Preciso ir Sansa. Não vamos fazer coisas que arrependerá à ambos.
Após a saída abrupta de Petyr, Sansa ficou vários minutos olhando para a porta. Seu desejo era que seu protetor a abrisse e lhe tirasse um peso do coração. Mas Petyr não voltou mais. Seu quarto ficou mais frio e muito mais escuro sem a presença dele.
A mente de Sansa recordava com grandes detalhes cada segundo que Petyr tocou o seu imaculado corpo. "Nunca ninguém me tocou assim. Quando eu era apaixonada por Joffrey ele nunca me fez ficar daquele jeito. Mas Petyr, em poucos segundos, me fez sentir como se estivesse voando, pegando fogo. Mas Joffrey era um menino... Petyr é um homem."
Sentiu vergonha de ter agido de uma forma tão devassa. "Não sou uma rameira para me esfregar com um homem que não é meu marido!"Sansa não tinha com quem conversar, e duvidou muito que contaria sobre seus momentos sórdidos com alguém.
"Foi uma noite muito longa e cheia de descobertas".
A menina repassou a noite toda em sua mente. Conheceu seu noivo e Myane. E uma senhora muito misteriosa lhe disse coisas assustadoras. "O que ela quis dizer com quando a fé chegar?". Lembrar da velha lhe apertou o coração. Não tinha tido tempo de contar para Petyr sobre ela. "Ele saberá as respostas. Ele sempre sabe."
Deitou-se em sua cama para dormir, mas uma ansiedade lhe tomava o corpo. Ter as mãos e a boca de Petyr em seu corpo foi a melhor coisa que já tinha experimentado em sua vida. Melhor que bolos de limão.Sansa sempre sonhou com sua noite de núpcias. Com Tyrion foi uma coisa sem graça. Os dois não se gostavam, e não levaram adiante a consumação do casamento. Mas isso não queria dizer que a menina não imaginava como seria colher sua flor. Remexeu-se por muito tempo, mas uma hora o torpor levou a melhor.
A mão de alguém estava sobre seu corpo. Eram mãos rudes, que lhe apertavam com uma força maior que a necessária. Tentou enxergar alguma coisa, mas seus olhos estavam vendados. Em pânico, a menina tentou gritar, mas o agressor era mais forte que ela. Sentiu o estranho colocar seu mamilo esquerdo na boca e chupar com avidez, enquanto segurava o direito entre o polegar e o indicador. Um calor lhe subiu. Sua pélvis estava em fogo. "Por favor, não pare!" – Se ouviu dizendo. Devassa.
Essa frase foi como um convite para o estranho. Pegou-a com ainda mais força, imobilizando seus braços do lado de seu corpo magro. Sansa sentiu quando a língua rodeou seu umbigo e foi descendo cada vez mais, vagarosamente, torturando tudo que estava no caminho. E quando o estranho encostou a boca em sua intimidade, quase desfaleceu de prazer. A língua que estava nela era incansável. Rodeava com habilidade um ponto em seu corpo que nem sabia que lhe daria tanto prazer e agonia.
Sansa não conseguia ver o estranho. Estava vendada e a mercê dos desejos de outra pessoa. A língua do homem tocou mais uma vez seu ponto sensível e a menina sentiu todo seu corpo tremer. Os músculos de sua pélvis se contraíram. Pequenos choques lhe percorreram o corpo. Sua respiração estava ofegante. Seus sentidos estavam aguçados e tinha um temor pelo o que viria a seguir. Ouviu quando o homem levantou da cama e o sentiu atrás de si. "Quem é você? Diga-me, por favor!"
E o cheiro dele a atingiu. Ela conhecia aquele odor. Estiveram juntos muito tempo."Ele me salvou muitas vezes, mas é impossível estar aqui".Quando a voz rouca e grave do homem atingiu os ouvidos na menina, sua pele arrepiou. Ela não estava cheia do costumeiro escárnio, havia um tom diferente, sedutor.
— Vai dizer que não sentiu minha falta... passarinho?
Sansa acordou num sobressalto. Seu corpo tremia e quando colocou a mão em sua intimidade ela estava úmida, mas sua flor não estava no tempo de sangrar. "Sandor... onde a vida o levou?"
O dia seguinte ao noivado foi muito trabalhoso. Depois de uma festa de grande porte, a sujeira e a bagunça ficaram a cargo das criadas. Sansa, sendo a boa senhora que era, estava acompanhando a limpeza do salão e das pratarias. "Gosto de tudo brilhando, como minha mãe." A menina sonhava em ter uma casa pudesse dizer ser sua. "Talvez isso esteja mais perto do que nunca" — Pensou uma Sansa enjoada.
Harry, o herdeiro, não tinha ido embora com as outras pessoas. Ele tinha ficado a fim de conhecer melhor sua futura esposa. Mas a menina não tinha tido tempo e paciência para o rapaz. "Depois do que aconteceu entre eu e Petyr, quase não consigo olhar para Harry. Suas maneiras lisonjeiras me irritam e tem, ainda por cima, voz de urubu." A menina riu sozinha de seus pensamentos malvados e foi assim que Myranda a encontrou na copa do castelo.
— Vejo que está que bom-humor hoje, Alayne.
— Olá Myranda. Estou sim. O baile foi magnífico!
— Pensei que você não tinha gostado do baile. Estava taciturna. Vi também quando saiu correndo para seus aposentos, estava indo atrás de você, mas vi lorde Baelish retirar-se com tamanha rapidez que tive certeza que estava indo ter com você.
As palavras de Myranda tinham um tom diferente. "Ela desconfia".
— Myranda, não estava me sentindo muito bem. Acredito que bebi vinho demais e uma tontura me pegou, corri para meus aposentos.
— Sei... e seu pai? Lhe encontrou depois que saiu?
Sansa percebeu que a curiosidade de Myranda era demasiada. Decidiu por omitir o fato.
— Infelizmente meu pai não me encontrou. Mas acredito que deve ter ido se deitar, pois estava cansado. Ficar noivo e ser anfitrião de um banquete é cansativo.
— Claro, Alayne. Todos sabemos como o senhor Petyr é devotado com seus convidados.
— Se você o diz.
— E o que achou de Harry?
— Um perfeito cavaleiro, gentil e belo, como uma canção. — E chato e irritante.
— Não é, Alayne? Harry é tudo que uma menina sempre sonhou. Todas as donzelas do Ninho lhe invejam, até mesmo as mais bem-nascidas. Seu dote deve ter sido assombroso.
"E você me inveja ainda mais que todas juntas".
— Myranda, infelizmente tenho que inspecionar as pratarias que estão no salão. Com a sua licença...
— Quem a vê, Alayne, não diria que você é uma bastarda, mas sim uma menina criada para ser uma senhora importante.
Sansa sentiu o sangue gelar em suas veias. "Seja cuidadosa...". Deu uma pequena gargalhada, para distrair a atenção do assunto.
— Myranda! Você mais do que ninguém deveria saber que uma senhora de verdadenão beberia tanto como eu bebi ontem. Você já viu alguma senhora de respeito de porre?
— Se você o diz...
— Bem, tenho afazeres. Com a sua licença. — Sansa retirou-se com rapidez, não dando tempo para Myranda lhe dizer mais nada.
"O que está acontecendo com Myranda? Por um instante pensei que ela desconfiasse da minha relação com Petyr". Pensar no homem fez o coração de Sansa disparar. Petyr não tinha aparecido para quebrar o jejum no salão principal, tinha pedido que lhe servissem nos aposentos. Com tantas coisas para inspecionar, Sansa não tinha tido tempo, nem coragem, de procurá-lo. Seus pensamentos estavam na textura da boca de Petyr, macia, em contraste com seu cavanhaque de pelos mais duros que lhe deixavam arrepiada. "E as mãos dele? Fortes e firmes... acariciaram-me de uma maneira leviana." Pensar em mãos a lembrou de seu sonho na madrugada.
"Sandor tinha sido uma das únicas pessoas que me defendeu, ou tentou, das mãos de Joffrey. Ele foi rude comigo muitas vezes, mas em alguns momentos, eu podia ver bondade em seus olhos acizentados. Ele tinha ódio de cavaleiros, mas eu sempre o achei mais corajoso e leal que a maioria dos cavaleiros que conheci. Ele não teria me feito mal... e se eu tivesse fugido com ele durante a batalha de Blackwater?"
Foi assim, perdida em pensamentos, que Harry a encontrou. A menina tentou se esconder dele boa parte da tarde, pois a sua manhã tinha sido irritante com o rapaz a segui-la em todos os momentos.
— Vejo que a encontrei novamente, Alayne. Sempre tão bela que faz meu coração disparar.
"Você já me disse isso pela manhã..."A menina obrigou-se a ser cortês.
— Olá senhor. Estou inspecionando as pratarias, como pela manhã.
— Desculpe. A senhora deve estar me achando um tolo... mas é que mão consigo ficar longe de você.
Sansa só percebeu o que o rapaz ia fazer quando os lábios dos dois se tocaram. O beijo que Harry lhe deu foi casto e respeitador. "Diferente do dele...".A menina tinha conhecimento do seu dever: seduzir seu futuro marido. Ela não resistiu ao beijo, ficou parada, esperando terminar. O rapaz percebeu que ela não estava oferecendo resistência e aprofundou o beijo. Enfiou, sem cerimônia, a língua na boca da menina e ela retribuiu colocando também a sua. Ficaram testando a textura e sensações de suas bocas por um bom tempo. Sansa estava cumprindo seu papel. Deveria se casar com ele, para o bem dela. Ficou com um pequeno frio na barriga. Outrora sonhara com belos e galantes cavaleiros a querer beijá-la. Harry era belo e também galante, mas não era o que a menina queria. "Mas o que eu quero afinal?"E um par de olhos cinza-esverdeados lhe veio à mente.
— Vejo que estão se conhecendo mais profundamente, não é mesmo Alayne?
Petyr...
Os dois pararam de se beijar rapidamente. Quando Sansa olhou para Petyr era difícil ler a expressão em seu rosto. Ele não sorria, mas também não parecia bravo. Harry foi o primeiro a falar:
— Desculpe, senhor. Minha conduta foi incorrigível. Alayne não teve culpa, eu que a beijei.
— Mas pelo o que eu vi ela também estava retribuindo... Alayne?
Sansa sabia que uma resposta era esperada:
— Eu... Desculpe pai.
— Harry, você poderia nos deixar a sós?
Harry lançou um olhar um olhar culpado para a menina e retirou-se rapidamente.
Sansa ficou esperando Petyr falar algo, pelo o que pareceu uns belos 10 minutos. Mas o homem não o fez, somente encarava o teto pensativo. A menina não agüentou mais o silêncio e o quebrou:
— Petyr... me desculpe! Estou arrependida, de verdade.
E ele olhou bem sério para Sansa, como se a estivesse vendo pela primeira vez.
— Eu a deixo por meio período e já a encontro aos beijos com seu noivo. Saiba Alayne, minha filha,que os homens sempre querem muito mais do que aparentam. Saiba ler o que eles querem e somente assim triunfará no jogo.
— O que Harry quer?
— Docinho, Harry quer o que todo jovem tolo quer. Uma bela donzela para deflorar, justas para se mostrar e o sonho de milhares de canções compostas em sua homenagem.
A resposta de Petyr foi tão simples que a menina se achou uma tola por não conhecer muito do mundo e nem do homem misterioso na sua frente. Uma pergunta lhe escapou:
— E o que o senhor quer meu pai?
E aquele par de olhos cinza-esverdeados, tão sedutores e dissimulados lhe fitaram. Ali Sansa percebeu que poderia ficar um dia todo a olhá-los e nunca realmente iria conhecê-los. Petyr a mirou por um bom tempo, como se escolhendo a resposta ideal:
— Alayne... como sempre muito curiosa. Eu quero prosperar no caos, simples assim.
Sansa percebeu que ele tinha sido sincero em sua resposta. "Você esperava que ele dissesse que queria você? Ele nunca iria dizer isso!"
— Certo, senhor.
— Está indo bem, Alayne. Harry está caidinho por você. Todos temos um papel a desempenhar...
O homem aproximou-se de Sansa devagar. "Ele irá me beijar de novo? Por favor, o faça!"— Mas os lábios de Petyr tocaram a testa da menina.
— Preciso ir, Alayne. Conversamos à noite. Mandarei chamá-la.
Ele retirou-se. Sansa ficou confusa e magoada. "Beijamos-nos e fizemos muito mais ontem à noite, mas hoje foi como se nem tivéssemos feito nada. Me sinto envergonhada. Petyr... é só o poder que lhe convém?"
Sansa estava em seu quarto lendo um livro, quando uma batida na porta lhe tirou de seus pensamentos.
— Pode entrar.
— Boa noite, senhora — Uma criada falou.
— Boa noite.
— Seu pai lhe espera em sua biblioteca particular.
— Obrigada. Já estarei indo.
A criada lhe fez uma reverência e fechou a porta.
"Nunca fui à biblioteca particular de Petyr. Ele disse que iria me chamar. Que assuntos irá querer comigo?"— Perdida em pensamentos, Sansa encaminhou-se até o lugar que lhe foi citado.
O homem a esperava sentado em sua poltrona. Não levantou os olhos da carta que estava escrevendo e Sansa achou por bem não interrompê-lo. Ficou admirando o jeito que Petyr escrevia. Sua testa estava um pouco franzida, como se não gostasse de escrever o conteúdo da carta. Sua mão era firme na pena de pavão. Sansa se lembrou das mãos dele a percorrer seu corpo e corou. Disposta a não olhar novamente para suas mãos, ela mirou o olhar na boca de Petyr. Percebeu que enquanto ele escrevia, mordia o lábio inferior, lhe conferindo um jeito sedutor. Petyr levantou os olhos e a flagrou fitando-o. O homem sorriu e levantou-se.
— Olá Alayne.
Dito isso, tomou o rosto da menina entre suas mãos e beijou a ponta de seu nariz. Mesmo com esse gesto simples a menina sentiu-se corar. Depois de lhe beijar a ponta do nariz, encostou a testa dele na dela e ficaram os dois de olhos fechados. O coração de Sansa já estava disparando novamente, pensando na noite anterior. Depois de alguns minutos assim, Petyr largou o rosto da menina, sentou-se na poltrona e lhe disse:
— Sente-se Alayne. Tenho algumas notícias para você.
Sansa alisou o roupão e sentou-se na poltrona de frente para Petyr.
— Não quero que você sente aí. Venha cá. Sente-se aqui.
Sansa viu que Petyr apontava seu próprio colo.
"Ele quer que eu me sente em seu colo..."
Sansa era uma boa menina. Ela fazia o que lhe era pedido. Levantou-se e caminhou até ficar de frente para Petyr. A menina já usava sua camisola de dormir, de um pano fino e um pouco acima dos joelhos. Antes de sair do quarto colocou seu roupão. Não era digno de uma donzela sair de camisola pelos corredores. Ficou parada um pequeno tempo na frente dele, nunca tirando os olhos dos dele. Estes, Sansa percebeu, estavam adquirindo um brilho escuro.
— O que está esperando Alayne? Não gosto de esperar...
"Se ele pensa que somente ele pode jogar comigo, está enganado. Eu não sei nada da arte de seduzir, mas posso tentar..."
Sansa levantou um pouco o roupão, deixando amostra, deliberadamente, seus tornozelos e joelhos alvos. Sentou-se delicadamente no colo de Petyr. Jogou seus longos cabelos castanhos acobreados para trás. Esperou o homem lhe dizer algo.
— Como eu ia lhe dizendo, tenho algumas notícias a lhe dar. A primeira é sobre nosso querido Lorde Robert. Infelizmente o menino está ainda pior. Meistre Collemon não vê mais solução para o estado dele. Devemos esperar o pior.
Ouvir essa notícia deixou a menina triste. Por mais que Robert fosse uma criança manhosa e voluntariosa, Sansa gostava dele. Era seu parente, um dos únicos que restaram.
— Fico triste em ouvir isso, pai.
— Eu sei, docinho. Mas o menino deve ir para seguirmos nossos planos. Chegamos muito longe para ficarmos no meio do caminho.
"Petyr não seria capaz de apressar a morte de Robert... ou seria?"
Esse pensamento deixou Sansa assustada. Por mais que os dois estivessem convivendo juntos há alguns meses, Petyr ainda continuava uma incógnita para ela. O homem tinha uma aura de mistério e perigo. "Seria ele capaz de fazer isso?".A menina deu-lhe uma resposta neutra:
— Eu sei, meu pai.
— Que bom que você sabe, docinho. Mas esse é somente um dos nossos problemas.
Sansa remexeu-se no colo de Petyr e virou-se até fitar os olhos do homem:
— Pai... algo de ruim aconteceu?
Petyr mirou com sagacidade os olhos da menina. Mirou por uns longos minutos. Por fim, desviou o olhar e lhe disse:
— Nada de ruim nos acontecerá. Confie em mim. Eu sempre prosperei no caos.
— Eu confio em você.
— Eu sei que confia. Mas... receberemos uma visita no decorrer dos próximos dias.
— Uma visita? Myane está vindo passar um tempo conosco?
Petyr fez um gesto de abanar as mãos:
— Não. Myane está muito bem em Vila Gaivota e espero que eu consiga levar esse noivado por um bom tempo. Preciso do apoio do seu pai. Ele tem bastante influência sobre a corte do Vale.
"Para ele o casamento é somente mais um degrau para sua escalada."
— Mas não é sobre isso que devemos estar conversando. A visita que receberemos é de alguns partidários da Fé. Com a crença no Deus Rhollor crescendo em Westeros e as constantes guerras, o novo alto septão resolveu constituir algumas caravanas para percorrer os Sete Reinos. Ele quer levar a fé nos Sete para todos os cantos.
— E por que deveríamos estar preocupados com a Fé?
"Escute bem menina! Quando a fé chegar alguém irá querer te resgatar, mas eis a questão: quem você escolherá?"
As palavras da velhinha lhe vieram à mente. "Seria essa a Fé que ela estava falando?"
— Não devemos ficar preocupados, minha menina. Mas algumas coisas estão acontecendo em Porto Real.
— O que está acontecendo?
Petyr deu uma risada e respondeu:
— Cersei cambaleia de besteira em besteira. Eu sabia que ela iria se afunda sozinha, mas nunca pensei que seria tão cedo. Ela armou novamente a Fé, coisa que não era feita há muitos e muitos anos. Deu poder e corda para se enforcar sozinha.
— Eu não entendo.
— Pois irei lhe explicar, Alayne. Cersei tentou armar para a Fé prender Margaery por fornicar com outros homens. Como se uma menina que foi casada três vezes iria permanecer donzela. Ainda mais sendo uma leviana Tyrel. Mas isso não vem ao caso. A coisa é que o feitiço virou contra Cersei. Ela está presa, acusada de fornicar com membros da corte e de praticar o incesto com seu irmão Jaime.
— Que horror! Mas a Fé pode prendê-la?
— A própria Cersei deu permissão para que eles usassem armas novamente. O mais importante é que ela será julgada. E uma rainha só pode ser defendida por membros da Guarda Real. E todos sabemos que só tem inúteis de capas brancas.
— Mas a Guarda Real tem Sor Jaime Lannister. Ele é um dos cavaleiros mais mortíferos de toda Westeros.
— Não sei se Jaime ficará muito contente em saber das fornicações de Cersei. Todos sabem que ele sempre foi um homem muito fiel, diferente da irmã. Alayne, você está com pena da Cersei? Mesmo depois de tudo que ela lhe fez?
Sansa não tinha nenhuma pena da Rainha. Queria que ela morresse e tivesse sua cabeça espetada nas ameias de Porto Real.
— Eu não estou com pena dela. Só fico pensando em como as coisas mudam de uma hora para outra.
Petyr afastou os cabelos da menina de suas costas e os pousou de um lado só de seu pescoço. O homem beijou com delicadeza a lateral do pescoço descoberto de Sansa, causando arrepios nela. Falou com a boca encostada em sua pele:
— Que bom minha menina. Sentir pena de quem somente lhe causou mal não seria digno de você.
O homem percorreu a língua, com bastante habilidade, do pescoço da menina até o lóbulo de sua orelha. Nessa altura, os olhos de Sansa já estavam fechados e sua respiração ofegante. A menina levantou o pescoço a fim de dar um acesso mais privilegiado à Petyr. O homem mordeu delicadamente sua orelha lhe causando um desconforto em suas partes íntimas. Sansa sentiu que o membro viril de Petyr lhe cutucava uma das coxas.
— Levante-se. — Ordenou o homem.
Sansa fez o que lhe foi pedido.
— Tire o roupão. — A voz do homem soava ainda mais sedutora.
O homem deve ter visto a expressão de vergonha no rosto de Sansa, pois acrescentou:
— Seja uma boa menina e faça o que lhe pedi. Será melhor assim...
Havia perigo nas palavras de Petyr.
Sanda desatou o nó de seu roupão e deixou que ele caísse aos seus pés.
— Viu docinho? É bem melhor sem tanto pano... Fique parada.
Sansa assentiu e fez novamente o que ele pediu.
Com grande destreza, o homem desabotoou os quatro primeiros botões da camisola da menina, deixando à mostra seus seios.
— Fique parada Sansa, senão juro pelos Sete que irei lhe amarrar.
A ameaça de Petyr soou sincera. Mas só deixou a menina mais excitada pelo o que estava por vir.
— Levante os braços. Vamos tirar essa camisola.
Sansa obedeceu e sentiu o pano fino deslizar por seu corpo. Sua pele estava sensível.
— Assim é bem melhor, não acha?
Sansa não sabia o que responder.
— Quando eu faço uma pergunta, eu quero uma resposta.
Petyr aproximou-se pelas costas de Sansa. Pegou um punhado dos cabelos da nuca da menina e deu um pequeno puxão. Não doía tanto, mas era firme. Com os lábios encostando na orelha de Sansa, sussurrou:
— Ainda estou espetando minha resposta.
— Assim é melhor.
— Boa menina. Mas você não respondeu quando eu lhe perguntei e a peguei fazendo algumas coisas que me desagradaram nessa tarde.
"Ele está falando do beijo que Harry me deu."
— Não foi minha intenção desagradar você. Desculpe-me.
Petyr a beijou ferozmente. Sansa percebeu que o beijo que Harry lhe deu à tarde não tinha a metade do fogo que esse tinha. Petyr não estava mais sendo cauteloso com seu beijo. Enfiava a língua na boca de Sansa de uma maneira feroz e sedutora. A menina correspondeu enfiando a sua língua na boca de Petyr. A boca deste era macia e tinha gosto de hortelã. Beijaram-se até ficarem com dificuldade para respirar.
Quando os dois se afastaram, Petyr postou-se atrás da menina e pegou novamente, com firmeza, alguns cabelos da nuca de Sansa:
— Harry a beijou assim?
— Não, senhor.
— Espero que não, Alayne. Nunca se deve entregar o ouro tão cedo.
— Eu sei, meu pai.
Petyr sorriu e lhe disse:
— Boa menina. Eu gosto que esteja aprendendo.
Sansa sorriu também:
— Eu sempre aprendo com o senhor.
— É mesmo, Alayne? O que mais você aprendeu comigo?
— Isso...
E Sansa abraçou o homem que estava à sua frente. Quando seus seios nus tocaram o gibão de Petyr, arrepiaram-se. Esse fato não passou despercebido pelo homem. Com destreza, acariciou o mamilo esquerdo de Sansa enquanto beijava seu pescoço.
A boca de Petyr foi descendo pelos seus ombros até chegar no mamilo direito. O colocou na boca, testando-o com a sua língua habilidosa. Eles ficaram ainda mais arrepiados. Sansa sentia um desconforto ainda maior em sua parte íntima.
Petyr tirou a boca do seio de Sansa e foi descendo até seu umbigo, destribuindo beijos e pequenas mordidas por onde passava. Sansa só podia contorcer-se. Não sabia como aliviar a tensão que sentia em sua flor. Petyr parou de beijá-la. Levantou-se com graça. Deve ter visto a cara de Sansa, pois acrescentou:
— Eu sei o que você quer, Sansa. Aliviar-se... Sente-se na poltrona e abra as pernas.
Sansa sentou-se, mas teve vergonha de abrir as pernas. Petyr não ficou contente com sua atitude e lhe deu um tapa forte na perna esquerda.
— Eu disse sente e abra as pernas.
— Sim, senhor.
Sansa abriu as pernas devagar, com vergonha. Estava escondendo o rosto com os braços:
— Não esconda o rosto. Quero ver a sua cara quando gozar pela primeira vez.
"Gozar? O que é isso?"
Petyr, primeiramente, retirou a parte de cima de seu gibão, deixando-a cair ao seu lado. Sansa conseguiu ver um grande volume em suas calças. O homem percebeu a direção do olhar da menina, pois lhe sorriu com lascívia.
— Tem curiosidade, Alayne?
Sansa balançou a cabeça positivamente.
Petyr alargou ainda mais seu sorriso sedutor. Seus olhos cinza-esverdeados tomavam um brilho ainda mais escuro. Perigoso.
— Eu sei o quanto você é curiosa. Mas primeiro vamos aliviá-la. Eu bem sei que isso chega a doer...
Petyr ajoelhou-se entre as pernas de Sansa. Esta tentou fechá-la, sem sucesso. O homem abriu-as com delicadeza, deslizando suas mãos do quadril da menina até seus joelhos.
— Não as feche mais. Ou lhe dou outro tapa. — Disse um Petyr bastante sério.
Sansa assentiu obediente.
E sem nenhuma cerimônia, Petyr beijou sua intimidade. Sua boca macia e seu cavanhaque de pelos duros eram uma combinação de prazer e tortura para a menina. O homem primeiro chupou, como se provasse o sabor que tinha. Sansa não estava conseguindo ficar parada. O prazer era tanto que arqueou suas costas, jogando o pescoço para trás. Para Petyr foi como um convite para intensificar os movimentos. O homem tinha uma língua habilidosa, incansável.
"É como no sonho que tive pela madrugada. Mas é muito melhor... É como se eu fosse desfalecer de prazer..."
Enquanto passava sua língua suave no ponto mais sensível do corpo da menina, Petyr deslizou sua mão direita até o seio esquerdo dela. Agarrou-o com um pouco de força. A mão esquerda dele estava segurando o quadril de Sansa, firme como tudo aquilo que fazia.
Sansa não estava agüentando o prazer. Sua respiração estava tão ofegante que seu peito chegava a doer. Seu rosto estava quente, mas não tanto quanto sua flor.Gemidos saíam involuntariamente de sua boca, não conseguia controlá-los. Quanto mais o homem aumentava o movimento, mais altos iam ficando. Percebeu que sua pélvis estava se mexendo, como se tivesse movimento próprio. Sansa estava empurrando sua intimidade ainda mais para a boca de Petyr. Ele era um amante incansável.
Quando Petyr passou os dentes no seu seu ponto mais sensível, seu corpo se contorceu de uma maneira violenta. Todos os músculos dele ficaram rígidos. E uma sensação de prazer se alastrou por todos os seus membros. Era a melhor coisa que Sansa tinha sentido. Melhor que bolos de limão... muito melhor.
Quando Sansa teve forças para levantar a cabeça, Petys a fitava com olhos escuros, quase pretos.
— Você é doce, minha menina. E fica ainda mais linda gozando.
O homem deve ter visto a expressão de dúvida no rosto da menina, pois acrescentou:
— Alayne, isso que você sentiu, esse prazer que lhe tomou o corpo todo chama-se gozar.
Sansa assentiu.
O volume no calção de Petyr estava tão grande que a menina pensou que eles iriam rasgar na sua frente. O homem viu a curiosidade nos olhos da menina, pois levantou-a até que ela ficasse sentada ereta na poltrona e colocou a mão direita de Sansa sobre seu calção. A menina sentiu o membro dele pulsar.
— Isso é o que você faz comigo, minha menina. Quer vê-lo?
Quando a menina percebeu, sua cabeça já tinha feito um movimento afirmativo.
— Se quer vê-lo... deve desembrulhá-lo.
"Será que irei engravidar tocando no seu membro? Não... Petyr não deixaria isso acontecer."
Com cuidado, Sansa desatou o nó do calção de Petyr. Já tinha visto o membro dele quando ela e algumas mulheres o colocaram na cama no casamento feito nos Dedos. Mas nunca tinha o tocado. Não tocou nem mesmo no membro do anão, que outrora foi seu marido. A calça de Petyr deslizou pelas suas pernas. Este se livrou delas chutando-a para o lado.
— Ainda falta mais uma parte, docinho.
"Sim falta mais uma parte..."
Sansa deslizou a roupa íntima de Petyr para baixo. E viu o membro dele bem de perto, mas não sabia o que fazer. O homem deve ter entendido a confusão da menina, pois a puxou da poltrona, a deixando em pé. Com um movimento rápido, o homem estava atrás da menina. Afastou os cabelos de seu ouvido e sussurou com voz sedutora:
— Ajoelhe-se. Vou ensiná-la a agradar um homem.
Sansa fez o que lhe foi pedido. Era uma boa menina.
Petyr saiu das costas de Sansa e ficou bem à sua frente. Desse ângulo a menina tinha uma visão privilegiada de seu membro, pois ele estava à altura de seu rosto. Ele era grande.
— Dê-me sua mão direita.
Sansa obedeceu. O homem colocou a mão dela em seu membro.
"É macio... e quente."
Petyr fechou a mão da menina em volta de seu membro. Ainda com a mão dele em cima da dela, fez um movimento de deslizar. Era um movimento delicado, mas que foi ficando mais forte com o tempo. Quando ele retirou suas mãos de cima das dela, Sansa sabia que era para continuar com o movimento. Estava gostando de fazer aquilo. Ver as expressões no rosto de Petyr lhe dava prazer.
O homem levantou o pescoço e jogou a cabeça para trás. Ele empurrava o membro com força na direção da mão da menina. Quanto mais rápido a mão de Sansa deslizava, mais forte ficavam seus empurrões.
— Coloque a boca, Alayne.
Sansa arregalou os olhos, o que não passou despercebido, visto a risada que Petyr deu.
— Alayne, não tenha medo. Ele não irá mordê-la. Coloque a boca, como se estivesse chupando um pirulito. Você já chupou os pirulitos de açúcar que Maddy fez?
Sansa assentiu.
— Pois é a mesma coisa. Chupe do mesmo jeito. Continue fazendo o que eu lhe ensinei com as mãos. Quero sua boca e sua mão.
Sansa assentiu novamente.
Pegou o membro de Petyr novamente entre sua mão. Ele estava pulsando ainda mais e estava tão duro que parecia pedra. Deslizou a mão e só depois colocou a boca.
A textura do membro do homem era macia e quente. Petyr estava enganado. Chupar o membro dele estava sendo, para Sansa, ainda melhor que chupar os pirulitos de Maddy. Provou-o com a língua e Petyr deu um suspiro fundo. Decidiu colocá-lo um pouco mais fundo na boca, sem nunca parar o deslizar de mão por seu membro.
Petyr estava ofegante. Seus gemidos estavam mais altos, como se sentisse dor. O homem colocou as duas mãos atrás da cabeça de Sansa e a empurrou ainda mais contra seu membro. O quadril de Petyr empurrava do outro lado. Com a respiração bem acelerada, Petyr lhe pediu:
— Tire a mão. Deixe somente a boca e engula tudo.
"Engolir tudo?"
Sansa obedeceu e retirou a mão. Sua boca deslizou ainda mais pelo membro de Petyr. As mãos do homem atrás de sua cabeça a forçava a deslizar ainda mais fundo. Mas Sansa não se importava. Ver esse novo Petyr estava lhe deixando excitada. Os gemidos do homem ficaram ainda mais altos. Ele arfava de uma maneira louca, sempre empurrando o quadril.
Quando um último gemido alto saiu da boca de Petyr, Sansa sentiu o membro dele latejar ainda mais forte e sua boca se encheu com um líquido viscoso.
"Deixe somente a boca e engula tudo"
Sansa engoliu tudo. Tinha um gosto salgado, mas não era ruim. O membro de Petyr ainda continuava duro, mas não tanto quanto antes.
— Pode tirar a boca, minha menina.
Sansa obedeceu, mas continuou ajoelhada. Petyr a ajudou a se levantar e a sentou em seu colo. O corpo dele estava quente.
— Assim que se agrada um homem, meu docinho. Mas essa não é a única maneira. Existem várias outras.
— O senhor irá me ensinar? — A menina soou ansiosa e curiosa.
Petyr riu de sua pergunta.
— Eu irei ensiná-la. Sou um bom professor.
— Ainda devo me casar com Harry?
Petyr soltou um suspiro exasperado.
— Sim, Alayne. Todos nós temos um papel a cumprir. E o seu é esse. Por quê? Não quer casar-se nunca?
Sansa não tinha parado para pensar naquilo. A verdade é que não queria casar-se com Harry. Naquele momento tinha certeza que queria casar-se com Petyr.
