Oi gente!

Não, eu não morri! Queria pedir mil desculpas por não ter postado antes. É que nessas últimas semanas eu tive um monte de provas e trabalhos e nem deu tempo de continuar escrevendo. Mas, pra consolar vocês, fiz um capítulo de 20 páginas! Vocês me perdoam? *-* E, se vocês querem saber, já comecei a escrever o próximo.

Eu pretendo continuar postando uma vez na semana.

Ah! Postei as roupas desse capítulo no blog!

Beijinhos da Srta Taisho

Capítulo 16 – Quem diria?

Eu vejo os prédios e as casas passando rápido pela janela do carro de Miroku. Estamos indo ao aeroporto para buscar meus pais. Eu estou morrendo de saudades deles, até consigo imaginar meu pai fazendo um esforço enorme para carregar as malas da minha mãe e ela caminhando até nós com um sorriso no rosto.

- Então maninha, você realmente não vai nos contar o que aconteceu ontem? – Miroku pergunta mais uma vez, tentando arrancar algo de Kikyou. Ela estava usando óculos escuros incrivelmente grandes, para esconder as olheiras e os olhos vermelhos de tanto chorar.

Kikyou não responde, continua imóvel no banco de trás, olhando pela janela. Eu só sabia o que Miroku havia me dito, que ela e o Inuyasha haviam terminado e que ele havia ficado com a Annie na festa. Por quê? Era o que Miroku estava tentando descobrir, mas minha prima não estava querendo colaborar e Inuyasha não atendia o celular.

- Kikyou? – Ele chama mais uma vez, fazendo ela se virar.

- PORRA MIROKU! DÁ PRA PARAR DE ENCHER? – Ela explode.

- Ok, só estava tentando ajudar! – Ele se defende e volta a se concentrar no volante.

Eu estava com pena da minha prima. Imagine que droga terminar com o namorado no dia do seu aniversário e ainda vê-lo ficando com outra no mesmo dia? Ou o Inuyasha é muito idiota ou ela fez alguma coisa muito estúpida. "Tipo ficar com o Jordan", uma voz fala na minha cabeça. Será que ele viu os dois juntos? Quer dizer, será que a Kikyou ficou com o Jordan de novo na festa?

- Mas e você Ká... – Miroku fala, com um sorriso maroto se formando no rosto – Eu vi você e o Kouga...

Sinto meu rosto ficar vermelho e automaticamente começo a me lembrar da noite passada.

Flashback on

- Preciso sentar um pouco! – Falo ofegante para Sango, que apenas acena com a cabeça e continua dançando.

Saio da pista de dança e procuro um lugar para sentar. Em volta da pista havia vários puffs e sofás, e logo avistei um vazio. Me sento e fico observando as pessoas a minha volta. Sango continuava dançando e Miroku a olhava discretamente. Rin havia sumido. A última vez que eu tinha visto, ela estava conversando muito animada com o Sesshoumaru, o que é muito suspeito, se você quer saber.

Viro para o lado e vejo Inuyasha sozinho, entrando na cozinha. Antes de pensar em qualquer coisa, sinto alguém sentar ao meu lado. Me viro e vejo Kouga com um sorriso lindo nos lábios e uma garrafa de cerveja na mão.

- E aí, curtindo a festa? – Ele pergunta, colocando um braço por trás de mim, apoiado no sofá.

- Ta ótima. – Respondo sorrindo – Pausa para descansar. – Pisco para ele, que solta uma risada. Quando ele para de rir, se instaura um silêncio incômodo entre nós. Fico apenas observando as pessoas dançarem, enquanto percebo que ele ficava cada vez mais inquieto.

- Então... – Kouga fala, passando a mão nos cabelos e se virando para mim – Fiquei sabendo que você terminou definitivamente com o seu ex. É verdade?

- Pois é. – Confirmo, baixando os olhos ao me lembrar de Bankotsu.

- Ei, não fique assim. Desculpa tocar nesse assunto. – Ele diz, levantando meu rosto com uma das mãos e acariciando minha bochecha em seguida. Abro um sorriso maroto instantaneamente e olho de canto para ele.

- Por que, interessado? – Pergunto rindo. Ele me encara surpreso e demora um pouco para responder.

- Talvez. – Ele praticamente sussurra, olhando para minha boca. Certo, por essa eu não esperava. – Mas por que, você ta?

Ergo a cabeça e o encaro. Encaro aqueles olhos verdes e intensos que ansiavam por uma resposta. Aquelas covinhas fofas que sempre apareciam quando ele sorria para mim. E encaro aqueles lábios convidativos, que se abriam em um sorriso perfeito.

- É, talvez. – Respondo sorrindo, afinal, por que não?

Ele parece surpreso, mas logo aumenta o sorriso e se aproxima de mim, passando a mão direita pelo meu pescoço, me puxando mais para perto. Passo uma de minhas mãos pelo seu braço até chegar a sua nuca. Sinto a respiração dele bater contra no meu rosto e logo nossos lábios se tocam...

Flashback off

- Kagome? Kagome! Você ta me ouvindo? Ou ta aí distraída, pensando no Kouguinha? – Escuto Miroku me provocar e fico ainda mais vermelha quando me dou conta do que ele havia dito.

- Annn... Olha! Chegamos! – Exclamo, saltando para fora do carro rapidamente, ao ver que Miroku já havia estacionado.

- Há, você ainda me deve explicações mocinha! – Ele sussurra no meu ouvido, enquanto caminhava até o carro dos pais, que estacionaram logo ao lado. Meus tios também tinham vindo, só que em outro carro, para que pudéssemos levar meus pais para casa depois. Kikyou vinha logo atrás de nós, vestindo um jeans escuro, uma blusa simples e, é claro, seus óculos escuros enormes.

Fomos caminhando até a entrada do aeroporto, que não estava muito cheio. Acho que esperamos uma meia hora até avistarmos meus pais. Minha mãe vinha praticamente correndo em minha direção, enquanto meu pai caminhava atrapalhado com as malas.

- Filha! – Minha mãe exclama, me abraçando apertado – Que saudades, querida!

- Eu também estava com saudades! – Respondo retribuindo o abraço.

- Só sua mãe que recebe um abraço? – Vejo meu pai, agora próximo a nós, com os braços cruzados e uma cara de indignado.

- PAI! – Exclamo, soltando mamãe e indo até ele. Dou-lhe um abraço e um beijo na bochecha.

- Aya, Takeda! Como vão? – Minha mãe diz, cumprimentando-os. – Olá Miroku! E... Kikyou? Está tudo bem querida? – Ela pergunta preocupada.

Viro-me e vejo tia Aya lançando um olhar para minha mãe, que parece entender imediatamente.

- Bem, seja lá o que tenha ocorrido, acredito que as roupas que eu trouxe de presente com certeza te animarão um pouco. – Ela pisca para Kikyou, que abre um sorriso fraco.

- Mas então, como foram de viagem? – Pergunto.

- Ah! Foi tudo ótimo querida! Até passamos pelo Brasil! Você nem imagina como é lindo! – Ela diz sonhadora.

- Acho melhor irmos, não? Vocês dois devem estar muito cansados da viagem. – Fala tia Aya. Meus pais concordam e vamos até os carros.

Meus pais foram com meus tios e, novamente, eu e Kikyou voltamos com Miroku. Meu primo ficou tagarelando o caminho todo sobre coisas da festa da noite passada e tentando a todo custo arrancar algo de mim e de Kikyou. Para tentar escapar do interrogatório encosto a cabeça no vidro e finjo estar dormindo. Se foi convincente ou não, eu não sei, mas pelo menos ele parou de incomodar.

Não demorou muito e logo chegamos em casa. Meu primo estaciona o carro e descemos, indo até o carro dos Takeda, que estava a nossa frente, para ajudar com as malas.

- Bom! Muito obrigada por terem nos buscado no aeroporto e também por cuidarem da Ká enquanto estávamos viajando! – Agradece minha mãe aos meus tios, que haviam nos ajudado a levar as malas até em casa e agora estavam no hall de entrada, se despedindo dos meus pais.

- Não foi incômodo nenhum Minori e sua filha é um amor! – Diz tia Aya sorrindo para mim.

- Passo mais tarde para pegar minhas coisas tia. – Digo retribuindo o sorriso.

- Sem pressa Ká. Pode matar a saudade dos seus pais e pegar suas coisas mais tarde!

- Bom, vamos indo. Bom descanso para vocês. – Tio Takashi diz, apertando a mão do meu pai.

Assim que meus tios e meus primos saem o clima calmo vira uma lembrança.

- FILHAAAAAAAA! QUE SAUDADES DE VOCÊ MEU BEBÊ! – Berra minha mãe me puxando para um abraço esmagador.

- Mãe... Eu... não... respiro! – Tento murmurar.

- Desculpa, eu... – Quando ela começa a me soltar, sentimos braços nos envolverem e sou novamente amassada.

- Ah, eu também estava com saudades filhinha! – Diz meu pai nos apertando. Desato a rir sendo acompanhada pelos dois.

- Que foi? – Ele pergunta confuso.

- Nada! Eu também estava morrendo de saudades de vocês! – Digo me pendurando no pescoço dos dois.

- Temos tantas coisas pra contar! Fomos a tantos lugares bonitos! – Minha mãe diz animada.

- E sua mãe comprou metade de cada loja que entrou. – Fala meu pai rindo ao levar um tapa no braço de minha mãe.

- Vamos desfazer as malas. Assim já colocamos os assuntos em dia. – Ela fala, já caminhando até a pilha de malas e puxando algumas. – Ah, Akira hoje a janta é com você! – Sorri malvadamente.

- O que? – Exclamo surpresa. Desde quando meu pai cozinha?

- Ok. – Diz retribuindo o olhar da minha mãe e logo se voltando pra mim – Filha, hoje você vai ver como seu pai é ótimo na cozinha! – Diz convencido, puxando a gravata do pescoço e se desvencilhando do paletó.

- Essa eu quero ver! – Digo rindo e indo até minha mãe, para ajudá-la com as malas.

XxXxXxXxXxXxXxX

- E então meu amor, como foi esse tempo em que estive fora? – Pergunta minha mãe, abrindo a última mala de roupas.

Eu não sei como ela acha lugar para guardar tanta roupa, e detalhe, uma das malas era só com coisas pra mim! Confesso que não fiquei nem um pouco triste com isso, afinal minha mãe tem um ótimo gosto e sabe exatamente o que eu gosto.

- Foi... bom! – Digo torcendo o nariz.

- Ih, pode começando a contar Kagome! – Fala rindo da minha expressão.

- Nada de mais mãe. Foi ótimo ficar na casa dos meus tios. O Miroku é praticamente um irmão pra mim e no colégio tenho me dado super bem com as meninas e...

- E a Kikyou? – Pergunta receosa.

- O que tem ela? – Será que ela percebeu que eu e Kikyou não temos nos dado muito bem?

- Achei que vocês se tornariam grandes amigas quando voltássemos. – Diz pensativa. Tive vontade de rir. Minha mãe parece tão inocente às vezes.

- Nós... Nos damos bem! – Claro, passamos as noites fazendo penteados e maquiagens umas nas outras! Fala sério.

- Fico feliz meu amor! – Diz sorrindo. – E a Ayame e o Ban? Vocês se falaram? Sinto falta da Ayame. Tão querida. – Diz alargando o sorriso. Foi só ela falar esses nomes que meu sorriso desaparece. Minha mãe parece perceber e vem se sentar na cama, a minha frente. – O que foi? – Pergunta.

- Eu e o Ban terminamos! – "O que não tínhamos!" completo ironicamente em pensamento.

- Mas por quê? – Exclama parecendo surpresa.

- Longa história. Nós discutimos, falamos besteiras um pro outro e terminamos. – Como se fosse assim tão simples! – Mas foi melhor assim.

- Oh querida! Mas isso não quer dizer que seja permanente! Se vocês ainda se gostam, o tempo vai resolver tudo. – Diz sorrindo e acariciando meu rosto levemente. – Mas então? O que mais tem pra me contar? – Pergunta depois de um tempo, tentando amenizar o clima.

Conto pra ela do dia em que fui ao shopping com as meninas e ao parque com todo mundo. Ela parece ficar feliz por eu estar me enturmando.

- E a festa de aniversário da sua prima? – Pergunta sorrindo. Novamente meu sorriso quase fecha, mas não por tristeza ou qualquer coisa do tipo, e sim por eu estar um pouco confusa, digamos assim, sobre o que aconteceu durante a festa. Meu Deus, eu fiquei com o Kouga!

- Foi super legal. Fazia tempo que eu não dançava tanto! – Digo rindo.

- Mas... Mata a minha curiosidade filha. Por que a Kikyou estava com aqueles óculos gigantes hoje? Aposto que ela estava tentando esconder olhos inchados. – Fala minha mãe, curiosa. Meu Deus, da onde ela tira essas coisas? E como ela consegue acertar mesmo sem querer?

- Ah... isso! É que ontem... – Gaguejo, incerta do que falar.

- Fala Kagome! – Exclama impaciente com a minha indecisão.

- Ela e o Inuyasha terminaram ontem! – Solto rapidamente sem pensar.

- Terminaram? Definitivamente? Como foi isso Kagome? – Pergunta ainda mais curiosa.

- Terminaram. Se é definitivo eu não sei, talvez não, e como foi ninguém sabe. O Inuyasha não está atendendo o celular e a Kikyou não quis contar.

- Você tentou ligar pra ele? – Indaga com um sorriso entranho no rosto.

- Claro que não mãe! O Miroku que disse! – Digo inexplicavelmente corando.

- Ah... Ele deve estar arrasado! – Murmura chamando minha atenção.

- Quem? – Pergunto confusa.

- O Inuyasha, Kagome!

- Ah! – Retruco indiferente. Bem, não tão indiferente assim.

Ele provavelmente estava mal com o término do namoro. Só isso explicaria o porquê dele não querer falar com os amigos.

- JÁ SEI! Tive uma ideia perfeita! – Fala minha mãe alargando o sorriso.

- Eu tenho medo quando você faz essa cara. – Digo, fazendo uma cara de apavorada.

- Bobagem! Assim, liga para os Takeda e para os Taisho, e convide-os para jantar aqui em casa essa noite. – Fala batendo palmas, feliz com sua própria ideia.

- Mas mãe, não sei se isso é uma b...

- Não discuta Kagome. Vai ser perfeito para que os dois conversem e eu e seu pai já matamos a saudades de todos. Agora vai, liga para eles que vou falar com o Takashi. – Fala já caminhando até a porta e saindo do quarto.

Preciso dizer o quanto a minha mãe é louca?

Caminho até meu quarto e me jogo na cama, pegando o telefone que estava em baixo do travesseiro. Como ele chegou ali eu não faço ideia. Disco rapidamente o número da casa dos meus tios e no terceiro toque, tia Aya atende. Convido-os para jantar e ela parece ficar super animada. Desligo o telefone e pego o número dos Taisho no meu celular. Disco e espero chamar. Estava quase desistindo quando ouço a voz rouca e contrariada de Inuyasha do outro lado da linha.

- Alô?

- Oi Inuyasha, é a Kagome! – Falo, tentando soar o mais animado possível, mas estranhamente me sentia nervosa.

- Ah... Oi! – Diz, e logo se forma um silêncio incômodo.

- Er... Eu to ligando pra convidar vocês pra jantar aqui em casa essa noite! Meus pais voltaram de viagem e estão animados pra rever todo mundo. – Ele demora pra responder, mas eu sabia que ele não havia desligado, já que eu conseguia ouvir sua respiração pesada do outro lado da linha.

- Hmm... Ta. Espera aí que vou ver com a minha mãe!

- Tudo bem! – Impressão minha ou o clima está meio tenso? Espero um pouco e logo escuto a voz dele novamente.

- Ela disse que nós vamos! Até de noite! – Diz já parecendo desligar.

- Espera! – Falo rapidamente.

- O que? – Pergunta.

- Você... Você está bem? Digo... Em relação a ontem! – Pergunto incerta, ele pareceu surpreso, pois demorou um pouco pra responder.

- Eu... É, aham! – Responde parecendo indeciso.

- Você sabe que... Bom. Tudo bem! Até mais tarde! – Eu ia dizer pra ele contar comigo se precisasse de ajuda, mas... Ele não pareceu querer qualquer tipo de ajuda vinda de mim. Inexplicavelmente me senti magoada por isso. Mas não podia culpá-lo. Eu sabia como era a sensação de terminar um relacionamento e não era nada agradável. Ele só parecia querer ficar sozinho e não seria eu que não respeitaria sua decisão. Sem receber nenhuma resposta, desligo o telefone e me deito de bruços na cama, logo ouvindo os berros da minha mãe, me chamando pra comer.

XxXxXxXxXxXxXxX

"Everyday feels like a Monday, there is..."

Escuto meu celular tocar e largo meu livro, me levantando da cama rápido para atendê-lo. Vejo a foto de Sango no visor e atendo sorrindo:

- Oi Sango! Tudo bom?

- Oi Ká, tudo bem sim e com você nem preciso perguntar, pelo ânimo na voz deve estar tudo ótimo! – Ela solta uma risada. – Será que isso teria alguma coisa a ver com o Kouga?

- Ah não, você também! – Exclamo, sentindo meu rosto corar.

-É, pelo visto parece que sim! – Ela solta outra gargalhada.

- Muito engraçado, mas eu vi você com aquele garoto. – Provoco – Quem era, hein?

- Ah... Ninguém não. Escuta Ká, eu liguei pra saber as páginas de exercícios de biologia, você tem aí? – Sango fala rapidamente, um sinal claro de que estava nervosa. Solto uma risada. – Posso saber do que está rindo?

- Nada não. Página 283 e 284.

- Ah, ta certo. Obrigada.

- Er, Sango? Você soube da Rin?

- Não, por quê? O que aconteceu? – Ela pergunta, parecendo um pouco preocupada.

- Não sei também, ela sumiu da festa ontem.

- É verdade, a última vez que eu vi, ela estava num papo bem animado com o Sesshoumaru.

- Pois é... Bem, vou ligar pra ela, só pra ver se está tudo bem.

- Ta bem, me avise se tiver acontecido alguma coisa.

- Certo. Beijo, tchau.

- Beijo.

Desligo o celular e procuro o número de Rin, já apertando o botão para ligar. Chama por alguns segundos e cai na caixa postal. Que estranho. Ligo mais uma vez. Estava desistindo quando alguém atende. Alguém que com toda a certeza do mundo não era a Rin. Uma voz grossa e um pouco sonolenta. Uma voz muito conhecida.

- SESSHOUMARU? – Exclamo assustada.

Sesshoumaru não responde imediatamente, mas logo escuto um "porra...!" e ele desliga o celular. Certo, O QUE FOI ISSO?

Disco o número de Sango imediatamente.

- Que foi, já ta com saudades? – Ela atende, com uma voz divertida.

- Sango, eu liguei pra Rin.

- Ta, e aí? Ta tudo bem? – Pergunta curiosa.

- Eu não se...

- Como você não sabe? O que ela falou? – Agora ela parecia preocupada.

- Ela não falou nada, porque quem atendeu o celular foi o Sesshoumaru.

- QUEM?

- Sim, o Sesshoumaru!

- Tem certeza?

- Absoluta!

- Ann... E o que a gente faz?

- Não sei. E se a gente for na casa dela?

- É, acho que sim. Aí a gente faz ela contar essa história direitinho! Se ela estiver em casa né! – Ela completa, soltando um risada. – Passo aí em quinze minutos, pode ser?

- Pode ser.

Desligo o telefone e fico alguns segundos apenas encarando o nada. Sesshoumaru e Rin juntos? Quer dizer, de verdade?

Me levanto da cama e vou me arrumar. Coloco um short escuro e uma blusa branca, e, para completar, um colar preto. Desço as escadas e quando chego na sala, escuto uma buzina. Isso é que é sincronia.

- Filha, está esperando alguém? – Minha mãe pergunta, do sofá da sala.

- Ah, a Sango. Vamos juntas pra casa da Rin. Acho que ela chegou.

- Kagome! A Sra Taijy que trouxe a Sango? – Ela pergunta com os olhos brilhando.

- Não sei mãe, acho que sim.

- Deixe que eu te levo até lá então! Aí já dou um oi para Anne. – Ela fala, se levantando e abrindo a porta.

Assim que botamos o pé pra fora de casa, a porta do motorista do Audi A1 estacionado na frente de nossa casa se abre, e a Sra Taijy sai, caminhando a passos largos até minha mãe.

- Minori! Você já voltou! Como foi a lua de mel? – Ela exclama extremamente empolgada para minha mãe, que abre um sorriso enorme.

- Ah, Anne! Foi um sonho, tenho que te contar tudo! Ah! Daremos uma janta aqui em casa hoje, uma coisa simples, vocês não querem vir?

- Ah Minori, hoje a noite tenho compromisso. – Sra Taijy responde, parecendo realmente desapontada.

- Oh, que pena. Mas e agora? Não quer ficar para um café?

- Bem, eu teria que levar as garotas na casa da Rin e...

- Ah! Bobagem! Kagome, pegue o carro de seu pai e...

- Nada disso! Meu carro já está aqui. Tome Sango, vão para a casa de Rin. Quando estiver voltando, me busque aqui. Vou ficar para conversar com a Minori.

- Ta bom mãe. – Sango responde. Ela havia saído do carro, após perceber que sua mãe ia demorar. – Vamos Ká. Tchau mãe, Sra Higurashi!

- Tchau mãe, tchau Sra Taijy!

- Tchau meninas! – As duas respondem, já entrando em casa.

- Nossas mães parecem duas adolescentes juntas! – Sango fala, entrando no carro.

- Nem me fale. – Respondo rindo e sentando ao seu lado.

A casa de Rin não era longe. Conversamos sobre a festa durante todo o percurso, mas ela não tocou no assunto "Kouga", provavelmente com medo de que eu falasse do garoto da festa novamente. A Sango pode até enganar a si mesma, mas a mim ela não engana. Óbvio que ela ficou com ele para fazer ciúmes pro Miroku.

- Chegamos! – Sango exclama, já saindo do carro.

A casa de Rin era incrivelmente adorável. Parecia ter dois andares e tinha um jardim lindo na frente, com vários tipos de flores. Havia uma pequeno caminho de pedras, que levavam até a porta. Caminhamos até lá e Sango aperta a campainha. Dentro de alguns segundos uma mulher cabelos pretos, presos em um coque frouxo, parecidíssima com Rin, abre a porta. Ela usava um vestido preto simples e óculos de grau.

- Sango! Que bom que veio! – Ela diz, dando um beijo na bochecha de Sango – E você deve ser a famosa Kagome. É um prazer conhecê-la. – Ela fala, me cumprimentando.

- O prazer é meu, Sra Tsukino. – Respondo sorrindo.

- Imagino que tenham vindo visitar Rin. Bem, ela está dormindo, mas, se querem saber, já passou da hora de acordar. Podem ir até lá meninas. – Ela diz, apontando para a escada. – Sango, você já é de casa.

- Claro Sra Tsukino. Eu levo a Kagome. – E então Sango me puxa escada acima, parando na frente do quarto de Rin. Ela abre a porta e eu consigo ver uma escrivaninha organizada, com estantes cheias de livros em cima, um roupeiro e uma cama. Sango entra, me puxa e fecha a porta. Em seguida corre até a cama de Rin e começa a pular em cima dela.

- ACOOOOOOOOORDA!

- Hmmm... O que? – Murmura Rin, se mexendo lentamente.

- Vaaaamos Rin, acorda! – Sango insiste, me fazendo rir.

- Ann? Sango? – Ela esfrega os olhos e se espreguiça. – O que você ta fazendo aqui? Kagome? – Ela pergunta me encarando.

- Surpresa! – Digo, rindo da sua cara de confusa.

- Nós viemos aqui para perguntar onde você foi ontem a noite! – Sango fala, mal contendo a curiosidade.

- Ontem a noite? – Rin faz cara de pensativa e logo parece se lembrar, já que fica extremamente vermelha. Ela esfrega os olhos novamente, em uma tentativa fracassada de esconder o rosto. – Eu fui na festa da Kikyou, oras.

- É, isso eu sei, mas onde a senhorita se enfiou? Posso saber? – Eu pergunto, me sentando na cama junto com elas.

- Ah, vocês sabem... Por aí. – Ela continuava vermelha.

- Por aí com quem? – Sango continua perguntando.

- Ai! Como assim com quem? Eu tava lá na festa com todo mundo! – Exclama, se levantando da cama e abrindo o roupeiro.

- Todo mundo? – Sango faz cara de pensativa, enquanto Rin vestia um roupão cor de rosa – Nossa Ká, não sabia que o Sesshoumaru havia mudado de nome...

Rin arregala os olhos e eu começo a gargalhar, acompanhada por Sango.

- Como assim? O que vocês estão sabendo?

- Não sabemos de nada, por isso viemos aqui perguntar. – Digo fazendo cara de inocente. – Aliás, onde está o seu celular?

- Meu celular? – Ela pergunta mais para si mesma, enquanto olhava para os lados em busca do objeto. De repente ela para e começa a ficar branca, com os olhos ainda arregalados. – Vocês...?

- Conta tudo agora! – Sango fala, puxando Rin para a cama novamente.

- Por favor! – Peço choramingando.

- Ta bom, ta bom. Como se tivesse como esconder alguma coisa de vocês! – Ela diz, se ajeitando na cama, enquanto eu e Sango comemorávamos – Bem, foi assim, eu estava conversando com Inuyasha, aí o Sesshoumaru apareceu...

Flashback on – POV Rin

- Estou interrompendo? – Aquela voz pergunta, me fazendo ficar totalmente vermelha, como era de se esperar. Olho para Sesshoumaru e fico encarando aquele sorriso de canto, sem conseguir fazer mais nada.

- Na verdade não maninho. – Inuyasha responde – Olha, vou procurar minha namorada. Boa festa pra vocês! – Ele completa, se afastando de nós.

- Hei, eu ainda não desisti de saber! – Digo rapidamente, ao lembrar do que estava falando com Inuyasha. Ele anda muito, muito estranho em relação a Kagome.

- Saber do que? – Sesshoumaru pergunta, me fazendo corar ao lembrar que ele estava ali. Inuyasha, considere-se um garoto morto.

- Nada não. – Respondo com um sorriso envergonhado. Ele não diz mais nada e ficamos naquele silêncio incômodo, onde eu apenas encarava meus pés e ele olhava para o nada. – Então... – Pergunto em um súbito momento de coragem, para acabar com aquele clima tenso – Como está indo a faculdade?

- Você realmente quer falar sobre isso? – Pergunta, se voltando para mim com um sorriso divertido brincando nos lábios, fazendo meu coração acelerar.

- Nã... Não! Quer dizer... Eu... – Tento falar algo coerente, mas não consigo obter muito sucesso.

Meu deus, ele deve estar achando que eu sou ridícula por gaguejar feito uma idiota. Parabéns Rin!

- Nossa! Ta calor aqui né? – Diz Sesshoumaru, me tirando dos meus devaneios.

- É, ta sim! – Falo sorrindo sem graça.

Ficar sem graça é a única coisa que consigo fazer além de corar e gaguejar perto dele. Isso é vergonhoso.

- Vamos lá pra fora? – Convida, estendendo a mão pra mim. Ai meu Deus!

- Va... Vamos! – Falo gaguejando pateticamente tentando sorrir. Seguro sua mão e ele começa a me puxar, passando pelas pessoas que dançavam animadamente. Não que eu estivesse prestando atenção nelas, por que vamos combinar, não tem como prestar atenção em mais nada quando Sesshoumaru está perto, imagine então com ele segurando minha mão!

Mas meu "momento mágico", que nem era tão mágico assim, é quebrado quando sinto alguém esbarrar em mim e um líquido cheirando a álcool molha toda a minha blusa. É, não podia ser em hora melhor!

- Hey! Me desculpa! – Diz o garoto que havia esbarrado em mim. Dava para perceber pelo seu jeito enrolado de falar que estava bêbado.

- Ah, tudo bem! – Murmuro, vendo minha blusa arruinada.

- Ta tudo bem Rin? – Pergunta Sesshoumaru se aproximando de mim. Por um momento eu esqueci totalmente que ele estava ali comigo.

- Ah... Tu... Tudo bem! – Tento responder sem gaguejar. Mas parecia totalmente impossível com aqueles olhos dourados me encarando. Que homem é esse, meu deus?

Sem dizer nada, ele me puxa até a saída, e sinto uma brisa gelada passar por mim, me arrepiando de imediato pela roupa molhada.

- Você ta com frio, né? – Diz ao me vez estremecer.

- Sem problemas. Posso pedir uma roupa emprestada pra Kikyou e...

- Ou eu posso te dar uma carona até em casa. Aí você troca de roupa e nós voltamos pra festa. O que você acha? – Ele pergunta com um sorriso divertido do rosto.

- Não precisa se incomodar! Eu posso falar com a... – Tento falar, mas antes que eu terminasse de formular uma desculpa, ele já estava me puxando pela mão até seu carro.

- Sem desculpas Rin. Entra aí! – Fala abrindo a porta do carro pra mim.

O cara que eu sempre tive um tombo na vida estava agora sendo super fofo comigo, abrindo a porta do carro pra eu entrar e sorrindo especialmente pra mim com aqueles dentes branquinhos e lábios perfeitos? Como pensar em recusar?

- Mas... O seu carro vai ficar cheirando a bebida! – Tento achar uma última desculpa convicta, mas a única coisa que ele fez foi rir e pegar um casaco no banco do passageiro e me entregar.

- Coloca. – Diz piscando pra mim e dando a volta no carro, entrando pela porta do motorista.

Ainda sem saber o que fazer e percebendo que nenhum tipo de desculpa faria com que ele mudasse de ideia em me levar pra casa, visto seu casaco, deixando com que aquele cheiro de bebida fosse substituído pelo de Sesshoumaru. Faltou pouco pra eu não derreter ali mesmo!

Com um suspiro derrotado, entro no carro e assim que fecho a porta ele arranca. Sesshoumaru me pergunta onde eu moro e depois que dou as indicações para ele, o único som que se ouvia dentro do carro era das nossas respirações. Poderia dizer que foi desconfortável ficar naquele silêncio com ele ao meu lado, mas eu estava tão perdida em pensamentos que a única coisa que percebo é o carro dar um solavanco e parar no encostamento da rua.

- O que aconteceu? – Pergunto confusa ao me virar para Sesshoumaru e ver seu cenho franzido.

- Eu... Não sei! Acho que é no motor! – Responde e abre a porta, saindo e caminhando até o capô do carro. Ele fica um tempo analisando o motor e, não parecendo muito feliz, volta para dentro do carro e sorri para mim, parecendo desconfortável.

- O que foi? – Pergunto preocupada.

- Não sei! Acho que o motor pifou. Vou ligar para um mecânico ou ver se chamo um guincho, mas acho que isso vai demorar. – Me explica enquanto procurava algo pelas ruas. – Mas parece que estamos com sorte. Tem uma lanchonete ali do outro lado da rua! Está com fome? – Pergunta, começando a rir.

- Na verdade... Estou sim! – Digo, também começando a rir.

Ele dá a volta no carro e abre a porta pra mim. Desço e caminhamos até a lanchonete que não ficava muito longe. Ao entrarmos, percebo que o lugar não estava muito cheio, o que parecia perfeito. A garçonete nos indica uma mesa perto da janela e pedimos um suco de laranja para mim, coca pra ele e uma porção de batata frita, que dividimos.

- Então... Vai me responder agora como está a faculdade ou não quer falar sobre isso? – Pergunto em outro súbito momento de coragem, para quebrar o silêncio entre nós. Ao ouvir minha pergunta, Sesshoumaru solta uma risada divertida.

- Está legal. Diferente do que eu ouvi, que é uma tortura e tudo mais, eu tenho gostado bastante. – Fala, mas é interrompido quando a garçonete chega com os nossos pedidos. Assim que ela sai, ele se volta para mim novamente. – E sabe, por mais que pensem que eu só aceitei fazer direito pelo meu pai, não é verdade. Posso dizer que sempre foi isso que eu quis. - Termina, tomando um pouco do refrigerante.

- Sorte sua. Seu pai deve estar adorando tudo isso! – Digo rindo.

- Verdade! Ele parece estar mais animado com isso do que eu mesmo! É estranho. – Fala, com o cenho franzido.

- Quem não parece estar gostando muito disso é o Inuyasha. Seu pai às vezes pega pesado com ele. – Digo, lembrando das vezes em que conversamos sobre isso.

- Meu irmão ainda vai ouvir muito do nosso pai sobre não querer seguir a mesma carreira. Mas acredito que isso não o impeça de fazer o que realmente quer. Como se você não conhecesse o Inuyasha. – Diz, e começamos a rir. – Mas e você, já decidiu o que quer fazer? – Pergunta, pegando algumas batatas da bandeja.

- Não faço nem ideia. – Respondo com uma careta, fazendo-o voltar a rir.

Quem diria? Eu e Sesshoumaru em uma lanchonete, conversando animadamente sem que eu gagueje ou fique vermelha por qualquer motivo.

Ficamos quase duas horas conversando sobre bobagens, como nossas bandas e músicas preferidas. Tenho que dizer que de dez músicas que eu disse, ele só conhecia e gostava de uma. A mesma coisa sobre os livros.

- Nossa, olha a hora! – Exclamo, ao ver que já havia passado das duas horas da manhã e que éramos os únicos na lanchonete. A nossa sorte é que ela era 24 horas, se não já teríamos sido expulsos.

- Nem vi o tempo passar! – Diz me encarando de um jeito diferente. E eu, como é de se esperar, corei com aquilo.

- A... Acho melhor irmos, né? – Falo já me levantando.

- Vamos. – Diz Sesshoumaru indo até o caixa e pagando a conta. Caminhamos até a porta e ao ver o carro ainda parado do outro lado da rua me dou conta que ele não havia ligado para nenhum mecânico ou guincho como ele havia dito que faria.

- Como vamos embora se o carro não está funcionando? – Pergunto confusa.

- Droga! Esqueci. – Diz, parecendo segurar um sorriso – Me empresta o seu celular? Esqueci o meu em casa.

- Claro! - Respondo, pegando o celular de dentro da bolsa. Entrego para ele que se afasta um pouco para ligar. Depois de alguns segundos, ele volta para perto de mim parecendo decepcionado.

- Ninguém atende! – Diz, e começa a me puxar pela mão até o carro.

- Vou tentar ligá-lo novamente. Quem sabe damos sorte e ele pega? – Diz já abrindo a porta do motorista e tentando ligar o carro. Inacreditavelmente ele pega de primeira, o que me deixa um pouco desconfiada, mas... Não faria nenhum sentido ele ter mentido, não é? Ignorando esse pensamento, entro no carro sem dizer nada.

Ele liga o rádio e novamente ficamos em silêncio, o que era meio estranho já que não paramos de falar desde que entramos na lanchonete.

Sesshoumaru faz o caminho que eu indiquei até minha casa e assim que mostro onde morava, ele estaciona o carro em frente.

- Bom... Obrigada pela carona! – Agradeço, afinal, pelo horário, a festa já deveria estar acabando.

- Sem problemas! – Diz sorrindo de canto. Sorrio de volta e abro a porta do carro, descendo.

Essa com certeza foi a noite mais incrível da minha vida! Isso que nem aconteceu nada de mais e...

- Rin? – Ouço Sesshoumaru me chamar e ao me virar, vejo que ele havia saído do carro e estava parado a alguns passos de mim.

- Oi? – Pergunto, pateticamente.

- Eu... Tenho que te contar uma coisa! – Fala se aproximando lentamente.

- Me contar? – Pergunto confusa.

- É. É que o carro... Ele não tinha estragado! – Fala parecendo nervoso. Quando, meu Deus, eu imaginaria Sesshoumaru Taisho nervoso falando com alguma garota. E que essa garota seria... eu? Preciso dizer que eu já sentia meu corpo todo tremer?

- Como assim? Eu... Eu vi quando ele parou! – Tento argumentar, mas desisto quando vejo ele ficar ainda mais perto de mim e sorrir de canto. Acho que é agora que eu morro!

- Na verdade, eu menti! Isso tudo foi só um tipo de desculpa, sabe? – Diz baixinho, parando bem perto de mim. Perto o suficiente pra eu poder sentir aquele cheiro que me fazia vacilar.

- De... Desculpa? Desculpa pra que? – Pergunto, sentindo meu rosto ficar completamente vermelho.

- Desculpa pra mim ganhar tempo, e juntar coragem pra fazer isso! – Fala passando uma das mãos pelo meu rosto e outra pela minha cintura. Ele me puxa para mais perto e aproxima seu rosto do meu. Instantaneamente meus olhos se fecham e sinto sua respiração bater contra o meu rosto. Sesshoumaru roça levemente seus lábios nos meus e me dá um beijo no maxilar. Depois no canto dos lábios e finalmente encosta sua boca na minha...

Flashback Off

- ...E foi isso! – Diz Rin, mais vermelha que um tomate.

- AI MEU DEEEUS, RIN! – Grita Sango se jogando em cima dela.

- Eu... Estou chocada! – Digo entre risos.

- Você... Pegou o Sesshoumaru! – Exclama Sango, agora com as mãos na boca, em choque.

- Na verdade, ele que pegou ela! – Falo, e Rin me joga uma almofada no rosto.

- Dá pra vocês pararem com isso? – Diz escondendo o rosto entre as mãos.

- Deixa de frescuras Rin. Você ficou com o cara que você baba faz, sei lá... Anos? – Fala Sango, tentando fazer com que Rin parasse de se esconder.

- Mas e aí, você não falou o mais importante. – Digo, chamando a atenção das duas.

- O que? – Pergunta Rin confusa.

- Foi bom? – Falo sorrindo feito criança, e desatando a rir, vendo o rosto de Rin praticamente pegar fogo.

- Agora eu também quero saber! COONTA! – Pede Sango, entre gritos. Rin respira fundo, parecendo tomar coragem e levanta o rosto do travesseiro, nos encarando com um sorriso lindo no rosto.

- Se foi bom? – Pergunta rindo – Não... Foi MUITO melhor! – Fala e começamos a gritar, pulando em cima dela. Quem diria, hein?

Depois de todos aqueles gritos, nós três deitamos juntas na cama da Rin e ficamos ouvindo ela falar sobre a noite passada e exigindo por detalhes. Já havia se passado mais de uma hora quando minha mãe me ligou e disse que já estava na hora de voltar pra casa, pois teríamos visitas para jantar e eu tinha que ir me arrumar. Nos despedimos de Rin e voltamos para a minha casa, entre risos, claro.

Sango e a sua mãe logo foram embora, pois também tinham compromisso. Assim que me despeço delas, subo para o meu quarto e tomo um banho rápido. Me enrolo na toalha branca e volto para o meu quarto. Agora estou encarando meu guarda roupas, em busca de alguma coisa para vestir. Escolho uma saia jeans escura e uma blusa branca mais larga. Me visto rapidamente, seco meus cabelos e passo uma maquiagem básica: lápis, blush e rímel. Já vendo que estava atrasada e logo as visitas chegariam, calço rapidamente um par de sandálias pretas e coloco brincos de argola, descendo as escadas.

- Está pronta filha? – Pergunta minha mãe ao me ver entrar na cozinha.

- Sim! E você? Quer ajuda? – Pergunto. Minha mãe estava com um vestido claro, sandálias vermelhas e um colar com detalhes também em vermelho. Seu cabelo estava solto e jogado para o lado.

- Não precisa. Já está tudo praticamente pronto. Só falta arrumar a mesa, mas isso a Emma já está fazendo. – Diz sorrindo.

- Ok então. Vou pra sala. – Falo, já saindo. Caminho até a sala de estar e me jogo no sofá, colocando os pés em cima da mesinha de centro e ligando a TV em um filme qualquer.

Não demora muito e a campainha toca, anunciando que as primeiras visitas haviam chegado. Vejo meu pai descer as escadas e, ao me ver jogada no sofá, me olhar de cara feia e logo depois sorrir divertido. Levanto do sofá e caminho até o hall de entrada, me juntando aos meus pais que abriam a porta para os Taisho.

Izayoi foi a primeira a entrar. Ela usava um vestido bege mais escuro, com sapatos pretos, assim como os brincos, e como de costume, o sorriso doce brincava em seus lábios assim que cumprimentava meus pais. Logo atrás dela veio o Sr. Taisho, com um raro sorriso e terno escuro, como sempre. Em seguida vejo Sesshoumaru parecendo alienado em tudo a sua volta e Inuyasha, que só de olhar para ele se podia perceber que a sua vontade era voltar para casa. Sesshoumaru vestia um moletom fino cinza, calça jeans escura e tênis preto, e Inuyasha uma camisa xadrez com uma camisa branca por baixo, jeans azul e all star preto. Não preciso comentar que eles estavam lindos né?

- Kagome, querida! – Diz Izayoi se aproximando de mim e me abraçando. Incrível que abraçar ela era como abraçar a minha mãe.

- Oi! – Digo sorrindo e retribuindo ao abraço.

O Sr. Taisho, ao me cumprimentar, apenas estende a mão para que eu aperte e me lança um sorriso. Sesshoumaru foi mais descontraído e me deu um beijo no rosto diferente de Inuyasha, que apenas acenou com a cabeça e deu uma piscadinha pra mim. E foi o que bastou para um sorriso idiota se formar nos meus lábios.

Não demorou muito para que meu pai e o Sr. Taisho fossem jogar cartas no escritório e minha mãe e a Sra. Taisho fossem para o quarto dos meus pais. Provavelmente minha mãe foi mostrar pra ela as coisas compradas na viagem. Sesshoumaru, Inuyasha e eu fomos assistir outro filme.

- Estou com sede. – Digo, depois de algum tempo – Alguém quer alguma coisa?

- Uma coca. – Inuyasha responde, sem desgrudar os olhos da televisão.

- Duas. – Sesshoumaru completa. – Quer ajuda?

- Pode ser. – Falo com um sorriso. Ele se levanta do sofá e me segue até a cozinha.

Enquanto eu abria a geladeira em busca de três latinhas de coca, me lembrei de Rin.

- Então... – Pergunto como quem não quer nada, mas com um sorriso maroto se formando – O que tem entre você e a Rin?

- O que? – Ele parece surpreso com a pergunta.

- Você sabe, o celular.

- Ah! Sim, o celular. – Ele faz uma expressão contrariada – Olha, ela só esqueceu no meu carro e eu atendi porque tava com sono e achei que fosse o meu e...

- Calma! – Falo rindo – Não precisa me explicar nada.

Ele parece se sentir mais a vontade e pega uma das latinhas, abrindo-a e bebendo um gole.

- Só cuida bem dela. – Falo, olhando-o nos olhos.

- Pode ter certeza. – Ele praticamente sussurra e abre um sorriso de canto.

Sorrio discretamente ao ouvir isso e pego as duas latinhas de refrigerante, minha e de Inuyasha, pronta para voltar pra sala. Porém, quando dou o primeiro passo, tropeço no meu próprio pé, me segurando na primeira coisa que vejo: Sesshoumaru. Por reflexo, ele me segura pela cintura, evitando um desastre.

- Er... Estou interrompendo alguma coisa? – Ouço uma voz diferente vinda da porta da cozinha e ao me virar vejo Inuyasha nos encarando confuso. Quando me dou por conta de minha posição, começo a ficar vermelha.

- NÃO! Quer dizer, não está atrapalhando nada. Eu só... – Começo a ficar nervosa e me enrolar com as palavras, quando Sesshoumaru me interrompe.

- Aqui sua coca. – Fala, pegando uma latinha da minha mão e alcançando para seu irmão. – Vou voltar a ver o filme. – Ele completa, piscando para mim e voltando para a sala.

- Só vim avisar que os Takeda chegaram. – Diz Inuyasha em um tom de voz um pouco... irritado?

- Ei, o que foi? – Pergunto encarando-o.

- Nada não. – Ele responde, dessa vez um pouco desconfortável.

- Tem certeza?

- Sim, é só que...

- Inu? – Chama Kikyou, e ao me virar, vejo-a passar pela porta da cozinha com um vestido colado branco com flores vermelhas, sapato também vermelho e brincos combinando. – Nós... Podemos conversar? – Pergunta com uma expressão de arrependimento.

- Er... Eu vou lá cumprimentar todo mundo! – Digo forçando um sorriso e recebendo um olhar mortal de Inuyasha. Kikyou só parecee notar minha presença naquele momento, pois me olha de cima a baixo.

Completamente desconfortável com aquilo tudo, praticamente corro para fora dali, parando ao lado da escada para tomar um pouco de fôlego. Meu deus, impressão minha ou ela queria me explodir só com o olhar? Antes que achasse uma resposta aceitável para isso, sinto alguém me puxar pelo braço e ao me virar me deparo com aqueles olhos anormalmente dourados que faziam meu corpo todo formigar.

- Que péssima amiga você é, Kagome! – Praticamente rosna Inuyasha, que me encarava de perto, parecendo querer me esganar por não tê-lo ajudado.

- Hmm... Desculpa? – Murmuro totalmente estática pela nossa aproximação. Aos poucos sua expressão parece aliviar, e ficamos nos encarando sem nos dar conta de nada a nossa volta. A única coisa que eu podia sentir era o perfume vindo dele, e ao perceber o quanto aquilo me parecia perfeito, meu coração dispara e minha boca parece ficar seca. Continuamos nos encarando sem nem ao menos nos mexer, e a última coisa que eu queria fazer era me afastar.

- Kagome eu... Aah! – Ouço alguém me chamar e logo soltar um grito de surpresa. Isso foi o bastante pra aquele momento se quebrar e eu me dar conta na situação em que estávamos. Inuyasha parece também acordar junto comigo e nos afastamos rapidamente, mais pelo susto do que qualquer outra coisa.

Ao me virar, para ver quem havia gritado, me deparo com a minha mãe, nos encarando surpresa, com uma das mãos sobre os lábios.

- Mãe? – Indago assustada.

- Me desculpem. Eu não queria atrapalhar e...

- A senhora não atrapalhou nada! – Diz Inuyasha calmamente, bagunçando os cabelos.

- Bem, mesmo assim em desculpem. Por ter assustado vocês, quero dizer! – Fala minha mãe, abrindo um sorriso maior que o rosto. Ah droga, isso não é nada bom. Antes que pudéssemos falar mais alguma coisa, ela pede desculpas novamente e se afasta, praticamente dando pulinhos.

Fico olhando para onde minha mãe havia saído e percebo que Inuyasha me encarava.

- O que? – Pergunto me voltando para ele e implorando para que eu não estivesse corada.

- Na... Nada! – Diz bagunçando os cabelos novamente e se afastando de mim, indo pelo mesmo caminho que minha mãe havia saído. Respiro fundo pela milésima vez, tentando me acalmar e vou até a sala.

- E aí priminha, tud.. Ei, você ta pálida, ta tudo bem? – Miroku pergunta, parecendo meio preocupado.

- Não, ta tudo bem sim. Eu só to meio... confusa. – Respondo, olhando discretamente para Inuyasha, que sorria amarelo para o tio Takashi. Subitamente me lembro do que aconteceu há alguns minutos atrás e sinto meu coração acelerar. Me deus, o que ta acontecendo comigo?

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lah15: Aaaain, que bom que você gostou! Achei super divertido a cena que ele descobriu tudo! Não que eu ache legal ela trair ele, mas sim que agora ele se livrou dela :B skaopskpoakspokas Siim, eles ficaram! Mas esse capítulo tem tudo explicadinho, espero que goste! E DESCULPA pela demora :( Beeijos ;*

KHTaisho: Oii! Siim, graças a deus ele se livrou dela! *-* Minha vontade é de matar a Kikyou, mas como a ótima escritora que sou, não vou assassinar ninguém! Ainda ;x OAKSOPAKS Brincadeira. Que bom que curtiu, fico feliz! Mas isso do Inuyasha "estar de volta" pode ser uma boa ;x Só comentando! OSKPOASKOSAK É, o Kouga é legal e eu não pretendo fazer ele sofrer e nem ser arrebentado por alguém! OSKAPOASK Mas calma, tudo vai se resolver ;) Desculpa pela demora, realmente não deu pra escrever, mas espero que esse capítulo compense! Beeijos ;*

PSS.: Sério? *-* Fico feliz com isso, mesmo! Adoro montar as roupas e mais ainda quando vocês gostam! Obrigada ;*

sophie montez: Oii! OSAKPOASKOSAK Sim, finalmente! Verdade, isso seria perfeito, maaas... Vamos com calma :B Tudo vai se resolver, e não vai demorar muito, prometo! OPSAKPOSKA Desculpa pela demora! Sinto muuito, mesmo! Beeeijos e espero que goste do capítulo ;*

Bad Little Angel: Caaalma, o Inu ta solteiro e a Ká também! Foi só um beijinho :B OSKAPOASKPOSKOSAK Ai, achei um máximo ele descobrir logo como a Kikyou é uma vaca :P OASKPAOSKSPOKA O Miroku tem me irritado, mas eu, ou a Sango, vamos dar um jeito nele ;) Bom, sobre a Rin e o Sesshy... Espero que tenha gostado do capítulo e me perdoe pela demora! Beeijos ;*

Ayame Gawaine: Siim, até eu fiquei louca quando ele disse "voltei" ASKPOASKPOASKAS Exatamente, aquelas lágrimas podem significar muitas coisas! Ain, eu daria socos mesmo :P AKSOPAKSPOAKAKS Ai, aquela vaca loira pegou ele! Eu quero bater nela, mas beleza, tudo pra Kikyou ficar na pior ;) O Inu é uma contradição, já deu pra perceber, mas fiquei com peninha dele. Ele pode ser tudo, mas ficou magoado com a Kikyou... Eu acho né ;) Sobre a Rin e o Sesshy... Espero que tenha gostado do capítulo ;) Beeeijos e mil desculpas pela demora ;*

Luu Higurashi Potter: Ai, nem comento sobre aquela vaca ¬¬ Esqueceu do todo cheiroso :B aposkpoaskpoaks Quero matar ela, é sério! Siim, eu sei exatamente como é esse sentimento, mas calma, está tudo se encaminhando ;) Caalma, nem eu aguentaria escrever ele idiota como antes! Eu morro rindo com essas ceninhas deles! São tão divertidas aopkspoakspoaks Esses dois também precisam de um corretivo! Mas ok, eu vou resolver isso ;) Sobre essa ideia aí do Kouga e da Ká... Eles só ficaram, não quer dizer nada :B Ok, espero que tenha gostado das roupas *-* Desculpa pela demora, mas espero que goste do capitulo, Beeeijos ;*

Sasnatsa's: Oii! Siiim, ele voltou, pra nossa felicidade *-* OSKAOAPKSPOSAK Não vou mentir, eu também surtei quando escrevi, pareceu tão... perfeito! OAKAOSPKAPOKSAOPK Ok, parei! Aiin, que bom que gostou das roupas *-* Fico super feliz! Obrigada flor *o* OPKASPOKAKSA Desculpa pela demora, beeeijos ;*

flor do deserto: Oii, claro que sim! Bá, passei pela semana de provas há pouco! Foi horrível :S Mas espero que você tenha ido bem :D A Kikyou é uma "..." mesmo! Resumindo tudo, o Inu TEM que ficar com a Kagome e ainda bem que ele deu um fora da Kikyou :B POKAPSOKAKSAK Também odiei aquela cena, foi horrível escrevê-la! Mas que bom que gostou das outras coisas! OASJKPOAKSPOSKA Ai, tadinha da Ayame, ela só queria "proteger" a Ká! Eu nem sou má nada :B OKASOPAKSOPKAS Espero que goste do capítulo e me perdoe pela demora! Beeijos ;*