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Capítulo 12 – Jessica

~ Jessica ~

A primeira vez em que coloquei meus olhos em Edward Cullen, eu sabia que estava apaixonada. Ele era absolutamente lindo, alto, moreno e sexy, se você sabe o que eu quero dizer. Foi em uma festa fora do campus no primeiro mês, ou logo depois, do início da faculdade.

Minha amiga Ângela arrastou-me para a festa e, no começo, eu fiquei realmente irritada. Eu preferia muito mais os clubes a essas festas cafonas em casas, mas, rapaz, eu fiquei feliz naquela noite.

Ele estava encostado a uma parede, conversando com seus amigos, e eu fiquei hipnotizada. Ele tinha aquele olhar rude, não realmente um rapaz bonito, embora ele fosse a coisa mais linda que eu já tinha visto. Seu cabelo era uma bagunça selvagem e castanha, mas parecia que havia sido beijado pelo sol, fazendo-o parecer mais um tom de bronze. Seu rosto era literalmente perfeito. Era como um maldito anjo. Eu o observei atentamente a noite toda, aproximando-me dele aos poucos. Eu finalmente chamei sua atenção e ele deu-me um sorriso sexy e foi isso. Eu estava perdida. Eu sabia que não haveria mais ninguém para mim. Ele era meu.

Nós namoramos por um tempo, foi realmente indo e voltando. Eu ficava realmente irritada e nós terminávamos por qualquer merda estúpida. Era principalmente por causa de sair. Ele NUNCA queria sair. Quero dizer, ele era fodidamente rico e poderia esbanjar de vez em quando com um jantar, ou algo assim. Mas não, nós só ficávamos na casa dele ou na minha. Comecei a me perguntar se era apenas sexo, o que a princípio estava bom porque era fodidamente fantástico. Esse garoto sabe o que diabos está fazendo. Só que não era suficiente para mim. Eu soube imediatamente que eu o queria, e estava disposta a fazer qualquer coisa para conseguir.

Ele finalmente se distanciou de mim completamente. Eu fiquei tão fodidamente irritada! Então ele se mudou e não me disse, e essa merda eu não aturaria. Comecei a me tornar presente na área, esperando por ele, mas era como se ele fosse um eremita, ou algo assim. Então eu tive a sensação horrível de que ele tinha encontrado alguém, então eu reforcei as coisas e comecei a trabalhar para estar de volta em sua vida. Comecei a frequentar todas as festas no seu prédio e aqueles que o rodeavam. Eu os seguia todas as sextas e sábados à noite. Foi em uma dessas noites que eu fiquei com Tyler Crowley. Ele era quente e tinha um beijo decente e tudo, mas ele era apenas um peão. Fui morar com ele depois de sairmos por um par de semanas, e não poderia ter sido mais perfeito. Eu estava exatamente na porta ao lado e podia ver Edward todos os dias. Meu plano estava lentamente entrando nos eixos.

Uma noite, quando Tyler voltou para casa, comecei uma briga enorme com ele. Eu disse a ele que estava dormindo com outra pessoa e o incitei a me colocar para fora. Eu me tranquei no banheiro e dei-me um olho roxo e arranhei meus braços e pescoço. Arrumei minhas coisas e apareci na porta da casa de Edward. Eu sabia que este era um plano infalível, ele era muito cavalheiro para virar as costas para uma mulher em necessidade.

Eu fiz o papel, sem ter para onde ir, sem dinheiro, sem ninguém para me ajudar. Ele caiu direitinho. Ele deu-me seu quarto de hóspedes, e eu estava dentro. Eu nunca iria embora. Era perfeito estar sob o mesmo teto com ele. Não demorou muito tempo para nós retomarmos de onde paramos. Eu sabia que ele nunca poderia me negar. Neste ponto, tinha que funcionar, eu tinha abandonado a faculdade depois do meu segundo semestre em liberdade condicional acadêmica e não tinha certeza de quanto tempo eu poderia me manter em Hanover. Eu não correria para casa com o meu rabo entre as pernas sem o meu homem.

Eu estava realmente ansiosa para a pausa de Natal. Isso daria a Edward e eu o tempo sozinhos que precisávamos. Tempo de qualidade. E então tudo começou a desmoronar.

Quando eu acordei e não encontrei Edward, fiquei preocupada. Ele não tinha dito nada sobre ter quaisquer planos para o fim de semana. Eu estava esperando que pudéssemos nos juntar a Ângela e Ben na casa do pai de Ben em Vermont para o fim de semana. Eu sei que eu mencionei a viagem de esqui várias vezes, e eu tinha certeza que ele havia concordado em ir. Peguei o telefone para ligar para ele, deixando-o tocar por alguns minutos, apenas para tê-lo indo direto para a caixa postal.

"Edward, querido, é Jess! Eu só estava querendo saber onde você estava... você desapareceu esta manhã, e eu só queria ter certeza que você lembrou do nosso fim de semana... então, ligue-me de volta, eu seguirei e arrumarei nossas malas. Vejo você em breve. Te amo! Tchau".

Desliguei e voltei para o meu quarto para começar a fazer as malas. Arrastei minha mala para fora do armário do corredor e a coloquei aberta na minha cama. Peguei várias blusas e jeans e minha jaqueta grossa de esqui. Fui até a cômoda para pegar meu pijama e o joguei na cama. Abri minha gaveta de calcinhas e tirei o meu novo "presente" para Edward. Eu sabia que ele morreria quando visse em mim. Eu tinha comprado centenas de dólares em lingerie novas especificamente para esta viagem quando Ângela e eu tínhamos ido a Nova York para visitar seus pais no mês passado.

O artigo mais importante seria guardado para amanhã à noite. Era um belo sutiã vermelho de cetim e renda e calcinha combinando, com cinta-liga e meias pretas. Esta seria a roupa na qual eu queria que ele me visse quando eu dissesse a ele que eu era apaixonada por ele e queria que nós déssemos o próximo passo em nosso relacionamento.

Nós éramos basicamente exclusivos, mesmo que nós nunca realmente tivéssemos tido essa discussão. Eu sabia que eu sou a única mulher em sua vida, mas acho que ele está com receio de avançar. Nós estivemos juntos por tanto tempo, e nossa situação é confortável e eu amava como as coisas eram, mas eu queria mais e sabia que ele queria também. É só que os homens às vezes precisam ser empurrados na direção certa, e neste fim de semana eu daria o empurrão.

Eu frequentemente pensava sobre o nosso futuro, uma vez que ele finalmente me pedisse em casamento, e no nosso casamento e nossa linda casa enorme. Eu pensava sobre como seria maravilhoso me tornar a esposa de Edward Cullen, médico bem sucedido, e ser a mãe dos seus filhos. Nossas vidas seriam perfeitas, tudo seria perfeito. Eu estava apenas começando a ficar impaciente esperando o inevitável, eu estava pronta para o nosso futuro começar agora.

Eu finalmente terminei de arrumar a mala e a arrastei para a porta da frente. Voltei para o quarto de Edward para começar a dele. Eu não tinha certeza para onde ele tinha ido, mas percebi que se eu fizesse a mala dele, poderíamos sair imediatamente. Eu não podia esperar para que o nosso fim de semana romântico começasse.

Abri seu armário para pegar sua mala. Hmmm, isso é estranho, eu sei que a tinha visto na prateleira de cima. Peguei vários pares de calças jeans e um par de moletons e os joguei na cama. Abaixei-me para procurar a mala debaixo da cama. Nada. Bem, talvez ele tenha se livrado dela, ele nem sequer a usa.

Voltei para meu quarto para pegar uma mochila para colocar as coisas dele. Parei no armário para pegar suas camisetas, meias e cuecas. Tirei um par de camisetas aleatórias e fechei a gaveta. Abri sua gaveta de cuecas e a encontrei vazia. Merda. Eu tinha que lavar roupa. Fui para o cesto e levantei a tampa. Vazio. O que diabos estava acontecendo?

Olhei ao redor do quarto, algo parecia... errado. Seu laptop ainda estava aqui, e ele geralmente tem aquela maldita coisa colada a ele. Então notei que seus sapatos não estavam na porta da frente. Voltei para o armário, talvez ele os tenha colocado lá, eu não sei por que ele nunca coloca. Hmmm, apenas os seus velhos Vans e um par de botas sujas. Que porra!

Então eu me dei conta. Aquele filho da puta foi embora. Mas para onde? Ele não tinha voltado para casa por anos. Então eu comecei a me sentir mal, e se algo tivesse acontecido? Porra, eu nem sequer tinha o número dos pais dele para ligar e verificar, e ele não está atendendo. Maldição. Maldição. Maldição.

Voltei para o meu quarto para procurar o número do seu amigo Felix. Talvez eles tivessem planejado uma viagem de caras, ou algo assim, ou pelo menos ele poderia saber onde ele estava. Eu finalmente encontrei o número e disquei. Felizmente ele atendeu imediatamente.

"Alô".

"Oh, olá, é Felix?"

"Sim".

"Olá, aqui é a namorada de Edward, Jessica. Você se lembra de mim?"

"Sim, eu me lembro de você, Jessica. Namorada, hein".

"Bem, você sabe o que eu quero dizer." Eu ri.

"O que você precisa, Jessica?"

"Bem, eu acordei e Edward não estava aqui, e ele não está atendendo seu telefone. Nós deveríamos ir para Vermont neste fim de semana, e eu fui fazer as malas e não consegui encontrar a dele. Você sabe onde ele está?"

"Sim, eu o deixei no aeroporto ontem à noite. Ele foi para Washington".

"Oh, não! Aconteceu alguma coisa com a família dele? Ele nem sequer me deixou um bilhete!"

"Não, não que eu saiba. Eu sei que havia uma grande festa de Natal e que ele estava ansioso por ela, isso é tudo que eu sei".

"Oh. Uhm, obrigada Felix".

"Sem problemas. Até mais".

"Tchau".

Aquele filho da puta estúpido! Por que ele não me disse que estava indo para casa? Eu certamente pensei que, na próxima vez que ele fosse para casa, ele me levaria para que eu pudesse conhecer sua família!

Fechei o telefone e joguei como se estivesse pegando fogo. Voltei para o quarto dele e abri seu laptop e o liguei. Ele não sabe que eu tenho todas as suas senhas, ele é estúpido o suficiente para ter todas elas anotadas em um cartão dentro da sua mesa. Entrei em sua conta para verificar seu e-mail. Havia apenas e-mails aleatórios, a maioria dos seus professores e alunos. Um e-mail para o seu professor indicava que ele realmente ficaria fora por mais de uma semana para passar os feriados com sua família e amigos. Quais fodidos amigos? Ele nunca falou sobre ninguém que não fosse da sua família.

Depois, havia vários e-mails, piadas e correntes de um tal de DoceB. Quem diabos era esse? Ele respondeu a cada um com LOL e carinhas sorridentes. Hmm. Eu procurei no resto dos seus e-mails e não encontrei nada importante. Fechei a coisa. Eu enviava piadas e essas coisas para ele o tempo todo e ele nunca responde. Esse DoceB tinha que ser outra garota.

Arranquei o cabo da parede e atirei a porra da coisa na parede. Ouvi a tela quebrar. Bom. Não é como se ele não pudesse pagar por outro, de qualquer maneira. Eu então comecei a passar pelas suas gavetas, curiosa para ver se ele havia deixado um presente de Natal para mim. Tirei as gavetas da cômoda e não encontrei nada. Eu então varri debaixo da cama e, novamente, nada. Empurrei seu colchão, derrubando a luminária e seu despertador quando ele tombou.

Meu, meu, meu, meu homem gosta de alguma pornografia. Três frascos de lubrificante, um frasco gigante de hidratante e montes e montes de revistas. Lancei a merda toda no chão e percebi algumas fotos caindo. Peguei toda aquela porcaria e levei para a cozinha. Joguei tudo na lata de lixo e voltei para o quarto dele.

Minha fúria foi ao limite com a ideia de ele não ter sequer tido a consideração de pelo menos comprar-me algo de Natal. Não que ele tenha me dado algo no ano passado, ou no meu aniversário, e se eu pensar bem, ele nunca me deu nada. Eu sempre me apeguei ao fato de que ele não era muito romântico. Agora eu achava que ele era apenas um bastardo egoísta.

Acabei cancelando a viagem com Ângela, quero dizer, o quanto seria bom um fim de semana romântico sem um homem? Tomei banho, me vesti e fui para o centro da cidade para a minha saída habitual. Eu precisava ficar bêbada e conseguir alguma atenção. Eu nunca saía deste bar de mãos vazias, e hoje eu me certificaria de que não fosse diferente.

Cheguei lá por volta das 20hs45min e fui direto ao ataque. Apoiei-me em um banquinho no bar e pedi o meu Martini regular com limão e açúcar extra. Corri minha língua pela borda e recolhi o açúcar. Quando olhei para cima, notei um cara loiro sorrindo para mim. Bingo, ele serviria. Dei a ele um aceno de cabeça, chamando-o. Quando ele chegou mais perto, notei que ele tinha um belo corpo musculoso, mas não muito volumoso. Ele tinha um sorriso bonito e olhos muito azuis. Parecia que a minha noite estava salva.

Quando cheguei em casa para me preparar para a véspera de Ano Novo, fiquei surpresa ao ver Edward em casa. Eu poderia dizer que ele estava irritado e, sinceramente, fiquei contente. Eu queria uma reação dele. Ele esteve agindo como se eu não existisse e eu estava cansada disso.

A nossa briga sobre a nossa relação foi infrutífera. Ele viria para os seus sentidos. Ele só precisava crescer. Ele estava tão sob o controle dos seus pais que ele tinha medo de peidar sem a permissão deles. Eu acho que essa é a razão pela qual ele estava escondendo o fato de que vivíamos juntos. Esta é a razão pela qual eu estava realmente empurrando o relacionamento adiante. Uma vez que ele me pedisse em casamento, então tudo estaria a céu aberto. Eu sei que eles me amarão, e eu queria ser parte de toda a dinastia Cullen. Eu me encaixarei perfeitamente e, finalmente, a vida inteira que eu imaginei será perfeita.

Fui junto com o discurso retórico. Tudo o que ele precisa para acender uma fogueira debaixo da sua bunda. Não foi até que ele pensou que tinha acabado, e decidiu pegar seu telefone e ligar para qualquer cadela pela qual ele achava que estava me deixando! Eu acho que não! Peguei o telefone e joguei pela janela. Se ele acha que eu desistirei tão facilmente, então ele é louco.

Quando notei que ele havia comprado um novo telefone, eu verifiquei o registro de chamadas e vi ligações para alguém a quem ele tinha rotulado como Mi Amore. Decorei aquele número de telefone. Eu não esqueceria tão rápido. Claro que eu não pude deixá-lo manter essa merda, então eu joguei a merda do telefone no lixo. Toma essa, imbecil.

Então ele me disse para ir embora. HÁ! Nada provável. Eu o deixei saber que eu não desistiria sem lutar. Eu não desistiria. Ele era meu, e eu tinha trabalhado muito duro nesta relação para deixá-lo assim.

Eu torci a faca quando disse a ele que havia jogado no lixo todas as pequenas guloseimas que a sua nova prostituta havia feito. Sério, o quanto isso era brega? Oh! Eu fiz para você docinhos gostosos, por favor, me ame. O que seja. Essa merda não funciona, tendo feito isso. Pobre menina não tinha ideia contra quem ela estava.

Imaginei que era uma boa ideia sair por um tempo, você sabe, deixá-lo esfriar a cabeça. Ângela foi legal comigo e me deixou ficar com ela, ela sabia que não seria por muito tempo. Ela era a minha melhor amiga. Eu conversava com ela sobre tudo, e ela nunca me julgou. Ela tinha me ajudado com o plano maligno para voltar com Edward quando deixei Tyler. Ela é puramente genial, porque é claro que deu certo. Eu sabia que esse seria um bom momento para planejarmos meu próximo passo.

O quanto eu era estúpida? Eu não podia acreditar que ele realmente tinha uma ordem de restrição contra mim. Ele é tão estúpido assim? Como se um pedaço de papel fosse me impedir? Ângela avisou-me para manter distância, para manter um olho nele, mas para esperar. Eu poderia ser paciente, eu tinha sido paciente com ele por anos. Esperei tanto tempo, uma estúpida ordem de restrição não me impediria de conseguir o que eu queria.

Uma vez que eu descobri que ele voltaria para Washington no Dia dos Namorados, eu sabia que precisava dar andamento ao meu jogo. Eu o vi saindo da casa de Felix com uma mala e soube que ele estava mais uma vez saindo para ir para ela. Claro, Dia dos Namorados. Tão fodidamente romântico. Isso só me irritou ainda mais porque ele NUNCA fez nada comigo no Dia dos Namorados. Esperei por perto e fiquei observando para ver em qual terminal ele embarcaria. Eu segui e verifiquei os voos e, com certeza, ele estava indo para Seattle.

Eu estava além de lívida neste momento. Eu tinha um plano cozinhando em fogo baixo, e sabia que este seria o momento de colocá-lo em ação.

Quando cheguei em casa, fiquei no meu quarto até Ângela sair para o seu encontro com Ben. Eu então fui para o banheiro e peguei o frasco de Tylenol com codeína que ela tinha para suas enxaquecas. Virei o frasco e peguei três. Joguei o resto no vaso sanitário e dei descarga. Deixei o frasco vazio no balcão e fui para o meu quarto. Peguei a garrafa de Vodka Stoli que eu tinha escondido e tomei os comprimidos. Liguei a TV e assisti um pouco de um programa idiota enquanto terminava a garrafa de Vodka. Eu sabia que, entre a grande parcela de álcool e os efeitos dos comprimidos, eu desmaiaria a qualquer momento. Tomei o suficiente para me nocautear, mas não o suficiente para realmente me machucar. Eu sabia que Ângela veria que o resto dos comprimidos estava faltando e pensaria o pior. Pelo menos isso era exatamente o que eu estava contando.


Sanatório nela? Hahahaha

Obrigada Ju por betar!

Beijo, Nai.