Capítulo quarenta e dois: The final zone

Por Kami-chan

– Não estou mais sentindo a presença de Sakura – Disseram Pain e Itachi ao mesmo tempo.

– Que? Como assim? – Perguntou Ino, incrédula.

– Ele a levou com certeza. – Respondeu Itachi.

– Isso não faz sentido, Sasuke quer você e não Sakura. – Disse Kisame.

– Exatamente. – Foi tudo o que o moreno disse, não que precisasse de algo mais.

– Como Sasuke a ligou a você? – Perguntou-se Ino em voz alta.

– Não interessa, não interessa o motivo e nem a forma como ele conseguiu fazer isso. Importante agora é garantir que ela esteja bem.

– Nagato... – A voz baixa e doce de Konan invadiu a sala.

E da mesma maneira como se a azulada tivesse gritado, todos os presentes voltaram sua atenção para a imagem dela com a pequena bebê nos braços, ocupando o espaço da porta. Konan se aproximou da equipe e explicou que tinha acordado com o rompimento da barreira, entretanto, o motivo para estar ali era outro.

– Sinto o irmão de Itachi se afastando, Sakura está com ele, mas a presença dela é muito fraca; com certeza está desacordada. No entanto quando a barreira caiu sete frequências de chakra desconhecidos entraram na cidade. Sinto pela maneira como se movem que não sabem que estamos dentro deste prédio, mas não vai demorar muito para descobrirem. Não fazem o estilo de Konoha.

– Era sobre o que discutíamos o som da guerra já chegou a ouvidos estrangeiros. – Disse Pain.

– Merda. – Ino crispou. – Itachi nós vamos atrás de Sakura, mas temos que impedir qualquer um que se aproxime desde hospital antes. Pain, fique aqui e use os corpos para barrar outras entradas do hospital, Sasuke nos mostrou que há outras maneiras de entrar aqui. Você fica aqui com Konan, o bebê e Deidara, o resto de nós irá despachar os intrusos.

– Não se preocupe, eu não vou sair correndo de forma imprudente atrás deles. Sakura estava em um nível muito alto de exaustão, acredito que apenas por este motivo Sasuke conseguiu levá-la.

– Para onde acha que ele a levará? – Perguntou Kisame.

– Espero que ela mesma me diga assim que acordar. – Concluiu o moreno.

– Não é arriscado demais, Itachi-san? E se Sasuke a machucar antes que acorde. – Questionou o tubarão.

– Não acredito que isso possa acontecer. Sasuke entrou aqui sabendo que Itachi estava aqui dentro, e Itachi ainda é o alvo dele. Ainda assim ele quis apenas levar alguém próximo dele, é uma isca para levar Itachi até onde ele está. – Disse Konan.

– Mais do que isso, Itachi matou as pessoas que Sasuke amava, este é o principio da vingança. Agora Sasuke levou a pessoa que Itachi ama. – Completou Ino.

– Ainda não entendo como ele ligou Sakura a você Itachi. – Disse Hidan.

– Foi apenas o tempo de eu sair do quarto para ele entrar e a levar, não foi coincidência. Ele não teve que procurar por ela, apenas esperou que eu saísse para entrar no quarto certo. Ele não usou chakra, pois só sentimos sua presença quando a barreira caiu. Ele estava de tocaia nos observando dentro daquele quarto.

– Eu concordo com Konan, Itachi, ele não vai tentar feri-la até que você esteja perto o suficiente para sentir. – Disse Pain.

– É arriscado, mas pensando desta maneira, prefiro que Sakura acorde antes que eu os encontre. – Disse o moreno.

– Nós Itachi. Nós estaremos lá com você. – Disse Ino.

– Desculpe Ino, se tratando de Sasuke acredito que a presença de todos o faria agir com medo, e isso seria desastroso. É melhor que eu vá sozinho, conheço os pontos fracos do meu irmão.

– Concordo com Itachi, Ino. – Disse Konan.

– Eu também. – Disse Pain.

– Certo. – Disse Ino a contra gosto, apertando os dedos contra a palma de suas mão com força.

A loira queria ter seu encontro com Sasuke e jogar contra o moreno toda a raiva que sentia por tudo que o Uchiha a fez perder. Pelo estado que tinha deixado Deidara.

– Agora vamos todos lá pra fora, não matem os inimigos. Reúnam todos eles no gazebo no centro da cidade e façam eles falar, Hidan pode matar todos depois de conseguirmos as informações. Itachi irá atrás de Sakura, e nós vamos fechar a cidade novamente depois que ele sair. Hidan, depois de conseguirem todas as informações, você irá até a vila dos invasores e jogará o que sobrar dos corpos deles aos pés de seu líder e vai deixar claro que é isso o que vai acontecer com qualquer um que tente nos alcançar, leve Kakuso-san com você.

– Hai – Disse o platinado, sendo seguido por todos os outros.

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– Isso é nostálgico, não é? Você e eu caminhando em busca de algo. – Disse o eremita afim de conseguir iniciar uma conversa com a pupilo.

Já havia três dias que tinham tido aquela conversa sobre Sakura, Ino e a Akatsuki, e justamente aquela, tinha sido sua última conversa. Jiraya não sabia se Naruto tinha se calado por ainda não crer na história que tinha lhe contado, ou se de sua maneira, estava tentando encontrar um sentido e um rosto para o protagonista daquela história.

Apenas uma coisa era certa, estivera tão compenetrado em Tsunade e em como ajudar a loira a superar mais esta tormenta, que acabou se esquecendo de Naruto. A Akatsuki estava agindo de forma muito diferente da que costumava, e estranhamente não mostrava nenhum interesse no biju selado no Uzumaki, Naruto também contava com a supervisão permanente de sapos de sua inteira confiança.

Sem perceber, deixou Naruto de lado, e agora o aluno lhe era irreconhecível. Calado, olhos sem vida, movimentos calculados e mudos. Ainda era o shinobi que mesmo sem saber deixava a sombra do pai cada vez mais para trás, mas ao mesmo tempo estava cada vez mais distante "daquele Naruto", um que nasceu muito antes do Uzumaki.

E pela primeira vez Jiraya temeu estar certo, pois se a suposição que fazia do tão temido bando que se denominava Akatsuki estava correto, Naruto teria que entender que Sakura nunca mais voltaria para casa. E teria que aceitar isso de qualquer forma.

– Não me sinto empolgado como das últimas duas vezes. – Respondeu o loiro sem olhar para o lado.

– Você ainda acredita que eu menti para você, não é. Você acha que inventei uma história para tirar você de Konoha por algum motivo.

– Não foi assim das outras vezes? Só que das outras você tinha desculpas convincentes, procurar Tsunade e treinar até ficar tão forte quanto Sasuke.

– E nós encontramos Tsunade, e eu deixei você mais forte também. Então não desonere meu nome. – O mais velho disse de forma firme.

– Há e agora alguém com uma história sem sentido surgiu do nada. – O mais novo respondeu com ironia.

– Esta história não surgiu do nada Naruto, apenas a verdadeira versão dela.

– Uma versão que diz que um cara que matou umas oitenta pessoas fez isso porque era o certo? Tem certeza que é você quem me contou essa história sensei? Matar oitenta pessoas é simplesmente errado.

– É? Eu nunca parei para contar, mas em toda a minha vida shinobi, a guerra... por cima Naruto, eu devo ter tirado a vida de mais de quatrocentas pessoas. E você Naruto, nunca matou ninguém?

– É diferente. Em uma missão você não tem a intenção de matar, mas se isso acontece, bom, o cara que morre é sempre o que estava fazendo algo errado.

– Isso é muito hipócrita Naruto, muito hipócrita. Desde que existiram os shinobis que existiram também as mortes por suas mãos. Tecnicamente nem você, nem eu e nem ninguém pode ser o juiz do que é certo e do que é errado, mas se o mundo fosse assim seria uma bagunça descontrolada, seria como viver uma guerra por dia. Então houve os grandes clãs que deram inicio a pequenas vilas. O desejo de crescer é nato do homem, e as vilas cresceram, umas mais do que outras. O avanço de um domínio um dia sempre acabará chegando aos portões do domínio de outra pessoa, então há os conflitos entre duas nações.

– Onde está querendo chegar ero-sanin?

– Desde que haja dois shinobis com poder suficiente para matar, conflitos irão existir e mortes irão ocorrer. Entretanto não é preciso saber das técnicas ninjas para discordar da opinião de alguém. Veja Naruto, se um menino de cinco vir até você chorando porque outro menino bateu nele, o que é o correto a se fazer?

– Tsc.. Eu daria um belo xingão no menino que bateu e o levaria até sua mãe para que recebesse um castigo.

– Mas e se o menino tivesse batido no outro porque o outro menino tivesse lhe batido primeiro.

– Então os dois mereceriam o castigo.

– Mas o primeiro menino lhe disse apenas que o outro havia lhe batido, sem lhe dizer o motivo. A princípio você culparia apenas o menino que se defendeu.

– Ele iria dizer que o outro também tinha o batido.

– De fato, crianças agem assim mesmo, o outro menino teria dito que o outro também tinha o batido. Mas estamos apenas falando de crianças birrentas, ainda assim cada um deles diria um motivo diferente para ter batido no outro. Mas pense nisso com shinobis, mas contando versões diferentes sobre como perderam ou conseguiram o domínio sobre grandes coisas que envolvam toda a estrutura de sua vila. Sabe Naruto, os ninjas que matei em muitas das minhas missões tinham de mim a mesma impressão que eu tinha deles; a de inimigo. Apenas isso.

– E o que isso tem haver com a história do cara que matou oitenta pessoas?

– Essas oitenta pessoas eram da nossa vila, Konoha, e planejaram uma aliança com uma vila inimiga para destruir Konoha e dar início a uma nova guerra, apenas a ANBU e o Hokage sabiam deste plano de guerra. O homem que matou fazia parte da ANBU, ele sabia que esse grupo era muito poderoso e mesmo que Konoha os atacasse, muitas mortes aconteceriam. Mortes de pessoas boas.

– E você vai me dizer que só um cara sozinho acabou com essas pessoas super poderosas? – Pela primeira vez o loiro parecia realmente prestar atenção.

– Sozinho não, ele teve a ajuda de um homem. Homem este cujo corpo jaz na mesa de estudos da Hokage. Mas ele levou a culpa sozinho, ninguém sabia deste plano ultrassecreto, e quando todas as mortes aconteceram em uma única noite, restou apenas a história de um homem que matou friamente tantas pessoas.

– Isso não faz sentido ero-sanin, como um ou dois homens sozinhos poderiam matar em apenas uma noite tantas pessoas que você mesmo disse serem tão fortes a ponto dos ninjas de Konoha não serem páreo para eles.

– Ele é até hoje um dos mais fortes shinobis que há, um prodígio, entrou na ANBU com apenas oito anos. Além disso, todos eles eram do mesmo clã. – Com esta última fez os olhos de Naruto se arregalarem, foi como um tapa dado em sua cara ele sabia bem de quem estavam falando.

– Não pode estar me dizendo que estamos indo atrás de Uchiha...

– Itachi – Concluiu o mais velho.

– Foi uma ordem dada por Konoha Naruto, mas ele não a cumpriu completamente, pois Itachi não matou todo o clã.

– Ele não matou Sasuke...

– Um ancião da nossa vila chamado Danzou impôs que ele deveria terminar a missão, mas ele se negou a matar o irmão mais novo. Itachi e Dansou eram poderosos de formas diferentes, Dansou tinha o poder diplomático da vila, mas temia o poder o clã Uchiha, então um acordo foi feito entre os dois. Onde Sasuke foi liberto da sentença aplicada aos Uchihas da vila, e Itachi assumiu sozinho a culpa pelo assassinato do clã, sendo visto apenas como o assassino que matou todo o clã e fugiu da vila.

– Como pode saber disso?

– Sasuke foi nos procurar, ele encontrou Sakura e Ino junto com um Uchiha que o mostrou cenas do dia do assassinato. O homem que ajudou Itachi. Ele trouxe esse corpo para nós e trocou informações sobre Sakura e Ino por informações verdadeiras sobre a noite do fim do clã Uchiha. Foi feito um interrogatório forçado em Dansou, que morreu no processo, mas deu a versão verdadeira desta história.

– Sasuke... – Naruto balbuciou. – Sasuke nem imaginava algo como isso, o que ele disse depois que soube sensei?

– Sasuke nunca mais voltou para receber as informações que tinha comprado. Infelizmente temos informações de que Sasuke está meio... perturbado Naruto.

– Claro que está ele quer matar o irmão para vingar a morte do clã...

– Não Naruto. Ele fez Konoha acreditar que a Akatsuki queria uma guerra conosco ao mesmo tempo em que fez eles acreditarem que nós queríamos uma guerra com a Akatsuki. Sasuke tentou matar Sakura e Ino, matou um Akatsuki e está sumido desde então.

– Sasuke nunca machucaria Sakura, ero-sanin, Sasuke não é uma pessoa ruim. Ele com certeza não quis matá-las, só não quis as ver com aquelas pessoas. Alias o que elas estavam fazendo com Akatsuki?

– Tudo indica que elas seguiram com eles por vontade própria. – E Jiraya segurou o aluno pelos ombros antes que o mesmo rompesse em palavras altas de negação. – Tudo o que estamos passando me leva a crer que a Akatsuki não é exatamente aquilo eu pensamos, por isso pedi que pensasse na história de Itachi pelo caminho Naruto. Depois teremos tempo para entender Sasuke, agora nossa missão é descobrir quem essas pessoas realmente são.

– Não entendo, não entendo! Temos que encontrar Sasuke e contar a verdade a ele.

– Depois Naruto. Uma coisa de cada vez. Estamos na região onde a última luta de Sasuke contra Akatsuki aconteceu, nossa missão é investigar, por isso não se deixe ser percebido. Prometo que vamos entender muita coisa depois disso.

– Acha que eles ainda podem estar aqui? – Perguntou com um estranho desanimo.

– Não seria impossível. O que há Naruto?

– Quer dizer que a Sakura estava tão perto assim o tempo todo.

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Ino saiu à frente, ao seu lado direto estavam Itachi e Kisame e a esquerda Kakuso e Hidan. As longas capas dos cinco Akatsuki batiam entre suas pernas durante os longos passos, lentos, queriam ser vistos, queriam chamar atenção. Porém, antes que pudessem agir contra qualquer impostor, o líder daquela aldeia vinha a trote contra sua posição.

– Vocês me garantiram que se os desse abrigo, esta guerra não atravessaria os limites da minha vila. – Esbravejou.

– Compreendo sua ira, mas não é hora para discutirmos. A barreira que colocamos em torno da cidade foi quebrada, inimigos entraram, então faça a sua parte mantendo seus aldeões seguros enquanto nós mantemos a nossa expulsando os intrusos. – Disse Ino sem parar para ouvir as palavras do senhor.

– Como você ousa tanto, menina? – Gritou ele novamente. – Quero vocês todos fora daqui. Não quero essa guerra na minha vila, Konoha e Akatsuki, se querem se matar vão fazer isso longe de nós.

– O tempo que está perdendo aqui discutindo futilidades pode ter o preço de uma vida senhor. Pare de discutir, faça a sua parte que nós vamos fazer a nossa. – Retrucou a loira já há alguns metros além.

– Eu gosto dela. – Disse Hidan com humor. – Ela sabe ser bem ignorante quando quer. – E mesmo com o peso da tensão sobre os ombros os cinco riram do comentário.

– São sete ninjas mesmo? – Perguntou Kisame – O que apenas sete ninjas fariam aqui contra a Akatsuki inteira?

– Não somos a Akatsuki inteira. – Disse Kakuso. – A morte de Zetzu e Madara foi bem divulgada, poucos conhecem a identidade de Pain, e quase ninguém sabe da existência de Ino e Sakura. Sem falar que o grupo todo reunido na cidade onde houve sua última luta, próximo a um hospital pode indicar baixas. Se eu fosse meu inimigo me atacaria agora.

– Qual será que foi o nosso inimigo que pensou exatamente como você, Kakuso-san? – Questionou Hidan.

– Espero que um cujos corpos valham alguma boa quantia em dinheiro.

– Certo, chega de conversa, é hora de algum trabalho. – Disse Ino – Itachi-san, nos de a localização do inimigo.

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– Você não tem medo de ficar responsável por nós? – Perguntou Konan ninando a pequena filha no colo, olhando fixamente para o corpo desacordado de Deidara.

Desde que tinha sentido a presença de Sasuke e os outros inimigos, não tinha largado mais o bebê no berço. Internamente tinha medo de serem surpreendidos pelo inimigo, e para isso queria estar com a filha o mais próximo de si possível.

Ainda assim temia por Deidara. O loiro em coma era uma responsabilidade que não poderiam assumir, além dos inimigos, caso a situação do loiro se agravasse a ponto de sua vida entrar em risco novamente, nenhum dos dois saberia o que fazer.

– Fique tranquila, Ino logo estará de volta. Caso o inimigo chegue a entrar neste prédio, vou garantir que não chegue até aqui. E Deidara vai ficar bem, esta é a parte dele nessa batalha.

– Nagato, chegaremos a ter dias tranquilos novamente? – Perguntou a azulada. – Estamos há tanto tempo nesse clima de pre guerra que não sei mais se isso algum dia irá terminar.

– Eu prometo a você que as coisas irão mudar para nós.

– No que está pensando?

– Que abandonamos Amegakure, mas ainda temos prestígio na vila. Estou pensando em reassumir o cargo máximo da vila, criar uma aliança com a Akatsuki. Tornar as duas lideranças em uma coisa só.

– Isso não geraria ainda mais conflitos?

– No começo talvez, mas a Akatsuki agiria em nome da vila então não seriam atos ilícitos. Ao mesmo tempo em que faria recuar inimigos que hoje tem alguma força contra nós, eliminaria grupos pequenos que tentam erguer seu nome na sombra do nosso. Com o tempo, acho que o fato de Amegakure ter a Akatsuki faria até mesmo grandes potencias pensar duas vezes antes de nos atingir.

– Por fora uma aliança entre Amegakure e a Akatsuki, por dentro o nosso grupo liderando as duas coisas. Economicamente é muito viável. Mas...

– Batalhas sempre irão existir Konan. Mas se tivermos posse de uma vila inteira, haverá o temor sobre os ninjas que compõe a Akatsuki, mas não haverá a aversão a qualquer atitude que tomamos.

– Por que você não quis fazer isso antes.

– O plano sempre existiu, mas precisava ser na hora certa. A Akatsuki tinha que te rum nome forte o suficiente para ser temida, e tinha que haver um líder substituto para mim na Akatsuki. Com o tempo acabei deixando essa ideia de lado, mas agora temos Ino a frente do grupo, então esse plano pode dar certo.

– Ino ainda precisa aprender mais sobre como liderar o grupo, ela faz isso bem, mas ainda precisa de toques.

– Essa guerra vai acabar tenshi, então eu e você vamos passar toda a movimentação do grupo para ela. Kakuso também tem que fazer sua parte com relação a todas as finanças do grupo. Assim que Ino estiver pronta para assumir tudo sozinha, podemos dar início a esse plano.

– Acho que será o melhor para todos. – Disse a azulada, colocando um ponto final no assunto com um sorriso. – Sabe, você não a segurou mais depois daquele incidente, acho que ela sente falta do calor do colo do pai também. – Disse estendendo o pequeno bebê ao ruivo, que a acolheu em seus braços de forma desengonçada.

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– Tsc... eu conheço esses palhaços, disse Hidan segurando um homem cujo braço já tinha sido quebrado, pelos cabelos ante seus pés. – São de um grupo pequeno originado na vila das Esmeraldas. Nee Kakuso você se lembra deles? – Perguntou alto para o companheiro o ouvir sem olhar na direção do mesmo.

– Lembro. São idiotas que tem muito talento comparado com os ninjas da própria vila, por isso acham que são bons o bastante para tomar o lugar da Akatsuki.

– Vila das Esmeraldas? Eu nem sabia que existia uma vila das Esmeraldas. – Disse Ino finalizando um jutsu com flores venenosas espinhadas.

– Fica no estrangeiro. Nossa guerra já ultrapassou mesmo os limites das fronteiras de nosso país. – Disse Kakuso acertando um soco em um dos dois inimigos que com quem lutava, vendo o mesmo ser capturado pela foice de Hidan, que já tinha imobilizado seu inimigo através do braço quebrado.

– Isso é muito ruim, temos que terminar com essa merda de guerra antes que vire algo muito feio. Feio o suficiente para atingir a nós também. Kakuso, amarre esses quaro com seus fios e os leve de uma vez para o gazebo, vou ao encontro de Itachi e Kisame. Apenas não os matem antes de nos darem tudo o que precisamos saber. – Disse ignorando as próprias palavras e deixando o ninja contra quem lutava inconsciente.

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Sasuke estava nervoso, não sentia Itachi o seguir. Entretanto não sabia o porquê de estar tão surpreso, afinal, novidade seria o irmão se importar com a vida de alguém. Estava certo de que o mais velho sabia que tinha sido ele quem tinha levado a rosada, tinha que reconhecer a extensão dos dons daquele cretino, Itachi saberia da barreira quebrada, saberia de sua presença e com certeza sentiria a ausência de chakra da Haruno.

Era mesmo o mesmo cretino frio que assassinou toda a sua família, no mínimo estava dando a mínima para a vida da meretriz que estava lhe servindo durante aquele tempo. O que esperar do homem que matou a própria mãe friamente, que sentiria algum tipo forte de afeto por uma coisinha tão sem sal quanto Sakura?

Estava decepcionado. Queria mesmo fazer o irmão sofrer muito antes de matá-lo, agora tinha apenas aquele fardo da ex colega chata de equipe. Será que ele a deixaria a matar assim? Parecia tão interessado na magricela sem sal dentro daquele quarto, até chegou a pensar que a meretriz era boa em alguma coisa.

Havia mulheres que eram assim mesmo, faziam de tudo para conseguir entrar em um clã mais poderoso ou com mais dinheiro. Algum dia no passado ele acreditou que ela sentia por si um sentimento feminino adolescente muito insuportável, até sentiu uma leve empatia no dia em que ela disse o amar. Patética. Mas o tempo mostrou que de patética a rosada era mesmo uma interesseira de baixo nível. O amor dela só podia ser pelo nome forte do clã, afinal a família Haruno não possuía honra alguma a zelar, tão baixa que se submete á assassinos escrupulosos.

Triste Sakura, muito triste. Talvez testasse o valor da meretriz mesmo se seu irmão não viesse atrás da mesma, afinal, qualquer um que se associe a Itachi merece ser trado como tal.

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– Isso é muito chato, esses caras são muito burros. Aquelas crianças de Konoha descobriram cedo que não éramos nós lutando contra eles, acho que esses caras irão morrer antes de perceber que estão lutando com bonecos. – Disse Kisame entediado.

– Prometo que da próxima vez lutaremos do seu jeito. – Disse o Uchiha sentado ao seu lado, assistindo a luta de três inimigos contra dois clones seus.

– É assim que lutam uma guerra? – Perguntou a loira em deboche.

– É chato eu sei, Itachi tem um apreço muito sádico em testar o nível de burrice dos nossos inimigos. – Respondeu o homem tubarão. – Minha Samehada fica depressiva em lutas assim.

– Hidan e Kakuso reconheceram os inimigos como ninjas da vila das Esmeraldas. – Disse a loira.

– Isso explica a burrice. – Kisame deu de ombros.

– Vamos levá-los logo para o centro da cidade. – Disse Ino.

– É pra já. – Respondeu Itachi se levantando. – Preciso ir com vocês Ino? Quero ir o mais rápido possível atrás de Sasuke, não posso perder o seu rastro.

– Claro. Boa sorte Itachi.

– Arigato gozaimasu. – Disse indo em uma direção enquanto seu clone forçava os três inimigos a seguir Ino e Kisame.

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Itachi tinha que se concentrar, seria difícil seguir o rastro de Sasuke. A forma como não percebeu a proximidade do irmão era imperdoável, principalmente visto quem ele tinha levado de si.

Era obvio que Sasuke estava a espreita os observando. Há quanto tempo? O suficiente para ligar Sakura a si com certeza. O que ele seria capaz de fazer com ela para tentar lhe atingir? Qual seria a maneira certa de agir com o menor?

Eram perguntas demais, pela primeira vez em anos os passos do mais novo estavam fora de seu controle, não saia mais dizer como Sasuke pensava e como agiria. Sabia que a mente do irmão era uma tela em branco implorando para ser pintada, sua cabeça era frágil, e Itachi realmente temia o impacto que a imagem de si próximo a Sakura poderia ter causado na mente do irmão mais novo.

Privou sua mente de todo o resto que acontecia na vila e se concentrou apenas na energia do irmão, pois infelizmente não conseguia mais sentir seu chakra. Precisava de muita concentração, Sasuke esteve ali por tempo suficiente para ter chagado aquela vila antes deles terem erguido a barreira, tinha que encontrar a mente do menor novamente, redescobrir como aquela cabeça estava pensando.

Longe dali, no centro da cidade, Ino, Hidan, Kakuso e Kisame tentavam arrancar informações dos inimigos capturados que ainda estavam acordados. Eles tinham a opção de falar por vontade própria, mas não era como se Ino não estivesse deixando os que se mantinham calados propositadamente para o final, se tinha conseguido extrair algo do corpo sem vida de Hinata, tiraria qualquer informação daquelas cabeças ocas. Entretanto era melhor para si que falassem, pois também não podia se dar ao luxo de ficar gastando seu chakra a toa.

Descobriram que os invasores eram mesmo da vila das Esmeraldas, inimigos antigos da organização. Ouviram falar da guerra e acharam o momento propício para um ataque surpresa, tal com tinha suposto Kakuso. Não ofereciam ameaças, provavelmente apenas conseguiram entrar ali à custa de Sasuke que rompeu a barreira, caso contrário nunca entrariam ali.

Ainda assim, como se tratava de um grupo inimigo, Ino manteve suas ordens iniciais, permitindo que Hidan extravasasse seus desejos sádicos matando a todos da forma como melhor lhe convinha.

– Kisame, vá atrás de Itachi, quando tiver certeza de que ele já saiu do perímetro da vila volte ao hospital para nos avisar, quero colocar uma nova barreira de uma vez. Hidan e Kakuso levem o que sobrar dos corpos deles a vila das Esmeraldas para que lembrem o motivo pelo qual a Akatsuki é temida. Estou voltando para o hospital. – Disse já saindo.

Precisava pensar em uma maneira de parar com isso tudo, mas nenhuma ideia lhe vinha. Devia ter ido junto com Itachi, tinha certeza que era capaz de ralar o rosto bem desenhado de Sasuke em chão bruto simplesmente se focando na lembrança do dia em que acordou e ouviu da boca de Sakura que Deidara estava morto, e sua gravidez abortada. Sinceramente, se não fosse a situação atual de Deidara, Ino sentia vontade de sair mundo a fora com seus Akatsukis e mostrar vila por vila que eram um grupo que não deveriam ser incomodados, que idiotas não deveriam tentar cruzar em seu caminho.

Mas tinha que se controlar, sabia que além do fato de Deidara precisar de si, as atitudes que o sentimento preso em seu peito queria que ela tomasse não era digna de um líder. E Ino respirou fundo, fechando os olhos, tinha que se controlar, a dor em seu peito iria ceder quando Deidara acordasse e então a loira olharia para trás vendo todas as coisas que fez para manter o grupo seguro no período em que seu loiro esteve desacordado, e não queria ver um rastro de sangue deixado por seus passos, mesmo que fosse sangue de Sasuke.

Ela tinha um sonho quando deixou Konoha ao lado de sua amiga. Queria ser reconhecida, temida, dando ouvidos a sua ampla vaidade, desejava até mesmo ser ovacionada. Queria ser relacionada a palavras como "forte", "inteligente", "perspicaz", sem a parte fria que se adonou de seu peito. Não queria sentir aquele peso, precisava tirar toda a raiva de seu coração antes que se deixasse agir pela mesma.

Itachi passava ligeiro pelas casas de construção simples, seguindo um rumo para direção da fronteira da vila onde tinha conseguido sentir como ponto onde a barreira fora quebrada. Parou então onde sentiu algo diferente no ambiente, olhando aquelas casinhas, todas tão igualmente simples. Era como se tivessem sido todas construídas ao mesmo tempo a pela mesma pessoa, uma ao lado da outra, com seus pátios milimetricamente calculados. Até mesmo a banzai que adornava o lado esquerdo da porta de entrada de cada uma das casas era igual.

Mas uma delas parecia ter algo diferente. O estranho era que Itachi não conseguia perceber o que era, afinal, todas eram absolutamente iguais. Mas era como se aquela pequena casa tivesse uma aura diferente, as outras casas lhe pareciam simpáticas, mas aquela era fria; familiarmente fria. Quando deu por si, já estava de frente para a porta de madeira.

Chegou a torcer os dedos para bater na madeira, mas recuou, preferindo testar se a mesma estava trancada. Estava. Uma casa sombria, trancada. Não entendia o motivo, mas queria entrar ali. Não fazia sentido, tinha que encontrar Sakura, e tinha certeza que não a encontraria dentro da vila, mas não conseguia dar passos para trás, tinha que entrar ali. E com um chute na porta grossa de madeira, entrou.

A residência era tão simples quanto demonstrava ser do lado de fora. Não possuía cozinha, apenas uma pia de uma cuba ao lado de um fogão móvel de duas bocas dentro de uma peça que parecia ser uma sala, aconchegante com uma pequena lareira. O sofá aparentava ser daqueles que se desdobravam e viravam uma cama, uma porta estreita entreaberta indicava a sombra de louças de banheiro. E um pouco mais além havia a única porta da casa.

A luz apagada deixava a mostra um tapete redondo com cores vivas em desenhos geométricos que transformavam o tapete em uma imagem de uma bola de futebol gigante, no fundo era possível ver a sombra de uma cama com uma porção de amontoados de ursos de pelúcia. À esquerda tinha uma estante alta e de madeira simples, que o moreno teve de se aproximar para ver melhor um porta retrato com a foto de uma jovem moça ao lado de um menino, ambos sorridentes enquanto o menino mostra para a câmera um boneco qualquer; o mesmo estava ao lado do porta retrato.

Era estranho, o rosto daquela moça não lhe era completamente estranho. Cadernos, lápis, giz de cera e folhas com desenhos infantis compunham o restante daquela prateleira. Encostado a parede havia uma pequena bicicleta e uma bola de futebol, além de uma pipa com a "asa" quebrada. Itachi suspirou, não fazia sentido, todo aquele sentimento que teve lhe trouxe meramente ao quarto de uma criança.

Mas foi ao se virar para sair dali que ele entendeu de onde vinha todo o ar sombrio que a construção levava. No outro lado da peça havia uma cadeira e notavelmente alguém amarrado a ela, a cena não seria tão assustadora se as pernas amarradas aos pés da cadeira não fossem tão pequenas, finas e infantis. O moreno correu a porta do quarto para alcançar o interruptor da luz e finalmente por seus olhos no mesmo menino que viu na foto.

Ele era tão menor que a cadeira, não devia ter mais que cinco anos. Suas perninhas estavam amarradas uma a cada pé da cadeira, e as mãozinhas estavam amarradas para trás do encosto. Os ombros não estavam rígidos e a cabeça infantil pendia para frente, a criança estava claramente desacordada.

O moreno correu até o menino, tomando seu rosto entre as mãos, tentando-o acordar sem sucesso. Chegou sua pulsação, tendo a certeza de que o menino estava vivo, apesar dos lábios arroxeados e ressecados, das olheiras fundas e dos vários hematomas e marcas de dedos por seu corpo. A casa extremamente pequena o ajudou quando correu até a sala/cozinha a procura de água, sal e açúcar, visto todo o maltrato, lhe era evidente que o menino estava desidratado.

Logo desamarrado, o corpo pequeno e desacordado foi depositado sobre a cama, usando os vários ursinhos em auxílio para deixá-lo em uma posição não cem por cento na horizontal, para que o Uchiha pudesse forçar o soro caseiro por sua garganta. Passado o susto inicial, Itachi tinha que colocar a cabeça para pensar, por que a energia daquele ambiente tinha lhe atraído? Não podia acreditar que a energia fortemente deixada naquele local fosse de Sasuke, ele não poderia ter se tornado uma pessoa capaz de coisas tão ruins.

Não tinha tempo a perder, ainda assim, tinha que esperar aquele menino acordar, precisava saber que estava errado, que aquela energia ruim do local não era proveniente de seu irmão. Entretanto as respostas que teria não seriam tão agradáveis, e a primeira delas veio assim que o menino deu sinais de acordar.

O pequeno abriu os olhos e os arregalou assim que lhe viu, encolhendo-se completamente no canto da cama. O corpo esguio tremia de forma incontrolável por simplesmente lhe ver.

– Hey cara, fique calmo não vou machucar você. – Disse tentando parecer simpático, mas sem se aproximar demais do menino. – Está com fome? Espero que goste de lamen, foi tudo o que eu encontrei no armário. – continuou falando, oferecendo a tigela ao menino, que ficou olhando para a mesma, mas sem a pegar.

O barulho do estômago da criança foi alto, e Itachi apenas colocou a tigela em cima da cama, se afastando para que ele não tivesse medo de pegá-la. Os olhos arregalados não saiam de cima de si, seria difícil arrancar qualquer coisa daquele menino, mas ele conseguiria. Itachi se virou de costas, imaginando que o menor apenas pegaria a comida quando ele não estivesse vendo, e sorriu quando se virou novamente e o menino estava comendo.

– Você tem um monte de desenhos legais aqui. – Disse apontando a estante. – Gosta de desenhar? – Perguntou, mas ele não lhe respondeu nada. – Eu gosto de desenhar, posso fazer um desenho pra você ver? Eu acho que eu não desenho tão bem quanto você, mas agente pode ver. – Disse pegando duas folhas e alguns giz de cera.

– Esse desenho é muito legal. – Disse pegando um desenho infantil da estante. – Quem é essa moça bonita que você desenhou, é sua okaa-san? – Perguntou mostrando o desenho para o menino ao se aproximar dele novamente.

Assustado o garoto largou o prato de comida longe e num ato de coragem puxou o desenho das mãos do Uchiha, o escondendo contra o corpo, como se não quisesse que ele visse a mãe dele. Itachi se sentou de frente para a cama onde estava o menino e começou a desenhar, um desenho simples, uma mulher sorridente.

– Esta daqui é a minha okaa-san, ela adorava fazer doces para mim quando eu tinha a sua idade. – Disse mostrando o desenho ao menino, que se mostrou curioso. Logo voltando a desenhar. – Esta daqui é a minha amiga, ela tem nome de flor. E o cabelo dela é mesmo rosa como o de uma flor. – Disse mostrando a folha mais uma vez, vendo-o ainda mais interessado antes de usar a outra folha para fazer um novo desenho, este tinha que ser mais detalhado com roupas e cores certas, no fim, um quase retrato de Sasuke em giz de cera. – E este aqui é o Sasuke. – Disse virando o desenho para o menino que mais uma vez se encolheu completamente sobre a cama, tremendo com os olhos negros esbugalhados, dando a Itachi uma certeza que ele não queria ter; aquele menino conhecia e temia seu irmão.

Precisava entender como seu irmão estava agindo e pensando, tinha que reencontrar a essência de Sasuke antes de enfrentar o irmão. Infelizmente aquele menino tinha muito a dizer, mas não diria de forma simples.

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Sakura acordou sentindo o corpo doer, era como se estivesse em um chão frio e duro. Mas a última coisa que se lembrava era da noite com Itachi em uma cama leito de hospital, e não que essas camas fossem a coisa mais confortável do mundo, mas podia assegurar que estava deitada em um chão.

A rosada abriu os olhos lentamente, sua cabeça doía, estava se sentindo estranha demais. Não reconheceu o lugar em que estava, mas tinha certeza que não estava no mesmo lugar em que tinha dormido pela última vez.

Viu-se deitada de barriga para baixo em um chão fino de carvalho, e virando-se se viu em uma sala no estilo mais clássico japonês com paredes brancas de papel. Havia uma mesa baixa ao longe, próxima a porta, com uma almofada de cada lado no chão, finalizando a mobilha de uma típica sala de chá.

Mas como podia estar em uma casa, se tinha certeza que tinha dormido no hospital? Muito lentamente a rosada se sentou no chão em que estava apertando os dedos contra as pálpebras fechadas a fim de eliminar qualquer vestígio da estranha moleza que atingia seu corpo, gemendo de dor ao sentir os músculos de suas costas reclamarem por uma possível má postura.

Levantou-se, precisava saber onde estava. Sabia que nunca tinha estado naquele lugar sombrio antes, ainda assim, o ar de requinte daquela sala lhe era estranhamente familiar.

Mas Sakura não foi capaz de dar nem cinco passos. Uma corrente presa em seu tornozelo esticou ao seu máximo, fazendo uma corrente de chakra elétrico passar pela mesma, fazendo um forte choque percorrer todo o corpo da kunoichi que gritou e caiu no mesmo lugar, sentindo espasmos por todo seu corpo devido a descarga elétrica.

Ainda incapaz de se mover devido ao cheque, Sakura ouviu passos em sua direção, e a sombra da porta da casa de chá foi cortada pelo corpo bem formado do antigo companheiro de time. Sasuke se abaixou próximo a menina, apoiando-se a capa da katana.

– Que bom que acordou, eu estava bastante ansioso por este momento. Disse o mais novo dos Uchiha.