"Vocês estão prontos?"

"Estamos capitão"

"Eu não ouvi direito?"

Desculpem, não resisti. Eu amo Bob Esponja! Mas vamos deixar o calça quadrada de lado... A coisa está séria por aqui... e como prometido aqui vai o primeiro dos três capítulos que serão postados hoje.

Não posso deixar de agradecer a minha Beta Ju Martinhão, pois eu despejei tudo em cima dela e dois dias depois ela me devolveu tudo bonitinho. Beijo amiga!

Chega de enrolação, aí vai!


Música do capítulo: "Fall to Pieces", de Velvet Revolver.

Capítulo 27

~ Edward ~

Minha vida tinha se tornado uma merda completa. Tudo que eu conseguia fazer era ir para a faculdade e procurar por Bella. Isso me consumia. Eu estava completamente grato à minha família e as outras famílias na comunidade por toda sua ajuda na tentativa de localizá-la. Nós estávamos falhando miseravelmente, mas ninguém desistiria.

Rosalie e sua mãe estavam no trabalho em tempo integral. Por mais fodidamente irritante que Rosalie fosse, eu tinha que pelo menos apreciar a sua ajuda. Eu tinha uma sensação de que ela estava fazendo isso pela simples razão de que ela queria foder o pau de Emmett, mas qualquer que fosse o motivo, pelo menos ela estava ajudando. Ela estava indo para a universidade da faculdade comunitária de Port Angeles, então ela continuava morando em Forks enquanto ia para a faculdade. Felizmente, aquela imbecil da Tanya havia deixado a cidade para ir para algum tipo de universidade. Nós não teríamos que nos preocupar mais com a cadela, felizmente. Depois que Rosalie contou a história sobre o encontro com Bella no dia em que ela desapareceu, Tanya foi basicamente chutada da porra de Forks. Ninguém tinha qualquer interesse em lidar com as merdas que ela fazia.

O detetive particular que contratamos havia encontrado pistas sujas de Victoria em todos os lugares. Sem histórico de trabalho, endereços espalhados e sem histórico de cartão de crédito. O cartão de crédito que ela usou para reservar o quarto em São Francisco e alugar o carro pertencia a um homem velho, aparentemente um amante. Ele não estava disposto a cooperar, dizendo que não tinha visto ou ouvido falar de Victoria em meses, mas tinha sido um "amigo" dela durante anos. Parecia que Victoria tinha um monte de "amigos", com todos os endereços que ela teve ao longo dos últimos anos. Eles se estendiam por todo o sudoeste, do Arizona a Nevada, Califórnia a Washington. Ela era uma cigana. Seria mais fácil um chimpanzé daltônico encontrar Wally.

Assustou-me o fato de que Bella estivesse envolvida com este tipo de pessoa. Ela poderia ser perigosa.

Durante o período dos meses seguintes ao seu desaparecimento, nós recebemos várias cartas de Bella. Todas do Arizona. Nenhuma delas com endereço para retorno. Eu havia ido até lá todo fim de semana nas primeiras semanas depois de receber uma carta e explorado os motéis em busca dela. Eu voltava de mãos vazias e quebrado um pouco mais a cada domingo.

Suas cartas eram sempre muito vagas. Ela nos dizia que estava ocupada com a faculdade e que voltaria antes do Ano Novo, que estava muito bem e amava o que estava fazendo. Blá Blá Blá. Ela estava nos enrolando. Eu estava começando a me preocupar menos, e me ressentir mais com ela.

Quando janeiro passou por nós, e ainda não havia sinal de Bella, todas as minhas suspeitas foram se tornando mais claras, e todo mundo estava começando a perceber isso também. Ela estava fugindo e estava fazendo um trabalho muito bom de ficar fora do radar. Eu sabia que isso era devido a uma cadela psicótica com quem ela decidiu brincar de Thelma e Louise. Esta não era a minha menininha. Eu fodidamente a tinha quebrado, e eu receava que nunca teria a chance de consertá-la.

Após cerca de um ano, as cartas pararam. Minhas viagens pararam. Nós ainda estávamos fazendo os telefonemas de rotina, ainda tínhamos o detetive particular na equipe, mas não estávamos chegando a lugar nenhum.

A faculdade tinha tomado a minha vida completamente. Eu mergulhei nos meus estudos. Eu estava fodidamente orgulhoso da minha bunda por conseguir completar a faculdade em três anos, e agora estava totalmente imerso na faculdade de Medicina*. Eu gostava da UW. Eu estudava como um filho da puta e deixei que isso se tornasse a minha vida.

*N/T: Lembrando que o sistema de estudos nos EUA é diferente. Você começa na faculdade escolhendo a área de atuação, como: ciências humanas, exatas, negócios. Depois de três anos, você parte para a escolha, por ex.: se você quiser fazer Medicina, como é o caso de Edward aqui, depois de 3 anos na faculdade é que você parte para o curso de sua escolha.

Eu acabei não indo morar com Emmett depois de tudo. Nosso relacionamento ainda estava um pouco tenso, e quanto mais tempo ela continuava desaparecida, pior ficava. O apartamento que nós tínhamos originalmente alugado para o meu retorno para Seattle tornou-se a minha casa, na verdade, tornou-se a minha masmorra. Tudo que eu podia fazer era imaginar o que eu tinha imaginado para ele... um retiro, uma casa para a minha menininha e eu. Era para ser nosso, e agora era só meu. Eu nunca me senti tão sozinho em toda a minha vida. Lá estava eu, a poucos minutos do meu irmão e irmã, a horas de distância da minha mãe e meu pai, e eu estava sozinho. Eu nunca tinha sequer sentido este vazio quando estava do outro lado do país, em Dartmouth.

Aqui nesta porra de apartamento a ausência da minha menininha era paralisante.

Eu frequentemente simplesmente falava com ela, fodidamente alto como a porra de um morcego bêbado. Eu perguntava se ela ainda pensava em mim, se ela sentia a minha falta, se ela me perdoaria. Ela sabia que Alice era metade da garota que era antes de ela desaparecer? Que ela agora era carrancuda e mal-humorada? Ela sabia que Esme chorava por ela todos os dias? Que Charlie mal dormia, ou comia, a não ser que Esme, ou a Sra. Hale, enfiasse comida goela abaixo?

Eu queria matá-la por nos fazer passar por isso, mas a minha culpa não permitiria isso. Ela não teria ido embora se não fosse por minha causa. Pura e fodidamente simples. Por mais estúpido que fosse ela ter ido embora, eu não poderia culpá-la. Eu teria feito a mesma coisa. Eu fodidamente havia perdido a cabeça em 2,2 segundos naquela noite com o suposto namorado de fora da cidade, o que agora eu olhava para trás e via o quanto havia sido estúpido acreditar naquela merda. Eu não posso imaginar o que diabos ela sentiu ao ver-me daquele jeito. Se fosse o contrário, eu teria fodidamente me matado.

Portanto, os dias voaram, semanas passaram e depois meses. Quando comecei a olhar para o próximo ano sem ela, minha esperança foi diminuindo. Minha esperança de encontrá-la, a esperança do nosso futuro e a esperança de que ela ainda poderia me amar. A realidade de nunca mais tê-la de volta era quase o suficiente para me engolir inteiro.

Alice e Esme estavam mais seguras do retorno dela do que o resto de nós. As cartas que ela mandava para Alice a fizeram acreditar. Eu nunca tive conhecimento do conteúdo das cartas, mas o que quer que ela tenha dito, fez Alice acreditar. Sabendo que de qualquer um, Alice a conhecia melhor, e se ela confiava nela, então nós também deveríamos confiar.

Ela tinha certeza que Bella voltaria para casa e ela estava feliz por ela estar lá fora "vendo o mundo" e experimentando coisas novas. Eu queria que Alice tivesse sua amiga de volta, elas tinham tantos planos para o futuro, sair de para casa juntas e tal. No entanto, Alice parecia compreender a ausência de Bella, embora ela sentisse terrivelmente a falta dela.

Eu não entendia. Eu a queria de volta em Forks, ou aqui em Seattle. Eu preferiria vê-la passar por mim na rua e cuspir nos meus sapatos e mostrar-me o dedo do meio. Eu queria ouvi-la dizer que me odiava pelo que fiz. Qualquer coisa, apenas para que ela estivesse aqui e eu soubesse que ela ficaria bem.

Cerca de um ano depois que ela desapareceu, Jasper veio morar comigo. Ele havia sido contratado pelo Departamento de Bombeiros de Seattle e havia completado a sua formação. Era bom ter companhia, já que eu odiava ficar sozinho naquele apartamento. Ele me arrastava para fora de vez em quando e, enquanto eu saudava a distração, eu simplesmente não estava pronto para isso. Sempre que uma garota dava em cima de mim, eu me sentia como se estivesse socando a sua garganta. Não era um comportamento normal... eu estava muito ciente disso, mas eu ainda não dava a mínima. Nenhuma delas era a minha menininha, então elas eram apenas pragas.

Uma vez que terminei a faculdade e meu estágio, comecei minha residência no Hospital Infantil de Seattle. Eu amei o meu trabalho imediatamente. Isto era exatamente o que eu queria fazer da minha vida. Eu estava orgulhoso das minhas realizações, e o trabalho do dia-a-dia era estimulante e gratificante. Ele mantinha o meu cérebro ocupado e me dava algo diferente de Bella no que me concentrar.

O puxão no meu coração não tinha diminuído – eu ainda doía por ela. Eu sentia tanto a falta dela que doía para respirar. A única coisa que me mantinha de pé era a esperança de que um dia eu estaria com ela novamente, eu a veria novamente... pelo menos saberia que ela estava segura. Enquanto houvesse esperança, havia vida.


Temos uma grande passagem de tempo aqui. Edward Cullen se manteve fiel por todo esse tempo. Pode isso? O.o