Capítulo 46
(Tradutora - Nai.)
Beta – Ju Martinhão
~ Bella ~
Acordei na manhã seguinte com risadinhas e suaves beijos quentes no meu ombro. Eu me senti quente e envolvida nos braços de alguém. Eu podia sentir o cheiro do shampoo frutado no cabelo de Carlie e sorri quando estiquei o braço para trás para correr meus dedos através dele.
"Mmmm, o que você está fazendo, baby?" Perguntei para ela quando ouvi outra risadinha escapar dos seus lábios.
"Estamos esperando por você, mamãe. Já é hora de levantar! Nós vamos para o zoológico!"
Abri meus olhos e esfreguei a palma da minha mão sobre eles para afastar o sono. Eu lentamente rolei para ver Carlie e Edward deitados atrás de mim sorrindo.
"Olá, mamãe!" Carlie riu novamente.
"Bom dia, linda." Edward cantarolou. Sua voz ainda estava rouca e baixa de sono.
"Ugh. Há quanto tempo vocês estão acordados?" Eu perguntei.
"Faz um tempinho. Ela veio cerca de meia hora atrás. Nós estávamos apenas assistindo você dormir." Edward disse.
"Ok, então, quem quer café da manhã?" Perguntei enquanto pulava da cama e pegava o meu roupão e o atirava sobre meus ombros.
"Eu farei o café, Bella, por que vocês, meninas, não vão se arrumar enquanto eu começo o café?" Edward saiu da cama e jogou Carlie sobre o seu ombro.
"Por que vocês dois simplesmente não param no McDonald's no seu caminho para o zoológico? Eu estou sem mistura para panquecas e Carlie não come ovos." Eu disse a ele.
"Ok, McDonald's servirá, mas nós dois não vamos a lugar algum sem você, portanto, vá se arrumar, mamãe".
Edward me deu um tapa na bunda, o que colocou Carlie em histeria, e pegou sua mochila do sofá.
"Eu tomarei o meu banho primeiro, já que eu sou mais rápido." Ele disse com uma piscadela.
"Vamos para o zoo, mamãe! É assustador lá?" Carlie perguntou. Ela franziu seu narizinho e esperou pela minha resposta.
"De jeito nenhum, Car, há muitos animais fofos. Você vai amá-los. Mas você quer que eu vá junto? Deveria ser o seu dia para sair com o papai".
Eu não tinha certeza por que Edward queria que eu fosse, mas eu amaria ver a expressão de Carlie quando tivesse a experiência do zoológico pela primeira vez. Eu sacrificaria a minha sanidade para vê-la com medo dos animais peludos.
"Não, mamãe, papai disse que todos nós vamos como uma família. Nós somos uma família, então todos nós vamos juntos." Ela declarou com firmeza.
Como eu poderia discutir com ela? Ela estava em pé com seus pequenos punhos apertados em seus quadris e deu-me os maiores olhos de cachorrinho perdido de todos os tempos.
"Ok, garota, você conseguiu. Vamos escolher algo bonito para você ficar bonita para o papai, está bem?" Eu a cutuquei no nariz e fomos para o quarto dela.
Ela escolheu uma camiseta da Sininho e um short. Eu peguei seus tênis e um par de meias e a ajudei a se vestir.
Deslizei para o chuveiro depois de Edward, seu cheiro engolfando meus sentidos. Eu podia sentir o aperto na minha barriga, imaginando-o no meu chuveiro momentos mais cedo, seu corpo alto e magro brilhando com o fluxo de água, ugh! Eu precisava me controlar. Após a noite que dividimos ontem, eu não tinha certeza se essas visões dele algum dia desapareceriam. Eu me permiti sorrir um pouco com a ideia de compartilhar um banho com ele em breve.
Nós saímos de casa, parando no McDonald's antes de entrar na auto-estrada em direção ao zoológico. Edward insistiu em dirigir minha nova caminhonete, e eu sorri. Eu sabia que ele queria dirigi-la da pior maneira. Eu não podia culpá-lo, eu a amei também. A conveniência de ter o leitor de DVD na parte de trás trabalhou em nosso favor enquanto Carlie assistia um filme em silêncio. Isso nos deu tempo para conversar e curtir o passeio. Eu amava que nós estivéssemos tão normais, como uma família de verdade.
Ao entrar no zoológico, a primeira exposição que vimos foi das criaturas do mar. Vimos através de um aquário abobadado como as lontras mergulhavam e nadavam para lá e para cá. Sua pele lisa brilhava na iluminação enquanto elas saltavam das geleiras brancas feitas pelo homem, e seus pequenos corpos se moviam muito rápido. Carlie aplaudiu e gritou enquanto elas brincavam. Edward tirou fotos para ela e a segurou no alto dos seus ombros para que ela pudesse ver as focas e leões marinhos no outro lado do recinto.
Nós vagamos pelo parque por horas, vendo os macacos e gorilas brincando, as girafas pastando e o leão dormindo. Carlie ficou fascinada por todos os animais. Eu amei ver suas expressões enquanto ela os observava. Ela estava realmente maravilhada, o zoológico foi uma ótima ideia. Eu a tinha levado ao zoológico quando morávamos na Califórnia, mas ela era muito pequena e realmente não teve a experiência completa. Eu estava feliz por Edward estar aqui para compartilhar isso, e estava contente que ele estaria aqui sempre, para experimentar tudo.
Edward, é claro, a mimou até não poder mais. Nós comemos porcaria durante todo o dia, desde algodão doce a pipoca e cachorro quente para o almoço. Eu tinha certeza que ela vomitaria até o final do dia. Ele não podia negar nada a ela e eu achei hilário que este homem pudesse ser tão ludibriado por esta menininha. Era como se o sol tivesse nascido e se fixado nos olhos de Carlie. Ela era o mundo dele, e ele não era orgulhoso demais para admitir isso completamente.
Nós paramos em cada loja e vendedor no parque, e no final do dia meus braços estavam dormentes de carregar as sacolas cheias dos tesouros dela. Ela comprou camisetas e livros, bichos de pelúcia de todos os tipos, cobras e tartarugas de plástico... é só escolher, a garota tinha. Aquela garota era agora a orgulhosa proprietária de mais bichos de pelúcia que a própria fábrica. Ele era um bobalhão. Ele era adorável. Eu amava vê-la fazendo beicinho para ele, e a reação dele fazia o meu coração vibrar. Você podia ver todas as feições no rosto dele suavizar. Ele teria um monte de problemas quando a garota fizesse 16 anos... eu já podia ver o Porsche na garagem. Ele estava seriamente ferrado porque ela o tinha embrulhado firmemente em torno de seu pequenino e minúsculo dedo.
Nós três ficamos de mãos dadas o dia inteiro, até que Carlie precisou de colo quando estávamos indo embora. A cada poucos minutos Edward levantava a minha mão e beijava suavemente. Foi um gesto tão doce, e isso significava tudo para mim.
Agora que finalmente havíamos decidido morar juntos, isso era tudo no que eu conseguia pensar. Nós decidimos que procuraríamos uma casa assim que voltássemos da Califórnia. Eu pessoalmente não queria esperar tanto tempo para as nossas condições de vida mudar, então eu disse a ele para vir morar conosco até que encontrássemos um lugar maior. Minha casa era pequena, mas era muito grande para nós três. Eu sabia que seríamos felizes, não importa onde estivéssemos agora que tínhamos dado o primeiro passo.
Eu ainda estava me recuperando da noite anterior. Foi incrível, eu não acho que já me senti assim em toda minha vida. Eu sei que ele estava feliz, estava escrito na cara dele. Tínhamos finalmente movido o último obstáculo em nosso relacionamento instável e eu estava mais do que animada. Tudo o que eu sempre quis era Edward, e agora que eu o tinha, eu não o deixaria se afastar. Eu era muito jovem e ingênua antes, eu deveria ter lutado naquela época. Eu simplesmente era inexperiente demais para saber o que fazer. Era diferente agora; não havia nada que eu permitiria que ficasse entre nós novamente. Aconteça o que acontecer, nós trabalharíamos para resolver. Nós nunca seríamos perfeitos, ambos éramos fodidos, isso era certo, mas nós nos amávamos o suficiente para tentar e isso era tudo que precisávamos.
Eu me joguei no sofá uma vez que chegamos em casa, enquanto Edward foi colocar Carlie na cama para uma soneca. Ela estava cochilando no caminho, muito excitada para dormir.
Fechei meus olhos e relaxei nas almofadas. Meus ossos estavam cansados e meus pés estavam latejando. Foi um longo dia, e depois das nossas atividades de ontem à noite, meu corpo inteiro estava se encolhendo de dor. Eu senti as almofadas mexerem e abri um olho para ver Edward inclinando-se sobre mim.
"Eu acho que precisamos de um cochilo, baby. Venha, vamos para a cama." Ele disse baixinho enquanto beijava meu pescoço levemente.
"Mmmmm." Eu gemi. Eu amava a maneira como seus lábios eram na minha pele, tão suaves e quentes.
Ele me levantou do sofá e nos moveu para o meu quarto. Ele me colocou no meio da cama e veio para cima de mim. Suas mãos foram para a barra da minha blusa e ele lentamente a puxou por cima da minha cabeça. Depois que ela foi descartada, ele abaixou a cabeça e colocou suaves beijos de boca aberta sobre o topo dos meus seios. Meu corpo instintivamente arqueou na direção dele enquanto eu implorava silenciosamente por mais. Por mais cansada que eu estivesse, e eu ESTAVA exausta, eu o queria... mais dele, sempre.
Ele levou as mãos até as minhas costas para soltar meu sutiã e depois o puxou de mim. Eu me contorci para tirá-lo enquanto ele o puxava para fora do meu corpo. De imediato ele tirou sua camiseta e a jogou através do quarto antes de pressionar seu peito contra o meu peito nu. Eu nunca me cansaria da sensação dele contra mim - pele com pele. Sua boca trabalhou seu caminho até o meu peito e garganta até que eu senti seus lábios nos meus. Ele puxou meu lábio inferior em sua boca e chupou levemente. Eu suspirei asperamente e agarrei seu cabelo com força, trazendo-o para mais perto de mim. Sua língua roçou nos meus lábios antes de deslizar em minha boca. Minha língua se juntou à dele enquanto acariciávamos a boca um do outro apaixonadamente. Isso era diferente da noite anterior, nós estávamos apreciando um ao outro e tomando o nosso tempo. A última vez foi frenética e dura, com mãos rápidas e corpos ansiosos. Agora era lento, cuidadoso e amoroso.
Senti sua mão descer para os botões da minha calça e o senti deslizar o botão do fecho. Ele desceu lentamente meu zíper e começou a puxar minha calça pelas minhas pernas até que tinha saído. Ele se moveu de volta até mim, deslizando suas palmas em minhas pernas enquanto subia pelo meu corpo. Ele deslizou seus dedos na borda da minha calcinha e começou a puxá-la para baixo lentamente.
"Eu ficarei com essa também, baby." Ele riu sombriamente.
Levantei minha cabeça para olhar para ele e sorri enquanto observava o sorriso diabólico crescer em seu rosto.
"Eu preciso atualizar a minha coleção." Ele disse simplesmente com um encolher de ombros. Revirei meus olhos e caí de volta contra o travesseiro.
"Você é tão esquisito!" Eu disse com uma risadinha. Quero dizer, sério? Qual é a coisa com as minhas calcinhas?
"Eu não dou a mínima, eu gosto das suas calcinhas. Processe-me." Ele disse enquanto movia seus lábios para frente e para trás no meu osso pélvico.
Ele deslizou sua língua para fora e a deslizou lentamente de um lado a outro do meu quadril. Foi deliciosamente lento e estava me deixando louca. Ele muito lentamente percorreu com a língua para baixo, mais para baixo até que eu podia sentir seu hálito quente na minha abertura. Eu inalei uma respiração irregular quando senti sua língua entrar em mim rapidamente. Para dentro e para fora ele a empurrou em mim enquanto seu polegar acariciava meu clitóris, fazendo meu corpo inteiro tremer de expectativa e emoção. Eu senti como se fosse entrar em convulsão, meu corpo estava tão vivo.
Senti a umidade da sua boca enquanto ele rolava sua língua ao redor e sobre a minha boceta. A ponta da sua língua corria ao longo dos meus lábios antes de puxar meu muffin inchado entre seus lábios.
"Oh, doce Jesus!" Eu gritei, incapaz de me conter.
Naquele exato momento ele mergulhou dois dedos em mim e começou uma sessão rápida de golpes e curvas, até que minhas costas arquearam da cama de uma sacudida.
"É isso, baby, goze para mim. Deixe-me sentir o quanto você quer o meu pau." Ele rosnou, fazendo com que sua voz a vibrasse contra as paredes da minha boceta.
Instintivamente, meus joelhos apertaram nos lados da sua cabeça, essencialmente prendendo seus rosto entre as minhas pernas enquanto eu tremia e balançava quando o meu orgasmo assumiu.
Ele deu uma longa lambida no meu clitóris com a ponta da sua língua antes de se arrastar pelo meu corpo e pairar sobre mim.
"Eu esperei cinco longos fodidos anos para provar essa boceta, Isabella. Eu só a estou deixando saber que eu NUNCA ficarei outro dia sem lamber a sua boceta." Ele rosnou, tomando meu lábio inferior e puxando com os dentes.
Eu ainda estava me debatendo debaixo dele enquanto tentava me acalmar após o orgasmo mais incrível que eu já tinha experimentado. Embora ele tivesse feito isso da primeira vez que fomos íntimos, havia algo muito mais poderoso na forma como foi desta vez. Não sei se foi o tempo, distância, ou o quê, mas a nossa ligação era inquestionável. Eu ansiava pelo seu toque e ele, por sua vez, me dava tudo o que ele era.
Eu não tinha sequer percebido que ele havia tirado suas roupas quando senti a ponta do seu pau empurrando para dentro de mim. Ele pegou minhas mãos, enroscando nossos dedos juntos firmemente enquanto mergulhava mais fundo dentro de mim. Eu suspirei profundamente enquanto o sentia me esticar com seu comprimento.
Ele se inclinou e beijou meus lábios com ternura. "Menininha, abra seus olhos. Olhe para mim." Ele exigiu.
Eu abri meus olhos lentamente e quase fui surpreendida pela emoção por trás dos seus olhos. Eu nunca duvidei do meu amor por Edward, nunca neguei que este homem me possuía – corpo, mente e alma, para sempre. Mas, olhando para ele neste momento, eu nunca mais duvidaria do seu amor por mim. Todos os erros, a falta de comunicação, tudo nos trouxe a este ponto. Nós estávamos juntos, independentemente das probabilidades colocadas contra nós. Nós nunca deixamos o coração do outro, e todo o amor estava lá dez vezes maior.
"Eu te amo completamente e sou totalmente apaixonado por você, Isabella." Ele disse entre as estocadas. "Por favor, baby, nunca, jamais, me deixe de novo. Eu não sobreviverei. Por favor, prometa-me." Ele implorou.
Eu soltei suas mãos e agarrei seu rosto. Acariciei sua bochecha com o meu polegar, enxugando uma lágrima solitária.
"Nunca, Edward. Nunca mais." Eu prometi.
Ele reivindicou minha boca, beijando-me com tanta força que me tirou o fôlego. Nós estávamos despejando tudo para fora, dando tudo um ao outro. Assim que senti o gosto dele na minha boca, eu não pude segurar o gemido que estava tentando conter. Ele gemeu em retorno e começou a bombear para dentro de mim mais rápido e mais forte enquanto nos beijávamos.
"Eu não durarei muito, baby, eu preciso que você goze para mim." Ele ofegou no meu ombro enquanto continuava a se mover contra mim.
Suas palavras subiram através de mim como um raio e eu senti minhas paredes apertarem contra o seu comprimento.
"PORRA!" Ele gemeu. "Deus, baby, tão apertada... tão fodidamente perfeita para mim... só para mim baby... UNG..." Ele rosnou quando senti sua libertação liberar dentro de mim.
Ele caiu em cima de mim pesadamente, sua respiração quente irregular sussurrando contra o meu peito. Eu podia sentir os batimentos irregulares do seu coração e senti um largo sorriso puxar meus lábios. Corri minhas mãos pelo seu cabelo e fui recompensada com um zumbido suave de apreciação.
Nós ficamos ali deitados em silêncio por alguns minutos até que ele finalmente recuperou o fôlego e foi capaz de falar.
"Menininha, eu não tenho nenhuma ideia de como vivi sem isso durante todo esse tempo. Estou surpreso de não ter ficado fisicamente doente sem você." Ele disse calmamente.
"Eu fiquei." Eu disse seriamente.
Eu quis dizer isso. Meu coração doía por ele constantemente. Eu podia sentir o coração partido em cada veia, ossos e músculos. A cada noite eu dormia dolorida por ele em mais de uma maneira.
"Nunca mais." Ele disse sem rodeios.
"Nunca mais." Eu concordei.
Ele deu um pequeno beijo molhado na minha barriga antes de se aproximar mais de mim na cama e nos cobrir com o lençol.
"Um... baby, eu sei que deveríamos realmente ter falado sobre isso antes, mas nós não usamos nada... você sabe?" Ele murmurou.
Eu sorri e acariciei sua bochecha com as costas da minha mão.
"Está tudo bem. Não há nada para se preocupar." Eu disse a ele.
"Graças a Deus, eu estava esperando que você dissesse isso." Ele disse antes de se inclinar para me beijar.
"Acho que eu deveria ter dito mais cedo, mas não havia realmente uma razão para tocar no assunto antes." Eu murmurei sobre os lábios dele.
"O que você quer dizer?" Ele disse enquanto se apoiava no cotovelo e olhava para mim interrogativamente.
"Eu quero dizer que estou no controle de natalidade".
Seus olhos arregalaram e ele deslizou ligeiramente para trás.
"Eu pensei que você tivesse dito que não esteve com ninguém quando estava longe! Por que diabos você usaria algum tipo de controle de natalidade?!" Ele gritou enquanto se levantava da cama e passava as mãos pelo seu cabelo.
"Eu não estive com ninguém! Qual é o seu problema?"
"Porra! Por que você se preocuparia com isso se não estava fazendo sexo, Isabella!? Isso não faz sentido!" Ele disse, atirando os braços no ar.
"Edward, faz todo o sentido. Eu fiquei grávida aos 17 anos, pelo amor de merda! Eu estava tomando a responsabilidade pelo meu corpo! Ajuda a regular a minha menstruação, e eu queria ter a maldita certeza absoluta de que SE eu dormisse com alguém, que eu estaria protegida! Por que você está agindo assim?"
"Porque sim! Porra, então você estava pensando em foder alguém? Quero dizer, que outro motivo haveria, certo? Jesus Cristo!" Ele começou a divagar enquanto andava de um lado a outro no chão do quarto.
Eu fiquei totalmente confusa pela sua aversão repentina ao controle de natalidade. O que diabos era o problema dele? Eu estava sendo segura e responsável. Imaginei que ele gostaria disso, já que ele não teria que usar preservativos. Eu estava obviamente muito errada. Ele parou no pé da cama e cruzou os braços sobre o peito e olhou para mim.
"Dê para mim. Você não as tomará mais. Coloque-as na minha mão." Ele disse com uma mão estendida.
Eu balancei minha cabeça e deixei minhas mãos caírem no meu colo.
"Edward..." Eu comecei.
"Foda-se. Dê para mim. Eu quero que você fique grávida, então você vai parar de tomá-las fodidamente hoje." Ele ordenou.
"Eu não tomo pílulas, eu coloquei um DIU." Eu rebati. "E o que diabos você quer dizer com VOCÊ quer que eu fique grávida? Eu não tenho uma escolha aqui?" Eu disse indignada.
"Não!" Ele berrou. "Não, você não tem escolha. Você me deve isso, Isabella! Eu quero ver meu filho crescer, eu quero estar lá quando ele ou ela nascer, eu quero cortar o cordão e ouvir o seu primeiro sopro de vida. Você me negou essas coisas da última vez, então, NÃO, você não tem escolha!" Ele gritou de novo, sua voz cheia de desespero.
Eu imediatamente me senti uma merda, mas eu não podia acreditar que ele tinha dito aquilo.
"Isso foi um golpe baixo, Edward. Eu não posso sequer acreditar que você acabou de fazer isso. Eu tenho pedido desculpas repetidamente. Se você NUNCA vai me perdoar, então, por que diabos você está aqui? Eu não terei isso pairando sobre a minha cabeça para sempre. Eu perdoei você, eu não toco no nome de Tanya, então, qual diabos é o seu problema? Você não acha que é um pouco cedo para pensar em outro filho quando estamos apenas recomeçando? Nós nem sequer temos um quarto agora para outra criança!" Eu gritei.
Ele ficou pensativo por um instante e abaixou sua cabeça.
"Eu sinto muito, certo? Mas, Jesus, Menininha, eu estive esperando por todos esses fodidos anos! Minha vida tem estado em espera e eu finalmente me sinto vivo. Eu só quero que nós tenhamos uma vida feliz juntos. Eu não quis ser um idiota, eu fui apenas pego de surpresa Mas, eu quero essa coisa fora de você imediatamente. Eu marcarei uma consulta para você esta semana e eu irei com você." Ele disse com firmeza.
Eu bufei e caí de volta na cama. Quando ele entenderia que eu sou uma mulher adulta?
"Se você diz, papai." Eu disse com sarcasmo.
Ele se atirou em cima de mim com um sorriso perverso.
"Eu vou deixar passar isso se você me chamar de papai enquanto eu faço você gozar." Ele sussurrou no meu ouvido.
"Ugh! Saia de cima de mim! Eu preciso fazer o jantar e acordar Carlie. Ela ficará acordada a noite toda se eu não acordá-la, então, saia, Sancho." Eu brinquei enquanto o empurrava para fora da cama e caminhava até a porta.
Terminamos de jantar com Carlie e Edward a colocou para dormir. Eu precisava começar a fazer as malas para a nossa viagem em poucos dias, então pedi para Edward me ajudar a pegar as malas na garagem.
"Eu desejaria poder ir com você, Menininha. Eu sentirei falta de vocês duas." Ele fez beicinho.
Eu desejava que ele fosse também. Eu queria mostrar a ele todas as coisas bonitas da Califórnia, e fiquei triste por ele ficar para trás. Eu entendi sua opinião sobre as coisas, porém, e ele me garantiu que nós voltaríamos. Eu sabia que me divertiria com Esme e Alice, e eu definitivamente sabia que elas amariam a praia.
Nós mal tínhamos entrado quando o telefone começou a tocar. Era muito tarde e eu comecei a entrar em pânico. Os telefonemas não tinham parado e, enquanto eles eram inicialmente apenas irritantes, eu estava ficando assustada agora, especialmente depois que a janela foi quebrada.
Edward deu-me um olhar conhecedor e passou por mim em direção ao telefone. Ele pegou e atendeu impetuosamente.
"O que diabos você quer?" Ele rosnou com raiva para o aparelho.
Eu fiquei para trás, mastigando a cutícula da minha unha enquanto o observava. Ele de repente pareceu em pânico e eu caminhei até ele rapidamente.
"Oh, merda, desculpe, mãe. O que aconteceu? Está tudo bem?" Ele perguntou com o cenho franzido.
Ele ficou quieto por um momento até que sua cabeça se levantou para mim em estado de choque. Eu recuei levemente, perguntando-me se eu tinha feito algo errado. Voltei atrás na minha cabeça e não consegui de maneira nenhuma pensar em nada.
"ELES FIZERAM O QUÊ?!" Ele rugiu.
"Quem?" Sussurrei ansiosamente.
Ele segurou o telefone com a mão e o afastou da sua boca.
"Emmett e Victoria." Ele sussurrou.
Senti meu rosto ficar vermelho e meus olhos começaram a lacrimejar pensando que algo havia acontecido com os meus dois melhores amigos. Agarrei a base do telefone e pressionei o viva voz, porque não havia como esperar Edward terminar esta conversa sem ouvi-la.
A voz de Esme filtrou através da sala, ela estava fungando e resmungando incoerentemente.
"MÃE! O que aconteceu? Onde eles estão? Oh meu Deus, por favor, espero que eles estejam bem!" Eu implorei através das minhas lágrimas.
"OH! Eles estão bem por agora, mas apenas espere até eu colocar as minhas mãos naqueles dois. Eu darei uma surra neles. Aqueles furtivos, enganosos, coniventes..." Ela continuou a divagar.
Edward e eu olhamos um para o outro com expressões intrigadas e encolhemos os ombros. Ela estava totalmente enlouquecida e fora de controle, seja lá o que em nome de Deus eles tinham feito.
"Você sabe?" Ela continuou. "Eu esperava esse tipo de coisa de você, Edward, eu quase esperava. Eu nunca teria pensado que Emmett seria aquele a quebrar o coração da sua mãe desse jeito! Aquele merdinha..." Ela chorou.
"Mãe, acalme-se. Que diabos, você está nos assustando!" Edward disse.
"Acalme-se! Acalme-se! Eu não farei tal coisa! Seu irmão fugiu e se casou em Las Vegas como um idiota comum! Por que ele faria isso comigo? Deus, Victoria teria sido uma noiva linda, eu nem sequer pude ver o meu filho se casar, e já que você e Bella parecem compelidos e determinados a me enviar para a porra de uma sepultura mais cedo, eu provavelmente nunca chegarei a ver vocês dois se casarem também! Oh Deus, e Alice... eu não vou nem começar! Eu provavelmente terei que esperar até que o casamento do mesmo sexo seja permitido, já que ela não sai com homem nenhum! Oh meu Deus, por favor, deixe-me viver tempo suficiente para pelo menos assistir Carlie caminhar até o altar!" Ela gritou.
Edward e eu tínhamos expressões similares enquanto tentávamos sufocar nossas risadas. Ela tinha oficialmente perdido a cabeça, e embora fosse triste, também era bastante divertido.
"Mãe, pelo menos eles se casaram, você deveria estar feliz. Você tem uma nova nora. Tenho certeza que eles não fizeram isso para magoá-la, ambos são muito espontâneos." Eu disse calmamente.
"Eu sabia que eles se casariam eventualmente, quero dizer, Emmett nunca teve uma namorada antes, eu sabia que isso aconteceria, mas eu teria gostado de ter estado lá. Eu queria um casamento, maldito seja! Isso é pedir muito?" Ela chorou.
Eu dei a Edward um olhar solidário e balancei minha cabeça. Eles estavam seriamente na merda. Eu estava igualmente chocada que eles tivessem casado, mas eu estava feliz por eles. Eu também teria gostado de ter estado lá, e estava um pouco irritada por eles terem ferrado a minha chance de ser uma dama de honra, mas eu lidaria com Victoria depois.
"Bem, mãe, se isso te faz sentir melhor, Bella e eu temos feito muito sexo." Edward deixou escapar.
Eu bati nele tão forte quanto eu podia no peito e o empurrei para trás. De todos os...
"Bem, graças a Deus por isso. Talvez ainda haja alguma esperança para vocês dois. Pelo menos eu sei que vocês podem fazer isso corretamente, e eu tenho Carlie para ensinar, depois de tudo." Ela brincou.
Meus olhos atiraram para a mesa onde o telefone estava e eu fiquei de boca aberta para ele, como se ela pudesse ver o meu estado de choque.
Edward tentou me puxar para o seu lado enquanto esfregava seu peito onde eu o havia socado. Eu vacilei levemente até que ele passou a língua pelo meu pescoço. Eu me derreti ali mesmo. Ele sempre conseguiria o que queria, mas ele ainda não estava fora do castigo. Isso foi uma coisa ultrajante para ele falar para a sua mãe!
"Ouça, mãe, não seja muito dura com eles, tudo bem? Eles estão apaixonados e essas coisas. Eles apenas agiram por instinto. Nem todo mundo é tão cabeça-dura e teimoso como Isabella. Ela nem me deixará engravidá-la ainda..." Ele fez beicinho.
"Ah, bem, é melhor você fazer alguma coisa sobre isso filho, porque só isso pode compensar por essa besteira de casamento. Se eles pensam que escaparão ilesos, eles estão muito errados. Aquela garota andará por um corredor de branco, nem que seja a última coisa que eu faça. Eu preciso do número do irmão dela, nós precisamos conversar." Ela estalou.
Eu ri com a menção de Victoria vestida de branco, mas Edward enviou-me um olhar de advertência. Imaginei que ele estava certo, Esme não estava com humor para brincadeira. Decidi mudar o assunto para ver se eu conseguia acalmá-la.
"Então, mãe, você está animada para a nossa viagem? Edward acabou de pegar as malas." Eu disse a ela alegremente.
"Oh, sim... eu... sim, eu estou. Muito. Eu não posso esperar para passar o tempo com as minhas meninas. Será maravilhoso." Ela disse sem entusiasmo.
"Ok, mãe, nós precisamos ir. Eu tenho uma mulher para adorar e malas para fazer, então, eu a verei em dois dias?" Edward disse presunçosamente enquanto piscava na minha direção.
"Sim, filho, terça-feira. Nós nos veremos então. Eu amo vocês dois, e dê o meu amor para Carlie." Ela disse. "Oh, e Bella, por favor, ligue para o seu pai. Ele disse que não ouviu falar de você esta semana." Ela disse, sua voz cheia de autoridade e nenhum espaço para discussão.
"Ok, eu também te amo. Diga ao meu pai que ligarei para ele assim que nós voltarmos." Eu disse a ela.
Nós desligamos e nos entreolhamos e caímos na gargalhada. Pobre Esme, ela estava tendo uma noite difícil.
"Eu não posso acreditar que eles não nos chamaram! Eu me pergunto se Alice sabe?" Eu disse.
"Eu também não posso acreditar, mas eu posso entender. Eu sabia que Emmett estava pensando em fazer o pedido, eu só não achei que ele estivesse tão impaciente. Vá ligar para Alice e eu limparei tudo isso." Ele disse enquanto apontava para as malas.
Eu assenti e peguei o telefone.
"Ei, garota!" Ela respondeu.
"Alice? Por que você está tão malditamente feliz a esta hora?" Perguntei a ela.
"Oh, eu estou na casa de Garrett. Acabamos de voltar do jantar. O que há?" Ela disse.
"Casa de Garrett, hein?" Eu disse com um sorriso.
"Cale a boca. Sim, eu estou na casa de Garrett. O que há? Por que você está ligando?" Ela parecia irritada.
"Você tem notícias de Vic ou Emmett? Garrett tem?" Eu perguntei.
"Não, por que, qual é o problema? Está tudo bem?"
"Tudo está bem. Eles se casaram em Las Vegas." Eu disse lentamente.
"Puta merda! Sério! Garrett vai pirar! Oh meu Deus, o que a minha mãe disse? Ela está enlouquecendo?" Ela começou a disparar perguntas como uma pessoa louca.
Eu ri baixinho e balancei minha cabeça. "Você não tem ideia do quanto ela está irritada. Diga a Garrett, eu quero ouvir a reação dele." Eu disse a ela.
Eu a ouvi dizer a Garrett e então o ouvi pedir o telefone.
"Ei, mamãezinha! Então, minha irmãzinha se casou, hein? Quem teria imaginado isso, hein?" Ele riu.
"Você não está bravo?" Perguntei a ele.
"Ah, inferno, não. Aquele Emmett é um cara incrível. Ele a trata como uma rainha e não liga para as merdas dela. Ele é a porra de um santo. Fico feliz por eles, eu acho, eu só queria tê-la levado até o altar." Ele disse, murmurando a última parte.
"Ah, seu grande chorão. Bem, eu deixarei vocês dois voltarem para o que..." Eu disse.
Ele riu alto e depois ficou sério.
"Ela é uma coisinha especial, Bella. Eu estou sendo delicado com ela. Eu não vou machucá-la, ela é preciosa." Ele disse calmamente.
"Eu sei que você não vai, Garrett, eu confio em você. Ela não vai machucá-lo também, então, apenas seja feliz, está bem? Katie gostaria que você fosse feliz. Você merece." Eu disse a ele seriamente.
Eu sabia de onde ele estava vindo. Ele se sentia culpado por ter sentimentos por Alice e não queria magoá-la, mas achava que iria, de qualquer maneira. Eu sabia que se ele apenas se abrisse e desse a ela uma chance, eles encontrariam a felicidade.
"Sim, tudo bem. De qualquer forma, eu falarei com você em breve. Certifique-se de vir até aqui e pegar as coisas que eu preciso que você leve com você para a casa em Venice, certo?" Ele disse, mudando de assunto.
"Tudo bem, G. Eu te amo. Dê beijos em Alice por mim, e diga a ela que eu a verei na terça-feira de manhã".
Nós nos despedimos e eu voltei para o quarto.
As malas estavam empilhadas ao lado do armário e Edward estava estatelado do outro lado da cama de boxer. Ele era tão bonito, e eu não pude deixar de sorrir enquanto o observava na minha cama. Deveria ser sempre assim, este é o lugar onde ele pertencia.
Os próximos dias foram frenéticos enquanto eu tentava nos arrumar para a viagem. Eu estava tão animada para voltar para a Califórnia. Eu sentia muito a falta da praia e não podia esperar para mergulhar meus dedos dos pés na areia e deitar e relaxar. Carlie tinha sido um caso perdido de emoção enquanto nos aproximávamos da data da viagem. Edward estava de mau humor e eu fiquei tentando convencê-lo a ir. Era inútil, mas eu tentei.
A viagem para a Califórnia começou rochosa. Victoria deveria se juntar a nós, mas como ela estava em 'lua de mel', ela ficou com Emmett em Las Vegas. Esme estava de mau humor, e Carlie estava hiper. Foi adorável. Graças a Deus por Alice. Nós apreciamos a viagem e deixamos as palhaçadas de Carlie preocupar Esme. Elas se estabeleceram e assistiram filmes e conversaram calmamente no banco de trás. Alice e eu brigamos pelas estações de rádio, e eu disse a ela sobre todas as coisas que eu queria mostrar a ela uma vez que chegássemos na Califórnia. Eu realmente queria falar com ela sobre Garrett, mas eu não tinha certeza se ela tinha compartilhado sobre G com Esme ainda, então eu não queria derramar o feijão. Nós teríamos muito tempo para conversar quando chegássemos lá.
Depois de 3300 quilômetros, aos trancos e barrancos, finalmente chegamos em Laguna. Decidi dirigir sem parar, e Alice e eu nos revezamos ao volante. Eu tive que concordar com Edward, minha caminhonete era um sonho de dirigir. Era tão suave e confortável, eu estava no céu absoluto.
Eu nos levei para um pequeno restaurante para que pudéssemos comer e para que eu pudesse pegar a chave da casa. Eu só precisava ligar para o dono e ele nos encontraria lá. A casa era extremamente perto das casas históricas em Crystal Cove, mas era privada. G trouxe Katie aqui, e eu achei que o lugar carregava um pedacinho do meu coração depois de estar aqui com ela. O lugar era tranquilo e lindo e havia um monte de lembranças muito boas, assim como algumas mais sombrias.
Eu e G encontramos este lugar quando ficamos aqui antes, e eles tinham os burritos de café da manhã mais surpreendentes de toda a existência. Eles eram cheios de ovos, chouriço, batatas, e presunto, bacon ou linguiça... ou todos os itens acima. Eles eram envolvidos em suaves tortillas quentes e eram literalmente orgásmicos. Eu não podia esperar para compartilhá-los com Alice e Esme. O restaurante não parecia muito bonito de fora, mas a comida compensava.
Tomei a liberdade de pedir por elas enquanto elas encontravam uma mesa. Como imaginei, elas ficaram encantadas com a comida e nós comemos pacificamente. Eu liguei para o proprietário da casa para avisá-los que estávamos na cidade e ele concordou em nos encontrar em 30 minutos.
Terminamos de comer e nos empilhamos na caminhonete. Todos os olhos estavam grudados na paisagem enquanto viajávamos de volta ao longo da Pacific Coast Highway para Crystal Cove. A paisagem era deslumbrante. O azul profundo do oceano, as falésias deslumbrantes e o céu claro arrancaram muitos 'oohs' e 'ahhs' de dentro da caminhonete. Eu sorri largamente, sabendo que teríamos um ótimo tempo juntos.
Chegamos de imediato e arrumamos as coisas na pequena casa. Era bem na areia e tinha um grande deck elevado. A casa era pintada de um azul claro com guarnição branca. O interior era rústico e muito californiano nativo. As pinturas na parede foram todas feitas por artesãos locais e as esculturas e bijuterias eram locais também.
Nós escolhemos nossos respectivos quartos e decidimos colocas nossas roupas de banho e sair para desfrutar da praia. Carlie estava dançando ao redor como se tivesse formigas em suas calças, e eu não conseguia entender como ela tinha tanta energia depois de uma viagem tão longa. Eu sabia que ela estava animada e não podia esperar para entrar na água.
Ela não demorou para se trocar e arrastar Alice para a areia rapidamente em direção à água. Alice tropeçou atrás dela rindo. Esme saiu do quarto e, pela sua aparência, ela estava pronta para deixar tudo para trás e se divertir.
"Você está bem, mãe?" Perguntei a ela.
"Oh, sim, querida. Eu só estou sendo petulante. Eu superarei isso. Ainda estou chateada, mas, o que posso fazer sobre isso agora? Mas, deixe-me dizer algo a você, senhorita." Ela disse com o dedo indicador apontando para mim. "Se você e Edward se atreverem a fazer algo assim, eu quebrarei todos os seus quatro joelhos." Ela ameaçou.
Eu ri e a agarrei em um abraço apertado.
"Bem, já que nós não estamos nem mesmo noivos, eu acho que você não tem nada com o que se preocupar." Eu suspirei.
"Ugh!" Ela bufou enquanto se livrava do meu abraço. "Sim, bem, claro que vocês não estão. Vocês dois têm que ser tão malditamente difíceis. Vocês ficarão, porém, e logo, então não tenha ideias brilhantes. Eu quero uma grande tenda branca no meu quintal, e você toda enfeitada com rendas brancas, portanto, apenas mantenha isso em mente. Hmm." Ela disse com a sobrancelha erguida.
Revirei meus olhos e peguei a mão dela para arrastá-la para fora.
"Chega de kung fu, vovó. Carlie quer brincar com você na praia. Chega de reclamar." Eu disse a ela com uma risada.
Ela me seguiu obedientemente enquanto eu a arrastava pela areia em direção às meninas.
Passamos a maior parte do dia brincando na praia com Carlie. Ela estava no céu absoluto. Ela brincou nas ondas, coletou conchas e fez castelos de areia. Uma vez que suas bochechinhas começaram a ficar cor de rosa profundo, eu decidi que era hora de ir para dentro e nos arrumarmos para o jantar. Havia um ótimo restaurante que eu queria levá-las, o The Salt Creek Grille.
Nós apreciamos o jantar e voltamos para casa cedo. Eu tinha planos para o dia seguinte, nós veríamos o Desfile dos Mestres e o Festival de Artes. Eu sabia que Esme especialmente se divertiria. Eles basicamente recriavam pinturas famosas com pessoas vivas. Era um show incrível de se ver. Os detalhes e excentricidade eram algo que você nunca poderia imaginar.
Os próximos dias passaram em um turbilhão. As meninas amaram Laguna. Era uma cidade de praia tão peculiar e pequena, com apenas a essência de uma grande cidade. Havia muito dinheiro em Laguna, mas, ao mesmo tempo, ela conseguia se manter pequena e viva em todos os momentos. As praias eram lindas e a cidade cheia de excitação e novas aventuras.
Nós arrumamos as coisas e fomos para o norte em direção a Los Angeles para que eu pudesse mostrar a elas um pouco de Venice Beach e Los Angeles. Foi um pouco melancólico voltar. Foi um momento muito emocional e de mudança para mim enquanto eu estava lá. Eu não tinha certeza de como lidaria com isso.
Chegamos na casa no final da tarde e eu decidi caminhar até o calçadão e comprar uma pizza para que pudéssemos relaxar. Nós tínhamos mais quatro dias, então eu não tinha pressa para mostrar as redondezas para elas.
Nós assistimos um filme e Carlie as levou para conhecer seus amigos. Ela estava tão orgulhosa da sua avó e tia. Passei esse tempo caminhando pela casa. Não havia mudado desde que Katie morreu. Havia várias coisas faltando, coisas que G e Vic levaram para Washington quando nos mudamos... mas o resto estava igual. Isso me deixou tanto feliz como triste. Ela estava em toda parte, e eu esperava que ela sempre estivesse.
Alice estava um pouco desconfortável no início por estar na casa, mas eu acabei com isso imediatamente. Eu conhecia Katie, e eu a conhecia bem. Ela ficaria muito feliz por G ter encontrado Alice e o que quer que eles tivessem naquele momento. Ela me pediu para cuidar dele, para ajudá-lo a encontrar a felicidade novamente, e o perdão. Ele era uma alma perdida depois da morte dela. Eu esperava que Alice o ajudasse a encontrar essa paz novamente, e eu queria o mesmo para ela. Ela merecia ser feliz, e eu não tinha certeza exatamente do que a estava segurando. Parecia que de alguma forma G quebrou sua concha e eu estava feliz.
No dia seguinte nós passeamos no calçadão, exatamente como turistas habituais. Alice enlouqueceu comprando porcaria. Tudo era totalmente original em seus olhos. Eu não tive coragem de dizer a ela que era tudo uma porcaria, e que provavelmente vinha de Tijuana ou da China. Nada era original nestas lojas. Era tudo uma porcaria.
Eu olhava para Esme de tempos em tempos enquanto ela observava o ambiente, e ela se virava e me dava um olhar severo. Aparentemente, ela não estava satisfeita com a escolha do local para o meu exílio. Eu não entendi qual era a dela, mas agora era tarde demais. O que foi feito foi feito, e eu estava de volta sã e salva em casa, onde eu pertencia.
Foi no segundo dia, quando recebi um telefonema de Edward por volta das seis da manhã.
"Olá? Tudo bem, baby?" Eu perguntei enquanto limpava o sono dos meus olhos.
"Não, eu estou doente." Ele disse em uma voz rouca.
"Oh, não! Você tem um resfriado?" Eu perguntei.
"Eu não sei, é muito ruim. Eu não posso respirar. Você pode voltar para casa?" Ele resmungou sonolento.
"Sério? Você está tão doente assim, Edward? Ligue para o seu pai! Vá até o pronto socorro, ou algo assim, e eu voltarei para casa assim que eu puder, tudo bem?" Eu disse a ele, agora cheia de preocupação enquanto caminhava até a cozinha para começar o café.
"Ok, baby. Vou ligar para o meu pai, mas volte para casa, ok? Eu estou doente." Ele repetiu.
Eu ri um pouco do tom da sua voz, ele parecia tão pequeno e frágil, nada como o meu Edward.
"Tudo bem. Eu ajeitarei tudo aqui e estarei de volta em breve. Levará mais de um dia para chegar em casa, porém, então ligue para o seu pai. Prometa-me." Eu disse com firmeza.
"Basta pegar um avião! Minha mãe ou Alice podem voltar dirigindo. Eu colocarei isso no meu cartão de crédito! Se você tivesse um computador em casa como uma pessoa normal eu poderia comprar online!" Ele disse quando começou a tossir.
"Oh, Jesus! Ok, eu ligarei e reservarei um vôo. Eu ligarei para você." Eu disse a ele antes de desligar.
Esme já estava acordada quando eu cheguei à cozinha, e felizmente tinha começado o café.
"Bom dia, querida, qual é o problema?" Ela perguntou enquanto quebrava um ovo na frigideira.
"Edward está doente. Eu preciso ir para casa." Eu disse a ela quando me sentei.
"O que você quer dizer com doente? Certamente Carlisle teria me ligado." Ela disse ansiosamente.
"Eu disse a ele para ligar para Carlisle, mas ele quer que eu volte. Ele parecia realmente ruim, então eu deveria ir. Você e Alice ficariam bem em dirigir de volta? Eu anotarei as direções." Eu disse a ela.
"Claro, vá. Fique com ele, é claro que ele precisa de você. Pegue a minha bolsa da mesa na sala da frente e reserve o seu vôo. Quanto mais cedo, melhor, OH! E traga-me meu telefone para que eu possa ligar para Carlisle." Ela disse enquanto cuidava do café da manhã.
Eu fiz o que foi dito e, meia hora depois eu estava com o vôo reservado e as malas prontas. Meu vôo sairia em uma hora, então eu só tinha tempo suficiente para tomar banho e colocar tudo em ordem. Eu estava muito preocupada, e não tinha tido notícias de Edward. Carlisle estava de plantão no hospital e iria para Seattle logo depois. Ele levaria mais de três horas para chegar lá, então eu estaria no Sea-Tac pouco tempo depois. Eu só esperava que ele ficasse bem.
Meu táxi chegou e me pegou, e eu abracei e beijei as garotas antes de fazer a minha fuga.
Cheguei no aeroporto três horas mais tarde e corri para fora para ligar o telefone. Já havia uma chamada não atendida de Edward, então eu pressionei o número para ligar. Eu esperava que Carlisle já estivesse lá. A ligação foi direto para o correio de voz, então eu desliguei e procurei por um táxi. Eu não morava muito longe do aeroporto, então eu simplesmente teria que esperar até que eu chegasse em casa para descobrir como ele estava.
O carro parou 20 minutos mais tarde, e tanto o carro de Carlisle como o de Edward estavam na garagem. Era um sinal muito bom, significava que ele não estava no hospital. Eu não conseguia decidir se estava irritada ou aliviada.
Essa noção mudaria rapidamente.
Quem acha que Edward vai apanhar no próximo capítulo?
Beijos,
Nai.
