Esta história é uma adaptação do livro Devoção,
da autora Jessica C. Reed.
Capítulo V
Quando o despertador tocou, eu poderia ter gritado de raiva. Estava bem no meio de um sonho fantástico em que me agarrava com força às costas musculosas, enquanto era devorada por deliciosos lábios macios. Olhei para minha pele nua molhada e o lençol de seda amassado entre as minhas coxas. Mais um segundo e minhas terminações nervosas teriam explodido como poeira estelar. Em vez disso, fui deixada aqui, ofegante e frustrada, e com uma deliciosa dor na parte de baixo de meu corpo.
Era oficial. Aquele Naruto Uzumaki estava assombrando meus sonhos. Quando minha pulsação se reequilibrou de novo, eu me levantei e ajeitei os lençóis o melhor que pude. O que o pessoal do hotel poderia pensar de mim deveria ser a menor das minhas preocupações, mas por algum motivo isso importava, porque eu me preocupava com meu trabalho e minha reputação. Bem no fundo de meu coração eu sabia que fazer sexo durante uma viagem de negócios não passava de uma aventura sem sentido. Se Namikaze fizesse essa proposta, e se por alguma razão estúpida eu não me sentisse capaz de resistir ao seu charme sexy, todo o hotel saberia que eu tinha sucumbido à tentação e me
entregado à luxúria. Eu não queria que ninguém pensasse que Namikaze tinha faturado sua assistente indiscutivelmente profissional logo no primeiro dia. Isso não parecia correto. Mas não foi isso exatamente o que aconteceu lá em casa?
Empurrando o pensamento irritante, embora preciso, para o fundo de meu cérebro, implorei a ele que se tornasse obcecado com alguma outra coisa, ou com outra pessoa... E fracassei. Eu não tinha ouvido um som sequer desde a noite passada quando Naruto me deixara em pé, em frente da minha porta, o que me levou a acreditar que ele era ou muito quieto, ou então não passara a noite em seu quarto. Pode me chamar de palpiteira, mas eu estava pronta a apostar na alternativa B. Ele era do tipo bad boy, isso era claro. Do tipo de homem sobre os quais minha mãe me advertira. Do tipo com quem você passa algum tempo muito divertido e depois esquece, quando volta para casa para viver sua vida aborrecida, enquanto ele vai para a próxima saia que esteja preparada para lhe dar o máximo de diversão.
O único problema era que esse menino mau não seria tão fácil de esquecer, porque nós trabalharíamos juntos. Eu só tinha duas opções: me livrar dele, ou encontrar uma maneira de aliviar os hormônios que me seguiam até mesmo nos sonhos. Desistir de meu emprego não era uma opção, então teria de ser o número dois. Se eu soubesse como parar de ficar me transformando em uma adolescente babando toda vez que ouvisse a voz dele… Talvez as coisas não sejam tão ruins à luz do dia. Os homens tendem a ser mais gostosos quando você está sob a influência dos vapores da cerveja. Eu não estava sob a influência de álcool, portanto Namikaze estaria sem o seu poder. Além disso, ele provavelmente não era tão bonito como eu me lembrava. Se meu tesão passasse logo, eu tinha certeza de que ver suas falhas em plena luz do dia resolveria tudo.
Depois de um rápido banho, vesti o terninho azul-marinho de Ino, prendi meu cabelo em um coque severo e me empoleirei nervosamente no sofá para esperar a chegada de Namikaze. As perguntas não feitas na noite anterior apareceram de volta na minha mente, e eu fiz uma observação mental para obter as respostas para elas de imediato. Primeiro, eu iria descobrir por que ele me contratou, e então nós iríamos estabelecer uma rotina de trabalho e anotar o que ele esperava de mim. Como profissional, nada poderia me intimidar. Absolutamente nada. Nem mesmo seu
corpo magro, musculoso, com barriga de tanquinho, ombros fortes e peito largo. E, é certo, nem mesmo aqueles deslumbrantes olhos azuis, lábios carnudos e rosto bonito.
Ele estava fora dos limites. Proibido de tocar — ou de babar por… Todos, menos ele. Entendido, Hyuuga?
Fiz alguns exercícios de respiração até estabilizar meus batimentos concentrando minha determinação na certeza de que tinha tudo sob controle. Eu pensei que estava indo muito bem... Até que meu corpo fraco me traiu. Meu coração começou a bater um pouco mais forte. Enquanto inspirava e expirava para acalmar meus nervos, a porta se abriu e ele entrou... Quase um metro e noventa de músculos tonificados. Eu sabia que estava corando, mas não pude evitar. Assim como não podia evitar que meus joelhos tremessem. Ainda bem que eu estava sentada, senão eu poderia ter caído de bunda no chão.
Olhando para ele, corri minha língua ao longo de meus lábios de repente ressecados para umedecê-los. Ele parecia tão sexy, vestido com um terno sob medida e uma camisa branca, o botão superior estava aberto e revelava aquele delicioso pedaço de corpo que eu tinha começado a procurar. Seu cabelo loiro e espesso estava brilhando, mas despenteado, e parecia que ele havia acabado de sair do chuveiro sem se incomodar em penteá-lo. Minha vontade era correr os dedos por eles. Sem pensar, cheirei o ar e uma atrevida colônia misturada com um gel de banho destruiu minhas reservas, fazendo-as em pedaços. Aquilo na hora me excitou, me fazendo querer...
Droga! Não foi só meu corpo que me traiu. Minha mente não parava de evocar aquelas imagens de Naruto e eu, juntos, fazendo coisas impertinentes. Mordi o lábio inferior com força, ao mesmo tempo em que lutava contra a vontade de pular no colo dele e enterrar meus dedos em seus cabelos e de arrastá-lo para o sofá, deixando que ele ficasse por cima de mim. Seu peso me prenderia no lugar e...
— Você está bem? Parece um pouco confusa. — Naruto Namikaze sentou-se à minha frente e se inclinou, os braços descansando nas coxas, como que para me inspecionar mais de perto.
Um brilho divertido surgiu em seus diabólicos olhos azuis. O cara era um pedaço de pecado. Se ele fosse o diabo segurando um contrato, este seria o momento em que eu cederia à tentação e entregaria minha alma.
Que fim levara minha capacidade de concentração? Eu me afastei para acrescentar mais alguns centímetros entre nós.
— Eu só fiquei surpresa de você estar tão bem em um terno. — Ele levantou uma sobrancelha.
— Isso foi um elogio, senhorita Hyuuga?
Foi, mas o ego inflado do cara já era tão grande que eu duvidava de que ele coubesse em Manhattan. Eu não ia contribuir para a desgraça da humanidade deixando-o crescer em proporções ainda maiores.
— Na verdade, não. Depois do que você ostentou naquele clube, mesmo uma camisa de lenhador jogada sobre uma calça de malha seria uma grande melhoria.
Meu cérebro só percebeu o que eu tinha acabado de dizer depois de as palavras saírem da minha boca. Eu não só estava me sentindo incapaz de manter o calor do corpo sob controle, como minha boca suja também não podia parar de insultá-lo. Engoli em seco e olhei para ele. Um pedido de desculpas correu para meus lábios.
— Calça de malha, é? — Os olhos dele brilharam. — Se é isso que deixa você excitada, tudo bem, estou disposto a fazer uma tentativa.
Minha respiração travou.
— Sinto muito, senhor Namikaze. Eu não sei o que aconteceu comigo e...
Ele ergueu a mão para me impedir de continuar falando.
— Podemos discutir a programação de hoje tomando o café da manhã. E por favor, me chame de Naruto. Nós vamos ter de trabalhar juntos o dia todo e por todo o tempo, por isso poderia ser muito melhor deixar as formalidades de lado e começar a nos conhecer melhor em todos os sentidos.
Havia aquela coisa de duplo sentido que ele continuava a fazer, ou isso estava apenas na minha cabeça? Pare de colocar palavras na boca do homem, Hyuuga.
— Ótimo. Me chame de Hinata.
Eu sorri e o segui pela porta e para o restaurante no térreo, ciente dos olhares invejosos de cada fêmea pela qual passávamos. Quando Naruto começou a falar sobre meu trabalho e o que ele esperava de mim em um tom de voz eficiente e direto, assumi que esse era seu tom de negócios, então relaxei um pouco e até mesmo consegui engolir algumas mordidas do melhor croissant de
manteiga que já provara. Era apenas um trabalho. Ele era apenas um cara bonito (eu admito, tudo bem, muito além do padrão habitual) que teve a sorte de herdar o gene da gostosura. Eu seria capaz de lidar com ele.
Olhei para os vasos que transbordavam de flores desabrochando, ao enfeitar a calçada em frente à nossa janela, e inalei aquele ar limpo e puro da manhã flutuando pela porta aberta. Bellagio era tão bela e serena que senti que poderia lidar com qualquer coisa... Até Naruto sorrir aquele sorriso torto que gritava problemas. Eu fiz uma careta. Por que seu olhar persistente em mim, e mais persistente do que poderia ser aceitável? Seu olhar mergulhava lentamente dos meus olhos para os meus lábios e, em seguida, para minha camisa — ou pelo menos eu esperava que fosse minha camisa em vez de meus seios — antes de voltar para se encontrar com meus olhos. Meu coração pulou uma batida.
— Você gosta do seu quarto?
Assenti com a cabeça, sem entender a súbita mudança de assunto.
— Hum?
— É bonito.
— Eu quero que você faça suas malas. — Ele se levantou e estendeu a mão para ajudar a me levantar. Eu ignorei.
— Por quê? Para onde eu vou?
— Não há necessidade de desperdiçar dinheiro da empresa em um hotel quando eu possuo uma propriedade no lago. É muito particular. Muito isolado. Tenho certeza de que você vai gostar ainda mais do que daqui.
Ele assinou a conta sobre a mesa e jogou a caneta em cima dela, em seguida, virou-se para mim. Havia perigo brilhando em seus olhos e, por um momento, ele me lembrou de uma águia se aproximando de sua presa. Senti-me como manteiga derretendo sob o olhar sexy repleto de promessas sombrias, pecaminosas e proibidas.
— Você tem meia hora. Acha suficiente? — perguntou Naruto, quebrando nosso contato com os olhos.
— Você poderia ter me dito isso ontem à noite. — respondi, tentando manter minha voz firme.
Tudo o que eu conseguia pensar era em Naruto e eu, sozinhos em um lugar isolado, sem ninguém para incomodar. Ninguém para fazer perguntas. Ninguém que pudesse ver o que estávamos fazendo. Por que essas perspectivas pareciam tão eróticas?
— Eu poderia ter lhe contado, sim. — Seus olhos perfuraram os meus novamente e um lampejo de divertimento brincou em seus lábios. — Mas eu não o fiz.
Minha boca ficou seca enquanto eu tentava ler sua expressão enigmática. Uma voz interior me disse que ele não era tão imprevisível quanto fingia ser. Era apenas um jogo. Mas havia algo sobre ele que me mantinha alerta, à espera de seu próximo movimento, sua próxima reação, sua próxima palavra, qualquer coisa que denunciasse o que estava passando por essa mente maldita. Ou ele gostava de manter seus empregados vigilantes, ou isso não era nada, a não ser um experimento para testar minha paciência, devoção, e, por consequência, minha aptidão para o trabalho.
Ergui meu queixo um pouco e o encarei. Ele poderia testar tudo o que quisesse. Eu nasci para fazer este trabalho, e nada do que ele dissesse ou fizesse iria quebrar minha determinação. Naruto olhou para o relógio, sinalizando que estava desperdiçando seu tempo.
— Estarei de volta em vinte minutos.
Corri para arrumar as coisas, meu coração pulsando na garganta. Privado e isolado são dois adjetivos que prefiro evitar com Naruto Namikaze por perto, e ainda assim lá estava eu, correndo para fazer o que ele mandou, em vez de protestar e insistir para me deixar ficar, mesmo que isso significasse pagar pelo quarto do próprio bolso. Você poderia bancar isso? Eu sorri. Não, não é provável.
Quando passei por um espelho na sala, percebi quão incrivelmente ridícula eu parecia com aquele sorriso no rosto. Não há nada para lhe deixar assim animada, Hyuuga. É apenas um trabalho. Um trabalho pelo qual você recebe um salário. Por algum motivo eu não conseguia afastar a sensação de que passar um tempo com Naruto teria um preço, e que mais cedo ou mais tarde eu precisaria decidir se valeria a pena, ou não.
A relutância de Naruto em se envolver em uma grande conversa sobre negócios, em vez de se concentrar na estrada à frente era compreensível, uma vez que nós estávamos presos em seu conversível Lamborghini avançando pelas mais estreitas e sinuosas estradinhas que eu já tinha visto. Eu teria literalmente feito xixi nas calças se estivesse sentada no banco do motorista, e
estava agradecida pelo fato de que ter de dirigir não parecia fazer parte das minhas funções no trabalho.
Durante a meia hora da viagem de carro, ele manteve a conversa metódica, porém concentrada em meus deveres como sua assistente pessoal. Explicou que nosso trabalho ali se ligava a um acordo que girava em torno de milhões, contudo, continuou de bico fechado quanto aos detalhes. Ele me falou uma lista curta de nomes importantes para lembrar e uma relação ainda maior de nomes de pessoas pelas quais não queria ser incomodado. Sua voz profunda e suave continuou evocando as imagens erradas na minha mente, então fiquei silenciosa, enquanto tentava me concentrar em suas instruções.
Já estávamos no final da manhã quando ele enfim tomou uma curva acentuada e estacionou o carro, e então abriu a porta do carro para mim. Saí devagar, tomando cuidado ao pisar no cascalho da entrada de carros.
— O que você acha? — perguntou Naruto.
Inalar o ar temperado com o cheiro de árvores, com água e luz do sol me fez girar lentamente num círculo enquanto tentava apreciar a paisagem pitoresca que se estendia à nossa frente. Para mim, ser profissional significava não deixar as emoções aflorarem. Mas de que forma eu poderia manter a calma com montanhas cobertas de neve circundando o cintilante lago como se fosse
um pano de fundo, a hera escalando as laterais da varanda e flores a desabrochar aos meus pés?
— Amei... — sussurrei, porque nenhuma outra palavra poderia transmitir o que senti.
Minha resposta pareceu agradá-lo, porque ele sorriu. Enquanto segurava a porta aberta da casa para que eu pudesse entrar, pensei ter visto um brilho de luxúria em seus deslumbrantes olhos azuis.
— Por favor, entre. — disse Naruto, ainda olhando para mim.
Eu assenti com a cabeça, incapaz de falar um simples "obrigada" sob o feitiço de seu olhar. O que Naruto tinha chamado de "sua propriedade" era na realidade uma casa de três andares, construída em um local isolado, com vista para o lago e a praia abaixo. Enquanto passava de um imaculado cômodo para o próximo, eu podia sentir o cheiro sensual de lavanda, rosas e outras fragrâncias que
normalmente só encontramos naqueles caros frascos de eau de toilette. Finalmente, paramos no pátio com vista para o lago.
— Este é o meu cenário favorito no mundo. — Naruto sussurrou em meu ouvido.
Virei minha cabeça para olhar para ele, esperando que estivesse olhando para a paisagem em frente, e foi uma surpresa perceber seus olhos focados em mim. Seu olhar quente penetrou no tecido de algodão do meu terno e muitos arrepios foram enviados pela minha espinha abaixo. Eu congelei no lugar, enquanto todo o resto desaparecia no nada. Seus lábios estavam entreabertos. Sua língua deixou um cintilante rastro molhado onde tocara em seus lábios. Olhei para aqueles lábios tentando lembrar-me de como seria o sabor. Qual seria o cheiro de sua pele? Notei como tudo havia ficado silencioso. Como seu olhar parecia permanecer colado em mim. Como seus dedos se acomodaram na parte inferior das minhas costas. Alguns momentos depois, ele inclinou-se para frente até que
sua respiração quente acariciou o canto da minha boca. Estávamos tão perto. Centímetros de distância. Meu olhar ficou focado em seus lábios, suplicando-lhes para me beijar. Um momento passou, depois outro. Minha respiração ficou presa na minha garganta com antecipação.
—Você tem um cheiro ótimo. — sussurrou ele, sua voz profunda transformando meus joelhos em creme derretido.
O cheiro do seu corpo e a sensação de sua respiração na minha pele enviavam um tremor pelo meu corpo, balançando-me por dentro. Eu ansiava por tocá-lo, mas, ainda assim, não cedi ao forte desejo. E então ele se afastou. Eu soltei a respiração que não tinha percebido que estava segurando.
— Deixe-me mostrar-lhe o escritório. — disse Naruto.
A voz dele estava de volta à sua indiferença habitual, e sua expressão era casual, amigável, porém distante. Como poderia esse homem não estar afetado quando eu estava fervendo de desejo por dentro? Talvez ele não fosse atraído por mim como eu era por ele. A mágoa gerada por esse pensamento me atingiu, em especial porque nenhum outro homem tinha feito eu me sentir assim. Eu não conseguia entendê-lo, o que me assustava demais, porque eu não tinha ideia de como reagir a isso.
Ele agarrou minha mão e me puxou para a sala de estar, completamente inconsciente da corrente elétrica perfurando minha pele onde seus dedos tinham me tocado. Enquanto eu o seguia um passo atrás, mal conseguia evitar tropeçar nos sofás de couro branco que foram dispostos em frente de uma enorme lareira. Eu precisava passar por cima dessa atração ridícula por ele antes que fizesse papel de boba. E deveria começar a fazer isso de imediato, concentrando-me em outras coisas, como no design de interiores.
Os pisos eram marfim claro com apenas o toque de cor na forma de tapetes grossos e vasos de mármore repletos de deslumbrantes buquês de flores. A grande pintura abstrata em vários tons de vermelho pendurada sobre a lareira parecia familiar. Havia pinturas similares, porém menores em
tamanho, penduradas no corredor.
— É aqui. — disse Naruto ao abrir uma porta.
Tomando cuidado para não tocar nele, entrei no escritório iluminado, mas pequeno, com duas mesas colocadas uma em frente à outra. Em cima de uma delas havia um notebook, um telefone, canetas, um caderno e nada mais.
— Espero que você não se importe em passar tanto tempo comigo. — disse Naruto. — Prometo que a tratarei bem e que não serei duro com você... — Seu tom fluía divertimento quando ele acrescentou: — ... A menos que prefira assim.
Minhas bochechas queimaram. Eu me virei para que ele não percebesse meu pânico. Estarmos juntos nessa casa isolada já era ruim suficiente, mas nós estaríamos basicamente sentados um no colo do outro. Como eu poderia desligar o fluxo constante de emoções ardentes que me inundavam toda vez que ele sorrisse para mim? Como eu poderia trabalhar com ele obstruindo minha visão e mantendo minha mente ocupada o dia todo?
