Capítulo quarenta e cinco: The end II

Por Kami_chan

Sasuke era tão previsível, que aquilo até parecia piada. Ainda assim, mesmo com toda a raiva que sentia pelo idiota em sua frente, sentia também algo como tristeza. Sasuke foi alguém especial em sua história, e agora ela sabia que não hesitaria mais em matar o irmão que Itachi ainda sonhava em recuperar.

Seu plano inicial era apenas descobrir os planos de Sasuke até o mais velho chegar, mas isso agora estava fora de questão. Talvez fosse melhor acabar com tudo antes da chegada do moreno, mas para isso teria que saber mais sobre as fraquezas do moreno, afinal ainda estava presa em uma corrente que lhe dava choques toda vez que era tencionada. Apenas uma coisa era certa, teria que continuar jogando.

Sakura riu em alto som, sua voz ecoava pelo cômodo enquanto que seus ombros sacolejam com a força dos movimentos. No fim, estava curiosa se doeria ou não matar Sasuke.

O ataque do moreno foi previsto, e a velocidade com o mesmo foi lançado também. Uma feliz novidade, porém, foi o fato de que tão rápido quanto Sasuke se moveu, ela pode senti-lo. O moreno seria uma grande aprendizagem para si, afinal.

E ainda ajoelhada sobre o chão sujo de carvalho, sentou-se sobre as próprias pernas e se moveu rapidamente para a esquerda, sentindo o braço do Uchiha roçando por seu tronco em diagonal, descendo pela lateral de seu tórax até a cintura. A lâmina da espada em sua mão entrando firme no solo, causando cicatrizes de rachaduras no chão.

O corpo do moreno se desequilibrou a acabou sobre o da rosada, que puxou a perna livre aumentando o espaço entre elas, forçando Sasuke para o espaço formado. Em uma ação rápida a Haruno usou o cotovelo mais próximo do corpo do Uchiha para derrubá-lo e mantê-lo preso ao chão, ao mesmo tempo em que seu corpo se moveu ficando sobre o dele.

Suas pernas trabalharam para laçar as coxas do moreno com a corrente presa em seu outro tornozelo. Sem se importar com o choque que receberia, puxou a corrente fazendo que liberasse sua energia diretamente nas coxas laçadas do moreno, recebendo a mesma descarga junto com ele, entretanto, aquele golpe tinha um valor muito mais psicológico do que letal.

O moreno gritou, sentindo a curta corrente queimando diretamente a pele de suas coxas. Uma mera distração para o golpe pelas costas da menina que tinha usado o peso do próprio corpo para mantê-lo ao chão, o moreno apareceu ás suas costas estendendo o shidori através do corpo da rosada, que despencou no chão sobre o corpo ilusório que tinha atingido.

– Tsc.. você morreu irritante da mesma forma como eu me lembrava. – Disse olhando para o corpo imóvel da rosada no chão.

– Você acha mesmo? Sabe, eu podia lhe dar um conselho sobre Uchihas morrerem cegos, mas eu começo a crer em uma opção melhor, você é mal de mira mesmo Sasuke.

Os olhos do moreno se alargaram, quando Sakura tinha conseguido se livrar da corrente que a mantinha presa? Como não tinha percebido? Seguindo o som da voz que havia conversado consigo, encontrou a rosada em pé, cerca de dois metros de si.

– É. Mesmo irritante você não é mais tão patética afinal.

– Que bom que notou. – Disse em ironia, levando o pé de apoio a frente do corpo, em um sinal mudo de batalha.

Sasuke riu. Aquilo era patético, pensar que Sakura achava que tinha capacidade para enfrentá-lo era uma piada. Mas ele estava errado, Sakura não deu mais nenhum sinal de que estava planejando uma luta, muito diferente disso, a rosada olhou para o chão, parecendo encontrar algo muito interessante lá.

– Então foi aqui, não foi? – Perguntou se abaixando, levando os dedos indicador e médio em direção ao chão, tocando a madeira. – Foi aqui que eles morreram, aqui que você perdeu tudo. – Terminou a frase trazendo seus dedos sujos de sangue do chão até a altura de seus olhos. – Como você é porco Sasuke, não limpou a sujeira por todos estes anos, tsc, se bem que esse cheiro pútrido combina com seu espírito sem vida.

E de uma forma que ele não entendeu, havia a sombra de corpos aos pés da rosada sobre um borro grande de sangue fresco que se movia, tomando cada vez mais o chão. E por mais que soubesse que não era real, seus olhos se prenderam àquela imagem, os corpos de seus pais estavam jogados da mesma forma que se lembrava. Ela não podia, Sakura não tinha como saber de detalhes assim, mas aquilo não podia ser apenas uma mera coincidência.

– Está confuso, Sasuke? Podemos ouvir seus pensamentos daqui! – Disse outra Sakura, uma que estava parada ao seu lado, com a mão em seu ombro de forma confortadora.

– Nee acho que ele está confuso sim. – Riu a Sakura que estava em pé diante dos corpos de seus pais, mas então ela parou com uma expressão pensativa, abaixando-se logo atrás dos dois corpos. – Sabe, analisando as marcas da lâmina deste ângulo, fica clara a afirmação de eles nem tiveram tempo de reagir. Foram atacados pelas costas, deve ter sido muito fácil matá-los.

– Tsc, mas também quem iria imaginar que o assassino nasceu dentro de casa? – Continuou a Sakura que estava ao lado do moreno.

– É verdade. – Comentou a outra se levantando novamente. – Sasuke, você parou para perceber que a sua mãe morreu chorando?

– Não. Ele estava chorando mais ainda, o bebê chorão dos Uchiha se quer teve reação se não se borrar todo. – E ambas riram.

– PARA! Quem é você? – Gritou o Uchiha.

Sasuke estava convicto de que aquela pessoa não era Sakura, tinha pegado a pessoa errada. Mesmo sabendo que estava dentro de um genjutsu do qual não estava conseguindo sair, e que Sakura era capaz de criar boas ilusões, não era possível aquilo tudo vir dela.

Ela não sabia dos detalhes daquele dia. Itachi, Itachi era a pessoa quem sempre lhe fazia cair em ilusões sobre aquele dia.

Os dentes do menor rangeram, Itachi devia ter entrado ali de alguma forma e o colocado naquela ilusão. Seu irmão estava ali com certeza. Tinha que matá-lo. Tinha que sair daquela ilusão e acabar com aquela história inacabada.

– Grrrr Itachiii!

– Agora ele está achando que nós somos o Itachi-san. – Disse a Sakura que estava ao lado do moreno.

– Isto é triste. Você prefere o Itachi do que nós, Sasuke-kun? – Perguntou em ironia a outra rosada, aproveitando-se da nudez por baixo da capa negra para expor uma de suas coxas de forma sugestiva antes de metade de seu rosto ser encoberto pela penumbra do local, transformando-se no rosto do amado. – Isso é homossexualismo incestuoso, sem falar que ele matou seus pais, Sasuke isso é nojento. – Disse retornando a luz e voltando a sua fisionomia facial.

– Tá bom Sasuke, olha pra mim. – Dsse a menina ao seu lado de forma compreensiva. – Eu vou te explicar o que está acontecendo ok.

– Ele não vai entender nem se fizermos um desenho. – Disse a outra se aproximando. – Ele já devia ter entendido depois daquele Amaterasu. Olha Sasuke – Disse puxando o queixo do garoto estático em sua direção. – Eu fui abençoada pelo demônio que deu origem ao seu clã de bestas mortíferas. – Disse deixando que rubro de seu sharingan vibrasse no ambiente escuro a centímetros do rosto do ex-colega. – Eu sei tudo sobre este clã, eu vi toda a história diante dos meus olhos e eu vi como seu irmão limpou o mundo destes demônios, eu o vi matar e como ele fez para matar cada uma das pessoas que você amava. – Mentiu, omitindo que tudo o que sabia sobre aquele dia ou da história do clã provinha das memórias de Madara.

– Nós queríamos brincar um pouco com você Sasuke, mas você é um tédio. Vamos acabar com isso logo, Itachi não virá.

– Mas ele pediu para te dar um recado. – Disse a rosada de frente para ele, com os olhos bem abertos.

A menina forçou Sasuke a olhar para si e seus olhos giraram, dentro do genjutsu ela o levou para trás no tempo, para um dia no passado que o moreno queria esquecer. Não era uma lembrança sua, por isso Sakura não a via, era algo de Madara que ela apenas sabia machucar o moreno. Lembrava também de ouvir sem querer Kakashi e Jiraya conversando algo sobre Itachi gostar de torturar o irmão mais novo com imagens daquela noite.

Era estranho ver Sasuke parado, tremendo, fixo em um local enquanto ela estava ainda presa aquela corrente. Sakura não via meios se soltar daquela porcaria, precisava de tempo até Itachi chegar e lhe ajudar com isso, chegava a ser patética a forma como não estava conseguindo se livrar da porcaria de uma corrente de ferro.

Na ilusão, Sasuke via a si correndo com medo pelo complexo. Ainda não tinha consciência do que tinha de errado com o local, mas algo ruim o preenchia, a intuição de algo ruim, mas nada poderia ser tão ruim quanto o que encontraria. Não passaria por aquilo novamente.

Em um grito, todo seu corpo se iluminou e vibrou com a eletricidade do shidori. Tinha que se livrar daquela maldição.

A rosada sentiu a mudança na energia que provinha do shidori de Sasuke. Era tudo muito novo para si lidar com aqueles olhos, sabia que Sasuke era capaz de se livrar de fortes genjutsus, mas não sabia se aquele golpe seria o suficiente. Estava pronta para qualquer imprevisto, mas não para o que aconteceu. O local foi invadido, e para seu total pavor, não fora por Itachi.

Cinco ANBUS mascarados entraram na frente e se adiantaram contra Sasuke, após estes, mais três com máscaras especiais entraram a frente de Tsunade e a grande lesma, que vinha seguida de perto por Shizune e um quarto e último ANBU, cuja mascara era diferenciada. Os cinco primeiros se aproveitaram da situação do moreno preso em genjutsu e lhe prenderam em um círculo selado, repressor de chackra, logo sendo dominado pelo grupo.

Bem a tempo de se livrar da ilusão imposta pela rosada. A medinin observou a ação com pouca atenção, estava mais preocupada com a presença de Tsunade ali, e não se espantou ao perceber que sem se deixar absolver pela captura de Sasuke, a líder de Konoha voltou sua atenção exclusivamente para si.

Sakura olhou assustada para Tsunade, era Itachi que estava esperando ali e não a loira líder de Konoha. Os olhos buscaram por Sasuke que estava cercado por cinco ANBUS, três deles levavam Byakugans marcando os furos para os olhos em cada máscara. E mesmo sem estar esperando, compreendeu.

Konoha devia estar mais cautelosa neste tempo de guerra, ninguém entraria ali e faria tudo o que quisesse. A kage da folha jamais permitiria que alguém entrasse em sua vila e se escondesse ali, podendo ser um inimigo em potencial em época de guerra, planejando um ataque sorrateiro que pudesse devastar a vida dos aldeões. Uma luta no abandonado complexo Uchiha, com certeza chamou a atenção dos cães bem treinados de Konoha.

Havia mais três Hyuugas a frente da loira Tsunade, além de Shizune e a grande lesma, enquanto ela ainda estava sentada no chão presa por uma corrente que lhe dava descargas elétricas. Via nos olhos de Sasuke que somente agora o moreno era capaz de precisar ha quanto tempo os dois estavam se enfrentando apenas em uma ilusão criada por ela. Entretanto o maior espanto nos orbes negros era o rubro no raro Sharingan que estava desenhado nos olhos da rosada.

O Amateraso de meses atrás fora real. A ligação dela com Itachi era real. Sakura realmente tinha aqueles olhos maldosos iguais ao de seu irmão. O fogo negro não era um esperto genjutsu, Sakura não foi levada para aquele grupo e forçada a lutar à frente deles. Maldita Haruno era mesmo uma meretriz escorregadia, lambuzada pelos mesmos pecados de seu irmão.

– Filha da puta! – Rugiu entre dentes, tentando em vão se livrar da armadilha para avançar contra a meretriz imunda.

– O Shinobi que deixar este traidor escapar irá receber julgamento no lugar dele! – Esbravejou Tsunade.

– Tsunade-sama... – A rosada disse baixo ao perceber que era o grande centro das atenções naquela sala, ainda não tinha se habituado à expressão de pavor nos olhos de quem vê o sharingan dirigido a si.

Mas por mais que esse dom fosse temido, não era ignorante a ponto de acreditar que era capaz de se livrar de uma sannin, nove ANBUS e mais shizune. Também não podia fazer nenhuma besteira, não estava mais em casa, diante da líder estava apenas mais um ninja renegado, com a fixa muito menos suja do que outros, mas não deixava de ser uma fugitiva. Em um ato de remissão, inclinou o corpo para frente e para baixo em uma reverencia submissa.

– Tsunade-sama... – Chamou baixo, mas não teve tempo de continuar sua fala.

– Uchiha Sasuke deve esperar pelo meu julgamento na prisão ninja de Konoha, levem-no para lá agora mesmo e se assegurem de usar de todos os recursos daquele lugar para que ele não fuja. Já tenho dito o que acontecerá com aquele que o deixar escapar. – A voz da loira de Konoha se fez ouvir imponente por todo o local.

Sakura viu o movimento dos ANBUS que continham o moreno, cinco homens para domar o bebezinho Uchiha mimado. Ela esperou que o som dos passos de todos eles não fossem mais ouvidos para voltar a olhar para Tsunade.

Havia medo em si, afinal era uma traidora da vila assim como Sasuke e tinha matado Konohas assim como Sasuke. Mesmo que tenha matado apenas um, que tenha sido por acidente, não seria bom ser julgada por isso, principalmente por viver com o grupo que Konoha tanto desprezava.

A rosada se sentia acuada como uma criança que fugiu para fazer arte e finalmente foi pega pela mãe; e Tsunade era uma mãe bastante rígida. Então ali, diante da loira sentiu algo diferente que não havia sentido em nenhum dia após sua partida, sentiu culpa. Ao perceber que o grupo com o Uchiha estava realmente longe, a expressão no rosto da loira mudou, havia uma mistura de alivio com angustia.

Tsunade estava feliz por finalmente rever sua menina, triste por encontrá-la acuada e presa daquela forma, mas principalmente decepcionada por realmente vê-la com aquele uniforme horrível. Era verdade então, era mesmo com eles que elas estavam vivendo. Não sabia o que fazer, era um Akatsuki, mas era Sakura; a menina a quem tinha passado todos os seus conhecimentos.

Tsunade deu alguns passos mais para parto da menina, e como uma resposta automática, seus ANBUS a cercaram como se fosse uma ameaça. Sakura entendeu que a melhor opção era ouvir o que a líder da folha lhe diria, e simplesmente regrediu o tom rubro de seus olhos, deixando-os puramente verdes.

Não valia a pena lutar, estava em uma grande desvantagem e essa atitude poderia piorar sua imagem diante da vila. Poderia ser condenada a apenas permanecer na prisão de Konoha, de onde seria fácil para Akatsuki e Itachi lhe tirar, mas se tentasse algo contra aquele grupo naquele momento sua pena poderia aumentar o suficiente para tornar as coisas mais difíceis.

– Cuidado! – Disse um dos ANBUS. – Ela pode nos prender em genjutsus.

– Ela não vai fazer isso. – Disse a voz grossa de um ANBU daquele grupo, sua máscara era diferente, não havia rasgos para os olhos, apenas a cerâmica perfeita e lisa, diferente de todas as outras não levava os traços de nenhum animal, era apenas redonda branca e lisa.

Ele parecia um fantasma, mas Sakura sabia que por trás daquela máscara havia mais um Hyuuga, um que por algum motivo queria esconder seu doujutsu. Certamente alguém forte, mas também era alguém novo, de corpo miúdo e pequeno, e que entrara naquele grupo depois que ela e Ino tinham saído de Konoha.

– Maito, livre Sakura desta corrente. – Ordenou a líder e sem que ninguém se opusesse o mascarado se aproximou da rosada.

Ele puxou uma arma estranha de dentro de suas vestes, algo como uma espada curta de madeira. Na medida em que o menino se movia, a mão livre fazia sozinha os selos necessários, e ao tocar a corrente no solo a arma já não era mais feita de madeira e sim de metal.

Sakura não teve nem tempo para adverti-lo. Ao sentir o impacto com o metal a corrente não se quebrou, apenas vibrou liberando na rosada uma nova onda de choques elétricos, assustando a todos quando todos os músculos da menina se contraíram e seu corpo tremia de forma descontrolada.

O ANBU compreendeu o mecanismo e novamente selos foram feitos com uma mão enquanto seu corpo se movia e a lâmina metálica se cobriu em diamantes que não tiveram tempo de tocar a corrente na perna da rosada. A lâmina incrustada de diamantes foi segura pela mão grande que se materializou do nada, formando-se a partir do toque firme, o punho e o braço que ao final da materialização formou o corpo do mais velho dos irmãos Uchiha, que se colocou entre o ANBU mascarado e a rosada.

Sem ser capaz de ver a cena por completo, tudo o que Itachi vira ao chegar fora sua Sakura presa ao chão, cercada por ANBUS. Ela estava a mercê de um que tinha uma arma apontada para si.

O mascarado recuou dois passos ao ver o moreno ali, todos conheciam sua história e sua fama. A mão que embainhava a espada permaneceu em riste, enquanto a outra estava diante de seu peito, pronta para a formação de qualquer selo necessário. Sakura se viu aliviada por finalmente se ver em companhia de Itachi, mas teve que intervir; uma luta não seria nada bom para a Akatsuki neste momento.

– Itachi, por favor, ele não ia me machucar. Tsunade pediu para que este ANBU me livrasse desta corrente, Sasuke me prendeu aqui. – Disse ao perceber que todos naquele ambiente haviam sem posicionado para uma possível luta.

Entretanto o pequeno diálogo entre os dois chamou muito mais a atenção de todos na sala do que se ele tivesse entrado no lugar vestindo uma calça roxa. Pois o que todos ali viram foi Uchiha Itachi invadindo o local para proteger alguém, a preocupação de Itachi com a rosada era visível e quase palpável. Era o homem mais temido de suas histórias, quase ansioso em garantir que a Haruno estivesse realmente bem.

– Onde ele está? – Perguntou o moreno, franzindo o cenho ao tentar avaliar a figura misteriosa que estava em sua frente antes de decidir finalmente lhe dar as costas sem deixar de prestar atenção em suas ações.

– Uchiha Sasuke está preso sob minhas ordens. Ele é um fugitivo renegado de Konoha, tem crimes a serem julgados e uma pena a cumprir. – Foi a loira quem o respondeu.

– Hn.. – Disse direcionando o olhar para a loira enquanto se abaixava diante da rosada. – O que há com está corrente, por que não se livra dela? – Perguntou como se fosse a coisa mais óbvia, todos ali conheciam a força daquela menina que quebrava rochas a murros.

– Ela descarrega muita energia elétrica em mim toda a vez que se tenciona. Era plano de Sasuke ficar brincando com ela até você chegar.

O moreno bufou em mau humor e logo tomou a corrente em sua mão para estudá-la e logo passou os dedos pelos elos certos e a quebrou. Conhecia aquele truque, foi muito usado durante a guerra, era um jeito fácil de brincar com os inimigos capturados, mostrando-se compreensivo para conseguir as informações sendo que a única pessoa que causava dor ao inimigo era ele mesmo.

– Desarmar essas correntes fazia parte do treinamento ANBU no meu tempo. – Disse olhando de cara feia para o ANBU que havia se colocado de frente quando chegou ali.

– O Hokage garantiu que todas estas correntes fossem destruídas logo ao final da guerra, pois julgava os resultados desumanos. É impossível que esta seja uma delas. – Defendeu Tsunade.

– Pelo visto nem todas foram destruídas. – Disse Sakura aliviada por se ver livre do metal, alisando o elo de queimadura que contornava todo seu tornozelo e provavelmente nunca mais deixaria sua pele. – Não vejo a hora de ir para casa. – Disse aceitando a mão do moreno para se erguer do chão.

– Sinto muito Sakura, mas não posso simplesmente deixar que você vá. – Disse Tsunade e ao ouvi-la, e todos os ANBUS na sala se puseram em um semi circulo contra o casal.

– Eu compreendo sua posição. – Disse a rosada. – Não vamos resistir.

– Não vamos resistir, mas você não vai levar ela para longe dos meus olhos. – Disse o moreno firme.

– Isso está saindo do controle, esperava encontrar apenas Sasuke aqui. Mas é muito importante ter a Akatsuki aqui neste período de pré-guerra, simplesmente não vou permitir que nenhum dos dois saia até que Jiraya volte de uma recente missão que foi cumprir.

– Tsunade-sama.. – Chamou a voz fina da líder das lesmas. – Temos outro problema.

– O que foi agora? – Perguntou a loira impaciente.

– A Kyuubi está aqui. – Respondeu a lesma.

– Naruto saiu em missão com Jiraya. – Respondeu.

– Eu sei senhora, mas sinto a presença da Kyuubi aqui em Konoha, e não apenas a presença do jinchuuriki Uzumaki Naruto.

Recém terminada frase do animal, o silencio para compreensão de todos os presentes ali foi suficiente para ouvir muito ao longe o rugido raivoso muito conhecido. Por um momento todos, sem exceção, se entreolharam com medo.

– Selem esta casa, não quero que Sakura e Itachi saiam daqui de forma alguma. Shizune reúna nossos ninjas, Katsuyu proteja os aldeões, Maito você fica responsável por este local.

– Acha mesmo que podem dar conta da Kyuubi sozinhos? – Perguntou Sakura.

– Vocês dois não irão sair daqui. – Disse a loira de forma firme.

– A Kyuubi não é um simples...

– Não é hora para sentimentalismo envolvendo Naruto Sakura. Você escolheu sair desta vila para se juntar a organização que visa a captura de todos os jinchuurikis por vontade própria. Agora aceite as consequências. Vamos todos. – Disse a loira com firmeza dando as costas para o casal.

Maito selou o casal dentro daquele ambiente e se colocou a porta do mesmo, em um ponto onde podia vigiar tanto os movimentos dentro da casa como da rua. Pela janela pouco se via além dos vultos da pequena comitiva que voltava para o centro de Konoha.

O casal Uchiha virou-se de frente um para o outro, e mesmo que Maito fisicamente estivesse virado de costas para os dois, via e ouvia tudo o que era dito por ambos. Não tinha como não se interessar por aquilo, estava na mesma sala que duas pessoas capazes de manipular o famoso e temido Mangekyou sharingan, e por mais que pudessem ser temidas da forma como Uchiha Itachi era, Maito os via ali sem oferecer risco algum.

Podia sentir os níveis de estresse das pessoas, por isso era raro para Tsunade, podia dizer quando alguém mentia, podia prever quando uma intenção de ataque viria simplesmente pelo aumento na corrente sanguínea do oponente. E aqueles dois estavam malditamente calmos, calmos demais. Por isso forçou o sentido da audição ao seu limite para poder ouvir o que pretendiam.

– A Kyuubi não é bom, Naruto perde os sentidos nestas situações. Pode chegar a destruir a própria vila que tanto ama.

– Se está pensando em sair daqui pode esquecer. Estamos quase entrando em guerra com esta vila e precisamos nos render a essas burocracias idiotas deles, se quisermos ter a chance de dizer que não queremos uma guerra com eles e ser ouvidos.

– Mas...

– Sem mais Sakura. Esta é a vila da Kyuubi, Tsunade com certeza sabe como lidar com isso. Sasuke a machucou? – Quis saber o moreno se aproximando.

– Não. – Disse de forma fraca olhando para a cicatriz de queimadura em sua perna. – Ele está doente de verdade, não iria fazer nada sério comigo até que você chegasse. Ele queria que você me visse sofrer antes de ser morta por ele. – Disse revirando os olhos. – Ele realmente achou que iria conseguir isso e depois matar você.

– Onde ele está agora?

– Os ANBUS o levaram para a prisão ninja de Konoha aonde deve esperar pelo julgamento da Hokage.

– Então não devemos mais nos preocupar com ele por hora.

– Como estão Deidara e Konan?

– Estavam bem até eu sair de lá. A vila foi atacada imediatamente após Sasuke quebrar nossa barreira, por isso demorei tanto. Não sei dos detalhes apenas vim atrás de você.

– Seremos julgados como fugitivos aqui também, iguais ao Sasuke.

– Aí neste caso serão eles quem estarão concretizando a guerra e não nós. Se for assim, lutaremos contra eles como inimigos de guerra, sem nenhuma diplomacia.

– Então nesse caso a coisa vai ficar bem feia para eles. – Brincou a rosada passando os braços pelo pescoço do moreno, obtendo como resposta os braços do mesmo em torno de sua cintura.

– Dá pra dizer que sim. – Concordou, deixando-se levar por breves minutos.

Estavam presos ali até segunda ordem, estava aliviado por encontrar Sakura bem e longe das mãos do irmão. Não haveria mal em aproveitar os breves momentos de calmaria, e com isso em mente deixou com que seus lábios seguissem até os da rosada em um beijo calmo, que foi retribuído pela rosada.

Gostava daquela sensação, aquela mágica que existia em cada beijo que fazia que por mais que o tempo passasse nunca levava embora aquele frio bobo que se apossava de seu estomago toda vez em que ele se aproximava. Uma magia conhecida pelos que amam, que tem o estranho efeito colateral de fazer o tempo parecer parar durante aqueles breves momentos em que os lábios se tocam e o coração acelera, construindo uma barreira em trono do casal que os transformava invisíveis neste mundo, ou simplesmente algo que não pertencia ao caos ao seu redor. Nunca queria perder aquela mágica.

– Eu sempre acho que se você estiver por perto nada pode dar errado. – Disse baixo ao termino do ósculo, aninhando-se contra o corpo do moreno.

Itachi os guiou até o extremo do local, próximo a uma das paredes. Não tinham nada a fazer além de esperar, e não se incomodou com a presença do ANBU da folha o suficiente para afastar Sakura de si. Sentou-se no chão com as costas contra a parede, deixando que permanecessem na mesma posição e a rosada sentasse de lado sobre seu colo sem deixar de aninhar em seu peito.

– Como ele conseguiu pegar você? – Perguntou o moreno.

– Acho que ele me drogou... só lembro das coisas até ter dormido ao seu lado.

– Eu acho que ficou lá nos observando o dia inteiro, só esperando o melhor momento.

– O dia todo? – Perguntou de forma debochada.

Agora só lhes restava esperar. Era tudo o que poderiam fazer.

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– Eu sofri muito quando divulgaram a morte de vocês três. Tinha muita esperança nas boas transformações que vocês poderiam fazer neste mundo, principalmente você Nagato.

– Que besteira, você nos deixou lá. Éramos apenas crianças cheias de esperança de um mundo melhor. Era obvio que isso não ia dar certo.

– Você tem o poder de fazer dar certo Nagato, eu esperei até que você descobrisse isso, ensinei para vocês o básico para que pudessem criar o seu próprio caminho.

– Você podia ter ficado conosco. – disse Konan largando a pequena filha no berço para se virar ao mais velho.

– Não eu não podia. Sou um eremita Konan, este é o meu caminho, sei que estou aqui hoje e sei o motivo disto. Não sei onde estarei amanhã, e nem o motivo pelo qual aquele caminho se formou aos meus pés.

– Você ficou na chuva para nos ensinar sensei. Porque está aqui agora?

– Para que vocês me ensinem. Vocês encontraram o caminho, as perdas existem, nem tudo é como planejamos ou sonhamos. Mas vocês encontraram um caminho novo, uma forma diferente de tudo o que há neste mundo velho. Eu, como os grandes Kages, estou preso a esta mentalidade desde mundo velho, estou realmente feliz por estar aqui e ter a oportunidade de entender que o que vocês seguem não é um caminho na contra mão, é apenas um caminho novo e desconhecido pelas pessoas que vem e vão na vida pelos antigos caminhos.

– Sensei? – Chamou Pain, sem saber se tinha entendido as palavras sem sentido do mais velho, mas ele nem lhe deu atenção.

– Você devia levar o líder desta organização a Konoha Ino, eu asseguro que serão bem recepcionados. Mas precisam acabar com esta guerra da maneira certa. Tsc, eu vou atrás do Naruto antes que ele saia de controle.

– Jiraya-sama, há algo mais que não falei na presença do Naruto. – Disse Ino. – Quando chegamos aqui um dos nossos encontrou o corpo de uma kunoichi e trouxe para nós. Eu a reconheci como o corpo de Hyuuga Hinata e usei minhas habilidades para descobrir quem a matou.

– Foi Sasuke, não foi? – Questionou mesmo já prevendo a resposta, a loira assentiu com um aceno mudo. – Eu estou voltando para Konoha, espero por vocês lá. E agora tenho certeza que vocês querem esta guerra tanto quanto nós.

Os três Akatsukis viram o sannin se virar e ir embora. Ino e Pain se entreolharam, sem saber o que pensar exatamente. Tinham sido encontrados pelo sannin dos sapos, eles conversaram como se fosse um reencontro de formandos após vinte anos fora da escola. Jiraya não sabia que o líder do grupo estava entre eles.

– Konan podia voltar à sede com Kisame quando Hidan e Kakuso voltassem. Com Kakuso aqui Deidara não fica desamparado. Eu posso acompanhar você até Konoha Ino. – Disse o ruivo.

– Não, Jiraya que é um dos sábios não esperava encontrar vocês dois vivos. Você e Konan talvez ainda sejam os únicos Akatsukis com identidade desconhecida, não quero desperdiçar isso.

– Konan sim, pouco se sabe sobre ela em todo o mundo shinobi. Mas se temos mesmo planos de liderar Amegakure junto com a Akatsuki, revelar minha identidade não será uma fraqueza.

– Não queria retornar ao abrigo, gostaria de ir para Konoha com vocês. – Disse Konan.

– Não! – Disserem os outros dois ao mesmo tempo.

– Konan não sabemos ao certo se todos os ninjas daquela vila irão nos receber bem como Jiraya-san. – Disse Ino. – Também não é fácil para mim sair e deixar Deidara aqui sozinho, você o encontrou Konan e mesmo que você não tenha os mesmos conhecimentos que Kakuso-san, sei que nada de ruim vai acontecer a ele se você estiver aqui junto, porque sei que você vai sentir qualquer coisa.

– Ok! Então acho que também não vamos voltar para a sede. Não se preocupe Nagato, Kisame ainda está aqui e eu já me sinto bem o suficiente para lutar caso seja necessário. Nossa filha e eu estaremos seguras aqui, e vou ficar de olho em Deidara para Ino até Kakuso voltar, ou quem sabe, Itachi e Sakura voltarem.

– Nós nunca estivemos tão despedaçados. – Reclamou o ruivo. – Ino você sabe que se entrarmos em uma emboscada em Konoha nossas chances são bem ruins, não é.

– Sei. Sei também que se tivermos que lutar de forma desesperada vamos fazer coisas que nos colocará em uma guerra eterna contra Konoha. Temos que ser cautelosos, não podemos lutar, pois estaremos em desvantagem e qualquer luta em desvantagem nos obrigará a fazer coisas diplomaticamente ruins.

– Vai dar tudo certo. – Konan sorriu. – Nagato por favor, não destrua aquela vila. – Disse fazendo os três sorrirem de alguma forma.

– Você tem certeza de que tudo ficará bem? – Perguntou o ruivo se aproximando de Konan.

– Claro que sim. Vão logo resolver essa bagunça, estou louca para voltarmos todos juntos pra casa. – Disse vencendo completamente a distância entre si e o ruivo, tomando um beijo rápido que sinalizava a despedida.

– Você sabe como me chamar caso necessário. – Lembrou antes de dar as costas à azulada.

Andaram quietos até o elevador, dentro deste Ino alongou os músculos de seu pescoço; estava cansada. O clima daqueles dias estava tenso, cada passo tinha que ser bem medido e pensado. Tinha Naruto também, não queria chegar em Konoha e encontrar um ataque da Kyuubi.

– Você sabe que o garoto que saiu correndo antes daqui...

– ...É o garoto demônio. Eu praticamente farejo os jinchuurikis, espantoso é como os dois conseguiram entrar aqui sem que nenhum de nós percebesse.

– Não os subestime, Naruto é um shinobi em potencial e Jiraya é o grande sannin dos sapos.

– É eu sei.

– Não sabia que você e Konan tinham sido treinados pelo ero-sanin. Por que ele te chamou de Yahiko?

– O trio composto pelo mestre dos sapos, a princesa Tsunade e o misterioso Orochimaru nos encontrou na guerra. Éramos apenas crianças morrendo de fome, Jiraya nos ensinou a arte para nos defendermos e sermos capazes de seguir em frente sozinhos, Konan, eu e Yahiko. O que aconteceu depois que Jiraya nos deixou é uma história muito longa para o momento, mas Yahiko morreu, e ele tinha este rosto.

– Que coisa bizarra, não quero nem saber o que diabos houve com seu corpo. Outro dia você conta a história, onde será que o Kisame se meteu? – Disse saindo do elevador que recém tinha aberto suas portas.

– Tsc... vai saber. Ino você não acha estranho Itachi e Sakura ainda não terem dado sinal de vida? Sasuke não deve ter pegado Sakura e saído por aí pra brincar de pega pega com Itachi, ele deve ter levado Sakura para um cativeiro.

– Não sei o que pensar, Sasuke é demente demais pra tentar ler seus atos com certeza. Ele pode ter escondido Sakura, pode estar brincando de pega pega com Itachi ou pode simplesmente estar os torturando. Ele está doente, não fará nada que não tenha algum valor psicológico para si em relação ao irmão, não acharia estranho se ele tivesse levado Sakura para a folha.

– Faz sentido se ele quiser pagar Itachi na mesma moeda. Sasuke perdeu tudo naquele lugar, pode querer tirar tudo do irmão lá também. Ele está mesmo doente, Itachi pegou pesado com o menor.

– Ele pegou pesado com um idiota que não conseguiu aguentar a pressão no final das contas.

– Idiota, doente, que não aguenta pressão. Por acaso estão falando do irmão do Itachi? – Ouviram a pergunta de Kisame que vinha corredor adentro com o que parecia ser uma criança adormecida no colo.

– O que é isso agora? – Quis saber Ino indicando o menino no colo do peixe.

– Itachi pediu para trazê-lo para cá. Ao que parece a mãe do menino trabalha aqui dentro, Sasuke usava a tortura no menino para manipular a mãe. Itachi disse que o menino está traumatizado e o "colocou para dormir" antes de pedir para trazê-lo para cá.

– Ele é um aldeão, logo é um problema da vila e não nosso. Kisame, leve ele para a emergência, alguém deve conhecer a mãe dele, depois suba para ficar com Konan. Nagato e eu vamos até Konoha terminar com esta bagunça.

– Vocês irão ficar por conta, a distância daqui até Konoha é grande demais para os corpos, por isso vamos nós cinco. – Completou o ruivo.

– E o que eu faço se Deidara...

– Ele não vai piorar, mas Kakuso logo voltará. Se algo acontecer antes que ele chegue, Konan consegue contatar Pain. Estou torcendo também para que Sakura chegue aqui antes de nós.

– Ok! Estaremos aqui na espera. – Disse o peixe retornando no corredor em que vinha para ir até ao pronto socorro do hospital para deixar o menino.

– Sabe eu acho que Jiraya ter visto você tentar trocar aquela fralda salvou de vez essa guerra. – Disse a loira de forma leve.

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O ruivo e a loira caminharam em passos ligeiros, não sabiam ao certo o motivo de sua pressa até visualizar o contorno do eremita contra o sol poente. Estavam indo para o mesmo lugar, bem melhor que fossem juntos e chegassem como visitantes.

– Jiraya-sama! – Chamou Ino para sinalizar ao eremita que os esperasse. – Nós resolvemos que vamos com você.

O mais velho se virou com um sorriso. Aquele com certeza era um bom sinal, um sinal de que as mortes sem sentido e as histórias mau contadas iriam acabar de uma vez por todas.

– Eu achei mesmo que você fosse o líder de qualquer grupo em que se encaixasse, Nagato. – Disse sorrindo ao ex aluno.

– Lamento sensei, é Ino quem lidera nosso grupo, não eu. – Respondeu o ruivo com sinceridade, não havia motivos para esconder esta informação.

– Isso não faz sentido, Ino era até pouco tempo uma kunoichi de Konoha, como pode ser a líder deste grupo? – Perguntou o velho em surpresa.

– É engraçado mesmo que uma kunoichi muitas vezes deixada de lado em Konoha tenha ganho o título de líder de uma organização forte como a Akatsuki. Mas sim, a liderança foi passada a mim. – Disse a loira de forma séria.

Aquele ainda era um assunto desconfortável para si, e ela não gostou nenhum pouco do ar de surpresa nos olhos do velho eremita. Ela era julgada como fraca na folha, colocada em missões sem real valor para a vila em si.

Levava o peso de um famoso nobre clã da vila, mas ainda assim, sempre deixada de lado. A surpresa expressa nos olhos de Jiraya era uma nova prova de como as pessoas natas daquela vila a julgavam como fraca e incapaz.

– Não foi isso que quis dizer Ino. Sei que você defende muito bem a gloria do clã Yamanaka, é uma excelente kunoichi, mas a Akatsuki é muito mais antiga. A fama desde grupo vem desde um tempo em que você estava apenas aprendendo coisas básicas com Tsunade e Sakura.

– Ao seu conhecimento basta apenas a informação de que depois que Ino entrou no nosso grupo, passou a liderá-lo, sensei.

– Ok! Não vamos discutir sobre algo como isso. Fico feliz que seja você e que tomou a decisão de ir até lá conversar com Tsunade, as chances disso terminar bem são muito melhores.

– Vamos logo. – Reclamou a loira.

– Não deveríamos correr? O garoto Kyuubi saiu daqui liberando uma quantidade muito grande de chackra da raposa.

– Eu já enviei um sapo à Konoha, apesar de acreditar que Naruto chegue lá antes. Ainda assim, chegaríamos muito mais rápido se nossas pernas fossem maiores.

– Deixem isso comigo. – Disse o ruivo se afastando para fazer os selos de uma invocação.

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O rugido da Kyuubi soou alto, havia tumulto no centro da cidade. Os aldeões corriam de um lado a outro sem saber ao certo aonde era seguro ir, os ninjas espalhados pelas ruas orientavam os comerciantes a fechar seus estabelecimentos. A escola fora fechada, nenhuma criança tinha autorização para sair de sua sala de aula enquanto que todos os tutores estavam em seu mais alto nível de concentração, era seu dever proteger a escola e as crianças ali dentro.

A grande lesma se dividiu a mando de Tsunade e estava presente em todos os lugares, garantindo a loira líder da aldeia de que não havia a menção de nenhum ferido. Os ninjas que faziam a segurança da entrada da vila logo anunciaram a presença do demônio antes mesmo deste cruzar os altos portões de madeira, garantindo o adiantamento na resposta de defesa da folha.

Todos conheciam Naruto e não tinham nenhuma intenção de luta contra o loirinho preferido de Tsunade, mas também não podiam deixar os aldeões desprotegidos, e até segunda ordem, estavam apenas na defensiva. Yamato foi solicitado e foi para a frente de batalha o quanto antes, e estava entre os ninjas em frente de batalha pela vila. E como estes, viu o momento exato da chegada de Tsunade no local.

– O que há aqui? – Perguntou a loira.

– Naruto perdeu o controle parcialmente, está gritando por Sasuke. – Informou um dos ninjas.

– Onde está Jiraya? – Questionou, visto que Naruto tinha deixado a vila junto com o eremita.

– Não sabemos nada de Jiraya-sama, tudo o que sabemos é que Naruto voltou a vila desta forma. Nenhum de nós se quer sabia que ele tinha saído.

– O que isso significa? – Perguntou Shizune à loira.

– Ou que Jiraya encontrou o que procurava, ou que o que eles encontraram foi muito pior do que ele poderia prever. O que me espanta é Naruto saber que Sasuke estava aqui.

– Será que a Kyuubi o farejou?

– Sasuke está aqui? Por que não entrega o moreno Uchiha para o Naruto? Talvez ele se acalme. – Sugeriu o ninja.

– Não! Demoramos tempo demais para capturar Sasuke, tanto tempo que os anos que lhe restam de vida não seriam suficiente para pagar pelos crimes que cometeu enquanto estava solto por aí a fora. Colocar Sasuke e Naruto juntos neste momento significaria em uma nova fuga ao moreno. Onde está Yamato? – Tsunade quis saber.

– Aqui Godaime-sama. – Disse o homem que surgiu em sua visão com uma expressão cansada.

– Quanto tempo para restabelecer o controle sobre a raposa?

– É difícil precisar, só posso prendê-lo uma vez e não por muito tempo, então a emboscada deve ser certeira. Tenho que acertá-lo de primeira.

– Certo! Saiam todos daqui. Todos os ninjas irão se afastar para limitar o perímetro, Yamato e eu iremos levar luta até o campo de treinamento leste que fica o mais longe possível da civilização, a função de vocês é manter o perímetro de luta apenas lá até que Yamato-san consiga conter o chackra maligno e faça Naruto voltar ao normal.

– Tsunade-sama, o que devemos fazer com referencia a todos os nossos visitantes? – Perguntou Shizune.

– Isto será trabalho seu Shizune. Garanta que o mensageiro estrangeiro não saia da torre da Hokage, encaminhe Sasuke para uma cela de alta rigorosidade na prisão ninja, e não perca contato com Maito. Não acredito que Sakura e Itachi tragam problemas, mas quero ter certeza de que não planejam nada e de que não saiam da mansão Uchiha.

– Hai. – Concordou em uma reverencia e sumiu.

– Estas são minhas ordens. – Disse a loira a todos em volta, e como Shizune, todos a obedeceram. – Yamato, agora a responsabilidade é nossa, eu confio no seu potencial.

– Algo em mente Hokage-sama?

– Vamos mostrar o caminho do ninho de ovos para a raposa. – Galanteou a loira. – Nossa única vantagem sobre Naruto nesta forma é a irracionalidade com que desenrola seus atos. Yamato, temos que ousar da nossa racionalidade para criar esta armadilha.

– Lutar contra pessoas queridas nunca é algo agradável.

– E esta luta em questão irá ser nada fácil.