Notas do cap: E com esse conto postado hoje ficamos na contagem certa pro de número 12 cair no Natal. Originalmente eu pensei em fazer uma paródia do conto O pinheirinho, de Hans Christian, já que no epi 11 o Iyami faz paródia da Pequena Vendedora de Fósforos do mesmo autor. Mas considerando que se eu não me segurar vira drama, mudei para outra coisa.
Boa leitura! Que papai Noel elimine todos vocês 8D
Italico - flashback
Hou-hou-housomatsu! – by Anjo Setsuna
Conto 7
"A sétima coisa que mais odeio no Natal
É morrer no frio
Troca de presentes
Love hotel
Encontros
Casais
Bolos Natalinos
E não ter nada para fazer"
Ichimatsu acordou meio atordoado, tudo que lembrava era de um enorme clarão no beco dos gatos, um deles correndo e barulho de buzina. Sentiu um formigamento incômodo na mão, uma sensação de frio terrível tomou conta de si e quis correr, mas sentiu o corpo cair na neve de dezembro, como se não obedecesse ao seu comando.
- Miau! Miau... miiaaaaaaaau mi...
Seu coração palpitou, gatinhos miando sempre derretiam seu coração, principalmente quando miavam rouco e fraco daquele jeito. Procurou de onde vinha o som, tentou andar novamente, dessa vez com mais sucesso.
- Miau!
Novamente o miado, a neve fria incomodava tanto que não conseguia pensar. Logo sentiu um abraço quente e se assustou.
- Hey, my little cat! Tudo bem? Ai!
Ichimatsu mordeu automaticamente ao ouvir aquela voz, caiu no chão e se deu conta das pequenas patinhas cinzentas a sua frente, o pânico tomou conta de si ao perceber que os miados saiam de sua boca. Tentou fugir, mas novamente suas patas perderam a força.
- Ei, ei, calma aí gatinho, você não parece bem, tão magrinho, vamos ali no Chibita comer!
Se debatia dentro da jaqueta escura de Karamatsu, logo o cansaço venceu e ficou quieto apreciando o calor que o corpo de seu irmão emanava, era bem melhor que o frio da neve, definitivamente. Sentiu o cheiro gostoso da barraca de oden, cheirou um pedaço que ganhara, comeu com pouca vontade e novamente se aninhara debaixo da jaqueta de Karamatsu. Logo o sono venceu e adormeceu.
- Ei amiguinhos, hora da sardinha. Isso, isso, comam tudo. Ei novato, não precisa fugir pra rua, vem cá!
Ichimatsu correu atrás de um dos gatos do beco, gostava de fazer amigos novos, a felicidade foi tanta que esqueceu do trânsito movimentado da época de Natal. O gato cinzento seria atropelado na certa, sem pensar correu para pega-lo e tudo que pode fazer foi escutar a buzina do caminhão se aproximando. Fechou os olhos esperando o baque e perdeu a consciência por sabe se lá quanto tempo. Enquanto estava desacordado sonhou com um gato cinza falante, as palavras beijo, agradecimento, nova chance eram sussurradas repetidas vezes. Logo um frio intenso tomou conta de si. E ele odiava o frio, não pensou que morreria assim.
- Deu pra criar gato agora, Karamatsu?
- Não Chibita, mas ele tava miando tão dolorido, parecia uma donzela em perigo. E amanhã é Natal, nada como um ato de caridade.
- Você sabe que ele é macho né, idiota?
Karamatsu ajustou os óculos sem graça, afirmando com a cabeça que sabia. Ele fez um pequeno cafuné na cabeça do gatinho que dormia no banco ao lado do seu, pensando que ele lhe lembrava alguém importante. Talvez não fosse tão importante assim, já que por mais que se esforçasse o rosto lhe fugia da memória, mas pensar nisso lhe dava uma dor desconhecida no peito.
- Tá infartando por acaso?
- Ahm? Ah não, não. Só uma coceira debaixo da camiseta, deve ser pelo do bichano.
- Por que não foi no goukon com seus irmãos?
- Tinha goukon? – Chibita fez cara de pena – Ah é, tinha goukon. Mas veja bem, meu caminho foi desviado por esse pobre gatinho. Ei Chibita, o que é essa plantinha pendurada?
- Galho de azevinho, seu idiota. Um casal que passou mais cedo na barraca colou aí.
- Ah, aquela do beijo nos filmes?
- Beijo?
- É, você sabe, dizem que quem tiver debaixo dela tem que beijar pra não ter azar no amor.
- É?– Chibita olhou desconfiado para o homem a sua frente. – Pra seu azar, não tem ninguém debaixo do galho com você. Eu estou do lado de cá da barraca, he.
- Ah, no problem. Eu tenho o my little cat aqui. – sorriu sapeca.
- Ei! Eu te disse que ele é...
Karamatsu ergueu o felino do banco e deu um delicado beijo no focinho. Uma luz estranha emanou do corpo do gato, cegando momentaneamente os dois homens.
- Macho...
- Eu vou te matar Merdamatsu!
Fim.
Notas de fim: Um plot bem clichezinho, mas que adorei escrever, afinal KaraxIchi é amor. Mas um dia ainda quero escrever um KaraxBita. Azevinho salvando vidas gente!
