Capítulo quarenta e um: Game over
Por Kami-chan
A cena dentro do ambiente amplo podia ser triste, mas cada um daqueles corações tinham bons motivos para sorrir. De todos os tubos e vias de acesso ligadas a Deidara, Ino pouco via do coma do amado, via apenas seu peito descendo e subindo com o som dos bips de monitoramento. Para ela não havia dor ali, havia a força de vontade em sobreviver, e ele iria tirar de letra, ela sabia.
A loira não tinha mais medo de perder seu amado. Ajudava Kakuso a checar todos os detalhes, Sakura já tinha feito tudo o que podia pelo loiro naquele dia, e ainda faria mais quando o mesmo suportasse mais cirurgias, então o monitoramento do Iwa ficaria nas mãos de Ino e Kakuso.
A loira não queria dividir esse tempo com mais ninguém, queria poder cuidar de seu amado sozinha, mas o próprio Kakuso e Pain a convenceram que a líder tinha que decidir quais seriam os próximos movimentos da Aaktsuki. O ruivo portador do Rinnegan ainda acreditava que ter todos reunidos naquele hospital deixava a equipe toda vulnerável demais. Segundo o mesmo, a barreira criada por eles era forte, mas não era inabalável.
Por isso Ino não podia se prender somente à recuperação de Deidara, pois eles tinham que estar portos para qualquer tentativa de ataque. Ainda assim, ninguém tiraria d aloira o direito de passar seu tempo ao lado do amor que quase perdeu.
Pain e Konan estavam na mesma sala ampla, um pouco mais afastados do casal de loiros por recomendação de Sakura. Tanto a pequena filha do casal quanto a Deidara sofriam grandes risco de infecção e por isso eram mantidos afastados.
Afora também o fato de que Ino preferia sentar de costas para o casal feliz, foi sábio o homem que um dia disse que o que os olhos não veem, o coração não sente. No caso dela, preferia também não ouvir os clamores e conversas animas do casal, que fazia planos para a menina recém-nascida.
Pain estava em pé ao lado do largo leito onde a amada estava deitada, segurando-lhe a mão pequena enquanto viam Sakura acomodar o bebe dentro do berço fechado, que parecia ser grande demais para o corpinho tão pequeno da prematura. A rosada terminava de arrumar tudo e fechar o berço, deixando o mesmo ao lado do leito de Konan.
– Ela parece tão frágil. – Disse Konan admirando a filha através das paredes de acrílico transparente.
– Mas ela não é! – Brincou Sakura, afastando-se da pequena família.
Apesar do corpo esguio e pequeno de um prematuro, após o susto que deu nos pais e que resultou com uma porção da vida de seu pai inflada em seu peito, a filha do casal da chuva não podia ser considerada frágil. Sakura tinha a colocado naquela proteção apenas por precaução e fez questão de deixar isso claro ao casal.
– Já escolheram um nome para ela? – Perguntou a rosada, já ao lado de Itachi.
– Na verdade – começou a azulada, olhando do ruivo ao seu lado para o casal em sua frente. – Nós achamos que Sakura-san e Itachi-san poderiam escolher o nome de nossa filha.
Terminou apertando com mais firmeza a mão de Nagato que se prendia a sua. Os casais se encararam de frente, as meninas sorriram de uma para outra. Itachi direcionou um breve aceno com a cabeça para Pain.
O ruivo era o único ninja que conhecia que temia. Desde que Ino e Sakura tinham entrado para a organização e mudado algumas coisas, além de temido, Nagato passou a ser também admirado pelo Uchiha. Por isso para Itachi, a missão dada a si e Sakura pelo casal era mais do que uma honra, era uma grande responsabilidade.
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Sasuke andava de um lado para o outro impaciente, Yuriko estava atrasada. Aquela garota estava ficando cada dia mais insuportável. Sasuke se puniu em pensamento por não ter tido a ideia de trazer junto consigo um pedaço da pele das costas do filho dela para fazê-la lembrar do porque de dever fazer exatamente tudo o que ele lhe mandava. Talvez tirasse a dela quando chegasse.
Havia uma capela de religião ocidental do lado de fora do hospital. Era pequena, havia quatro bancos de madeira da triste imagem de um homem seminu pregado em uma cruz. Sasuke olhava a mesma com curiosidade, não sabia qual era a história daquela religião ocidental, mas aquela expressão de dor nos olhos abaixo de uma testa rubra em sangue, causada por uma coroa de espinhos posta no topo da cabeça modulada por longos fios escuros de cabelo.
Toda a imagem o fazia imaginar os traços de Itachi naquele homem, pregado pelos punhos e tornozelos. E no lugar da lança que lhe atravessava o peito o Uchiha podia ver claramente sua katana.
Aquele era seu lugar de encontro com Yuriko nos horários em que a mesma estava trabalhando. No começo era ali que ela lhe trocava a as ataduras e fazia novos curativos, depois, as feridas de Sasuke já estavam todas curadas, mas ele ainda ia até ali para receber analgésicos. Era um local seguro, ninguém nunca ia até ali.
Depois que os Akatsukis haviam se trancado naquele hospital, era dali de dentro que o moreno pensava em meios de entrar naquele lugar, ou apenas para poder vigiar toda a movimentação. A falta de atitude de Yuriko, quanto a lhe trazer informações também o mantinha cada vez mais presente, exigindo atitudes da jovem mão atormentada.
E em cada dia que voltava àquele lugar Sasuke sentava no mesmo banco, na mesma posição admirando aquela imagem central de dor; todos os dias imaginava o rosto do irmão. O que mudava às vezes era o final, algumas vezes sua katana enterrada no peito de Itachi levava a luz do chidori, para mostrar-lhe o máximo de jutsus que sabia fazer ao irmão perfeitinho, em outras ele apenas atravessava a lâmina e o via morrer de forma mais lenta.
Com certeza queria ver o irmão sofrer muito antes de morrer. E iria.
A vaga luz que entrava pela porta estrita da capela oscilou denunciando a passagem de alguém. O moreno se quer se levantou, os orbes opacos se moveram na direção da garota que vinha em sua direção, não suportava mais Yuriko.
– Está atrasada, é claro. – Disse o Uchiha.
– Cada vez mais funcionários estão se demitindo, por causa da invasão no hospital. Estou fazendo o trabalho de quatro pessoas, não posso ficar saindo o tempo todo.
– Você vai fazer o que eu pedir, esqueça o maldito hospital, você tem que se preocupar com o que é de meu interesse. Sabe por que, porque se você não conseguir o que eu quero de uma vez, vou matar o seu pequeno filho de sede e de fome.
– Eu fiz o que pediu. Encontrei hoje a garota que você falou, cabelos cor de rosa, olhos verdes. – Disse a morena sentindo o corpo tremer, não aguentava mais aquela situação. – Mas só vou o ajudar a entrar sem ser notado se libertar meu filho e me der tempo suficiente para garantir que ele ficará bem.
– Tsc... – O moreno se levantou andando a passos lentos e firmes na direção da garota. – Encontrou Sakura mesmo ou apenas ficou tão demente que achou que poderia negociar comigo?
– Ela está lá. Salvou a vida de um bebê que eu estava monitorando por longos minutos já, ele iria morrer se ela não o tivesse curado com uma luz verde que saída de suas mãos.
– Se ela interagiu com um paciente seu é porque saiu da toca, não é?
– Solte o meu filho Sasuke!
– Eu não posso, tenho outros negócios para fazer antes. Mas não se preocupe, ele está muito bem amarrado não irá a lugar nenhum, e também, faz apenas três dias que eu parei de dar comida a ele.
– Não vou mais ajudar você! Eu percebi que você não quer ou não pode usar essa coisa de chakra, eu senti uma vibração quente estranha quando Sakura usou ao meu lado. Eles devem sentir muito mais, se você usar eles vão saber que está aqui! Você não tem mais como me chantag...
– Eu não preciso de chakra para matar uma pessoa insignificante como você. – Disse o moreno prendendo a jovem mulher pelos cabelos, com um único puxão Yuriko estava ajoelhada no chão diante aos seus pés. – E para que saiba, não há mais motivos para eu voltar a sua casa depois de matar você, Yuriko, espero que escute bem e que leve minhas palavras para a eternidade. Você jamais encontrará a paz nem nesta vida nem na próxima, pois a sua burrice matou o seu filho, o bastardo Yuu irá morrer de sede e de fome; vítima de abandono pela própria mãe.
Dito isso Sasuke segurou sua katana pelo cabo na vertical com a lamina para baixo. Um dos seu joelhos forçavam contra o peito da mulher enquanto os dedos ainda estavam firmes entre as mechas, segurando a cabeça da morena com o olhar para cima. Não mais que trinta centímetros separavam a face de Sasuke da de Yuriko e a katana desceu firme contra o corpo da menina, rente na região entre a articulação entre a clavícula e o esterno, rompendo de imediato a carótida e mais a fundo, tomando a vida alheia ao perfurar o arco da artéria aorta.
Rápido, limpo, e estava feito. Agora era só encontrar Sakura.
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O dia estava quente e claro, o céu estava sem uma nuvem sequer. Nada naquele clima suave denunciava tudo o que estava prestes a acontecer, talvez apenas a calmaria extrema.
Sasuke limpou o sangue da lâmina de sua katana na roupa de Yuriko e a deixou para trás. Não havia sentido em arriscar uma exposição ao tentar se livrar do corpo da garota, além do mais, quando alguém fosse levado até a capela pelo cheiro da morte, já estaria muito longe dali. E pretendia ter pelo menos mais uma morte em sua conta, quem sabe duas.
Deixou a capela para trás sem nenhuma preocupação, sua mente trabalhava unicamente em encontrar um meio de entrar no hospital sem ser pela porta da frente. E talvez fosse justamente a morte quem lhe ajudaria, o morgue devia ser um local com pouca vigilância na situação atual do hospital. Sem falar que com certeza devia ser no primeiro andar para facilitar o acesso dos carros das funerárias.
Tinha apenas que encontrar o lugar sem ser visto. Provavelmente ficava nos fundos, nenhum hospital deixava a sua carga e descarga de mortos à altura da visão de todos.
E de fato não foi difícil de encontrar, sem vigias, apenas uma porta ampla e lisa, trancada para manter longe os curiosos. Ao lado um vitro amplo e estreito que permanecia sempre aberto para manter longe o odor, não seria fácil entrar, mas também não seria impossível. Do lado de dentro da sala, além de macas levando volumes completamente cobertos por lençóis, havia apenas uma porta, e esta podia dar somente para um lugar; o interior do hospital.
O moreno seguiu pelo corredor comprido com cautela. Não poderia mostrar seu chakra ali dentro, logo, não poderia ser visto. Se as placas estivessem o conduzindo ao local certo, teria que ir até o final daquele corredor e subir o elevador à esquerda para chegar ao dito bloco cirúrgico.
Não seria nenhum pouco difícil chegar, em nenhum momento viu o tal platinado que carregava uma foice. Ou um homem com cara de tubarão, hm, o tal do Kisame. Tsc, daria um jeito nesse demônio também, pois este era parceiro de seu irmão.
O corredor em que estava levava o nome de cirúrgico, e estava completamente vazio. Era estranho não ver nenhum movimento, mesmo com Yuriko tendo o dito que ninguém podia entrar deste corredor em que estava adiante, pelo menos os Akatsukis tinham que estar por ali. Mas estava fácil demais...
Já tinha até mesmo chegado em frente ao elevador que o separava de seu destino.
Bastou apenas o pensamento para ouvir o barulho dos cabos do elevador se movimentando. Escondeu-se atrás de uma viga que sustentava um extintor de incêndio no exato momento em que as portas de aço do elevador se abriram, expondo ao seus olhos exatamente as duas pessoas que procurava. E por mais que já esperasse encontrá-los próximos, jamais imaginou ver Sakura saindo daquele elevador de mãos dadas com seu irmão.
– É uma grande responsabilidade, não é? – Comentou a rosada olhando de esgueira para o Uchiha mais velho.
– Apadrinhar a filha de Nagato? É. – Disse fazendo a rosada rir.
– É, ela provavelmente dará trabalho. Para onde estamos indo? – Quis saber a medi-nin
– Eu peguei um quarto dessa ala para nós enquanto você estava pegando as coisas para acomodar o bebe.
– Será bom desligar um pouco a cabeça disso tudo. – Disse sorrindo ao namorado.
– Acha que essa situação se estenderá por quanto tempo mais? Não será nada bom para a equipe ficar tão exposta por tanto tempo.
– Eu não sei, Deidara tem que ficar melhor. O tempo para podermos ir embora dependerá apenas dele.
Por trás da pilastra, Sasuke os acompanhava com o olhar, e contou três quartos à esquerda. Os dois tinham entrado no terceiro quarto do corredor, aquilo não fazia sentido, Sakura e Itachi conversavam com intimidade, mostrando uma sintonia incompatível com o assassino.
Ao ouvir o som de porta se fechando o mais novo seguiu pelo mesmo corredor, entrando um quarto antes do o que eles haviam entrado. O quarto tinha uma janela ampla em direção a rua, quem diria que eles o ajudariam evitando de fazê-lo ter que subir ao segundo andar. Pular a janela foi simples para poder se aproximar da janela do quarto ao lado.
Dentro deste o Uchiha mais velho tirava uma toalha de banho de cima da cama, Sakura riu fazendo algum comentário que não pode ouvir, tentando puxar a toalha das mãos alheias. Em resposta Itachi puxou o pano para si, trazendo junto a rosada que teve sua cintura abraçada pelo moreno.
O casal girou dentro do quarto, aproximando-se mais da janela. Mesmo a distância era visível o raro sorriso no rosto do moreno de expressões marcantes, era estranho ver os olhos tão frios do irmão presos em sua antiga colega de equipe, e cheios de vida.
O cenho de Sasuke se franziu ao ver o beijo trocado pelo casal, aquilo era nojento. Era impossível dizer por aquela cena quem era que estava fingindo, se Sakura ou seu irmão. Por fim, se não existisse fingimento, o ato da ex colega a tornava tão desprezível ou mais que Itachi. O beijo findou e àquela distancia ele podia ouvir o que era dito pelos dois.
– Esta toalha está molhada, pode ir pro seu banho que eu acho outra para você. – Disse o moreno.
– Então eu demorei tanto assim lá em cima que deu tempo de você escolher um quarto e ainda tomar um banho?
– É. E eu ainda fui buscar você lá em cima.
– Tá, vou tomar meu banho depois dessa nee.. – Disse com um falso ar de desapontada, se soltando do moreno, seguindo para o banheiro que ficava dentro do quarto mesmo.
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Havia uma guerra lá fora, e eles deveriam estar alertas o tempo todo, mas não estavam. Havia uma guerra lá fora, pessoas que eles conheciam e amavam estavam morrendo, a equipe estava frágil e desfragmentada, coisas demais estavam pesando sobre seus ombros; justamente por isso tudo o que mais queriam era um momento desligados de toso o resto. Havia uma guerra lá fora e amanha poderia ser tarde demais, mas hoje eles tinham a oportunidade de esquecer pelo menos um pouco de todo o resto.
Talvez se estivessem atentos ao clima hostil da guerra perceberiam a presença do inimigo do lado de fora, mas estavam temporariamente seguros dentro da barreira. Ela tinha sido feita justamente para não serem atacados de surpresa, afinal todos eles sentiriam se a barreira fosse quebrada. Não haveria problema em se desligar do mundo por alguns momentos, Deidara estava com Ino e Kakuso, e Konan estavam bem com Pain e sua filha.
Nem mesmo o cansaço passava pela cabeça do casal que se beijava no centro do quarto. Havia uma saudade insaciável entre os dois corpos, e talvez também a necessidade do aconchego dos braços alheios.
Sakura encontrou o namorado terminando de tirar um edredom esterilizado de dentro de uma embalagem a vácuo, pousando o mesmo sobre a cama leito larga do quarto de hospital. Só não era engraçado ver que Itachi sabia fazer de tudo um pouco, pois sabia bem os motivos que fizeram o moreno aprender a se virar sozinho.
A rosada estendeu o braço tocando o ombro do amado, logo estendendo o toque aos fios longos de cabelo. Perdendo o contato quando o moreno se virou de frente para si, Sakura tinha os cabelos úmidos pelo banho e vestia apenas um roupão branco com o nó folgado. A fenda ampla do decote mostrava muito da pele branquinha, mas escondia-lhe os seios.
– Desse jeito fica difícil de deixar você descansar. – Disse admirando o corpo da amada.
– Você é o meu maior alento! – Respondeu se aproximando ainda mais, tocando a pele do abdome do moreno por sob a camiseta, enquanto deixava que seu rosto se encaixasse na curva do ombro em sua frente.
Cercar o corpo da rosada com seus braços fora o primeiro instinto, deixando que as mãos pousassem em um ponto indefinido entre o final de sua lombar e o bumbum. Mas logo uma delas subiu pelo corpo da menina par tocar-lhe o queixo e guiar o rosto feminino na direção ao seu.
Através das frestas da ampla janela Sasuke pouco acreditava no que via. De nojento, cada ato dali para frente se tornaria uma piada para si.
Em um movimento do casal, o espectador viu a mão da rosada se mover sob o pano da camiseta de Itachi, subindo-a pelas costas em carinho firme. Com um movimento do irmão, o beijo tinha sido quebrado e a pele branca do pescoço de Sakura era provada enquanto uma das mãos do Uchiha expunha um dos ombros dela.
A face da rosada se ergueu em direção ao teto, expondo ainda mais seu pescoço e oferecendo o colo ao Uchiha. A expressão no rosto da ex colega dava sons ao filme mudo que Sasuke assistia. A distância dos dois não o permitia ouvir nada, ainda.
Os lábios do irmão dançavam sobre a clavícula da menina e retornava ao pescoço, buscando entre os sussurros de Sakura um ponto mais sensível quase no meio do pescoço, mais para trás. Uma de suas mãos estava pousada atrás do pescoço da menina, e a outra descia sorrateiramente até o no frouxo do roupão, soltando-o.
A mesma mão continuou descendo, encontrando espaço além do pano pesado da peça, tocando a pele do abdome da rosada, escorregando-a além para fechar-se com firmeza contra os músculos de sua coxa. Forçando a mesma e parte de seus baixos ventres para mais perto um do outro, Itachi afastou a parte superior do corpo de Sakura de si para apreciar a nudez.
Afastando-a de modo em que o corpo da Haruno ficasse curvado para trás, fazendo com que o pano do roupão escorregasse, a mão livre deu sustentação ao corpo exposto enquanto seus lábios buscavam um dos seios modestos, mas bem desenhados da kunoichi. Ter o órgão quente e unido do amante tocando-lhe em pontos tão sensíveis fez seu corpo arrepiar-se instantaneamente, e como que para mostrar-lhe de que aquilo era apenas uma amostra do que viria, Itachi abandonou a estrutura que tocava com a boca para beijar novamente a amada.
Sasuke estava estático. Pensou em Sakura sendo forçada a estar ali, pensou até mesmo na possibilidade dela estar ali disfarçadamente, mas nunca pensou que a encontraria descendo tão baixo, servindo de meretriz para Itachi, aparentemente por livre e espontânea vontade. Sabia que ela era fútil, mas não sabia que podia descer tão baixo. Ainda assim, precisava ver até onde aquilo ia dar.
E o beijo que já não tinha começado calmo, tinha se tornado quase selvagem. Uma das mãos de Itachi permanecia firme na coxa de Sakura, alisando o músculo com devoção, o outro braço estava servindo firmemente de apoio para a cintura da rosada. Por sua vez uma das mãos de Sakura estava firmemente presa entre os fios de cabelo do Uchiha enquanto a outra o puxava para si pelo pano da camiseta que este vestia.
Suas línguas se enroscavam em uma sintonia perfeita, algo único deles. Era como se já se conhecessem completamente, mas ao mesmo tempo sempre tivessem algo novo para descobrir. O moreno os virou mais uma vez no quarto, deixando a rosada de costas para a cama, mas antes de começar a estimular Sakura a dar passos para trás, fez questão de deslizar suas mãos por seus ombros, fazendo o tecido do roupão fazer um som característico ao cair embolado no chão.
Finalmente suas mãos puderam percorrer pelo corpo completamente nu da amada, sentindo a energia única daquela pele lisinha e macia. A expedição fazia a palma de sua mão formigar, todas as células de seu corpo se excitavam ao imaginar toda a maciez do corpo da rosada sob si. Toda a superfície de seu corpo exigia um contato direto com aquela pele lisinha.
Itachi fez a rosada se sentar sobre as pernas em cima da cama e logo em seguida se ajoelhou atrás da mesma, com as pernas esticadas sem ficar mais baixo do que ela. O moreno juntou os braços da menina para trás, fazendo com que as mãos dela se entrelaçassem uma a outra, imediatamente Sakura olhou para cima, buscando alguma resposta no rosto do moreno, encontrando apenas um sinal de que era para permanecer daquela forma.
De perfil, da janela onde estava, o Uchiha mais novo viu ela voltar seu olhar para frente, de olhos fechados para esperar o próximo movimento de seu irmão. Sakura sentiu os dedos do moreno em seus cabelos, juntando-os em um único monte torcido em um coque mal feito e preso com a borrachinha que costumava manter os fios longos do moreno presos. Até mesmo o toque casto das pontas de seus próprios fios em seu pescoço faziam sua pele responder ao estímulo.
Logo o moreno tirou sua própria camiseta, a jogando para fora da cama. Neste momento Sakura abriu os olhos e se moveu sobre a cama com o intuito de se virar de frente para o namorado, mas o mesmo a impediu, mantendo-a naquela mesma posição.
Sem mais nenhum contato entre seus corpos, a rosada sentiu o ar da respiração do moreno na pele de seu pescoço, a fazendo virar a cabeça para baixo e para o lado oposto ao que o moreno se aproximava, expondo uma área maior de pele. A língua do mais velho percorreu a região por inteiro em uma longa linha, para logo em seguida assoprar a pele umedecida por si, fazendo Sakura apertar com forças suas mãos.
Não demorou para sentir o toque dos lábios do moreno na região mais uma vez, desta, em formato de pequenos beijos suaves e castos enquanto suas costas eram seguras por ambas as mãos de Itachi. Firmes, uma em cada lateral de sua lombar, os polegares estavam bem posicionados no meio de sua coluna, e enquanto distribuía beijos pelo pescoço alvo, suas mãos subiam e desciam em um estímulo firme que chegava a movimentar o corpo da rosada com o movimento lento para cima e para baixo.
Seus movimentos eram curtos devido a posição dos braços da menina para trás. Por fim, terminou a carícia descendo suas mãos pela lateral do quadril, tomando as coxas, tocando-as até a extremidade dos joelhos enquanto descia seus beijos até o ombro, onde deixou uma leva mordida. Tomando o rumo das costas de Sakura para deixar beijos mais possessivos enquanto agarrava ambos os joelhos dela com firmeza, puxando-os com a devida força para abrir mais espaço entre as pernas da menina.
A Haruno era toda entrega aos atos do amado, gostava daquela sensação de estar de costas para si, de não poder prever onde e como será cada movimento. Seu corpo inteiro vibrava pedindo por mais desses toques firmes e inesperados.
No momento seguinte, uma das mãos de Itachi buscou seu queixo, virando seu pescoço até que seus rostos se encontrassem para mais um beijo. Enquanto isso a outra mão do moreno subia novamente a coxa da Haruno, pela face interna, arrastando os dedos em uma caricia de fogo que terminou na intimidade da rosada.
Sakura gemeu entre o beijo ao sentir-se estimulada pelos dedos longos que deslizavam por sua intimidade, buscando entre a mesma o pequeno órgão super estimulável que fazia a kunoichi gemer mais alto cada vez que era esmagado pela massagem suave dos dedos que se tornavam cada vez mais escorregadios pela região.
Mesmo ouvindo pouco dos gemidos que agora já eram audíveis a distancia, era evidente para qualquer um que os visse o quanto ambos estavam excitados. A menina pelos estímulos, ele por cada resposta dela.
Itachi soltou o queixo da rosada para libertar a mesma do osculo, enquanto isso a mão recém liberta tomou para si um dos seios. Os gemidos dela o estimulava a mais, e novamente a mão subiu até a face da medinin, infiltrando seus dedos através dos lábios entreabertos, afastando-se um pouco para poder admira-la naquele momento. Sakura chupava os dedos do moreno, e ao sentir-se levemente afastada do mesmo passou a mover seu corpo aumentando a fricção entre os dedos de Itachi e sua intimidade ao rebolar sobre os dedos do moreno.
Fora uma cena que fez o Uchiha gemer junto com a rosada, removendo seus dedos de dentro da boca pequena, levando os dedos úmidos novamente ao seio dela, estimulando o mamilo ouriçado. Sakura deitou sua cabeça no peito do rapaz, buscando a conexão de seus olhares, as mãos entrelaçadas às suas costas se soltaram e buscaram cegas o corpo do moreno, encontrando e estimulando a ereção por sobre o tecido das roupas do mais velho.
Suas faces se aproximaram mais uma vez e suas línguas iniciaram um novo beijo, as mãos da menina tatearam até encontrar a barra da calça usada por Itachi as descendo com a ajuda do mesmo até mais da metade de sua coxa. O moreno gemeu por alívio e logo em seguida por sentir o toque da pele macia das nádegas da rosada se roçando contra seu membro em um estímulo diferente.
Sem precisar de nenhum convite a Haruno se virou ficando de frente para o namorado, sentando-se em seu colo. Tomando as rédeas da situação para si, enroscou os dedos nos fios de cabelo do namorado, de um jeito que gostava de fazer, tomou a boca de Itachi para si enquanto insinuava o ato ao roçar sua intimidade úmida na dele.
O moreno gemeu com o toque, o calor emanado daquela região do corpo dela o fazia ansiar por senti-la completamente sobre sua intimidade. Suas mãos seguiram diretamente para o bumbum da rosada a erguendo e a fazendo encaixar-se precisamente em seu corpo. Sakura gemeu mais alto ao senti-lo completamente dentro de si, suas mãos foram parar nos ombros do moreno, enquanto que as dele estavam sobre a cintura dela.
Sakura subiu seu corpo fazendo o membro do Uchiha sair quase completamente de dentro de si, e logo em seguida retomou a posição fazendo-o entrar novamente em si. O moreno fechou os olhos para usufruir mais da sensação, lentamente, ela se movia com movimentos longos. Logo as mãos do moreno não resistiram e enquanto uma colava o tronco de Sakura contra o seu, a outra voltou a tocar uma dos seios da menina, estimulando o outro com os lábios.
Para não desfazer a posição a rosada passou a rebolar no colo do moreno, super estimulando a ambos com aqueles movimentos circulares completamente dentro de si. O prazer transbordando de seus poros, fazendo seus corpos ficarem levemente cobertos por uma fina camada reluzente de suor.
O mamilo estimulado da menina foi liberto em meio a um gemido mais alto do Uchiha. A kunoichi aproveitou para empurrar Itachi, fazendo-o deitar completamente na cama, as mãos da rosada logo desceram para o abdome do amado para a ajudar com os movimentos de sobe e desce que voltava a fazer, cada vez mais rápidos e curtos enquanto o casal gemia juntos, observados pelo rosto passível de expressões do irmão mais novo de Itachi.
A única coisa aproveitável dessa história para si era que se o irmão realmente sentia algo pela meretriz, sua vingança seria melhor ainda. Com certeza torturaria muito aquela desfrutável antes de matá-la na frente de Itachi.
Em algum momento dentro daquele quarto as posições mudaram, e Itachi arremetia contra o corpo de Sakura com movimentos frenéticos que faziam até mesmo os barulhos da cama se movendo serem ouvidos por Sasuke. O mais novo achou absurdamente patético o volume do grito dado por ambos ao atingirem o clímax da relação, e mais patético ainda a forma como o irmão acomodou Sakura em seus braços depois disso. Era quase como se ele fosse capaz de realmente amar alguém; patético.
Com certeza iria rir muito da morte que daria àqueles dois.
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Alheios ao temporal que os cercaria, Ino e Pain faziam planos para o futuro da organização. Ambos sabiam que não poderiam apenas ficar ali naquele lugar esperando que a guerra deles terminasse sem sua participação. A barreira em torno da cidade os dava segurança, mas não era inquebrável e ficar todos presos dentro de um único prédio era como montar uma armadilha contra si mesmos.
– Penso que deveríamos sair para fazer perícia de território. – Disse Ino – Cedo ou tarde nossa localização será descoberta, o simples fato de haver uma barreira em torno de uma aldeia sem tradição shinobi já é um indício de que há algo aqui.
– Concordo com você. Konoha está quieta demais. – Respondeu o ruivo.
Os dois conversavam em baixo tom, Konan dormia e Kakuso tentava encontrar uma posição confortável em uma poltrona reclinável perto de Deidara. O mais velho estava cansado, gostava daquele trabalho que envolvia seus dons medicinais, mas não tinha mais pique para tanta vigia. Esse trabalhão cansava mais seus ossos do que numa longa odisseia de batalhas.
– Vou chamar Itachi, Sakura, Hidan e Kisame, vamos traçar nossos próximos passos – Disse a loira saindo do quarto logo em seguida.
Ino sabia que aquela guerra levava um ar estranho demais, apenas sua fuga e de Sakura não poderiam causar tanto barulho. Fazia mais de duas décadas que Sasuke tinha tomado a mesma decisão de abandonar a vila, e nada além de gritaria e correria tinha sido feito. Mas Konoha estava agindo de forma diferente agora, e isso não fazia sentido.
Não queria incomodar Sakura, baseando-se no cansaço de Kakuso, Ino podia imaginar o quão pior a amiga estava. Talvez o correto fosse deixar a amiga fora da ronda. Presa nestes pensamentos entrou no elevador, tinham que agir com cuidado, tomar uma decisão precipitada agora poderia fazer dessa guerra estranha uma situação de calamidade.
Em um quarto do corredor daquela ala, Itachi observava a amada dormir. Fazia horas que estavam ali, em algum momento Sakura tinha acordado com frio, mas sua situação de cansaço era tão grande que fora o moreno quem a vestiu com a capa negra da organização para esconder-lhe a nudez com algo quente. Parecia que o corpo de Sakura finalmente tinha sucumbido ao cansaço de tudo o que tinha feito praticamente sozinha desde que acordou do genjutsu de Madara, ela estava tão cansada que mesmo acordada parecia nem sentir que o moreno movimentava seu corpo para vesti-la.
Estava realmente admirado com a atuação de Sakura, ela não era uma kunoichi com muita reserva de chakra, mas ainda assim fez grandes coisas. Estava impressionado principalmente com a rapidez com que ela conseguiu usar seus novos dons.
Entretanto, toda a atenção do moreno do moreno foi roubada quando o mesmo sentiu o chakra de Ino se movendo em sua direção. Itachi se levantou e vestiu suas roupas, queria ir ao encontra da menina antes que ela chegasse ao quarto e corresse o risco de interromper o descanso de Sakura.
Mal sabia ele o que estava deixando para trás.
– Estava me procurando? – Perguntou ao encontrar a líder no meio do corredor.
– Você e Sakura.
– Ela ainda está dormindo, está exausta.
– Deixe-a descansar então, mas venha comigo. Vamos atrás de Hidan, temos que tomar algumas decisões.
– Não se acaba com uma guerra sem tomar nenhuma atitude. – Disse o moreno.
– Não é! – concordou a loira sem ânimo algum.
Juntos em uma sala diferente da de onde Konan e Deidara estavam descansando, o restante do grupo conversava sobre a situação. A opinião de que estarem presos ali era mais prejudicial ao grupo do que benéfica era unânime, Ino queria que Sakura, Kakuso, Pain, Konan e o bebe voltassem para a sede, mas Itachi expôs o que Sakura tinha lhe dito sobre a situação de Deidara.
Ainda assim, ficar parados não era uma opção. Hidan se ofereceu para rastrear a área, para ele, Pain e Itachi era claro que se havia algum grupo pequeno como eles, mas não tão forte, querendo tomar sua posição, essa seria a hora exata para atacar. Pain sabia por experiência antiga que havia mais de um pequeno grupo mercenário querendo a fama da Akatsuki.
Então após quase uma hora de planos e contornos, foi decidido que Sakura, Ino e Pain deviam ficar no hospital. Os demais iriam a campo, Hidan e Kakuso iriam atrás de ameaças e Kisame e Itachi iriam atrás de informações sobre os movimentos de Konoha.
Eles estavam terminando de acertar detalhes quando todos sentiram aquilo que não queriam. O silêncio fez-se pleno quando todos se olharam sabendo que a barreira colocada em torno da cidade havia sido rompida.
– O que há? – Questionou Kisame olhando para Pain, e após um minuto de concentração o mesmo soube o que dizer.
– Acho que seu irmão resolveu nos visitar Itachi.
– Mais uma vez esse cara? Nee Itachi, seu irmão é um saco. – Disse Hidan.
– Mas ele está... se afastando – Disse o ruivo com estranheza.
– E que propósito há nisso? Uma armadilha? – Questionou Ino.
– Não sinto a presença de Sakura. – Disseram Pain e Itachi ao mesmo tempo.
