Oi gente!
Dessa vez fui mais rápida, né? *-*
Espero que estejam gostando da fic e, só pra constar, já estou começando o próximo capítulo!
Beijinhos ;*
Capítulo 17 – Bolo de Chocolate
"Inu amor, pode parar de me ignorar? Nós precisamos conversar. Você sabe que eu não tenho nada com o Jordan, você entendeu tudo errado... Preciso falar com você... Eu te amo!"
Escuto a voz de Kikyou pela terceira vez, em uma das 25 mensagens de voz recebidas no meu celular. Reviro os olhos e clico para ouvir a próxima.
"Inuyasha, atende essa droga de celular! Para de agir por ciúmes amor, você sabe que não precisa! Eu amo você e não tenho nada com o Jordan. Agora... Você não vai contar nada pra Kagura não é? Ela não entenderia que foi tudo um mal entendido e..."
Desligo o celular e bato com a cabeça no volante. Eu não preciso ouvir isso. Kikyou tem coragem de me trair depois de eu ter me declarado para ela, e, como se não bastasse, com o Jordan, o idiota do quase-namorado da melhor amiga dela. E ela ainda tem a capacidade de dizer que foi tudo um mal entendido. Ela só estava se agarrando com ele em cima da pia da cozinha, que mal tem nisso?
Levanto a cabeça e solto um suspiro pesado. Kikyou estava na minha frente, um pouco distante, conversando dramaticamente com Sango e Rin, que trocavam olhares. Provavelmente Kikyou estava contando uma versão totalmente falsa do que tinha acontecido no dia de seu aniversário. Ela estava usando óculos escuros enormes e o uniforme do colégio, acompanhado pelo sapato vermelho de salto alto. Os cabelos estavam soltos e ela segurava o fichário cor de rosa, que muitas vezes já havia jogado em mim. Reviro os olhos e, quando volto a observá-las, vejo Kagome chegando de cabeça baixa, parecendo alienada a tudo. Ela estava com o uniforme e um sapato de salto alto preto. Os cabelos presos em um coque e uma expressão estranha no rosto. Sinto uma incontrolável vontade de ir falar com ela. Quando já estava prestes a abrir a porta, vejo Kouga se aproximar. Ao notar a presença um do outro, eles apenas se encaram, sem dizer nada. Ah qual é! O Kouga é uma mulherzinha mesmo. Ficou com ela num dia e não tem coragem nem de abrir a boca pra dizer um oi no outro dia. To dizendo que ele é gay.
Kagome sorri para ele e se aproxima, pegando uma das suas mãos e o puxa para dentro da escola. Antes que eu pudesse pensar onde eles estavam indo, escuto batidinhas na janela do meu carro e me viro assustado. Miroku. Ele abana e faz um sinal para que eu saia do carro. Respiro fundo e pego meu celular, apagando rapidamente as outras mensagens de Kikyou da caixa de entrada e pegando minha mochila. Abro a porta e saio
- Inuyasha, você poderia fazer o favor de me explicar porque você pegou aquela garota na festa e por que minha irmã está chorando e sendo ignorada? – Ele pergunta, enquanto eu fechava a porta do carro.
- Não é óbvio? – Olho para ele - A gente terminou. – Respondo, começando a caminhar até a sala de aula.
- Certo. – Ele diz, caminhando ao meu lado - E o que aconteceu com o Inuyasha que queria um compromisso sério só com uma garota?
- Ele a pegou com outro. – Respondo, um pouco grosso.
- O QUÊ? – Pergunta incrédulo. Opto por não responder e continuar caminhando, ao contrário de Miroku, que fica parado no meio do corredor. Assim que parece assimilar as coisas, corre até mim.
- Como assim cara? E o que você fez?
- Dei um soco nele. – Digo simplesmente.
- Ta, mas... Vocês não tinham conversado? Por quê ela fez isso? E afinal, quem era o cara? – Miroku parecia não acreditar e me olhava estranhamente, esperando por uma resposta. Continuo a caminho da sala, quando Jordan passa na minha frente. Ele não me encara, mas abro um sorrisinho maldoso ao notar seu olho roxo – Nossa! – Miroku exclama – Cara, você viu o olho roxo do Jordan? Pelo visto o fim de semana foi agitado, quem bateu nele devia estar com muita raiva e... Espera, FOI VOCÊ! – Ele conclui, se voltando para mim. Apenas dou de ombros e parecendo entender meu recado, Miroku não insiste mais em tocar no assunto.
Estávamos entrando em nosso corredor quando o sinal toca e eu paro abruptamente, antes de entrar na sala de aula.
- Er, Miroku? Posso te pedir um favor? – Pergunto incerto.
- Fala. – Diz, se voltando para mim.
- Senta comigo hoje, sabe como é, para Kikyou não vir... – Peço, bagunçando os cabelos nervosamente.
- Cara, isso não poderia ter sido mais gay. – Ele fala rindo, me fazendo abrir um sorriso também. – Claro meu xodozinho! Tudo o que você pedir! – Diz passando um dos braços pelo meu pescoço e me puxando entre risadas até a nossa mesa.
Assim que paramos com o acesso de risos, sento na cadeira, acompanhado por Miroku, e em seguida vejo Kikyou entrar. Ao ver que não havia lugar vago ao meu lado, dá uma fungada e se senta no único lugar vazio, duas classes atrás de mim. Tínhamos biologia agora e o professor Manten já estava escrevendo coisas no quadro. Como não conseguia prestar atenção em nada que ele falava, meus olhos passeiam pela sala e encontram os de Rin, que pisca para mim e volta a olhar para o professor.
Tento novamente prestar atenção na aula, mas a única coisa que consegui foi começar a rabiscar no caderno, já que nem conversar com o Miroku eu podia, pois ele praticamente babava em cima do seu caderno. As aulas de biologia eram com certeza uma das mais tediosas, por mais que eu gostasse da matéria. Suspiro cansado, quase morrendo de tédio e dobro os braços sobre a mesa, deitando minha cabeça sobre eles. Antes que eu pudesse ao menos fechar os olhos, sinto algo bater contra meu braço. Levanto assustado e vejo uma bolinha de papel suspeita em cima da mesa. Olho para os lados a procura de quem poderia ter jogado aquilo em mim e me deparo com Kikyou me encarando diretamente. Só podia ter sido ela. Suspiro e abro a bolinha de papel, onde havia apenas uma frase escrita com caneta rosa.
"Precisamos conversar"
Reviro os olhos ao ler aquilo, amasso o papel novamente e jogo dentro do estojo, voltando a me deitar sobre os braços em cima da mesa. Não dá nem dois segundos e sinto novamente algo me acertar.
- Mas que...! – Praguejo baixinho ao ver uma nova bolinha de papel. Impaciente, abro e leio o novo bilhete.
"Inu, é sério amor! Nós PRECISAMOS conversar!"
Ao terminar de ler me viro bruscamente na cadeira, encarando Kikyou o mais irritado possível. Mas, antes que eu pudesse pedir, mesmo que baixinho, pra ela parar com isso, ouço a voz estrondosa do professor Manten quebrar o silêncio da sala.
- Inuyasha Taisho e Kikyou Takeda, minha aula não é lugar para se discutir a relação. Peço que se retirem e só voltem quando se resolverem. – Diz, apontando para a porta. Era só o que faltava.
Troco um olhar inquieto com Kikyou e nós ficamos receosos de nos levantar, mas como o professor não parecia que mudaria de ideia, me levanto e caminho em passos largos até o corredor. Kikyou vem atrás de mim praticamente correndo para tentar me alcançar, mas nem me passa pela cabeça esperar por ela.
- Inu, por favor, espera! – Choraminga atrás de mim.
Puxo o Ipod do bolso e continuo caminhando até o pátio, mas antes de colocar os fones sinto-a puxar meu braço.
- Por favor, amor! – Pede ofegante.
Viro-me bruscamente em sua direção e puxo meu braço para que ela o soltasse.
- Você tem cinco minutos. – Digo contrariado.
- Olha, você tem que entender que foi tudo um engano o que você viu, Inu! Eu e o Jordan não...
- ...temos nada e blábláblá! – A interrompo, completando a frase que eu já havia decorado – Você já disse isso! Eu já entendi.
- Inuyasha! Dá pra parar com isso? – Pede parecendo indecisa em parecer triste ou revoltada.
- Parar com o que? Quem não aceita que nós terminamos é você Kikyou. Fica com o Jordan ou com um dos milhares que você tem e me deixa em paz. – Falo, já voltando a me afastar.
- Como se você também não ficasse com outras garotas quando estava comigo, não é Inuyasha? – Ouço ela dizer entre dentes.
- Eu ficava sim. E não me importava nem um pouco de estar traindo você! – Digo me voltando pra ela. Ela parecia que ia argumentar, mas a corto novamente – Mas isso foi antes de eu idiotamente me declarar para você e querer que nosso relacionamento fosse de verdade. Sem traições. – Vejo sua expressão mudar e seus olhos ficarem vermelhos. – Parece que eu fui o único a levar isso a sério. Então chega, cansei de ser o idiota romântico. Acabou Kikyou, quer que eu especifique mais? – Pergunto, com um sorrisinho irônico nos lábios. Ela poderia chorar na minha frente e me pedir mil desculpas, mas... Eu queria que acabasse. A verdade é que eu estou me sentindo livre desde que terminamos.
- Mas Inu...
- Acabou Kikyou! – Repito cortando-a mais uma vez. Antes que ela pudesse novamente falar alguma coisa, volto a puxar meus fones de ouvido e me afasto, caminhando para qualquer lugar longe dali.
Podia estar sentindo como se um peso fosse tirado das minhas costas, mas ainda assim é o rompimento de um namoro que durou anos, e isso nunca vai ser algo bom. Não estou melhor que ela, mas talvez... Seja melhor assim.
XxXxXxXxXxXxXxXxX
- Mãe! Cheguei! – Grito assim que entro em casa.
- Aqui na sala, querido! – Ela responde e eu caminho até lá. Encontro-a sorrindo para mim, sentada em um dos sofás lendo um livro. Involuntariamente jogo minha mochila de qualquer jeito em cima do sofá e caminho até ela, tirando o livro de suas mãos e me deitando no sofá com a cabeça apoiada em seu colo. – O que foi amor? – Me pergunta, começando a fazer carinho nos meus cabelos. Me sinto uma criança novamente.
- Nada não. Acho que hoje não acordei bem! – Falo, rindo sem muito humor.
- Tem certeza? – Pergunta desconfiada.
- Uhum. – Murmuro desviando meu olhar do dela.
- Por que você não liga pra Kikyou? Quem sabe se ela te fizer uma visita você não fica um pouco mais animado? – Diz sorrindo. Pra ela estar querendo que a Kikyou venha aqui ficar comigo, eu devo estar horrível mesmo.
- Não é uma boa ideia. – Digo em um sussurro e ela para de mexer nos meus cabelos, passando a me encarar com curiosidade. – Nós terminamos mãe. – Falo por um suspiro. Ela parece realmente surpresa, pois fica sem dizer nada por algum tempo enquanto assimilava o que eu havia dito.
- Ah querido! Eu sinto muito. – Diz passando uma das mãos pelo meu rosto. – Vocês namoravam há tanto tempo, deve estar sendo difícil pra você não é? – Fala, tentando me reconfortar.
- Na verdade... Não muito! – Digo sinceramente, deixando-a ainda mais surpresa.
- Espera. Agora eu não estou entendendo. – Diz, com a testa franzida. Solto uma risada fraca e me sento voltado para ela.
- Não sei como dizer, mas parece que um peso foi tirado das minhas costas! – Digo sincero, porém confuso. – Mas eu não deveria me sentir assim, afinal... Eu gostava dela, não é? – Pergunto mais para mim mesmo do que para ela.
- Inuyasha, pra começar, se você se sente melhor com o rompimento do relacionamento, quer dizer que não estava mais dando certo. – Diz minha mãe carinhosamente. – Não se culpe por se sentir assim amor. Não sei o motivo que fez com que vocês terminassem, mas... Quem sabe o que aconteceu não serviu pra mostrar isso? – Pergunta, passando uma das mãos pelo meu rosto novamente. Já disse que a minha mãe é demais?
- É, talvez seja isso sim! Obrigada mãe, eu te amo. – Digo sorrindo e a puxando para um abraço.
- Mães servem pra que? – Diz rindo.
- Fazer bolos de chocolate? – Pergunto rindo já me levantando e logo sendo acertado por uma almofada.
- Vai achar o que fazer menino! – Diz com falso tom de raiva.
- Vou pro meu quarto. Preciso mesmo achar o que fazer. – Falo já subindo as escadas. Caminho até meu quarto e abro a porta já tirando os tênis pelo caminho e me jogando na minha cama.
- Minha mãe pode até estar certa, mas eu ainda me sinto estranho... – Murmuro para mim mesmo, antes que meus olhos se fechassem e eu caísse em um sono sem sonhos.
XxXxXxXxXxXxXxXxXxXxXxX
- Shii... Devagar garoto! – Ouço uma voz estranhamente conhecida, mas a preguiça é tanta que não tenho coragem de abrir os olhos e ver quem havia entrado no meu quarto. Antes que eu conseguisse voltar a dormir, um latido quebra o silêncio, sendo seguido por uma risadinha sonora que eu nunca poderia deixar de ouvir e não rir junt... Espera aí!
Abro meus olhos rapidamente e me viro assustado, me deparando com Kagome rindo no meio do meu quarto com um prato na mão e Slin tentando pular nela para pegar o pedaço de bolo que ela segurava.
- Kagome? – Indago ao me virar rapidamente. Estava tão grogue pelo sono que acabo apoiando meu braço em falso e caindo vergonhosamente da cama.
- Ai meus Deus! – Exclama Kagome ao me ver despencar no chão. – Você está bem? – Pergunta correndo até mim e se abaixando na minha frente.
- Ta tudo bem sim! – Respondo me sentando com uma das mãos na cabeça. – Ai!
- Você vai ficar com um galo enorme. – Diz tirando minha mão do rosto e passando a dela para ver se eu havia me machucado. Involuntariamente sinto meu estômago se contrair com seu toque. Mas que diabos... – Como você conseguiu fazer isso? – Kagome pergunta, afastando sua mão, e parecendo se segurar pra não rir.
- Eu... Não sei! – Digo confuso, recebendo uma lambida no rosto de Slin que se senta ao nosso lado no chão.
- Vem, levanta! – Diz Kagome se levantando e estendendo a mão pra mim. Aceito sua ajuda e me levanto, ficando um pouco tonto pela batida. Antes que ela pudesse notar alguma coisa, sento na cama e me escoro na cabeceira.
- Então, o que você veio fazer aqui? – Pergunto, só depois me dando conta de que, da forma que eu havia dito, parecia que eu não queria que ela estivesse aqui. Sinto meu rosto pegar fogo rapidamente. – Não que eu esteja incomodado ou algo assim, quero dizer...
- Eu vim trazer isso! – Me interrompe rindo e caminhando até minha escrivaninha, onde estava o prato com um pedaço de bolo de chocolate que ela segurava antes. – Sua mãe pediu pra eu te trazer isso. Ela falou algo como "mães servem pra fazer bolos de chocolate", mas eu não entendi o que ela quis dizer. – Diz fazendo uma careta ao me entregar o prato. Solto uma risada alta, minha mãe só pode ser louca ou algo assim.
- Obrigada. – Respondo sorrindo enquanto pego o prato com o bolo, dando uma mordida. – Quer um pedaço?
- Ah não, obrigada. Sua mãe me fez comer quase metade do bolo antes. – Ela diz, rindo e me fazendo rir junto ao imaginar minha mãe tentando fazê-la comer o máximo possível.
- Mas então. O que me dá a "honra" da sua presença? – Pergunto com um sorriso torto ao terminar de comer.
- Minha mãe pediu pra eu vir entregar uma forma pra sua mãe, aí ela me convidou para comer o bolo que havia feito. – Diz se sentando na ponta da minha cama e baixando os olhos, deixando de sorrir por um momento. – Sua mãe disse que você não estava muito bem. Então pediu para eu subir e conversar com você. Mas... não precisa dizer nada se você não quiser. – Diz rapidamente, com uma expressão preocupada. Começo a rir.
- Calma, ta tudo bem! – Falo, vendo-a corar. – Eu só não me acost...
- Inuyasha, onde diabos você enfiou a minha bermuda vermelha? – Praticamente grita Sesshoumaru ao entrar no quarto em passos duros.
- Eu NÃO peguei a sua bermuda! – Falo automaticamente.
- Como você não pegou se ontem mesmo estava com ela? – Ele pergunta cruzando os braços sobre o peito.
- Aquela era a minha! Não posso fazer nada se você não cuida do que é seu e... – Tento argumentar, mas sou interrompido por uma risada alta e só então me lembro que não estávamos sozinhos.
- Kagome? – Exclama Sesshoumaru só notando a presença dela naquele momento.
- Oi! – Diz entre risadas.
- Para de rir. Isso é uma discussão séria! – Falo seriamente, tentando não rir.
- Verdade! A posse da minha bermuda é completamente essencial pro meu dia! – Diz Sesshoumaru entrando na brincadeira, fazendo-a começar a rir novamente.
- Falou o advogado né! – Diz Kagome, ainda rindo.
- Vou ser um ótimo advogado mesmo! Aí quando processarem o Inuyasha por furto, eu vou fazê-lo sofrer até a morte! – Diz Sesshoumaru, se escorando no batente da porta com um sorriso maldoso nos lábios.
- Há, há! – Digo irônico, virando o rosto, emburrado.
- Mas e aí Kagome, fiquei sabendo que o Kouga te pegou na festa da Kikyou. Ou foi você que pegou ele? – Pergunta Sesshoumaru, mudando de assunto e parecendo pegar Kagome de surpresa que fica completamente vermelha.
- Na verdade... Fui eu quem peguei ele! – Ouço ela murmurar, ficando completamente chocado. Sesshoumaru não parece tão surpreso, pois começa a rir alto, sendo acompanhando por Kagome. Eu sou o único que não acho isso engraçado? – Brincadeira. Mas não fala isso pra ele! – Pede entre risadas.
- Mas e ontem? O que vocês estavam fazendo na cozinha antes de eu chegar? – Pergunto subitamente, ao me lembrar dos dois "abraçados" na cozinha.
Assim que a pergunta escapa dos meus lábios vejo os dois congelarem e Kagome começar a ficar vermelha parecendo assustada. E o Sesshoumaru? Volta a rir histericamente.
- Isso não te interessa. – Diz, ainda rindo, me fazendo fechar a cara.
- Sesshoumaru! O que diabos ele vai pensar? – Kagome exclama parecendo não saber se ria ou ficava preocupada com o que eu poderia pensar. Acredite, eu estou pensando o pior!
- Sério, ta acontecendo alguma coisa entre vocês? – Pergunto incerto.
- Eu não s... – Kagome começa a falar, ainda com o rosto corado, mas é cortada por meu irmão.
- Talvez... – Sesshoumaru responde lançando um sorriso cúmplice para Kagome, que o encara rapidamente e logo retorna o sorriso.
- Como ass...? – Tento perguntar, mas sou interrompido.
- Só te conto se me vencer no vídeo game! – Ela praticamente grita se voltando pra mim, fazendo Sesshoumaru gargalhar.
- Ótimo, então vou descobrir rapidinho! – Exclamo, já me levantando e ligando a televisão.
- Você que pensa! – Ela retruca, mostrando a língua e pegando um dos controles da minha mão.
Abro um sorrisinho convencido e começamos a jogar "Need for Speed". Obviamente eu estava ganhando, mas não por uma distância muito grande, já que Kagome jogava bem. Quando eu já estava na última volta e faltava muito pouco para eu passar a linha de chegada, vejo Kagome trocar um olhar rápido com Sesshoumaru, que se levanta e caminha até a porta, abrindo-a. Foi questão de segundos até eu ver um vulto bege claro passar correndo por mim e se chocar contra Kagome que é derrubada no chão. Aproveitando que ela havia sido distraída, continuo jogando e ganho, obviamente.
- Slin, não! – Quase grita Kagome entre risadas com as lambidas do meu cachorro em seu rosto.
- Cachorro tapado! Era pra ir no Inuyasha! – Exclama Sesshoumaru tentando tirar Slin de cima de Kagome que já havia desistido de se levantar com ele em cima dela.
- Impressão minha ou vocês tentaram trapacear pra eu perder e vocês se livrarem de me dar explicações? – Pergunto me levantando e cruzando os braços, encarando-os interrogativamente. Mas ficar sério estava sendo difícil, pois a cena a minha frente era meio hilária. Kagome se levantando rapidamente enquanto tentava arrumar os cabelos completamente bagunçados e Sesshoumaru segurando Slin pela coleira que tentava se soltar para poder correr pelo quarto.
- Claro que não Inuyasha! – Kagome diz, tentando não rir.
- Óbvio que não maninho. Nunca faríamos isso com você. – Diz Sesshoumaru também se segurando para não rir. Ele solta Slin, que corre até mim, e passa um dos braços pelos ombros de Kagome, se apoiando nela.
- Ta, agora podem começar a se explicar. – Falo, um pouco desconfortável com a aproximação deles. Quer dizer, eu não quero ficar segurando vela nem nada disso, ainda mais que terminei meu namoro de anos em menos de dois dias.
- Não sei se você merece Inuyasha! – Meu irmão fala.
- E você só ganhou porque o seu cachorro te ajudou! – Diz Kagome cruzando os braços.
- Verdade, não é justo. – Sesshoumaru concorda com ela. O que é isso? Um complô contra mim?
- Hey, eu ganhei ok! A combinação era qu... – Tento argumentar com os dois, mas sou totalmente cortado quando uma almofada acerta meu rosto.
Antes que eu pudesse me situar de quem havia me acertado, vejo Kagome correr até minha cama, pegar um dos meus travesseiros e me acertar novamente, fazendo Slin latir e Sesshoumaru rir. Incrível como ele estava rindo hoje.
Em um movimento rápido, pego a almofada que havia caído no chão, mas pra me ajudar, Slin a segura com a boca, tentando puxar da minha mão, dando a oportunidade para que Kagome me acertasse de novo. Enquanto ela ria de mim, puxo o travesseiro da sua mão fazendo-a correr enquanto eu tentava acertá-la, assim começando uma guerra entre nós três, ou quatro, contando com Slin, pelo meu quarto.
Em um dos momentos do nosso "confronto", Sesshoumaru fica com uma almofada em cada mão, Kagome com um travesseiro e Slin em cima da cama com o outro na boca, me deixando sem "munição". Nós três – quatro com o Slin - nos encarávamos, como se esperássemos algum movimento suspeito.
- Droga! – Exclamo me sentindo encurralado. Sem pensar duas vezes me viro para a porta do quarto e saio correndo, sendo seguido por eles. Desço as escadas rapidamente com a intenção de chegar à sala, onde o número de almofadas é bem maior. Porém, no caminho paro abruptamente ao me deparar com a minha mãe parada entre as escadas e a porta da sala.
- Que correria é essa, menino? – Exclama, parecendo assustada. Eu também estaria.
- Mãããe! Eles querem me matar! – Praticamente grito, me escondendo atrás dela e apontando para Kagome e Sesshoumaru que haviam parado na escada, com as armas nas mãos e rindo muito.
- O QUE? – Ela exclama indignada – O que vocês estão fazendo com o meu bebê? – Ela fala, olhando feio para os dois, que desciam as escadas. Kagome havia parado de rir e olhava para minha mãe, meio receosa. – Do Sesshoumaru eu até esperava, mas de você Kagome! – Ela olha reprovadoramente para os dois, enquanto me puxa para um abraço protetor. – Não acredito que estavam incomodando meu filhinho e nem me chamaram! – Ela exclama, e, antes que eu pudesse discernir suas palavras, ela me empurra pro sofá e começa a fazer cócegas em mim. Isso é, definitivamente, um complô contra mim.
Em questão de segundos Sesshoumaru e Kagome já estavam em volta do sofá me fazendo cócegas também. Até Slin apareceu ali, abanando o rabo e latindo. Estávamos todos atirados no sofá, gritando como malucos quando escutamos o barulho da porta se abrindo.
- Mas o qu...! – Exclama meu pai, enquanto todos paravam exatamente como estavam. Seria uma cena engraçada, se não fosse meu pai que estivesse entrando na sala.
- Querido! – Minha mãe fala se levantando e arrumando o cabelo. – Como foi o trabalho hoje? – Ela continua, lhe dando um selinho. Enquanto isso, Kagome ajeita os cabelos e senta ao meu lado. Eu faço o mesmo e Sesshoumaru já está em pé atrás do sofá, ao lado de Slin que estava sentado com a língua para fora.
- Foi bom. Mas o que estava acontecendo aqui? – Ele pergunta, nos observando.
- Ah, estávamos apenas nos divertindo um pouco. Olhe querido, Kagome veio nos visitar! – Ela fala, apontando para ela. Kagome começa a ficar vermelha, mas mesmo assim lança um sorriso simpático para meu pai.
- Olá Senhor Taisho! Como vai?
- Bem, e você? Como está o Higurashi? – Ele pergunta, largando a pasta na mesinha do canto.
- Estamos todos bem. – Ela responde, ainda com o sorriso no rosto.
- Ótimo então. Bem, Sesshoumaru, pode me acompanhar até o escritório? Queria lhe mostrar uns papéis. – Ele diz sério.
- Claro pai. – Sesshoumaru responde, seguindo-o pelo corredor.
Meu pai não havia nem olhado para mim. Quando eles saíram da sala, ficamos em um silêncio meio incômodo, quebrado alguns segundos depois por minha mãe:
- Er, filho? Não está na hora de passear com o Slin?
- Ah sim. Já estou indo. – Digo, já pegando a guia dele.
- Kagome querida, vai ficar para o jantar? – Minha mãe pergunta sorridente.
- Ah! Não Senhora Taisho, não quero incomodar. Aliás, minha mãe já deve estar me esperando. – Ela responde.
- Espera aí! A Kagome vai comigo! Temos alguns assuntos pendentes! – Falo, observando-a de canto. Ela tinha um sorriso divertido nos lábios.
- Bem crianças, podem ir então, mas não demorem muito, já vai escurecer. – Minha mãe fala, já subindo para o quarto.
Prendo Slin na guia e saímos para a rua, sendo seguidos por Kagome. O sol já estava se pondo e uma brisa fria começava a soprar.
- Então... – Pergunto ainda meio receoso – Você não vai me contar?
- Ann? O que? – Ela pergunta, e parecia ter sido tirada de seus devaneios.
- Você sabe... Sobre o Sesshoumaru e...
- Ah! – Ela solta uma risada – Não sei se ele ficaria feliz se eu contasse... Posso confiar em você? – Ela pergunta.
- Acho que sim... – Sinto um frio no estômago. Quer dizer que tem algo mesmo?
- Bem, nós estamos namorando. – Ela praticamente sussurra.
- Sério? – Pergunto apavorado. O Sesshoumaru não gostava da Rin? E a Kagome não estava ficando com o Kouga?
- Claro que não Inuyasha! Só você mesmo pra acreditar nisso! – Ela responde, começando a rir alto. – Devia ter visto a sua cara!
- Haha! Muito engraçado! – Digo irônico.
- Ah, qual é – Ela continua, tentado parar de rir – Até parece que eu ia ficar com o seu irmão, ainda mais depois do que aconteceu com ele e a Rin.
- O que aconteceu com ele e a Rin? – Pergunto, parando de andar abruptamente e recebendo um olhar feio de Slin, que havia sido pego de surpresa.
- Você não sabe? Na festa da Kikyou eles estavam conversando, aí alguém virou bebida na Rin e o Sesshoumaru foi levar ela em casa. Aí ele fingiu que o carro estragou para ficar mais tempo com ela e eles acabaram ficando. Ai, eles ficam tão fofos juntos! – Ela diz, com os olhos brilhando.
- Como ela não me contou isso? – Pergunto incrédulo.
- Você sabe como a Rin é tímida né? Ela deve estar morrendo de vergonha. – Responde rindo.
- É verdade. – Concluo, também rindo.
- E você achando que eu tinha alguma coisa com o Sesshoumaru! – Ela balança a cabeça, ainda rindo.
- Pois é... E ainda tem o Kouga né? – Pergunto meio receoso. A verdade é que eu estava morrendo de curiosidade e ainda não havia falado com ele sobre isso.
- Ah sim... – Ela baixa os olhos – O Kouga...
- Eu vi vocês juntos hoje... – Começo a falar, mas sou interrompido.
- Ah não! Não é nada do que você está pensando! Na verdade nós ficamos meio sem jeito depois da festa, aí eu o chamei para conversar. Nós chegamos a conclusão de que é melhor deixar rolar, sabe? Se for pra ser, vai ser. – Ela responde dando de ombros.
Uma sensação parecida com alívio parece tomar conta do meu corpo. Então eles não estavam oficialmente juntos, né?
- Acho melhor voltarmos. Está ficando escuro. – Ela diz e eu apenas concordo com a cabeça. Caminhamos alguns segundos em silêncio, até ela voltar a falar – Mas então, como estão as coisas com o seu pai?
- Ah. – Suspiro, e olho para o chão – Nada bem. Não temos nos falado muito.
- Sinto muito. – Ela diz, e parecia realmente sentir.
- Sabe, ele não me entende. Na verdade, as vezes parece que ninguém me entende. Talvez por isso não tenha dado certo com a Kikyou. – Falo, mais para mim mesmo do que para ela.
- Desculpe perguntar, se não quiser responder não precisa, mas... Por que vocês terminaram? – Ela pergunta meio receosa.
- Ah, sem problemas. É só que não estava mais dando certo. Ela nem ao menos me escutava. Porra, eu ficava ouvindo ela falar horas sobre como o vestido dela era perfeito e como a festa ia ser o máximo enquanto tudo o que eu gostaria de fazer era desabafar e receber um pouco de conforto da minha própria namorada! Ela nem ao menos sabia que eu e meu pai estávamos brigados! Aliás, ela nem sabe sobre o que eu gosto, ou que quero! Nós mal conversávamos. – Suspiro, ao perceber que acabara de notar porque eu me sentia tão aliviado em terminar com ela. - Acho que o que tinha entre Kikyou e eu era apenas atração. O que nós tínhamos, já sumiu há tempos. – Ela não fala nada, fica apenas absorvendo o que eu dizia – E também... Eu peguei ela com outro na festa.
Kagome ergue a cabeça e me encara, mas antes que ela pudesse dizer algo, eu explodo em palavras novamente.
- Sei o que você vai dizer. Eu também traía ela. Mas isso foi antes do dia do parque de diversões. Nós conversamos na roda gigante, e resolvemos começar a namorar de novo, só que dessa vez sério, sem traições. E aí, no dia em que eu ia pedir ela de novo em namoro, vejo ela beijando outro. Mas como eu disse, isso foi só a gota d'água. Eu e Kikyou não estávamos bem há tempos. – Kagome continua sem dizer nada, então continuo a falar - Sabe, às vezes acho que ninguém se importa comigo. Ainda mais agora, que terminei com a Kikyou. Ela nunca me levou a sério. E tem essa história do meu pai. Ele parece não se importar com o que eu quero. Na verdade, ninguém parece se importar comigo ou com o que eu quero. – Digo, e vejo Kagome se vira para mim, só percebendo agora que já estávamos parados em frente a minha casa.
- Nossa, nunca achei que você fosse fofo assim. – Ela exclama, me fazendo corar. Tomara que esteja escuro o suficiente para ela não notar – Sabe, sempre pensei em você como alguém arrogante, superficial, irritante, chato, insuportável e...
- Ei! – Exclamo, fazendo cara emburrada.
- Brincadeira – Ela responde rindo – Só nunca me passou pela cabeça ouvir isso vindo de você.
- Er... Obrigada. Eu acho. – Respondo sem jeito, fazendo-a abrir um sorriso.
- Mas então, você está errado. Tem quem se preocupe com você. – Ela diz ainda sorrindo e se aproximando de mim, depositando um beijo rápido na minha bochecha e se afastando. Sinto o sangue subir para o meu rosto e o lugar onde ela beijou formigar. Vejo-a se abaixar e fazer carinho na cabeça de Slin, que abana o rabo alegremente. – Boa noite Inuyasha. – Ela completa sorrindo, e se afasta de nós, caminhando até sua casa e entrando sem olhar pra trás.
Fico algum tempo parado em frente a minha casa, encarando a grande porta da casa dos Higurashi, por onde Kagome havia passado, completamente perdido nas lembranças da nossa conversa. Sou tirado dos meus devaneios quando sinto Slin puxar a guia. Balanço a cabeça meio nervoso e caminho até a entrada de casa, abrindo a porta e tirando a guia do meu cachorro, que sai correndo para a sala. Sem nem me preocupar com o jantar, subo direto para o meu quarto. Ao entrar, caminho até o banheiro e tomo um banho rápido. Me seco e visto a primeira roupa limpa que encontro pela frente. Jogando a toalha molhada no chão do banheiro, volto para o quarto e caminho até a janela que estava aberta. Assim que vou fechá-la, vejo um vulto no quarto à frente. Sem nem pensar em controlar minha curiosidade, me debruço na janela, podendo ver Kagome sair do seu banheiro, enquanto penteava os cabelos. Ela parecia distraída e começava a se aproximar da... Espera, da janela! Merda!
Desencosto-me rapidamente da minha janela e me afasto, ficando encostado na parede. Conto até cinco e volto a me aproximar, como se fosse apenas fechá-la, sem nenhum tipo de segundas intenções ou algo assim. Não que eu tivesse antes, claro. Assim que paro em frente à janela, Kagome me vê e sorri pra mim.
- Oi vizinho! Olha o que eu comprei. – Diz rindo e apontando pras cortinas novas.
- São... lindas! – Digo soltando uma risada alta, sendo acompanhada por ela.
- Preciso dormir! Estou morta. Boa noite. – Fala sorrindo.
- Até amanhã. – Falo e a vejo terminar de fechar as cortinas. – Dorme bem. – Murmuro e fecho a minha janela também, desligando as luzes e me jogando na cama. Não demorou muito para que eu dormisse, sonhando com aquele sorriso que eu pude ver a tarde toda sem me culpar por um minuto se quer.
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KHTaisho: Ameeei essa resposta! OASKASKAOPKAOK Ain, que bom que gostou do capítulo *-* Foi fofo os dois se encarando né? Ta, eu sou uma puxa saco dos meus personagens OPAKSPOAKPOSKA Imagina estar no lugar da Rin? Que sonho *-* (seei!) Muuuitas mesmo! Essa festa rendeu ;) Exatamente, o Ban que se ferre, a Ká tem que se dar bem. E pegar o Kouga já é um ótimo começo *-* OKASPOSKOASKSOKA Espero que curta o capítulo, Beeejks ;*
Ps.: Dessa vez fui mais rápida né? ;D
sophie montez: Siim, ele ficou com ciúmes do Sesshy *-* OKAPSOKASKO Desculpa pela demora, mas realmente não deu. Para compensar, esse veio mais rápido ;) Beeijks ;*
Sasnatsa's: Siim, demorei, mas voltei .o/ opaksaoskaksoaks Acredite, eu também quase tive um treco pra escrever ele logo! Mas finalmente saiu ;) E fico feliz que tenha gostado do capítulo! Eles ficaram fofos né? *-* Ain, obrigada :D Cara, tbm acho que eles tem que ficar logo, mas calma, você vai ver por esse capítulo que as coisas estão começando a acontecer :B Provas e trabalhos matam a minha criatividade e meu tempo! Preciso de férias! KOSKOSPAKO
Espero que goste do capítulo! Beijos flor ;*
Bad Little Angel: Oii! Nossa fico muito feliz em saber disso! AOSKAPOSKA A Rin e o Sesshy são lindos demais né? *-* E finalmente sim, eles estão "se entendendo" ;) Daremos um jeito nele, pode deixar OSKAPOSKAKOPSA Beeijks ;*
Ps.: Eu viraria gelatina! AOSKAPOSKPOSAK
Luu Higurashi Potter: Oii! OASKAOPSPOSA Ain, adoro ouvir/ler isso *-* O Sesshy e a Rin são lindos demais né? OASKOAPSKPOSAK Pode deixar, assim que ela largar um pouco ele eu te mando ;) Aleluia né? *-* Tadinho do Kouga :x Mas calma, as coisas vão começar a se encaminhar a partir desse capitulo ;x OPAKSOPAKPOASK Espero que goste do capítulo, beeijks ;*
flor do deserto: Oii! AOPKSPOASKPOASK Também morro de invejinha deles ;x Já estava com saudades da Sra. Higurashi, ela sempre me faz rir, e a Kikyou... Afs, nem comento! Ela tem que morrer \o/ POKASOPAKPOSKSA Brincadeira. Fofo ele né? Eu quero um igual :x OPAKSAOKSPOSAK Todo mundo já ta percebendo que ela ta gostando dele, menos ela... Ou ela já sabe. Não sei né ;) Beeejks ;*
