Oi gente!

Desculpa por demorar tanto a postar, mas, para variar, eu estava cheia de provas e trabalhos. Porém, agora estou de férias! *o*

Tentarei postar mais rápido!

Beijos ;*

Capítulo 20 – Smile

-...mas se você quiser, podemos ir ao shopping. Tem muitas lojas legais aqui se você quer saber. – Digo animada para Ayame, que me ajudava a tirar a louça suja da mesa. Tínhamos acabado de almoçar e estávamos decidindo o que fazer nessa tarde, já que ela iria embora no outro dia, pela manhã.

- Er... Ká... Na verdade eu...

- Ou podemos ir ao cinema com a galera. Aposto que eles não têm nada pra fazer essa tarde. – Continuo tagarelando, ao empilhar os pratos na pia. Pego o resto da louça das mãos de Ayame e depois de largá-las sobre a bancada, me volto para ela, só então notando sua expressão de desconforto. – O que foi?

- É que... bem... eu adoraria fazer tudo isso com você e seus amigos, mas... Eu prometi que iria visitar a minha tia que mora aqui na Califórnia. – Diz parecendo concentrada nas próprias mãos. Vejo que seu rosto havia ficado um pouco vermelho, o que me faz estranhar.

- Você nunca me disse que tinha uma tia aqui! – Digo me escorando na bancada.

- É que... Ela se mudou há pouco tempo. Minha mãe me fez prometer que eu iria visitá-la. Sabe como é. – Diz sorrindo nervosa. Ela parecia estar escondendo alguma coisa, mas isso não faria sentido nenhum, então ignorei esse pensamento.

- Então eu vou lá com você. Adoraria conhece...

- Não! – Ela grita, me fazendo levar um susto – Quer dizer, não precisa. Ela é meio complicada e não gosta muito de estranhos. É estranho, né? Mas enfim, não precisa mesmo. Obrigada. – Fala abrindo um sorriso amarelo.

- Tudo bem então! Mas se precisar de alguma ajuda pra encontrar o endereço, pode falar. – Digo sorrindo. Ela parece ficar aliviada por eu não ter insistido mais. Vai ver a tia dela é doente, ou sei lá.

- Bom, vou ir me arrumar. – Diz abrindo um sorriso e me dando um beijo na bochecha.

- Que menina maluca! – Falo revirando os olhos e começando a rir, enquanto observava minha amiga subir as escadas para meu quarto.

XxXxXxXxXxXxXxXxXxXx

"Oh Jonh, não me deixe..."

Click

"Vocês nunca me pegarão vivo..."

Click

"Um tornado atinge a costa leste do..."

Click

"Cause baby I was born this way..."

Click.

Desligo a televisão, irritada por não encontrar algo para assistir. Ayame já havia saído há algum tempo e eu estava completamente entediada. Levanto preguiçosamente do sofá e subo as escadas, indo até meu quarto e ligando o computador praticamente me arrastando o caminho todo.

Confiro a caixa de mensagens e, constatando que estava vazia, solto um suspiro. Também não havia ninguém online. Rin provavelmente estava com Sesshoumaru, Sango me disse que iria estudar e eu não sabia onde Kouga estava. Só me restava Miroku.

Pego meu celular e deito na cama, enquanto disco o número dele que, irritantemente dá na caixa postal. Aposto que deve estar dormindo.

Ainda segurava o aparelho quando os primeiros acordes de Falling in Love começam a soar, anunciando que meu celular estava tocando. Parece que alguém nesse mundo lembra que eu existo. Olho para a tela e reviro os olhos. Pois eu preferia que esse alguém não se lembrasse da minha existência.

Cancelo a chamada e jogo meu celular em cima da cama. Eu não iria falar com Bankotsu. Não mesmo.

Me levanto um pouco mais irritada e seleciono uma playlist qualquer, deixando a primeira música tocar.

"Woahhhhhhhh woahhhhhhh
The clock hit 12, she entered the room
But if looks could kill then we all would be doomed
After just one kiss you're not able to move
From her venomous lips and the poison perfume yeah…"

A ligação de Bankotsu havia me deixado irritada, o que me faz pensar que eu talvez ainda sinta alguma coisa por ele, do contrário eu não me importaria em atender ao telefone, não?

Solto um suspiro longo. Já me sentia cansada de sofrer por Bankotsu e ainda ter dúvidas sobre o que eu realmente sentia por ele.

Me viro, sem saber ao certo o que fazer agora para matar meu tédio, e meus olhos se deparam com a janela do quarto. Caminho até ela e, pegando impulso, pulo para o lado de fora, sentando nas telhas. Eu simplesmente adoro este lugar. É verdade que não tem uma vista totalmente encantadora, mas eu conseguia ver grande parte da rua e algumas casas bem distantes, com jardins coloridos e... Ai!

Alguma coisa me atinge na cabeça e percebo ser uma bolinha de papel. Olho para os lados, procurando de onde ela poderia ter vindo. E é aí que eu escuto uma risada. Me volto para o lado e vejo Inuyasha. Ele vestia um jeans escuro e uma camiseta preta, e estava com os braços cruzados, encostado na parede de seu quarto com um sorriso brincando nos lábios.

Meu coração automaticamente dá um pulo.

- McFly? – Pergunta com uma expressão de contragosto.

- Alguma coisa contra? – Pergunto, lhe lançando um olhar de canto.

- Nada não. – Fala como quem não quer nada, mas com um sorrisinho de canto. – Só que eles são gays.

- O que? – Pergunto, encarando-o incrédula.

- Ah, qual é Kagome. Mcfly é banda de pirralha. - Ele diz se desencostando da parede e se aproximando mais da janela.

- Haha, você só diz isso porque tem inveja do talento deles! – Digo mostrando a língua, fazendo-o rir.

- Eu? Inveja deles? Fala sério Kagome, eu toco muito melhor que os quatro juntos! – Diz convencido.

- Você toca? – Pergunto curiosa. Dessa eu não sabia. – Sério?

- Por que tão surpresa? Tem muitas coisas que você não sabe sobre mim, Higurashi. – Ele responde me lançando uma piscadinha. - E se quer saber, eu toco sim, e sou muito bom nisso. Assim como em qualquer coisa que faço. – Retruca com um sorriso maroto.

- Convencido! – Digo, rindo junto com ele.

Paramos de rir exatamente quando a música acaba, deixando um silêncio incômodo se instaurar. Inuyasha encarava o chão, parecendo um pouco sem jeito.

- Hey, está na hora do passeio do Slin, a gente vai até a praça hoje pra ele correr um pouco. Se você quiser vir junto... Quer dizer, se não tiver nada para fazer... – Ele fala, erguendo a cabeça e me olhando nos olhos.

- Claro! Vai ser divertido. – Digo sorrindo ao ver o sorriso que se forma nos lábios dele.

- Se não se importa, vou levar meu violão, aí provo para você o quanto sou bom. – Ele diz convencido.

- Quero só ver! – Digo, piscando – Vou avisar minha mãe e já estou descendo! – Completo, já entrando no quarto novamente e colocando os tênis.

- Nos vemos lá embaixo! – Ele responde, também entrando em casa.

Dou uma olhada no espelho, ajeito o cabelo, e depois pego o celular, colocando-o no bolso do jeans. Desço as escadas correndo e encontro minha mãe no sofá da sala, com um pote de pipocas com chocolate.

- Mãe, eu vou sair ta? Daqui a pouco estou de volta. – Digo, já abrindo a porta para evitar mais perguntas.

- Claro filha! – Ela responde, sem desviar os olhos da televisão.

Saio de casa e me deparo com Inuyasha e Slin, que já me esperavam na rua. Caminho até eles, com um sorriso no rosto.

- Oi! – Digo sorrindo para Inuyasha, e me abaixando logo em seguida para fazer um carinho no Slin, que abana o rabo.

- Oi! – Ele responde também sorrindo. – Vamos?

- Claro! – Falo, e começamos a caminhar.

A praça não era muito longe e como fomos ouvindo música, quando nos demos conta já estávamos lá. O lugar não era muito grande, mas tinha várias árvores, uma pista para caminhada e um espaço com bancos.

- Chegamos garoto! – Inuyasha fala, se abaixando e soltando a guia do cachorro. – E olha o que eu tenho aqui! – Ele retira uma bolinha amarela do bolso e começa a balançar no alto. Quando Slin bate os olhos na bolinha, começa a pular e abanar o rabo, me fazendo rir. Mas não por muito tempo, pois Inuyasha me lança um olhar travesso, tocando a bolinha para cima de mim – Pensa rápido!

Não deu tempo de pensar nem devagar. A bolinha bateu na minha cabeça e caiu no chão. Porém, quando fui me abaixar para pegá-la, Slin, que vinha correndo com tudo esbarra em mim, me derrubando no chão.

- INUYASHAAAAAAAAAAAAAAAAAA! – Grito, assim que Slin sai de cima de mim. Meus cabelos estavam uma bagunça e eu tinha grama por toda a roupa. Me viro para ele, com meu melhor olhar vou-te-matar e o vejo rindo da minha cara. – Eu. Vou. Te. Matar. – Falo, dando ênfase para cada palavra, o que parece assustá-lo, pois ele para de rir quase de imediato.

- Kagome, desculpa... É só que eu não resisti e... – Ele começa a se explicar, mas eu não o deixo finalizar.

- Você pode começar a correr em três... dois... um e... – Saio correndo atrás dele, que, depois do "dois" já estava quase do outro lado do parque. Slin vinha atrás de nós, com a bolinha na boca e a língua pra fora. Com um pouco de dificuldade consigo alcançar Inuyasha, mas acabo tropeçando nos meus próprios pés, caindo por cima dele. Nós dois rolamos na grama, e, quando paramos eu estava atirada em cima de Inuyasha, nossos rostos quase se tocando. Os olhos dele estavam olhando diretamente para os meus e eu podia sentir sua respiração acelerada pela corrida bater no meu rosto. Seus lábios estavam tão pertos e tentadores, com um sorriso discreto que eu sinto uma vontade imensa de acabar com a distância que restava entre nós. Ficamos nos encarando por uns segundos, até eu me dar conta do que estava fazendo e, pior, do que eu estava pensando. Sinto meu rosto queimar de vergonha, enquanto praticamente pulo para o lado, com o coração totalmente descompassado. Inuyasha continua deitado no chão por algum tempo, mas logo se levanta, ficando sentado na grama ao meu lado.

- Er... Eu... – Começo a falar, tentando formar uma frase coerente, mas sou interrompida por ele.

- Quer um sorvete? – Ele olha para mim, com um sorriso perfeito nos lábios parecendo notar o meu desconforto.

- Ann? – Pergunto, surpresa pela pergunta repentina.

- Você sabe, sorvete... Aquela coisa gelada que...

- Eu SEI o que é sorvete! – Falo, me recuperando e mostrando a língua para ele.

- Então, quer? – Pergunta novamente depois de uma risada curta.

- Ah, eu não trouxe dinheiro e... – Começo a me explicar, mas ele me interrompe.

- Por minha conta. – Ele fala se levantando. – Afinal, te devo essa. – Completa, estendendo a mão para que eu levantasse também.

- Ta certo. Mas eu não te perdoei ainda. Você não vai me comprar com um sorvete! – Falo, me apoiando na mão dele para levantar. Ele solta uma risada e nós caminhamos até um canto da praça, onde um homem gordinho vendia sorvete.

- O que vai ser para o casal? – O senhor pergunta, com um sorriso simpático no rosto. Fico vermelha novamente. Um casal?

- Nós não somos um... – Começo a falar, mas Inuyasha me interrompe.

- Um de chocolate e outro de... – Ele fala, passando um dos braços pelos meus ombros e me olhando, como se esperasse que eu completasse a frase.

- Morango! – Consigo responder, depois de me recompor.

- Prontinho! – O homem exclama, entregando os sorvetes, um para mim e outro para Inuyasha, que lhe alcançava o dinheiro.

- Mas o que foi isso? – Pergunto, assim que estávamos a uma distância segura do sorveteiro.

- Isso o que? – Ele indaga, com um cara de inocente e um sorriso travesso escapando dos lábios.

- Isso! – Exclamo, enquanto retirava, com certa relutância, o braço dele dos meus ombros.

- Ah, não foi nada! Só não queria decepcionar o simpático sorveteiro! – Ele responde, enquanto comia o sorvete.

Antes que eu pudesse responder, ou ao menos lançar a ele um olhar reprovador, sou atingida por, nada mais nada menos, do que Slin. Ele vinha correndo animado com a bolinha amarela na boca e acaba esbarrando em mim novamente. O resultado? Eu atirada no chão, com o cabelo cheio de grama e meu sorvete caído, servindo de comida para Slin.

Levanto-me automaticamente, já me limpando, quando percebo Inuyasha rindo a minha frente. Lanço um olhar mortal para ele, que ergue as mãos como quem se desculpa.

- Desculpa Ká, mas foi muito engraçado, de novo, e...

Bem, o resto eu não escutei. Ele havia me chamado de Ká. Não de Kagome como sempre. Inuyasha nunca havia me chamado pelo apelido, pelo menos não desde que voltei de Londres. E não posso negar que gostei de como soou vindo dele. Se estou me sentindo como uma idiota no momento? É, e muito.

- Ká? – Ele pergunta, passando a mão na frente do meu rosto. Ao perceber o que eu estava pensando, fico instantaneamente vermelha.

- Ann, aha, vamos sentar? – Pergunto, tentando disfarçar o quanto estava embaraçada.

- Ta bom – Ele diz, com aquele mesmo sorrisinho de quem se divertia. – Tome. – Ele fala, depois de estarmos sentados abaixo de uma grande árvore. Me viro para ele e o vejo me estendendo o sorvete. – Eu ainda te devo uma, né?

- Com certeza. – Respondo, pegando o sorvete dele, enquanto lhe lançava um olhar reprovador. Por um momento consigo ficar séria, mas depois de ver a cara de culpado que ele havia ficado, começo a rir, fazendo com que ele me acompanhasse.

Em meio as risadas, escuto meu celular tocar, e, ainda rindo atendo automaticamente, sem nem ao menos ver quem era.

- Alô? – Digo, tentando ignorar alguma idiotice que Inuyasha havia falado.

- Alô? Ká? Graças a deus você atendeu! Estou há tempos tentando falar com você! Ta tudo bem? Ká? Alô? Kagome, você ta me ouvindo? – A voz de Bankotsu do outro lado da linha havia me paralisado. Eu provavelmente também estava ficando pálida, pois pude perceber que Inuyasha se aproximava de mim parecendo preocupado.

- Ká, ta tudo bem? – Ele pergunta cauteloso.

Cancelo a chamada rapidamente e largo o celular ao meu lado. O aparelho mal encosta no chão e começa a tocar novamente com a foto de Bankotsu brilhando na tela. Reviro os olhos e desligo o celular.

- Tudo bem? – Ouço Inuyasha perguntar novamente, e sinto seus olhos se focarem em mim.

- Ta tudo bem. É só... O Bankotsu. Ele ligou de novo. – Solto um suspiro longo – Sabe, eu estou conseguindo me adaptar bem aqui, mas ele é como uma barreira que eu não consigo ultrapassar. E toda a vez que eu penso estar conseguindo, percebo que falta muita coisa ainda pra superar. – Falo quase em um sussurro. Involuntariamente abaixo a cabeça, prendendo meu olhar em um ponto qualquer. Por mais que minha vontade de chorar fosse enorme, não iria fazer isso pelo Bankotsu. Ele não merecia que eu sofresse por ele.

Fico perdida em pensamentos por incontáveis minutos, até que escuto algumas notas de violão preencherem o silêncio que eu formei a minha volta, e ao me virar, vejo Inuyasha segurar o violão e começar a tocar uma melodia conhecida.

- "So just remember to smile, smile, smile

Smile, smile, smile

Smile, smile, smile

Come on and show out your teeth

And what you've got underneath".

Deixando-me ainda mais surpresa, ele começa a cantar enquanto olhava diretamente pra mim com um sorrisinho brincando nos lábios. Inuyasha tinha a voz um pouco rouca, mas agradável. Não era muito grossa e nem fina, e sinceramente? Me senti quase hipnotizada por aquele momento.

A cada frase que ele cantava, seu sorriso aumentava como se estivesse me dizendo para sorrir também. Foi impossível não imitá-lo.

- "Cause everyone's got trouble

That's the way the story goes

You don't need to get in trouble baby

To see what's underneath your nose

Oh cause if you're feeling happy

That's the place to let it show

So just remember to, smile, smile, smile

So everybody knows

And it will make things so much better

When you're feeling alone."

Inuyasha canta a última parte um pouco mais sério, e a intensidade dos seus olhos nos meus parece aumentar, como se quisesse que eu tomasse a letra da música como palavras dele pra mim. Quando ele termina de tocar, eu já não podia conter as lágrimas que involuntariamente se formaram nos meus olhos. Olho para ele, que tinha um sorriso inseguro nos lábios, parecendo em dúvida sobre o motivo das minhas lágrimas. Retribuo o sorriso e me aproximo, puxando-o para um abraço apertado.

- Obrigada. – Falo, enquanto sinto-o retribuir meu abraço e seu perfume me invadir. Inuyasha não fala nada, apenas acaricia meus cabelos esperando que eu me sentisse melhor. Bom, eu já me sentia, e não estava com a mínima vontade de me afastar. Ficamos assim algum tempo, meio perdidos em pensamentos até que eu me dou conta de uma coisa.

- EI! – Exclamo me afastando o suficiente para poder encará-lo – Você estava tocando Smile! – Digo em tom acusador.

- Sim. – Ele responde com naturalidade. – Algum problema?

- É Mcfly! Você disse que é banda de pirralha!

- Mas nunca disse que não gostava. – Diz voltando seus olhos para mim, com um sorriso inocente se formando.

- Inuyasha! – Exclamo indignada.

- Ah, qual é Ká. – Diz rindo. Cruzo os braços e viro o rosto, com uma cara emburrada. – Hey, você não está brava, né? – Diz se aproximando mais de mim para olhar o meu rosto. – Você não pode me culpar por adorar te ver irritada! – Ouço ele dizer e tenho certeza de que ele sorria.

Tive muita vontade de começar uma discussão com ele sobre aquilo, mas uma ideia melhor se formou em minha mente. Colocando o meu melhor sorriso inocente no rosto, me volto para ele que parece um pouco surpreso pela minha mudança de humor.

- Claro que não estou brava com você, Inu! – Digo vendo seu sorriso desaparecer e ele fechar a cara, pelo apelido.

- Ah não! Você tamb... – Ele começa a reclamar, mas antes que ele completasse a frase eu o derrubo no chão, fazendo-o cair meio deitado e antes que ele se recuperasse da surpresa, começo a fazer cócegas na sua barriga.

- Não! – Ele exclama antes que suas risadas se tornassem altas.

- Retira o que você disse sobre o Mcfly! – Falo alto para que ele pudesse me ouvir.

- Nã...Não! Eles são ga...gays! – Fala se contorcendo. – Para com isso!

- Não até você retirar! – Exijo aumentando a pressão que eu fazia na sua barriga.

- Nã... Nãaaaaaaaao! – Diz com dificuldade pela falta de ar.

- Deixa de ser teimoso. Só vou parar quando você disser! – Falo rindo dele.

- Ta. TA! Retiro. E... PARA! – Inuyasha diz mais alto e me surpreende ao segurar minhas mãos, invertendo nossas posições rapidamente, me fazendo deitar no chão de forma que ele segurasse meus pulsos.

- Agora eu que vou começar a gritar! – Falo ainda rindo e sendo acompanhada por Inuyasha, que ainda tinha a respiração desregulada.

- Você é do mal Ká. Por pouco você não me mata! – Ele diz fazendo uma careta.

- Ah, cala a boca Inuyasha! Você é muito fracote. – Digo revirando os olhos e o vejo fazer uma cara de ofendido.

- Minha vez de te fazer retirar o que disse? – Ele pergunta ameaçadoramente soltando meus pulsos e mostrando suas mãos como garras em direção a minha barriga.

Antes que ele pudesse encostar em mim, me sento rapidamente, segurando suas mãos. Ele parece se assustar com a minha reação, mas logo começa a rir alto.

- Ta, ta! Não vou fazer nada. – Diz ao ver que minhas mãos seguravam seus punhos fortemente.

- Bom mesmo! – Digo um pouco desconfiada.

- Ká! – Inuyasha diz me fazendo notar como sua voz estava alta, e assim que levanto o rosto vejo que ele não havia falado alto e sim que nossos rostos estavam muito próximos um do outro. – Eu não vou fazer nada! – Ele repete olhando diretamente para meus olhos. Confusa com aquela aproximação, diminuo a pressão que minhas mãos faziam em seus punhos, mas não as tiro dali. Continuamos a nos encarar sem desviar o olhar nem por um segundo.

Aquilo tudo estava sendo estranho demais. Eu simplesmente não conseguia desviar, assim como ele parecia também não conseguir. Eu podia ver cada detalhe de seus olhos dourados. Cada traço de seu rosto, que de certa forma eu parecia querer gravar nas minhas lembranças, assim como cada momento desde que saí de casa há não muito tempo atrás.

Acho que o único motivo que não me fez ficar com uma vergonha enorme daquele momento foi que Inuyasha parecia fazer o mesmo. Ele também estudava cada parte do meu rosto, mas sua expressão estava tão indecifrável que eu não poderia ter nenhuma pista do que ele estava pensando.

- Ká? – Ouço ele chamar, e voltando minha atenção para seus olhos, pude ver que ele estava inseguro sobre alguma coisa, porém determinado. – Eu vou te beijar! – Sussurra parecendo esperar alguma rejeição da mina parte.

- Eu sei. – Sussurro de volta, deixando-o um pouco surpreso. Ele se recupera rapidamente do impacto que minhas palavras tiveram e sorri de canto, começando a se aproximar mais de mim. Querendo acabar logo com aquela tortura me aproximo também, logo sentindo nossas respirações se misturarem e seu nariz tocar de leve o meu.

Ainda nos olhávamos e isso parecia já estar me matando. Fecho meus olhos e assim que solto um suspiro ao sentir seu perfume, agora mais forte por nossa proximidade, sinto nossos lábios se encostarem, fazendo com que algo semelhante a uma corrente elétrica passasse pelo meu corpo.

Inuyasha me dá apenas selinhos rápidos enquanto coloca uma das mãos na lateral do meu rosto. Querendo maior contado com ele e sentindo meu corpo tremer, encontro coragem de algum lugar desconhecido para passar meus braços por seu pescoço.

Já não aguentando mais aquela tortura, ele pede permissão para aprofundar o beijo, o que eu não nego, obviamente. Inuyasha passa um dos braços pela minha cintura e me puxa para mais perto, me fazendo apertar meus braços em seu pescoço e afundar uma das minhas mãos em seus cabelos bagunçados, apertando-os de leve.

"Top down in the summer sun

The day we met was like a hit and run

And I still taste it on my tongue

(Taste it on my tongue)

The sky was burning up like fireworks

You made me want you, oh, so bad it hurt

But girl, in case you haven't heard"

Completamente desligada de tudo a minha volta que não fosse o meu contato com Inuyasha, ouço Love Drunk começar a tocar em algum lugar. Mesmo estranhando o som alto, o ignoro totalmente, já que era impossível pensar em algo coerente com os lábios dele grudados aos meus.

"I used to be love drunk, but now I'm hungover

I love you forever, forever is over

We used to kiss all night,

Now it's just a bar fight, so don't call me crying,

Say hello then goodbye

(Oh yeah!)

'Cause just one sip, would make me sick

(Oh yeah!)

I used to be love drunk, but now I'm hungover

I'll love you forever, but now it's over

(Hey, hey, hey, hey, hey, hey, hey, hey)"

Já me irritando com aquela música, penso que talvez pudesse ser um celular e com essa possibilidade, me afasto um pouco de Inuyasha que aumenta o aperto na minha cintura.

- Ignora. – Sussurra me fazendo olhá-lo. Ele estava com a boca um pouco vermelha pelo beijo e só de lembrar que eu o havia deixado assim, sinto meu coração dar um salto no peito, e sem nem cogitar a possibilidade de me afastar novamente, Inuyasha de aproxima novamente e voltamos a nos beijar.

"Hot sweat and blurry eyes

We're spinning on a roller coaster ride

The world stuck in black and white

(Stuck in black and white)

You drove me crazy every time we touched

Now I'm so broken that I can't get up

Oh girl, you make me such a lush

I used to be love drunk, but now I'm hungover

I love you forever, forever is over

We used to kiss all night,

Now it's just a bar fight, so don't call me crying,

Say hello then goodbye

(Oh yeah!)

'Cause just one sip, would make me sick

(Oh yeah!)

I used to be love drunk, but now I'm hungover

I'll love you forever, but now it's over"

- Porra! – Ele exclama ao se afastar rapidamente de mim e puxar o celular do bolso do jeans. – O que? – Quase grita ao colocar o aparelho no ouvido. Eu teria rido se não estivesse tão confusa com que havia acabado de acontecer.

Eu fiquei com o Inuyasha! E o pior, eu gostei. E muito!

- Fala logo Miroku! – Ouço ele dizer impaciente. – Ta tudo bem sim! Não, não viaja... É, eu estava ocupado sim... Fala logo! – Diz Inuyasha, enquanto passava as mãos pelos cabelos que eu mesma havia bagunçado. Só em pensar nisso me senti corar. - Não, eu saí pra passear com o Slin... Não, não vou poder sair hoje. To cheio de coisas pra estudar e deveres pra fazer... Ok, a gente se vê depois... Tchau. – Ele parece cortar o meu primo e desliga rapidamente o celular, logo se voltando pra mim. – Er... Então!

Me senti completamente sem graça. O que eu poderia dizer agora? Droga, o que foi que eu fiz?

- Acho que... Acho que já está tarde, né? – Falo desviando meu olhar do dele. O melhor que eu podia fazer era evitar o contato antes que corasse até a raiz dos cabelos.

- É, acho que sim. – Pelo canto de olho, o vejo passar novamente a mão pelos cabelos e sorrir de canto.

Inuyasha caminha até onde havíamos deixado algumas coisas e pega a coleira do Slin. Vejo ele chamar o cachorro sem me apegar a nenhum detalhe, pois, pra falar a verdade, ainda estava me sentindo em transe e totalmente perdida. Ele fala alguma coisa pra mim em relação a irmos embora e eu apenas concordo com a cabeça e me levanto o seguindo.

Ficamos o caminho todo em silêncio, apenas tentando prestar atenção em algo que não fosse nós mesmos. Bom, eu pelo menos estava tentando. Só tentando na verdade, pois cada momento que sentia o perfume dele novamente, meu corpo parecia tremer involuntariamente. Droga Kagome, o que está acontecendo com você?

Finalmente chegamos a frente da minha casa, mas o silêncio que durante o caminho era aceitável, nesse momento parecia implorar para que falássemos alguma coisa. E eu percebi que teria que ser eu a quebrá-lo, pois Inuyasha não estava com cara de que diria alguma coisa.

Ele me levou até a porta de casa e ficamos parados um de frente para o outro. Eu, que estava com a cabeça baixa, respiro fundo antes de levantá-la e tomar coragem para encará-lo. Inuyasha parece incerto do que dizer e antes que ele pudesse se decidir, começo a falar o que me parecia o mais certo para o que aconteceu.

- Obrigada pelo passeio. Eu me diverti muito! – Digo forçando um sorriso e isso chama sua atenção. Ele parece notar que eu ainda não havia acabado e espera pacientemente. – Mas eu acho que deveríamos esquecer o que aconteceu... Entre nós dois, quero dizer.

- O que você...

- Não deveria ter acontecido. Foi coisa do momento. – Interrompo. – Foi um erro. Me desc... – Antes que eu terminasse de falar, a risada baixa de Inuyasha me interrompe. O encaro curiosa e ele me olha de volta, com o sorrisinho brincando nos lábios.

Surpreendendo-me completamente, ele dá um passo na minha direção e apoia as mãos na lateral da minha cintura. Inuyasha abaixa o rosto e sua boca fica a alguns centímetros do meu ouvido.

- Se você quiser, pode esquecer. Mas isso não quer dizer que eu vá. Ou consiga. – Sussurra. E se afasta um pouco, o suficiente para que seu rosto ficasse de frente para o meu. Rapidamente ele se aproxima e dá um beijo no canto dos meus lábios. Em seguida se afasta, murmurando um "boa noite" antes de atravessar o gramado e entrar na sua casa.

Eu não sei dizer quanto tempo fiquei encarando a porta da casa vizinha, onde Inuyasha e Slin haviam entrado, mas posso ter uma ideia de que não foi pouco. Ainda estava completamente atordoada com o que havia acontecido. Na verdade, o que realmente havia acontecido?

- Ká? – Ouço alguém me chamar, e praticamente dou um pulo ao ver Ayame se aproximar de mim, com um sorriso escapando do rosto. – O que você está fazendo aí parada?

- Eu? Err... nad, quer dizer, nada. Por quê? Você viu alguma coisa? – Começo a falar aceleradamente, sentindo meu coração parar e fazendo com que ela estranhamente aumentasse o sorriso.

- Nada não – Ela diz, fazendo meu coração voltar a bater - Só você e o Inuyasha no maior clima. – Arregalo os olhos e a encaro, com a boca entreaberta.

- Voc... Você viu? – Praticamente sussurro, mais para mim mesma do que para ela, que dá um risada e chega mais perto de mim – Ayame! Você tem que prometer, você tem que jurar que não vai contar a ninguém! Se o Miroku sabe disso, ai meu deus, se a Kikyou sonha com isso eu nem sei, eu acho que eu...

- Ei, EI! – Ela fala, abaixando meus braços que estavam a altura da cabeça por eu ter me "emocionado" um pouco ao falar – Amiga! Até parece que você não me conhece! Eu nunca iria sair contando um segredo seu por aí. – Ela completa, parecendo um pouco decepcionada com o meu ataque.

- Ai, é verdade. Desculpa Ay, é que isso me deixou meio maluca. – Digo, lhe dando um abraço.

- Ta, eu desculpo. – Ela fala rapidamente, já se desvencilhando do abraço – Mas agora me conta, eu quero saber TU-DO!

Solto uma risada e, ainda um pouco envergonhada, conto tudo o que havia acontecido hoje a tarde, desde o momento em que ela tinha saído.

- E depois você já sabe. – Finalizo, encarando o chão.

- Own Ká! Vocês são tão fofos juntos! – Ela comenta sonhadora, me fazendo corar.

- Certo... Mas então, como foi sua tarde? – Pergunto, tentando mudar de assunto.

- Ai Ká! Foi perfeita! Você nem imagina...

- Nossa, você gosta mesmo dessa tia, não é? – Pergunto, estranhando a descrição um tanto quanto "suspeita" sobre a tarde que ela havia passado com sua tia provavelmente doente.

- O qu...? Ah! Sim, claro, minha tia. – Ela responde, parecendo lembrar-se de alguma coisa – Pois é, foi... incrível! Ela é tão divertida e... legal. Ei, vamos entrar? Ta ficando escuro e parecemos duas abobadas conversando do lado de fora! – Ela completa, já entrando em casa.

Certo, isso foi bem estranho. Estou com a leve suspeita de que ela não foi visitar tia nenhuma, mas que está escondendo algo, tipo... um encontro! E eu até suspeito com quem seja.

- Queridas! Voltaram juntas? – Minha mãe pergunta, adentrando a sala.

- Na verdade acabamos de nos encontrar na porta de casa. – Ayame responde, me lançando um olhar cheio de segundas intenções.

- Ah que bom! Bem, vou preparar um lanche para nós! Quem está afim de uns sanduíches? – Ela pergunta, já indo em direção a cozinha sem esperar por uma resposta.

- Sua mãe parece bem feliz, não é? – Ayame me pergunta, se sentando no sofá.

- Verdade... – Respondo, com os pensamentos perdidos em um outro assunto. – Ay... O Ban me ligou hoje, de novo. – Ela apenas ergue a cabeça e me encara, como se esperasse a continuação – Eu não atendi.

- Ká, eu entendo que você esteja chateada com ele, afinal ele pisou na bola contigo, mas você não vai poder evitar meu irmão pra sempre. E ele com certeza vai me perguntar sobre você quando eu chegar em casa. – Ela responde, em tom de consolo.

- É, eu sei disso. – Respondo pensativa.

- Olá meninas! – Meu pai nos cumprimenta, entrando em casa. Ele vestia terno e segurava uma maleta, estava voltando do trabalho.

- Oi pai!

- Boa noite Sr. Higurashi!

- Querido! Você chegou! – Minha mãe retorna a sala, com um prato cheio de sanduíches. Ela se aproxima dele, lhe dando um selinho. – Como foi o trabalho?

- Foi ótimo, as coisas estão dando certo! – Ele abre um sorriso e senta conosco na sala, sendo acompanhado por mamãe, que deposita o prato de sanduíches na mesinha de centro.

- Que bom! – Ela responde, e em seguida se vira para Ay – E você querida, como está sua tia?

- Ah! Está... bem! Mandou lembranças. – Ela responde, começando a corar. – Sabe, acabei de me lembrar que tenho que ligar para minha mãe! Vou lá em cima, depois eu volto! – Ela completa, já subindo as escadas.

- Está tudo bem com ela querida? – Minha mãe pergunta preocupada.

- Está sim, Ay sempre foi meio louca. – Respondo, com um sorriso no rosto.

- Então está bem. – Ela sorri.

- Filha, já que estamos nós três aqui, queríamos aproveitar o momento para termos uma conversa. – Meu pai fala, fazendo meu coração parar de bater. Não sei por que, mas sempre que eles falam isso tenho a impressão de que fiz algo errado.

- C...Claro, o que foi?

- Temos uma novidade! – Minha mãe fala animada – Estou grávida!

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Bad Little Angel: Oii, que bom que gostou *-* Olha, sobre o Inu voltar com a Kikyvaca e tbm sobre o clima deles do capítulo passado... Acho que nem preciso comentar depois desse capítulo né? AOKSOPAKSPOASKOPSAK Espero realmente que goste, pois eu adorei *-* aokspoakskoas Mil perdões pela demora, Beejks ;*

EllenChaii: Ain, obrigada! Peço mil desculpas pela demora, mas eu realmente não consegui terminar esse capítulo antes. Espero que goste, Beejks ;*

Marismylle: Eu sou louca por Audi's, você já deve ter percebido né? okspoaksopksa Eu fiquei totalmente louca quando vi esse Audi E-tron Spider! Nossa, é muuito lindo *-* Verdade, é de matar do coração! Beejks ;*

Ayame Gawaine: É, finalmente! SAKPOAKAPOSKOPSAK Só quero ver o que você vai comentar depois de ler esse capítulo! POASKAKSOKSA O Inu é convencido e tem toda a razão de ser ;D Que bom que gostou, fico feliz! Bom, espero que curta o capítulo, pois eu amei ;) Beejks ;*

Harumi Evans Potter: Aaaaaah! Bem-vinda! OSKAPOAKSOKS Espero que goste do capítulo e me perdoe pela demora :D Beejks ;*

flor do deserto: Sem problemas OKASPOKSOSKOSAK É verdade, também acho os dois fofos *-* Ain, tadinha da Ayame. Quem sabe assim, você conversa com ela e decidem como dividir o Kouga? OSKPASKPOASK ta, não me mata!

Eu não seria assim tão cruel com o Inu, fazendo ele voltar com a Kikyvadia ;) OAPKSPOAKSOAKS

Que bom que gostou do capítulo! (eu também curto skate e não sei andar ¬¬ te entendo totalmente!) Merece, merece .o/

Sobre o filme de terror... Concordo, só em fics mesmo, pra esse gênero fazer parte da minha vida :D OKASOPAKSOKSA

Ain, o Sesshy e a Rin juntos são um amor *-* E ainda adoram atormentar o Inu, não tem como ficar mais perfeito! OSKAOAPSKOPSKA

Espero que goste do capítulo e me perdoe pela demora! Beejks ;*

P.S: Ain, não tem mais como eu negar agora, pois o capítulo já contou que é verdade, a Ká vai ter um irmãozinho \o/

Feer Prongs: Oii! Ain, que bom que gostou :D AOSKAPOSKAOSK Foi fofis né? Eu odeio filme de terror, só gosto nas fics. Sou muito covarde pra ver um OPSKPOAKSOKAS

Bom, acho que eu já vou começar agora a pedir desculpas pela demora! Foi realmente impossível postar antes, pois as provas estavam me matando, maaaaaas acho que valeu a pena esperar!

Se você derreteu vendo ele vermelhinho, quero ver como vais ser sua reação lendo ele nesse capítulo! OKSPKASPOKSA Siim, eles terminaram \o/ Graças a deus ;) OSKPOASKOSKA Bom, espero que goste do capítulo e valha a pena pela espera! Beejks ;*

PS.: Ok, Bj ;*