Capítulo 40
(Tradutora - Nai)
Beta - Ju Martinhão
~ Edward ~
Isabella decidiu ficar mais uma semana em Forks, para que os nossos pais pudessem passar mais tempo com Carlie. Eu sei que eles estavam felizes, mas eu não. Eu estava infeliz sem elas. Após apenas uma semana e meia sendo pai, eu estava viciado. Eu estava tão pronto para simplesmente abandonar a porra do meu emprego. Eu sabia que estava agindo como uma putinha chorona, mas eu não queria deixar as meninas com a minha mãe. Eu queria ficar com elas.
Eu estava sendo um idiota insuportável no trabalho, todo mundo estava cansado de mim, e eu podia ouvir todos perguntando o que tinha sido enfiado na minha bunda. Não importava. Fodam-se todos. Se eles tivessem o que eu tinha esperando por mim na porra de Forks, eles estariam mal humorados também. Eu tinha que trabalhar a semana toda até sexta-feira. Eu basicamente ia trabalhar, voltava para casa e dormia por algumas horas e voltava pelo mesmo caminho. Era a porra do inferno.
O início da semana tinha sido uma merda também. Eu mal tinha pronunciado duas palavras para Rosalie desde que voltei para casa. Eu me sentia culpado por estar perto dela, e isso não era realmente justo com ela, mas era apenas a forma como eu me sentia. Ela estava esmagada e envergonhada que, por causa do seu comportamento anterior, ela havia se tornado um pária para os seus amigos e familiares.
Sua mãe era tudo o que ela tinha depois que seu pai morreu, e ela realmente se tornou próxima de Charlie depois que ele se casou com Lilly. Ela se sentia desconfortável agora, e com Bella de volta, ela não tinha certeza de onde se encaixava. Ela queria tanto que Bella a aceitasse e perdoasse, mas eu sabia que não seria uma tarefa fácil. Bella não era mais aquela garota passivo-agressiva de Forks. Ela era uma mulher forte, independente e mal-humorada, e não aceitaria Rosalie tão facilmente. Ela também era muito protetora com Carlie e deixou bem claro que não queria que elas tivessem qualquer interação. Isso teria que acontecer eventualmente, no entanto. Com Lilly e Charlie casados, Bella não teria escolha a não ser se envolver com Rose em algum ponto.
Charlie e Bella tiveram uma grande discussão sobre isso no início da semana, e eu sei que ela estava realmente chateada. Isso meio que me irritou, porque ele estava apenas procurando uma saída fácil para a situação, não levando em consideração o fato de que Rosalie tinha sido uma cadela para Bella durante anos, e foi parcialmente responsável pelos eventos que levaram à sua fuga.
Decidi ficar de fora disso. Rosalie teria que fazer isso sozinha, e quando Bella estivesse pronta. Eu não era a porra de um mediador, então eu seria time Suíça.
Eu odiava estar em casa e, felizmente, eu não estava muito por lá. Rosalie começou a ser uma verdadeira puta e eu acho que o fato de eu estar sendo distante estava tornando isso pior. Inicialmente ela estava bem sobre a coisa toda da reunião de família que eu a desconvidei, mas, desde que voltei, ela não tinha feito nada além de reclamar e lamentar. Eu tinha me divertido muito com Carlie para me importar se ela estava chateada porque perdeu isso. Eu estava cansado de todo mundo culpando a minha bunda por coisas que estavam fora do meu controle. Foi ela quem fodeu as coisas com Bella, então ela teria que lidar com isso. Eu não estragaria meu relacionamento com a minha filha só para que os seus sentimentos não fossem feridos.
Ela disse que estava tendo muita dificuldade em encontrar um lugar, e que levaria pelo menos um mês para sair oficialmente. Isso não funcionaria. Eu sabia que se ela estivesse aqui, a Menininha NÃO deixaria Carlie vir aqui. Eu totalmente compreendia, mas eu queria estar perto de Carlie. Poder vê-la fechar seus olhos a cada noite, e acordar com suas bobeiras de manhã era tudo o que eu queria. Eu tinha que me livrar de Rose.
Eu ponderei as formas possíveis de corrigir esta situação durante toda a semana no trabalho. Pensei em fazer Jasper vir morar comigo, para que ela pudesse ficar com o apartamento dele, ou eu ir morar com ele e deixar Rose na minha casa. Eu até pensei em ir morar com Emmett, mas ele morava tão fodidamente longe do trabalho, e até mesmo mais longe de Bella. Era tudo besteira.
Na sexta-feira eu estava exausto. Eu não tinha estado tão mentalmente e fisicamente drenado em não sei quanto tempo. Decidi dirigir direto para Forks, já que eu tinha três dias de folga, então eu poderia trazer Isabella e Carlie de volta para casa. Pelo menos eu teria mais alguns dias para ser pai em tempo integral.
Cheguei na casa dos meus pais por volta das 22hs, tendo ido direto do hospital, sem ao menos me trocar, ou passar em casa. Eu ainda tinha uma mochila de coisas no banco de trás da última semana, então era só lavar algumas peças de roupa e eu estaria bem.
Eu sabia que Carlie já estaria dormindo, então eu estava esperando poder passar um tempo com Bella. Nós estávamos fazendo progressos muito bons em conversar, e definitivamente um progresso no plano físico.
Eu queria tocá-la constantemente. Eu não conseguia tirar minhas mãos dela e, ao longo da semana, ela estava cada vez mais confortável comigo fazendo isso. Eu não queria forçá-la, mas eu simplesmente precisava dela. Eu a amava muito e era difícil demais tentar ser bom. Dormir com Carlie todas as noites estava ajudando no controle da minha vontade de ir até o quarto dela e violá-la a cada noite, mas tudo no que eu pensava era em me esgueirar até lá e apalpá-la. Tenho certeza de que eu não teria ido mais além.
Mas o progresso que estávamos fazendo era encorajador. Quando ela saiu com Alice na sexta-feira anterior, eu fiquei fodidamente irritado no início. Eu estava com ciúmes, eu queria ficar com ela e eu estava chateado por ela ter escolhido Alice, e não eu. Eu consegui me acalmar e admiti que elas mereciam esse tempo juntas. Eu sabia o quanto foi difícil para a minha irmã quando ela perdeu Bella, então eu me sentia um merda tentando monopolizar toda a sua atenção. Acabei brincando de chá com Carlie com o novo conjunto de pequenas xícaras e bules de porcelana que minha mãe encontrou em uma loja de antiguidades. Ela estava tão animada, e, por sua vez, eu também. Eu provavelmente deveria ter me sentido um maricas enquanto inclinava – cheio de trejeitos - xícaras delicadas cheias de suco de maçã, mas não. Eu era um homem, um pai, para ser exato, e não há nada de maricas em ser um pai.
No meio do nosso chá, minha mãe veio me dizer que levaria alguns casacos na casa de Mike Newton para Bella e Alice. Eu não poderia deixar passar a oportunidade de vê-la. Eu me ofereci para ir e disse a Carlie que, já que estávamos terminando nosso chá muito cedo, eu a levaria para tomar um sorvete no caminho para casa. Claro que ela agarrou a oportunidade, e nós estávamos no nosso caminho.
Eu a tinha tão agasalhada que ela parecia um pequeno esquimó. Ela esteve doente até uma semana atrás, e ainda estava tomando antibióticos, então eu não queria arriscar uma recaída.
Quando chegamos à festa, eu não poderia dizer se Bella estava chateada ou não por eu estar lá. Isso foi até que eu ouvi aquela puta da Maria abrir sua boca de merda. Foi tão bom dizer a todos aqueles filhos da puta que Carlie era minha filha. Senti como se eu fosse explodir de orgulho. Nunca deixou de me surpreender o quanto eu era sortudo. O olhar no rosto da Menininha era ilegível, mas eu sabia que precisava dela conosco. Eu não a veria por uma semana e não me importava se eu estava sendo egoísta. Ela pertencia a mim, a mim.
Fiquei tão fodidamente feliz quando me aproximei e ela se inclinou para mim e concordou em voltar para casa. O olhar no seu rosto dizia tudo. Ela sentia isso também, ela sabia disso. Nós pertencíamos um ao outro, em casa com a nossa família. A melhor parte disso era que ela queria isso, ela queria estar comigo e ficar comigo também. Eu não pude conter o sorriso presunçoso na porra no meu rosto enquanto eu guiava minhas meninas para fora daquela casa em meus braços. Elas eram todas fodidamente minhas.
Todos nós dormimos juntos no quarto de Emmett, a pedido de Carlie. Quando ela me pediu para levar a cama da tia Alice para o quarto dela para que pudéssemos dormir todos juntos, eu pensei que explodiria. Ela era tão fodidamente fofa, e o fato de que ela queria todos nós juntos tanto quanto eu, ajudou na minha decisão. Eu tinha uma parceira de crime, e ninguém conseguia resistir ao charme de Carlie. Ela me ajudaria a fazer sua mamãe concordar, e eu seria como Flynn*.
*Errol Flynn: ator australiano que ficou conhecido por seus papéis românticos e também por ter ficado famoso da noite para o dia. (1909 – 1959).
Larguei minha bolsa no hall de entrada e já podia ouvir a risada vindo da sala de estar. Isso me fez sorrir quando eu entrei e vi minha mãe, irmã e a Menininha sentadas no chão em frente à TV. Eu podia ver as garrafas espalhadas ao redor delas e ri. Nenhuma delas era de beber, e eu me perguntei o que havia provocado esta festa improvisada.
Fiquei nas sombras, observando por um tempo. Elas eram hilárias. Elas estavam rindo e misturando bebidas em copos de tequila e uivando como almas penadas. Eu não tinha visto minha mãe ou irmã tão despreocupadas e felizes em um longo tempo. A casa não tinha sido tão cheia de luz ou amor desde que Bella nos deixou. Sua ausência nos deixou vazios.
Senti um puxão na minha calça e me virei para ver o meu anjinho sonolento esfregando seus olhos.
"Papai?" Ela perguntou com cautela.
"Shhh, olá, pequena. O que você está fazendo acordada?" Eu perguntei enquanto me abaixava para pegá-la.
"Eu estava esperando por você. Mamãe disse que você estava voltando para casa." Ela respondeu meio grogue.
Casa. Sim, eu estava.
Nossa pequena troca alertou as meninas da minha presença e todas elas se iluminaram.
"EDWAAAAARD!" Bella gritou bêbada. Ela cambaleou pelo chão antes de se levantar e correr por toda a sala até mim. Ela me deu um beijo desleixado de boca aberta, que errou minha boca. Eu não estava reclamando, confie em mim. Se ela queria babar e babar por todo o meu rosto, eu estava mais do que dentro.
"Ei, Menininha, você está bêbada?" Eu perguntei, afirmando o óbvio.
"Simmm." Ela disse, arrastando o 'm' no final.
"Estamos todas bêbadas. Tivemos um dia fodido, então estamos comemorando." Alice disse de forma arrastada.
Segurei o braço de Bella e a levei de volta para a sala para sentar. Ela instantaneamente se enrolou no meu colo e começou a me beijar sugestivamente. Se eu não estivesse segurando minha filha de três anos, ela teria tido uma boceta cheia do pequeno Eddie ali. Eu fiquei tão excitado pela sua agressividade, (que, entenda você, eu NUNCA tinha visto), que eu estava quase vibrando. Era o melhor tipo de tortura.
Eu cuidadosamente a afastei e dei a ela um olhar severo enquanto colocava Carlie no meu colo, com segurança longe do meu tesão monstro. Não seria nada bom apunhalar a perna do meu anjo com o meu pau. Foi o momento mais terrivelmente embaraçoso da minha vida. Bem-vindo à paternidade, eu acho, onde as ereções nem sempre são bem-vindas.
"Menininha, sente." Eu pedi a ela. Ela fez beicinho, mas obedeceu e foi sentar no chão, apoiando as costas contra as minhas pernas.
"Papai..." Carlie arrulhou enquanto agarrava o meu rosto e puxava minha atenção para os seus olhos.
"O que, bebê?" Perguntei enquanto esfregava seu nariz com o meu.
"Nós vimos um javali!" Ela disse animadamente.
Eu ri para ela, e minha mãe e irmã começaram a rir como hienas. A Menininha caiu de lado, segurando sua cintura firmemente em um ataque de riso e eu fiquei imediatamente curioso sobre o javali.
"Onde você viu um javali, bebê?" Perguntei a Carlie, já que ela era, obviamente, a pessoa mais madura na sala no momento.
"No supermercado. Ela estava perto dos cookies e ela foi desagradável." Ela disse torcendo o nariz.
Isso fez com que as meninas se dobrassem e uivassem novamente. Era contagioso e eu ri junto com elas, ainda me perguntando onde diabos em Forks apareceria um javali... e o que diabos É um javali?
"Não as incentive, Edward." Meu pai tentou dizer seriamente atrás de mim. Ele caminhou ao redor do sofá e sentou ao meu lado e colocou Carlie em seu colo. Eu poderia dizer que, além do tom de voz que ele estava usando, ele estava tentando desesperadamente conter sua risada.
"Então, o que diabos está acontecendo? Quero dizer, eu entendi a bebedeira." Eu disse, apontando para as trigêmeas podre de bêbadas, "Mas um javali?"
A palavra desencadeou uma nova rodada de risadas, fazendo com que a minha mãe saltasse no ar e corresse para o banheiro gritando que estava fazendo xixi nas calças. Não é uma visão que eu precisasse, a propósito.
"Parece que as senhoras encontraram um problema na Thriftway hoje." Ele disse calmamente, levantando a sobrancelha. Ele me deixou curioso.
"O que diabos aconteceu? Alguém se machucou?" Eu perguntei, subitamente preocupado. Quero dizer, javalis são perigosos?
"Não, ninguém ficou ferido." Ele me deu um sorriso tranquilizador. "Elas esbarraram com Carmen Denali. Ela agiu de maneira usual – totalmente sem classe – e, bem... sua mãe estava em uma forma rara." Ele riu. "Parece que se tornar uma avó trouxe a briguenta de rua em sua mãe à tona." Ele riu.
Espere... minha mãe brigando na rua? Que diabos?
"Que diabos! Ela fodidamente bateu em Carmen Denali, porra? Isso é incrível!" Eu gritei, cheio de orgulho pela minha mãe durona. Ela certamente ganhará diamantes de Natal este ano.
"Não, ela não bateu nela, mas machucou seu ego." Ele disse, novamente levantando a sobrancelha. Eu gostaria que ele cortasse a merda e fosse direto ao ponto às vezes.
"Oh meu Deus, Edward! Foi radical! Ela totalmente se levantou e a insultou e à putinha pilantra da filha dela. Todos no supermercado estavam ouvindo! Carmen ficou fodidamente roxa de tão envergonhada!" Alice lamentou.
Olhei para a minha Menininha, que agora estava muito quieta olhando para as suas mãos enquanto brincava com a bainha da sua blusa.
"Baby?" Perguntei enquanto acariciava seus cabelos suavemente. Ela olhou para mim e parecia envergonhada? Com medo? O que diabos aconteceu?
"Menininha, o que ela fez para você?" Eu perguntei, tentando segurar minha ira.
Ela apenas balançou a cabeça e olhou para baixo para a porra da sua blusa. Olhei para o meu pai, que estava balançando a cabeça.
"Eu levarei Carlie lá para cima, ela adormeceu. Eu já volto." Ele disse enquanto se dirigia para as escadas. Minha mãe voltou para a sala ao mesmo tempo, ou devo dizer, tropeçou.
"Mãe, você pode me dizer o que aconteceu hoje?" Perguntei incisivamente.
Ela riu um pouco e sorriu orgulhosamente. Ela desabou no sofá ao meu lado e acariciou o cabelo de Bella.
"Com prazer." Ela começou. "Fomos ao supermercado porque Bella e Carlie queriam fazer cookies para o seu retorno." Ela sorriu largamente para mim e afagou a cabeça de Bella como um cachorrinho. "Então, nós fomos às compras e esbarramos naquela reprodutora de vagabundas sem tato. Ela abriu aquela boca suja dela e eu não poderia deixá-la escapar. Ninguém fala dos meus filhos daquela forma e sai ileso. Ela é apenas uma harpia invejosa. Você já viu a minha neta, pelo amor de Deus? Ela é a invejosa da cidade!" Ela gritou alto, bêbada, jogando os braços no ar para dar ênfase.
Levantei minha sobrancelha para ela e sorri. Minha mãe era um tipo.
"Então, o que há com o javali?" Eu perguntei.
Isso as levou a iniciar suas risadas novamente, e Isabella saiu do seu mau humor para participar. Eu estava, obviamente, por fora.
"Carlie perguntou quem era aquela senhora má quando estávamos indo embora e a mamãe disse, 'Oh, apenas um javali!'" Alice riu. "E então, Carlie se virou no assento do carrinho de compras, fez uma careta e gritou, 'JAVALI MAU!'".
Alice estava ficando azul neste momento de tanto rir. Eu estava com medo de ela explodir um órgão interno.
Comecei a rir com elas, porque eu podia ver exatamente Carlie dizendo 'javali mau'. Eu perdi toda a porra da ação. Eu ainda estava irritado por alguém ter abordado Bella em público, e sendo aquele pedaço de lixo tornou pior. Eu faria àquela puta uma visita na parte da manhã. Você não fode com a minha família, e que tipo de covarde de merda faz isso na frente de uma criança? Eu deveria enfiar meu pé na bunda dela, só por isso. Senti uma vontade séria de jogar ovo na porra da casa dela como se eu estivesse no ensino médio. Eu precisava de Emmett aqui para ajudar a inventar algumas brincadeiras. Puta fodida.
"Você está bem, baby?" Perguntei a Bella.
"Tudo bem. Eu estou bem. Eu sabia que algo assim aconteceria eventualmente, então, tanto faz. Está feito. Ela não pode me atingir." Ela disse com um sorriso vitorioso.
Eu estava tão orgulhoso dela. Esta era a menina que fugiu por causa da fofoca de garotas malvadas, e agora ela não dava a mínima. Eu sabia que as coisas seriam diferentes a partir de agora, porque ela era forte, ela podia fazer qualquer coisa. Porra, ela tinha feito de tudo já. Ela sobreviveu sendo uma fugitiva adolescente, teve um bebê sozinha, cuidou de uma paciente com câncer e sua família e, eventualmente, enfrentou o seu passado. Eu acho que todas essas peças construíram a força dela. Ela era incrível.
Fiquei sentado no sofá e assisti as três ficarem cada vez mais bêbadas e ouvi suas conversas vazias. Eu estava finalmente cansado demais para permanecer acordado, então fui para o quarto do Carlie. Eu estava no meio da escada quando ouvi passos correndo em minha direção. Eu me virei a tempo de pegar Isabella quando ela pulou em meus braços.
Foi um pouco inesperado, mas definitivamente uma surpresa agradável. Ela começou a banhar meu pescoço com beijos enquanto envolvia seus braços em torno de mim. Eu podia sentir o cheiro da bebida nela, e suspirei. Não havia nenhuma maneira de eu transar com ela enquanto ela estivesse bêbada. Depois de todo esse tempo esperando por ela, eu queria ter certeza que ela soubesse o que diabos estava acontecendo. Por mais que eu a quisesse, eu queria mais que ela estivesse feliz. Ela ficaria fodidamente irritada se eu transasse com ela hoje à noite, mesmo que ela quisesse agora. Eu sabia que pela manhã ela se sentiria completamente diferente.
"Menininha, mais devagar." Eu disse baixinho enquanto esfregava os braços dela com as palmas das minhas mãos.
Ela balançou a cabeça furiosamente e fez beicinho. Ela estava me matando. Meu pau estava implorando para ser libertado.
"Eu quero dormir abraçççççada com você, Edwaard." Ela falou arrastado. "Por favor, você não quer carinho e aconchego e... coisas... com... comigo?" Ela disse enquanto se aninhava no meu peito.
Porra, sim, sim, e, inferno, sim.
"Vamos, baby. Você vai cair nesses degraus." Eu disse enquanto tentava endireitar os pés dela na escada.
Andei com ela cuidadosamente pelas escadas, e esperava fodidamente que ela não vomitasse. Eu amava a Menininha, mas ninguém gosta de vômito. Nós finalmente chegamos no topo das escadas quando a minha mãe berrou para nós.
"É melhor vocês se ocuparem fazendo bebês aí em cima, Edward. Eu quero mais bebês bonitos para enfiar na cara daquelas vacas!"
Eu não me virei, mas ri baixinho. Ela era como um disco quebrado. Senti Isabella rir embaixo do meu braço e olhei para baixo para vê-la olhando para mim.
"Nós vamos fazer alguns bebês essssssa noite, Edwaard? Ela sussurrou com um grande sorriso em seu rosto bêbado.
"Cale-se, Menininha, ou eu vou fodê-la esta noite e você não saberá a diferença. Vamos colocar sua bunda bêbada na cama." Eu ri.
Ela assentiu para mim como uma idiota bêbada e finalmente chegamos ao quarto de Emmett. Chutei a porta aberta e a levei para dentro. Ela caiu pesadamente na cama, deitada de bruços com as pernas penduradas para fora. Que espetáculo a ser visto. Eu suspirei e balancei minha cabeça. Isto não era o que eu esperava encontrar quando cheguei aqui, mas estava tudo bem enquanto eu pudesse abraçar a minha garota. Sim, ela estava bêbada e provavelmente chutaria a minha bunda pela manhã, mas eu teria várias horas antes que isso acontecesse e eu definitivamente as aproveitaria.
Eu a apoiei nos travesseiros e a movi para que eu pudesse puxar as cobertas para baixo, e notei que ela já estava dormindo. Eu a cobri e dei um rápido beijo em sua testa antes de ir para o quarto de Carlie para um beijo de boa noite. Ela ficaria irritada de manhã quase acordasse sem mim, mas eu esperava que ela simplesmente se juntasse a mim e a Menininha quando acordasse.
Ela estava roncando baixinho quando cheguei, seus dedinhos segurando as orelhas do coelhinho rosa que eu comprei para ela no dia em que encomendamos sua cama. Ela estava pacífica e contente e dormindo, então eu suavemente beijei seu rosto e puxei firmemente as cobertas em torno dela.
Deixei meu anjo e voltei para a cama com a minha Menininha. Tirei minha roupa, deixando apenas minha boxer, e subi na cama. Eu não tinha certeza se era uma ideia muito boa tocá-la, já que ela não estava realmente coerente quando sugeriu abraços e outras coisas, então eu apenas me aproximei dela e descansei minha cabeça no travesseiro. Tinha sido uma semana longa e difícil, e eu estava finalmente relaxado. Assim que fechei meus olhos, senti um pequeno corpo quente se enrolar ao meu lado. Senti a cabeça dela no meu peito, sua perna sobre a minha e sua mão no meu coração.
Espero que ela soubesse que ela o segurava para sempre.
Fiquei feliz que na manhã seguinte minha Menininha não estava se sentindo estranha, ou incomodada, depois de me encontrar na cama com ela. Ela acordou antes de mim e eu a senti levemente beijar meu peito nu antes de sair da cama e sair do quarto. Eu fiquei na cama por um tempo, apenas olhando para o teto pensando nas coisas.
As últimas semanas haviam sido incríveis. Era tão louco pensar que tudo era real, que estava apenas começando para nós.
O resto do fim de semana com meus pais foi muito tranquilo; apenas coisas normais de família, mas foi ótimo. Eu não acho que já tivesse visto meus pais tão felizes. Eu poderia dizer que eles estavam realmente chateados sobre nós voltarmos para casa, e Carlie estava praticamente histérica quando começamos a carregar o carro. Ela se enfurnou em seu quarto e se recusou a sair. Ela insistiu que nós TÍNHAMOS que viver lá, todos nós no quarto dela. Ela era uma coisinha determinada, e era praticamente impossível dizer não a ela. Ela tinha me convencido, eu ficaria feliz em arrumar minhas coisas, voltar para a casa da mamãe e viver no quarto de Carlie. Eu estava a bordo para tudo.
A Menininha estava ficando IRRITADA porque eu estava cedendo. Porra, era uma boa ideia, mesmo que fosse louca. Ela não estava de acordo, e então tivemos que ir embora. Minha mãe conseguiu tirar Carlie do quarto com promessas de visitas semanais. Eu não tinha certeza de como faríamos isso, mas ela prometeu, então imaginei que eu poderia muito bem deixá-la lidar com isso.
A Menininha e Carlie dormiram a viagem toda e eu segui pela estrada sorrindo como um idiota. Tenho certeza que as pessoas que passavam por mim achavam que eu era louco, mas eu não liguei. Eu estava mais feliz do que jamais tinha sido, e as duas beldades no meu carro eram a razão.
Foi terrível deixá-las em casa, porém. Eu senti como se estivesse perdendo um membro. Carlie fez outra birra, e eu fiz a promessa de que eu nunca deixaria passar um dia sem vê-la. Se isso significava que eu tivesse duas horas de sono por dia, então que fosse assim.
A Menininha estava um pouco mais fechada quando chegamos à sua casa e eu não tinha certeza de onde tinha vindo isso, então eu sabia que nós precisávamos conversar sobre o que aconteceu entre nós durante o fim de semana. Eu esperava que ela não estivesse arrependida, porque eu certamente não estava.
Carreguei Carlie para dentro de casa e a coloquei na cama. Voltei para o carro e peguei todas as malas e levei para dentro.
"Você gostaria de um pouco de chá? Uma cerveja, ou algo assim?" Bella perguntou baixinho.
"Eu gostaria disso. Uma cerveja seria ótimo, eu realmente gostaria de ficar e conversar, se estiver tudo bem." Perguntei timidamente.
"Eu gostaria disso." Ela disse com um sorriso.
Ela entregou-me uma cerveja depois de abrir a tampa em cima do balcão.
Nós nos sentamos em sua pequena sala de estar e, pela primeira vez, eu realmente dei uma olhada no ambiente. Era muito modesto, sem muita mobília, mas decorado com muito esmero. Ela tinha as paredes cobertas com belas peças de arte, todas com temas de oceano e água. Isso me fez sorrir, pensando no quanto ela gostava de água quando era criança. Parecia que isso não tinha mudado. Havia algumas pinturas emolduradas em simples quadros brancos, e algumas fotos. Dei um passo mais perto para dar uma boa olhada nelas. Elas eram muito boas, e realmente bonitas.
"Eu gosto das fotos. Onde você as conseguiu?" Perguntei sobre o meu ombro.
"Oh, hum... as pinturas eu comprei em vários lugares, principalmente de artistas locais da Califórnia e em festivais de arte no calçadão. As fotografias eu mesma tirei. Elas são todas de Venice Beach, onde nós morávamos." Ela disse com orgulho.
"Uau, elas são muito boas, Menininha." Eu disse quando me virei e dei a ela um sorriso.
"Obrigada. Eu simplesmente amava muito isso. Estava sempre mudando, e eu queria documentar isso de alguma forma, sabe?" Ela disse pensativamente.
"Você realmente amava tudo lá, hein?" Eu perguntei.
"A praia, sim, muito. Algo sobre a água ser realmente sobre curar e nutrir. Eu amava a paz que ela me dava." Ela disse com a cabeça levemente inclinada.
Quando olhei para ela, eu poderia ver a menina com medo de novo. Aquela garota que deixou sua casa, quebrada e com medo. Ela encontrou consolo na natureza, e era algo que sempre foi familiar para ela, o oceano. Eu estava contente por ela encontrado uma maneira de lidar com seus demônios.
"Então..." Eu parei. Eu realmente queria descobrir mais sobre a sua vida enquanto ela estava fora. Eu tinha ouvido apenas boatos, tanto dela quanto de Victoria. Ela viveu uma existência completamente diferente longe de nós, e eu estava mais do que curioso.
"Então, como é por lá? Eu estou curioso, já que nunca estive lá. Eu só ouvi o quanto a Califórnia é suja e lotada, mas estas fotos pintam uma história muito diferente." Eu cutuquei.
"Hum, bem, é muito diferente. Los Angeles é ENORME. Não é apenas uma cidade como é aqui, há todas essas cidades adjacentes, e algumas são realmente lindas, outras são apenas, bem... não. Elas têm um monte de pobreza lá, mas também têm o oposto polar, onde estão os mega ricos, como Beverly Hills, ou como Malibu. Onde nós morávamos era um pouco no limbo. É muito boêmio... artístico. Há muita aceitação lá. Os sem-teto vêm em bandos, e é uma cidade muito turística, mas pequena em relação à cidade grande. Foi muito esclarecedor viver lá. Eu amava. Nós voltaremos para lá em agosto." Ela acrescentou calmamente enquanto olhava para as suas mãos.
"O QUÊ?" Perguntei mais alto do que eu queria.
"Só para uma visita. Eu aluguei uma casinha na praia de Laguna antes de sabermos que nos mudaríamos, é um dos lugares favoritos de Carlie e meu também... É só um período de férias." Ela disse defensivamente.
"Eu vou com vocês, então." Eu exiji.
"Hum, ok. Carlie amaria isso. Acho que sua mãe nos encontrará lá também." Ela disse, e parecia que ela estava animada com a perspectiva de irmos juntos. Eu estava sorrindo amplamente.
"Então, de quanto tempo serão essas pequenas férias?" Eu perguntei.
"Oh, hum... eu realmente não tinha pensado nisso. Eu aluguei a casa por uma semana e depois eu voltaria para Veneza e ficaria um pouco por lá, já que Garrett não decidiu o que fará com a casa ainda, você sabe, vendê-la ou mantê-la. Eu acho que é muito difícil para ele. Foi a casa deles por tanto tempo, e eu acho que seria muito difícil viver lá sem Kate." Ela disse com uma careta.
Eu não tinha pensado no Hulk durante toda a semana, e decidi pescar sobre o relacionamento deles um pouco. Eu ainda não estava verdadeiramente interessado nesse cara, eu estava com ciúmes que eles parecessem ser tão próximos.
"Então, ele não está levando numa boa, está difícil lidar com a morte da sua esposa?" Eu perguntei hesitantemente.
Ela soltou uma risada curta e sem humor. "Difícil não poderia nem começar a descrever. Eu pensei que o perderia também. Ele se perdeu, ele ainda não é o mesmo sem ela. Dói vê-lo sofrer. Ele a amava muito. Eu não acho que ele saiba como viver sem ela." Ela disse com tristeza.
Eu imediatamente senti pena do cara. Eu poderia me relacionar com aquele sentimento de vazio, eu já estive lá, eu senti o mesmo quando a perdi. Eu morri por dentro, e eu me sentia quase culpado pela sorte de ter a minha Menininha de volta, ele nunca teria. Se a Menininha morresse, eu estaria em um buraco ao lado dela no dia seguinte, sem dúvida. Meu coração começou a martelar no meu peito e eu fiz uma prece silenciosa pela alma dele.
"Então, como ele consegue? Quero dizer, se fosse eu, Isabella, eu engoliria uma bala." Eu disse, olhando para ela com seriedade.
"Não fale assim." Ela silvou. "Nunca mais diga isso. Carlie, e quanto a Carlie, Edward?" Ela disse enquanto uma lágrima solitária escorria pela sua bochecha.
Corri para ela e agarrei seu rosto em minhas mãos. Eu não tinha a intenção de assustá-la, eu estava apenas sendo honesto. Carlie... ela estava certa. Eu tinha Carlie para quem viver e pensar, e eu precisava encontrar forças para ser um homem melhor, um homem forte o suficiente para manter o amor das duas meninas em meu coração. Elas precisavam de mim.
"Shhh, eu não queria fazer você chorar, mas, baby... quando você se foi..." Eu parei. A dor de lembrar o que eu tinha atravessado quando ela desapareceu estava ameaçando me quebrar. Ela precisava entender.
"Eu sei como ele se sente, Menininha. Você era o meu mundo inteiro... meu coração, minha vida. Quando você me deixou, eu não tinha NADA. Eu poderia muito bem estar morto. Eu não sentia nada, vivia por nada, eu estava vazio. Você, e agora Carlie, são as únicas coisas que são capazes de preencher o buraco no meu coração. Ninguém nunca será capaz de substituí-las... NUNCA. Se você nunca tivesse voltado, eu teria vivido PARA SEMPRE sozinho, apenas com os restos de você no meu coração. Ele pertence a você, baby, eu te disse uma vez e eu quis dizer isso. Mo Anan Cara Isabella. Nós somos almas gêmeas. Isso não era uma espécie de bobagem de frase romântica. Isso era verdade, o destino, e nosso futuro. Carlie é a prova dessa merda." Eu disse, querendo muito que ela aceitasse todas as palavras.
"Você nunca saberá o quanto eu sinto, Edward, pelo que eu te fiz passar, o que todo mundo passou. Eu estava perdida, com medo..." Ela parou para tomar fôlego. "Eu estava com tanto medo de como eu me sentia por você. Era um sentimento que me consumia, e o pensamento de não ser correspondido me devastou. Eu estava quebrada por dentro. Eu acho que encontrar Victoria, o que me levou até Kate, era kismet – o destino. Kate me ensinou tanto sobre o amor, como ele é diferente e sempre está mudando. Não há preto e branco, e eu acho que eu era apenas jovem demais e tão apaixonada e perdida na emoção do nosso relacionamento, que eu não sabia de nada. Ela e Garrett passaram pelas mesmas coisas, Edward. As indiscrições dele eram muito mais graves e mais frequentes, mas eu também aprendi com ele que ninguém é perfeito, e os erros serão cometidos. As respostas dele para tudo, claro, é que os homens são animais." Ela fez uma pausa e riu. "Eu acho que eu apenas me senti tão rejeitada, e de certa maneira eu sempre esperei isso de você." Ela disse hesitantemente.
Ela olhou para baixo de novo, quase envergonhada. Eu estava furioso com esta revelação. O que diabos eu fiz para fazê-la pensar que eu não estava levando a sério o que nós tínhamos?
"Baby, olhe para mim." Eu pedi enquanto erguia seu queixo. "Por que diabos você esperava que eu a rejeitasse? Eu disse a você que a amava, eu estava falando sério".
"Mas, por quê? Por que eu? Por que você quereria estar amarrado a mim? Eu teria arruinado a sua vida. Você teria desistido de tanta coisa, para quê? Por mim?"
"Você está falando sério? Você não pode estar falando sério agora?" Eu perguntei, balançando a cabeça. "Isso é simplesmente estúpido, Isabella!" Eu gritei. "Você acha que não era digna só porque ficou grávida? O que você achou que eu faria quando descobrisse? Deixaria você? Eu estou meio que fodidamente insultado agora!" Eu fervi.
Ela começou a chorar, apertando as mãos em seu rosto. Eu levantei e comecei a andar pela sala. Eu estava furioso com ela. Sim, eu fodi com tudo e acho que se fosse o contrário, eu sentiria receio em confrontar-me com algo assim, mas, era eu, eu a amava. Eu teria ficado exatamente tão fodidamente feliz naquela época quando fiquei no quarto de hospital. Respirei fundo algumas vezes e lentamente voltei para ela. Eu a puxei de pé e a agarrei contra o meu peito.
"Isabella, você é frustrante pra caralho. Eu teria ficado tão fodidamente feliz em ouvir que você estava carregando meu filho, eu não acho que orgulho seja uma palavra grande o suficiente para descrever o que eu senti quando percebi que Carlie era minha. Se você pensa o contrário, bem, então eu não sei o que dizer a você. Eu teria contratado um fodido avião com faixa para anunciar isso! Eu teria percorrido a cidade gritando do topo dos meus pulmões. Eu teria feito qualquer coisa para assisti-la gerar minha filha, Menininha, para estar ao seu lado enquanto você a trazia ao mundo. Eu agradeço a você por ela. Ela é um presente que eu certamente não mereço, mas aceito de bom grado. Ela é fodidamente incrível... exatamente como a mãe." Eu disse enquanto beijava suavemente o topo da sua cabeça repetidas vezes.
Nós ficamos assim por algum tempo, abraçados, aceitando nossas imperfeições e nossos erros fodidos. Tivemos nossas almas finalmente limpas. Eu sabia que ela lamentava o que tinha feito, e ela sabia que eu lamentava o meu lapso de julgamento. Foi um passo, e nós teríamos toda a nossa vida para continuar a viagem.
Vou deixar a DR do casal para vocês analisarem. Eu prefiro salientar a fofura de Carlie achando que 'aquilo' era um javali. Pobre do bicho... kkkk
Beijos amadas!
Nai.
