Finn tinha mandado a quinta mensagem para Rachel, perguntando onde ela estava, e, mais uma vez, a resposta tinha sido "a caminho". Bufou, frustrado, porque não era culpa da namorada que eles estivessem se vendo pouco, já que a agenda dele também andava cheia, mas ela tinha prometido que pelo menos ao aniversário de Justin ela iria, e lá estava ele há quase duas horas sozinho, se enchendo de coca-cola, porque nem comprar bebida alcoólica podia.

"E pensar que eu estava super animado e contando os dias." Disse, derrotado, para Ryder, que dividia a mesa com ele.

"Ela deve ter tido problemas, cara. Daqui a pouco, ela tá aí, com certeza. Ela já não disse que está a caminho?"

"O caminho não é tão longo assim!" Mal acabara de dizer isso e sentiu duas mãos pequenas cobrirem seus olhos, mas já estava tão mal humorado com o atraso dela que nem curtiu a brincadeira. Tirou as mãos dela de seu rosto e se virou. "Oi. Pensei que não ia chegar nunca." Disse, seco.

"Finny, amor." Ela falou, fazendo bico. "Me desculpa! Eu queria muito chegar antes... eu juro. Mas o meu professor de expressão corporal resolveu repor uma aula... e depois chamou alguns de nós pra uma leitura... e eu não tive como sair."

"Esse é o Ryder." Apresentou o novo amigo, com quem ela não tinha podido se encontrar ainda, não querendo alongar o assunto, mas não mudou de tom. "Essa é a Rachel, cara."

"Muito prazer... o Finn tem falado muito de você!" Ela disse, com entusiasmo.

"Quando eu consigo falar..." Finn disse, irônico, em um tom de voz baixo, como se falasse somente consigo mesmo, mas não baixo o suficiente para que ela não ouvisse. Ela apenas olhou para ele com reprovação nos olhos.

"O prazer é meu e... eu nem preciso dizer que ele fala de VOCÊ o tempo todo!" Ryder riu e ela sorriu, mas não viu o namorado baixar a guarda nem assim. Ele apenas bebeu um gole de seu refrigerante, se escondendo atrás do copo.

"Essa são Marley e Mandy". Disse, puxando as amigas que estavam atrás dela para mais perto, e ambas trocaram apertos de mão com Ryder. Cumprimentaram também Finn, que, a essa altura, já tinha conhecido as duas no dormitório da faculdade de Rachel, e foi mais simpático com elas do que com sua própria garota.

As três garotas sentaram à mesa junto com os dois jovens, e Ryder não sabia para quem olhar. Marley e Mandy eram igualmente lindas, afinal eram gêmeas idênticas, mas cada uma tinha um estilo completamente diferente do da outra e ele não podia decidir de qual gostava mais. Acabou se aproximando mais de Mandy, porque ela puxou assunto e a conversa fluiu quase a noite toda, enquanto de Marley mal se conseguia ouvir a voz.

Em mais ou menos meia hora, Finn só tinha dirigido a palavra a Rachel para perguntar o que ela queria beber, e responder secamente a meia dúzia de perguntas dela. Ela tinha saído da mesa para falar com Justin, Josh, Seth, Eve e Katie, e conhecer a nova namorada de Seth, e depois de retornar tinha conversado com Marley, e com Ryder e Mandy, mas Hudson continuava caladão, olhando para o nada, sem reação mesmo quando ela repousou uma das mãos na coxa dele.

"Sério, Finn?" Ela perdeu a paciência, afinal. "Você vai ficar me dando esse tratamento a noite toda?" Ele olhou nos olhos dela, e sua expressão se suavizou um pouco, mas ele continuou calado. "Se for pra você ficar assim comigo, eu vou embora." Ameaçou e ele, teimoso, apenas mexeu os ombros, como quem está indiferente. "Ah, é?" Ela se irritou de vez. "Você quase nunca tem a oportunidade de ficar comigo, e você prefere mesmo que eu vá embora, quando a gente pode ficar junto, só porque eu cheguei tarde?"

"Eu te mandei cinco mensagens, Rach! Eu fiquei sozinho aqui por quase duas horas!"

"Mas agora eu to aqui! E você quer ficar sozinho pelo resto da noite." Ironizou, virando os olhos.

"Não." Ele se rendeu, finalmente, segurando a mão que ela estava tirando de seu colo. "Não, eu não quero. Eu só..." Respirou fundo, frustrado. "O seu atraso me deixou de mau humor... e eu não funciono no automático, ficando bem de novo instantaneamente." Os dois trocaram olhares intensos, por alguns segundos. Então ele segurou o rosto dela, acariciando a bochecha com o polegar. "Eu quero que você fique. É CLARO que eu quero que você fique!" Encostou a testa na dela. "Me desculpa."

"É claro que eu te desculpo, amor. Mas é uma pena." Afirmou, fingindo-se de chateada e deixando-o confuso. "Eu pensei que nós iríamos lá pro meu quarto hoje e faríamos sexo de reconciliação." Esclareceu, manhosa, e os dois riram, finalmente trocando alguns beijos.

"Esse lance de sexo..." Ele perguntou, quando se separaram. "Tinha que ser de reconciliação?"

"Não. Na verdade, eu tava com esperanças de que você pudesse dormir no meu quarto comigo, hoje. Amanhã é sábado e eu só vou ter uma atividade rápida, na parte da tarde."

"Meu Deus, obrigada! Eu vou passar uma noite inteira com a minha namorada e acordar com ela! Há quanto tempo eu não faço isso?" Riu. "Por que você não me falou isso antes? Eu nem teria ficado mal humorado. A gente já pode ir?" Falou, esperançoso.

"Não." Ela riu. "É aniversário de um dos nossos melhores amigos, e eu acho que devemos inclusive nos levantar, e ser mais sociáveis. A gente não precisa ter pressa."

"Ok, ok." Fingiu não gostar, mas na verdade estava só brincando. Ele também não pretendia sair da festa cedo. "Eu tava mesmo pensando que a gente deveria cantar e dedicar uma música ao Justin. O que você acha?"

"Genial!"

Os dois aproveitaram o resto da noite entre amigos, antigos e novos. Como o som da noite estava a cargo de um colega do aniversariamente, vários amigos dele fizeram participações improvisadas, incluindo Finn e Rachel, que cantaram You've Got a Friend de James Taylor para o amigo, e depois foram chamados de novo ao microfone, para cantar Our Kind of Love, de Lady Antebellum. Mais tarde, enquanto Finn jogava uma partida de sinuca com um dos meninos, Rachel perguntou ao músico se poderia abusar e cantar mais uma, e dedicou ao namorado Love on top. E ele não ficou para trás, detonando em uma clássica do The Police de nome Every Breath You Take, que a namorada adorava.

O casal estava abraçado, depois de Finn ter encerrado sua participação em mais um jogo, e Rachel riu, de repente, mostrando a cena que se desenrolava na mesa deles. Mandy e Ryder estavam conversando a centímetros um do outro, parecendo prestes a trocar beijos, a qualquer momento, enquanto Marley bocejava, cansada e entediada.

"Nós já cantamos, comemos bolo, e você até já arriscou umas tacadas. Que tal nós irmos agora e levarmos a Marley conosco? Todo mundo vai ficar mais feliz."

"Todo mundo, Finn Hudson?" Ela perguntou, passando a mão pelo peitoral dele, discretamente.

"Como não? Olha só! A Marley tá quase dormindo ali... o Ryder e a Mandy tão querendo ficar sozinhos... e eu e você... nós temos uma caminha gostosa esperando a gente." Sorriu. "Eu não vejo a hora de ter você só pra mim. Parece uma eternidade." Ele sussurrou no ouvido dela, beijando de leve o seu pescoço.

"Você tem toda razão, Finn. É a melhor opção, pra todos nós." Mordeu o lábio inferior, pegando a mão dele, e o levando até a mesa, para chamarem Marley para ir embora com eles.

Conforme tinham previsto, ela adorou a ideia de voltar para seu dormitório, em vez de esperar a irmã, e Ryder e Mandy se despediram deles e continuaram conversando, como se a noite só estivesse começando.

Nos dormitórios, o casal se despediu da menina e seguiu para o quarto de Rachel, onde finalmente poderia aproveitar uma noite de namorados. No entanto, isso não aconteceria sem que tivessem antes um encontro desagradável com Brody, que saía de um quarto no exato momento em que eles passavam e chamou o nome dela, fazendo-a gelar por dentro.

Desde o dia em que ela pedira para ele deixá-la em paz, o garoto não tinha mais falado com ela nos corredores da faculdade e nem esperado por ela nos dormitórios, e havia até começado um tipo de relacionamento com uma outra caloura que ela conhecia de vista. No entanto, ela não esquecia o tom de ameaça que ele usara naquele domingo, e nem passava despercebido por ela o olhar malicioso que ele lhe lançava nas aulas de dança em que eram obrigados a conviver. Além disso, ela estava com Finn e algo lhe dizia que não seria nada bom os dois se conhecerem.

"Oi, Brody." Ela respondeu, educadamente, torcendo para que Finn não percebesse seu desconforto.

"Oi, Ray." Respondeu, com uma intimidade que não tinha. "Que bom que eu te encontrei. Você podia querer usar." Disse, tirando do bolso um prendedor de cabelo que, provavelmente, ela tinha deixado cair em alguma aula e do qual sequer tinha sentido falta. Estava fingindo uma simpatia e um jeito prestativo que não era dele, mas ela sabia muito bem o que ele queria com isso.

"Ah! Obrigada. Eu nem tinha percebido que tinha ficado na aula. Esse é o meu namorado, Finn... e esse..."

"Brody Weston." Ele se adiantou, esticando a mão para Hudson, no maior cinismo. Os dois apertaram as mãos, mas Rachel podia ver que Finn não tinha gostado do jeito dele.

Rachel pediu licença e puxou o namorado na direção de seu quarto, entrando nele e fingindo que nada de anormal tinha acontecido. Lá dentro, jogou a bolsa em uma cadeira e começou a desabotoar a camisa dele, enquanto o ia empurrando em direção à cama.

"Quem é esse cara, Rach? Você nunca me falou de nenhum Brody."

"Eu não falei porque ele não é meu amigo, nem nada... é só um cara que ajuda a Cassandra nas aulas. Daí você já pode tirar o quanto ele é desagradável." Falou, sincera.

"É... eu não gostei mesmo nem um pouco dele. E o que ele fazia com seu prendedor de cabelo?" Fez uma careta de repulsa. Era muito estranho um cara guardar um prendedor de cabelo de uma garota qualquer e andar com ele por aí.

"Sei lá. Caiu na aula e ele pegou." Afirmou, não querendo dar importância ao ocorrido, e puxando Finn, para que ele se sentasse na cama.

A partir daí, nada mais se falou. Finn não podia pensar em um marmanjo quando ele tinha a boca da namorada em seu maxilar e as mãos dela deslizando por seu abdômen. Ele agarrou os cabelos dela e a cintura, iniciando um beijo de tirar o fôlego e colocando-a entre suas pernas, enquanto tirava os sapatos usando os próprios pés, e os jogava longe. Ela também desceu de seus saltos, quando sentiu que ele começava a abrir o fecho do vestido dela.

O vestido deslizou, caindo a seus pés e deixando seu corpo quase todo exposto. Ele espalmou os seios dela, enquanto ainda a beijava, brincou com os mamilos, tirando as mãos deles apenas para que ela terminasse de se livrar da camisa de botões dele, e parou o beijo para tirar o t-shirt que usava por baixo.

Quando ele envolveu os mamilos dela em seus lábios, depois de atacar com muitos beijos molhados o pescoço e o colo, ela gemeu alto e puxou um pouco os cabelos dele, mas no momento em que ele resolveu dar atenção ao outro seio, ela resolveu que ele estava vestido demais, e começou a abrir o cinto dele, assim como o botão e o zíper da calça. Concordando com ela, ele parou o que estava fazendo e se levantou, livrando-se de tudo, inclusive da cueca boxer. Encarou-a com um sorriso e um olhar safados, e se abaixou, tirando também a peça íntima dela.

Com um movimento rápido, colocou-a na cama e se deitou sobre ela, balanceando o peso nos cotovelos, e beijando-a mais uma vez. Trocaram mais alguns carinhos, até os dedos dele mergulharem entre as pernas dela, deslizando fácil, se encharcando do desejo dela, que correspondia ao seu, apesar de não visível aos olhos como é o desejo masculino.

Ele a penetrou e, movimentando-se juntos, os dois alcançaram um primeiro orgasmo, que seria seguido por outro, um pouco depois, e por um terceiro, quando o dia estivesse quase clareando. Depois de tanta atividade e também de muita conversa sobre tudo e nada, Rachel dormiu como um anjo e Finn a ficou observando, satisfeito, pleno, de várias formas.

Estava cansado e com sono também, mas demorou a fechar os olhos e deixar o corpo recarregar as forças. Infelizmente, havia uma pulga chamada Brody Weston construindo uma morada temporária atrás de uma de suas orelhas.