Sonho de muita fã de CDZ que me dei ao luxo de viver, nem que seja só no papel. Já li outros fics com a temática e sempre acho divertido. Como já salientei em outros fics, não sigo a cronologia do anime/mangá até mesmo por achar certas idades incompatíveis com a aparência da personagem. Para esse fic considerei que, no lugar dos seus 30 anos, comemorados em 2016, o mangá e o anime, que no fic foram lançados quase juntos, estariam fazendo 10 anos. Os eventos vividos (santuário, hades, hilda, poseidon, SOG, ocorreram) no anime se deram há 12 anos. Na atualidade Camus está com 32 anos, Milo 31, Saga e Kanon têm 40, os cavaleiros de bronze entre 27 e 28 anos, Saori 25. Como Camus irá salientar, o anime é exagerado, para criar a ideia de desenho e até afastar da realidade, portando, ninguém nunca morreu, apenas batalhas foram perdidas e, no caso de Hades, alguns cavaleiros atuaram como espiões e não como espectros ressuscitados, fiz isso para dar um caráter de realismo para a trama, mas fato é que os eventos do anime em nada influenciarão no enredo desenvolvido.
Não posso deixar de dizer que, além de não ter qualquer intuito econômico com o fanfic, nenhum personagem original de Cavaleiros do Zodíaco me pertence.
E se fosse verdade!...
Capítulo 1
Era a terceira noite seguida, não que sonhar com aqueles belos olhos azuis e tudo o mais de perfeito que aquele homem tinha não fosse uma coisa muito prazerosa, mas ela realmente começa a questionar sobre seu nível de carência. Considerava-se uma mulher bonita, nada muito especial, mas com bom aspecto, um corpo apreciável e com cabelos hoje já completamente domados. Com esse pensamento era queria se convencer de que os sonhos constantes não eram frutos de uma mente com problemas de estima. Tudo bem que seu último namorado a tivesse deixado com a cabeça pesada, mas ainda assim não havia sido algo tão dramático e a vida prometia ser fabulosa no curso de pós-graduação recém iniciado. Assim como na faculdade de Arquitetura a coisa prometia, poucas mulheres, muito homens, alguns bem interessantes, porque então não se fixar em homens reais, concretos...
O problema não se resumia aos sonhos, o tal rapaz não a cercava apenas durante as noites, mas vinha se tornando uma obsessão diária, horária, "seguntária"... Por vezes não se via pensado nele, mas pensando como se fosse ele e nem mesmo com as fanfics publicadas no último mês eram capazes de diminuir a intensidade dos pensamentos.
Pensou mesmo que o ato de escrever logo a faria enjoar, como sempre acontecia, e logo aquele lindo lourinho da sua sala seria o centro de sua atenção. Mas não estava surtindo efeito. Pior! Escrever parecia tornar a obsessão ainda mais forte, quase como se ela tivesse nascido para falar dele, escrever sobre ele, e desvendá-lo para todos.
Essa era sem dúvida a sensação mais entranha! Ela jurava que poderia dizer, com segurança, que nem mesmo Massami Kurumada conhecia mais Camus de Aquário do que ela, Annely Luana Raccos! E era capaz de garantir, em qualquer fórum, para quem quisesse, que o nome dele era Louis Philipe Camus Stonehaven. Sim! Ele tinha uma ascendência inglesa, por parte de pai, embora fisicamente fosse mais parecido com os homens da família de sua mãe. Por sinal a família da mãe, tradicionalíssima, havia participado da nobreza francesa e somente não foram extintos junto à Revolução porque à época, anos antes do movimento burguês, parte da família mudara-se para um longínquo país gelado.
Riu de si mesma! Por Deus, ela agia como se de fato aquele homem existisse e isso era absolutamente ridículo! Sem contar que com 26 anos ela já estava meio velha para se deixar levar por fantasias. Procuraria um médico, isso sim! Devia ser reflexo do trabalho no escritório pela boa procura por projetos e poucos ajudantes. Devia ser qualquer coisa, aquilo só não era normal!
Talvez se ela conversasse abertamente com uma amiga... Alguém que compartilhava do mesmo lazer que ela e que talvez já tivesse passado por algo semelhante... Isso! July iria acalmá-la e dizer que tudo era apenas estresse fruto do ano dedicado ao empreendimento ainda novo, mas que muito demandava. E havia a viagem que fariam para Grécia para um grande encontro de fãs do desenho. Logicamente a expectativa estava deixando seus neurônios em frangalhos.
Já mais animada e se sentindo quase normal ela se sentou de frente ao notebook logo contatando a amiga:
"Ju, cê tá ai?"
Minutos intermináveis até que a resposta veio:
"Tô sim, mas vou te pedir uma coisa! Não fale nada de Cavaleiros comigo, acho que estou surtando..."
Annely olhou surpresa para a resposta da amiga.
"Como assim?!"
"Sei lá, Nely, tem alguma coisa esquisita comigo, isso já tem uns dias. Acho que estou ficando obcecada, não sei definir... Estou que nem o menino do Sexto Sentido...Vejo o Saga? Quando? O tempo todo! Parece que nem sou eu pensando, que é ele, estou assustada! Entrei aqui apenas para fazer uma pesquisa sobre crises obsessivas."
Annely não conteve o choque. Como aquilo era possível? Como a amiga poderia estar passando pelo mesmos estranhos sintomas que ela? Aquilo fazia com que tudo ficasse ainda mais estranho e preocupante. Nuca havia ouvido falar que doenças mentais podiam ser transmitidas. O que mais explicaria as duas estarem com o mesmo problema?
"Cê ta falando sério?"
"Seriíssimo"
"Ju, tem algo estranho, muito estranho mesmo, porque eu estou com o mesmo problema em relação ao Camus... Não é o tempo todo, mas o pensamento está lá, latente! Entrei justamente para conversar sobre isso com você! Estou incomodada de verdade!"
"Devemos estar com o mesmo problema! Deve ser uma nova doença ligada com vícios virtuais, estresse... Só pode! E tem a viagem, estamos ansiosas..."
Annely mordeu o lábio nervosa! Será que estavam doentes? O fato é que aquilo estava começando a atrapalhar até mesmo o seu trabalho. Estava no meio de um projeto e se via discutindo mentalmente com o Milo de Escorpião, ficava completamente distraída! Iria buscar ajuda médica, sua vida não podia ficar daquele jeito, se trataria como uma drogada! Pois era assim que estava se sentido.
Trocou mais umas ideias com a amiga, coisas tolas, para tentar acalmar ambas, nesse meio tempo July não achou nada que poderia justificar o problema delas, salvo estudos sobre RPG e confusão entre realidade e fantasia. Fato era que a conclusão era a mesma, apenas tratamento médico psiquiátrico poderia ajudar.
Mais tarde, naquela mesma noite, Annely deu uma última checada em seus e-mails quando viu o e-mail de Luna, outra aficionada por "Cavaleiros". No e-mail a jovem, além de confirmar que também estava com a passagem comprada para Grécia, um mês inteirinho naquele paraíso terrestre, reclamava estar sofrendo do mesmo quadro estranho que Annely e Juliane estavam passando, mas no caso o problema dela era a mente do cavaleiro de Escorpião. Era a comprovação, sem dúvida, tratava-se de uma epidemia.
Muito distante dali...
- Sabe, eu acho que não está te fazendo bem passar a madrugada toda lendo essas coisas!
- Não faço por prazer, tenho que encontrar as entrelinhas desses textos. Milo, a garota sabe meu nome, o nome completo! E sabe também o nome do pai! Sabe que ele é duque!
- Bem, isso não é tão estranho assim, quero dizer, qualquer pesquisa o google sobre o duque de Norfolk revela o nome do seu pai e de toda sua família...
- Até ai tudo bem! Mas como me relacionar a esse nome? Sempre ficou claro que o mangá e o anime jamais revelariam coisas que pudessem nos ligar à vida real. A própria estória é excessivamente exagerada para desvincular da realidade. Como ela conseguiu fazer uma ligação tão precisa?! Estamos sendo espionados, Milo, e eu vou acha-la, ou ele...
Milo deu um sorriso maldoso antes de continuar:
- Se for ele, ele tem uma tara estranha por você! Quer saber?! Acho que é alguém daqui de dentro mesmo que quer trolar com a gente! Uma amazona, ou até mesmo um aprendiz que tem paixão pelo mestrinho dele! Quem sabe o Hyoga?!
- Milo! Não seja ridículo!
- Tá! Sei que o Hyoga é como você, adora uma loira aguada! Mas você está se descabelando à toa. Escuta o que eu digo, é alguém que quer apenas nos desestabilizar. Sabe que não somos muito queridos pelos cavaleiros inferiores!
- Mesmo aqui no Santuário poucas pessoas sabem das nossas vidas particulares! Alguém está deliberadamente soltado essas informações por meio desses fics, e logo nossos inimigos farão as mesmas relações.
Se o problema fosse apenas aquele, ele não estaria tão empenhado em descobrir a verdade por detrás daqueles textos. Fato era que ele estava realmente assustado. Ele sentia que podia entrar na mente da pessoa que escrevia aqueles fics, especificamente, e, o pior, tinha a nítida sensação que a pessoa podia fazer a mesma coisa com a mente dele. Com que espécie de inimigo estariam lidando agora? Shaka havia ficado de tentar descobrir algo sobre poderes de tal natureza, de tamanho controle mental. Não era apenas uma técnica de leitura de mentes, era como se sua mente estivesse cruzada com a dessa pessoa que ele duvidava ser apenas uma jovem arquiteta cheia de serviço, embora fosse isso que seus pensamentos insistiam em mostrar.
Ele não aguentava mais se vê redecorando seu quarto e reposicionando objetos. Para ele, essa pessoa tinha uma técnica muito avançada de controle mental de forma que ela conseguia entrar em seus pensamentos, mas ele via apenas o que ela queria que fosse mostrado, fazendo-o acreditar que tudo era uma banalidade, como Milo queria fazê-lo crer. Ele até fazia uma ideia de como ela era, pelos pensamentos que tinha, mas imagens não vinham nítidas, apenas as informações do pensamento é que tinham clareza.
- Milo, ela entra em minha mente!
- Ela está em sua mente porque você não para de ler isso! Claro que está te afetando, você começa a ver coisas onde não tem. E o que sabe sobre ela não é nada demais, você sabe que ela é arquiteta porque viu isso no seu perfil no site de fics, o que tem demais? Você tá deixando isso te descontrolar!
- Você está me enlouquecendo mais que a porra desta situação, ela consegue saber coisas sobre mim, como meu nome, mas eu não sei nada sobre ela, nem mesmo o nome, porque acho que ela escreve usando um pseudônimo!
- Mais uma prova de que isso tudo é uma neurose sua! Sabe, normalmente eu sou o paranoico. Eu só estou fazendo seu papel, tentando te chamar à realidade!
Camus respirou fundo! Talvez Milo estivesse certo, mas sua intuição dizia que não. Eram muitos os pequenos detalhes que ela sabia, não podia negar que até aquele momento ela não havia revelado nada de muito preocupante, mas ainda assim eram detalhes que poucos sabiam e que assim deveria continuar sendo!
Ele se levantou tirou os óculos de leitura e coçou os olhos, estava cansando! Mas ainda queria argumentar um último ponto com o amigo. Precisava de Milo ao seu lado, com ambos determinados a esclarecer tudo definitivamente.
- E a Luna, Milo?!
Milo, sem nem mesmo saber o porquê, sentiu o coração se esquentar como se pudesse entrar em chamas. Não gostava de falar daquela menina, na verdade não gostava de falar desses fics chatos que a maioria das vezes o descrevia como uma bicha loura e louca pelo Camus! Credo! Apenas a menção do nome da jovem o fazia sentir o estranho sintoma no coração.
- É apenas mais uma dessas desocupadas que se põem a escrever fantasias, pois devem ser um bando de feias desiludidas! E você perdendo seu tempo!
- De fato, não temos como saber como ela é, pois seu perfil também não tem fotos. Mas ela também entra em detalhes seus que ninguém sabe...
- Bobeiras, coisas fácies de serem imaginadas!
- Tatuagem de escorpião da virilha, unha do pé encravada, colação dos livros do Harry Potter...
- VIU! Um monte de bobeira!
- Mas como ela é imaginativa...
- Não venha plantar sua neurose em mim!
Milo começava a sentir mal. O coração ficando mais quente. Começou a andar de um lado para outro, mandado Camus parar de falar aquelas coisas, que era tudo como ele pensava, apenas alguém de dentro do Santuário querendo perturbá-los, pois muitos sabiam que Camus era o responsável por monitorar tudo que era publicado sobre eles por meios não oficiais.
Para ele o perfil da tal de Luana era fake, e ela não existia! Camus era mestre em fazer pequenos inimigos, pois era metódico, chato e cheio de cismas, e, para Milo, alguém finalmente havia encontrado uma forma de se vingar.
Camus percebeu que Milo tocava insistentemente o coração. De novo aquilo! E mais uma coincidência bizarra... Aquilo começou junto com as fics da tal de Luna!
- Fica calmo, Milo! Você já foi ao hospital saber o que é isso!
- Isso é você me deixando nervoso com essas bobagens!
Milo não queria reconhecer, mas algumas vezes ele até achava que o amigo tinha pontos de razão! Aquele calor no coração se relacionava diretamente com tal Luna, e ela nem havia escrito nada realmente relevante sobre ele. Mas ele pensava muito nela, mesmo que não admitisse, e sentia que por vezes ela estava a passear por sua mente e talvez, ele pela dela. Fato era que aquilo era desconcertante e a ideia de que não eram tão intocáveis como pensavam assustava.
Camus fez com que ele se sentasse e se sentou a sua frente.
- Isso pode ser sério, não deveria negligenciar...
- Nunca vi um cavaleiro morrer de infarto!
- E eu espero que eu não veja! O que está sentido?
- É como se meu coração estivesse pegando fogo! Não é dor, é uma chama ardente.
Camus levantou de leve uma das sobrancelhas e pensou em algo bobo, mas que talvez funcionasse.
- Bem, se o problema é calor, vamos tentar isso! - Como se já tivesse feito aquilo antes, e várias vezes, ele simplesmente tocou o amigo na área do coração e lhe "aplicou" um pouco do seu cosmo gelado. Milo sentiu um alívio imediato.
- Se sente melhor?
- Muito! Como se nem tivesse acontecido! - Milo se levantou, sentia um pouco constrangido com aquele tipo de intimidade, mas o fato é que sempre se sentiu ligado a Camus, como se essa ligação fosse muito, muito antiga! Irmão de alma, era assim que se sentia em relação a ele.
Ele rumou para saída da biblioteca onde o cavaleiro de Aquário havia passado quase toda noite. Antes de sair, se voltou para o amigo:
- Pelo visto não vou precisar de um médico se estiver perto de você! Vá dormir, cara, falta de sono causa alucinações!
Antes mesmo de Milo passar pela porta, ele quase foi que atropelado por Saga que adentrava o recinto quase que transtornado.
- Camus, você não está monitorando esses fics com o rigor que devia!
O ex-cavaleiro de gêmeos e atual Vice-Mestre vinha carregando o tablet e o colocou na mesa diante do aquariano, já atolada de fics impressas.
- Olha isso! Uma tal de July-chan vem escrevendo coisas muito estranhas sobre mim!
- Você é estranho, nada mais natural! - Disse Milo voltado a entrar na Biblioteca.
Saga o olhou com desprezo e continuou a conversar com Camus.
- Veja bem! Não faz nem um mês que eu comecei a planejar uma viagem para a Alemanha. E ela está aqui descrevendo meu roteiro com detalhes.
- E não é apenas isso, ele descreve uma... - O cavaleiro de repente de se sente constrangido, como revelar aquilo sem colocar em dúvida sua sanidade e sua capacidade como cavaleiro?!
Milo já havia se apossado do tablet e ao ler a passagem destacada pelo geminiano quase caiu de tanto rir.
- Nossa, era assim que você ficava quando discutia com seu outro eu?! Nossa, Saga, olhando bem agora, você tá cheio de hematomas e eu sei que você não faz mais treinos físicos devido à posição de Vice-Mestre...
O cavaleiro ficou lívido com o comentário do escorpiano. A reação foi facilmente percebida pelos outros dois.
- O que ela descreveu é real, não é?! Ele está ai, em algum lugar! - Camus perguntou tranquilamente.
- Eu sei me controlar!
- Tô, vendo! Qual a próxima solução, se lançar de cabeça da parede! - Milo disse sério.
- Saga, você tem que conversar com Shion e com Atena, essa posição de Vice-Mestre pode afetar sua sanidade. O poder é o ativador do seu lado negro!
Camus e Milo presenciaram algo que jamais imaginaram ver. Saga se sentou com a cabeça baixa, desanimado, como se sentisse derrotado. Com uma voz pouco audível ele tentou se explicar:
- Eu estava conseguindo controlar, estava mesmo! Mas vocês não sabem, ele, ele gosta de ruivas, e de uns tempos para cá eu tenho sonhado muito com uma ruiva professora de primário. Eu não sei por que, mas desde que esses sonhos começaram ele voltou a me perturbar!
- Saga, ele é você, quando aceitar isso vai conseguir controlá-lo melhor que se esmurrando! – Camus ponderou.
- Acho que ele não quer poder! Ele quer a ruiva!
- July-chan, Luana, Luna... Todas escritoras e todas amigas! Elas se colocam uma como personagem da outra nas fics que escrevem! A Luana sempre descrita com o nome de Annely, July é Juliane, a Luna aparentemente usa o mesmo nome em suas personagens... E essas personagens estão sempre ligadas emocionalmente conosco, nos três aqui. Coincidências! - Camus olhou profundamente para os dois a sua frente - Eu acho que não!
Milo e Saga também se olharam. Pensaram em espionagem, brincadeira de mau gosto, mas agora eles se viam perante a possibilidade de estarem enfrentado um inimigo poderoso e muito perigoso.
- Alguém está agindo, e já conseguiu despertar Ares, temos que reunir os demais e pensar em como vamos enfrentar isso, seja lá o que, e quem for!
Concordando com o aquariano os três deixaram a biblioteca determinados a encontrar respostas.
Quem também estava atrás de respostas eram as jovens objeto das interpelações dos cavaleiros. Procuraram médicos, psiquiátricas, pessoas especializadas em vícios de internet. Fizeram ressonâncias, tomografias, foram a centro de macumba para benzer! Nada! A coisa parecia piorar e ninguém dava uma resposta satisfatória. Pelo menos uma resposta foi unânime, talvez tudo não passasse de uma grande crise de ansiedade pela expectativa da viagem que fariam. Uma vez que estivessem lá, descansariam suas mentes e a estranha situação sumiria por ela mesma. Assim, uma semana depois lá estavam elas rumo à bela Grécia!
CONTINUA...
