Olá, membros do meu fandom mais amado! Tudo bem?
Bom, como vocês perceberam, essa fic teve um hiatus gigante, mas ela não foi abandonada e está sendo retomada agora. Nunca avisei do hiatus porque eu mesma não sabia que ele aconteceria, até que razões emocionais me fizeram não conseguir lidar com ela, que é minha história menos AU em relação a Glee.
Acabei dando atenção a outras fics, mas não esqueci desta, e a minha intenção é passar a atualizá-la uma vez por semana. Porém são só planos e não uma promessa, ok? Não tenho como prever se isso será mesmo viável, em meio a minhas outras tarefas do dia-a-dia.
Espero que voltem a acompanhar, assim como voltei a escrever e que gostem do desenrolar da história.
Um beijo enorme a cada um de vocês que não deixam morrer a esperança em Finchel...
Finn terminou o último resumo que tinha que fazer para as aulas do dia seguinte e subiu na cama, onde Rachel lia algo, tirando o material da mão dela e colocando-o no chão. Começou a beijá-la e logo enfiou uma das mãos na camiseta dela, alcançando um de seus seios e brincando com ele, enquanto ela subia em seu colo. Beijos foram distribuídos por um no pescoço do outro e gemidos romperam o silêncio do quarto, na medida em que o desejo ia crescendo dentro deles.
As roupas foram sendo tiradas, até que nada restou entre os dois. Suas mãos percorreram caminhos já muito explorados, mas que nunca se tornavam cansativos ou pouco interessantes. Lábios e línguas umedeceram a pele, preparando ainda mais seus corpos para o momento da entrega plena, que viria em seguida.
Seus corpos sequer haviam esquecido a sensação do gozo quando começaram toda a exploração sexual novamente, o que se tornara natural nos últimos tempos. Afinal, fazer amor era praticamente a única coisa boa que vinham fazendo juntos, recentemente. Ou porque as longas brigas que vinham tendo acabavam sendo resolvidas na cama, ou em razão do fato de terem percebido que era melhor aproveitar o pouco tempo que tinham juntos estabelecendo contato físico, do que tentar conversar e compartilhar algo mais, e acabar discutindo exatamente sobre o fato de que os momentos reservados para se verem eram escassos.
Com o final do recesso de final de ano e a volta das aulas, as atividades escolares tinham tomado gradativamente mais e mais tempo dos jovens e, além disso, a banda de Hudson havia conseguido começar a tocar em bares, durante algumas noites da semana, como atração principal. Para piorar a situação, Ryder e Mandy tinham parado de ficar juntos, e estavam em uma daquelas fases em que uma pessoa não quer ver a cara da outra, de jeito nenhum, o que fazia com que o casal tivesse que escolher entre passar tempo junto ou com os novos amigos.
As cobranças e acusações também iam aumentando a cada dia, e só quando estavam um nos braços do outro, eles conseguiam demonstrar o quanto continuavam se amando, apesar de todas as dificuldades que os estavam pegando de surpresa, naquela nova cidade, naquela nova fase de suas vidas. Quando se tornavam quase um único ser de tão próximos, as coisas podiam, por alguns segundos, parecer perfeitas de novo.
Depois de chegarem ao orgasmo pela segunda vez, descansaram trocando carinhos, até verificarem as horas, e Rachel decidir se arrumar e voltar para seu quarto na faculdade, uma vez que Finn se apresentaria com a banda naquela noite, e ela ainda tinha alguns trabalhos a fazer. Ele a levou até a porta e eles se despediram com beijos e declarações de amor, sem deixar que nenhuma sombra de ciúmes, fosse dos amigos ou de suas carreiras em construção, estragar o anoitecer maravilhoso que tinham tido.
Finn tomou banho e escolheu sua roupa, mais animado do que na maior parte das noites, e, enquanto terminava de se arrumar, percebeu que Rachel tinha deixado em seu quarto a papelada em que estivera mexendo mais cedo. Tratava-se de um roteiro de musical, bem como das letras das canções que ela teria que decorar para alguns testes que faria nas próximas semanas. Sorriu, orgulhoso, observando os vestígios do zelo que a namorada tinha com seus estudos e projetos de trabalho, na forma de várias anotações ao longo dos diálogos e dos versos.
Como ainda tinha um tempo, antes de sua apresentação com a banda no pub onde trabalhavam, decidiu levar os papéis para ela. Dirigiu em direção à faculdade e subiu até a ala dos quartos, querendo, além disso, também fazer uma surpresa e entregar-lhe alguns cupcakes que comprara no caminho. Só não podia esperar, de modo algum, encontrar a namorada no corredor, discutindo com ninguém mais, ninguém menos que Brody Weston.
"Você tá fazendo, sim, de propósito!" Ela dizia, apontando um dedo para o rosto do rapaz, e deixando o namorado confuso.
O fato é que Rachel tinha chegado aos dormitórios e encontrado, por acaso, o colega de faculdade, que começara a provocá-la. Ela havia descoberto, poucos dias antes, que ele estava inscrito nos testes para interpretar o par romântico da personagem à qual ela estava concorrendo, em uma importante montagem que a escola de drama estava se preparando para fazer. Sabia que não se tratava de uma coincidência, porque ele poderia ter escolhido uma das outras três grandes peças que seriam encenadas naquele ano. No entanto, ainda não tinha tido oportunidade, e nem estava certa sobre se queria confrontá-lo, até que ele não lhe dera escolha.
"Não vai ser uma delícia trabalharmos juntos, finalmente, gata? Podermos nos conhecer de verdade?" Ele questionara, com voz sedutora.
"Você sabe muito bem que eu não tenho nenhum interesse em te conhecer, Brody. Sabe que pra mim não vai ser nenhuma delícia, mas uma grande tortura conviver com você!" Respirou fundo. "Você tá fazendo de propósito... participando desses testes só pra eu desistir do melhor papel da temporada ou... pra me prejudicar... pra eu não ficar à vontade."
"Você se dá muita importância, garota!" Ele disse, com desdém. "Eu me inscrevi porque o personagem é ótimo... e, se você não vai se sentir bem, desiste mesmo. Eu acho que você vai fazer até um favor a si mesma, porque esse papel não é pra você... e você vai acabar passando vergonha nos testes." Falou com arrogância.
"É você quem não tem nada a ver com o personagem e nem tem talento suficiente pra ele, garoto! Mas eu tenho certeza que você não tá nem aí pra isso. Você tá fazendo, sim, de propósito!" Reafirmara, e fora nesse momento exato que seu namorado chegara.
"O que tá acontecendo aqui?" Finn questionou, sério.
"Nada, amor. Vamos entrar... e eu te conto lá dentro." Rachel pediu, apreensiva, tentando puxar Finn pelo braço.
"A gente tava só conversando sobre os nossos testes pra Spring Awakening. A Rach não deve ter lembrado de comentar, mas eu tenho grandes chances de fazer o Melchior da Wendla dela." Brody se meteu na conversa. "Se ela passar, é claro." Sorriu, debochado. "Mas agora, eu vou indo, Ray. Tem uma super gata me esperando e não vão faltar oportunidades pra gente trocar ideias, agora que a gente deve trabalhar junto." Afirmou, fingindo simpatia, e virou as costas, indo em direção a um quarto no final do corredor.
Rachel puxou Finn para a porta do quarto dela e a abriu, em meio a um silêncio extremamente desconfortável. Somente quando já estavam dentro do cômodo, ela arriscou iniciar uma conversa com ele, calmamente.
"Finn..." Quebrou o silêncio, devagar, passando a mão por seu braço e tentando fazer contato visual.
"Por que você não me contou, Rachel?" Ele, no entanto, interrompeu, se desvencilhando, já bastante nervoso e com o tom de voz bem alterado.
"Eu tava tentando evitar um estresse desnecessário, Finn. Até porque não tem nada resolvido... nós só estamos nos preparando pros testes."
"Você TINHA que ter me contado. Eu..." Ele passava as mãos pelos cabelos, alvoroçando-os, tentando concentrar a tensão em algo. "Eu não merecia ter que aguentar o sorrisinho debochado e vitorioso daquele merda, quando ele percebeu claramente que eu não sabia de nada!"
Finn não convivia com Brody, porque ele não era amigo de Rachel, e nem imaginava que um dia ele tinha assediado a morena diretamente, porque o garoto havia se afastado, logo depois que ela lhe dera o fora, meses antes. No entanto, era exatamente quando o colega de faculdade a encontrava com o namorado que ele fazia mais questão de falar com ela e tentar parecer íntimo. Finn percebia que ela não dava confiança, mas isso fazia com que ele tivesse, provavelmente, até mais dificuldade de lidar com Brody do que se ele fosse mesmo um bom amigo de Rachel. A atitude de Weston demonstrava que ele era abusado e provocador.
"Eu mesma não sabia de nada até três dias atrás, meu amor."
"TRÊS DIAS?" Questionou, incrédulo. "Nós nos vimos todos os dias, nos últimos três dias, Rachel!"
"E finalmente ficamos sem brigar por vários dias." Ela acrescentou.
"E então você simplesmente decidiu que era melhor eu não saber de nada só pra gente não discutir?" Indignou-se.
"Até parece que você não evita ao máximo a discussão também! Não é você quem tem feito de tudo pra gente não falar sobre as suas noitadas?" Irritou-se igualmente.
"Eu vou ao bar CANTAR, Rachel. Trabalhar! E você só não vai junto porque tem sempre que estudar, fazer trabalho, decorar algum texto..."
"Eu também quero ter uma carreira, sabia, querido?" Debochou. "E você não vai só cantar... você sabe muito bem! O show acaba e vocês ficam lá, bebendo, até sei lá que horas..."
"Eu fiquei bebendo três noites... TRÊS noites, em meses!" Levantou os braços, cansado de ter a mesma discussão sempre.
"E, na última, uma garota de quem eu nunca ouvi falar atendeu seu telefone, enquanto você dava gargalhadas do lado dela." Colocou as mãos na cintura, desafiando-o.
"Caramba, Rach! De novo?" Perguntou, sentando-se na cama. "Eu já te disse... e o Seth já te disse... que a garota tava na nossa mesa, porque tava com ele... e atendeu o meu celular, porque é igual ao dela, que ele tinha escondido. Eu tava rindo com os outros caras e NEM VI."
"E você acha mesmo que eu fiquei satisfeita com essa explicação?" Ela revirou os olhos.
"Acreditou, SIM... porque isso faz DIAS... e você não teria deixado pra lá. Você só tá falando disso de novo pra fugir do assunto que interessa aqui, ok? Esse Brody... o fato de que você pode trabalhar com ele... e de que você não me contou!"
"Amor..."
"Eu te pedi pra não fazer essa peça, quando eu soube que você ia mostrar os seios, Rach. Eu te pedi, mas não achei que deveria te dar um ultimato, porque você me explicou que é um clássico da Broadway... e que vocês devem até fazer algumas apresentações na própria Broadway." Respirou fundo. "Eu não queria nunca ter que te pedir... ter que te fazer escolher entre a gente e NADA relacionado à sua carreira." Falou, em tom de lamento.
"Do que você tá falando, babe?" Ela se sentiu fraca, já entendendo o que estava por vir, e sentou-se ao lado dele.
"Com ele não dá, Rach." Ele disse, virando-se na direção dela. "Com ele, eu não vou suportar! Ele é abusado... eu não confio! Ele pode se aproveitar da situação... de estar tão perto de você... de te beijar em cena. E você lá... exposta, vulnerável! Desculpa, mas eu sou humano! Eu não sei se é justo isso, mas..." Hesitou. "Mas eu não vou aguentar passar por isso, Rachel. Eu não quero que você faça essa peça com ele."
"Finny, por favor!" Ela implorou e ele desviou o olhar. Não conseguia olhar para seu rosto naquele momento, sabendo que estava sendo duro com ela, mas que não conseguiria ser tão duro consigo mesmo, a ponto de ficar meses vendo a namorada beijar, mesmo que em cena, um cara como Brody, e deixar os seios descobertos bem ao alcance de um simples movimento do garoto, que ele julgava perigoso.
Hudson tinha visto a cena do topless da peça na Internet, e ela sozinha já tinha sido suficiente para embrulhar seu estômago, mas ele havia se contido por saber que interpretar Wendla seria um passo importantíssimo no começo de carreira da namorada. Contudo, com Brody literalmente entrando em cena, as coisas tinham atingido um ponto insuperável. Ele se sentia mal fisicamente só de pensar!
"Desculpa, meu amor! Mas é justamente porque eu te amo demais que eu... NÃO POSSO lidar com isso. Eu sou o seu maior fã... quero que você seja uma estrela... mas não dá pra achar que você tem que fazer qualquer coisa pra alcançar o sucesso e... você sabe que esse cara..."
"Eu preciso pensar, Finn." Ela o interrompeu. "Eu sabia que você não ia gostar, mas não esperava..." Tentou engolir o choro, mas foi em vão.
"Eu entendo." Assegurou, mais calmo, secando um lágrima da menina. "Eu sei que eu não to te pedindo uma coisa fácil... e que te peguei de surpresa. Assim como eu também fui pego de surpresa porque você não me contou..." Ele levantou a mão, vendo que ela ia falar. "...mas isso eu já deixei pra lá... porque não adianta eu brigar com você por isso, agora."
"Eu preciso ficar sozinha e... você tá atrasado." Ela se levantou, indo até a porta, e ele a seguiu.
Os dois se despediram com um meio abraço, dado de um modo um tanto quanto desajeitado, e Finn foi embora, sem saber como iria dar conta de fazer um show naquela noite. Era em horas como essa que um artista como ele entendia, e aplicava à sua própria vida, a famosa expressão "o show tem que continuar".
Rachel chorou muito, mas não tinha como não entender as razões do namorado. Ela mesma achava que Brody estava fazendo os testes para causar problemas à vida dela e à sua relação com Finn.
Precisava pensar muito, no entanto. Não tinha certeza se o jeito abusado de Brody e seu amor por Hudson eram razões suficientemente fortes para que ela abrisse mão da maior chance que se lhe apresentara, até aquele momento, na carreira que tinha escolhido seguir.
Que tal deixarem um recadinho para mim, dizendo o que acharam da volta de Uma dose maior de adrenalina? ;)
