MIL PERDÕES! Upei o capítulo no doc manager, mas não postei na fic. Gente, desculpa mesmo. Tinha certeza que já tinha postado esse último, até receber a review da Bianca Cullen Riddle perguntando como acabava a história.
Espero que gostem do fim! :)
5. Do you recognize me?
Tell me, baby
Me diga, amor
Do you recognize me?
Você me reconhece?
Well, it's been a year
Bem, faz um ano
It doesn't surprise me
Não me surpreende
25 de dezembro de 2014 05:02 pm
— Posso falar agora? – perguntou, calmo.
— Não! – gritei. – Você não pode falar! Eu não acredito em nada do que você diz. Você quebrou a minha confiança e meu coração e eu NÃO quero ouvir as suas desculpas porque eu sei muito bem que você é bom com as palavras. Não foi por isso que você veio parar na minha cama, em primeiro lugar?
Eu estava colocando tudo o que sempre quis dizer pra ele finalmente pra fora. Lágrimas encheram meus olhos, e eu funguei antes de continuar.
— Eu acreditei no que você disse, e você só queria me foder. Eu fui estúpida o suficiente pra achar que uma promessa feita de madrugada com o anel de outra pessoa valia alguma coisa.
Ele me encarou, calmo como nunca. Respirei fundo pra engolir as lágrimas completamente.
— Pronto, agora fala o que quiser. – permiti, derrotada.
— Eu só tenho uma pergunta. – fez ele, me olhando nos olhos. Enquanto desabafava, eu tinha andado até estar exatamente na frente dele. – Se você me odeia tanto assim, por que está usando meu anel?
Eu ofeguei e abaixei os olhos para minha mão. Ele estava certo. Depois de mexer na caixinha traiçoeira, eu tinha colocado-o no dedo e ainda estava. Fui arranca-lo dali, mas Edward parou minhas mãos com as dele.
— Eu acho que você sente algo por mim ainda. E se eu fosse fisicamente capaz de te esquecer, eu não estaria aqui um ano depois como você bem pontuou. – fez ele, e eu quis morrer ou me esconder. Mas agora era a vez dele falar, por mais que isso me assustasse. – Eu saí daqui de madrugada, peguei meu carro e dirigi para o velório do meu avô. Lá, eu encontrei a minha ex. Ela tinha mudado de ideia, veja você.
Resmunguei e ele me guiou para sentar ao lado dele. Era como se eu estivesse hipnotizada.
— Eu nem sequer percebi que Tanya pegou meu celular. Eu achei que tinha o perdido, e isso me desesperou completamente. Sinceramente, eu não podia me importar menos com meu aparelho, mas eu queria seu número. A ideia de nunca mais te ver... Aquilo me assombrou por dias. Eu nem sabia seu sobrenome, então você pode ver como foram alguns dias difíceis. Eu procurei seu primeiro nome, mas não foi o suficiente. Levou dias pra eu conseguir pensar e executar outro plano. Eu não tinha como simplesmente largar tudo lá e dirigir pra Forks. Conseguir seu número foi uma façanha tão grande, e eu estava louco pra te contar como eu pesquisei sobre a festa de natal e praticamente implorei pra um fornecedor me passar o seu contato. E então eu te liguei. Você lembra como foi essa ligação?
Como se eu pudesse esquecer.
— Você agiu como se nada tivesse acontecido. – resmunguei, meio rouca por causa da vontade de chorar. Poderia ser verdade? Ele tinha passado por tudo isso pra conseguir me contatar de novo?
— Pra mim, nada tinha acontecido! – protestou, uma ruga se formando entre as sobrancelhas.
[FLASHBACK]
31 de dezembro de 2013 08:00 pm
— Alô? – atendi, minha voz rouca de tanto chorar. Quantos dias fazia que eu estava sofrendo por um cara que eu conheci por oito horas? Eu era tão patética.
— Bella?
Se eu estivesse de pé, eu teria caído. Fiquei em silêncio, sem acreditar na voz que ouvia.
— Alô? Bella? – insistiu, e eu ofeguei. Era ele. Era ele. – É o Edward. Feliz ano novo!
— Eu sei. – respondi, perdida. Por que ele estava me ligando?
— Eu estava com saudade da sua voz. Finalmente pude te ligar. Estava pensando se você não gostaria de vir pra cá essa sexta? Ter um encontro de verdade?
— Você tá louco? – desacreditei. Como ele ousava agir como se não tivesse demorado uma semana pra falar comigo e passado os últimos sete dias provavelmente fazendo as pazes com a ex dele. – Quem você acha que é?
— Hã... Bella? – murmurou, soando tão adoravelmente confuso. Eu ri, amarga.
— Nunca mais ouse me procurar. Não venha pra cá, e pode ter toda certeza que eu não vou perder meu tempo dirigindo até Seattle. – garanti, soando forte e decidida. Por dentro, eu só queria chorar e me encolher.
— Bella, me desculpa, eu não estou entendendo...
— Você realmente acha que eu não sei que no mesmo dia que você saiu da minha cama, você já estava no mesmo recinto que a sua ex? Ou devo chama-la de atual? Afinal, ela repensou sua proposta de casamento, não foi?
Ele ficou em silêncio. Aparentemente ele não era bom em desculpas improptu.
— Como você... – começou, chocado.
— Apaga meu número. Me deixa em paz.
— Não, Bella, eu não sei como você sabe disso, mas eu juro que nada aconteceu. Nós não temos mais nada.
— Eu não acredito no que você diz.
— Lembra da noite do Natal! O que você prometeu pra mim... – tentou.
— Aparentemente nós dois somos rápidos pra seguir em frente.
E sabendo que se ele continuasse falando, eu ia ceder, apenas desliguei o telefone na cara dele e voltei à minha posição fetal pra chorar lágrimas que eu achava que tinham acabado.
[FIM DO FLASHBACK]
25 de dezembro de 2014 05:03 pm
— Passei o ano inteiro amaldiçoando minha inocência por ter entregado meu coração pra você, só pra tê-lo pisoteado dias depois. – fez ele, e o jeito que ele soava me fez acreditar. – Três dias atrás, Emily me encurralou depois do trabalho. Ela é minha prima e costumava ser a melhor amiga da minha ex. As duas brigaram e Em me ligou pra contar como Tanya tinha roubado meu celular no velório, quase um ano atrás. Até então, eu não fazia ideia. Eu não sabia como você sabia que eu vi a Tanya no velório, eu não sabia porque você me odiava... Eu só sabia que você tinha quebrado meu coração dando a entender que aquela noite não significou nada pra você.
Eu estava odiando o quanto a explicação dele me fazia sentir um lixo, mas continuei ouvindo. Depois de gritar e espernear, agora era a vez dele de me contar o que aconteceu no último ano.
— A Emily estava ao mesmo tempo se vingando da ex melhor amiga e pedindo desculpas pra mim por ter traído minha confiança. Emily é... ela é como uma irmãzinha pra mim, e ela tinha sido a única pra quem eu contei sobre você. Eu contei sobre te encontrar no meio da festa, sobre me apaixonar por você em uma noite, te dar meu anel, eu contei tudo. Ela era muito ligada ao meu avô, e o funeral tinha deixado-a abalada. Contar sobre você era minha estratégia para que ela se animasse um pouco.
— Você podia ter me ligado pra explicaar. – murmurei por fim.
— Você teria atendido?
É claro que não. Ele leu a resposta nos meus olhos e suspirou.
— Além do mais, eu de fato apaguei seu número depois que você mandou. – admitiu.
— Você veio até aqui pra se explicar? – fiz eu, me sentindo esquisita. – É muito trabalho.
— Eu vim até aqui porque eu pensei... eu pensei que podia te contar o que aconteceu. Como Tanya conseguiu seu número. Porque demorei tanto pra conseguir te ligar. E eu pensei que se você sentiu metade do que eu senti no último Natal, aquilo não poderia ter desaparecido tão facilmente.
— Facilmente? – ecoei. – Eu passei um ano achando que você tinha me comido numa noite e voltado com a sua ex de manhã. Se passou um ano.
— Eu sei. – admitiu, encolhendo os ombros. – Eu acho que eu estava simplesmente esperançoso.
Eu suspirei, passando a mão pelo cabelo. Os trovões ressoavam e tremiam o chão da minha casa. Meu celular apitou e eu fui checar a comida. Estava pronto. Servimos tudo na mesa e começamos a comer em silêncio. Senti que estava implícito que após o jantar ele voltaria pra Seattle, e por algum motivo isso me chateou.
O telefone da casa tocou duas vezes antes de eu ter coragem de levantar e atender.
— Oi. – cumprimentei, tendo quase certeza quem era.
— Tá tudo bem? O carro dele estava parado do lado de fora da sua casa quando passei.
— Estamos jantando. – respondi, não querendo dar muitos detalhes com Edward a dois passos de distância.
— Ele se explicou?
— Sim.
— E você acreditou?
— Sim. – repeti.
— Mas vocês não estão juntos. – percebeu.
— Não recebi nenhum pedido nesse sentido. – respondi, não sem amargura. – Minha comida vai esfriar.
Sim, era uma desculpa. Eu já tinha terminado de comer, só estava brincando com os restos no prato.
— Você ainda vai na festa?
— Não faço a menor ideia. – admiti.
— Bella, me ligue quando ele for embora.
Novamente, aquilo causou uma dor no meu peito. Respirei fundo.
— Ok. – prometi, sussurrando, porque se eu falasse alto minha voz com certeza falharia.
Voltei a sentar e Edward estava me encarando, como se esperando uma explicação ou estivesse preocupado.
— Era Alice. – ofereci, dando de ombros.
— Está tudo bem? – perguntou, e eu dei de ombros de novo. – Não está, não. Eu prefiro quando você grita comigo do que quando age como se estivesse tudo bem, quando claramente não está.
— O que você quer que eu diga? – perguntei, exausta.
— Você acha que eu, que nós dois ainda temos alguma chance?
A pergunta foi tão inesperada que eu tossi de surpresa. Ele tinha rodeado o assunto, dito pra Alice que me queria, mas agora não tinha mais volta: ele estava sendo totalmente direto e perguntando.
— Você pode dizer na lata mesmo. Você acha que poderia sentir de novo por mim o que compartilhamos aquela noite?
A menção ao Natal passado encheu meus olhos de água. Fechei-os, abaixando o rosto.
— Eu não sei. – sussurrei, sentindo meu peito se dilacerar dentro de mim. – Eu ainda estou muito quebrada.
Ouvi sua cadeira se arrastando e de repente Edward estava agachado do lado da minha cadeira, segurando meu rosto entre suas mãos enormes.
— Me deixa tentar concertar. – pediu, e eu abri os olhos para vê-lo bem na minha frente me encarando atentamente. – Me perdoa pelo que aconteceu. Eu nunca quis te machucar. Esse ano foi um inferno, porque depois que eu tive você, eu sabia que nunca encontraria alguém que eu quisesse mais.
Tentei abafar um soluço, mas não deu muito certo.
Ele estava ali, bem na minha frente, implorando. Eu o encarei através das minhas lágrimas e me inclinei minimamente. Ele percebeu meu movimento e acabou com a distância entre nós, me beijando.
Foi como se estivéssemos matando a saudade depois de muito tempo sem se ver, como se nossos corpos tivessem passado os últimos trezentos e sessenta e tantos dias em contagem regressiva pra esse momento. Nos beijamos como em uma cena de cinema, e as nossas bocas grudaram de tal forma que ficamos de pé sem parar de nos tocar. Ele me apoiou na mesa, e eu subi nela para ficar mais alta. Dois minutos depois eu estava sendo carregada para fora dali com minhas pernas enroladas na cintura dele.
Caímos no sofá, colocando todo nosso fôlego e empenho em beijar um ao outro. Edward desceu seus beijos para meu queixo, e então meu pescoço, me fazendo suspirar de olhos fechados. Subitamente, a realidade me atingiu e eu o afastei com um empurrão brusco que o fez cair sentado no chão.
— Eu não- isso é-
Não consegui dizer nada. Ele não se mexeu da posição desconfortável que caiu. Nos encaramos pela eternidade, ofegando. Tremendo, estendi a mão para ele. Ele a pegou e eu o impulsionei para que levantasse. Eu também estava de pé, mas nossa diferença de altura era quase ridícula de tão grande.
— Eu não sei se posso fazer isso. – admiti, fungando. Eu não queria chorar, mas parecia que era só isso que eu sabia fazer.
— Você pode. – sussurrou Edward, e eu ri sem humor.
— Eu não sei se consigo. – reformulei. – Não se você for embora de novo. Não se eu tiver que passar por todo aquele inferno sozinha mais uma vez.
— Eu não vou. – prometeu, fervoroso. Eu queria acreditar. – Eu juro. Eu não vou embora. Me dá uma chance de provar.
Ele puxou minha mão para beijar seu anel em meu dedo. Eu era tão estúpida por não ter tirado aquela coisa. Fechei os olhos, e então saí andando, decidida. No pé da escada, me virei para ele.
— Você vem ou o quê? – questionei, uma sobrancelha levantada e um sorriso safado no rosto.
Ele não precisou de um segundo convite.
...
25 de dezembro de 2015 08:19 pm
Meu Deus, como eu amo o Natal.
Observei a decoração perfeita que enfeitava nossa festa. Eu nem acreditava que tinha dado tudo certo. Tudo bem, eu falava isso todo ano, mas 2015 tinha sido tão incrível que eu não achava justo que, além de tudo, a Festa fosse perfeita.
Mas estava sendo, contrário aos meus medos.
Perdida em meus pensamentos, meu olhar vagou pelo lugar até ser preso em algo. Alguém.
Ele estava muito concentrado mexendo no celular, então encarei-o sem vergonha dos sapatos caros até o cabelo castanho. Pensando bem, era ruivo. Bom, a luz dos pisca-pisca podia estar me enganando, não dava pra saber. Seu corpo era magro, mas eu podia ver que seu casaco não era folgado nos bíceps, então chutei que ele era forte.
Subi o olhar para o rosto, sorrindo por dentro. Nosso olhar se encontrou e senti um sorriso involuntário tomar conta de mim. Sem tomar uma decisão racional sobre isso, andei até ele e ele até mim. Paramos na frente da barraca do beijo e ele estendeu um objeto pra mim. Peguei, curiosa. Era uma moeda. Sua mão foi brincar com o anel em meu dedo, mas nada estava ali além dos meus dedos inchados.
— Um beijo por um dólar? – soprou, e eu o encarei, trocando o peso de um pé para o outro. Meu equilíbrio andava pior do que o normal nessas últimas semanas.
— É um pouco barato demais, não acha? – questionei, mas meu corpo nem hesitou ao passar os braços em volta do pescoço dele. Queria colar nossos corpos, mas minha barriga já impedia que nos aproximássemos o tanto que eu queria.
Suspirei baixo, observando o rosto do homem que eu amava tanto. Como que para concordar comigo, senti dentro de mim um movimento súbito, um chute suave de dentro pra fora.
— Um beijo pelo meu coração é uma troca mais justa?
Aceitando a sugestão dele com fervor, me rendi e ergui os lábios.
Meu Deus, como eu amo o Natal.
- FIM –
Aaawn, e aqui estamos, no fim dessa shortfic temática de Natal! Espero que tenham gostado desse meu projeto. Deixem recadinhos pra mim!
Caso queiram, no meu perfil tem algumas oneshots e long fics a mais pra lerem nessas férias, hehe. Me coloque no alerta de autor e aguardem mais histórias :)
Um bom ano novo pra todas nós! Desculpem pelo atraso na postagem do capítulo final!
