas por quê?
- Kagome, o Kouga está te esperando. – Ela diz calmamente.
- O que?
- Não se faça de boba priminha!
- Kikyou. Me solta!
-Ah! Não temos tempo para todo esse drama, o Kouga já está esperando, e não vai esperar pra sempre!
- EU NÃO QUERO O KOUGA! – Grito, ainda tentando me desvencilhar dela. – BAAAAN!
E como em um passe de mágica, todas as luzes se acendem. Tudo fica claro demais, e quando meus olhos se acostumam com essa claridade, vejo todo o pessoal do colégio. Inuyasha, Sango, Miroku, Rin, Kagura e até o Sesshoumaru. Mas um rosto se destaca: o de Kouga. Ele me olha tristemente. E minhas próprias palavras começaram explodir dentro da minha cabeça: "EU NÃO QUERO O KOUGA", "EU NÃO QUERO O KOUGA", "EU NÃO QUERO O KOUGA". Enquanto isso, Bankotsu sai por uma porta lateral, sem dizer nada. Resolvo correr em sua direção. Entretanto, todos começam a formar um círculo a minha volta e a cada passo que dou, o círculo se fecha ainda mais, parecendo me sufocar.
- NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO! – Grito com todas as minhas forças.
E aí eu acordo.
Levanto rápido da cama e vou direto ao banheiro lavar o rosto, com a respiração ainda acelerada. Encaro meu reflexo no espelho e tento me acalmar. Foi só um sonho. Quer dizer, um pesadelo!
Escovo os dentes e vou tomar um banho. Visto o uniforme do colégio e fico pensando no que esse sonho poderia significar. Eu sei que foi só um sonho, mas os sonhos normalmente significam alguma coisa, não é? Bem, a verdade é que eu acho que sei o que significa. Significa que, eu querendo ou não, estou me afastando de Londres, seja pelo tempo que estou passando aqui ou pelos novos amigos, o fato é que estou começando a me adaptar. E o pior, ou melhor, é que no fundo acho que estou gostando.
Pego minha bolsa e desço as escadas correndo, cuidando para não tropeçar e dar de cara no chão.
- Bom dia pai, mãe! – Digo, me sentando na cadeira da cozinha, de frente para minha mãe.
- Bom dia querida! – Responde meu pai, se levantando e depositando um beijo na minha bochecha – Estou indo trabalhar! – Ele declara, saindo porta a fora com sua maleta, depois de dar um beijo em minha mãe.
- Bom dia filha! – Minha mãe me cumprimenta, com um sorriso enorme no rosto. – Ai! Estou tão empolgada com essa segunda lua de mel! Sempre quis conhecer a Argentina! Imagine só: as praças, os museus e o tango! – Os olhos dela brilham, o que é super engraçado – Ai, ai filha... E sabe de uma coisa? Se der tudo certo, daremos uma passadinha no Brasil ou então no Uruguai. Dizem que as praias de lá são lindas.
- Nossa! Você está realmente empolgada com essa viagem. – Digo sorrindo. Eu é que não estou tão satisfeita assim, mas vê-la tão radiante me deixa feliz.
- Você não faz ideia. – Ela fala e se levanta, retirando sua xícara da mesa.
Começo a comer o bolo de laranja que Emma havia feito. Meus pensamentos agora giravam em torno dessa viagem. Na verdade, mais especificamente em como eu vou ficar nesse tempo. Quer dizer, eu sei que vou ficar na casa dos Takeda e que terei um quarto só para mim, e que eles farão o máximo para que eu me sinta em casa, mas como será que vai ser? Só espero que a Kikyou pare com as tentativas de arranjar um namorado para mim. Ou melhor, que ela pare de tentar me juntar com o Kouga. Ele é fofo e tudo, mas...
- Ká! Você viu como Sesshoumaru cresceu? Daqui a pouco está casando! – Fala minha mãe, voltando a se sentar a minha frente e me tirando dos meus devaneios.
- Ah, não exagere mãe! Ele é só alguns anos mais velho do que eu!
- Minhas nossa! Isso quer dizer que daqui a uns anos você já estará casando também! Como o tempo passa rápido! – Ela fala surpresa, mais para ela mesma do que para mim.
- Calma mãe! – Respondo sorrindo. – Eu ainda nem me formei.
- É, eu sei. Mas o tempo passa voando! – Então ela muda de expressão e sorri um tanto quanto travessa para mim. Péssimo sinal. - E os pretendentes querida? Você viu como Inuyasha está bonito?
- Mãe! Ele namora a Kikyou! – Falo horrorizada.
- Mas minha filha! Até Izayoi já disse que acha que sua prima não combina com ele. E sabe como são esses namoros de colégio...
- Mãe! - Digo, lançando um olhar reprovador, mas notando que eu estava começando a corar.
- O que foi? E depois nós que somos antiquadas! – Ela diz, me fazendo rir.
- Bem, vou escovar os dentes. Miroku já deve estar chegando.
Subo as escadas, ainda rindo da minha mãe. Ela só pode ser maluca. Imagina eu namorando o Inuyasha. A Kikyou me mataria. Mas... aquelas palavras "Eu não vou namorar pra sempre!" me fizeram ter uma reviravolta no estômago e sorrir por dentro. Ele pode namorar minha prima, mas isso não impede que eu ache ele... Espera, o que eu estou pensando? Meu Deus, isso só pode ser sono ainda. Balanço a cabeça, como que para afastar aqueles pensamentos absurdos e escovo os dentes rapidamente. Desço correndo as escadas e assim que pego minha bolsa, escuto a buzina do carro de Miroku.
- Estou indo mãe! Até mais tarde! – Grito da sala, e escuto um "tchau querida" como resposta.
Corro para a porta da frente e saio. Caminho até meu primo que me esperava encostado na lateral do carro, parecendo ainda com sono e com o uniforme um pouco amassado. Gravata solta, camisa pra fora das calças e o adidas branco.
- Nossa, não dormiu? Aposto que se vestiu tão rápido que colocou as meias trocadas! – Falo rindo da cara que ele fez. Pelo que parece, acertei.
- Heeey! Bom dia pra você também Ká! Pelo que vejo está de muito bom humor! Aposto que sonhou comigo! – Ele fala, se desencostando do carro para abrir a porta para mim.
- Sabe, eu costumo ficar de mau humor quando tenho pesadelos. – Respondo, tentando ficar séria.
- Como assim?
- Você sabe, se eu tivesse sonhado com você, seria um pesadelo. Então eu não estaria de bom humor. – Digo sorrindo, ao ver a cara de indignado dele.
- Você está afim de ir a pé para a escola? – Ele diz ameaçador. – Ou melhor... Ir de carona com a Kikyou? Ela ainda não saiu e...
- Nããão! – Digo, fingindo estar apavorada. – Vamos logo. – Me atiro para dentro do carro e fecho a porta.
Escuto as risadas dele e logo o vejo surgir ao meu lado, girando a chave do carro. Ele liga o rádio e começa a tocar um rock baixinho. Ficamos em silêncio por um tempo, o que é estranho, pois eu e Miroku sempre temos algo para falar. Isso quer dizer que alguma coisa o está incomodando, mas como sempre não vai demorar muito pra que ele comece a falar.
- Ká... – Ele começa a dizer, e eu logo me viro para ele – Como estão as coisas para você agora? No colégio e tudo mais.
- Ah, estão bem melhores. Sabe, estou me dando super bem com a Rin, a Sango e o Kouga. Na verdade até mesmo com o Inuyasha. – Dou uma risada.
- Pois é, eu percebi. Vocês andam bem amigos né?
- Nós? Como assim Miroku? – Pergunto. Quer dizer, o que ele quer dizer com isso?
- É, não sei. Vocês tem se dado bem, estavam juntos na festa da Kagura, na praia e ontem na casa da Sango.
- Sim, é verdade. Mas não falamos mais do que o necessário. – Ficamos em silêncio alguns segundos. – Mas qual o problema?
- Problema? Não nenhum problema! Olha, chegamos! – Ele diz, parecendo extremamente aliviado.
Certo, tem alguma coisa errada aqui, e eu vou descobrir o que é.
Saio do carro e Miroku vem ao meu lado. Porém, quando abro a boca para falar, ele acena para um dos garotos do time, que eu acho que se chama Maylon, e sai correndo na direção dele, me deixando aqui plantada. Ótimo, Miroku me deve uma.
- Heey Ká! – Ouço Kouga me chamar e me viro sorridente para ele.
- Oi Kouga! Tudo bem?
- Tudo bem e com você?
- Tudo sim.
E o assunto acaba ali. Igual ao que aconteceu com Miroku. Hoje o dia ta estranho mesmo.
- Ei Ká... Eu tava p... – Antes que ele pudesse falar alguma coisa, o sinal começa a tocar, anunciando o início das aulas.
- Vamos? – Pergunto para ele, que apenas acena com a cabeça e me segue até a sala de aula.
Quando chegamos, sento no meu lugar, ao lado de Sango. Kouga senta atrás de mim.
- Oi Sango!
- Bom dia Ká! – Ela responde sorridente. Os cabelos estavam presos em um rabo de cavalo alto e ela usava o all star branco surrado.
- Bom dia turma! – Fala o professor Jinenji de matemática, fazendo com que todos se sentassem. Ele é muito alto e é difícil encontrar alguém que não goste dele. – Antes de começarmos a aula, tenho um recado para dar. Este ano, a direção da escola resolveu colocar uma atividade extra no ano letivo. E é por isso que teremos uma gincana. Essa gincana tem os objetivos de integração, união e, obviamente, conhecimentos gerais. A equipe vencedora receberá um prêmio, ainda não estipulado, mas, ao que tudo indica, vai ser muito divertido.
Assim que ele termina de pronunciar a palavra "gincana" começam os murmurinhos. Todo mundo comentava, e eu não estava fora disso.
- Uma gincana? – Sango pergunta, como que para confirmar.
- Ah, vai ser divertido, não vai? – Respondo sorridente.
- Claro que vai. – Fala Kouga, olhando para mim. Quando me viro para ele, lembro que o interrompi na entrada.
- Ei Kouga, o que você estava falando hoje antes de bater?
- Ah... – Ele parece ficar sem graça – Nada importante, esquece. – Ele me dá um sorriso envergonhado. Isso foi meio estranho.
- Atenção turma! – Chama o Sr. Jinenji – Abram o livro na página 44. Vamos corrigir a lista de exercícios.
A turma logo fica em silêncio. Pego meu livro, com os pensamentos ainda perdidos no meu sonho estranho, na viagem dos meus pais, na conversa estranha que tive com Miroku e no que Kouga iria me falar.
XxXxXxXxXxXxXxX
- Então... O que vocês acharam da ideia da gincana? – Rin pergunta, um tanto quanto animada.
- Bem, achei legal. – Respondo distraída.
- Nossa, se todos estiverem com esse seu ânimo, a gincana vai ser o máximo mesmo. – Ela fala ironicamente, fazendo Sango rir.
- Ei garotas, vão assistir ao treino hoje? – Miroku vem correndo em nossa direção, parando ao lado de Sango.
- Temos escolha? – Pergunto.
- Sem chance. – Ele dá um sorriso de canto. – Vejo vocês daqui a pouco! – E ele sai correndo até o campo.
Nós começamos a rir e vamos caminhando até as arquibancadas, para o mesmo lugar da última vez. Kikyou e Kagura já estavam lá, discutindo terrivelmente alto sobre o que Kagura deveria fazer com um tal de Jordan, que, pelo que eu entendi tinha ficado com ela e dado em cima da Kikyou.
- Mas Kikyou! Não posso continuar com ele! Que tipo de garota você acha que eu sou? Jordan deu em cima de você!
- Mas Kagura, você deu em cima daquele cara da biblioteca. Você não pode acusá-lo!
- Mas o cara da biblioteca não era o melhor amigo dele! – Ela fala indignada. Kikyou revira os olhos e parece notar nossa presença.
- Meninas! Que bom que vieram! – Ela exclama, parecendo extremamente aliviada.
- Pois é, Miroku nos convidou. – Responde Rin.
- Na verdade nos obrigou né! – Resmungo, fazendo Sango soltar uma risadinha baixa.
- Ah, Miroku é um fofo mesmo. Maaaas, ele já falou das novas? – Ela pergunta, com os olhos brilhantes.
- Ah... acho que não. – Sango fala, olhando para nós com uma expressão questionadora.
- Bem, qual é o maior evento de todo o mês de outubro?
- Hm... o dia das bruxas? – Eu pergunto, em dúvida, fazendo Sango e Rin soltarem altas gargalhadas. Algo me dizia que Kikyou não era do tipo que batia na porta dos vizinhos perguntando "doces ou travessuras?".
- Ah! Não bobinha! - Ela dá um tapa no ar, em um sinal para que eu esquecesse daquela ideia – Estou falando de um evento mais grandioso: o meu aniversário! – Ela tinha um sorriso maior que o rosto e uma expressão sonhadora.
- Ah... claro! Como pudemos esquecer? - Fala Sango. Eu tinha muitas suspeitas de que o seu tom era um tanto quanto irônico.
- Bem, essa semana eu e minha mãe iremos planejar tudo. Eu nem sei aonde vou fazer ainda, mas acho que lá em casa seria uma ótima ideia, que dizer, temos tudo lá! Além do mais ia ser diferente, estou cansada de alugar aquele salão, parece que é sempre a mesma coisa. E, a parte mais importante: tenho que escolher o meu vestido! Estou pensando em uma coisa bem chamativa ou então bem simples, mas abusando das jóias. O que vocês acham? – Ela estava falando mais do que a Sango quando estava nervosa, o que era apavorante.
- AH, QUAL É? ÓBVIO QUE FOI FALTA! – Escutamos a voz indignada de Miroku. Ele estava realmente furioso.
- Ei cara, calma. – Inuyasha aparece perto dele, dando tapinhas nas suas costas. Yuu abre um sorriso superior para Miroku e corre para o outro lado da quadra.
- Ei pessoal! – Chama o técnico – Chega de jogo por hoje! Vamos fazer uma corrida e treinar os dribles. E, Inuyasha, venha aqui!
Todos começam a correr de um lado para o outro e Inuyasha se aproxima do técnico, que fala algo baixinho para ele. Inuyasha respira fundo, faz que sim com a cabeça e se junta aos outros na corrida.
- Nossa, o que foi isso? – Rin pergunta, olhando preocupada para Inuyasha.
- Ah, coisas de futebol, daqui a pouco eles se entendem. – Kikyou fala, mudando de assunto em seguida – Mas então, estão todas convidadas para a MELHOR festa do ano! Bem, não vou contar muitos detalhes porque não decidi tudo ainda e quero um pouco de surpresa também. – Ela abre um sorrisinho e fica olhando para o campo – O que será que o Inu vai me dar de presente?
- Bem, você provavelmente só vai descobrir no dia, mas aposto que vai ser uma jóia. – Fala Kagura com os olhos brilhando.
Kikyou se volta novamente para Kagura e as duas começam a discutir abertamente sobre as possibilidades de presentes, enquanto Rin e Sango reviravam os olhos e voltam a olhar para o campo. Eu faço o mesmo, mas distraída demais. Um mês. Já fazia um mês que eu havia chegado aqui e tudo estava tão melhor. Claro que eu ainda tinha Kikyou com suas atitudes e manias que na maior parte do tempo me incomodavam, mas acho que ela é assim com todo mundo. Menos com o Inuyasha, pelo que parece. Também estava com muitas saudades da Ayame. E do Ban. Será que ele também sentia minha falta assim?
XxXxXxXxXxXxXxX
- Vamos querida! – Escuto meu pai chamando minha mãe pela quinta vez. Ela havia se lembrado de um vestido vermelho que queria levar para a lua de mel na última hora e agora estava procurando. – Nós vamos nos atrasar!
- Já estou indo querido! – Ela fala, e escuto seus passos na escada.
- Por que ela tem que levar tantas roupas? – Ele pergunta com um suspiro cansado.
- Até parece que você não conhece a mamãe. – Respondo sorrindo.
- Pronto, pronto. Estou aqui. – Ela diz, segurando mais uma mala.
- Mais uma? – Meu pai exclama, meio desesperado.
- Ah, tudo para eu ficar linda para o meu marido! – Ela fala, dando-lhe um beijo.
- Ei, os Takeda já estão esperando! –Digo, chamando a atenção deles.
- Certo querida, estamos indo. – Responde minha mãe, enquanto meu pai segura sua mala e coloca no porta-malas, que já estava completamente cheio.
Entramos no carro de meu pai e ele dirige até o aeroporto. O Senhor Takeda vinha logo atrás, dirigindo seu Jaguar CX-F prata, com a Sra. Takeda ao seu lado e meus primos atrás. Todos nós íamos levar meus pais ao aeroporto, para nos despedirmos. O caminho foi silencioso, acho que cada um estava perdido em seus próprios pensamentos. Quando chegamos ao aeroporto, foi preciso que papai, tio Takeda e até Miroku ajudassem mamãe com as malas.
E como se não bastasse, na hora do check-in ela ainda teve problemas com o excesso de peso das malas.
- Mas ainda acho isso um absurdo! – Ela fala, se referindo a taxa paga pelo excesso de bagagem.
Todos rimos da indignação dela e ficamos conversando até a hora de eles irem.
- Bem, temos que ir. – Meu pai fala, consultando o relógio de pulso.
- É verdade. – Afirma minha mãe. – Vamos sentir tantas saudades filha. – Ela diz, me abraçando forte e começando a derramar algumas lágrimas. Ah, se ela começar a chorar eu vou chorar também.
- Posso ir junto na mala? – Pergunto feito criança, desejando realmente poder ir.
- Não acho que você caberia, meu amor! – Diz minha mãe docemente, passando uma das mãos pela minha bochecha. Puxo-a para um novo abraço, sem conseguir evitar que algumas lágrimas caíssem. Eu sentiria tanta falta das suas loucuras nas próximas duas semanas.
- Vamos meninas! Não precisam ficar assim. – Fala meu pai, abraçando eu e minha mãe – Não vai dar nem tempo de você sentir a nossa falta, filha. – Ele diz, me dando um beijo na testa.
- Vocês prometem que vão me ligar? – Pergunto manhosa.
- Sempre que possível. – Minha mãe diz, cruzando os dedos em sinal de promessa, nos fazendo rir. Depois de mais um abraço, papai pede para que meus tios cuidem da "sua garotinha", e os dois se afastam, indo em direção as portas que os levariam ao avião.
- Vamos lá priminha. Não precisa ficar assim. Já parou pra pensar que poderemos ficar até tarde conversando, jogando vídeo game e comendo brigadeiro? – Fala Miroku, parecendo uma criança, praticamente pulando na minha frente.
- É, vai ser divertido! – Digo forçando um sorriso. Não que eu não achasse mesmo que seria divertido fazer essas coisas com o meu primo, mas... Como será que vai ser essa convivência direta com a minha prima? Já deu pra perceber que ela não está totalmente satisfeita em me ter como hóspede por duas semanas.
- Vamos querida? – Pergunta tia Aya, se aproximando de mim e passando um dos braços sobre meus ombros.
- Claro! – Digo sorrindo incerta e começando a sair do aeroporto, em direção a minha nova moradia por, pelo que parece, duas longas semanas.
XxXxXxXxXxXxXxX
- Pra que tanta coisa Kagome? – Miroku me pergunta, assim que mostro o que levaria pra casa dele.
- Nem é tanta coisa assim, ok? – Digo encarando minhas cinco malas, duas nécessaire, meu violão, skate e é claro, a mala do notebook. Ok, talvez tenha exagerado mesmo.
- Você é muito filha da sua mãe! – Ele diz balançando a cabeça negativamente.
- Ah, cala a boca e me ajuda! – Dou um tapa na sua cabeça e começamos a levar as minhas coisas.
Depois de descermos com tudo, coisa que não foi muito fácil, já que meu quarto é no terceiro andar e não tinha pouca coisa pra ser levada, deixamos minhas malas na casa dos meus tios, que arrumaram o quarto de hóspedes pra mim. E devo dizer que o quarto era lindo e enorme. Eu tinha até mesmo um banheiro só pra mim!
Deixamos todas as malas em um canto do quarto e nos jogamos na cama, completamente exaustos.
- Tenho a sensação de que acabei de sair de um dos treinos do futebol. – Resmunga Miroku ao meu lado.
- Deixa de ser molenga ok! Você deveria ter mais resistência física, já que treina quase toda a semana depois da aula. – O repreendo, mas também completamente morta de cansaço.
Rimos do nosso estado deplorável, até que alguém bate na porta.
- Entra! – Grito, e vejo Kikyou entrar, analisar o quarto todo com uma expressão indecifrável e pousar os olhos em mim e Miroku.
- Mamãe está chamando para o jantar! – Diz a contra gosto. Ela parece estar adorando me ter aqui.
- Ok, estamos descendo! – Fala Miroku levantando e me puxando pela mão, praticamente me arrastando.
- Quando o assunto é comida, você se mexe né? – Resmungo, me arrastando para fora do quarto.
Descemos, e caminhamos direto para a sala de jantar. A mesa estava arrumada e tinha vários tipos de comida, pelo que parecia. E o cheiro era tentador demais. Parece que eu não como há dias.
- O que estamos comemorando? Afinal, essa janta parece mais um banquete ou coisa assim! – Kikyou pergunta, parecendo surpresa ao se sentar a mesa.
- Isso é apenas para que a Ká se sinta bem acolhida na nossa família. – Fala meu tio, sorrindo para mim.
- Será maravilhoso ter você nesses dias aqui conosco Ká. Vai ser como se eu tivesse ganhado uma nova filha! – Diz tia Aya parecendo radiante. Eu não gosto de ser o centro das atenções, mas pelo que parece está difícil de não ser aqui.
Dou um sorriso em resposta para meus tios e começo a comer. Tenho que dizer que estava tudo maravilhoso, apesar do mau humor evidente de Kikyou.
Depois de comer, ajudei minha tia e Kikyou a tirar os pratos da mesa e arrumar a sala de jantar. Me ofereci para ajudar com a louça, mas minha tia pareceu se ofender com isso. Dei boa noite para todos e disse que iria para "o meu quarto", pois estava cansada e ainda teria que desfazer as malas.
Subo e a primeira coisa que faço é ligar meu notebook. Com certeza a Ayame estaria online.
Ká: ooooi *-*
Ayame: Ká? Você ainda está viva? aokspoaksokapoks Hey amiga, que saudades!
Ká: Ando um pouco sumida né? Desculpa, mas as coisas estão estranhas por aqui ;x
Ayame: Um pouco? Você desapareceu! Mas está perdoada. Agora me fala, o que ta acontecendo?
Ká: Lembra da minha prima? Pois é, meus pais foram em uma nova lua de mel e eu vou ficar na casa dela duas semanas!
Ayame: Ela ainda anda com ciúmes do tal namorado-gostoso?
Ká: AYAME! Menos! Mas não sei. Não falo com ele nada além do necessário, e agora ela tem certeza que eu estou gostando de um amigo aí! As vezes tenho vontade de fugir ;~
Ayame: Espera... o que? Que amigo Kagome?
Ká: Ops... NÃO FALA NADA DISSO PRO BAN!
Ayame: Claro que não. Mas pode começar a falar.
Ká: Tudo bem, mas vou te ligar. Beijos ;*
Ayame: Ok ;*
Levanto rapidamente e procuro meu celular, que eu havia jogado em algum lugar em cima da cama. Pego o aparelho e abro o flip, logo digitando os números já decorados e esperando impacientemente até que Ayame atendesse.
- Pode começar a falar! – Escuto a voz reprovadora e ao mesmo tempo curiosa do outro lado da linha.
- Assim: o Kouga é só um amigo ok? Mas minha prima está achando que estamos tendo alguma coisa. Não é nada de mais. – Falo calmamente.
- Ela deve ter tirado essa conclusão de alguma coisa que aconteceu entre vocês, não? – Pergunta desconfiada.
- Nós somos só amigos! Já disse. E você sabe que eu gosto do seu irmão! – Falo suspirando e me lembrando vagamente do sonho. – Falando nele, como ele está?
- Quem? – Pergunta, parecendo nervosa.
- O Ban, Ayame! Quem mais seria? O seu gato? – Falo irônica.
- Grossa! – Resmunga, e é como se eu pudesse vê-la mostrando a língua para o próprio telefone. – Ele está bem! – Fala a contra gosto.
- Ele está por aí? – Pergunto esperançosa. Seria maravilhoso poder ouvir a voz dele.
- Nã... não! Ele... saiu! – Espera... Por que ela esta gaguejando?
- Por que você está gaguejando? – Pergunto desconfiada. Sempre que ela age assim, algo está errado.
- Eu... Eu não estou ga... gaguejando! – Responde nervosamente.
- Ayame Shizune, desembucha! – Falo me irritando.
- É que...
- Ayame, preciso da sua ajuda! AGORA! – Ouço a voz da mãe da Ayame, do outro lado da linha e parecia estar brava.
- Preciso ir se não minha mãe vai vir me buscar! Depois a gente conversa. Beijos, boa noite, e estou morrendo de saudades. Tchau! – E depois de falar o mais rápido possível, ela desliga na minha cara, me deixando com a pulga atrás da orelha. Onde diabos o Bankotsu foi?
Depois de ficar um bom tempo encarando o teto que parecia muito atrativo, me levanto e vou até minhas malas. Sem paciência nenhuma para arrumá-las, pego o primeiro pijama que encontro, meu shampoo e sabonete. Vou até o banheiro, fecho a porta, tiro minha roupa e entro no box, ligando a água quente. Incrível como a sensação da água escorrendo pelo meu corpo é tão relaxante. Depois de um banho demorado, desligo o chuveiro, me seco, visto o pijama, escovo os dentes e volto para o quarto.
Penteio os cabelos e, ignorando totalmente o fato de eles ainda estarem molhados, desligo a luz do quarto deixando apenas o abajur acesso e me jogo na cama quentinha. Depois de mais um tempo encarando o lindo teto do quarto, ouço batidinhas leves na porta.
- Toc toc? – Miroku fala, abrindo uma fresta na porta.
- Entra bobão! – Falo me sentando na cama.
- Já está bem acomodada? Precisa de alguma coisa? – Me pergunta sentando ao meu lado na cama.
- Está tudo bem Miroku! Se precisar de alguma coisa eu peço, não se preocupe. – Digo sorrindo. O que eu fiz pra merecer um primo tão maravilhoso assim?
- Você está triste, não ta? – Ele fala, mais parecendo uma afirmação do que uma pergunta.
- Sinceramente? Não! – Digo me virando para ele – Só um pouco confusa ainda.
- Com o que? – Ele me pergunta curioso.
- Como se você não tivesse notado como sua irmã está amando a ideia de eu ficar aqui por um tempo! E há pouco tempo, fico sabendo que meu namorado... ex-namorado saiu e eu não sei pra onde, e minha melhor amiga não me falou. Alguma coisa está errada. – Digo mais para mim mesma do que para ele.
- Desencana Ká! Em primeiro, a Kikyou só esta com ciúmes. Mas isso passa com o tempo. E em relação a esse cara, ele é idiota se pensar em te trocar por outra. Você é minha prima. Ser irresistível é de família! – Ele fala seriamente, me fazendo gargalhar.
- Você é impossível! – Digo encostando minha cabeça em seu peito, enquanto ele me dava um abraço reconfortante.
- Sou realista. E ninguém mexe com a minha priminha e irmãzinha de faz de conta! – Ele diz me dando um beijo na testa.
- Obrigada ta? Não seria nada sem você! – Digo, começando a sentir meus olhos pesarem com o cafuné que ele fazia em meus cabelos.
- Eu sei que não! Sou demais! – O ouço dizer e sorrio antes de tudo se apagar e eu cair no sono, dessa vez sem pesadelos, mas também sem sonhos. Talvez esse tempo na casa dos meus tios não seja tão ruim assim, não é?
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lah15: Que bom que você gostou! O Sesshy é malvado sim, mas a cada vez eu amo ele mais! Skaoksopaksopakopsa Pode acreditar estou doida pra chegar aos finalmente. Saopskaopskoapk Espero que goste do capítulo. Beijos ;*
KHTaisho: oooi :D Tudo bem sim. Ah, a praia tava ótima! Obrigada :D
Er... Desculpa? :S OKAPOSKOAKSOAKOKSOKAS
Aaaai, eu te entendo completamente! Eu tbm to apaixonada por ele! E isso que fui eu que o criei. Tenho um problema sério de me apaixonar pelos meus personagens. ;x
Siiim, acho ele tuuuudo isso e bem mais x9
Obrigaada! Fico muito feliz que esteja gostando *-* E respondendo a pergunta que provavelmente foi retórica: não, ele não consegue deixar de ser gato. Eu e a Rin sofremos muito com isso, acredite ;x OKASPOKAOSKPOSAK
Mentiiira que você minha listinhas com a Luu? oaksopakspokaposkpoaks, adorei!
Obrigada por tudo flor, fico realmente feliz por meu jeito de escrever agradar tanto e divertir quem lê *-* Espero que goste do capitulo, Beeeijos ;*
Ps.: Ai, que bom que gostou! Fiquei meio receosa no início achando que não veriam, mas obrigada! :D
Ayame Gawaine: Oiii! Não disse? Eu simplesmente adorei ele *-* Obviamente que eu fiquei imaginando essa cena, mais ele pedindo pro meu pai, claro aopskpoakspokapok ;x Eu AMO as mães delas. Se não fosse por elas, não saberíamos de uma boa parte dos momentos vergonhosos deles *-* OKASOPKAOSKPOASKOPSAK O Slin e o Sesshy estão disputando quem é mais inteligente, mas isso nós vamos descobrir até o final, acredito eu aopksopakspoka ! Não consigo imaginar o Kouga gay! Ele é lindo demais pra isso :S Ele só é fofo por ficar nervoso perto dela, oras OPKAPOSKAOKSOKSA Espero que goste do capítulo Beeeeijos ;*
RuffzK: Obrigada *-* Espero que goste desse. Beeijos ;*
Luu Higurashi Potter: Que boom, que gostou *-* E não, com certeza não é :D
Vaaaaaaaaaaaamos lá .o/
1-Siim, muito bonitinho *-* Eu não me importaria de ser a namorada dele ;x
2-Ele não é um fofo com o cachorro dele? (ai ai, o que eu não daria pra ser o cachorro dele? ;~~ )
3-Preciso dizer que isso foi fofo tbm? SAKPOAKSPOKAOSKOK
4-Também, com a mãe dele? Eu as vezes fico com medo dela ;x
5-É, sem senso de humor não rola! aokspoakspokas
6- Preciso comentar? *-*
7- INUYASHA! Isso resume tudo *-*
Ele é o idiota mais fofo que eu conheço *-* OKAPOSKAOSKOKSA Eu ajudo a matar ele (de amor ;x) Beeeijos ;*
flor do deserto: Oii xD oakspoakoskoaksopkask Que bom que gostou *-* Eu tbm já tentei, acredite, não deu certo. Mas eu ainda não desisti .o/
Eu também *-* Já que eu amo cachorros, porque não fazer o Inu também gostar? :B
As mães deles me matam de rir, fato aopskpoaksokapoksoakso
Espero que goste do capítulo. Beeeijos ;*
