O homem viu quando Sansa saiu correndo, assustada com algo. Pediu licença para os convidados e informou que iria se deitar. "Um senhor nunca fica até o final da festa".
Os pensamentos de Petyr estavam na beleza de Sansa. "Ela ficou ainda mais bela que sua mãe. E hoje, com o vestido que lhe dei, não teve um só homem que não a quis... inclusive eu."
Petyr lembrou da noite inteira em sua mente. Sansa foi, com certeza, a atração principal da noite. Toda vez que algum homem dançava com ela era como se uma faca entrasse em seu coraçao. Ver as mãos de outro homem tocando a menina fazia suas entranhas se agitarem de um modo violento. Mas o jogo dos tronos nunca parava e ele não podia deixar transparecer os seus sentimentos. Ser frio e ter total foco naquilo que almejava o fez chegar aonde ele estava hoje, e isso ele não iria perder por nada.
Chegou em frente à porta do quarto da menina. O homem sabia que o certo seria não entrar, mas tinha bebido um pouco mais de vinho que o necessário. "Somente o vinho para me ajudar a aturar Myane e meu ciúme." Bateu duas vezes na porta, mas ninguém respondeu. Preocupado, Petyr entrou, e viu algo que fez seu mundo parar.
Sansa estava nua, penteando os seus cabelos. A visão de sua pele claracontrastando com os cabelos castanhos acobreados era a coisa mais linda que já tinha visto na vida. Suas curvas eram delicadas e a luz das velas faziam o ambiente ficar sensual. Petyr sentiu que seu membro estava brigando com seu calção. A menina percebeu sua presença pelo espelho, e parou de pentear-se.
— Desculpe Alayne. Eu bati e você não respondeu. Fiquei preocupado quando a vi sair correndo do baile.
A menina ficou de frente para Petyr, como se provocando.
— Por que você iria se preocupar com os meus sentimentos?
"Ela está magoada com meu noivado".
— Alayne, não seria melhor colocar uma roupa?
— O senhor já me viu nua antes. Além do mais, você não me faria mal, faria?
Naquele momento Petyr estava perdendo o seu autocontrole. Uma qualidade que nunca perdia, que o ajudou a chegar onde estava hoje. Mas essa Sansa desafiadora estava mexendo com seus sentimentos, fazendo relembrar partes de sua vida que estavam há muito esquecidas. "Ela quer jogar comigo, mas não sabe ela que eu sou muito mais experiente nesse jogo."
— Se você quer assim Alayne. Sente-se na cadeira, eu irei terminar de pentear seus cabelos.
A menina sentou-se obediente. Petyr retirou o seu casaco e colocou sobre os ombros de Sansa. — Não quero que você pegue um resfriado, docinho. Dê-me a escova.
A menina obedeceu mais uma vez. "Boa menina..."
— Eu penteava os cabelos de minha mãe, nos Dedos. Ela tinha uma cor parecida com a dos seus cabelos. Mas usava mais curto.
— Você nunca me falou de sua mãe.
— E o que há para falar? Ela morreu quando eu tinha nove anos e depois disso fui enviado para Correrio.
— Você amava a minha mãe?
A pergunta de Sansa o pegou desprevenido. "Eu amei somente uma mulher... Cat"
— Minha menina, você está muito... curiosa hoje. Eu não sei se amei alguém na vida. Amar é para os fracos, e eu me fiz forte há muito tempo. —O homem pousou a escova na penteadeira. — Pronto! Seu cabelo está escovado. Irei me retirar, deixarei você descansar.
Quando Petyr estava saindo sentiu algo segurando a manga de seu gibão.
— Eu também não acredito no amor. Ele só nos entristece, nos enfraquece.
O homem percebeu que a menina tinha ficado ferida com seu comportamento. Vê-la sofrendo despertou algo dentro dele, queria cuidar dela. Abaixou-se na frente da cadeira, de modo que seus olhos estavam na linha de seus seios parcialmente cobertos. Seu membro ficou ainda mais duro, estava difícil ignorá-lo e escondê-lo.
— Você é a coisa mais linda que já esteve caminhando pelo mundo. És adorável e amorosa demais para ter esse tipo de pensamento. Por que o amor iria lhe enfraquecer?
— Porque ele me enfraqueceu hoje. Nessa noite eu percebi que o amor também pode doer, ele não é como as canções dizem.
— Harry a aborreceu hoje? Ele fez algo que não deveria?
— Não foi Harry. Eu nem o conheço!
— Então quem foi? — O homem temia ouvir aquela resposta.
— Foi o senhor.
Petyr sentiu-se um adolescente novamente. Toda a amargura de ter sido recusado por Cat o deixou naquele momento. Ele não era mais o adulto frio e calculista que os acontecimentos o tornaram. Ele era novamente o Petyr que lutou por sua amada Cat. O rapaz que tinha sonhos, que almejava o amor.
Tomado por um sentimento estranho, Petyr beijou os lábios de Sansa. Eles tinham um gosto doce, digno de sua dona. Beijou-a delicadamente, sem pressa, querendo saborear cada segundo do que estava fazendo. Quando se afastaram, a menina estava ofegante. "O que eu estou fazendo? Preciso sair desse quarto agora, antes que seja tarde demais... ela é tão macia."
— Preciso ir, Alayne. — Virou-se para sair, mas a menina levantou-se num movimento rápido.
— O senhor precisará do seu casaco amanhã. — E a menina, de frente para Petyr, Começou a retirar o casaco lentamente, iria ficar mais uma vez nua.
O homem não conseguiu controlar seus atos, e muito menos domar seus sentimentos. A presença de Sansa semi nua na sua frente o fazia perder a cabeça e esquecer os seus propósitos. Ele era somente luxúria e sensações. Agarrou os braços da menina e lhe deu um beijo muito mais profundo, elaborado. O homem abriu mais a boca e colocou a lingua dentro da boca quente de Sansa. "Sua lingua é ainda mais doce. Eu estou perdido se não me cuidar."
Petyr se sentiu ainda mais excitado com a inexperiência da menina. Ela não sabia o que fazer com a língua dele dentro de sua boca, mas com o tempo pegou o ritmo do beijo e soltou-se a ponto de agarrar uma parte do gibão do homem. As respirações dos dois estavam aceleradas e Petyr sentiu o coração de Sansa bater fortemente contra seu peito.
Mas o homem não era inocente. Desceu as mãos mais um pouco e apalpou com delicadeza os seios da menina. "Petyr…".Ouvir a menina gemer em seus lábios fez seu membro ficar ainda mais desconfortável dentro do calção. Por cima do casaco sentiu que os seios de Sansa estavam arrepiados. "Tê-la aqui, nesse momento, arrepiada e excitada por mim é como um sonho se tornando realidade". Tal pensamento assustou o homem que não estava acostumado a fazer as coisas sem pensar.
Não aguentando de tanta luxúria, Petyr passou as mãos pelo corpo de Sansa, dessa vez sem delicadeza, dos seus seios até sua coxas. Quando chegou na pele macia e nua das pernas da menina, as levou com força em volta de seus quadris. Levou a garota até a penteadeira, sentou-a e esfregou o corpo com ainda mais força no dela. Enquanto beijava o pescoço branco e macio de Sansa, destribuindo beijos delicados e forte por toda a sua extensão, a menina empurrava a pelvis na direção do membro de Petyr, gemendo coisas desconexas. "Eu não vou aguentar não penetrá-la. Preciso dela donzela Precico sair daqui o mais rápido possível."
Afastou-se de sua protegida lentamente, para não assustá-la. Foi preciso todo o seu autocontrole para não penetrá-la, não beijá-la em sua intimidade.
— Preciso ir Sansa. Não vamos fazer coisas que arrependerão à ambos.
Não agüentando ficar mais nem um segundo na presença de tamanha tentação, Petyr retirou-se do quarto com pressa. Percorreu o caminho até seu quarto com bastante rapidez. "Não quero que ninguém me veja nessa situação. Ainda bem que Myane foi embora, não agüentava mais a sua chatice. Ela me lembra Lysa." Quando chegou na segurança de seu quarto, tendo uma porta de carvalho maciça o separando do resto do castelo, permitiu-se pensar com mais lucidez. "Não posso agir dessa forma. Tenho planos para Sansa e meus sentimentos de garotinho de Correrio não vão me atrapalhar." Ajeitou-se para dormir, mas revirou-se na cama por horas. Quando o torpor lhe levou a insônia, sonhou com uma donzela com serpentes roxas em seus cabelos, matando um gigante selvagem num castelo de neve. Não conseguiu ver seu rosto, mas Sansa apareceu para ele no sonho, chorando lágrimas de sangue.
