Música para este capítulo: "In my arms", de Plumb.

Capítulo 38

(Tradutora - Nai)

Beta - Ju Martinhão

~ Edward ~

Eu não podia acreditar que Isabella foi estúpida o suficiente para acreditar que eu estava realmente com Rosalie. Jesus Cristo, eu realmente fodi com essa menina. Ela está além de delirante. Eu não toquei outra garota desde que ela me deixou. Aquela puta imunda da Tanya foi a última mulher a me tocar. O quanto isso é doente?

Não que eu tivesse algum problema fazendo isso, especialmente quando comecei a trabalhar no hospital. Aquelas cadelas eram como animais raivosos e eu era o bife. Eu não tinha interesse em nenhuma delas, porém. Eu não tinha interesse em qualquer mulher além da minha menininha. Eu nunca teria. Porra, eu não acho que meu pau sequer funcionou depois que ela foi embora. Ele tomou um longo hiato, e retornou recentemente... uma vez que ele estava na presença de Isabella.

Eu tinha tido uma fodida ereção furiosa desde que eu a vi há uma semana naquele quarto de hospital. Depois que eu a vi naquela roupa de matar no bar, eu pensei que acabaria mijando sangue se eu não pudesse tocá-la em breve. Fui para casa e me masturbei três vezes naquela noite, e tive que fazer isso religiosamente desde então. Eu era como um adolescente com uma assinatura da Hustler*... meu pau era como uma máquina. Eu precisava dela, e se eu não entrasse nela logo, eu não seria responsabilizado pelas minhas ações.

*Hustler: revista pornográfica publicada mensalmente nos Estados Unidos.

Ela estava absolutamente pecaminosa quando chegou na casa dos meus pais. Ela estava com a calça jeans mais apertada que eu já vi, uma blusa rosa de alças e botas de salto até o joelho. Não havia nada aparentemente sexy sobre as botas, exceto o fato de que estavam abraçando aquelas fodidas pernas. Eu invejava aquelas botas.

Eu não consegui manter minhas mãos fora dela o dia todo. Ela estava aberta para mim, finalmente, ela estava vulnerável com todas as emoções e coisas acontecendo, e eu tirei proveito disso. Eu queria deixar claro para ela que eu ainda a queria e precisava dela tanto quanto antes. Ela precisava entender que eu ainda a amava, e trabalharia para ficarmos juntos.

Aconchegar no sofá trouxe de volta tantas memórias. Era como se o tempo estivesse parado. Eu a toquei a noite toda, correndo meus dedos pelo seu cabelo e acariciando seu braço. Eu mantive as coisas inocentes, o que era uma tarefa de merda, mas era bom apenas tocá-la. Ela permitiu, e parecia finalmente confortável em torno de mim, então, quando finalmente ficamos sozinhos, eu fiz a minha jogada. Sabendo que Carlie estava sã e salva, eu a queria. Eu tinha que tê-la e eu fiquei como um louco. Quando ela começou a se afastar, eu tinha certeza que eu tinha dado o meu último suspiro. Eu entendia seus motivos... eu fodidamente os odiava, mas eu entendia.

Eu realmente queria passar a noite com Isabella, mas estava contente em dormir com Carlie. Deitei ali ao lado do meu anjinho e passei minhas mãos sobre seu rostinho adormecido. Ela era um milagre. Eu estava tão orgulhoso que não havia limites. Ela era toda a minha vida agora, e eu acho que eu sempre senti algum tipo estranho de atração, embora eu não soubesse que ela existia. Eu sempre pensei que era porque eu sentia falta da minha Menininha, mas agora eu sei que era algo mais poderoso. Era difícil explicar como eu estava me sentindo, era tão diferente de tudo que eu já senti. Eu amava muito a minha família, e Isabella sempre teve o meu coração, mas com Carlie era em um nível totalmente diferente. Ela era a minha alma, meu próprio ser. Eu fodidamente a adorava.

A alegria pura e completa que ela trouxe para todos nós em uma quantidade tão pequena de tempo era imensa. Ela tinha cada um de nós envolvido. Eu quase tive que rir da estranheza do meu pai e Charlie quando eles estavam com ela. Meu pai, que sempre foi o epítome do decoro, estava quase em lágrimas durante todo o dia. Ele foi enfeitiçado pela minha pequena beleza. Ele estava tão malditamente orgulho daquela casinha, e fez questão de dizer a ela que a levaria imediatamente para comprar alguns móveis para ela... qualquer coisa que ela quisesse. Ela já era a sua princesinha. E ela percebeu. Ela olhou para ele com aqueles olhos de adoração. Foi incrível observar. Charlie totalmente me surpreendeu. Eu poderia contar as vezes que eu vi aquele homem fisicamente mostrar suas afeições por Bella. Ele era um homem muito calmo, um homem reservado, mas essa menina o arrebatou. Ele estava engasgado e tonto e nervoso o dia inteiro. Ele a abraçou e a beijou e a encheu com muito amor. Foi uma loucura assistir.

Eu tenho que admitir que, quando descobri sobre Carlie, eu tinha certeza que Charlie viria atrás de mim com sua espingarda. Imaginei que não havia perdão por engravidar sua filha adolescente, então, sim, eu estava cagando nas minhas calças. Fiquei agradavelmente surpreso quando ele me chamou, não só para felicitar-me, mas para me agradecer por dar a ele tal presente. Quando ele estava saindo pela porta depois da sua primeira visita com Carlie naquele dia, ele me puxou de lado e deu-me um tapinha nas costas, dizendo, "Comece a trabalhar, vocês dois fazem bebês lindos." Puta merda. Definitivamente não era o que eu esperava ouvir daquele velho homem, com certeza. Minha mãe, no entanto...

Ela já estava planejando uma espécie de creche em um dos quartos de hóspedes. Fomos fazer compras para o quarto de Carlie e ela vagou até os berços. Eu estava atordoado, não convencido realmente pela cama fofa feminina, em primeiro lugar, quando ela deixou escapar que eu precisava me apressar e ter outro bebê, para que Carlie não ficasse velha demais. A água que eu tinha acabado de beber da minha garrafa explodiu da minha boca e sobre todo aquele pequeno berço branco e verde em frente a nós.

Não que eu não quisesse mais filhos, porque, porra, eu queria sim, especialmente agora, tendo visto a experiência maravilhosa que era. Mas eu e a minha Menininha mal tínhamos tocado a superfície em reparar o que foi danificado. Eu altamente duvidava que ela me permitiria plantar uma nova semente nela imediatamente. Isso simplesmente era conversa de loucos. Isso não significa que eu não era a favor de praticar, porque isso era tudo no que eu fodidamente conseguia pensar... fazer bebês. Fazer bebês de um jeito sujo, quente, desleixado, molhado e sexy.

Eu estava feliz por ter convencido Rosalie a renunciar a viagem. Eu sabia que ela estava desapontada, e sua mãe queria a minha bunda, mas era melhor assim. Ela não era amiga de Isabella, e este fim de semana era sobre Carlie e mais ninguém. Ela acabaria sendo um impedimento para o progresso que a família estava tentando fazer. Ela teria que forjar sua própria resolução com Isabella, e isso precisaria ser feito quando Carlie não estivesse por perto. Eu tinha a sensação de que Rose teria sua bunda entregue a ela e eu não conseguia sentir pena. Ela era minha amiga, não me leve a mal, mas acho que ela fez a sua cama e agora ela precisava se deitar nela. Comecei a realmente me sentir culpado por ficar tão envolvido com Rosalie, mas, novamente, a necessidade de ajudar as pessoas recebeu o melhor de mim. Eu deveria ter aprendido a lição da última vez que resgatei um gato de rua. Isso certamente morderia minha bunda novamente.

Eu fui encurralado por Victoria, o Diabo em pessoa, enquanto Alice e a Menininha estavam se trocando antes do filme. Eu realmente queria dar um soco na cara dela por ter levado a minha garota para longe. Eu não dava a mínima se ela era boa para ela, ela a tinha mantido longe de mim. Eu podia sentir os músculos do meu maxilar doloridos de travar meus dentes enquanto eu a olhava passar por mim. Ela flertou descaradamente com o meu irmão quando atravessou a sala, enquanto ele a observava com os olhos arregalados como um zumbi. Ele estava agindo como um adolescente bobo apaixonado em torno desta garota.

"Edward, nós precisamos ter uma conversa." Ela começou assim que sentou no colo de Emmett.

"O que você quer ouvir, Victoria?" Eu rebati.

"Acalme-se, Junior... eu só quero agradecê-lo por ser tão bom com Carlie. Ela já está tão encantada com você. Você é como seu príncipe encantado, ela me disse. Então, sim... obrigada." Ela gaguejou.

Huh. Imaginei que ela queria a minha pele, e agora ela me elogia?

"Tenho certeza que você me odeia, ou coisa parecida." Ela continuou. "Mas, aqui está a coisa, eu tentei convencê-la a voltar para casa... muitas vezes. Ela estava uma bagunça fodida, cara, perdida e confusa, deprimida e praticamente em coma por alguns dias. Eu tive que cuidar dela porque, se eu não cuidasse, ela teria sido comida viva. O lugar em que eu a encontrei era nojento, não o meu momento de maior orgulho, devo dizer a mim mesma, mas nós nos encontramos e cuidamos uma da outra. Ela me ensinou um monte de coisas e eu ensinei a ela. Nós nos mudamos e amadurecemos juntas. Eu a incentivava a voltar para casa o tempo todo. Meda, eu até enviei pistas para você, seu burro idiota!" Ela bufou.

"O quê? O que você quer dizer com pistas?" Eu perguntei, completamente confuso.

"Eu enviei uma doação à fundação a cada mês em nome de Carlie. Carlie Alice Masen. Imaginei que, já que B achava que o nome dela era tão importante, você descobriria. Quero dizer, OLÁÁÁ, ela tem o nome dos seus avós, o de Alice e tem o nome de solteira de Esme." Ela disse corajosamente.

"Hum, não se esqueça que o meu nome do meio é Masen, então ela tem o meu nome também." Emmett gemeu.

"Parece que você é o único que ela deixou de fora, bonitão." Ela me provocou.

"Vá se foder, Ruiva." Eu respondi.

"Não, obrigado, o pedaço de mau caminho aqui já ofereceu." Ela disse enquanto piscava.

"Jesus." Eu gemi. Era como ter dois fodidos Emmett na casa.

"Ouça, mauricinho, ela ama você completamente. Ela geme a porcaria do seu nome enquanto dorme." Ela disse, revirando seus olhos. Eu me animei um pouco e sorri. Hmm, isso é bom saber.

"Eu tive que lidar com essa merda por quatro anos, merda, eu tive meu sono violado porque a garota não esquecia o seu nome." Ela continuou com uma risada. "O subconsciente dela sabe que você é o cara certo, o coração dela está danificado... você o quebrou, então agora você tem que curá-lo. Sua mente, por outro lado, está em uma embaraçosa e fodida confusão. A garota tem problemas que ela nem sequer percebe." Ela disse com tristeza.

"Eu fodidamente a machuquei, é claro que ela tem problemas!" Eu gritei, mais furioso comigo mesmo. "Eu fui um idiota insensível que deixei meu pau mandar em mim e eu fodidamente a magoei. Ela não soube como lidar. Ela não tinha tido a experiência de lidar com essa merda antes." Eu respondi. Eu estava um pouco perturbado que ela estivesse basicamente chamando a minha Menininha de louca.

"Sério? E quanto à mãe dela?" Ela perguntou sarcasticamente

"Nós não falamos dela nesta casa." Minha mãe rugiu atrás de nós. Nós três olhamos para cima e para ela de olhos arregalados. Seu tom era um pouco assustador e não soava como a minha mãe. "Aquela mulher é uma desculpa desprezível de ser humano. Ela nunca deveria ter sido agraciada com um útero! Se eu algum dia colocar meus olhos naquela mulher de novo, Deus me ajude, Carlisle estará me compartilhando com uma camarada chamada Bertha enquanto eu vou presa por assassinato!" Ela ferveu. Ela respirou fundo, esfregando suas têmporas, e continuou.

"Victoria está completamente certa. Bella tem alguns problemas profundos enraizados por causa da sua mãe. Emmett pode atestar isso. Quantas vezes vocês dois passaram o dia escondidos em seu forte porque ela tinha medo de ver a mãe, ou quando a mãe dela dizia que estava vindo?" Todos nós olhamos para Emmett, que parecia que explodiria de raiva quando assentiu. Eu sabia que Isabella havia compartilhado muito mais com Emmett do que qualquer outra pessoa, até mesmo Alice. Minha mãe entrou na sala e sentou ao meu lado e continuou.

"Você pensaria que aquela criança estaria magoada com sua mãe por tê-la abandonado, mas, em vez disso, a menina ficou aliviada. Isso me deixou doente." Minha mãe cuspiu as palavras como se estivessem carregando veneno em seu sangue. Seu rosto estava vermelho de raiva e suas mãos tremiam.

"Maldição, Esme, eu pensei que queria chamá-la de mamãe porque eu queria ter netos ilegítimos com o Covinhas aqui, mas eu posso ver agora que somos irmãs de alma." Victoria disse, boquiaberta com a minha mãe imaculada arfando como um bárbaro.

"Mãe, porra, de onde diabos veio isso?" Eu perguntei com a minha boca escancarada.

"Edward, há coisas sobre as quais ninguém sabe, e por causa dessas coisas e do fato de que eu amo essa menina como se eu mesma a tivesse carregado e dado a luz. Nunca será o melhor interesse de Renée estar na mesma sala que eu, foda-se... no mesmo estado." Ela disse confiante.

Eu amava quando a minha mãe extravasava. Ela era um cruzamento entre June Cleaver* e Rosanne Barr**. Não havia quem se atrevesse a chegar perto quando a minha mãe estava neste estado. Ela era feroz.

*June Cleaver: personagem do seriado de TV "Leave to Beaver", era uma mãe moralista e amorosa, sempre terminando o episódio com uma lição para seus dois filhos Wally e 'Beaver'. Porém, sempre de forma carinhosa.

**Rosanne Barr: atriz, comediante, produtora de TV, diretora e candidata a presidente pelo estado da Califórnia em 2012, criou uma personagem 'deusa doméstica feroz' e queria fazer um programa realista sobre uma mãe forte, que não foi vítima do consumismo patriarcal.

"Então, qual é a dessa bruxa, afinal? Eu assisti e li tudo o que saiu sobre o desaparecimento de B e ela nunca foi mencionada, ou filmada. Isso não é meio estranho?" Victoria perguntou. Eu acho que ela estava curtindo o show de Esme um pouco demais.

"Ugh. Por onde eu começo..." Minha mãe bufou.

Decidi assumir antes que minha mãe começasse a virar móveis e fazer buracos nas paredes.

"Ela não apareceu para a conferência de imprensa. Levou três dias para ela retornar a ligação de Charlie quando ele a alertou que Isabella estava desaparecida. Ela nunca, nenhuma vez, se ofereceu para ajudar, no mínimo. O único que falou com ela foi Charlie, e isso porque ele liga para ela em uma base regular para relatar os mais recentes acontecimentos. Eu não acho que ela dê a mínima, de uma forma ou de outra. Charlie ligou para ela no sábado e, aqui estamos uma semana depois, e nada. Ela tem o número de Isabella, e nada. Ela mencionou o quanto ficou desapontada com Charlie e Isabella por ela ter engravidado e que agora sua vida estava arruinada... blá... blá... blá. Ela é uma puta." Eu bati.

"Edward! Olha o palavrão!" Minha mãe repreendeu. Ela tinha acabado de rodar um moinho de bombas de palavrão, mas, aparentemente, a palavra com P não é aceitável. "Desculpe mãe." Eu disse me desculpando.

"Você sabe melhor. Essa palavra faz minhas entranhas revirarem." Ela disse com uma carranca.

Eu podia ouvir Emmett e Victoria dando risadinhas no outro lado da sala.

Tanto faz.

Isso me fez pensar muito sobre Isabella, e a possibilidade de ela precisar de algum tipo de aconselhamento. Eu estive pensando em algum tipo de aconselhamento familiar, ou de casais para que pudéssemos fazer juntos, então, talvez se eu mencionasse, ela poderia aceitar. Ela teria que lidar com sua mãe em algum momento, e eu queria ter certeza que ela estivesse forte o suficiente para lidar com isso.

Na manhã seguinte, eu acordei com o cheiro de bacon frito. Porra, sim, era ótimo estar na casa da mamãe. Eu bocejei e me espreguicei, certificando-me de evitar bater em Carlie ainda dormindo. Ela estava enrolada debaixo do meu braço, com suas mãozinhas no meu peito, dormindo profundamente. Minha Menininha estava certa, porém, este bebê chutou-me demais. Foi inofensivo, porém, até que ela começou a empurrar seus pequenos dedos afiados bem na minha virilha. Doeu pra caramba, então eu tentei empurrá-la um pouco para que ela não estivesse bem na zona de perigo. Isso foi um erro grave, porque ela virou e chutou como um golpe de karatê nos meus meninos, e eu juro por Deus que apaguei. Eu vi passarinhos e estrelas como nos desenhos animados. Como esta minúscula criaturinha poderia chutar dessa forma estava muito além de mim. Merda, ela provavelmente pesava menos de 20 fodidos quilos. Seus pezinhos encaixavam em uma das palmas das minhas mãos, pelo amor de Deus! Mas, criança ou não, meus penduricalhos certamente ficariam coloridos de preto e azul.

Carlie começou a se mexer logo depois e começou a rir quando me viu.

"Você domiu na minha cama, papai?" Ela perguntou docemente.

"Sim, não conseguia ficar longe do meu anjinho." Eu disse honestamente enquanto esfregava seu narizinho com o meu.

"Nós vamos para a praia?" Ela perguntou animadamente.

"Claro que sim, querida. Quer um café da manhã primeiro? Vovó já está de pé, você pode sentir o cheiro?" Eu perguntei enquanto a pendurava sobre os meus ombros e me dirigia para a porta.

"EEEK!" Ela gritou enquanto eu corria pelas escadas. "Não me derrube!" Ela implorou.

"Nunca, bebê, nunca." Eu disse com uma risada.

Fomos recebidos pelo rosto alegre da minha mãe, feliz de poder cozinhar para sua família. Ela estava em seu elemento com todos nós lá. Eu sei que ela sentia falta de ter uma casa cheia.

"Bem, bom dia, dorminhocos. Eu fui verificar a minha menina preciosa e havia algum grande gorila na sua cama!" Ela brincou.

"Não, vovó, era o papai!" Ela deu uma risadinha.

"Ei, você está me chamando de gorila?" Perguntei enquanto fazia cócegas nela.

Ela riu e riu e foi como música para os meus ouvidos. Era uma obra-prima.

Minha mãe fez os nossos pratos e nós devoramos waffles e bacon. Nada como a comida da sua mãe.

Os outros levaram algum tempo para acordar, e enquanto esperávamos por eles, Carlie e eu ficamos aconchegados no sofá assistindo desenhos animados. Nós discutimos sobre o controle remoto, porque ela queria assistir Nickelodeon e eu queria assistir Os Flintstones. Ela ganhou, claro, e nós assistimos uma desculpa horrível de desenho animado.

Eventualmente, os outros desceram as escadas, Alice e Isabella rindo como adolescentes de 14 anos de idade, e Victoria e Emmett atrás delas, parecendo que tinham sido disparados de um canhão. Não demorou muito tempo para adivinhar por que as garotas estavam rindo. Tenho certeza que os ruídos de sexo do quarto ao lado estavam em estéreo.

Enquanto eles comiam, eu e Carlie nos arrumamos para a praia. Comecei a colocar a roupa que a Menininha tinha separado para ela e ela pirou. Algo sobre tartarugas e vermelho, não verde, porque ela não era mais verde e mais alguns resmungos que não consegui decifrar. Eu estava perdido, impotente com essa menina. Eu tinha muito a aprender, e ela tinha toda a intenção de me ensinar. Eu sabia de onde ela tirado sua paciência... do seu bom e velho pai. Eu tive que admitir que sua pequena birra foi adorável. Eu me sentei e observei e esperei que acabasse. Não demorou muito depois que ela jogou o conteúdo da sua pequena mala rosa por toda a porra do quarto em busca de alguma maldita blusa. Eu simplesmente deixei a merda lá; eu imaginei que daria a minha mãe algo para fazer. Ela vive por essa merda, eu juro.

Ela não estava feliz por não poder usar um maiô, e insistiu que nadaria pelada mesmo assim. Eu tive que discordar dessa parte e isso apenas a chateou ainda mais. Observá-la fazer careta para mim não tinha preço. Eu disse a ela que ainda estava muito frio e que ela ficaria doente. Ela me respondeu dando-me um olhar perplexo e balançando a cabeça, dizendo que era bobagem. Acho que a minha garotinha da Califórnia estava sentindo falta da luz do sol. Eu teria que levá-la para visitar a praia logo para que ela pudesse brincar. Uma viagem de férias em família. Sorri com o pensamento, tão brega quanto parecia.

Saímos tarde graças ao meu irmão e sua nova 'conquista'. Eles se aventuraram em um pequeno deleite tardio antes dos seus banhos, o que nos fez perder uma hora. Tínhamos o dia todo, então eu não reclamaria muito, mas Carlie estava impaciente. A atenção de uma criança de três anos era cansativa. Eu precisava ter a certeza de começar a tomar minhas vitaminas e parar de fumar. Eu senti como se fosse ter um ataque de asma no quintal. Seria uma merda se eu tombasse aos 25 anos por brincar demais com minha filha de três anos. Então eu fiz minhas notas mentais... farmácia: Vitaminas... Nicoderm*... e, o mais importante... PRESERVATIVOS. Sim, eu estava muito confiante... de que o meu pau faria um bom uso de alguns preservativos em breve. Eu fiz a ele uma promessa.

*Nicoderm: medicamento paliativo na reposição de nicotina usado para minimizar a abstinência envolvida em parar de fumar.

Nosso dia na praia foi incrível, Carlie e eu fizemos uma longa caminhada e eu mostrei a ela algumas cavernas. Ela estava assustada, e foi tão fofo quando ela se agarrou a mim como um macaquinho. Foi incrível estar lá com toda a família. Carlie era o centro do nosso universo e todos nós estávamos felizes por ela. Ela saboreou nossas afeições, e realmente gostava de todos. Eu estava muito feliz, porém, que ela parecia agarrar-se mais a mim. Meu peito distendeu como um galo zangado. Eu nunca conseguia o suficiente dela, ela era a garotinha do papai, e eu não podia esperar para mostrar o mundo a ela, dar o mundo a ela... Ela era o meu mundo.

Emmett teve que ir embora mais cedo, e eu não acho que eu já o tinha visto fazer beicinho. Era como se ele tivesse seis anos de novo e estivesse sendo obrigado a ir para casa no meio da brincadeira. Eu estava esperando que ele se jogasse no chão e batesse os punhos chutando as pernas. Ele não queria que acabasse, ele já sentia falta dela. Eu entendia completamente a dor dele.

No dia seguinte, nós acordamos da mesma maneira, Carlie caída sobre o meu peito e eu com as bolas doloridas. Eu não mudaria isso por nada, porém. Acordar com seu hálito doce era o céu. Decidi que uma vez que voltássemos para casa, eu colocaria um plano em ação para que eu pudesse acordar assim todas as manhãs. Precisaria de um esforço muito sério, talvez algum rastejar e, se isso não funcionasse... força bruta. Eu estaria sob o mesmo teto que o meu anjinho assim que humanamente possível.

Minha mãe tinha marcado um horário com o nosso advogado enquanto estávamos todos em Forks, a fim de rever o seu testamento para incluir Carlie. Isabella não tinha ideia, mas ela também estava no testamento da minha mãe. Ela ficaria chateada, mas, é claro que meus pais tinham feito isso quando ela era apenas uma criança.

Nós também tínhamos criado fundos fiduciários múltiplos para Carlie. Um dos meus pais e outro meu. Eu transferiria todo o conteúdo do fundo do meu avô Masen para o de Carlie. Era um pouco mais de dez milhões de dólares, então ela deveria ter uma vida tranquila. Eu não tinha ideia de quanto meus pais dariam a ela, mas, com apenas a minha parte, ela nunca precisaria de nada. Eu também estava encerrando a fundação e redistribuindo os recursos para uma conta bancária para Isabella. Ela precisaria de dinheiro para cuidar de Carlie corretamente, não que eu pretendesse que ela o usasse, mas estaria lá. Eu planejava cuidar delas em primeira mão, mas ela precisava de um cobertor de segurança, nada menos. Ela teria um ataque, mas, no final, era necessário. Além disso, eu não pretendia me tornar um pai ausente, eu precisava oferecer apoio financeiro a elas.

Chegamos em Port Angeles em torno das 10hs30min, e eu poderia dizer que Isabella estava um pouco nervosa. Por que, eu não tinha ideia. Tentei tranquilizá-la de que as coisas ficariam bem.

O advogado da minha mãe cuidava dos negócios da família há anos. Ele era um homem corpulento, trabalhoso, com mãos curtas e gorduchas e duas entradas na testa, onde seu cabelo recuava. Mas ele lidava com as nossas finanças de forma justa e adequada, então ele era confiável.

O primeiro assunto em ordem era acrescentar o meu nome na certidão de nascimento de Carlie, tornando-me seu pai legal.

"Certo." Ele começou. "Eu tenho toda a documentação concluída, e tudo que eu preciso são as assinaturas de vocês dois para que eu possa enviar os papéis até o condado de Recorder em Los Angeles e você será oficialmente pai de Carlie no papel." Ele disse enquanto deslizava o formulário na minha frente.

Olhei tudo com cuidado e estava tudo em ordem, então eu assinei meu nome na parte inferior. Passei os papéis para Isabella para que ela fizesse o mesmo. Ela franziu a testa e olhou para mim.

"Hum, eu ainda quero que ela tenha o Masen." Ela disse, nervosa.

Eu olhei para ela como se ela tivesse três cabeças. Sério? Ela pensou que eu aceitaria que a minha filha não tivesse o meu nome?

"Foda-se, Isabella! Esse bebê é meu, puta que pariu! Ela carregará a porra do meu nome até que algum bastardo estúpido a roube e ela adote o nome dele! Assine a porra do papel, mulher!" Eu rugi.

Ela balançou um pouco diante do meu desabafo, mas logo começou a rir baixinho. Ela estava testando a porra da minha paciência. Eu juro que se eu tivesse um taco de baseball...

"Edward." Ela disse com a mão no meu antebraço, acalmando-me um pouco. "Eu quero manter o Masen no nome dela. Eu quero ADICIONAR o Cullen. Carlie Alice Masen Cullen. Eu dei a ela esse nome por uma razão muito específica, e eu não quero que o significado se perca. Masen é por causa de Emmett e da sua mãe. É importante para mim." Ela disse enquanto tentava controlar o riso.

"Pare fodidamente de rir! Você está tentando me dar um maldito derrame, Menininha? E, vamos falar sobre o nome dela, então? Por que diabos eu fui deixado de fora?" Eu disse com petulância enquanto me lembrava da conversa com Vickie e Emmett. Essa merda meio que doía.

"Ugh, seriamente, Edward? Como eu a chamaria, Edwina? Isso é simplesmente horrível, e o seu nome do meio... Anthony? E se eu tivesse usado Antônia? O nome dela é Carlie, Edward. Talvez um dia ela possa nomear o filho dela em homenagem ao seu pai e você terá a sua maldita Edwina Antônia." Ela disse com um revirar de olhos.

Eu me inclinei na minha cadeira e sussurrei em seu ouvido. "Ou, NÓS podemos fazer um Eddie Jr. quando chegarmos em casa... como isso soa, Menininha?" Eu disse enquanto mordiscava o lóbulo da sua orelha.

Quando me afastei, pude ver o pálido rubor em suas bochechas. Sim, ela me queria, e ela teria isso. Ela poderia chamar o nosso próximo filho de Bob que eu não dava a mínima. Eu só queria começar isso.

Fui puxado do meu momento pervertido pela minha mãe limpando sua garganta em irritação.

"Por mais encantador que seja observar vocês dois conduzindo suas preliminares de forma tão encantadora, tenho certeza que o Sr. Jenks tem outras coisas para fazer com o seu tempo, então, poderíamos continuar, por favor?" Ela disse com um sorriso.

Bella suspirou e abaixou sua cabeça envergonhada. Eu apenas olhei sobre a mesa para o Sr. Jenks com um sorriso e encolhi um ombro. Ele esteve fodendo minha garota com os olhos desde que nós entramos... ele sabia o que estava acontecendo.

"Ok." Ele disse enquanto recolhia a papelada em frente a nós. "Eu terei que rever essa papelada e então trago para vocês assinarem. Levará apenas um momento, enquanto a minha secretária faz as mudanças necessárias. Se vocês me derem licença." Ele disse enquanto se dirigia para a porta.

Assim que a porta estava fechada, minha mãe começou.

"Então, vocês dois, existe algo que vocês gostariam de me dizer? Eu tenho visto um casal muito carinhoso e confortável nos últimos dias. Já decidimos puxar nossas cabeças para fora das bundas?" Ela disse enquanto cruzava os braços sobre o seu peito e levantava sua sobrancelha desenhada para nós.

Isabella deixou escapar um pequeno gemido constrangido e continuou a olhar para o seu colo.

"Trabalhando nisso, mãe... assim como eu prometi." Eu disse com uma piscadela.

"No que você está trabalhando?" Isabella disse de repente, seus olhos arregalados como pires.

"Trabalhando por nós, baby." Eu disse a ela.

"Oh." Ela disse. Ela parecia aliviada e eu me perguntei sobre o que ela pensou que eu estava falando. Então eu percebi.

"Oh, você achou que eu estava falando de Edwina?" Eu a provoquei. "Ou Antônia e Eddie Jr.? Aquele próximo bebê que eu te disse? Podemos começar a qualquer momento." Eu disse enquanto sorria para ela, mostrando meus dentes.

"Edward Anthony, pare de provocá-la. Ela está envergonhada." Minha mãe repreendeu. Eu apenas dei de ombros e me recostei na cadeira esperando por Jenks.

Nós finalmente começamos a tratar dos fundos fiduciários. Isabella começou a ficar louca, até que minha mãe lançou-lhe um olhar e ela calou a boca. Ela foi gentil com a maioria das coisas, e nem parecia frustrada quando Jenks anunciou os montantes, até que ele mencionou a sua conta.

"Absolutamente não, Edward! Eu não posso aceitar isso de você! DE JEITO NENHUM! Você não é obrigado a cuidar de mim, de Carlie sim, mas não de mim. Eu não permitirei isso!" Ela disse enquanto batia o pé.

"Você é muito fofa quando está irritada. Você está me deixando excitado." Eu brinquei, tentando fazê-la parar com seu discurso.

"Edward, eu não vou avisá-lo novamente. CHEGA!" Minha mãe gritou na parte de trás da minha cabeça. Eu podia ouvir Jenks dar risadinhas atrás de mim. Ele sabia que aquela merda era de verdade.

"Baby, você precisa aceitar a porra do dinheiro. Você precisa cuidar dela o tempo todo. Eu devo a você uma pensão por todos esses anos, pense nisso apenas como um pagamento em atraso. É mais por Carlie do que para você, então, pare de reclamar. Está feito." Eu exigi.

"Eu tenho dinheiro, Edward, e eu trabalho. Não é como se nós fôssemos pobres, nós apenas não somos os Cullen. Ela tem as coisas que precisa, temos um teto sobre nossas cabeças e nós comemos todos os dias. Nós estamos bem. E se algo acontecesse, eu viria a você, eu juro, mas eu não preciso desse tanto de dinheiro!" Ela implorou.

"Sim, você precisa. Simplesmente esqueça isso, Isabella. Eu não quero discutir porque eu vou ganhar. É apenas por segurança, eu não estou pedindo para você correr para a Macy e detonar a porra toda. Simplesmente me faz sentir melhor saber que você está bem. Por favor, faça isso por mim." Eu disse a última parte suavemente na esperança de transmitir sinceridade. Eu não queria fazê-la se sentir mal.

"Tudo bem, tanto faz." Ela fez beicinho.

Eu abri um sorriso de comedor de merda pela minha vitória e acabamos de assinar todas as besteiras e deixamos o prédio.

Eu encontraria meu pai e Charlie depois no lago. Nós levaríamos Carlie em sua primeira expedição de pesca. Quando cheguei, Carlie estava dançando em círculos dentro do barco. Eu a observei por um momento enquanto meu pai e Charlie se atrapalhavam em torno dela para ter certeza que ela não fizesse nada estúpido. Ela era uma bola de fogo de energia e eles estavam MUITO perdidos. Foi hilário ver. Ela não estava de modo algum em perigo de cair, nem nada, e, além disso, eles ainda estavam ancorados, então uma queda na água só resultaria em um respingo. Ela dificilmente se afogaria, mas você podia vê-los suando para tentar conter a garotinha. Ela não estava nem aí. Ela estava se divertindo muito no barco.

Eu finalmente fui até eles e ela gritou de alegria quando me viu, pulando para cima e para baixo com os braços erguidos e esperando por um abraço. Maldição, o que essa criança fazia comigo. Como eu tinha vivido até agora sem ela? Seu cabelo já estava todo emaranhado, e eu suponho que era devido ao fato de que nem o meu pai nem Charlie tinham ideia do que fazer com ele. Ela definitivamente tinha uma grande mistura do meu cabelo único e o de Bella. A cor era toda da minha Menininha, castanho profundo com reflexos de mogno e dourado que brilhavam especialmente quando o sol refletia neles. Era longo, passando bem das suas omoplatas, e era grosso e cheio. Era um pouco ondulado, mas era uma mistura caótica de ondas e cachos. Ela teria problemas para controlar aquele cabelo como eu tinha. O dela, no entanto, não parecia confuso, ou despenteado, como o meu costumava ser, o dela parecia selvagem e fresco... como uma princesinha mágica. Fiz uma nota mental para procurar uma espingarda, porque eu definitivamente teria trabalho quando os meninos começassem a cercá-la. Ela seria uma força a ser enfrentada, e seu papai NÃO lidaria com essa merda bem. Eu deveria saber, eu tinha feito o mesmo com a mãe dela desde o dia em que as minhas bolas caíram. Eu não queria nem pensar em um desengonçadinho de 13 anos com aparelho e acne tocando punheta com as visões do primeiro sutiã do meu bebê.

Sim, arma. Uma grande, talvez uma M1, ou uma fodida Uzi. Sim, uma porra de Uzi deveria servir.

Tivemos um grande dia no lago. O sol estava quente e brilhante, e nós tivemos sorte o suficiente para ter os peixes do nosso lado. Eu, porém, fui para casa de mãos vazias, para o meu espanto. Meu anjo não me deixou ficar com o peixe depois que Charlie tão cuidadosamente anunciou que a vovó o faria para o jantar. Ela rodou a baiana! Ela começou a chorar e se agarrou ao meu colo enquanto chorava. Quebrou a porra do meu coração e eu não queria mais nada naquele momento do que atirar o velho Swan no lago com uma âncora amarrada na sua cintura dele. Idiota de merda!

Assegurei a ela que nós NÃO comeríamos os peixes, e nós só os puxaríamos para fora da água para que ela pudesse olhar e falar com eles.

E assim, eu pegava uma truta... tirava do anzol... e segurava para ela ver. Ela se agachava e olhava para o pobre filho da puta enquanto dizia a ele para ser um bom peixe. Uma vez que ela estava satisfeita com o ritual de 'fazer amigos', eu o jogava de volta na água e ela acenava para ele até que ele desaparecesse no lago. Eu gostaria de ter trazido uma câmera de vídeo para capturar aqueles momentos, já que eram a coisa mais doce que eu já havia presenciado.

Charlie apenas revirava os olhos, claro, acho que porque ele estava desapontado porque não tinha recrutado um companheiro de pesca adequado, mas meu pai estava totalmente abismado. Ele disse que estava surpreso de eu ter sido capaz de contornar a situação tão rapidamente para deixá-la confortável. Quando ele me disse que eu era um pai natural, e que eu já era um pai maravilhoso, eu achei que começaria a chorar como uma putinha. Acho que todo homem espera por esse tipo de confirmação do seu pai, e eu não era diferente. Meu pai sempre me aceitou e ficou ao meu lado, não importa o quanto eu tivesse fodido as coisas, ou quantas vezes. Eu o admirava por ser tão forte e sábio para provar para mim que tudo acontece por uma razão.

Tivemos uma falsa fritada de peixe naquela noite, meu pai e Charlie prepararam o peixe que pegaram, sem Carlie saber, e minha mãe e Isabella fizeram hambúrgueres para o resto de nós. Por mais que eu estivesse salivando por um pouco de peixe, não havia nenhuma maneira de eu ficar do lado ruim de Carlie.

As senhoras riram das histórias que contamos sobre a viagem de pesca enquanto comíamos à mesa de piquenique no quintal dos meus pais. Foi um momento tão perfeito, todos nós sentados no pátio, com um jantar em família na brisa suave do verão.

No meio do jantar Carlie adormeceu no meu colo. Eu sabia que ela tinha que estar esgotada porque ela não tinha parado o dia inteiro. Isabella se ofereceu para pegá-la de mim e colocá-la para dormir. Eu recusei e, em vez disso, disse boa noite para a minha família e fui dormir com o meu bebê. Eu sabia que estava apenas me preparando para a insuficiência cardíaca grave quando a semana acabasse, mas valia a pena. Ao dormir com Carlie a cada noite, eu podia sentir nossos laços ficando incrivelmente fortes. Eu definitivamente sofreria as consequências mais tarde, quando eu estivesse sozinho no meu apartamento de merda.

A semana progrediu desta forma, jantares em família e pequenas excursões com Carlie. Nós tentamos mostrar a ela o melhor que Forks tinha a oferecer, e eu acho que ela estava além de feliz. Cada um de nós havia formado um pequeno nicho na vida dela, e ela acolheu cada um.

Alice estava sobre a lua com ela, e elas se juntavam e davam risadinhas e brincavam de se vestir. Alice até deixou Carlie pintar suas unhas, e eu acho que ficamos todos chocados. Ela era sempre tão chata com suas unhas. Foi hilário, havia roxo em seus pés, por todos os lados, inclusive entre os dedos. Mas ela levou numa boa e não limpou a bagunça depois que Carlie foi dormir como eu supus que ela faria. Ela andou com os dedos manchados de roxo por toda a semana, dizendo a Carlie que ela era a melhor pintora de unhas que ela já tinha visto.

Carlie ficava na cozinha com minha mãe enquanto ela cozinhava. Minha mãe arrumou uma pequena escada para ela subir e saiu um dia para comprar um minúsculo avental e um pequeno conjunto de cozinha. Eu tirei um milhão de fotos das duas enquanto elas estavam no balcão medindo os ingredientes e mexendo alguma coisa. Isso me lembrou muito da minha mãe e Isabella. A Menininha amava cozinhar com a minha mãe, e elas faziam isso com frequência. Eu teria que procurar para ver se eu conseguia encontrar algumas fotos das duas na cozinha para comparar.

E assim, meu pai e Charlie foram arrebatados. Esta menina os tinha enrolados em torno do seu dedo mindinho. Eles eram hilários, tentando superar o outro com atenção e essas coisas. A mansão Cullen nunca mais seria a mesma. Era como a porra de um parque de diversões. Ao final da semana, não haveria um centímetro de espaço que não gritasse Carlie. Meu pai era como um homem enlouquecido. Com nós três crescendo na casa, nunca tivemos tanta coisa. Parecia que a idade tinha feito bem a ele, porque ele estava levando a história de ser avô muito a sério. Charlie e Lilly estavam trabalhando para criar algum espaço para Carlie em sua casa também, mas, como acontecia com Isabella quando ela era pequena, a casa dos Cullen sempre seria o lar.

Eu pude conhecer Victoria muito bem, mesmo que ela tenha ido embora no início da semana, já que ela tinha um encontro com Emmett. Isso por si só era um choque, porque Emmett não saía com ninguém. Emmett fode por aí e fica junto, mas nunca sai em um encontro. Eu podia ver o fascínio desta garota, no entanto. Ela era incrivelmente bonita, espirituosa, sarcástica e terrivelmente inteligente. Ela me contou sobre as coisas que ela tinha enfrentado quando era apenas uma menina, e espantou-me que ela tenha acabado tão bem. Eu joguei fora todo o meu ressentimento anterior e noções pré-concebidas e estava agora eternamente grato que ela encontrou a Menininha quando a encontrou. Em um mundo perfeito elas nunca teriam se encontrado, mas ela me convenceu de que realmente havia uma coisa chamada destino, e que isso colocou Isabella e ela juntas quando ambas precisavam uma da outra.

Ela nos contou brevemente sobre sua cunhada, Kate. Era uma história tão triste, e eu me senti terrível por eles terem tido que passar por isso. Ela parecia uma pessoa maravilhosa, e eu senti que deveria construir um santuário para adorá-la por trazer o meu bebê ao mundo saudável e seguro. Por mais que eu quisesse ficar chateado com Isabella por ficar longe depois que Carlie nasceu, eu estava tão orgulhoso da bondade e compaixão que ela mostrou a essa família.

Eu também encontrei um novo respeito por aquele cara, Garrett. Ele cuidou da minha garota o melhor que podia, e Victoria disse que ele estava realmente do meu lado. Isso me surpreendeu, porque cada vez que eu tinha visto o filho da puta, parecia que ele arrancaria a minha pele como um guerreiro Moicano. Tenho que admitir, o cara é assustador pra caralho. Eu queria ter certeza de permanecer do seu lado bom.

Eu me senti muito mal pela perda da sua esposa. Eles também eram namorados quando jovens – desde a escola. Sua história poderia muito bem ser a de Isabella e minha. Eles não tiveram a família e o apoio financeiro que nós temos, e isso tornou tudo mais humilhante. Eles conseguiram passar através do inferno e tiveram um casamento de vinte poucos anos, enquanto estavam completamente extasiados um com o outro. Isso me levou a pensar no compromisso sério no qual eu e a minha Menininha precisávamos trabalhar. Bem, eu quero, de qualquer maneira.

Eu não achava que teria esse problema novamente. Ter Isabella arrancada da minha vida uma vez foi uma tortura completa. Saber que eu era a causa simplesmente me fez querer mudar tudo mais. Eu precisava ser um bom homem, um homem responsável... alguém que ela pudesse confiar. Eu não era esse homem ainda. Eu havia falhado com ela e a magoado.

Agora que eu tinha Carlie, eu sabia que nunca teria esse problema. A tentação está sempre lá, mas meu coração sabe a quem ele pertence. O lugar dele é em casa, e onde quer que a minha Menininha e meu anjo estejam, bem, isso é o lar.


Uau! Quanta coisa para vocês comentarem! Dá pra fazer uma festa de review se vocês colaborarem... elas tem caído a cada capítulo. Vocês não gostam mais de Carlie? Vão me abandonar agora que a coisa fica boa? Ai ai ai!

Para quem é fã de Emmett/Rose, lamento, mas aqui não acontecerá... rsrsrs. Ela não merece Emmett. Vic explicou que tentou ajudar e acabou caindo nas graças de Edward. Isso é bom...

Edward fazendo bico porque Carlie tem o nome de todo mundo menos o dele é ótimo...

Nossa, acabei comentando o capítulo todo! Quero ver se vocês concordam comigo... vamos lá meninas, Carlie merece MUITO!

Hoje eu quero mandar um beijo especial para a DeNobrega, que eu acho que é a minha leitora mais fanática de CE. Obrigada pela força querida!

Agora chega! É a vez de vocês colocarem os dedinhos para trabalhar!

Beijo, Nai.