Bom, gente, esse NÃO é o capítulo seguinte da fic... é um bônus, apenas... uma coisa solta. É o primeiro Natal de Finn e Rachel em LA e minha maneira de desejar um FELIZ NATAL pra cada um de vocês.

Também é a última coisa que vou postar nessa fic esse ano e até lá pelo dia 10 de janeiro, porque vou viajar e ficar sem Internet, além de ocupada.

Espero que gostem, apesar de ser algo simples... um beijo bem grande!

FELIZ NATAL E UM MARAVILHOSO 2013!


Rachel e Finn haviam decidido passar o Natal em Los Angeles, com os amigos, uma vez que tinham ido pouco tempo antes para Lima, para o feriado de Ação de Graças, e não se tratava propriamente de uma viagem curta. Além do mais, tanto os velhos amigos de Finn, com quem ele morava, quanto os novos amigos dos dois, Ryder, Marley e Mandy, ficariam na cidade, e estavam animados para fazer uma festa juntos.

Não fazia sentido que, logo eles, que tinham sido responsáveis por todos terem se tornado um grande grupo de amigos, não participassem da comemoração, principalmente porque seus pais tinham se mostrado bastante compreensivos quanto à sua ausência. Então, eles começaram os preparativos uma semana antes da noite de vinte e quatro de dezembro, e providenciaram tudo o que era necessário para a típica ceia natalina, além de outras coisas que não podiam faltar em nenhuma reunião, por mais simples que fosse, na casa dos "garotos de ouro de Ohio".

Por volta das dez da noite, todo mundo já estava reunido, conversando, dançando, namorando, rindo, comendo peru, castanhas, nozes, frutas da estação, e bebendo vinho, cerveja ou um drink qualquer que Mandy tinha feito, e dissera ser sua especialidade. À meia noite, com alguns deles já um pouco bêbados, fizeram uma troca de presentes, em que Rachel recebeu uma bolsa das irmãs gêmeas, um relógio dos companheiros de banda de Finn, e um CD de Ryder, e Finn ganhou um DVD das meninas e um violão da melhor marca, comprado em conjunto por todos por garotos.

Como sempre, Rachel e Finn ficaram encantados ao abrir os presentes que tinham comprado um para o outro, pois eram coisas cheias de significado para cada um deles.

Ele comprou para ela uma caneca do Fantasma da Ópera, porque este era o filme que ela não parava de ver, e cujas músicas não parava de cantar, ultimamente, e, além disso, a caneca que ela tinha comprado para tomar chá no dormitório, toda noite, tinha quebrado e ela vivia falando em adquirir uma nova, mas nunca o fazia. Deu à namorada também o livro Tudo sobre Cinema, de Philip Kemp e Christopher Frayling, que tinha sido recomendado a ela por sua mentora, Isabelle, semanas antes.

Ela escolheu para o namorado uma camiseta branca com um desenho do Hommer Simpson usando fones de ouvido, porque ele andava viciado na série, e o personagem compartilhava de seu amor pelo Rock'n Roll. Também completou o presente dos amigos dele, dando-lhe uma caixa com quinze palhetas divertidas, todas dentro da temática dos Beatles, que eram sempre um exemplo para qualquer artista do ramo da música.

Depois da distribuição de todos os presentes que havia em volta da árvore, a festa ficou ainda mais animada. Os donos da casa eram uma banda, afinal, então eles tocaram um pouco, enquanto os outros convidados cantavam junto e dançavam, até quase a noite se tornar manhã.

Foi um Natal divertido e, com certeza, muito diferente de todos os outros, que normalmente eram passados em família. É claro que, de certa forma, aqueles jovens estavam formando um tipo de família, apoiando uns aos outros, cuidando, dividindo experiências, trocando carinho quando a saudade de suas cidades de origem apertava. Porém não dava para negar que o estilo de comemoração tinha sofrido uma drástica mudança, naquele final de ano.

A mudança, que já era grande, ficou maior ainda no dia seguinte, quando Finn foi acordado por uma carinhosa Rachel, que cobria seu rosto, pescoço e ombro de beijos. Sem o tradicional almoço com os pais de um ou do outro, o casal tinha o dia inteiro pela frente, para comemorar como quisesse e Rachel já tinha decidido como a celebração começaria.

Quando Finn abriu os olhos, já sorridente, encontrou uma sexy mamãe Noel sorrindo sugestivamente para ele. Por alguns segundos, só conseguiu olhar fixamente, percorrer cada centímetro do corpo dela com os olhos de âmbar, cujas pupilas estavam se dilatando em antecipação. Depois, ele se ajeitou na cama, segurando o cabelo dela e beijando seu pescoço, traçando uma linha em direção ao vale entre os seios, enquanto ela apenas se entregava ao toque, fechando os olhos.

"Deus, Rach! Você quer me enlouquecer ainda mais, baixinha?" Disse, voltando a dar beijos molhados na pele quente dela.

"Isso porque você ainda não viu os presentinhos que eu trouxe no meu saquinho vermelho, só pra você, grandão." Afirmou, mordendo os lábios, e ele parou o que estava fazendo, encarando-a, curioso. Ela deu uma gargalhada gostosa e puxou um pequeno saco, feito com o mesmo tecido de seu gorro, que estava embaixo da cama, entregando a ele.

"Beija eu... extra forte." Finn leu a primeira embalagem, de um spray.

"Faz a boca ficar geladinha... e dizem que dá uma sensação gostosa, não só no beijo na boca, mas também... você sabe." Falou, meio sem jeito. Eles tinham uma vida sexual bem ativa, e ela tinha tomado essa iniciativa de apimentar as coisas, mas é claro que às vezes ainda ficava um pouco tímida na hora de falar.

"Dados? Huuum... interessante. Boca, seio, barriga, pescoço..." Leu alguns lados de um deles. "Morder, beijar, lamber, tocar..." Leu as faces do outro.

"A gente joga os dois e faz o que um deles mandar, na parte do corpo que cair no outro." Ele acenou, mostrando que tinha imaginado que seria essa a brincadeira. Respirou fundo, ansiando por começar logo com aquilo.

"Isso o que é?" Perguntou, olhando uns coraçõezinhos em uma caixinha.

"Isso é pra você colocar em mim, antes da gente transar. Parece que eles estouram e tem um gel que faz o prazer ficar maior." Riu, se sentindo, de repente, insegura, pensando que talvez ele estivesse achando tudo aquilo bobo.

"Eu jogo ou você joga?" Ele questionou, pegando os dados de novo, e se bem mostrando interessado, com um sorriso muito atrevido no rosto. Ela fez um gesto para que ele lhe entregasse os objetos, pegou-os e jogou na cama, vendo formar-se a combinação "tocar a boca".

Ela aproximou os dedos dos lábios dele, tocando-os com carinho, devagar, mas olhando-o com sensualidade, olhar provocante. Ele segurou a mão dela contra seus lábios, beijou todos os dedos e depois chupou dois deles, sustentando o olhar dela, ouvindo um gemido discreto sair da garganta da garota. Satisfeito, sorriu, soltando-a, e pegou os dados que, atirados na cama de novo, mandaram "beijar a barriga", o que ele fez prontamente, enquanto ela já montava outra combinação, mordendo o pescoço dele, em obediência às regras.

"Lamber os seios" foi a próxima sugestão perfeita do jogo, e Finn colocou um pouco do tal spray gelado na boca, antes de fazer o que ele indicara. Rachel se arrepiou toda ao sentir aquela nova sensação que o produto acrescentou às experiências sensuais dos dois, e se apressou em continuar a brincadeira, vendo que deveria "chupar a boca".

Depois disso, o jogo ficou esquecido. Finn se dedicou a tirar a roupa especial de Rachel, lentamente e, em seguida, os dois foram fazendo as combinações dos dados naturalmente, tocando todos os lugares, beijando, mordendo, lambendo, chupando, aproveitando.

Ambos experimentaram o spray, na hora de usar suas bocas para dar prazer um ao outro e ambos adoraram a sensação do gelado na pele, da novidade. E quando Finn penetrou Rachel, pela primeira de algumas vezes naquele vinte e cinco de dezembro inusitado, um coraçãozinho de gel estourou dentro dela, antes que eles mesmos também explodissem em prazer, juntos.

O kit foi usado não só naquele dia, como em vários outros, porque eles gostavam de brincar com todas as possibilidades, experimentar o novo, se aventurar juntos.

Porém, o kit era só um detalhe a mais na vida sexual deles, e ambos sabiam que não era dele que vinha o prazer, mas simplesmente da entrega, de toda a paixão que sentiam, de toda a intensidade com que cada um vivia todas as coisas, durante todo o tempo.

O prazer vinha de serem um do outro e de terem plena certeza de que seria sempre assim.