Oi gente linda!

Mais um capítulo da fic, espero que gostem. ;D

Beijos ;*

Capítulo 14 – Inesperado

- Eu quero a minha mãããe! – Choramingo apoiando minha testa no ombro da Rin.

- Deixa disso Kagome! Sua mãe não vai poder mudar suas notas nas provas. – Ela diz, rindo de mim.

- Como se você realmente precisasse né! – Resmunga Sango ao meu lado.

Havíamos, há pouco, terminado a aula de matemática, onde fizemos a última prova da semana. Acredite, essa semana foi o maior sofrimento. Nem me lembro mais a quantidade de provas que fizemos nesses últimos dias e, sinceramente acho melhor nem lembrar.

- Não, é sério! Eu quero a minha mãe! – Digo me desencostando da Rin com um suspiro, fazendo um coque frouxo nos cabelos. – Antes eu queria fugir de casa pra não ouvir ela só falando de roupas que comprou ou como tal garoto cresceu e ficou lindo. Nossa, sinto saudades até das compras com ela. – Falo rindo ao lembrar de um dos momentos meu e da minha mãe no shopping. Era sempre muito divertido.

Nossa, parece que já passou tanto tempo desde a última vez que vi meus pais. Isso realmente está me deprimindo.

- Ah Ká. Não fica assim não! Daqui a uma semana eles voltam e você mata a saudade! – Diz Rin tentando me consolar.

- Verdade. E aposto até que você vai querer que eles viajem de novo! – Fala Sango dando risada.

- Credo Sango! – Digo começando a rir também.

- Mas hey, podíamos ir no shopping hoje né? – Pergunta Rin com os olhos brilhando. – Precisamos de roupas novas pra festa da Kikyou e já tentamos animar um pouco a Ká!

- Não conhecia esse seu lado de adorar compras, Rin. – Digo sorrindo pra ela.

- A Rin? Se ela pudesse moraria no shopping. – Fala Sango, revirando os olhos, fazendo Rin fechar a cara.

- KAGOME! – Ouço alguém me chamar e ao me virar vejo Miroku parado ao lado do carro me olhando sem paciência – VEM LOGO SE NÃO VOCÊ VAI VOLTAR CAMINHANDO!

- VOCÊ NÃO TERIA CORAGEM! – Grito de volta, vendo ele sorrir maldosamente e abrir a porta do carro.

- QUER APOSTAR? – Fala já entrando no carro. Ele não teria coragem... teria?

- As 14 no shopping! – Falo rapidamente me voltando para as garotas que riam da minha cara de pavor e correndo para o estacionamento antes que meu primo realmente me deixasse ali.

XxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxX

- Miroku, você vai sair hoje de tarde? – Pergunto do batente da porta para o meu primo, que estava jogado na cama.

- Não que eu lembre. Se sair provavelmente vou pra casa do Inuyasha. Por quê? – Ele pergunta, se voltando pra mim.

- Então você não vai usar o seu carro né? – Pergunto sorrindo de canto.

- Er... não! Mas Ká, o que voc...

- Vou com as meninas ao shopping. Pretendo não voltar tarde, caso sua mãe pergunte. Tchau. – Digo o interrompendo e mandando um beijo para ele, antes de fechar novamente a porta do quarto.

Desço as escadas rapidamente e pego as chaves do carro do Miroku, ao lado da porta. Caminho até a garagem e entro do Audi Q7 branco do meu primo. Abro o portão da garagem e saio, antes que ele pudesse ver que eu havia pegado o carro dele. Eu sei que ele vai me matar quando eu voltar, mas qual vai ser a diferença? Já vou ter saído mesmo.

Aumento o volume do rádio e deixo a música que tocava preencher o silêncio. Momentos em que eu fico sozinha e posso pensar não tem sido meus favoritos ultimamente. Ainda me sinto extremamente curiosa sobre onde o Ban poderia ter ido naquele dia e por que da Ayame ter ficado tão nervosa. Pois é, mesmo depois de tanto tempo ainda não consegui ligar pra ele. Droga de provas!

E tem o Kouga. Nossa, ele é super fofo e ontem, enquanto estávamos no parque ele esteve sempre comigo me divertindo. Não teria sido a mesma coisa sem ele. Eu acho pelo menos! Mas mesmo que uma parte pequena de mim queira dar uma chance pra ele e diz que eu devo esquecer o que vivi em Londres, a outra parte exige que eu me lembre do Ban e em como eu o amo... amava. Droga, até sobre isso me sinto confusa.

E ainda tem o que eu vi há alguns dias atrás.

A cena da Kikyou e do Jordan se agarrando na cozinha com o Inuyasha e a Kagura a um cômodo de distância me deixou completamente surpresa. Como alguém pode fazer algo do tipo? Nem a desculpa de que não sabe o que esta fazendo é aceitável no caso da Kikyou. Ela tem completa noção do que faz e isso a torna ainda mais... baixa!

Ai meu Deus, por que raios eu fui entrar naquela cozinha naquele momento? Bom, pelo menos fui eu e não o Inuyasha. Não posso nem imaginar o que ele faria se os pegasse no maior amasso.

Suspiro pesadamente e entro no estacionamento do shopping. Estaciono o carro em uma vaga na sombra e saio, logo apertando o botão do alarme e caminhando até as portas do shopping. Ainda não muito acostumada com aquele lugar, me sinto um pouco perdida logo que entro. Penso um pouco para onde deveria ir e lembro que a loja onde marcamos de nos encontrar era no segundo andar. Subo pelas escadas rolantes e vejo a minha frente Rin e Sango parecendo babar a vitrine de uma loja de sapatos.

- Oi meninas! – Falo ao me aproximar delas que se assustam levemente e se voltam pra mim sorrindo.

- Na hora! – Fala Sango rindo.

- Vamos entrar nessa? – Pergunta Rin se pendurando no meu pescoço e voltando a encarar a vitrine da loja.

- Vamos, mas primeiro melhora essa cara de maníaca por sapatos! – Falo divertida.

- Esquece! Mais louca por sapatos que a Rin não existe. – Diz Sango rindo, e Rin fecha a cara.

Entramos na loja e nos separamos. Eu fui pras sandálias, Rin para as botas e Sango para os scarpins. Em menos de cinco minutos estávamos sentadas com no mínimo quatro caixas cada uma.

- Acho que estou apaixonada! – Fala Sango babando pelo scarpin vermelho que havia experimentado.

- Depois sou eu né? – Resmunga Rin, me fazendo rir.

Saímos da loja e Sango já carregava uma sacola com o scarpin vermelho.

Caminhamos mais um pouco olhando as vitrines e nos deparamos com uma manequim que estava com um vestido tomara que caia bege e um laço dourado na cintura. Eu babei.

- Ká, é lindo! – Fala Rin ao meu lado, percebendo meu olhar deslumbrado sobre o vestido.

- Por que não entramos pra você poder ver melhor e experimentar? – Pergunta Sango já me puxando pra dentro da loja.

Bom, já que estou sendo forçada mesmo...

Entramos na loja e pedimos para a vendedora para experimentar o vestido. Assim que ela o traz vou até o provador. Tiro minha roupa rapidamente e o coloco.

Fico totalmente encantada. Ele é lindo!

- Ká, ficou perfeito! – Fala Rin com os olhos brilhando ao me ver sair do provador com o vestido no corpo. Olho para a vendedora com um sorriso enorme.

- Ele é meu! – Declaro, fazendo-a rir alto.

Logo saímos da loja e caminhamos mais um bom tempo. Já fazia mais ou menos uma hora e meia que estávamos caminhando pelo shopping e eu já havia comprado o vestido e um sapato dourado que combinasse com ele. Sango comprou um sapato vermelho e um vestido tomara que caia branco com várias estampas e Rin uma saia preta de pregas e scarpins rosa.

- Estou morta! – Declara Sango se jogando em uma das cadeiras da praça de alimentação e começando a tomar seu Milk-Shake de chocolate.

- Tenho que concordar com você! – Digo suspirando e colocando as sacolas em uma cadeira vazia ao meu lado.

- Vocês são totalmente sem preparo físico para compras! Por mim faria isso todo o dia! – Diz Rin revirando os olhos e também começando a tomar o Milk-Shake de morango.

Ficamos em silêncio por algum tempo até que me lembro de algo que estava me matando de curiosidade.

- Quando vocês pretendem me contar sobre o que já aconteceu entre todos vocês antes de nos conhecermos? – Pergunto de súbito, quase me engasgando com o meu próprio Milk-Shake de flocos.

- Do que exatamente você quer ser atualizada? – Me pergunta Sango desconfiada.

- Quero saber exatamente como você ficou com o Miroku e a Rin com o Kouga e o porquê! – Digo abrindo um sorriso que pareceu deixá-la com medo.

- Isso é bobagem Ká! – Fala tentando desviar o assunto.

- Se é bobagem, por que não me contar? – Insisto.

- Não foi nada de mais mesmo. – Diz Rin tentando não rir de Sango que volta a tomar o conteúdo do copo como se nos ignorasse. - Eu, por exemplo, tive uma queda pelo Kouga assim que comecei a morar perto da casa dele. Ele acabou virando meu amigo e nos "apaixonamos" – Diz fazendo aspas com as mãos. Eu ri. - Coisa de criança. Acabou que a gente ficou algumas vezes, mas não deu muito certo. A amizade foi o melhor caminho mesmo. Foi só isso e já faz um bom tempo.

- Isso é totalmente inacreditável. Nunca passou pela minha cabeça você e o Kouga juntos. Chega a ser engraçado. – Falo rindo, sendo logo acompanhada por ela. – Mas e você Sango? Como acabou ficando com o meu priminho? – Pergunto me voltando para a morena que parecia querer se esconder atrás do próprio copo.

- Vamos lá Sango, não dói contar algumas verdades do passado pra nossa nova amiga! – Incentiva Rin trocando um olhar rápido comigo. Algo me diz que essa história vai ser interessante.

Com um suspiro longo, Sango se ajeita na cadeira e me encara, parecendo escolher a melhor forma de me contar aquilo.

- Quando me mudei o Miroku foi o meu primeiro amigo. Nós fazíamos tudo junto. E com o tempo eu acabei gostando dele. Só isso! – Ela diz voltando a tomar o Milk-Shake.

- Só? – Pergunto curiosa.

- É! – Responde.

- Não é não. Se você não continuar eu continuo! – Ameaça Rin, mas como a Sango não parece ser contra, ela continua. – Eles até namoraram acredita? – Fala Rin se voltando pra mim. Sango parece que vai se engasgar e quando está prestes a discutir, é cortada. - Você não quis contar, então toma isso aí e fica quieta! - Repreende Rin. Nossa, já disse que as vezes ela me dá medo? Pois é! – Eles NAMORARAM por um tempo, mas um dia a Sango ficou sabendo que uma menina estava correndo atrás do Miroku e ficou louca de ciúmes. Você sabe que seu primo nunca foi um santo! – Ela diz e eu concordo com a cabeça. O Miroku sempre foi um caso perdido. Quer dizer, eu acredito que um dia ele ainda vá se acertar. Ainda mais se ele se apaixonar de verdade. – A Sango foi atrás deles e acabou pegando o Miroku com essa tal garota. – Rin fala e Sango se joga na cadeira novamente, parecendo querer ignorar o assunto.

- E o que você fez? – Pergunto me voltando pra Sango. Ela deve ter ficado arrasada.

- Dei a ele a maior surra que já teve na vida! – Diz abrindo um sorriso completamente diabólico.

Eu sei que deveria ter ficado assustada e com medo dela. Afinal, como uma menina tão linda pode dar tanto medo assim? Mas contrariando tudo isso, comecei a rir alto. A imagem dos dois menores namorando e depois de Sango correndo atrás do Miroku e batendo nele completamente revoltada ao invés de chorar pela traição foi totalmente cômica. Ou melhor, totalmente esperada vinda dessa garota. Ela é louca!

- Você é demais! Sério Sango! – Digo ainda rindo.

- Obrigada! Mas minha "história" com o Miroku é quase a mesma que a da Rin com o Kouga. A amizade entre a gente é melhor. – Diz voltando a tomar o Milk-Shake.

- É Ká, a pequena diferença é só que eu superei o meu "amor" pelo Kouga, já a Sango... – Ela diz piscando pra mim e depois de alguns minutos assimilando as palavras de Rin, Sango se engasga, ficando completamente vermelha.

- Eu nunca tive uma queda pelo Kouga! – Ela fala se fazendo se desentendida.

- Não to falando do Kouga e sim que você ainda é completamente apaixonada pelo Miroku! – Diz Rin e começamos a rir. Acho que torturar a Sango é um ótimo passatempo.

- O...O qu... que... voc...voce QUER DIZER COM ISSO? – Sango praticamente grita encarando Rin furiosamente.

- Nada que não seja verdade! – Diz fingindo desinteresse.

- Eu só não faço um escândalo agora por que estamos em um lugar público e não quero ser taxada como louca! – Fala virando a cara para Rin que ria descontroladamente.

- Vocês são loucas! – Falo as encarando já com lágrimas caindo dos olhos de tanto rir.

- Acostume-se! – Diz Rin, também limpando as lágrimas dos olhos.

Ficamos um tempo em silêncio tentando recuperar o fôlego pelas risadas. Meu humor estava ótimo, mas pena que pareceu evaporar assim que olhei para frente.

Jordan e alguns amigos estavam rindo escandalosamente enquanto passavam reto pela praça de alimentação. As imagens dele e da minha prima de agarrando dentro da cozinha e de Inuyasha quase os pegando no flagra invadiram minha cabeça me deixando um pouco atordoada.

Sério, eu não tenho capacidade mental nem emocional pra aguentar um segredo desses sozinha.

- Ká? Você ta bem? – Pergunta Rin colocando a mão sobre a minha e me encarando preocupada. Meu rosto deve ter ficado branco assim que ouvi aquela risada que no momento me parecia repulsiva.

- To sim. – Falo desviando o olhar. Sango pareceu perceber para onde eu estava olhando e bufou irritada.

- Cara idiota. Só por que conseguiu ser mais um da lista da Kik...

- Sango! – Repreende Rin, antes que ela terminasse a frase. Ela trocou um olhar rápido com a morena e de canto pareceu apontar para mim, como se eu não pudesse saber o que ela iria falar. Mas eu consegui entender o que ela falaria mesmo que não tivesse acabado a frase.

- Você sabe? Quer dizer, vocês sabem? – Pergunto completamente surpresa.

Nem uma das duas me respondeu, apenas continuam me encarando, parecendo indecisas entre confirmar ou perguntar do que exatamente eu estava falando.

- Vocês sabem que a Kikyou está traindo o Inuyasha e a Kagura com o Jordan? – Pergunto sem rodeios.

- Sim! – Confirma Sango, baixando a cabeça e Rin apenas concorda.

- Meu Deus! – Exclamo um pouco surpresa e até mesmo aliviada por não ser a única que sabia sobre aquilo.

- Mas como você sabe disso? – Me pergunta Rin.

- Foi naquela noite, na casa dos meus tios. Quando eu fui à cozinha chamar os dois. Por muito pouco que o Inuyasha não os flagra. – Digo suspirando ao me lembrar daquilo.

- Nossa não tinha noção que eles se pegavam até mesmo quando os "namorados" estava perto. – Fala Rin parecendo se assustar com aquilo.

- Sempre soube que a Kikyou era baixa! Desculpa Ká, sei que ela é sua prima, mas essa é a minha opinião.

- Tudo bem Sango, eu já cheguei a mesma conclusão que você! – Falo sorrindo fraco. – Fico imaginando como teria sido se o Inuyasha os tivesse flagrado juntos. – Falo tentando imaginar algo assim. Totalmente em vão.

- Teria sido um completo escândalo. – Fala Sango rindo.

- O Inuyasha não é nenhum santo, mas não admitiria tanto. – Diz Rin pensativa – Ele pode também traí-la, mas nunca faz esse tipo de coisa na frente dela ou com alguém que o comprometa.

- Nossa, você ta mesmo defendendo ele? – Pergunta Sango descrente. – Achei que você era totalmente afim do Sesshoumaru, não do Inuyasha! – Diz rindo. Comecei a rir junto, já que Rin ficou totalmente vermelha.

- Não fale besteiras Sango. Sempre fui super próxima do Inuyasha e eu NÃO gosto do Sesshoumaru! – Fala cruzando os braços sobre o peito.

- Ah, fala sério Rin. Deu pra perceber isso muito bem quando fomos ao parque! – Provoca Sango – E posso até falar com certeza amiga, que pra mim ele também está afim de você! – Diz se aproximando um pouco de Rin e baixando o tom ao falar as últimas palavras.

Por mais incrível que pareça, Rin corou ainda mais. Não sei como essa garota consegue ficar tão vermelha. Só a menção do nome "Sesshoumaru" a deixa um pimentão.

- Dá pra mudar de assunto? – Ela pede em quase um sussurro.

- Claro! Como você quiser! – Falo rindo para Sango. Mas não gostei do olhar que ela me lançou depois.

- E você Ká. Não tem nada a nos dizer sobre o Kouga? – Fala sorrindo diabolicamente pra mim.

- Eu? Não! – Falo terminando de tomar o meu Milk-Shake. Droga, tava mais engraçado as duas brigando!

- Sério? Por que pra mim ele ta tentando há tempos sair com você e você está sempre fugindo! – Fala Rin se escorando na mesa e se aproximando mais de mim. Sinceramente? Estou me sentindo em um julgamento.

- Vocês não vão me deixar em paz até conseguirem algumas respostas né? – Pergunto esperançosa.

- Não! – Respondem em uníssono.

Suspiro derrotada.

- Sim! Eu estou fugindo dele! – Digo em meio a um suspiro.

- Kagome! Coitadinho! – Fala Rin me repreendendo.

- Por que você não dá uma chance pra ele Ká? – Pergunta Sango curiosa.

- Por que simplesmente eu não consigo. – Falo sinceramente. – Eu ainda amo o Bankotsu e sei lá... O Kouga parece estar gostando de mim e eu acho que dar esperanças pra ele seria um erro enorme. Não quero magoar ele, que tem sido super fofo comigo! – Falo sem saber muito o que fazer. De certa forma o Ban parecia ser impossível pra mim agora.

- Ainda deve estar sendo difícil pra você essa separação né? – Sango fala, parecendo tentar entender meus motivos.

- É, mas o que resta mesmo é eu me acostumar a aceitar! Não tenho muitas escolhas! – Falo rindo – Quem sabe eu ainda não consigo esquecer o Ban e sei lá, me apaixono por alguém daqui? – Sango começa a rir junto comigo, mas estranhamente Rin me encarava perdida em pensamentos.

- Você e o Inuyasha ficariam tão perfeitos juntos! – Fala de súbito, surpreendendo tanto a mim quanto a Sango.

"I know a place
Where the grass is really greener…"

As primeiras notas de California Gurls são ouvidas e, mesmo ainda atordoada pelo comentário de Rin, abro minha bolsa e pego meu celular que tocava.

- Alô? – Atendo sem nem ao menos olhar no visor quem estava me ligando.

- Você tem exatamente cinco minutos para estar de volta em casa com o meu "bebê" antes que eu coloque a polícia atrás de você ou simplesmente arrebente as cordas do seu violão. – Ouço a voz diabólica do meu primo do outro lado da linha e engulo seco.

- Você não teria coragem! – Falo e as meninas me olham curiosas.

- Cinco minutos! – Diz Miroku antes de desligar.

- Porra! – Exclamo já me levantando da cadeira e pegando minhas sacolas rapidamente.

XxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxX

- Eu juro Miroku! Nunca mais pego o seu carro sem você saber! – Falo pela milionésima vez para o meu primo, que já me passava o mesmo sermão há uma hora. Que exagero, sério.

- Mas Kagome, você tem que entender que o meu carro é muito sensível as outras pessoas. Por isso eu quero que ao invés de você roubá-lo de mim, peça que eu te levo aonde você quiser. – Continua meu priminho, indo atrás de mim aonde quer que eu fosse.

- Miroku estamos falando de um carro não de uma criança ou algo assim! – Tento novamente explicar a ele que carros não são sensíveis. Instrumentos, computadores, e meu futuro Audi sim, mas não o carro dele.

- Mas Kagome, você não entende que...

"I know a place
Where the grass is really greener…"

Meu primo é interrompido de mais uma de suas tentativas por meu celular que começa a tocar no meu bolso. O pego rapidamente e vejo no visor uma foto do Ban tirada há algum tempo por mim. Abro um sorriso maior que a cara e saio correndo da cozinha para o meu quarto sem deixar Miroku terminar de falar e fecho a porta antes que ele me seguisse.

- Alô? – Digo assim que atendo, preocupada em não deixar transparecer a minha felicidade por aquela ligação.

- Ká? – Ouço a voz dele vinda do outro lado da linha e meu coração automaticamente bate mais forte.

- Hey, que saudades! – Falo rindo.

- É, eu estou morrendo de saudades de te ver! – Ele diz parecendo realmente sincero, mas... por que a sua voz está soando tão receosa?

- Ban? Está tudo bem? – Pergunto preocupada.

- Ta tudo bem sim Ká... Quer dizer... Na verdade não... Precisamos conversar! – Ele diz gaguejando.

Espera! O Bankotsu está gaguejando? Mania exatamente igual a da irmã quando está nervosa? Ele disse aquela frase tão temida "Precisamos conversar!"?

Sinto como se meu corpo todo estivesse sendo mergulhado em uma banheira cheia de gelo até as bordas.

- Isso... Isso tem a ver com o dia que eu liguei para a sua irmã e quando pedi para falar com você ela não quis me contar para onde você tinha ido? – Pergunto ao me lembrar do nervosismo da Ayame quando perguntei sobre ele e ela não quis me falar nada.

- O que? O que a Ayame falou pra você? – Pergunta parecendo surpreso por eu saber sobre aquilo.

- Ela não me falou nada, só que você tinha saído. Por que Bankotsu? Onde você foi àquela noite que eu não possa saber? – Digo impaciente. O que estava acontecendo?

Ele fica em silêncio por um bom tempo e me sento na cama, esperando por uma explicação que parecia que iria demorar pra vir.

- Ká eu... Conheci uma pessoa! – Diz quebrando o silêncio e instaurando um novo.

Assim que consigo assimilar aquela frase, sinto como se uma mão fria apertasse o meu coração. Como assim ele conheceu outra pessoa?

- O que você...

- Eu to tentando dizer que... Acho melhor terminarmos. – Diz rapidamente – Não que nós ainda tenhamos alguma coisa. – Ri sem humor.

- Como assim "não que tenhamos alguma coisa"? – Pergunto descrente, fazendo um enorme esforço para não chorar.

- Kagome, nós terminamos antes de você se mudar. Eu juro que tentei continuar o que tínhamos aqui, mesmo a distância, mas é impossível Ká. Eu amo você, mas não podemos continuar assim.

As palavras dele pareciam me atingir cada vez mais forte e a cada minuto ficava mais difícil me conter. Eu sei que assim que ele desligar o telefone vou chorar até não poder mais, mas antes eu preciso colocar pra fora tudo que esta engasgado na minha garganta.

- Como você tem coragem de dizer que tentou e que me ama se na primeira oportunidade que teve já estava com outra? – Explodo, deixando com que as lágrimas caíssem dos meus olhos.

- Ei! Você não pode me julgar assim! Você não sabe o que eu passei por aqui, e como as coisas foram difíceis! – Ele fala, tentando se defender.

- Ah claro! Como se eu não estivesse passando pelo mesmo! – Respondo irônica.

- Viu? É justamente isso que eu estava falando! Nunca iria dar certo um relacionamento a distância! E foi por isso que nós terminamos! Aliás, a ideia foi sua! – Ele acrescenta, soltando um longo suspiro.

- Eu não acredito! Como Bankotsu, me diz. Como você tem coragem de jogar isso na minha cara? Você sabe muito bem que nós tomamos essa decisão juntos, para ninguém se machucar, e que foi extremamente doloroso pra mim!

- E pra mim também!

- Pois não parece!

- Você está ouvindo o que você está falando? – Ele pergunta, e consigo perceber que ele estava ficando impaciente. – Está se contradizendo Kagome! Escolhemos nos separar justamente para não nos machucarmos e é isso que você está fazendo!

- Como se a culpa fosse minha! É VOCÊ que está saindo com outra e não eu! É você que está me machucando, é você que está me traindo! – Exclamo, não acreditando no que ele dizia.

- Pare, ok? PARE! Nós não temos nada Kagome. – Agora ele estava irritado e praticamente berrava ao telefone. Eu já não conseguia segurar as lágrimas, que caiam livremente pelo meu rosto. Por que ele estava fazendo isso comigo? – Como se você não estivesse saindo com outros caras também.

Certo. Quem ele pensa que é para falar assim comigo? Eu, Kagome, que não saí com nenhum cara, que tenho fugido do coitado do Kouga, que não tem nada a ver com essa maldita história e que provavelmente está se magoando. Eu, que tenho sofrido mais do que ninguém com essa história. Bankotsu Shizune, você conseguiu me irritar profundamente.

- Não acredito que você disse isso. De todas as pessoas, eu não esperava que fosse você a falar tamanha besteira. Mas isso não importa mais. – Digo, passando a mão para limpar as lágrimas e juntando o pouco orgulho que ainda me restava. – Eu só me pergunto como pude ser tão idiota ao pensar que você de certa forma esperaria por mim ou que nós pudéssemos ficar juntos de novo.

- Ká eu...

- Não me chame de Ká! – Falo friamente.

- Ká, esp... Quer dizer, Kagome escute! Eu só queria que você entendesse. Quer dizer, você realmente não esperava que mantivéssemos um relacionamento a distância, não é?

- Se eu quisesse isso, não teria terminado com você antes de vir para cá. – Digo a maior mentira da minha vida, enquanto me levantava e limpava o rosto. – Mas tudo bem Bankotsu, faça como quiser! – Completo friamente.

- Ká, espera...! – Ouço ele me chamar do outro lado da linha, mas desligo o telefone, não aguentando mais nenhum minuto daquela tortura.

Eu preciso desesperadamente sair daqui. Esse quarto parece estar me sufocando, e as imagens de Bankotsu não me deixam em paz. Enfio a droga do celular no bolso, pego minha bolsa e começo a descer as escadas. "Que eu não encontre ninguém no caminho, que eu não encontre ninguém no caminho..." Penso cruzando os dedos. Porém, com a minha sorte, encontro Miroku sentado no sofá da sala. Antes que eu pensasse em voltar ou até mesmo em passar correndo pela sala como uma maluca, ouço ele falar em tom provocante:

- Então, você achou que poderia escapar fácil assim do sermão?

- Miroku, depois a gente conversa. – Digo, respirando fundo e piscando muito, para evitar que as lágrimas voltassem a cair.

- Ká, ta tudo bem? – Ele pergunta, parecendo perceber meu estado.

- Miroku, depois a gente conversa. – Repito, frisando a palavra "depois". Ele parece entender o recado.

- Tudo bem. Se precisar de alguma coisa, qualquer coisa, me liga, ok? – Ele fala, dando um beijo na minha testa, fazendo com que mais lágrimas se formassem e eu mal conseguisse enxergar.

Dou um sorrido forçado para ele e saio rapidamente pela porta. Caminho pela calçada, pensando em como eu realmente era burra por acreditar que Bankotsu me esperaria. Por que ele faria isso? Ele é bonito e inteligente, pode ter qualquer garota, por que ficaria esperando por mim? Idiota.

Continuo caminhando e paro em frente a minha casa. Fico encarando a grande porta de carvalho da entrada e logo sou tomada por uma vontade imensa de entrar. Meu quarto nunca pareceu tão aconchegante.

Começo a revirar a bolsa freneticamente em busca da chave. Se eu me lembro bem, havia deixado ali dentro, no chaveiro junto com as outr... Achei!

Entro em casa correndo e subo para o meu quarto. Mas assim que entro, por ironia do destino, a primeira coisa que vejo é uma foto minha e do Bankotsu, onde ainda estávamos namorando. Caminho até ela e abaixo o maldito porta-retrato respirando rapidamente. Depois de alguns minutos parada, onde encarava o nada, noto a escuridão em que meu quarto se encontrava. Me viro para a janela e vejo um lençol cobrindo-a. Me lembro de Inuyasha e sua aparente adoração em olhar para o meu quarto, mas nem isso me faz abrir um sorriso. Tiro todas aquelas coisas da janela e a abro, deixando entrar uma brisa. Sento no sofá e escuto Katy Perry cantando "California Gurls" pela terceira vez nesse dia. Quem diabos seria agora?

Tiro o celular do bolso e vejo Ayame sorrindo pra mim, na tela do celular. Ah, que ótimo, alguém lembrou que eu existo. Se ela pensa que eu vou atender essa droga, está muito enganada. Por que ela não me contou? Eu sou muito idiota mesmo. Ela sabia o tempo todo e me deixou aqui, como uma burra, sofrendo enquanto Bankotsu se divertia com outra lá em Londres. Ignoro a chamada e deixo o celular do meu lado. Irritantemente ele começa a tocar de novo, me fazendo odiar essa maldita música da Katy Perry. Clico no botão vermelho, ignorando a chamada novamente. E, como eu deveria esperar, ele toca mais uma vez. Olho furiosa para a porcaria do celular e toco ele no chão, em uma tentativa bem sucedida de fazê-lo parar de tocar. Ele bate na parede e cai no chão dividido em três partes e deixando o quarto em um silêncio completo.

Maldita Londres, maldito Bankotsu, maldito celular, maldita Katy Perry.

- Ei, acho que o celular não tem culpa da sua raiva. – Fala uma voz conhecida, me fazendo pular de susto e soltar um grito.

Me volto para a direção de onde vinha aquela voz e vejo Inuyasha encostado no batente da porta, com as mãos nos bolsos da bermuda e um sorriso torto nos lábios.

Quando encaro Inuyasha e aquele sorriso perfeito, não consigo me conter e me desmancho em lágrimas na frente dele mesmo. Meu vizinho me encara parecendo surpreso pela minha reação e aos poucos vejo seu sorriso se desmanchar, dando lugar a um olhar fofo de preocupação. Então ele abre novamente um sorriso maroto e fala:

- Quer conversar?

- Hã? – Pergunto, não entendendo aonde ele queria chegar com aquele sorrisinho.

- Você saiu sozinha da casa dos seus tios a essa hora, veio para a sua e destruiu seu celular. Quer conversar? – Ele pergunta e então me lembro da conversa que tivemos na casa dos Takeda, quando ele me contou sobre as brigas com seu pai.

- Está tão na cara assim? – Pergunto, deixando escapar um sorriso bobo.

- Um pouquinho. – Ele responde sorrindo.

Suspiro e recolho os pedaços do meu celular. Sento no sofá e olho para ele.

- Quer sentar?

Ele acena com a cabeça e senta ao meu lado. Meu sofá não é muito grande, por isso ele estava perto. Consideravelmente perto.

- Sabe, você não precisa falar se não quiser. – Ele diz, com o mesmo sorriso de canto.

- Não, tudo bem. É só que... eu e o Bankotsu, nós... – Não consigo completar a frase e começo a chorar novamente.

- Ei! Calma. – Ele diz, em um tom paciente, colocando uma mão em minhas costas, de forma reconfortante. – O que aconteceu?

- Nós... - Dou uma fungada – Eu... É só que... – Respiro fundo e passo a mão no rosto, secando algumas lágrimas. – O Ban me ligou. E disse que está com outra. – Ele abre a boca, mas eu não o deixo falar, porque nesse momento libero tudo o que estava preso em mim desde que desliguei aquele maldito celular na cara do meu ex. – Ele ligou para terminar, segundo ele, o que nós não tínhamos. Aí eu fico pensando, como assim "o que nós não tínhamos?" Quer dizer, faz um mês que terminamos! Um mês! Como ele pôde me esquecer tão fácil? Eu sou tão ruim assim? Ou será que ele nem me amava de verdade? Por que eu amava! Eu realmente esperava que nós continuássemos juntos. Eu não saí com o Kouga por causa dele! Coitado do Kouga, já que tenho o magoado ultimamente. Ai meu deus! Como pude ser tão idiota? E a Ayame sabia disso! Por que ela não me contou? Eu me sinto tão burra. Como eu pude viver nessa maldita ilusão de que tudo seria perfeito e de que continuaria como antes? Como pude ser tão tola? Eu simplesmente acreditei que ele ainda me amasse! Se bem que, eu tinha uma sensação estranha de que algo estava errado. E também teve aquele sonho. Será que as coisas estavam assim tão óbvias e eu não vi? Ai, eu me sinto tão impotente e... e... – Então me dou conta de que eu estava falando demais e Inuyasha me olhava meio atordoado. – E você não quer ouvir isso. É claro. Desculpe.

- Não... Não! Quer dizer, não me importo de ouvir. É só que estou meio perdido. Bankotsu, né? Ele era seu... namorado? – Ele pergunta confuso.

- Ah! Sim, era. – Digo, soltando mais um suspiro e deixando outra lágrima escorrer.

- Mas vocês terminaram agora? Ou...

- Agora. Quer dizer, em Londres. Quer dizer, ai meu Deus! Eu não sei! - Exclamo, voltando a chorar alto e baixando os olhos para os pedaços do meu celular. O que exatamente eu tinha com o Bankotsu?

- Calma! Hey Kagome, calma. Eu to aqui. – Ele fala, voltando a acariciar minhas costas tentando me reconfortar.

- É só que eu não achei que ele ia sair com outra! Nós nem tínhamos mais nada. Aliás, eu nem deveria estar chorando aqui. – Ergo a cabeça e o encaro. Ele tinha uma expressão confusa. – Ah sim, você não está entendendo nada. Bem, Bankotsu é o irmão de Ayame, minha melhor amiga de Londres. Eu sempre fui apaixonada por ele, mas nunca tive coragem de contar para ninguém. Até que a Ay descobriu e contou tudo para o irmão, porque ela sabia que ele também gostava de mim. Então começamos a ficar e depois namoramos. E estava tudo perfeito até eu ter que me mudar pra essa droga de cidade. – Falo, dando outra fungada, ainda brincando com o celular em minhas mãos – Na verdade as coisas estavam bem até essa maldita ligação! E o pior é que a Ayame sabia! E ela não me disse nada! E estava tudo tão óbvio! Só a idiota aqui não enxergou que ele estava com outra! – Continuo, me descontrolando novamente.

Eu sentia os olhos de Inuyasha pousados sobre mim, mas não esperava que ele fizesse aquilo. E o pior, não esperava que eu gostasse tanto. Ele não disse nada, apenas me puxou para perto dele e me abraçou. E nós ficamos ali, em completo silêncio, que era quebrado em intervalos irregulares apenas pelas minhas fungadas. E o incrível disso tudo, era que eu me sentia confortável no abraço dele, sentindo o perfume dele. Alguma coisa dentro de mim parecia se revirar toda vez que ele fazia um leve carinho nos meus cabelos.

E foi com grande frustração que tive que me soltar de seu abraço, quando Katy Perry começa irritantemente a cantar "California Gurls" pela milésima vez nesse dia. E é aí que me dou conta de que eu havia encaixado as três partes do meu celular, enquanto contava tudo para meu vizinho. Encaro o aparelho telefônico e vejo Bankotsu sorrindo para mim, enquanto Katy Perry ainda cantava alto. Ergo a mão para tocar esse maldito aparelho longe, e sinto ele ser puxado de minha mão. Olho para Inuyasha, que retirava a bateria dele cuidadosamente.

- Como eu disse, seu celular não tem culpa de seu namor... ann... ex narmor... Quer dizer, desse cara ser um idiota. – Ele fala, me lançando um olhar receoso. Solto uma risada ao notar sua confusão e ele me acompanha. Quando paramos de rir, ele fica encarando o chão.

- Sabe... Esse cara é um babaca. – Ele fala decidido – Por te trocar por outra. – Completa, me encarando nos olhos.

Olho surpresa para ele, e fico ainda mais surpresa ao ver que ele parecia um pouco envergonhado. Ele estava tão lindo. Seus olhos dourados me fitavam e eu não conseguia desviar o olhar nem por um instante como se estivesse hipnotizada. Ele começa a se aproximar lentamente como se não se desse conta da proximidade cada vez menor entre nós. Eu conseguia sentir sua respiração no meu rosto, fazendo meu estômago dar voltas e minha nuca ficar arrepiada. O que era aquilo?

Meus lábios estavam a centímetros dos seus quando a imagem de Kikyou aparece na minha mente. Subitamente me afasto dele, quebrando toda a mágica que parecia ter nos rondado. Ele parece sentir a mesma coisa, pois se afasta também e começa a passar a mão nos cabelos, sem jeito.

- Bem, eu preciso ir. Miroku deve estar preocupado. – Falo, olhando para a janela e percebendo que o sol já havia se posto.

- Claro. Eu também tenho que ir. Meu pai, quer dizer, minha mãe deve... estar... chamando. – Ele diz confuso, me fazendo rir.

Fecho minha janela e nós descemos as escadas rapidamente. Vejo a porta entreaberta, descobrindo como ele havia entrado. Tranco a casa e ponho a chave no bolso. Caminho até a calçada e encaro Inuyasha sem jeito.

- Ann... Obrigada por isso. – Digo, em um meio sorriso.

- Não foi nada. Na verdade, eu estava te devendo. – Ele responde, com aquele sorriso de canto.

- Certo. Então... A gente se vê. – Digo, já me virando para ir para casa dos Takeda.

- Kagome! – Ele chama, e eu me viro prontamente.

- Sim?

- Se cuida. – Ele fala, se aproximando sem deixar de encarar meu rosto ainda vermelho pelo choro. – E qualquer coisa que precisar, você sabe onde me encontrar. – Completa, dando um beijo rápido na minha bochecha e indo para sua casa, na direção oposta da minha.

Solto um longo suspiro e caminho até a casa dos Takeda, pensando no que havia acontecido entre eu e Inuyasha. E por mais confuso e inesperado que tenha sido, o sorriso totalmente idiota não saia do meu rosto.

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lah 15: Verdaade, ninguém merece a Kikyou AOKSOAKSOPKAPOSA O Sesshy é demais *-* Eu tenho taaanta invejinha da Rin ;~ OKSOPKAOPSKPOAKS, mas fazer o que né? É a vida. ah tri aoskoaksokaoska, Que bom que gostou do capítulo, Beeeijos ;*

sophie montez: Oii, também estou louca pra isso acabar :B E sim, o mundo ficará mais bonito também quando o Inu se der conta e mandar a Kikyou longe *-* ai ai, sonhei! aokspoakspokaposkpaoks Beeeijos ;*

Bad Little Angel: Oii! Você também ficou mal no carnaval? Espero que esteja melhor ;D Também acho que ela já ta começando a sentir algo a mais, maaas, como não sei de nada sobre isso... ;x POASKAOKSOKPOKS O Sesshy é fofo né? *-* O Kouga é fofo também. Tadinho, ele ta gostando dela =/ Maaaas, deixe as coisas rolarem ;) asaoksoaksokaoksoakso Quando eles vão ficar juntos? Bom... Não sei xD POAKSOKASOKAOSK Espero que goste do capítulo, Beeijos ;*

Ayame Gawaine: Oieee! OKASPOKAPSOKSA, Calma amiga, sem estresse ;)

AI EU ODIEI ESCREVER ESSE FINAL! TU NÃO TEM NOÇÃÃÃÃO COMO DOEU! Ta, parei com a histeria ;D . O Inu é fofo demais pra aquela coisa ¬¬ Mas calma, vou dar um jeito nele ;) oaksopaksopkaposk Eu? Tramando algo? Imagina 8) Não sei mesmo se farei alguém além do Inu e da Ká narrando, mas posso pensar e ver no decorrer na fic :D Espero que goste do capítulo, Beeeeijks ;*

Hisui Ai: Eu sinceramente não sei o que é isso! ODEIO esses dois juntos. Mas fazer o que? Só resta esperar o Inu se der conta! Mas calma, isso pode acontecer logo ;x Não que eu saiba de alguma coisa ;) OKPOKAPOSKAPOKSOKA Que bom que gostou! Beeeijos ;*