Oii pessoas queridas que leem minha fic!

Eu queria esclarecer uma coisinha. Na fic, a Ká morava em Londres e foi pra Califórnia. Lá o período de aulas é diferente daqui né. Eu tentei escrever do jeito certo, mas eu to me confundindo muito. Então, pra ficar mais claro, eu vou fazer de conta que lá funciona que nem aqui, com o início das aulas em março e com período das férias de julho. Até porque eu pretendo fazer um ano inteiro. Sendo assim, agora eles tão no mês de abril, o mês do aniversário da Kiky-vadia, ops, Kikyou.

Bem, é isso. Espero que não se importem. :D

Beijinho,

Srta Taisho

Capítulo 11 – Desabafo

Três palavras: Prova de química.

Era tudo o que eu precisava, começar o ano tomando bomba.

Quem foi o idiota que inventou avaliações? Só pode ser alguém que nunca fez uma prova na vida. Ou fez tantas que como vingança tornou essa forma de tortura indispensável.

Certo, esse foi um pensamento idiota, já que precisamos demonstrar de alguma forma o que aprendemos sobre o que os professores explicam durante as aulas. Mas isso é pra quem realmente presta atenção no que eles falam. Acho que quem ta sendo o idiota mesmo sou eu, discutindo mentalmente sobre coisas mais idiotas ainda.

Suspiro pesadamente e jogo a toalha molhada no cesto de toalhas do vestiário. Engancho a mochila no ombro e saio daquele lugar que mais parecia uma sauna.

Os caras já haviam saído há algum tempo, me chamando de mulherzinha por demorar tanto no banho. Queria que fosse só por frescura mesmo minha demora pra sair. O treinador me chamou a atenção de novo. Tudo por culpa daquele idiota do Yuu. Ele joga bem, mas todo o problema que ele causa não paga o preço. Arg, garoto problemático.

Caminho em direção as arquibancadas onde as garotas estavam, e provavelmente os caras também. Mas assim que me aproximo vejo algo... diferente.

Kikyou e Kagura, como sempre pareciam estar em uma conversa super séria, já que gesticulavam bastante e as vezes soltavam risadinhas. Normal. Miroku, Rin e Sango, estavam sentados no degrau acima e falavam baixo. Rin e Sango sorriam, mas Miroku parecia um pouco confuso, olhando para Kouga e Kagome. Digamos que eles estavam entre mim e meus amigos. Isso meio que estava estranho, pois Kouga parecia nervoso e passava as mãos pela nuca constantemente, como se tivesse... envergonhado?

- Então Ká, o que eu queria falar antes com você é que... – Ouço Kouga começar a falar, assim que vou me aproximando. Kagome parecia saber o que ele iria perguntar, pois mordia o lábio inferior em sinal de nervosismo. Não que eu ficasse olhando muito tempo pra ela pra saber dessas coisas. Eu só... sei. – Você quer sair nesse fim de semana?

- Hã?

- Abriu um parque novo, e eu achei que seria divertido te levar lá... pra você conhecer. Mas tudo bem se você não quiser e... – E ele já começa a tagarelar. Mas ei, o Kouga acabou de convidar uma garota pra sair? Não uma garota qualquer, mas a Kagome? Então... ele não é gay?

- Claro Kouga, eu adoraria! – Ela responde depois de parecer um pouco nervosa com o pedido. Continuo caminhando até meus amigos e sento ao lado de Kikyou, puxando-a para perto e dando um beijo em seu pescoço.

- Acho bom você ter tomado banho Inu! – Ela diz seriamente.

- Eu tomei banho! Só que meu cabelo ainda ta molhado. – Falo forçando um sorriso. Ela sabe cortar o clima até quando não tem um.

- Melhor assim! – Diz puxando meu rosto me dando um selinho demorado.

Depois que ela me solta, vejo que Kagome e Kouga se aproximavam de nós. Os dois sorriam animados, mas o Kouga parecia prestes a gargalhar. Que cara gay! Tudo isso só por que ela aceitou sair com ele?

- Hey gente, vamos ao parque de diversões nesse fim de semana? – Kagome pergunta se sentando ao lado de Sango.

- Mas eu achei que... – Ouço Kouga murmurar ao se voltar para Kagome e vejo seu sorriso feliz se tornar o mais falso possível.

Não ache que eu sou cruel nem nada assim, mas... Foi totalmente impossível não desatar a rir.

- O que é tão engraçado Inu? – Kikyou me pergunta, parecendo realmente curiosa. O mais engraçado ainda é que todos pareciam querer saber do que eu estava rindo, enquanto Kouga ainda olhava incrédulo para Kagome que fazia uma cara de inocente. – Nada não. Lembrei de uma coisa. Nada demais. – Digo tentando parecer convincente, por mais que minha vontade fosse de voltar a rir escandalosamente. – Então, o que você perguntou antes, Kagome? – Falo parecendo curioso.

- Ah, o Kouga deu a ideia de irmos ao parque novo que abriu. Vamos? Seria tão divertido e faz muito tempo que eu não vou a um. – Fala com os olhos brilhando.

- Eu adoro parques! – Exclama Rin animada.

- To dentro. – Diz Sango, batendo na mão de Rin.

- Vai ser divertido ver as garotas andando na montanha russa! – Ri Miroku.

- Ah, tudo bem! – Concorda Kikyou e, ao seu lado, Kagura afirma com a cabeça.

- Então está combinado. – Resmunga Kouga, respirando fundo em seguida.

Depois de uma pequena pausa, onde a minha maior vontade era voltar a rir, lembro de algo que faz meu bom humor ir embora rapidamente: Química!

- Hey gente, alguém sabe alguma coisa do conteúdo pra prova de química? – Pergunto, me voltando aos meus amigos que logo fecham a cara.

- Nem me lembre! – Resmunga Sango, tapando o rosto com as mãos.

- Eu vou me ferrar, já estou até vendo. – Fala Miroku, balançando a cabeça negativamente.

- Er... Se vocês quiserem... Eu posso ensinar vocês! - Murmura Rin, parecendo ser a única que não estava preocupada com a prova.

- Você não se incomodaria? – Pergunta Kagome, com os olhos brilhando. Verdade, ela odiava essa matéria. Mas também... quem não odeia?

- Claro que não. Química não é assim tão dif...

- Se você tem amor a própria vida, não termina essa frase. – Digo, olhando-a ameaçadoramente.

- Desculpa! – Ela sorri envergonhada.

- Mas você falou sério em nos ensinar? – Pergunto, apenas para confirmar.

- Claro! Por que não? – Ela responde sorrindo.

- Rin! Eu te amo! – Grito correndo até ela e dando beijos estalados nas suas bochechas, fazendo-a começar a rir.

- Acho que ela já entendeu, Inuyasha! – Ouço Kikyou resmungar, mas a ignoro totalmente, me sentando ao lado de Rin e passando meu braço por seus ombros.

- Quando e onde? – Pergunto me voltando para Rin, já com nossos amigos a nossa volta. Não sou o único interessado nas aulas particulares dela.

- Quando vocês quiserem! Meus pais estão viajando, então não tenho nada pra fazer.

- Pode ser hoje? Lá em casa mesmo? – Falo, olhando para ela.

- Por mim pode ser. – Ela concorda.

- E vocês? – Pergunto para meus amigos que concordam animados. Quer dizer, o mais animado possível para uma tarde de estudos. E assim nos levantamos e caminhamos até o estacionamento.

- Nos vemos lá! – Digo entrando no meu carro, sendo seguido por Kikyou, Kagura e Rin.

- Já estou ficando com saudades! – Grita Miroku do seu carro, com a voz mais fina.

- E eu com ciúmes! Kouga, não se aproveita dele, que ele é meu! – Grito de volta, ouvindo as risadas vindas do outro carro.

- Perdeu Taisho! – Ele responde e Miroku arranca com o carro.

- As vezes vocês são tão gays! – Murmura Rin do banco de trás.

- E eu não duvido que não sejam mesmo! – Resmunga Kikyou.

- Ei! – As repreendo com falsa irritação, e logo começamos a rir.

XxXxXxXxXxXxXxXxXxX

Assim que chegamos a minha casa, estaciono o carro em frente a garagem e desço, sendo seguido pelas garotas. Caminhamos até o jardim da frente e esperamos Miroku estacionar na garagem da sua casa. Assim que eles se aproximam, caminho até a porta e entro deixando-a aberta para que todos entrassem.

- Mãe, cheguei! – Grito assim que passo pelo hall.

- Vejo que trouxe visitas! – Ouço ela falar assim que sai da cozinha e nota nós oito parados.

- É! A Rin vai nos ensinar química. – Falo torcendo o nariz.

- Ah querida, fico feliz com isso! – Diz sorrindo e se aproximando de Rin, lhe dando um abraço apertado. Mamãe sempre gostou bastante dela e nunca escondeu isso.

- Tudo bem Izayou? – Cumprimenta Kikyou ao meu lado, sorrindo para minha mãe em um dos seus raros momentos de simpatia.

- Tudo sim querida e com você? – Responde minha mãe educadamente, mas antes que Kikyou pudesse responder ela vê Kagome e se aproxima dela rapidamente. Juro que tento, mas não entendo essa fixação da minha mãe com ela.

- Oh Kagome, como você está? – Diz minha mãe segurando as mãos de Kagome e sorrindo docemente.

- Está tudo bem, e com a senhora? – Responde um pouco corada com a atenção toda voltada pra ela.

- Soube que seus pais viajaram. Você está na casa dos seus tios? Está se dando bem lá? Sabe que qualquer coisa pode ficar aqui conosco, não é? Sua mãe não se incomodaria e eu adoraria ter uma mulher pra conversar. Viver com três homens não é fácil não, querida! – Ela começa a tagarelar, mas com uma ponta de preocupação na voz e em sua expressão.

Minha mãe acabara de convidar a Kagome para ficar um tempo morando aqui com a gente? Por que isso me soa não estranho e convidativo ao mesmo tempo?

- Não precisa se preocupar. Estou adorando ficar na casa dos meus tios. Mas obrigada pelo convite. – Kagome responde sorrindo, parecendo se divertir com isso.

- Mas no que precisar, é só passar aqui, ok? – Minha mãe insiste, alargando o sorriso.

- Claro. Pode deixar. – Ela responde envergonhada. Minha mãe tem o dom de deixar as pessoas sem graça.

- Então queridos, bom estudo! Mais tarde passo para deixar um lanchinho pra vocês! – Diz minha mãe, se afastando e provavelmente indo para a cozinha começar a fazer algum bolo ou sei lá. Ela se empolga mais do que eu quando trago visitas. Vai entender.

- Vamos? – Chamo todo mundo, já subindo as escadas e praticamente puxando minha namorada, que pareceu não gostar de ser ignorada pela minha mãe, que deu mais atenção a prima dela. Antes eu até achava esse ciúmes todo dela fofo, mas agora só é incômodo e as vezes irritante.

Entramos no meu quarto e jogamos as mochilas em um canto, ficando apenas com os cadernos de química e os estojos nas mãos. Nos jogamos todos no chão em um meio círculo e a ordem ficou assim: Eu escorado na cama, Kikyou ao meu lado, Kagura, Kouga, Miroku, Sango, Kagome e Rin do meu outro lado com as costas também apoiadas na cama. Assim que colocamos todos os materiais a nossa frente, no meio da roda, ouço um latido alto vindo da porta e assim que me viro, vejo uma bola de pêlos bege correr até nós e pular em cima de mim.

- SLIN! – Praticamente grito pelo susto.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – Ouço um grito estridente vindo do meu lado e vejo Kikyou se levantar correndo e subir na cama. Já disse que ela tem medo do meu cachorro? Pois é, e pra deixar tudo ainda mais engraçado, o grito dela chamou a atenção do Slin, que pulou na cama indo atrás da Kikyou, que desceu pelo outro lado e correu na minha direção, ficando atrás de mim, em uma tentativa frustrada de se esconder.

- Slin, vem cá garoto! – Ouço Kagome chamar ainda sentada. E meu cachorro, abanando o rabo ainda mais enlouquecidamente, corre até ela, pulando em seu colo e quase a derrubando.

- Esse cachorro está tentando me matar ou o que? – Indaga Kikyou, agora agarrada ao meu pescoço.

- Não seja paranóica. Ele só queria brincar. – Diz Miroku parecendo um pouco envergonhado com a reação da irmã.

- Ká, coloca ele pra fora do quarto antes que a Kikyou arranque o pescoço do próprio namorado. – Provoca Sango começando a rir junto com todo mundo.

Kagome se levanta e puxa Slin para fora do quarto, e, antes de fechar a porta, faz um último carinho na sua cabeça enquanto falava algumas palavras para Slin que latia animado, como se realmente tivesse entendido. Ela então sorri e fecha a porta, voltando a se sentar.

Ela ficou com sorriso lindo no rosto só por falar algumas palavras pro meu cachorro? Eu não sei se digo que ela é estranha ou que queria que minha namorada fosse igual a ela.

- Vamos começar logo a estudar? – Pergunto tentando afastar aqueles pensamentos da minha cabeça.

- Ok, vamos! – Rin diz, e assim que nos sentamos novamente ela começa a explicar algumas regras e passar exercícios.

É, eu definitivamente odeio química!

XxXxXxXxXxXxXxXxXxX

- ... E assim você encontra o mol da equação! – Completa Rin com um sorriso orgulhoso no rosto.

- Aaaah! – Se ouve o coro de nós sete em sinal de entendimento.

- E agora? O que mais estão em dúvidas? – Ela pergunta com um sorriso cansado. Também, quem não estaria depois de estudar por horas seguidas o mesmo conteúdo?

- Acho que não. – Falo coçando a cabeça pensativamente. Acho que conseguimos revisar tudo que o professor pediu e mais um pouco.

- É, eu também acho que já entendi tudo! – Diz Kagome sorrindo enquanto prendia o cabelo em coque frouxo.

- Podemos parar né? Minha cabeça já está doendo! – Resmunga Miroku, se jogando no chão dramaticamente.

- Acho que nunca estudei tanto na minha vida. – Exclama Kouga balançando a cabeça negativamente e nos fazendo rir.

- É, com certeza eu também não. – Concorda Sango, se levantando e logo se jogando atravessada na minha cama.

- Como vocês são dramáticos. Até que é divertido e...

- Rin, não começa! – A olho de esguelha ameaçadoramente.

- Desculpa! – Responde tentando segurar o riso. Minhas suspeitas de que ela ama nos ver sofrendo a cada dia se confirmam mais.

Antes que pudéssemos revidar, ouço o barulho da minha porta se abrindo com força e ao me voltar para ela, vejo Sesshoumaru entrando só com uma toalha em volta da cintura e praticamente todo molhado por ter saído do banho.

- Onde diabos você enfiou a minha bermuda vermelha? – Praticamente grita não parecendo perceber de cara que eu não estava sozinho. Foi meio hilário a expressão de surpresa que passou pelo seu rosto.

- Ei, dá pra parar de molhar todo o meu quarto? Se você não sabe vou te explicar agora: toalhas servem pra se "secar" e não só pra se enrolar na cintura e molhar a casa toda. – Suspiro irritado.

- Engraçado, por que você não parece se incomodar com isso quando é você que está molhando tudo. – Fala sarcástico.

- Grande coisa. Mas eu não sei onde ta a sua bermuda. Já procurou no cesto de roupa suja? – Digo irônico.

- Er... Não! – Responde simplesmente. – E deixando de ser mal educado por um momento que nem o meu irmão, oi gente! – Ele fala sorrindo se voltando para os meus amigos que assistiam nossa "briga" como em uma partida de tênis. Menos Rin, claro, que como eu pude notar, não desgrudou os olhos do Sesshoumaru desde que ele entrou e ficou com o rosto ainda mais vermelho quando ele deu uma piscadinha pras meninas. Não entendo esses gostos dela.

Se bem que eles são bem parecidos. Os dois adoram me atormentar. Nossa, já é ruim com eles separados, não posso nem imaginar como seria se eles ficassem juntos. Credo!

- Vou colocar uma roupa! – Diz Sesshoumaru simplesmente e sai do quarto, batendo a porta logo atrás de si.

- Meu deus Inuyasha! Como o seu irmão é gostoso! – Ouço Kagura dizer depois de alguns segundos de silêncio.

- Se quiser pra você, pode levar! – Digo fazendo cara de nojo e logo levando uma almofadada na cara. O que ela esperava? Que eu concordasse e dissesse "Ai, eu também acho!"? Credo.

- Infelizmente não posso! Estou com o Jordan e por incrível que pareça estou adorando isso! – Ela diz sorrindo nos fazendo rir.

- Quem diria! A Kagura amarrada em alguém.

- Ok, nem tão amarrada assim! – Diz trocando olhares com Kikyou. É, ela podia estar afim daquele cara, mas estava pegando outro também, posso apostar nisso!

- Mas a Rin não ta! – Ouço Sango falar inocentemente.

- O que? – Pergunta Rin assustada como se tivesse saído se um transe.

- Você não esta com ninguém! Poderia sequestrar o Sesshy por algum tempo como favor pro nosso amigo aqui! – Diz Miroku, passando o braço pelo meu pescoço. A cara que ela fez foi impagável. Primeiro ela ficou confusa, depois muito vermelha, quase chegando ao roxo. E de repente suspirou pesadamente e baixou a cabeça cansada.

- Qual é Rin, não seria nenhum tipo de sacrifício. Até eu faria esse favor pro Inuyasha se não tivesse morando na casa dos meus tios. – Fala Kagome chamando a atenção de todos.

- Como? – Pergunta Kouga surpreso.

- Hein! – Sim, eu também me surpreendi com isso.

- Não é como se não sobrasse espaço pra mais um no meu quarto! – Ela fala sorrindo travessa, fazendo as garotas gargalharem. Até mesmo a Rin! É estranho eu ter ficado tão surpreso? Tipo, isso quer dizer que ela ta afim do meu irmão? Não né? A Rin até é aceitável, mas a Kagome? Será que é por isso que ela não aceitou sair sozinha com o Kouga? E o mais importante, por que eu to me fazendo esse monte de perguntas?

- É, não posso negar que ele é lindo e tudo mais! – Fala Rin, corando levemente.

- Lindo? Definição pra Deus grego trocou de nome? – Ouço Sango falar e elas recomeçam a rir.

- Gostosos somos nós! – Diz Miroku convencido, jogando uma almofada na Sango. Eu sempre achei que ele tivesse uma quedinha por ela, e ela falar que meu irmão é gostoso não deve ter feito bem pro ego dele.

Espera... Estamos mesmo conversando sobre o meu irmão? Arg...

- Hey crianças, trouxe um lanchinho pra vocês! – Diz minha mãe, entrando no quarto com uma bandeja com pedaços de bolo de chocolate. Adoro quando ela chega nos momentos certos!

Assim que ela distribui os pratos com pedaços de bolo para todos nós, nos espalhamos pelo quarto. Sango e Miroku, obviamente, se apossaram o meu Xbox 360 pra jogar F1 2010, um jogo de corrida com fórmula 1. Kikyou e Kagura tomam conta da minha cama e iniciam uma conversa super séria sobre o aniversário da minha namorada e como a Kagura poderia se resolver com o tal Jordan. Eu, o Kouga e a Rin nos entretemos com um baralho de cartas em um canto do meu quarto e Kagome rouba meu Ipod, se sentando perto de nós, na minha cadeira que até ontem estava cheia de roupas.

Ouço a porta ser aberta e vejo meu irmão entrar no quarto com Slin ao seu lado, agora bem menos agitado.

- Posso jogar? – Pergunta se sentando ao lado de Rin. Ele pareceu perguntar diretamente pra ela, com um sorrisinho de canto. Sesshomaru não presta, fato!

- Cla... Claro! – Responde Rin ficando imediatamente com o rosto corado.

- Poker? – Sesshoumaru me pergunta parecendo se divertir por ter deixado a Rin corada.

- Pode ser. Sabem jogar? – Pergunto para os outros dois que estavam na roda.

- Sei. – Fala Kouga e Rin afirma com a cabeça.

Entrego o baralho pro Sesshoumaru e puxo Slin pra mais perto, que assim que se aproxima de mim, deita a cabeça na minha coxa. Não tem cachorro mais mimado que o meu.

XxXxXxXxXxXxXxXxXxX

Depois de algumas horas todos foram embora, já que estava começando a escurecer e teria aula no outro dia.

Assim que os deixo na porta, subo para o meu quarto e tomo um banho rápido. Pego uma bermuda verde, coloco uma camisa preta e um moletom branco por cima. Junto os pratos que estavam empilhados em cima da minha escrivaninha e desço as escadas. Coloco tudo na pia e pego meus tênis que estavam na área de serviços. Calço-os e pego a guia do Slin.

- Mãe! Vou levar o Slin pra passear. – Grito já prendendo a guia em sua coleira e saindo de casa.

Pego o Ipod do bolso e aumento o volume, deixando Vacation do Simple Plan tocar.

Levo Slin até o parque e solto a guia, deixando que ele corra entre as árvores enquanto me sento em um dos bancos que tinha ali perto.

Fico algum tempo vendo-o brincar e ouvindo música, quando vejo o Aston Martin preto do meu pai passar pela rua do outro lado do parque. Acho que já é hora de voltar pra casa. Suspirando, chamo meu cachorro. Prendo a guia em sua coleira e começamos a caminhar de volta pra casa.

A volta pareceu ainda mais rápida que a ida e eu não sei dizer com sinceridade se isso foi bom ou não.

Chego em casa e entro pela porta dos fundos. Assim que coloco o pé na escada pra subir pro meu quarto, meu pai me chama do escritório. Isso nunca é bom pra mim.

- Oi. – Falo ao abrir a porta e vê-lo sentado em sua cadeira, me olhando com um sorriso no rosto.

- Entre, tenho uma coisa pra você. – Ele fala e pega um envelope na pasta, estendendo-o pra mim. Caminho um pouco me aproximando dele e pego o envelope das suas mãos.

- O que é isso? – Pergunto receoso.

- Juntei algumas informações importantes que achei que você deveria saber antes de entrar pra faculdade. – Ele fala como se tivesse me dado o presente que todo filho amaria ganhar.

- Que faculdade? – Verbalizo a única frase que se passou pela minha cabeça desde que ele me entregou aquele envelope que, acredite, agora parecia pesar uma tonelada na minha mão.

- A faculdade que você vai entrar ano que vem. A mesma em que eu estudei e que seu irmão está cursando agora. – Fala como se fosse óbvio.

- Mas pai eu...

- Achei que você ficaria contente em saber que fiz isso por você! – Diz com o sorriso sumindo de seu rosto.

- Não é isso! Obrigado, mas é que... – Tento novamente falar, mas eu me sentia tão perdido que acho que ele notou.

- É que o que meu filho? A única coisa que você deveria fazer era me agradecer e ficar feliz com as oportunidades que eu te proporciono. – Diz meu pai rigorosamente.

- E se não for esse tipo de oportunidade que eu preciso? – Falo encarando-o nos olhos.

- Eu diria pra você repensar. Eu sou seu pai Inuyasha! Quem melhor do que eu para saber o que você precisa? – Fala se levantando em posição autoritária.

- Quem sabe eu? O senhor sabe como ninguém que não é isso que eu quero pra mim!

- O que eu não entendo é o que você quer fazer, sendo que pode ser um advogado com prestígios. Tenho uma empresa importante Inuyasha, e ela será sua e do seu irmão quando eu não puder mais administrá-la. – Diz começando a aumentar o tom de voz. – Eu já conversei com vocês dois e o único que faz pirraça é você. Chegou a hora de deixar de ser criança e agir como o homem que eu te criei pra ser!

- Mas o problema é que eu não sou como o Sesshoumaru que aceita o que o senhor diz sem ao menos pensar. Eu NÃO quero seguir a mesma carreira que vocês e não vai ser o senhor nem ninguém que vai me obrigar a isso. Você me criou para ser eu mesmo e não me deixar ser influenciado por ninguém e se for pra honrar meus próprios princípios nem mesmo meu pai vai ficar no meu caminho. – Solto as palavras o mais irritado possível e viro as costas pra ele, saindo daquele lugar que parecia me sufocar.

Assim que passo pelo corredor, vejo minha mãe e Sesshoumaru parados ao lado da escada. É, parece que eles ouviram alguns berros.

- Inuyasha... – Meu irmão exclama sem parecer saber o que falar quando paro a frente deles. Minha mãe parecia estar assustada com tudo e eu odeio esses momentos.

Me inclino e dou um beijo em sua testa e quando me afasto, forço um sorriso para ela que parecia prestes a chorar.

- Está tudo bem. Eu... vou dar uma volta. – Digo baixo e caminho até a porta o mais rápido possível. Tudo o que eu queria era sair daquele lugar antes que meu pai resolvesse vir atrás de mim e resolver as coisas.

Sem saber muito bem pra onde ia, me vejo parado em frente a porta da casa da Kikyou. Aperto a campainha e logo ouço passos se aproximando.

- Boa noite Sr. Taisho. – Fala Cora, a empregada dos Takeda. Ela só ia três vezes por semana então foi meio que uma surpresa vê-la ali.

- Boa noite. Tem alguém em casa? – Pergunto meio indeciso. É meio vergonhoso aparecer a essa hora na casa dos outros e perguntar se a namorada está porque eu preciso de um colo.

- A Sra. Takeda e a filha foram ao shopping – Droga! – O Sr. Takeda está em uma reunião – Sem problemas. – E o Miroku foi pra casa de um amigo. – Esperanças falhas. – Em casa está apenas eu e a Kagome. – Ela diz. Não teria poupado mais tempo se ela tivesse dito que todo mundo tinha saído e só estava ela e a...

- A Kagome ta em casa? – Pergunto só me lembrando agora que ela estava morando ali por um tempo.

- Está ali na sala. Pode ir até lá. Estou com a comida no fogo, se não se incomodar... – Diz sorrindo como se estivesse se desculpando por me apressar.

- Ah, tudo bem. Obrigada. – E assim que respondo, ela caminha rapidamente para a cozinha.

Com um suspiro pesado e nenhuma vontade de voltar pra casa, me vejo parado na porta da sala, onde Kagome estava deitada toda torta no sofá com uma barra de chocolate em uma mão e um livro em outra, ignorando completamente a TV ligada.

- Já te disseram que assim você vai acabar ficando com dor no pescoço? – Pergunto me aproximando e vendo-a dar um pulo.

- Meu Deus, que susto garoto. – Diz com a mão do peito e a respiração rápida.

- Desculpa! – Digo rindo.

- Se ta procurando a Kikyou ou o Miroku, eles saíram já faz um tempo. Mas não devem demorar pra voltar! – Ela diz se acomodando melhor no sofá e abrindo um espaço pra eu sentar.

- Acho que vou esperar um pouco. Incomodo? – Pergunto receoso.

- Não, claro que não. – Responde prendendo o cabelo em um coque frouxo. – Quer chocolate? – Fala estendendo a barra pra mim.

- Quero sim, obrigada! – Digo pegando a barra da mão dela e quebrando uma parte.

Ficamos um bom tempo em silêncio assistindo um filme que dava na TV. Acho que era Jogo de Amor em Las Vegas, e entre risos, pude esquecer por um bom tempo meus... pequenos problemas.

Não demorou muito e o filme acabou deixando que só a música de fundo preenchesse a sala. Em um movimento inesperado, Kagome se levanta e caminha pelo que parece ser até a cozinha e volta com uma nova barra de chocolate preto. Quando senta, se vira pra mim e fica me encarando.

Sem saber o que fazer a encaro de volta meio que a questionando.

- Quer conversar? – Ela pergunta diretamente.

- Hã? – Exclamo meio confuso.

- Você saiu de noite de casa e está evitando a todo custo voltar. Quer conversar? – Ela sorri parecendo me encorajar.

- Está tão na cara assim? – Pergunto surpreso.

- Um pouquinho! – Diz quebrando a barra pela metade e me entregando um pedaço.

- É, na verdade quero sim. – Digo baixando o olhar pra barra nas minhas mãos. Eu tinha vindo aqui conversar com a minha namorada ou até mesmo meu melhor amigo. Mas inesperadamente estava prestes a me abrir com a Kagome e sentia como se pudesse contar todos os meus segredos pra ela que não me arrependeria. Era estranho, mas ela me passava uma segurança enorme. Então... Por que não?

- Não precisa falar se não quiser. – Diz com um sorriso me fazendo suspirar.

- Briguei com o meu pai... de novo! – Falo logo mordendo um pedaço do chocolate.

- Por culpa da faculdade? – Pergunta Kagome me surpreendendo completamente.

- Como você sabe?

- Deu pra perceber que vocês não se entendem sobre esse assunto naquele jantar. – Diz dando mais uma mordida na barra.

- Você parece notar tudo bem rápido né? – Digo rindo.

- Um pouco! – Ela responde me dando uma piscadinha e logo começamos a rir.

- Eu só não entendo... – Falo depois de um curto silêncio – Sempre deixei bem claro que não queria seguir o mesmo que ele, mas parece que fica cada vez mais difícil de ele aceitar isso. Depois que o Sesshoumaru aceitou o que ele impôs, parece que piorou ainda mais.

- Posso não entender, por nunca ter passado por isso, mas acho que com o tempo ele vai aprender a aceitar. Entenda que o seu pai é um homem rigoroso e que sempre teve a sua volta quem o obedecesse sem exitar. É praticamente um desafio pra ele ter o próprio filho contrariando uma "ordem direta". – Diz Kagome rindo um pouco ao terminar.

- É, talvez você esteja mesmo certa. – Falo pensativo.

- Claro que estou! – Diz rindo e mordendo o chocolate. Fiz o mesmo.

- Mas então... o que você quer ser "quando crescer"? – Ela pergunta divertida, sorrindo de canto.

- Jornalista! – Digo com a cabeça baixa, meio inseguro. Mas assim que a encaro e vejo o sorriso lindo que se abre em seu rosto, minha insegurança desaparece. Muitas vezes já se passou na minha cabeça que deixar de ser um advogado pra me tornar um jornalista seria a maior burrada que eu poderia fazer. Não sei se vou ter sucesso ou qualquer coisa assim, mas naquele momento com ela olhando pra mim como se meu sonho fosse a coisa mais linda e importante que ela já ouviu, foi como se eu tivesse me apaixonado de novo por aquilo. Era aquilo que eu queria e não seria meu pai que tiraria de mim.

- Sério? – Kagome pergunta com os olhos brilhando e eu sinto meu estômago dar voltas. Será que o chocolate não me fez bem?

- É sim. Mas não vejo meu pai aceitar isso. – Digo sorrindo fraco.

- A questão não é ele aceitar a sua escolha, mas sim respeitar. Se faça ser respeitado Inuyasha. Não acredito que o capitão dos Knigths não seja capaz disso. – Diz rindo, me fazendo rir também.

Antes que parássemos de rir, ouço passos se aproximando e assim que volto para a entrada da sala, vejo Kikyou parada na porta com uma expressão de surpresa.

- Estou atrapalhando alguma coisa? – Ela pergunta irônica.

- Óbvio que não! – Digo enfiando o que sobrou do chocolate na boca e me aproximando dela.

- Er... Eu vou pro meu quarto. Boa noite! – Ouço Kagome dizer, e a vejo pegar o livro e o resto do chocolate ao se levantar. Antes que ela saísse completamente da sala, tive que segurá-la.

- Obrigado, ta? – Digo sorrindo. Ela apenas afirma com a cabeça e sorri de canto antes de sair da sala e subir as escadas rapidamente.

- Quem sabe você não vai lá ajudar ela a chegar ao quarto? Assim vocês podem conversar mais e eu ficar aqui, sendo ignorada pelo meu namorado. – Fala Kikyou já alterando o tom da voz ao se voltar pra mim.

- Por favor, sem brigas hoje. Eu vim aqui conversar com você e você tinha saído. Aí acabei encontrando a Kagome aqui e nós começamos a conversar. Não tem nada demais nisso! – Digo cansado. Não estou com paciência para brigas.

- Tudo bem! Sem brigas. – Ela concorda e logo se pendura no meu pescoço me dando um beijo estalado na boca. – Mas então, o que você queria falar comigo? – Pergunta curiosa.

- É que eu e o meu pai brigamos e...

- AAAAH! Você nem sabe! – Kikyou praticamente grita ao me interromper. – Comprei um vestido LIN-DO pro meu aniversário! Você vai amar! – Diz super empolgada.

O que eu poderia fazer a não ser escutar e concordar com tudo o que ela falava? Eu sei um jeito bem menos cansativo. Dei um beijo na bochecha da minha namorada e me afastei caminhando até a porta e sai, sem nem ao menos parar pra me explicar.

O dia hoje já foi cansativo e estressante demais. Não to com saco pra ser ignorado pela minha própria namorada. Não hoje.

XxXxXxXxXxXxXxX

lah15: Aaaaaain, que bom que gostou *-* Sim, chama bastante oaksopaksokaosk Olha, sobre o Ban... não sei de nada ;x Ideeeeem, eu tbm queria ter um Miroku. Seria perfeito! Beeeijos ;*

Luu Higurashi Potter: Naaaaaaaaaaaaaaaaaaaao ;~ ah tri OPKASOPKPOAKSOPKAPOKS

Não sei o que ele esta aprontando também ;x Vai saber né !

L 1 *-* :

1-Foi beeem tenso sim :S

2-As mãos arrasam! E sempre acertam, é hilário :B

3-OAKSPOKAPOSKPAOKSOKA, ri muito

4-Pois é... ;x

5-Não gosto da Kikyou ;x ah tri nada a ver OKASOKAOSKOAKS

Não fico não xD Não demorei hein ;) beeeeeijos ;*

KHTaisho: oooooi :B

Pesadelo mesmo! KASOPKAOSKOKS Sentimento mútuo, odeio ela : aopkspoksopaksokas Vamos ver se dou conta de uma gincana né, mas vou tentar .o/ Que boom que gostou do capítulo *-* Não demorei de novo. Haha :D Espero que goste do capítulo, beeeeijos ;*

Ayame Gawaine: Olha, dizem que sonhos tem seus significados ;x AOSKPAKSOKAPSOKPOS O Kouga é fofo e não é gay, eu garanto 8) Não sei nada sobre o Ban ;x ! Se a Ayame sabe? Tbm não faço ideia ;) OKASPOAKSOPKAPOKSKSOKSA

Eu adoraria estar no lugar da Kagome, pra ficar duas semanas na casa com o Miroku e visitinhas do Inu :P OKOAPKSOPAKPSKOPAKS Espero que goste do cap! Beeeeijos ;*

RuffzK: Oi, que boom que gostou, e obrigada, fico feliz que goste do jeito que eu escrevo, mesmo *-* O Inu só não apareceu porque não teve oportunidade mesmo, mas calma, esse é só dele ;) OKASPOKSKOSPKSA Beeeijos ;*