Capítulo quarenta e oito: Três longos meses

Por Kami-chan

O clima naquela sala não parecia amenizar nunca, como ela queria que Jiraya ainda estivesse ali para lhe apoiar, ou simplesmente lhe sorrir quando procurasse coragem e certeza para suas ordens. Mas ele não estava mais ali, ela estava diante de uma corte de subordinados do Hakage e devia desempenhar seu papel direito, não podia mostrar fraqueza e nem insegurança.

– Ouçam bem. – Começou. – Vocês são os guardas da nossa mais importante missão, manter o mundo privado de seres depravados e malignos da nossa sociedade. Vocês são os homens que mantém as feras presas, são os melhores e mais fortes. Uchiha Sasuke é o mais novo e certamente, o mais perigoso que está sendo mantido em nossa prisão atualmente, creio que não seja necessário informar que ele não pode sair de lá de forma alguma, não é?

– Hai. – Responderam todos os homens, uma contagem total de doze.

– Quais as suas ordens Godaime-sama? – Questionou a líder do grupo, Anko.

– O Uchiha deve ficar na fossa, a cela mais profunda daquele local. É de vital importância o selamento de regressão de chakra, mas isto não será o bastante para detê-lo. Sasuke deve ser contido por mãos, pés e pescoço, e quero que usem isso. – Disse largando uma pesada caixa ante os pés dos soldados. – É tecnologia antiga da grande guerra, tinha sido banida, mas o garoto Uchiha nos surpreendeu usando um desses recentemente, a ANBU encontrou um pequeno estoque em um porão subterrâneo da mansão Uchiha. Creio que Anko saiba como funcionam, pode instruir os outros guardas.

– Hai. É provável também que o conhecimento fora passado a Sasuke da mesma forma como foi passado a mim, Orochimaru-sama os usava em seus experimentos. A descarga elétrica que provocam deixavam as cobaias irritadas e no limite para perder o controle dos poderes que Orochimaru os dava.

– É. É uma experiência muito ruim até mesmo de se ver, na verdade, mas Sasuke não demonstrou se abalar ao usar isto de forma displicente. Cuidem para não se machucarem com isso.

– Mais alguma orientação? – Perguntou a morena indicando a caixa para um de seus homens pegar.

– A estadia dele por lá vai ser como a de todos os outros, sem passeios, sem visitas. Sasuke não deve ser solto nunca e o mais importante, a entrada de Naruto neste lugar é absolutamente proibida. Por isso quero a atenção dos doze completamente em mim agora, se Sasuke escapar, nós teremos muitos problemas, ele é esperto e vai tentar fugir, mas nós teremos que ser mais espertos do que ele e eu tenho completa confiança na capacidade de vocês para isto. Agora, se Naruto passar da porta principal daquele local o problema passará a ser pessoal para vocês, porque se ele entrar os doze irão pagar por isso.

– Compreendo Tsunade-sama, eu mesma vou cuidar disso. – Disse a morena de corpo miúdo.

– Agora vão. Cada minuto que vocês estão aqui é uma chance de Sasuke escapar ou formular um plano de fuga.

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– E então, como ele está? – Perguntou Ino, sem se importar em demonstrar toda sua preocupação.

– É, acho que podemos sim ir embora, com algumas preparações. – Disse a rosada.

– Faça uma lista de tudo o que precisa, então quando Kakuso e Hidan voltarem, eles me ajudam a levar tudo para lá. Eu posso preparar um selamento que ajude a levar Deidara para lá sem te desgastar da forma como foi quando viemos para cá. – Disse o moreno Uchiha.

– Isso parece bom, poderia ir com ele somente quando tudo estivesse pronto. – Concordou a rosada.

– Vocês não acham estranho Hidan e Kakuso ainda não terem voltado? – Perguntou Ino.

– É assim mesmo, você irá se acostumar com o tempo Ino, quem mais faz dinheiro pra organização é o Kakuso, ele não pensa em quanto tempo vai ficar fora se for para trazer o máximo possível de dinheiro com aquilo que ele tem para barganhar. –Explicou Itachi.

– Se esperarmos até eles voltarem vai demorar demais para levar o Deidara. – Comentou Sakura.

– Vamos falar com Pain e Konan, se você e Kisame ficarem aqui comigo. Itachi vai para a sede com Pain e Konan e arrumam as coisas. Com certeza a Konan te ajuda a arrumar as coisas. – Terminou olhando para Itachi. – Sem falar que no nosso esconderijo a bebê ficará bem segura.

– Algumas coisas realmente tinham que ser eu ou Kakuso-san para arrumar, mas vocês vão e quando eles chegarem eu os mando imediatamente para casa.

– Está certo então, vou falar com Pain. Aí preciso resolver algumas coisas sobre nossa nova sede em Amegakure e um plano para arrumar Money para construí-la também. – Disse Ino dando uma última olhada em Deidara e deixando Sakura e Itachi para trás.

– A lista é bem longa, mesmo se selar tudo em pergaminhos e coisas assim, vai ficar bem pesado de levar. – Disse a rosada.

– Vai dar tudo certo!

– Por que todas as nossas missões nos mantém afastados? – Perguntou a rosada fazendo o moreno rir antes de capturar a boca pequena para um breve beijo.

Ainda tinham tempo, mesmo que parasse tudo neste momento e fosse atrás de tudo o que Sakura precisava, levariam no mínimo três dias para arrumar tudo e partir. Por isso, podiam aproveitar bem este tempo.

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Tsunade suspirou enquanto estendia o braço para recolocar o livro que tinha terminado de ler na estante. Fazia tanto tempo que não podia se dar ao luxo de simplesmente ler um gostoso romance sem perder o foco para as preocupações alheias.

Espreguiçou-se enquanto percorria mentalmente a lista de títulos que tinha naquela estante, em busca de qual daqueles livros maravilhosos leria em seguida. Talvez devesse comprar algo novo, havia alguns títulos clássicos que cortejava, e até alguns novos romances que vinham com a promessa de ser uma fascinante leitura.

Quem sabe? A loira não teve tempo para concluir seu pensamento, ao ouvir o som da porta de seu escritório ser praticamente arrombada.

– Tadaima! – A voz doce e infantil invadiu o local, correndo até a loira para um abraço.

– Akaeri! – Respondeu a mais velha retribuindo o abraço do menino.

– Olha Tsunade-sama, tirei A+ na minha prova de física. – Sorriu mostrando o papel para líder de uma forma infantil e espontânea que Maito não conseguia ser quando foi encontrado por Tsunade.

– Que novidade. – A loira disse em um falso tom de ironia. – Quero ver é melhorar aquele B- em história. – Pegou no pé do menino.

– História é mais difícil.

– Tudo bem Maito, você teve que entrar em uma turma muito avançada para sua idade. E está se saindo muito bem. Por que você não vai tomar um banho para que possamos almoçar. Vamos à churrascaria já que você tirou mais uma A+ em física. – Riu.

– Hai. – Disse o menino dando as costas e saindo da sala na mesma corrida com a qual entrou.

Tsunade sorriu, Maito estava muito diferente do soldadinho que Danzou tinha criado. Ela tinha o tirado da ANBU e cuidava pessoalmente do treinamento do menino que insistia em permanecer em sua guarda pessoal, fora isso tinha outra missão muito especial para seu menino.

– Chizune! – Chamou alto para que a morena entrasse na sala. – Vamos almoçar na churrascaria, convide Naruto para ir conosco.

Nem parecia que quase três meses haviam se passado desde que o loirinho tinha perdido o controle de seu biju. Naruto tinha saído do hospital há somente uma semana, concluindo sua maior estadia no local em toda sua história, o loiro ainda estava um tanto quieto demais para sua personalidade costumeira, mas ele também tinha mostrado uma inclinação maior para o amadurecimento com tudo o que a vila passou este ano.

Tsunade queria a aproximação de Maito e Naruto, e como planejado, ela tinha certeza que duzentos por centos do relaxamento mental da criança era mérito do Uzumaki. De contra partida, os diamantes de Maito também tinham mostrado algum efeito ante o poder da Kyuubi, não que este assunto fosse muito comentado.

O que mais Tsunade estranhava no entanto, era o fato de Naruto não ter perguntado nenhuma vez sequer por Sasuke. Este era outro ponto que Tsunade queria muito ter a ajuda de Jiraya para entender, sabia que o garoto se sentia muito mais a vontade com o mestre do que consigo para se abrir quando a estas coisas.

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O ruivo colocou a pequena adormecida em seu berço com jeito, era difícil Arashi acordar para alguma coisa além de mamar, ainda assim, ele não queria correr o risco de tirar a menina de seus confortáveis sonhos. Uma última olhada na criança e se dirigiu para o ponto do quarto onde Konan estava em pé, terminando de enxugar os cabelos. Havia apenas terminado de dar de mama para a filha e entregou para Pain, para que pudesse tomar um banho.

– Está tudo bem? – Perguntou o ruivo se aproximando da azulada.

– Bem! – Sorriu terminando de secar os fios de cabelo e largando a toalha de canto e secando as mãos de forma quase simbólica no tecido da camiseta larga que usava, junto com um short curto de tecido macio. – Só um pouco cansada. – Terminou com um abraço, buscando algum conforto com a cabeça escorada no peito do amado.

– Não parece engraçado uma coisinha tão pequena nos deixar tão cansados quanto os treinamentos que fazíamos juntos.

– E isso que ela só dorme, pensa só quando andar e começar a falar. – Completou no mesmo tom humorado.

– Queria ser líder da organização de novo neste momento, assim poderia delegar missões babas. – Riu.

– Está doido? Já pensou o Hidan baba?

– Eu jamais escolheria o Hidan para cuidar da vida de uma pessoa. Escolheria Deidara e Itachi para serem babas, e ainda justificaria a ordem dizendo que eles ainda vão passar por isso um dia.

– Are, sinto muito meu amor, mas a líder é a Ino e pode ter certeza que no momento em que Deidara surtar pelas tarefas da paternidade, ela vai escolher você de babá por já ter experiência. – Gargalhou baixo.

– Fazia tempo que não via você sorrir assim. – Disse apertando o corpo pequeno entre seus braços.

– Eu estou feliz! – Ela disse soltando o namorado para passar seus braços por fora do abraço e largá-los sobre os ombros largos. – Feliz por tudo ter se resolvido, por você não ser mais o líder do grupo, por Deidara estar se recuperando, por nossa filha.

O que me transformou em uma grande shinobi foi a sua ambição e sua necessidade de um braço direito em que pudesse confiar plenamente e que estivesse à altura de caminhar ao seu lado.

– Não existe ninguém se não você para estar ao meu lado.

– E eu sempre vou estar, não importa o caminho que você escolher eu serei sempre o seu braço direito, seu anjo da morte em Amegakure. Mas eu prefiro fazer isso sem todo o peso das ambições que você tinha quando começamos com a Akatsuki.

– Eu sei! Você sempre foi perfeita, sempre se ajustou às minhas necessidades sem contestar nada, eu realmente quero que as coisas fiquem mais calmas para você. Mas não muito. – Sorriu apertando a cintura fina contra a força de seus dedos, expressando em um curto e raro sorriso a malícia por trás do ato. – Como é que o pessoal de Amegakure chama você mesmo? – Perguntou em um tom divertido.

– Anjo da morte. – Respondeu entrando na brincadeira do outro.

– Hm.. anjo da morte, parece perigosa. – Disse com malícia.

– Ahh eu sou perigosa. – Disse, empurrando o ruivo que se viu obrigado a dar dois ou três passos para trás, enquanto ela avançava em sua direção de forma intimidadora. – Há boatos por aí de que eu sou a única pessoa no mundo capaz de controlar um deus. – Riu fazendo um movimento rápido com as mãos, que fizeram milhares de pedacinhos de papel surgir entre ela e Pain.

Pego de surpresa, o ruivo se viu atingido pelo golpe que o empurrou com força, até que ficasse preso a parede pelos muitos pedacinhos de papel. Sorriu com a cena, mas logo viu todos os pequenos pedacinhos de papel serem repelidos do corpo do ruivo, apenas com um olhar e seu corpo ser atraído com velocidade de encontro ao dele apenas com o movimento de dois dedos.

– Unf.. – Murmurou a azulada com o baque entre os dois corpos.

– Eu acho que não. – Disse o ruivo para responder à provocação anterior de Konan, apertando seus corpos um contra o outro com força antes de tomar os lábios dela para si.

A azulada aceitou o beijo apenas para poder cortá-lo logo em seguida, prendendo os dentes firmemente no lábio inferior do ruivo para atrair a atenção do mesmo para si, puxando-o levemente até que seus olhos abrissem. Então a claridade do quarto sumiu, dentro do que ele reconheceu como outro jutsu dela, envoltos por papel. E apenas neste momento Konan retomou a posse da boca do ruivo em um beijo profundo e exigente que tomaria a atenção de ambos para o que acontecia ao seu redor.

O beijo se findou pela falta de ar, e naquele momento a claridade do quarto já estava presente diante dos olhos acinzentados, mas não estavam mais no mesmo lugar. Estava deitado em sua cama, com Konan sobre si, alisando as laterais de seu corpo com as unhas.

Observou que seus braços estavam para cima e travaram quando tentou levar suas mãos ao corpo da azulada que sorria de forma muito maliciosa; seus punhos estavam presos por finas correntes de papel, e não quis as rasgar.

– Será que não? – A azulada perguntou próximo ao seu ouvido quando seus dedos insinuaram um carinho pelo rosto de pele alva, terminando por força-lo a virar o rosto com as unhas levemente cravadas na pele de seu queixo enquanto seus lábios percorriam por seu pescoço.

– Ahh faça o que quiser comigo. – Disse relaxando o corpo, jogando suas mãos para trás de forma ainda mais submissa.

– Pode ter certeza que eu vou. – Disse parando completamente com os carinhos deixados no pescoço do ruivo, deixando-o com a certeza de que ela permaneceu ali por muito pouco tempo.

Não importava, tê-la naquele momento já era a única coisa que ele pensava. E não foi nenhum sacrifício abrir seus lábios quando ela forçou seus dedos entre eles, puxando o lábio interior quase da mesma forma como tinha o mordido anteriormente, forçando a língua para dentro da boca recém-aberta sem tocar seus lábios. Seus dedos ainda estavam ali, forçando a abertura de sua boca, enquanto os olhos claros o engoliam em uma mistura de desejo e posse, congelando os olhos do ruivo em si.

Pouco ligando se aquela era uma cena estranha de se ver, Nagato pode ver pequenas cigarras de papel voando atrás de Konan, ele sabia o que eram e o que faziam, o corpo daqueles insetos de papel cortavam como lâmina. Sentiu cócegas quando alguns se aproximaram de si, mas o que realmente o incomodou foi Konan se afastando para oferecê-lo às cigarras.

Mas ela logo voltou a se aproximar, ficando de quatro sobre o corpo do amado, segurando seu pescoço de forma firme para que ele não se movesse e acabasse se cortando com os insetos que rasgavam toda sua roupa, desaparecendo logo em seguida. As unhas da azulada passaram levianas do pescoço para o peito.

Logo em seguida pela lateral do abdome sob si, quebrando a posição anterior para se aconchegar sobre o colo do ruivo enquanto se insinuava sobre o mesmo com um menear de seu quadril sobre o dele. Observou com satisfação a pele do ruivo se arrepiar e o mesmo lhe direcionar um olhar apertado, cujo significado ficou bem claro quando todas as roupas de Konan se despedaçaram no espaço que cercava a mulher.

– Nagato. – Ralhou, cessando os movimentos sobre si.

– Se você pode usar jutsus... – Começou sem concluir a frase de final obvio.

Entretanto a visão que queria do corpo de sua amada mulher fora parcialmente escondido por pedaços de papel, claro. A tortura visual se tornando maior quando a mulher voltou a se mover sobre seu corpo, atiçando-o, e mesmo com o movimento, nada via daquele corpo delicado senão suas leves e bem desenhadas curvas. Queria mais.

– Konan.. – Cchoramingou em desagrado, suas mãos se forçando contra as correntes de papel pela primeira vez, percebendo com desagrado que a ideia de fragilidade daquele material era uma mera ilusão.

– Como está se sentindo, meu amor? – Perguntou, e talvez o ruivo estivesse com sua audição distorcida, mas tinha certeza que a segunda parte da frase fora dita com total ironia.

– Contrariado. – Respondeu em agonia, Konan não era assim, mas este lado mais selvagem de sei delicado anjo estava a lhe agradar muito.

– Hum... – Disse com desdém, logo firmando as unhas de forma possessiva contra o queixo do ruivo novamente para puxar sua face até alguns centímetros da sua. – Isto não é o suficiente. – Disse de forma autoritária e logo o soltou com força desmedida, vendo a cabeça do ruivo se chocar contra o colchão.

– Konan.. por favor... – Pediu meneando seu quadril para cima, pedindo mais do contato que ela tinha findado.

Konan sorriu e se moveu sobre o corpo já nu do ruivo, devido ao trabalho de seu jutsu. Apreciando o calor de suas coxas contra as suas, roçando-se levemente enquanto sentia o membro desperto de seu amado tocando de forma descuidada a região de sua virilha. Se divertindo toda vez que seu rebolado fazia o membro se mover e encaixar-se em si, sem ser capaz de penetrá-la por completo da forma como suas expressões demonstravam que ele queria.

Com uma maldade que não era típica de si, Konan se ergueu sem sair de cima do corpo do ruivo, ficando ajoelhada sobre seu quadril. Uma das mãos pequenas buscou o membro completamente desperto e úmido da mistura do desejo de ambos, iniciando uma masturbação leve, que serviu apenas para fixar o olhar do ruivo ainda mais em si.

Seu membro fora erguido e levado até a entrada da azulada, fazendo Nagato até mesmo prender sua respiração em antecipação para o que tanto queria, logo a soltando em um longo suspiro de desagrado quando juto de um sorriso sacana, a mulher desistiu de seu intento. Fazendo-o gemer de forma inusitada ao sentir seu pênis ser esfregado contra a pele quente e úmida da vulva, sentindo-se escorregar no movimento erótico de uma masturbação diferente, sendo espremido por ela entre sua intimida e suas mãos.

– Ahh... – Gemeram ambos pelo estímulo em suas intimidades.

E mesmo preso e à mercê de Konan, Nagato se sentia duplamente estimulado, por poder ver no rosto angelical todas as expressões de prazer expressadas sem nenhum pudor ou vergonha. Sem parar com seus movimentos, uma das mãos da azulada abandonou a brincadeira e foi para o seu próprio rosto, preso sob o olhar de Nagato, a mulher tocou a lateral de seu rosto ao mesmo tempo em que seus lábios expeliam um gemido arrastado, seguido de seu nome.

A língua exposta tocou seus dedos de uma forma como o espectador da cena julgou como involuntária. Os dedos úmidos desceram pela pele de seu pescoço, raspando a pele até encontrar a curva de seu seio. Neste momento todos os papéis que lhe cobriam esta região de seu corpo caíram e Nagato finalmente sentiu o poso daquelas correntes em seus braços não terem nada de especiais, e mesmo estupefato com os movimentos sensuais daquela mulher contra seu corpo e sobre o dela próprio, não pode deixar de notar satisfeito onde era o limite de sua azulada.

Os dedos escorregadios de saliva maculavam a pele sensível de seu próprio seio, sentindo o estímulo da satisfação por vê-lo ainda mais excitado por seus atos ouzados, movendo os dedos sobre o tecido macio de forma que julgava como erótica para ele assistir. A outra mão também abandonando a masturbação mútua para subir por uma de suas coxas, deixando para trás um rastro reluzente do pré-gozo de Nagato misturado com a umidade excessiva de sua própria excitação.

Sentia-se completamente molhada, com seu clitóris completamente inchado e sensível ao menor toque. Contornou sua virilha com os dedos, tendo a certeza do olhar do ruivo preso em seus movimentos, buscou com os dedos o excesso de líquido que saía de sua entrada, espalhando por toda a sua intimidade melecando completamente seus dedos. Um gemido mais agudo fez uma fisgada mais forte no baixo ventre do ruivo quando por acidente os dedos dela tocaram de leve o clitóris.

Konan se sentou mais para trás, quase no final da cama onde conseguia se expor completamente ao ruivo, inclinada no colchão com um dos cotovelos apoiados na base macia e as pernas bem abertas, mostrando a ele o quanto estava excitada. Não deixando de mover seus dedos pela vulva atiçada, permitindo-se algumas vezes insinuar alguns de seus dedos para dentro de si enquanto chamava por seu nome.

– Nee Nagato, você me quer? – Gemeu rebolando contra os próprios dedos.

Nada além foi preciso para ruivo se mover, rompendo as correntes de papel que há muito não tinham mais a força do chackra dela, tomando o corpo pequeno com velocidade penetrando em seu interior ao mesmo tempo em que segurava sua fina cintura naquela posição, em um pedido claro para que ela permanecesse daquela forma. Os dedos firmes da outra mão juntaram todas as mechas azuis em um único bolo que foi seguro por si em mais um meio de obrigá-la a não se mover.

Seus cabelos foram puxados com firmeza, expondo o pescoço que ele não se demorou em marcar, aproveitando-se a vantagem de seu corpo miúdo ter grande flexibilidade, puxou ainda mais, até os biquinhos rijos de seus mamilos tocassem os seus lábios. E foi somente quando pode se fartar da tez macia dos seios fartos que se permitiu estocar o corpo sob si, fazendo Konan gemer alto de prazer. Trazendo um amplo sorriso ao rosto de Nagato ao constar mais uma vez que ela estava tão necessitada daquilo quanto ele.

O ruivo se empalava na entrada úmida com cada vez mais força, movido pelos altos gemidos da azulada. Seus próprios gemidos eram abafados pelas sugadas fortes que deixava no seio de sua amada, ás vezes raspando seus dentes no local sem conseguir conter todo o prazer. Nagato sentiu a o quadril pequeno tentando se mover contra o seu e o apartou ainda mais contra si, a obrigando a permanecer parada naquela posição ouvindo seus gemidos mudarem para súplicas. Neste momento o ruivo libertou sua própria boca para usar o mesmo veneno que seu doce anjo tinha usada consigo naquele dia.

– Nagato..mais forte. – Manhou.

– Quer que eu vá mais forte? – Desdenhou, e sua resposta foi um longo gemido agoniado. – Você que me sentir forte e fundo dentro você? Quer que eu me enfie todo dentro de você até te deixar toda gozada por dentro? – Rugiu, desconhecendo seu próprio comportamento com a menina que sempre protegeu e zelou.

– Ahh Nagato.. – Ela gemeu mais alto, a constatação de que ela também estava experimento um prazer diferente naquelas palavras sujas o fez ir além.

– Você quer Konan? – Perguntou firme trocando as estocadas um rebolado lento e fundo dentro dela.

– H..Hai.. – Gemeu em um único sopro, também desconhecendo aquele novo e diferente modo de prazer.

– Então vem aqui e me mostra. – Disse retirando-se completamente de dentro da azulada, se recostando a cabeceira da cama. – Vem aqui mostrar pra mim como é ser empalada com força.

A azulada observou a nova faceta do ruivo sentada sobre as próprias pernas, gostando de perceber um prazer intenso no fundo daqueles olhos tão frios. Sabia que com certeza havia algo com igual teor erótico no seu olhar neste momento.

Mirou os olhos do seu ruivo como se este fosse uma presa e como uma felina engatinhou sobre o colchão até onde ele estava. Deixou uma casta lambida na face interna de uma das coxas de pele clara e subiu até contornar a linha de sua virilha em uma lambida que conseguiu arrancar um gemido sôfrego do outro.

Logo sua boca atrevida alcançou o membro rijo passando por ele de forma quase displicente. Uma lambida seguida de uma felação simplória que logo se findou com a perda proposital de contato quando a azulada prosseguiu subindo por seu corpo.

- Você quer que eu mostre? – Perguntou.

– Quero.. – A ruivo sussurrou.

– Então é bom você gemer bem alto, porque se eu não ouvir a sua voz eu paro Nagato. – Ameaçou.

– Perigosa! – Sussurrou antes de gemer ao sentir novamente o calor do corpo dela em torno do seu.

A azulada se firmou com as mãos nos ombros do amado, cavalgando em seu corpo sem deixar que a conexão entre seus olhos se quebrasse. Transbordando todo o desejo que era expressado em seus gemidos entrecortado, tomando-lhes o ar cada vez que Konan aumentava sua velocidade.

No pequeno berço no outro lado do quarto, nada abalava o sono profundo e tranquilo da pequena Arashi, nem seus gemidos cada vez mais altos, nem o barulho da cama batendo contra a parede. As mãos grandes do ruivo desceram firmes pelo corpo pequeno até se agarrar em suas nádegas, apertando a cerne firme e bem formada contra seus dedos com força, ajudando Konan com as estocadas que quase já não possuíam mais ritmo certo. Os dois corpos extremamente sensíveis quase não tinham mais consciência do momento, apenas da sensação única daquele momento forte e intenso.

E como tudo que é intenso demais, infelizmente também tende a terminar cedo demais, sem capacidade para calcular coisas como tempo ou espaço, com seu último lapso de racionalidade Konan sentiu-se sair de seu próprio corpo, e logo em seguida percebeu-se acompanhada nesta breve e indescritível viajem por seu companheiro que se desfez dentro de si com repetidos jatos de gozo quente.

Tentando a todo custo prolongar aquela situação para ambos, ela pôs-se a rebolar sobre o falo semi desfalecido do ruivo até o último momento do fascinante orgasmo, seguido pela letargia. Logo o casal se via reabrindo os olhos que nem se lembravam quando tinham chegado.

Talvez quando suas visões ficaram turvas de prazer, seus olhos se reencontraram na mesma conexão que tinham antes de se fechar, e compartilhando também neste momento um sorriso satisfeito. Konan buscou o bebe com o olhar apenas para ter certeza que a pequena ainda dormia, logo se movendo sobre o colo do ruivo que a aninhou em seus braços, ainda sentados sobre a cama com ela entre as suas pernas e as costas encostadas na cabeceira.

– Eu não conhecia esta Konan. – Comentou ainda recuperando seu fôlego.

– Nem eu, mas eu gostei dela! – Sorriu de forma arteira.

– Eu também gostei dela. Meu anjo em uma face demoníaca. – Brincou.

– Nada mal para o "anjo da morte de Amegakure" – Sorriu.

– De fato, você me matou...

– Eu acho que quem vai nos matar é o Itachi, com todo barulho que fizemos, ele com certeza ouviu tudo. – Ela disse os fazendo rir.

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Sakura suspirou de tédio, aquilo estava durando muito mais tempo do que tinha planejado. Kakuso e Hidan estavam demorando demais, quase estava com vontade ela mesma de ir até a sede, montar tudo e voltar para buscar Deidara, mas Ino havia a impedido de colocar a ideia em prática por medo em deixar Deidara sozinho.

Após o primeiro mês de atraso ela começou a querer explicar para Ino como montar as coisas de maneira correta, afinal ela também tinha conhecimento médico. Mas mais uma vez, cortou a ideia da rosada, alegando que nada poderia dar errado, e depois da rosada, a pessoa certa par a fazer aquilo era Kakuso e ponto final.

Três meses, três tediosos meses e nada daquela dupla de imortais voltar de sua missão. Ino estava comprometida com os planos para a organização e para a nova sede, mas Sakura simplesmente não estava mais aguentando aquele tédio todo. E aquilo ainda não era tudo.

Sakura não queria comentar, mas era como se Ino não quisesse ficar junto com ela próximo a Deidara, parecia claramente que Ino estava se distanciando de forma muito estanha. Quando muito, a loira passava vinte minutos com Deidara para ajudá-la a trocar o loiro de posição na cama para evitar escaras, mas bastava terminar o serviço para a loira sumir do local em segundos. As perguntas sobre as condições do loiro também quase não existiam mais.

Aquilo preocupava Sakura, este afastamento frio não era sinal de boa coisa. Temia sobre a saúde emocional de Ino, mas a loira não lhe dava abertura para conversar com a mesma sobre o assunto. O que Sakura não sabia era que suas suposições estavam mais certas do que a rosada podia supor.

Os dias passavam, somando-se uns aos outros e três longos meses já tinham se passado, mas nada havia mudado na situação de Deidara. Para Ino era quase como que se o loiro não quisesse abrir os olhos, como se ele não sentisse sua falta da mesma forma como ela sentia a falta dele. E ao longo do tempo, apenas olhar aquele corpo em semi vida sobre a cama ficou doloroso demais para observar, às vezes passava longas horas apenas olhando para os olhos fortemente fechados desejando que eles se abrissem, depois pedindo ou implorando a mesma ordem.

Mas eles nunca se abriam. E toda vez que voltava de seu transe, conseguia sentir apenas mais ódio. Pela pessoa que tinha causado tudo aquilo, depois dela mesma por não ter sido capaz de matar com suas próprias unhas o Uchihazinho de merda, e por fim raiva dele, que teimava em não voltar para sua vida. E era isso que a fazia se afastar, não podia sentir raiva dele.

A raiva atenuada pela ação dos dias. Às vezes simplesmente se esquecia do acordo com Konoha, a única coisa que vinha em sua mente era que sabia exatamente onde Sasuke estava, e as vozes mais profundas de sua consciência lhe perguntavam se aquela dor diminuiria se colocasse suas mãos no moreno e o fizesse sofrer de maneira adequada.

Neste ponto até concordava com Tsunade, ele tinha que pagar. Sabia que apenas matar Sasuke não seria o suficiente, sua morte tinha que ser dolorosa. Se possível, ele devia quase que pedir para morrer.

– Grrr... – Reclamou a loira chutando uma mesa alta com rodinhas para bandeja do quarto do hospital que estava usando como quarto de hotel.

– Ae.. eu ia me anunciar, mas depois desta recepção. – Sakura não disse mais nada antes de entrar no quarto.

– O que houve? – Perguntou sem se mostrar muito empolgada, no fundo sempre esperava que a rosada lhe trouxesse uma notícia boa que nunca vinha.

– Na verdade eu vim pedir sua ajuda para virar Deidara, mesmo como todos os nossos esforços ele está tendo escaras na região lombar. Eu tenho que limpar e.. sei lá encontrar um meio de fazer os músculos dele trabalharem um pouco.

– Claro. – Disse baixo, apenas concordando. – Eu terminei aqui, se você quiser dar uma olhada depois e ver se está completo.

– Hn? – Questionou sem entender muita coisa até ler o título da planta que ela estava desenhando. – Prédio da enfermaria?

– Sim, quero quatro prédios. O do líder de Amegakure, o da líder da Akatsuki e o da enfermaria. – Disse a loira enrolando o desenho junto com muitos outros e os colocando dentro de um tubo típico de arquitetos.

– São três, você disse quatro. – Disse se virando na direção da porta, esperando que a loira a seguisse.

– Nee é que a principio das duplas morariam juntas, e você moraria no prédio da enfermaria. Mas Itachi também ia querer ir para lá, e Kisame não. Aí quando vi que apenas Pain e Konan morariam no prédio do líder de Amegakure e eu ia ter que dividir prédio com Kisame, Kakuso e Hidan eu resolvi fazer algo separado da enfermaria. – Explicou saindo do quarto em companhia da rosada em direção à sala onde estava Deidara.

– Hn..

– Um laboratório. Kakuso vai ficar satisfeito para fazer suas experiências e então haverá um quarto prédio onde ficarão ele, Hidan e Kisame.

– Eu e Itachi vamos morar em uma enfermaria? – Perguntou fazendo uma careta ao mesmo tempo em que abria a porta do bloco cirúrgico.

– Não. É o prédio da enfermaria, é o que este prédio terá de diferencial, mas todos os prédios tem área de convívio social, cozinha, sala de reuniões e os aposentos dos moradores. Esta parte fica sob responsabilidade de cada um, para que crie um ambiente somente seu. Todos os prédios serão utilizados por todos nós, mas a responsabilidade dos prédios é dos moradores.

– Eu gostei disto, tem bastante privacidade. Mas quero ver sua enfermaria depois, tenho minhas exigências. – Riu.

– Aham to sabendo, este lugar vai ser bem completo.

– A que vai ser bem completo? – Perguntou o platinado que estava dentro do quarto de Deidara, ao lado de Kakuso.

– Ahh voltaram das férias... – Comentou Ino com um humor escasso.

– Férias? Eu bem que estou merecendo férias depois desta missão. – Comentou Hidan.

– Ee Ino, do jeito que você está falando parece que a gente não estava trabalhando. – Completou Kakuso.

– Vocês levaram quase três meses para voltar! Em que inferno estavam?

– Em todos os infernos imagináveis. – Riu Hidan.

– Nee Ino, da uma olhada aqui. – Disse Kakuso escrevendo algo na palma de sua mão, logo a mostrando para a loira.

– Hn.. que merda é essa? – Questionou após olhar a mão do mais velho.

– A valor liquido do dinheiro que conseguimos com as cabeças daqueles ninjas. – Explicou o mais velho completamente orgulhoso de si.

–Ohh – Exclamou Ino puxando a mão do mais velho para olhar mais uma vez, incrédula. – Eu sabia que podia contar com vocês dois para o melhor para a Akatsuki. Guarde este dinheiro como se sua vida dependesse disso.

– Eu sou imortal.

– Inventa de perder isso tudo pra ver eu não dou um jeito de reverter isso. – Implicou.

– De qualquer forma, não é como se houvesse alguém no mundo que saiba guardar dinheiro melhor que o Kakuso nee – Disse Hidan.

– Mudando completamente de assunto, onde estão os outros? – Questionou o mais velho.

– Em casa, como todos nós gostaríamos de estar. – Respondeu Sakura.

– Ihh qual foi a putaria dessa vez? – Qerguntou Hidan.

– Nós podemos terminar o tratamento de Deidara, e esperar que ele acorde na sede. – A rosada começou a explicar. – Pain e Konan foram com Itachi levar o material necessário para lá, mas nenhum deles sabe montar um leito de UTI e eu não posso levar o loiro para lá sem este leito estar pronto.

– Não entendi. – Disse Hidan.

– O que seria desta organização sem mim afinal? – Perguntou Kakuso sem nenhuma modéstia. – Eles levaram tudo já?

– A maior parte, falta realmente muita pouca coisa.

– E como você vai saber quando tudo estiver certo? – Perguntou Kakuso.

– Itachi sabe como se comunicar comigo.

– A que falta levar?

– Eu já deixei tudo pronto para quando vocês dois chegassem.

– Eu ainda não entendi... – Hidan se manifestou.

– Nós estamos de partida de novo, vamos voltar para casa. – Explicou Kakuso para seu parceiro.

– Você vai com eles Ino? – Perguntou a rosada.

– Vou ficar aqui com você, depois que você levar ele eu vou conversar com o líder desta vila novamente, agradecer. Depois eu volto para casa.

– Hai. Nós já vamos agora, onde estão as coisas Sakura? – A voz de Kakuso se fez ouvir novamente.

– Juntei tudo na sala dois, é a mesma onde Konan teve bebê.

– Mas a gente não vai nem descansar? Nee Kuso, ser imortal não significa incansável pow.. – Reclamou Hidan.

– Cala a boca e obedece Hidan. – Ralhou o mais velho empurrando o platinado para a sala indicada.

– Você queria ajuda para limpar a ferida, né. – Ino se adiantou na direção do loiro quando a dupla de imortais saiu da sala.

– Você vai voltar sozinha. – A forma com Sakura disse aquilo não deixou claro se era uma pergunta ou uma afirmação tendenciosa.

– Não vou fazer nenhuma besteira Sakura. – Disse firme olhando para a outra. – Não me olhe assim espantada, eu sei que você só não quer falar que percebeu o quanto essa demora dele em voltar está me afetando.

– Vai dar tudo certo, eu juro. Estou fazendo de tudo para descobrir o motivo disso tudo. Eu sei que vou encontrar uma resposta.

– Vai encontrar a resposta sobre porque uma pessoa simplesmente não retoma sua consciência após ficar dias soterrado? – Perguntou irônica, não era como se fosse possível encontrar uma resposta para aquilo.

– Deve haver alguma coisa que pode ser feita, e se houver eu vou dar tudo de mim para encontrar. Você devia ter fé nisso.

– É mais fácil falar do que vivenciar. Você sabe que ele pode nunca mais acordar, ou se algum dia ele acordar há danos que o coma pode causar que nenhuma medicina é capaz de reverter.

– Ino...

– Você não pode me garantir estas coisas utópicas Sakura. Eu sei que não há garantias. Se eu te ajudar a deixar ele de lado, você acha que consegue fazer o resto sozinha? Quero pedir que Kakuso espere para levar as plantas para Pain, mas quero que você confirme que a enfermaria está realmente completa antes.

– Claro. – Sakura apenas confirmou, sentindo que não devia falar mais nada sobre o loiro, esperando que Ino saísse do quarto antes de expor a ferida no corpo de Deidara. Ela não precisava de mais um detalhe de flagelação sobre a delicada situação do loiro.