Capítulo quarenta e seis: The end III
Por Kami-chan
– Maito! – Chamou Sakura, fazendo o ANBU virar-se em sua direção, indicando que estava lhe ouvindo. – Pode me dizer quem é você? Faz pouquíssimo tempo que deixei o cargo de proteção à Tsunade, tenho certeza de que você não é desta vila.
Mas o ninja nada lhe respondeu. Sabia muito sobre Haruno Sakura, a menina que era protegida pela Hokage junto com o garoto das nove caldas. Não entendia o que aquela menina queria ao puxar assunto consigo, mas não iria dar trela para uma ninja sob sua custódia.
Crescera na Raiz, e passou toda sua vida protegendo o laboratório secreto de Danzou pelo lado de dentro. Sentira-se um idiota quando encontrou documentos e relatórios sobre si, revelando que não era o protetor daquele local, mas que tinha sido largado ali para ser analisado e estudado.
Era como um animal que passava anos andando em círculos em sua cela enorme sem perceber que estava dentro de um zoológico para admiração de curiosos; a espécie rara e em extinção que era o centro máximo das atenções.
Nunca desconfiou do motivo pelo qual nunca vira nada de valor dentro daquele local para ser protegido, mas devia ter desconfiado pela quantidade muito grande de vezes que aquele lugar super secreto era invadido, lhe forçando a lutar contra os múltiplos invasores sozinho, e no fim, por mais raivosos que os invasores fossem, nenhum deles demonstrava interesse em roubar algo de dentro daquele local. Levou muitos anos para que ele percebesse que na verdade, parecia que os invasores entravam ali justamente procurando por si.
Maito não era um animal em uma jaula para exposição. Era uma arma de destruição em massa que era constantemente testada e aperfeiçoada, os ninjas da Raiz de Danzou eram constantemente testados, mas missões realmente especiais eram apenas para aqueles que mostravam seu valor saindo vivos do covil de Maito. Outros eram simplesmente largados lá por castigo.
Fazia cinco anos que ele havia descoberto uma sala oculta por acaso, um adversário o fez quebrar uma parede e esta se mostrou oca, dando acesso a uma sala de arquivos aculta. Ali encontrou relatórios em vídeo sobre si e arquivos seus e de muitos outros ninjas; incluindo aqueles dois a sua frente.
Haruno Sakura possuía inteligência e destreza invejáveis, além de um controle de chakra nunca antes visto. Danzou tinha certeza de que qualquer coisa que fosse ensinada a ela, seria aprendida com rapidez e perfeição.
Mas estava classificada como "descartada" pela raiz pelo motivo de que possuía uma quantidade muito pequena de chakra, além de ser tolamente sentimental. Uchiha Itachi estava em um patamar diferente, o registro dele era mais além. Ele foi estudado, treinado e trazido para aquele grupo, mas de alguma forma, Danzou o temia.
No arquivo havia relatos sobre a pouca idade que o menino tinha quando dominou o doujutsu de seu clan, tão rápido quanto, se destacou no mundo shinobi a ponto de ser incluso na ANBU em um tempo que não havia distinção da raiz dentro deste grupo. Havia um arquivo muito pequeno relatando o acordo entre o prodígio Uchiha e Danzou, Itachi soube usar o medo que o mais velho tinha em si para selar um acordo depois de fazer o que era melhor para Konoha e partir.
Medo. Danzou gostava de se livrar e ao mesmo tempo ter algum controle sobre aqueles que temia. E finalmente com o tempo Maito descobriu que era temido também, descobriu a forma como os constantes invasores entravam e saiu de sua cela pela primeira vez.
Conhecia um nome para odiar, mas não um rosto. E quando conheceu Danzou se viu incapaz de tentar algo contra um idoso tão frágil. Então aceitou quando o mais velho disse que o treinava de uma forma diferente sim, pois era único e o queria ao seu lado, para defendê-lo. Pareceu tão fácil convencer-se de que a pessoa que guardasse a vida daquele homem realmente devesse ter habilidades perfeitas que Maito aceitou assumir este cargo, sem perceber mais uma vez, que estava sendo manipulado.
Dois anos nesta ilusão para um dia ver Danzou ser lavado sem poder fazer nada, pois aquela era a Hokage em pessoa, não iria lutar contra a autoridade máxima da vila. Viu o olhar de decepção de seu mestre, mas agradeceu por ouvir seus instintos quando Danzou foi preso e colocado sob constantes jutsus de leitura de memória. A Hokage procurava coisas sobre Uchiha Itachi e o dia em que ele matou todos de seu clan, mas sem saber ao certo onde encontrar isso, todas as memórias de Danzou foram expostas, incluindo as sobre si.
Era desprezado pelo homem que protegia, Maito ouviu Danzou falar para outro ninja que precisava o manter cego para a verdade, caso contrario o menino poderia se revoltar contra eles, gerando um conflito desastroso para a raiz. Era temido afinal. Após toda a sessão, Maito mostrou a Tsunade os arquivos que um dia descobriu e no final ganhou a simpatia da loira, que não o vai como nada mais do que um menino. Como gratidão, Maito só sabia fazer uma coisa, e daquele dia em diante passou a fazer a segurança pessoal da Hokage.
Por isso a Haruno não o conhecia, só fora libertado depois que Tsunade fizera um acordo com o traidor Sasuke. E sabia que aquele acordo desesperado feito pelo Uchiha mais novo só foi necessário por causa daqueles dois, que ainda estavam sentados quase grudados um ao outro no chão sujo de uma casa a muito abandonada. Ainda assim, não iria dar trela para os seus prisioneiros, mesmo que eles estivessem indiretamente ligados a sua liberdade.
– Maito, você viu a Kyuubi? – Continuou a rosada. – A única pessoa atualmente capaz de conter o chackra de Naruto é o capitão Yamato e todas as vezes que ele conseguiu fazer isso teve a ajuda de Kakashi-sensei ou minha, principalmente agora que eu também posso contr...
– Não perca tempo, não vou deixar nenhum dos dois sair. – Cortou o mascarado.
– Nós não queremos uma guerra com esta vila! Você pode não acreditar, mas este é um lugar realmente muito querido por nós dois, eu só quero ajudar. Eu posso ajudar! – Tentou mais uma vez sem conseguir nenhuma alteração na consciência do até então desconhecido, Maito.
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– Você pode me ouvir? – Perguntou a azulada ao corpo desacordado. – Eu escuto Ino conversando com você o tempo todo, Sakura disse para ela que você pode ouvir. Não sei se ela disse para deixar a loira mais calma, ou se é verdade, mas não é um bom momento para você piorar.
– Falando sozinha? – Perguntou o tubarão ao entrar no quarto.
– Ahh, Ino sempre conversa com ele. Se realmente for capaz de ouvir, não quero que ele piore por ela não estar aqui.
– Faz sentido! Acho que Kakuso e Hidan vão demorar? Não é por nada, mas não é bom eu e você ficarmos sozinhos com Deidara, a única coisa que eu sei, caso ele piore, é que eu não sei fazer nada. – Disse fazendo Konan rir de forma suave.
– Não vai acontecer nada. Ficar estável é a missão dele neste momento, não me lembro de Deidara falhar em alguma missão. – Disse confiante.
– Konan, eu vou comer. Entrei aqui para ver o que quer que eu traga, se tem alguma restrição por causa do bebê.
– O que você trouxer está ótimo Kisame-san.
– Certo. Eu não vou nem sair do hospital, qualquer coisa é só chamar. – Disse saindo novamente após receber um aceno da azulada.
Konan logo voltou-se mais uma vez para o loiro, retomando o monologo que explicava ao loiro a importância de tudo o que estava acontecendo. Apresentou sua filha a ele e pediu para que acordasse logo, antes que o coração de Ino se tornasse mais frio do que estava ultimamente, neste momento fechou os olhos para pedir mudamente que as ações de Sasuke parassem de os atingir daquela forma, ou Ino seria a próxima mente doente da história.
Evitava comentar, mas era claro de se ver a forma como a loira tinha acordado diferente de seu coma, quase como se fosse outra pessoa. Fria e altamente irônica, com um ódio tão grande por Sasuke que quase parecia o mesmo em relação ao irmão.
Com estes pensamentos em mente acabou por adormecer na poltrona ao lado da cama de Deidara, com a filha no berço ao seu lado. Kisame chegou pouco tempo depois de Konan ter dormido, mas não quis a acordar.
O mesmo se sentou em outra cadeira que tinha no quarto e ficou de guarda, em sua opinião, Itachi e Sakura estavam atrasados, e pensando nos vários pontos desta guerra, viu a noite ficar alta e cair aos pés de um novo dia, raiado aos sons castos de bem-te-vis ao longe. Nenhum sinal de Itachi, nenhum sinal de Kakuso, nenhum sinal de Pain e Ino.
Longe dos pensamentos do azulado, o sol se impunha com pressa. Uma luta entre a Godaime de Konoha e o garoto Kyuubi tinha avançando toda a noite, sendo consumida pela madrugada e agora, regida pelo grande astro rei que ressurgia por trás das altas montanhas. Lutar contra quem se ama sem a intenção de machucar esta pessoa é difícil demais, e Tsunade via nos pulmões quase vazios de ar que isso estava longe de ser conseguido com sucesso.
Naruto não parava, com todo o esforço que tiveram durante a noite, tudo o que conseguiram foi manter o garoto no mesmo território, longe da aldeia e dos aldeões. O capitão Yamato estava quase em nível de exaustão, as armadilhas para criar a jaula capaz de prender o demônio consumiam muito de si. O moreno não acreditava que não tinham conseguido prender a Kyuubi com êxito durante toda uma noite.
O suor escorria grosso pela tez do capitão, que procurava pela Godaime pelo campo de treinamento, do outro lado do campo a loira tinha um braço apoiado em uma árvore, mesmo a distância era possível perceber o peito subindo e descendo de forma pesada, apressada em repor algum ar. Se aquele não fosse Naruto ambos lutariam sem nenhum cuidado, mas parar aquilo sem causar nenhum dano ao loiro estava se mostrando claramente impossível.
Yamato correu para atravessar o campo e ficar próximo de sua líder. Diria a ela que não haveria forma de fazer Naruto voltar ao normal sem que lhe ferissem, tentaria dizer que qualquer ferimento não letal os ajudaria e não traria grandes riscos para Naruto.
– Como Kakashi conseguia o fazer parar? – A loira perguntou antes que o outro pudesse se pronunciar.
– Com sorte eu acho! Tsunade-sama, eu realmente estou no meu limite, se a nossa próxima tentativa não der certo, não serei mais capaz de ajudar. Acho que devemos ser mais precisos desta vez, mesmo que isto cause algum dano ao Naruto. – Disse em bom tom, mas o final de sua frase foi abafado pelo rugido da Kyuubi e algo mais.
A representação de um demônio gigante, fora isso o que tinha chamado a atenção da Kyuubi. Um demônio feio e de pernas longas, que trazia sobre seus ombros rechonchudos Jiraya, Ino e mais alguém.
Yamato e Tsunade viram a invocação se defender de um ataque da kyuubi com um escudo, se colocando como uma muralha impenetrável contra o demônio. Cinco corpos ficaram dispostos nos ombros do demônio enquanto os shinobis desceram para alcançar Tsunade.
– Jiraya, o que houve? Era para ele estar com você! – Disse a loira.
– Naruto perdeu o controle ao ouvir coisas sobre Sasuke. Eu contei a história do Itachi para ele e ele disse que precisava encontrar Sasuke e pará-lo, Naruto acha que se Sasuke ouvir a história completa não vai mais querer vingança.
– Era mesmo uma possibilidade que Sasuke estivesse em Konoha neste momento, não me espanta a Kyuubi te-lo farejado aqui. – Disse Ino com segurança, fazendo Tsunade olhar para si com estranheza, ela falava como se nunca tivesse pertencido aquele lugar, ou sido tão próxima da Godaime.
– Se Sasuke está aqui mesmo você deve liberar ninjas para encontrá-lo Tsunade, ele sequestrou Sakura e pretende matá-la. – Disse Jiraya.
– Estranho é Itachi não estar aqui, ele já deveria ter encontrado Sakura e acabado com Sasuke. – Disse Pain.
– Quem é você? – Perguntou a loira para o ruivo, seu rosto lhe parecia familiar, mas realmente não se lembrava de onde. – Jiraya, não vou questionar seus motivos para ter trazido dois Akatsukis para dentro de nossa vila nesta situação, mas está falando como se tivesse algum plano com eles. E Ino eu não reconheço você!
– Eles vieram porque entendem que quem causou essa confusão toda de guerra foi apenas Sasuke, mas é claro que vamos falar disso depois de garantir que Naruto não vai acabar devastando a cidade mais rapidamente do que uma guerra. – Disse Jiraya.
– Estamos a noite inteira tentando. Não quero feri-lo, mas fazer isso desta forma é realmente impossível. – Disse a loira.
– Ainda bem que temos um especialista em bijus aqui. Você consegue dar um jeito nisso, não consegue Nagato? – Perguntou Ino.
– Sem feri-lo? Não. Sem matá-lo quem sabe, mas sem ferir não há como. – Disse o ruivo. – Se querem mesmo parar o demônio sem ferir o garoto, encontrem Sasuke, ele está fazendo refém a única pessoa viva que pode fazer isso! Até lá, eu posso entreter a Kyuubi, mas não garanto o estado físico do garoto.
– Não! Sasuke foi preso ontem a noite, Sakura e Itachi ficaram selados na mansão Uchiha onde Sasuke fazia Sakura prisioneira. Por que acha que ela pode controlá-lo? – Questionou a loira.
– Não somos aliados, neste momento tudo o que sei é que hoje não somos inimigos. Não finja que não sabe que os dois apenas ficaram onde você pediu por conta desta guerra indefinida Tsunade, sabe que selar um espaço físico não é suficiente para manter aqueles dois presos. – Disse Ino com toda a sua postura de liderança.
– Não fale assim comigo Ino, até bem pouco tempo você corria por dentro da minha torre junto com Sakura como se fossem donas daquele local. – Ralhou Tsunade como uma mãe ralha um comportamento mal educado da filha. – Eu vi os olhos dela Ino, por que Sakura pode segurar este demônio? – Perguntou mais uma vez enquanto indicava a kyuubi que ainda tentava ultrapassar a barreira pela invocação de Nagato.
– Se você viu, Nagato já lhe deu dicas demais. – Crispou em birra.
– Deixem a discussão para a reunião que terão. – Jiraya disse para as duas, mas logo se voltou apenas para a Godaime e disse em um tom que apenas a loira pudesse ouvir. – Deixe Sakura vir, será a prova de que Madara estava mesmo na Akatsuki e se morreu no dia em que Sakura lançou um Amatersu em Sasuke. As chances daquele homem que Sasuke trouxe para você ser Uchiha Madara são realmente muito grandes.
Tsunade fechou os olhos por dois segundos para pensar, não tinha o que ser feito. Konoha estava pisando em ovos tal como a Akatsuki, ambos sabiam que a guerra estava dependendo do acordo de duas rivais.
Não se apaga uma vida inteira de conflitos em uma noite apenas, ainda mais quando seu inimigo tira de você até mesmo os ninjas que você mais ama. Diplomacia era mais difícil de se manter do que a guerra, Tsunade só podia crer neste momento que a Akatsuki estava ali por vontade própria; a diplomacia ditava que não se atacassem. É patético, mas no momento tudo o que podiam era ter fé, que o oponente se manteria no acordo.
– Temos um acordo de que a Kyuubi não será capturada, nem Konoha vitima de ataques? – Tsunade disse automaticamente estendendo sua mão na direção do ruivo, mas para a total surpresa, o mesmo nem se moveu para se aproximar da Godaime. Ino foi quem se moveu para apertar a mão da Hokage.
– Temos um acordo. Acredite, queremos apenas esclarecer toda esta confusão e voltarmos para nossa vila, bem longe de Konoha. – Disse a loira.
– Mande um recado a Maito. – Disse Tsunade a pequena lesma que estivera a noite inteira sobre seu ombro direito, virando o rosto para que Ino não visse o franzir em seu cenho; com certeza tinha muita coisa para ser posta em pratos limpos ali.
– Urg.. – Grunhiu Pain ao mesmo tempo em que um alto rugido foi ouvido muito perto de todos.
Um dos corpos havia tombado do ombro do demônio invocado, enquanto o mesmo se encolhia dentro de um escudo para se defender de ataques seguidos da raposa demônio. Sem dar muita atenção aos outros, estendeu um braço com firmeza, liberando de dentro de suas vestes uma de suas típicas lanças.
– Bom, ainda temos algum tempo até os dois chegarem. – Disse já dando as costas.
– Yamato, siga com ele. Se tiver uma chance capture-o. – Disse Jiraya. – Eu vou pelo lado oposto a invocação de Nagato. – Concluiu picando uma pequena ponta do dedo para invocar o grande sapo, a Kyuubi era forte, mas era apenas uma.
– Ino, tem Konohas cercando o perímetro para que a luta não chegue a aldeia. – Informou Nagato já de longe.
– Eu conheço um atalho da mansão Uchiha até aqui. – Disse com firmeza, vou conduzir Sakura e Itachi até aqui o quanto antes. – Informou se afastando do campo de batalha.
Fora para isso que Nagato tinha lhe avisado dos ninjas ao redor do perímetro da batalha, tinha que ficar em um meio espaço entre eles e o foco da luta. Não precisou olhar para trás para saber que o corpo que havia caído de cima do ombro da invocação de Nagato estava agora lhe seguindo, e após encontrar um lugar seguro, começou a buscar o que precisava.
Não seria difícil em um raiar de dia quente em Konoha, a folha era vasta em pássaros nativos da região. Tinha tanta certeza de que logo encontraria o que precisava que a busca fora feita já por trás do selo arqueado de seus dedos.
– Nimpo: Shintenshin no Jutsu
Uma breve olhada para trás viu seu próprio corpo observado com atenção por um dos corpos de Nagato. Tinha feito aquele caminho muitas vezes quando era uma menina boba, observava de longe o time sete treinar e depois seguia Sasuke até a mansão no complexo Uchiha.
Era extremamente tolo pensar hoje que achava que tinha alguma vantagem sobre Sakura ao velar a estadia solitária do menino em seu lar vazio, mesmo que fosse de longe. Aquilo era tão patético.
Avistou ao longe o trio ainda pequeno em sua visão devido a sua altitude, Sakura e Itachi eram reconhecíveis em qualquer lugar e junto a eles um ANBU, medindo seus passos de perto, os guiando para a estrada de volta para a vila. Era isso que queria evitar, demorariam mais se usassem o caminho tradicional e piou alto em uma tentativa de chamar atenção.
Itachi parou e Sakura fez o mesmo em reflexo, ambos olharam o gavião de peito marrom que se aproximava do tri ode forma rápida e barulhenta. Entretanto, antes que a ave pudesse chegar perto o suficiente para bater suas asas próximo o suficiente para os Akatsukis entenderem que era Ino ali, as mãos de Maito de uniram em um selo, separando-se uma da outra com os dedos indicador e polegar formando cada um algo como um "L" invertido ao a sua frente, que ao se afastarem, criaram um escudo translúcido de diamantes no qual o gavião bateu com força e caiu tonto no chão.
– Cara o que diabos é você, um shinobi ou uma mistura de feiticeiro samurai? – Disse a rosada passando a frente do mascarado e se ajoelhando no chão para pegar o pesado falcão no colo. – Ino, você ainda está ai? – Perguntou sacudindo a animal.
A ave logo acordou assustada, batendo as asas de forma violenta para se livrar das mãos de Sakura, logo lançando um pio mal humorado na direção do mascarado. Sem dar mais atenção ao trio, voltou a voar pelo mesmo caminho que tinha vindo, em um plano baixo para que fosse seguido.
– Aonde vão? – Questionou Maito, visto que estavam se afastando da trilha certa.
– Pelo visto há um atalho! – Disse Sakura.
– Pretendem seguir uma ave doida?
– Oh não deixe ela lhe ouvir chamar de doida, principalmente depois de tê-la feito cair daquela forma. – Disse Itachi. – Não me lembro de atalhos, os Uchihas tinham rotas de fuga, mas eram ligadas a selos.
– É bizarro ver que Ino sabe um atalho para sua casa que você desconhece.
– Eu saí de casa cedo, lembra?
– Ino? A Akatsuki tem um mascote? – Perguntou Maito olhando o falcão com atenção, fazendo os dois ao seu lado rirem.
Seguiram o falcão por tempo e distância indeterminada, mas algo realmente mais eficaz do que se tivessem ido pelo cainho tradicional que todos conheciam. Então a ave que voava baixo pareceu voar de forma confusa antes de atingir mais altura e voar para longe de seus olhos, depois disso não demoraram a ver Ino sentada no chão fofo, protegida pela sombra da copa de uma grande árvore e atrás de um dos corpos de Nagato.
Mesmo que não tivessem avistado a loira, era fácil perceber que tinham chegado ao local certo. A luta entre duas invocações e a Kyuubi era uma bagunça realmente fácil de localizar, principalmente pelo barulho.
– Qual o plano? – Maito perguntou a nenhum dos dois em especial.
– Acha mesmo que pode fazer isso? – Questionou o moreno à rosada.
– Com certeza! Sasuke foi uma boa amostra, no genjutsu apliquei memórias dele no seu irmão.
– Espero que seja a mesma coisa com a Kyuubi ou não estaremos em uma boa posição.
– Dele quem? – Quis saber Maito, tentando absorver o máximo de informação.
– O verdadeiro dono destes olhos. – Disse em resposta, dando as costas ao menino que pode ver apenas de relance o rubro que provavelmente cobria os dois olhos de Sakura.
Sakura se adiantou a frente dos doutros dois para chegar o quanto antes no campo de batalha de forma a não ver vista e assim, poder se incluir na luta de forma favorável. Mas foi surpreendida pela mão de Itachi em se ombro.
– Ela não vai deixar você simplesmente se aproximar. – Disse o moreno. – A kyuubi odeia os Uchihas, principalmente pela facilidade que alguns tem em controlá-la.
– Sejamos sorrateiros então. – Disse procurando o namorado com o canto dos olhos, sabendo que ele entenderia todas as palavras não ditas.
Estavam todos diante de seus olhos, a invocação de Jiraya e Pain tentavam cercar a Kyuubi, enquanto Tsunade acertava o solo com o calcanhar com força, fazendo tudo ao seu redor tremer, na tentativa de fazer com a Kyuubi tonteasse enquanto Nagato tentava arremessar uma de suas lanças de modo que acertasse o outro de raspão, o suficiente pra chamar sua atenção até que Yamato pudesse fazer alguma coisa.
O soco de Tsunade realmente fez Kyuubi se desequilibrar, mas com alto rugido, a energia da raposa conseguiu desfragmentar a arma de Nagato. E durante o desequilíbrio, para se manter em pé, a raposa lançou uma de suas patas para trás quase acertando Yamato que deve que dar vários passos para trás para não ser pisado.
Em fúria, a resposta que veio em seguida, foi a liberação intensa de energia liberada pela raposa que se viu cercada não somente pelas invocações, mas também pelos humanos. Nagato atraiu o corpo de Yamato com um jutsu e iria fazer o mesmo com Tsunade, mas o golpe ia atingir a loira muito antes que pudesse reutilizar seu jutsu. Mas antes que pudesse atingir a loira, toda a energia foi absorvida por uma espécie de prisma que abrigou Tsunade como um como um casulo, do lado de fora, tudo o que era visto era o efeito fascinante do prisma sobre a energia.
– Eu perdi a minha melhor médica, mas com certeza ganhei um físico fascinante! – Disse Tsunade dentro do jutsu, às costas de Maito.
– Arigato, Tsunade-sama. – Respondeu oferecendo uma mão a loira enquanto outra tratava de abrir um rolo de pergaminho sobre seus pés e que os tiraria dali em segurança.
A alta energia do golpe da Kyuubi fez com que o efeito das luzes difusas do prisma atingisse grandes amplitudes, causando uma distração até mesmo para a raposa. Ao que o demônio invocado por Nagato resgatou seu invocador e Yamato, e Tsunade e Maito já estavam fora do prisma o mesmo se quebrou em uma explosão premeditada, e por trás desta uma chuva de pingos grossos de shurikens que apenas irritou a raposa.
Mas o objetivo era este mesmo, para atrair a raposa para o seu opoente distração; Itachi. Do outro lado, Sakura apareceu ao lado de Nagato, sobre o ombro do demônio.
– Ohayo! – Saudou a garota. – Nagato, eu preciso chegar perto dela, mas depois disso deixe as coisas com Itachi.
– Sei, Uchiha e eu seu jeito egoísta de salvar o mundo. – Respondeu fazendo Sakura rir.
– É sério, Maito falou algo sobre não machucar o Naruto fazer parte de um acordo. Itachi vai usar o Suzano para segurar as coisa aqui, enquanto eu seguro lá dentro. – Explicou.
– Você precisa chegar o quanto perto? – Perguntou.
– Faz um strike. – Brincou se afastando dos dois.
– Mais alguma ordem senhora Itachi? – Respondeu no mesmo tom de brincadeira.
– Sim, eu quero a versão com emoção! – Disse?
– Tem certeza? – Perguntou, e o que teve como resposta foi a rosada alongado os braços e dedos em frente ao corpo, tomando isto como um sim, o ruivo arremessou um de seus receptores que penetrou a palma da mão da rosada. – Para não perdermos o contato, Ino vai ficar perguntando de cinco em cinco minutos se você demorar. – Dito isso a rosada riu e fechou a mão ferida para aliviar a dor, logo em seguida viu o ruivo se movimentar e se preparou para o que viria. – Shinra Tensei.
E ao comando do ruivo a rosada foi levada como se fosse uma pequena pedra arremessada pela superfície plana de um lago.
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Estava tudo escuro, a água tocava a altura de seus tornozelos, mas era como se ela nem a sentisse. O local tinha iluminação própria, não era possível descrever de onde a luz vinha, mas era uma iluminação fraca e ao mesmo tempo, suficiente. Não era um lugar estranho, e apesar de sempre ter imaginado como aquele lugar seria, Sakura achou que era apropriado para uma jaula.
O local era imenso, e ao mesmo tempo parecia se focar somente ali. Era evidente que ali era o centro de tudo, ali atrás daquelas grades grossas de dois portões fechados e unidos por um selo.
A tarja deste se movendo como se ali dentro passasse uma leve brisa, tudo devido a energia daquele prisioneiro especial. Era impressionante estar ali.
Em pé, logo mais adiante o loiro estava de frente para uma passagem para algum outro lugar, os olhos desfocados e o corpo estático. Sua presença se quer foi percebido por ele.
A rosada andou mais alguns passos, tinha que passar pela jaula da raposa para chegar até Naruto, e mesmo sabendo que ela estava presa lá dentro, a energia daquele fazia seu corpo se arrepiar por receio. Não tinha vontade de passar por ali e ficar de costas para aquele cela.
Então de frente para a mesma, se aproximou para visualizar a fera. Seu tamanho não era novidade, seu formato não era novidade, ainda assim a forma como aquele ser olhava em sua direção com desprezo.
Aquele olhar assassino sim prendeu a atenção da rosada. Era evidente que ela a mataria com aquele olhar se pudesse, e como não podia, seus olhos deixavam claro a forma como queria poder alcançá-la apenas para retalhá-la com suas garras.
– Você sabe que eu sou? – Perguntou, sem deixar sua voz falhar, mas tudo o que conseguiu foi fazer o animal lhe dar as costas de forma esnobe, sem lhe responder. – Eu estou falando com você, raposa. – Prosseguiu em um tom mais forte.
– Você é garota deles. – Disse em deboche. – Não sei como conseguiu entrar aqui, mas pode usar o mesmo meio para dar o fora. – Rugiu.
– Você acha que blefa, raposa? Você sabe como eu entrei aqui, tenho certeza que você reconheceu este chackra no momento em que entrei aqui.
– O Sharingan é uma fantasia bonita que todos querem usar, aconselho você a tirá-la antes que comece a acreditar que é uma Uchiha. – Debochou.
– Meu nome é Haruno Sakura, não sou uma Uchiha. Apenas estou levando as habilidades de um deles adiante. Você conheceu Uchiha Madara, não conheceu? Pelo menos ele me mostrou umas coisas bastante interessantes sobre você. – Ela disse e logo ouviu uma risada sarcástica da raposa ecoar alto pelo ambiente cavernoso.
– Você é uma criança que ganhou o kit "monte seu próprio vulcão" de presente e agora acha que é o Monte Fuji. – Continuou sendo sarcástica.
– Solte ele! – Sakura mandou em um tom forte.
– Estou segurando alguma coisa por acaso?
– Obedeça! Sabe que não adianta blefar, sabe que eu posso controlar você e eu sei que você não gosta de perder o controle.
– Você já adquiriu a prepotência deles. – Reclamou antes de ir para o fundo de sua cela e se aninhar contra si mesma.
– Sakura-chan? – Ouviu a voz familiar soar de forma fraca.
– Naruto! – Respondeu deixando que o ar de seus pulmões saíssem por completo em alívio.
– O que você... como entrou aqui? Estes olhos... – Tentou falar interrompendo seu próprio raciocínio enquanto tentava se sintonizar. – O que foi que eu...
– Shh – Pediu a rosada percebendo o olhar assustado do garoto. – Está tudo bem, ninguém se machucou. – Respondeu a pergunta que não deixou o garoto fazer.
– Eu só me lembro de ter encontrado uns caras em um hospital, a Ino estava lá e o ero-sannin e aqueles caras começaram a falar coisas sobre o Sasuke e o irmão dele... e
– Eu sinto muito Naruto!
– Por que?
– Por ter simplesmente fugido, não poderia dizer adeus a você, você nunca me deixaria ir. E eu precisava mesmo ir, nem eu mesma sabia ao certo o motivo até ser realmente feliz em outro lugar. Sinto muito também por não ter feito nada ao perceber que Sasuke simplesmente não é aquela pessoa que eu e você temos na memória.
– Isso não é verdade, ele só...
– Saber que a família dele foi morta pelo bem desta vila não o faria mudar Naruto, Sasuke escolheu o caminho dele. Eu sei o quanto ele é importante para você.
– Vocês dois são! E os dois simplesmente me abandonaram.
– Eu não abandonei você. O sentimento de amizade entre as pessoas não diminui na medida em que os quilômetros aumentam. É só que, aquele é o lugar certo para mim.
– Com os caras que querem me matar por causa dela? – Disse apontando para a raposa calada em sua cela.
– Isso foi no passado. Eles não querem e nem vão fazer isso.
– Naruto, Sasuke quase me matou duas vezes, quase matou Ino duas vezes, matou Hinata e estava manipulando uma guerra entra Akatsuki e Konoha. Eu não duvido que um dia há muito tempo atrás se ele tivesse escutado uma versão diferente da história ele teria chance de mudar, mas esta chance não existe mais.
– Onde ele está agora?
– Tsunade está cuidando dele, não sou mais desta vila para saber os detalhes.
– Não tem como você não ser mais desta vila Sakura-chan, esta é a sua casa.
– Naruto, por favor. Mesmo que você não entenda neste momento, aceite o fato de que eu e Ino estamos realmente muito felizes. Eu vou voltar agora, sei que você se recupera rápido, mas perder o controle da kyuubi nunca foi boom para você, provavelmente quando você acordar no hospital nós já termos terminado nossa conversa com Tsunade e esta guerra terá acabado.
– Não Sakura, espera.
– Você vai ser sempre bem vindo, Naruto. Espero poder voltar a esta vila um dia novamente também. – E com um sorriso, desapareceu.
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– Bom, eu acho que isso explica muita coisa. – Disse Ino quando o espião que estava sob o abrigo de Konoha terminou de contar toda a história que tinha contado dias antes a Tsunade, para o grande grupo completo.
– Eu sei que não basta simplesmente esquecer o ataque a antiga sede de vocês, mas o líder de minha vila está realmente arrependido. Após a influencia de Sasuke passar ele percebeu o que estava fazendo, não queremos desavenças com a Akatsuki.
– Diante da real situação, acho que a atitude da vila não será esquecida. Mas se não tentarem entrar no nosso caminho novamente, também não iremos interferir no de vocês.
– Vou passar esta informação ao nosso líder com certeza. – Disse em uma reverencia.
– Você está dispensado desta reunião, mensageiro e livre para voltar a sua casa. – Disse a Hokage.
– Hai! – Respondeu, e depois de uma reverencia, se foi.
– Entretanto a nossa reunião ainda não pode ser considerada acabada. – Disse a Hokage para os demais visitantes.
– Difícil é saber por onde começar. – Disse a loira da folha.
– Que tal do começo, Ino e Sakura, por que vocês duas simplesmente fugiram daqui? – Questionou Jiraya.
– Não houve nenhum motivo em especial, e ao mesmo tempo... tudo era motivo. – Disse Ino. – Não somos mais as meninas que você abrigou, Tsunade-sama, o tempo pode não parecer passar no seu rosto, mas ele passou. Não somos mais adolescentes, somos duas kunoichis adultas e no limite de nossas habilidades. Todos nós, todos os ninjas de todos os times da nossa turma de crianças, cada um com sua carreira brilhante aqui, Sakura e eu não estávamos fora deste grupo, mas o que aqui era o limite para nós ainda não era o limite do que queríamos para nossa vida.
– Não foi a vila e nem nada que pudesse nos fazer querer ir contra a folha, simplesmente já tínhamos absorvido todo o conhecimento que este lugar podia nos dar, e no fim, tudo aquilo ainda não era o suficiente. Faltava algo. Não fomos embora por causa da vila, apenas por aqui não era mais um lar completo para nós.
– A Akatsuki é? – Tsunade perguntou, incapaz de conter o ar que ia além da surpresa e tocava os limites do desdém.
– Nós não saímos daqui para ir para a Akatsuki. – Rebateu Ino.
– Foi por acaso que nossos caminhos se cruzaram, e quando aconteceu, descobrimos que eles não eram aquilo que esperávamos que eles fossem. E então houve a possibilidade de Ino e eu recebermos um treinamento diferente, de aprendermos coisas novas e realmente desafiantes.
– Nós sabíamos desde o dia em que as aceitamos entre nós que Konoha nos culparia automaticamente pelo sumiço delas, principalmente se elas fossem vistas andando por aí com nosso uniforme. – Disse Pain.
– Por isso simularam a morte delas? – Perguntou Jiraya?
– Nós não queríamos que pensassem que tínhamos sido sequestradas ou algo do tipo. Ao mesmo tempo queríamos que seus ninjas parassem de nos procurar. Foi um erro. – Disse Sakura.
– Depois da explosão em nossa sede, tudo ficou muito pior. Encontramos Sasuke, ele quase nos matou, um dos nossos morreu, Sakura recebeu o Sharingan e isso quase a matou, ficamos perdidas e quase mortas e quando pudemos perceber estamos sendo atacados por Konoha todos os dias. Era uma guerra. – Disse Ino. – Mas este assunto já foi resolvido afinal.
– E o que querem? Uma aliança com Konoha por terem três de nós? – Perguntou a loira mais velha.
– A única vila com quem a Akatsuki tem uma aliança é com Amegakure, que é liderada por Nagato. – Disse apontando o ruivo. – A única coisa que posso garantir é que não queremos prejudicar esta vila, mas não queremos ter alianças com mais ninguém. É claro que, se Konoha nos prejudicar, nós iremos retrucar.
– Então quer dizer que a guerra foi evitada desta vez, mas se tivermos objetivos opostos que se cruzam voltaremos a ser inimigos?
– É! Esta organização é inimiga desta vila, nossos objetivos finais sempre serão opostos. Mas eu admiro e respeito você Tsunade-sama, o que eu quero dizer é que hoje estamos todos aqui bem, mas quando outro Hokage vir, eu não quero ter meus ninjas presos a esta vila por um acordo feito agora.
– É apenas questão de respeito por você e pelos ninjas da folha que estão entre nós. Amegakure apoiara todas as decisões da Akatsuki, e nós também não queremos estar ligados a esta vila. Serão respeitados em nossa aldeia, até que dêem motivo para perderem esta cortesia. – Completou Pain.
– Sakura.. – Chamou, olhando para a rosada que amava como se fosse sua própria filha.
– Desculpe Tsunade-sama. – Disse tomando os dedos de Itachi entre os seus. – Nós amamos esta vila, mas iremos para onde a líder de nosso grupo ordenar.
– Não há como competir com um coração apaixonado. – Disse por fim, admirando através daquelas mãos unidas várias lembranças. – Penso que não há mais o que tentar remediar quanto a isto, entretanto, Sakura tem uma morte em sua conta.
– Não estava em minhas mãos Tsunade-sama, Kakashi estava no lugar errado, na hora errada. Aconteceria com qualquer sharingan que entrasse em contato com o meu naquele momento.
– Sakura estava inconsciente, o mecanismo era para protegê-la contra Sasuke. Ninguém nunca imaginou que Kakashi iria encontrá-las, você não pode culpá-la por isso! – Disse Itachi.
– É impossível não culpar ninguém por esta morte. – Reclamou a loira.
– Você fala como se não soubesse o quanto eu mesma me culpo por isso, o quanto me culpei quando acordei e fiquei sabendo do que aconteceu. – Disse a rosada.
– Não sei mesmo se você se culpa por alguma coisa, sinceramente eu não acredito mais em você completamente, Sakura. – Disse a loira.
– Mas a punição dela não irá trazer nenhuma pessoa amada de volta Tsunade. – Jiraya disse baixo, com a mão no ombro da loira.
– Alguém tem que pagar por estas perdas, por esta em especial. – Respondeu no mesmo volume, apenas para o amigo de infância ouvir.
– E alguém irá pagar, mas a pessoa certa. Que já está presa sob nossa jurisdição graças a ela também. A morte de Kakashi pode ter vindo pelos olhos dela, mas o verdadeiro culpado por isso já foi preso e, não se iluda, foi graças aos olhos dela também. Não se esqueça de Naruto e a situação que foi contida por Sakura e Itachi há pouco tempo atrás.
Ao termino das palavras de Jiraya a loira soltou todo o ar que tinha nos pulmões, com certeza iria ter muita raiva contida para descarregar em Sasuke. No momento tinha que ser ágil, saber que Sakura não era capaz de evitar o que fez com Kakashi não diminuía sua dor, mas Jiraya estava certo.
– Itachi, Konoha descobriu que possui uma dívida grande com você, em consideração a isso vou ouvir seu argumento. Mas quero que todos saibam que qualquer evento futuro não será relevado desta forma, Itachi, Ino e Sakura a partir do momento em que deixarem os portões desta vila, não serão mais bem-vindos aqui. E em qualquer outro impasse entre Konoha e Akatsuki, vocês serão tratados e julgados como qualquer outro inimigo.
– Não precisa dizer isso! Eu sou a líder deste grupo, qualquer impasse que exista entre nós e Konoha será ordenado por mim, e nem eu e nem ninguém virá aqui rastejando por compreensão, principalmente porque nós não somos como "qualquer outro inimigo". – Disse a loira entre dentes, não estava gostando de estar ali, Tsunade pareceu não crer em seu potencial de líder em nenhum instante daquele encontro.
Os olhos de Tsunade quase rasgaram, não estava reconhecendo Ino. A mulher em sua frente não tinha nada de toda a doçura da menina que um dia chorou por não ter sido capaz de curar o ferimento letal de uma carpa durante um exercício de treinamento. Iria responder àquele comentário mal educado da ex pupila, mas sentiu novamente a presença de Jiraya às suas costas, mandando um sinal claro para ir com calma.
– Bom, acho que isso encerra a nossa sessão! – Disse o eremita, com um sorriso amarelo.
– Ahh mas não encerra mesmo! – disse a Ino puxando a poltrona em que se sentava mais para perto da mesa, apoiando os cotovelos sobre a mesa e olhando fixamente para os velhos sábios. – Ainda nem começamos a falar sobre o que será feito com Sasuke.
– Ele é de Konoha, logo é um assunto inteiramente nosso. – Rebateu Tasunade.
– Ele é o caçula que quer matar Itachi, sequestrou Sakura e quase matou a mim e mais outro membro da nossa equipe. Eu não saio daqui antes de ter certeza de que acontecerá com ele exatamente o que ele merece. – Disse se acomodando melhor na cadeira e cruzando os braços por sobre o próprio peito.
