Capitulo 32
Edward P.O.V
Me deitei na cama de Bella e me estiquei olhando para o teto. Tenho a impressão de que estou deixando algo passar, o que não é tão incomum. Ter uma memoria perfeita tem seus defeitos, cada detalhe borbulha no meu inconsciente e de vez em quando me atormenta.
Um gemido cortou minhas inquietações interiores, Bella se virou em minha direção e bateu no meu corpo. Ela abriu os olhos sonolenta...
-Edward?
-Volte a dormi. – Estiquei meu braço para ela deitar em cima, prontamente Bella se alinhou contra mim.
-O que aconteceu? Estorou alguma nova guerra? – Perguntou murmurando.
-Para Alice... – Respondi no mesmo tom. – Mas não é nada para se preocupar por agora, volte a dormi.
-Pare de me dizer para ir dormi. – Ela resmungou me socando, ri com o mal humor. – Agora me diga, se o mundo não está preste a acabar, o que faz aqui?
Agora fiquei ofendido, eu não poderia nem vir ao quarto dela durante a noite sem parecer suspeito?
-Eu simplesmente quis vir, tem algum problema com isso?
-Não... – Bocejou e encostou a cabeça em meu ombro. – É só que você não vem a dias.
-Sobre isso... – Murmurei um tanto desconfortável. Eu não gostei do fato de ter perdido o autocontrole daquela forma.
E o sangue dela era tão bom... Felizmente o cheiro dela disfarçava, então a tentação não existia, ao menos se não me lembrar do seu gosto verdadeiro.
-Hum? – Olhei para baixo, ela agora me olhava bem acordada com o queixo apoiado em meu ombro.
-Sinto muito por ter lhe mordido. – Disse sem pensar duas vezes, talvez fosse por isso que o comportamento dela estivesse estranho. Eu havia percebido que ela andava tensa comigo.
Então ela deu uma risadinha que acabou virando uma risada abafada.
-O que?
-Não está incomodada por eu ter lhe mordido?
-Incomodada? Não! – Ela se sentou na cama e me olhando sorrindo divertida. – Eu fico um tanto arrepiada quando lembro daquilo, na verdade.
-Sério?
-Sério. – Respondeu em tom obvio. – Você estava lá, não percebeu que eu estava tendo um tempo bem prazeroso?
-Bem...
-Por que iria ficar incomodada? – Franziu o cenho.
-Então por que anda agindo tão estranha?
-Estranha? – Ela se fez de desentendida.
-É, anda agindo estranha, mais fria...
-Oh! Tenho? – Ela exclamou e me olhou um tanto desconfortável. – Quando eu fiz isso? Por exemplo?
-Como no hospital, nem sequer chegou perto de mim.
-Mas é por que Emily estava lá, eu pensei... – Ela mordeu o lábio e me olhando hesitante.
Então me bateu que há quatro dias, eu tinha falado para ela sobre o que Carlisle poderia querer que eu fizesse com Emily. Bella deveria estar tão desconfortável quanto eu, quando vejo os pensamentos masculinos sobre ela.
O que me faz sentir como um idiota por não ter percebido. Bella é sangue frio, como o próprio Carlisle já falou, mas não de ferro.
-Não se preocupe sobre isso. – Segurei seu braço e a puxei para se deitar novamente. – Para Emily somos praticamente casados. Falando nela, sobre o que falaram no hospital?
-Você não sabe? – Me olhou perdida.
-Eu não posso ler a mente dela. – Bella se engasgou. – Eu sei, a família dela tem um feitiço de desilusão mental, é algo antigo que confunde poderes mentais como o meu ou o de Carlisle.
-Traduz... – Me olhou sem expressão alguma.
-Eu vejo um quadro negro. – Suspirei enquanto brincava com seus dedos, observei a aliança que um dia pertenceu minha mãe. – Você desviou o assunto, sobre o que vocês duas falaram?
-Pedi paz a líder do coven. – Isso facilitaria as coisas para todos nós, refleti, seria mais fácil manter minha promessa a Charlir de proteger Bella. – Eles me ignoram e eu faço a mesma coisa em retorno.
-É a sua família, você tem certeza? – Afinal Bella era tão jovem, lembro que quando minha mãe morreu fiquei desolado, a dor da perda foi pior como vampiro. Olhei para o anel na mão de Bella, passei o dedo na pedra.
Lembro-me de voltar ao quarto da pensão com algumas lagrimas teimosas no rosto, por mais que secasse elas voltavam instantes depois. Eu estava tão transtornado que matei todos que cruzaram meu caminho naquele dia.
Foi assim que Esme e Carlisle me encontraram, com lagrimas no rosto, sangue nas mãos e corpos ao redor. Ao contrario de pessoas normais, eles não gritaram e se desesperaram, ao invés disso os dois me consolaram. Naquele momento, quando me senti mais anormal ainda por ter que viver para sempre, por matar pessoas...
Os dois me botaram nos trilhos, como se fossem meus pais.
Os laços que nos unem se aprofundou um pouco mais naquele dia. Eu ainda não sabia naquela época, mas aquele foi o verdadeiro começo da família Cullen.
-Eles não são minha família, Edward, são a família da minha mãe. – Pude ouvir certa dor em sua voz, era quase imperceptível, mas ainda estava lá. Abracei-a um pouco mais forte e ela se aconchegou em mim. – Já sentiu inveja dos humanos? – Perguntou em sussurro.
Normalmente, minha resposta automática seria não. Eu sou eterno, rico, bonito e poderoso, por que sentiria inveja de frágeis humanos?
Mas eu sabia que aquilo era uma mentira.
Os humanos não tinham a eternidade, sua vida era rápida, então eles tinham que aproveitar cada segundo como se fosse o ultimo. De certa forma, tudo era mais fácil dessa maneira: ter certeza da morte. Eles viviam e não apenas existiam, por que simplesmente não tinha a eternidade. E mais importante de tudo, eles podiam procriar uma família com tranquilidade.
Certa vez, foi tudo o que quis na vida...
Apenas sentar em uma varanda depois do jantar, fumar um pouco, tomar um vinho com minha esposa e ouvir meus filhos lá dentro. Era exatamente isso que eu teria se fosse humano. Sempre foi tudo o que imaginei para mim quando era humano, nunca pensei em outra coisa.
Ainda assim, nunca me lamentei por ser vampiro. Não via ponto em ficar sofrendo por algo que sou, tinha que aceitar a realidade e seguir em frente, a vida era assim.
E é assim até hoje.
-Sim, as vezes senti inveja. – Disse silenciosamente para o quarto escuro. – Por quê?
-Só queria me sentir normal. – Sorri pela peculiar resposta.
Caímos em um silêncio calmo.
-Edward? – Perguntou silenciosamente.
-Hum? – Eu não a olhei, só encarei o teto na escuridão, mas seu silêncio deixou algo no ar. Como se ela estivesse dizendo algo que eu quase podia entender, mas me escapava. - Bella?
Ela suspirou negando com a cabeça.
-Nada. – Murmurou contra meu pescoço.
Victoria P.O.V
Oh Deus! Deus! Deus! O que eu vou fazer? Eu não posso ficar aqui pra sempre! Tudo bem, Victoria, vai ficar tudo bem...
CLARO QUE NÃO VAI FICAR! VOCÊ É UMA VAMPIRA!
Todos aqueles anos rindo dos filmes de vampiros, dizendo que seria chato ter presas e ter medo de alho e aqui estou, sentada em algum lugar dá floresta, chorando como se estivesse vendo Titanic depois de termina um namoro.
Eu fiz isso com um pote de sorvete... Derek terminou comigo por que eu não queria transar, tinha 14 anos... Sorri com a memoria, franzi o cenho. Tinha algo... James, sim, ele estava lá, por que minha irmã...
Espera ai! Eu tenho irmã!
Oh Deus! Deus! Deus! Deus!
O que eu vou fazer? Cjegar lá e dizer "Hey, mana, eu terminei com meu namorado Riley, por que ele é um vampiro e estava me usando. A proposito, eu sou uma vampira *presas*"
Pisquei tremula, isso não tinha me ocorrido, eu poderia machucar minha irmã! Eu não sei como esse negocio de beber funciona, na verdade, eu não me alimentei de nada até agora...
Então, uma parte da minha mente me lembrou da queimação em minha garganta. Pisquei tentando controlar as lagrimas, a dor da queimação me lembrava do que passei nos últimos dias...
Foi a pior coisa do mundo, nada poderia ser tão horrível como aquele fogo. Quando vi meu reflexo, quase cai dura no chão (exceto que eu não era mais capaz de desmaiar naturalmente), eu estava maravilhosa! Depois de tanta dor, eu esperava estar em carvão vivo, ou algo assim...
Mordi a unha pensativa, respirei fundo. Fiz uma careta quando meu dedo se viu espetado pela minha presa, que saiu do nada. Coloquei a mão sobre a boca em pânico, eu não queria minhas presas agora! Minha gengiva estava toda dolorida!
Grui batendo na terra, implorando para eles voltarem para... Bem, para onde quer que presas ficam.
Um som me fez congelar de repente. Olhei para cima lentamente, tentando entender o que era aquilo. Olhar para a floresta, me fez ficar paralisada.
Todo aquele tempo, eu estava em pânico, minha mente parecia ter captado tudo, mas eu ignorei, de alguma forma estranha. Afinal, minha pele tinha queimado quando sai daquela casa, e me enfiei nas arvores chorando até aquele momento.
Meu Deus... Era lindo.
Eu podia ver no escuro e tudo tinha mais cores, era simplesmente maravilhoso! Cada gota nas folhas, o silencioso do vento, as cores se misturando em uma estranha harmonia.
Suspirei e fiquei ainda mais maravilhada com o cheiro da natureza ao meu redor. Meus olhos se encheram de lagrimas enquanto eu sorria.
Parece bobo chorar de emoção, mas os outros me explicaram isso. Minhas emoções eram intensificadas, por que eu era vampira...
Oh Deus! Deus! Deus!
Levei as mãos a cabeça e tentei respirar, de repente me sentia mentalmente sufocada.
O que raios vou fazer agora? Eu não posso ficar...
Um estralo chamou minha atenção, prestei atenção ao meu lado esquerdo. Tinha algo batendo em um ritmo constante.
Um coração, minha mente respondeu.
Ele parecia grande e molhado e...
O fogo em minha garganta exigiu minha atenção.
Parte de mim percebeu que entrava em uma posição de caça, que meus lábios se enrolavam e deixavam a mostra minhas presas – que pareciam formiga com o pensamento de abater algo. Meus pés se mexeram para aquela direção rapidamente, corri sem esforço, sem respirar. Vi tudo passar perfeitamente, até conseguia ouvir o som das corujas piando e dos morcegos caçando.
Então vi minha presa, que tinha um cheiro estranho para meu nariz, mas seu coração parecia tentador o suficiente para mim.
Obviamente, ele me viu também, ou sentiu (não me interessa), e começou a correr.
Eu era bem mais rápida.
Segundos depois estava em cima dele, quebrando sua coluna e puxando seu pescoço. Parte da minha mente se assustou com o meu movimento, eu nunca poderia ter feito aquela acrobacia como humana.
Então, eu afundei meus dentes em sua veia e suguei.
Foi rápido, eu estava com muita sede. Quando terminei, joguei a carcaça do alce para o lado. Não era tão gostoso assim, mas me satisfez. Como se eu estivesse comendo tomates, quando estão com sal eles ficam bem suculentos, porém, sem o tempero... Bem, os tomates alimentam, mas não é a mesma coisa.
Eu acho que aquilo era bom. Olhei para o bicho hesitante, aquilo significa que eu não sou uma assassina, ainda sou um monstro com presas e tudo mais, porém, eu não preciso matar ninguém.
Quem eu quero enganar?
Eles me disseram o quão tentador é sangue humano quente e pulsante, se eu fiquei daquele jeito por um animal, imagina quando eu ficar de frente a minha irmã?
Um estralo soou ao longe, rapidamente me escondi em uma arvore. Vi o vulto se aproximando e dei o bote por trás.
Fui empurrada para o outro lado da clareira e me ergui em menos de um segundo, rosnando. Oh Deus! Eu estou rosnando mesmo? Credo!
-Calma, calma... – Ela falou, então minha memoria voltou quando vi seu rosto.
Abri a boca surpresa.
-Você? – Murmurei assustada
Ela sorriu e percebi que havia uma fileira de dentes brilhantes e levemente pontiagudos. Seus olhos se clarearam em um tom azul quase braço, dando um destaque assustador a sua pupila preta.
-Temos algumas coisas para discutir, Victoria.
Alice P.O.V
Eu estava tããão feliz! Estava tudo indo como esperado no futuro, os demônios estavam ferrados!
Porém, como sempre, eu tinha que encaixar cada peça do tabuleiro para ver o plano no futuro, mas pelo o que anda aparecendo, esta indo tudo bem.
Dancei pela porta da frente dos Swan's, que ultimamente está sempre covenientemente aberta. Eu tinha que confirma mais duas pessoas para o meu plano, infelizmente isso faria o futuro desaparecer, mas eu sempre poderia olhar ao redor dele.
Era por isso que convocaria Jane, ela teria certeza de que tudo ficaria bem. Eu não confio muito nela, mas Jane está trabalhando a favor de Bella, e ela sempre cumpre a palavra dela. Além do mais, Jane e Nicolas estavam marcados como casal para Victoria, que deve ter falado isso para os estudantes.
-Olá, pessoas... – Cantarolei olhando ao redor.
Bella e Edward já estavam no colégio, felizmente, eles voltaram ao modo casal feliz. Jacob estava na sede dos Volturis (minha amada casa), Seth estava roncando e Leah fazia algo no notebook (pelo barulho das teclas) do lado de fora da porta de Bryan/Thomas.
Ouvi os cumprimentos em tom baixo. Andei pelo corredor e entrei na cozinha, lá estavam meus alvos. Abri meu sorriso diplomático para o casalzinho.
Nicolas estavam fazendo chá, ou café (a essa altura da minha vida, eu nem mais sei a diferença), e Jane olhava uma pasta com papeis atentamente.
-O homem de Rose deu resultado, não? – Perguntei me sentando no balcão.
-Oh não, isso é minha própria pesquisa. – Jane respondeu olhando para o papel pensativa, sem tentar esconder o conteúdo, ela sabia que não adiantava tentar me fazer ficar por fora, eu vejo o futuro no final das contas.
-Sim, sim... – Murmurei revirando os olhos. – A internet é um excelente fonte.
Nicolas casualmente se inclinou sobre o ombro de Jane e olhou para os papeis dela curioso, segurei o sorriso. Jane olhou para ele estreitando os olhos desafiadoramente, Nicolas ignorou tomando um gole de... Er... Algo que humanos bebem, talvez chá, talvez café, provavelmente chocolate quente.
-Então? – Jane escorreu sarcasmo nessa.
-Interessante pesquisa. – Sorriu tomando mais um gole e Jane bufou inconformada com algo.
-Então, quando vocês vão assumir? – Perguntei de supetão, enquanto entrelaçava os dedos e apoiava o queixo neles. Os dois congelaram no lugar e me olharam em uma sincronia adorável.
-Assumir o que? – Jane perguntou em tom baixo.
-O caso tórrido de amor de vocês, obviamente. – Revirei os olhos, enquanto apontava para os dois.
-O que? – Essa foi uma das poucas vezes que vi Jane chocada.
-Espera, espera, espera... – Nicolas colocou a caneca lentamente no balcão e me olhou intrigado. – Por que acha que nós...? É algo que fizéssemos ou que? – A boca de Jane se fechou e ela o olhou indignada.
-Como assim algo que fizéssemos? – Ela cuspiu impaciente.
-Bem, além da tensão sexual obvia. – Os dois ergueram as sobrancelhas de modo engraçado. – Jane, de repente, sumiu de todas as minhas visões.
-Eu vivo em uma casa com transfiguradores!
-Mas eu conseguia vê-la ao redor dos buracos que eles são em minhas visões. – Apontei para o teto. – Agora, você sumiu mesmo, estranhamente, quando ele não está por perto. Então, eu somei 1+1=2 e juntei tudo! – Sorri convencida, mexendo as sobrancelhas sugestivamente.
-Isso é... – Jane me olhou incrédula. –... Ridículo. – Nicolas cruzou os braços e a olhou.
-Jane, ela não vai contar a ninguém. – Jane olhou para Nicolas, que por sua vez virou o olhar para mim. – Certo?
-Claro. – Sorri acenando com a cabeça, Jane fez uma careta para ele (como se disse "tem mesmo que ser assim?") antes de se virar para mim.
-Então, o que quer? Por que está aqui, além de exibir seus maravilhosos dotes de dedução?
-Ah sim, vocês estão oficialmente intimados a aparecerem no baile da escola. – Tirei dois convites da bolsa. – Ingressos pagos.
-Me desculpe? – Nicolas perguntou incrédulo, Jane me olhou divertidamente.
-Faz tudo parte do meu plano. – Sussurrei tão baixo que só eles puderam ouvir. – É do interesse de todos estarem lá ajudando. – Joguei os ingressos para Nicolas, que os olhou com uma expressão indecifrável. – Vocês iram?
-Não. – Jane respondeu bruscamente.
-Sim. – Nicolas sorriu se apoiando no balcão. – Nós vamos.
-Perfeito! – Bati palmas empolgada.
-Ninguém me ouviu dizendo não? – Jane perguntou mal humorada.
-Vamos lá, Jane. – Nicolas colocou o braço sobre o ombro dela e a puxou para si, a careta dela foi hilária. – Vai ser divertido, terá demônios e dança!
Ótimo! Agora próximo alvo: Bella.
Bella P.O.V
Jane e Nicolas cuidaram de Sasha, que agora é Kara e também loira. Não foi realmente difícil convence-la a pintar o cabelo e corta na altura do ombro, aparentemente ela era loira e o tal Santiago mandou pintar por puro fetiche.
Bom, o que interessa é que agora ela está bem e segura em meu apartamento em Seattle. Eu tinha decidido não contar a Edward sobre ela, Jane e Nicolas concordaram, algo sobre politica.
Ao que parece Kara (Sasha) era importante, se um Cullen estivesse ajudando a esconde-la de um Volturi... Bem, seria o mesmo que jogar merda em um ventilador.
-Então... – De repente o braço de Edward surgiu em meus ombros. – Você não vai ao baile? – Olhei-o intrigada.
Quer dizer, ele não deveria estar com raiva de mim? Eu meio que estou mantendo a mente de Jane e Nicolas sobre meu escudo e ele não pode ouvi-los mais. Edward quase nem falou comigo depois que eu anunciei isso hoje de manhã.
-Por que iria?
-Por que não iria? – Rebateu me olhando, franzi o cenho.
-Eu não gosto de festas. – Parei no meu armário.
-Eu tive uma impressão diferente. – Revirei os olhos, enquanto Edward dava um tapa em minha mão e rodava minha senha do cadeado. Parte de mim se preocupou um pouco com o fato dele saber mina senha, mas Edward era vampiro e linha mente, então não era realmente surpreendente.
-As festas que vou são diferentes, são mais... – Olhei ao redor e diminui o tom. –... Sofisticadas. E eu preciso ir, tenho que checar minha mercadoria. Além do mais, eu odeio dançar, está praticamente careca de saber disso.
-Bella, você não foi a um baile de escola desde que chegou aqui. – Edward revirou os olhos. – E não tem desculpas, agora você tem um par, muito bonito diga-se de passagem. – Sorriu arrogantemente.
-Não estou interessada. – Cantarolei enquanto procurava meu livro de inglês.
-Vamos lá, meu amor. – Ele me virou. – Eu não quero ir sozinho. – Edward tinha uma excelente cara de cachorro molhado.
-Então, não vá. – Sugeri habilmente e desviei os olhos daquela cara triste.
-Alice exige que marquemos presença. – Ele soltou um muxoxo. – Até Emmett vai chegar do aeroporto e vir direto para cá com Nessie.
-Sério? – Ele envolveu os braços em minha cintura e me puxou para mais perto.
-Você vem, certo? – Perguntou em tom baixo, estava tão perto que seu nariz roçava no meu.
-Não tente me seduzir. – Empurrei seu peito. – E eu ainda não estou com a menor vontade de ir a um baile de escola furreco.
-Você o organizou. – Ergueu a sobrancelha.
-Eu sei. – Puxei meu livro e o enfiei na bolsa.
-Belinha, Emily vai estar lá. – Parei de meu movimento e me virei lentamente para Edward.
-Seu ponto? – Rebati sorrindo docemente, estava contendo minha vontade de estreitar os olhos. Eu não gosto de como aquilo soa, mas não ia entregar os pontos.
-Eu preciso de você para ficar perto de mim, me marcando como seu homem. – Ele fez uma expressão engraçada.
Ele queria que eu fosse para bancar a noiva malvadona para Emily e não por que queria que eu estivesse lá. Isso doeu, cara!
Droga de emoções estupidas!
-Sinto muito, Edward, vai ter que ficar com a família. – E sai andando escondendo todo o meu ressentimento besta, felizmente o sino bateu logo em seguida.
Jasper P.O.V
-Out! – Exclamei rindo enquanto colocava o braço sobre o ombro de meu irmão.
-Ai, Edward. – Ouvimos Rose no final do corredor.
Edward fez uma careta para mim e puxou o celular.
Little fairy (A.C) – 14:01
Incompetente!
Engasguei rindo da mensagem de minha esposa.
-Sai, Jasper! – Edward falou rispidamente, enquanto me empurrava.
-Se acalme, Edward. – Bufei esfregando o braço. – Se quer que ela vá com você, vai ter que fazer melhor do que joguinhos psicológicos.
-É, eu sei, mas não custava nada tentar. – Edward cruzou os braços. – Bem, eu vou convence-la a ir. – Pareceu determinado.
-Boa sorte. – Empurrei-o para o corredor.
Rose apareceu ao meu lado instantes depois.
-Meu carro que ele consegue. – Ela disse sorrindo confiante.
-Meu cofre em Verona, ela é muito cabeça dura. – Apostei de volta, eu sabia que perderia, ainda assim tinha que apostar.
-Eu amo minha família. – Ouvimos Edward ao longe.
Jane P.O.V
-Então? – Nicolas olhou para Sasha, que agora era Kara.
-Eu vou ficar bem aqui. – Ela acenou novamente. – Já fiz amizade com os vizinhos e todos acham que sou amiga de Bella.
Estávamos verificando Kara para ver como estava a sua adaptação ao mundo exterior. Ela parecia bem, um pouco nervosa, mas bem. Nós tínhamos ontem e hoje para ajuda-la, esse apartamento de Bella foi realmente útil, não poderíamos mante-la na casa em Forks.
-Tenha certeza de usar os incensos e essas roupas. – Coloquei a mala em cima da cama.
-Eu ando treinando. – Ela apontou para o saco de pancadas. – É um bom alivio.
-Sabe atirar?
-Não. – Ela mordeu o lábio. – Eu sempre usei meu corpo como arma.
-Bem, uma bala levanta menos suspeita, faz o crime parecer mais humano, caso você tenha que cometer um crime, é claro. – Revirei os olhos.
-Meu maior susto é meu cabelo. – Olhou para os cachos loiros-dourados. – Era minha cor natural antes do ritual quando era criança... – Parou olhando par ao chão. – Então pintaram de vermelho e aquele vampiro mandou pintarem de preto.
Santiago nunca a viu loira, então assumiria que iria volta para o vermelho, afinal era obvio demais que ela pintaria de loiro para desvia-lo.
-De qualquer maneira, não ande a noite, só em multidões e tente sair o menos possível. – Nicolas andou para a porta e eu o segui.
-Os números estão ali na agenda do celular, qualquer coisa ligue. – Apontei para o iphone em cima da mesa, ela acenou.
Nicolas abriu a porta e nos vimos comum humano preste a bater.
-Oh! – Exclamou. – Eu não sabia que tinha visitas, Kara. – Olho-a constrangida.
Nós dois olhamos para Kara que sorria timidamente para o vizinho na porta. Olhei para ele, era humano, sem duvida nenhuma e tinha acabado de tomar banho.
-Seu nome, senhor? – Perguntei intrigada.
-Joffrey. – Se apresentou rapidamente com um sorriso simpatico, típico de humanos. – Vocês seriam...?
-Minha irmã e namorado dela. – Kara respondeu rapidamente, quase levei minha mão a testa. Qual é dessas pessoas sempre supondo que tenho um caso com Nicolas? – Jane e Nicolas.
-Estamos de saída. – Nicolas sorriu para o humano e segurou meu braço, me puxando com um pouco de força.
Olhei sobre o ombro, vendo Joffrey entrando no apartamento de uma sorridente de Kara.
-Isso é seguro? – Perguntei entrando no elevador.
-Você sabe tão bem quanto eu que quando provocada, ela pode ser mortal. – Ele suspirou se apoiando na parede. – Então, estou surpreso por não estar reclamando por eu manter o que Alice disse sobre nós.
-Eu não sou estupida, se negasse levantaria suspeitas. – Dei de ombros. – Além disso, eu tenho a impressão de que ela não está tão longe assim da verdade.
-O que? – Ele me olhou arregalando os olhos.
-Eu sei que nos conhecemos antes, você não pode falar do mesmo jeito que nenhum de nós pode falar sobre Tulekahju. - O nome saiu com mais facilidade do que eu pensava, o que provava que Nicolas era membro também.
-E...? – Me olhou cheio de expectativa.
-E o que? – Ele ergueu as sobrancelhas para mim. – Eu já percebi que nós já fomos íntimos, ok? Pare de me olhar assim.
Para minha surpresa ele se calou e ficou sorrindo para a porta do elevador.
Aaaaaaaargh!
O elevador finalmente se abriu e eu comecei a andar rapidamente, meu horário estava apertado.
-Onde vocês vai? O carro é para lá. – Nicolas apontou.
-Eu tenho que achar um vestido. – Respondi rapidamente. – Vá na frente, eu vou sozinha.
-Eu não vou te deixar sozinha. – Ele me acompanhou franzido o cenho.
-Que doce de você pensar que eu não posso me virar. – Revirei os olhos.
-Eu sei que você pode se virar sozinha, mas não é invencível, Jane. – Ele colocou as mãos no bolso. – Para onde vamos?
Olhei-o pensando em retrucar, mas sinceramente, isso só me faria perde mais tempo. Então, simplesmente continuei andando para a loja mais próxima.
Nessie P.O.V
Andrew finalmente estava em segurança, vovô apareceu no aeroporto pessoalmente, confesso que fiquei assustada. Mas ao que parece, Sr. Charles Swan tem seu próprio avião e anda viajando muito nos últimos tempos. Ele até pediu para mandar beijos para Bella, por que ele não a via a cerca de três dias.
Confesso que me despedir de Andrew foi doloroso como sempre, as vezes simplesmente parte meu coração quando ele me abraça e diz que vai sentir saudade.
Suspirei tentando me concentrar em outra coisa... Como minha volta a Forks!
Aliais isso está demorando muuuuito. Parece que estamos nesse maldito avião há séculos! Olhei para a janela e vi as nuvens, mas nada de cidade!
-Relaxe, eu quero dormi. – Emmett murmurou, olhei para ele e sua estupida mascara de dormi.
-Você não pode dormi. – Rebati erguendo as sobrancelhas.
-Mas eu posso fingir, então shhh... – Olhei-o incrédula. – Pare de olhar, é assustador.
-Como...? – Resmunguei revoltada por ele estar vendado e saber meus movimentos, ser vampiro é foda! Me afundei na cadeira cruzando os braços, de repente uma garrafa apareceu na minha frente. – O que é isso?
-Um suquinho de tomate. – Só vi o sorriso perveso dele, dei de ombros e tomei o sangue. – Como vão as coisas com Jake?
-Eu não sei.
-Qual é o problema? – Emmett perguntou cruzando as mãos sobre o peito fingindo que dormia na posição que vampiros dormiam em caixões. Era meio irônico.
-É complicado. – Resmunguei olhando para minhas unhas.
-Vamos ver... – Emmett fez um bico pensativo. – Ele gosta de você?
-Gosta, talvez ame.
-Você também gosta, talvez ame, ele?
Parei por alguns segundos pensando e a resposta pareceu escorregar da minha boca antes que meu cérebro processasse.
-Sim. – Murmurei assustada.
-Então, o que é complicado? – Emmett tirou a mascara e me olhou intrigado. – Vocês se gostam, talvez amem, transem e sejam felizes.
Olhei para ele, Emmett era muito cara de pau mesmo.
-Não tem nada de complicado?
-Não, relacionamentos são fáceis.
-Me explica o que está acontecendo com você e Rose então. – Cruzei os braço.
-Golpe baixo. – Estreitou os olhos.
-Responda.
-Ok... Talvez eles sejam complicados.
-Responda. – Continuei irredutível.
-Ta legal. – Revirou os olhos. – Rose me escondeu algo.
-Todos temos segredos. – Ergui as sobrancelhas.
-Sim, é verdade, mas, veja bem, o segredo era algo que todos queriam saber: a localização de Boreas. Por mais que eu saiba que era com a melhor das intensões, ainda não consegui digerir isso.
-Primeiro: quem é Boreas?
-O lobisomem que torturou sua mãezinha. – Eu o olhei surpresa. – Ele tem um histórico com nós, Cullens, tentou matar minha mãe, Esme, e sequestrou Rose.
-Entendi e por que Rose escondeu a localização de Boreas? – Perguntei franzido o cenho.
-Por que ela sabia onde ele vai estar daqui a um mês, entende? Minha esposa não quis que eu me decepcionasse, caso ele não aparecesse.
-E você pode culpa-la por querer evitar que se frustre ainda mais? – Ele me olhou. – Eu posso não entender muito sobre amor e também não tenho anos de experiência, mas... Tudo o que quero é o melhor para as pessoas que amo, nem isso me machuque e signifique mentir.
-Não é... – Ele parou tentando retrucar.
-É sim e você sabe. – Suspirei relaxando na cadeira. – Rose errou? Claro que sim, ela devia ter ser honesta. Mas você não pode perdoa-la por fazer isso por amor a você?
-E você ainda se enrolou toda com Jake. – Emmett deu uma risada. – Bem, já que você me deu um conselho amoroso, devo retribuir o favor.
-Oh Deus... – Murmurei me afundando na cadeira ainda mais, Emmett pegou minha mão e me olhou solene.
-É assustador está apaixonado, o pensamento de alguém ser mais importante que sua própria vida parece realmente estupido e confiar em alguém por inteiro, uma idiotice. – Ergui as sobrancelhas para ele, que me sorriu malicioso. – Mas estranhamente, se apaixonar é uma das coisas mais maravilhosas do mundo e acredite, eu vivi o suficiente para saber disso.
-E com isso você quer dizer...?
-Mesmo que você termine em lagrimas no final, Nessie, viver seu amor vale a pena. – Largou minha mão e se espreguiçou na cadeira.
-Valeu pela dica. – Suspirei olhando para o teto.
-Cadê o meu suquinho? – Emmett olhou ao redor.
-Aqui. – Entreguei revirando os olhos, ele tomou no canudo feliz.
-E você pode querer se preparar, quando chegarmos estamos indo para a festa da escola. – Emmett disse casualmente.
-Me desculpe? – Olhei-o imediatamente, ele me olhou inocentemente enquanto sugava no maldito canudinho.
Bella P.O.V
Eu estava escrevendo meu relatório de historia tranquilamente quando a porta do meu quarto se abriu.
O cheiro me veio rapidamente, então nem me preocupei em me mover da cadeira. Era só Edward afinal de contas.
(Como se o crápula algum dia fosse ser um "só", pensei para mim mesma)
-Eu já disse que não tenho vontade ir. – Comentei escrevendo, senti-o atrás de mim, se inclinando sobre mim, na verdade.
Ele passou o dia pedindo para ir, levou não, é claro. Mas sinceramente, o "sim" tinha quase escorregado da minha língua no final da aula quando ele implorou com aqueles olhinhos de cachorro perdido...
-Você me daria a honra de ser minha acompanhante do baile? – Ele perguntou caprichando no tom de aveludado, meus olhos caíram sobre a caixa que ele colocou em cima da mesa, na minha frente.
Era um corsage de rosas brancas.
Droga, era lindo!
Olhei para Edward, que ainda estava inclinado sobre mim, muito perto de meu rosto. Ele tinha aquele olhar intenso, o "não" ficou preso na garganta.
-Você realmente quer que eu vá. – Comentei estreitando os olhos para disfarça.
-O que você acha? – Sorriu erguendo as sobrancelhas, suspirei derrotada.
-Eu realmente não sou fã de festa, todas que fui, foi por que eu tinha que ir. – Ergui as sobrancelhas para ele, Edward ficou me olhando paciente, por fim suspirei e larguei o lápis. – É melhor fazer a pena.
O sorriso dele ficou ainda maior, ele se inclinou e me deu um beijo rápido e estralado.
-Fantástico! Alice! – Olhei-o assustada, Alice entrou saltitante cheia de sacolas.
-Temos um milhão de coisas para fazer! – Alice parecia ter um sorriso ainda maior que o dele, ela estava batendo as mãos e pulando animadamente, no que fui me meter? – Sai Edward!
-Espera ai! – Exclamei aterrorizada com o sorriso de Alice.
-Fique linda, te vejo na festa. – Edward sorriu perverso e me deu um outro beijo sumindo da minha vista, rangi os dentes irritada.
-Nem tente escapar. – Alice falou antes que eu abrisse a boca. – Você não tem vestido, eu tenho. Por tanto quem manda aqui sou eu, agora vá para o banheiro. - Apontou autoritária, até amuei agora.
Jake P.O.V
Olhei ao redor, aquilo já estava lotado. Coloquei as mãos dentro do bolso da jaqueta e suspirei, não estava frio, fresco talvez. Ao menos, eu suponho isso pelas roupas dos estudantes. Por conta da minha temperatura naturalmente alta, eu não sentia frio facilmente.
Vi o vampiro Garrett se aproximar de mim cautelosamente. Franzi o cenho para ele, o vampiro era do lado dos Cullen, por que estava vindo falar comigo?
-Black. – Cumprimentou se aproximando.
-Sim?
-Os Cullen já estão lá? – Perguntou casualmente.
-Apenas Rose e Jasper. – Dei de ombros. – Por quê?
-Me mandaram ficar por aqui. – Ele pareceu mal humorado.
-E?
-A Swan está lá?
-Por quê?
-Por que o coven de bruxas da família dela está vindo também. – Respondeu, olhei-o curioso. – São adolescentes também, da mesma idade da bruxinha que agora é líder.
-E você está dizendo isso por que...? – Ele me olhou. – Eles não faram nada contra Bella.
-Sim, vieram aqui confirma um pacto de paz. –Olhei-o incrédulo.
-Nessa festa? Mas que...
-Eu sei. – Ele revirou os olhos. – Qualquer ataque de demônios, é capaz de jogarem a culpa em Bella, por isso fique de olho aberto, mas uma briga é a ultima coisa que precisamos nessa cidadezinha.
-Você vai entrar? –Perguntei de repente.
-Se Kate, minha amável esposa, conceder uma dança. – Ele olhou ao redor sugestivamente.
-Nem que a vaca tussa. – Kate apareceu desfilando para nós. – Eu não sou mais sua esposa. – Cuspiu agarrando o braço dele. – Infelizmente, eu tenho que garantir que você não faça nenhuma besteira.
-Ela me ama. – Sorriu para mim.
-Cale-se! – Exclamou indignada e depois sorriu para mim... Amavelmente. – Onde está Nessie, Jake?
-Chegando com Emmett, estou a esperando até agora. – Respondi suspirando.
-Ela chegara, se até Garrett se deu ao trabalho de vir, ela virá.
-Hey! – Ele a olhou revoltado. – Eu não são tão ruim assim.
-Veneza? Paris? Alemanha? – Ela o olhou erguendo as sobrancelhas.
-Eu tinha desculpas perfeitamente aceitáveis! – Ele argumentou, enquanto ela o arrastava para dentro. – E tem mais! Isso foi a setenta anos! Eu mudei.
Dei uma risada baixa para a situação deles.
-Do que está rindo? – Me virei ao ouvir a voz de Nicolas, abri a boca chocado.
Nicolas estava de braços dados com Jane, isso era tão surreal! Talvez eu devesse me beliscar para ver se estou sonhando, por que Jane está de vestido e ela parece realmente bonitona!
Tudo bem, ela é vampira, é obrigada a parecer bonita até com um saco de lixo, mas... Ela parecia angelical com aquele vestido!
-Então, qual é a graça? – Jane me olhou impaciente.
-Nada, só Kate e Garrett. – Pisquei confuso. – Por que estão aqui?
-Alice pediu. – Nicolas deu de ombros.
-Implorou. – Jane acrescentou. – De qualquer maneira, parece que algo vai acontecer com tantos adolescentes ao redor. Se me lembro bem, dá ultima vez morreu um humano.
-Acredito que se chamava Tyler. – Nicolas concordou franzido o cenho, meus olhos ainda estavam nos braços dados deles.
Isso é surreal!
-O que tanto olha? – Jane me olhou exaspera.
-Vocês. – Respondi com toda a honestidade de meu ser, os dois ergueram as sobrancelhas. – Estão juntos? Tipo, juntos juntos?
-É tão difícil de acreditar?
-EU SABIA! – Nos viramos para Nessie.
OH MERDA!
Ela estava... Estava... Estava...
-Pare de encarar, está ficando estranho. – Emmett apareceu ao lado dela, então passou por mim dando uns tapas fortes no ombro, out! – E sim, é estranho ver Jane com você, Nicolas, não é surpreendente, mas é estranho.
-Eu sempre soube que tinha coisa ai. – Nessie disse sorridente, ouvi Jane bufar. – E serio Jake, você não vai dizer o quão maravilhosa eu sou capaz de ficar usando apenas um pequeno estojo de maquiagem, lápis de olho e um o primeiro vestido que achei?
-Você tá... – Respirei fundo. -...
-Ok, eu o deixei sem palavras. – Ela revirou os olhos. - Isso serve. – De repente senti um empurrão, pisquei confuso.
-Acorda para a vida, lobinho. – Jane exclamou. – Estamos aqui para a seguran... – Ela se interrompeu com um engasgo.
Nos viramos para ela rapidamente, Emmett sumiu da nossa frente e Nicolas pegou Jane antes que ela caísse no chão. Imediatamente puxei Nessie (e seu maravilhoso vestido decotado roxo) para trás do colégio, em uma velocidade anormal Nicolas moveu Jane para perto de nós.
Eu não sabia que lobisomens faziam isso.
-Tira... – Jane disse roucamente com uma careta, ela parecia mais pálida que o normal. Nicolas a virou parecendo procurar algo, Nessie se ajoelhou.
-O que...? – De repente ele levantou os cabelos loiros de Jane e vimos um dardo em sua nuca. Nessie agarrou o negocio e puxou com força. O tamanho daquilo era arrepiante...
-Ela está bem? – Perguntei franzido o cenho, enquanto olhava para trás. – Alguém viu dá onde veio? – Perguntei sem esperar resposta, Jane rosnou estranho.
-Não se mexa. – Nicolas a forçou no chão. – Está envenenado, ela precisa de sangue. – Olhou para mim, bufei e olhei ao redor.
Andei pelas arvores rapidamente, até chegar ao outro lado do estacionamento.
-Hey! – Exclamei sorridente, eu não acredito naquilo.
-O que foi, Jake? – Lauren perguntou, estavam ela, Jessica e Mike.
-Nessie precisa de uma ajudinha feminina, ou algo assim, algum das duas poderia...?
-Eu vou. – Lauren disse apressadamente. –Qualquer coisa para ficar longe do casalzinho aqui. – Agarrou meu braço e foi andando para o baile.
-Não. – Exclamei, seja lá quem tinha atirado estava por ali. – Ela está lá atrás, vamos corta caminho por aqui.
-Meio furreca esse caminho, hein? – Lauren me olhou de cara fechada. – Eu vou quebrar o salto assim!
-Venha, se apoie em mim. – Ela agarrou meu braço perto demais, mas deixei quieto.
Rapidamente chegamos lá, pobre Lauren...
-Então, qual é o problema Nessie? – Lauren perguntou assim que vimos Nessie apoiada na parede, ela nos olhou séria. – O que foi com ela? – Quando viu Jane no chão a olhando tremula.
Nicolas a pegou, tapando sua boca, Lauren começou a se sacudir, mas era em vão. Então, Lauren parou e olhou para Nicolas com um olhar estranho.
-Me deu seu braço. – Ele pediu e ela estendeu sem hesitar. Lauren não fez um barulho sequer enquanto ele cortava seu pulso.
Jane parecia um anjo com aquela palidez e vestido. Então, saiu as presas de sua boca, enquanto ele estendia o pulso sangrento para ela.
Desviei os olhos um tanto enojado por estar fascinado com a cena, nunca tinha visto um vampiro se alimentar, o pensamento dava náuseas, mas estranhamente Jane parecia tudo menos um monstro. Então me bateu...
Aquilo é o que os vampiros fazem. Eles nunca se parecem com um monstro, parecem um anjo, por trás de uma bela face se esconde o mal. Foi o que meu pai me disse certa vez.
Nessie fazia coisas daquele tipo, ela não era um vampiro, era um demônio entretanto. Era estranho pensar nela daquele jeito, como um anjo com um rosto mortalmente bonito.
-Pronto. – Ouvi Nicolas murmura, Lauren foi para trás e ficou quieta, Nicolas pegou o rosto de Jane e a olhou com cenho franzido.
-Eu não posso usar meu poder. – Jane murmurou.
-O que? – Perguntei assustado.
-Esse veneno vai demorar para sair do meu corpo, se eu usar meu poder vou sentir em mim. Estou neutralizada por algumas horas. – Ela respirou fundo, nos olhando furiosa, troquei um olhar com Nicolas.
Então ouvimos o grito de Lauren, nos viramos e vimos Nessie agarrada ao pescoço dela.
-NESSIE! – Exclamei me erguendo, então ela foi jogada contra mim, automaticamente a prendi em meus braços.
-Ok, se acalme filhote semi-demonia. – Emmett estendeu a mão em um sinal de pare, no outro braço, ele segurava Lauren, que tinha o pescoço todo arrebentado.
O som que saiu da boca de Nessie não foi humano.
-O que aconteceu? – Nicolas perguntou se levantando, Jane se aproximou de nós tentando parar Nessie.
-Ela atacou a humana? – Emmett ergueu a sobrancelha, Nicolas o olhou mal humorado. – Oh! Você fala sobre o atirador? Bem, ele fugiu, devia ser humano, seu cheiro sumiu rapidamente. – Seus olhos caíram sobre o dardo. – Isso deve ter doido. – Fez um careta.
-O que é isso? – Edward se aproximou, seus caíram sobre Nessie e sua boca cheia de sangue, ele suspirou. – Eu não esperava isso tão cedo.
-O que? – Perguntei confuso, Nessie bufou em meus braços.
-Não é tão cedo assim. – Nessie rebateu a ele. – Faz um tempo que não me alimento.
-Como assim? – Perguntei confuso. - EU vi você tomar sangue esses dias.
-Tem um motivo para Bellla e eu nos alimentarmos de humanos, em vez de ficar nas bolsas de sangue. – Nessie apoiou a cabeça em meu peito suspirando. – Mesmo alimentadas, temos uma ânsia por sangue quente e pulsante que conseguimos controlar se a satisfazermos de tempos em tempos.
Edward tirou um lenço e entregou a ela, resolvi larga-la.
-Ela está viva? – Perguntei olhando para Lauren, Emmett me olhou.
-Quase? – Ele analisou a garota em seus braços. – Matamos, Edward?
-Não tenho certeza, ela foi vista com Jake pela ultima vez.
-Podemos criar um serial killer na cidade, o namoradinho dela morreu assim. – Jane deu de ombros.
-Bem... – Edward começou mas um crack o interrompeu, nós olhamos para Emmett, ele tinha acabado de quebrar o pescoço de Lauren.
Respirei fundo buscando paciência, aquilo vai sobrar para mim! Eu fui a ultima pessoa que ela foi vista!
-O que? – Emmett nos olhou erguendo a sobrancelha. – Eu gostei da ideia de serial killer. – Comentou inocentemente.
-Bem, quem vai esconder o corpo? – Nicolas perguntou com um suspiro cansado.
-Eu acho que ninguém levou em consideração que eu fui a ultima pessoa vista com ela. – Cortei todo mundo carrancudo. – Eu sou suspeito agora!
-Bem, não vai ser se você também morrer. – Emmett deu um sorriso brilhante, olhei-o indignado.
-Muito engraçado. – Nessie o olhou na defensiva. – Ninguém vai tocar um fio de cabelo de Jake, entenderam?
-Se acalmem! Eu vou cuidar do corpo. – Edward nos olhou impaciente. – Jane, vá para dentro com Nicolas, fiquem juntos e dobro de atenção. – Eles acenaram e foram andando. – Emmett, acredito que Rose está lá dentro com Jasper. – Ele olhou para Emmett que parou de sorrir e sumiu de nossas vistas. – Agora, Nessie, não fiquei histérica, sua mãe está vindo.
-Sério mesmo? – Nessie perguntou surpresa, Edward deu de ombros e colocou as mãos no bolso casualmente.
-Eu a convencida. – Falou em tom humilde que escondia toda a arrogância da pessoa. – Mas antes que vá lá dentro... Deveríamos fazer algo sobre seu descontrole. – Apontou para Lauren.
-Bem, você sabe tudo, lê meus pensamentos. – Nessie cruzou os braços, ele acenou com a cabeça.
-Eu acho que deveria falar com Kate arranjar quatro humanos para as duas. – Edward disse pensativamente. – Será o suficiente, não?
-Dois para cada uma, sim, será o suficiente. – Nessie acenou com a cabeça. – Por causa do meu surto, eu posso ver sangue sem pirar de novo, mas não vai durar muito tempo.
-Eu vou providenciar para amanhã, há não ser que queira se aproveitar de algum efeito colateral da festa. – Ela acenou e eu engoli a seco. – Não sabemos quantos inimigos temos lá dentro, então não sai de perto de Jake. Agora, deixe-me cuidar dela, Alice tem um lugar para coloca-la, é claro. – Revirou os olhos.
-Cadê mamãe? – Nessie perguntou quando ele colocou o corpo de Lauren sobre o ombro.
-Ela está... – Ele parou nos olhou. – Digamos que sua mãe está sofrendo na mão de Alice. Ambas estarão aqui em breve. – E se foi com o vento.
-Deveríamos tirar o sangue do seu rosto. – Disse a puxando, ela me olhou com um suspiro.
-Eu não tinha a intenção de matar a Lauren. – Ela falou me olhando. – Eu não gosto de matar pessoas inocentes, por mais irritantes que elas sejam. – Me olhou timidamente.
-Eu sei que a coisas que não pode controlar. – Puxei em direção aos fundos do colégio. – Não é realmente sua culpa se ela morreu, Emmett fez isso.
-Sim, vamos jogar a culpa no Emmett. – Ela acenou com um sorriso pequeno. – Meu rosto está sujo de sangue, mas e meu vestido? – Parecia realmente preocupada.
Revirei os olhos, mulher era tudo igual mesmo.
Sempre vaidosas.
Edward P.O.V
Tomei o gole do ponche especial que Rose colocou na mesa, sabe-se lá como. Era sangue fresco, docinho como mel. Rose havia trazido com Jasper e feito os humanos ficarem longe dele.
Falando nos dois, Jasper estava fora de vista (pelo o que podia ver, estava com Kate e Garrett), e Rose estava conversando com Emmett. Era uma conversa dramaticamente emocional, que tinha algumas lagrimas, muitos desculpes e terminaria em um beijo de pazes.
Então os pensamentos de Mike Newton me chamaram a atenção. Francamente, ele era o típico adolescente cheio de hormônios e popularzinho de colégio, quando não pensava na Bella, ele era realmente hilário.
Por exemplo, agora estava completamente chocado com Emily e todo seus atributos (no qual ele usou palavras bem desapropriadas para descrever), ele fez questão de se concentrar em cada parte do corpo e praticamente babar. Quase poderia ter pena de seu par, Jessica, mas ela estava interessada em ser a rainha do baile e se perguntava quais seriam as chances de Lauren ganhar dela.
Mas, meu palpite era que Angela ganharia o titulo no final da noite. Bella nunca vinha a esses eventos, deixava bem claro, então nunca tentaram faze-la uma candidata.
Voltando aos pensamentos de Mike, ele não foi o único a percebe Emily na festa. Ela estava bonita, era verdade, parecia um anjo de bondade – mas eu sabia a verdade, me lembro muito bem de seus pensamentos nada bonitos. Porém, o que estava me chamando atenção não era ela e sim o par dela.
Estreitei os olhos para mim mesma ao reconhecer os pensamentos. Eu sabia quem ele era.
Era o infeliz primo de Bella, qual era o nome? Bella se referiu a ele como primo e Henry! Sim, Henry o primeiro cara a toca-la e ainda era bruxo.
Francamente, eu não tinha motivos para gostar dele e o idiota me dá mais um motivo vindo ao estupido baile como acompanhante de Emily?
Só volta ela se apaixonar por ele.
Mas até que isso seria bom, eu poderia ser aquele paixão platônica e ela nunca passaria dos limites comigo. Não que ela iria ousar fazer algo assim, não comigo tendo compromisso com Bella.
Tomei mais um gole de minha bebida doce e andei em direção ao casalzinho, ou melhor, a uma garota deslumbrante e um puxa-saco.
-Quem é ele? – Ouvi o bruxo pergunta em tom baixo, Emily sorriu para mim, então franziu o cenho para Henry.
-Você não sabe? – Ela provavelmente sabe do parentesco de Henry com ele.
-Emily bela como sempre. – Sorri para os dois. – Henry, confesso que não esperava encontra-lo.
-Me desculpe, eu te conheço? – Ele me olhou confuso, estendi a mão.
-Edward... – Ele ficou tenso quando apertou minha mão, provavelmente sentindo que eu era um vampiro, ou minha pele fria, talvez os dois. -... Cullen, acredito que seriamos algo perto de primos. – Soltei a mão dele.
O noivo de Bella. – Ele pensou. Qual dom dos Cullen ele tem? Controle de emoções, visão do futuro, controle de mentes, pirocinese, extrema força ou telepatia?
Resolvi não deixa-lo saber qual era o meu poder.
-Como vocês não se conhecem? Bella parece ser intima de você, Henry. – Emily perguntou, era sutil, mas eu podia ver sua jogada.
Era uma pena para ela, que eu tenha séculos de experiência para cair em algo assim.
-Bruxos não se misturam muito com vampiros, e todos explicamos como nossa relação com Bella anda tensa.
-Sim, quando vocês a forçaram participar de um ritual e quase sugaram todo o poder dela. – Falei acidamente.
-Ela seria humana.
-Seria vulnerável.
-Não é capaz de protegê-la? – Me olhou irônico.
-Minha adorável mulher é independente demais para seu próprio bem. - Retruquei divertido. – Mas se quer saber, sim, eu poderia protege-la. Apenas não acho justo vocês usufruírem do poder que Renné deixou para Bella.
-Onde está a tão comentada Bella? – Emily perguntou percebendo a tensão entre nós.
-Está vindo, resolvi aparecer primeiro. – Dei de ombros e tomei mais um gole do ponche, Henry olhou para o vidro carrancudo, ele tinha adivinhado o que tinha lá. – Me pergunto o que vocês dois fazem aqui, sem quere ofende-la Emily, mas sempre me pareceu que não vêm muito a festas.
-Precisava me distrair, são tantas coisas acontecendo. – Ela deu de ombros timidamente.
-E claro, Henry aqui a acompanhou para...? – Olhei-o curioso.
-Proteção, ela é a líder do coven, não pode andar por ai desprotegida. – Me olhou de cima a abaixo.
-Claro, nos dias de hoje todo cuidado é pouco. – Sorri mostrando todos os meus dentes para os dois, o coração de ambos aceleraram. Emily, ao julgar pelo seu olhar, era por estar deslumbrada, já Henry parecia nervoso, era o instinto humano dele apitando perigo.
Ouvi os pensamentos de Alice no estacionamento e olhei para a entrada impaciente, por que ela insistia em não me mostrar o resultado final da produção em Bella?
Vi Alice aparecer na entrada com um vestido claro com um decote que deixava a mostra um corpete preto de renda, que...
Mas que droga! Alice fica pensando tanto no maldito vestido dela, que agora eu estou começando a refletir sobre ele. Graças a maldita fada, eu sabia a cor de cada vestido da festa menos o da Bella.
Sinceramente, não me interessa se a Rose está de preto, se Jane usa bege, ou Kate laranja. Alice no s viu e torceu a boca, aprovando o vestido dourado e branco de Emily, quase revirei os olhos.
Então, franzi o cenho, Alice apareceu, mas nada de Bella. Cadê ela?
-Quando é o casamento? – Henry perguntou, olhei para ele.
-Não decidimos ainda, estamos em tempos difíceis, não? – Respondi dando de ombros e tomando mais um gole do sangue, que não estava mais tão doce. Onde está Bella? Ela não vai realmente furar comigo, certo? Alice nunca deixaria...
Me voltei para os pensamentos de Alice, mas ela estava focada na organização do seu plano. Alice fez questão de não me olhar...
Um pigarreio baixo me fez olhar para trás e lá estava ela...
Bella estava maravilhosa, nenhuma novidade, mas isso não me impede de apreciar a beleza dela. Ela não se parecia com um anjo, nem com um demônio, era algo místico que não era nem bom, nem ruim, apenas bonito.
O vestido dela era verde-claro (Alice mexeu com a minha cabeça depois de mapear todas as cores da festa). Tinha as alças ao redor dos ombros os deixando nus, o que fazia o conjunto todo do decote uma tentação. O vestido era pecaminoso demais para mim e minha imaginação fértil!
Fiz questão de ignorar cada pensamento ao redor, eu tinha certeza de que pescoços voariam se ouvisse algo. Bella se aproximou sorrindo para mim, olhei-a dos pés a cabeça de novo.
Alice tinha escolhido aquele vestido! De repente, ela não mais tão irritante e maldita assim.
Estendi a mão para ela e a forcei girar.
-Ok, Edward, pare de babar. – Emmett quebrou minha apreciação, Bella deu uma risada, que praticamente morreu ao ver com quem eu conversava.
Juro que a ouvi praguejar sobre a respiração.
-Vocês! – Ela exclamou forçando o sorriso.
-Veja quem encontrei, meu amor. – Comentei tardiamente, enquanto a puxava para mim, Henry estava a olhando demais.
-O que você faz aqui, priminho? Repetiu de ano e agora estuda no High Forks? – Perguntou venenosamente. Eu já disse que adoro Bella?
-Ele está me acompanhando. – Emily pigarreou desconfortável. – Pensei que não vinha em festas escolares.
-Eu a organizei, achei que deveria vir. – Bella deu de ombros. – Além do mais, eu não deixaria Edward por ai nas mãos das vadiazinhas do colégio. – Minha noiva olhou descaradamente para Emily, que se encolheu um pouco.
-Não seria o contrario, prima? – Então Henry tem algum veneno de família?
-Não é que você tem razão? – Bella riu falsamente. – Você acabaria com elas, não é amor? – Olhou-o para mim divertida.
-Eu já fiz isso. – Ergui as sobrancelhas sugestivamente, Bella me olhou carrancuda. – Mas passado é passado, não? Eu amo ela. – Falei par eles, abraçando Bella.
A cara deles era impagável! Quero dizer, estávamos na melhor forma de típico casal humano! Era tão bom que nem estávamos mais atuando. Por que eu sei que Bella tem ciúme de mim, nunca vai admitir, mas está lá!
Bella tossiu para disfarça a risada.
-Então, vocês estão juntos? – Bella perguntou curiosa.
-Não! – Emily exclamou ansiosa, Henry até ficou um pouco ofendido com a urgência dela de impor que eles não eram um casal. – Eles não querem que eu ande desprotegida.
-Ah sim... – Bella acenou com a cabeça. – Então, você falou com eles sobre o que conversamos?
-Sim e eles aceitam a bandeira da paz, ambos se ignoram. – Emily respondeu, Henry a olhou de lado.
Pude ler em seus pensamentos que a verdade era que eles tinham querido atrair Bella e sugar seus poderes. Ninguém esperava que ela fosse atrás de Emily, que é a líder do coven.
Aliais, Emily estava tendo dificuldade em ter respeito do coven por ser tão nova no assunto. Mas ninguém poderia negar que ela é forte, e nenhum membro se atreveria falar algo a ela na cara, afinal uma bruxa com raiva não precisa saber feitiços.
-Onde estão os outros membros do coven? – Perguntei curioso, os pensamentos de Henry nem chegavam perto dos outros membros.
Então, eu visualizei tudo.
Bella tinha feito um tremendo estrago em sua imagem quando provocou o acidente para pegar Henry. A tia dela estava inconsolável e a avó aproveitou para colocar todos contra Bella. Aparentemente, Isabella Swan não era mais um deles (como se tivesse sido algum dia), deixou de ser no instante que foi mordida, não tinha direito a nada da família.
Quase sorri com o fato de que o clã de bruxos procurava loucamente o livro de bruxaria de Renné. A mãe de Bella era poderosa, ter acesso aos feitiços pessoais seria uma precocidade, afinal só grandes bruxos ou um grupo poderia realizar alguns dos feitiços ali.
-Aqui também. – Bella olhou ao redor um tanto tensa. – Não perderíamos um festa, afinal de contas.
-E vão se juntar a escola, imagino. – Bella o olhou.
-Todos nós estudávamos em um colégio interno separados, como bem sabe, mas agora que juntamos o covén temos que ficar juntos. Então, sim, eles vão estudar aqui temporariamente.
-E você não, por que já se formou. – Bella acrescentou, ele acenou com cabeça sorrindo.
-Verônica também já se formou. – Deu de ombros.
-Como está eles? A ultima vez que os vi... Bem, vocês estavam bem concentrados.
-Como assim? – Emily a olhou confusa.
-Eu te disse que eles me fizeram líder para unir o coven, só não disse que fui forçada. – Emily olhou para Henry com o cenho franzido, este por sua vez olhava para Bella com a expressão dura.
– De qualquer maneira, são águas passadas e agora está tudo bem, não? – Falei sorrindo diplomaticamente, Bella concordou olhando para Henry séria.
-Eles estão bem. – Henry respondeu correspondendo o olhar dela. – O acidente que você causou não feriu ninguém seriamente.
-O que? – Emily nos olhou confusa.
-Ela não te contou que causou um acidente de carro e por isso estávamos todos quase entrando em um briga.
-Que eu saiba vocês começaram quando a sequestraram no funeral da mãe dela em plena lua cheia com lobisomens a caçando. – Olhei-o raivoso, ele tinha mesmo a ousadia de culpa-la?
Emily parecia cada vez mais horrorizada com nossa conversa, começamos em um tom tão casual e agora...
-Meus pêsames por sua mãe, falando nisso. – Bella piscou para Emily com a expressão dura, apertei sua cintura.
-Obrigada. – Bella acenou com um tom inexpressível.
-A parti de agora, ninguém do covén lhe fará mal, estamos em paz. – Emily acrescentou quase timidamente.
-E como está sua mãe? – Perguntei quando vi que Bella não falaria nada.
-Muito bem, está em casa agora. – Emily brincou com as mãos nervosamente.
-Fico feliz. – Sorri para ela, Emily desviou o olhar rapidamente.
Pare com isso! – Olhei para cima disfarçando a surpresa, Nessie tinha me enviado o pensamento com um tiro. Eu não estava prestando atenção nos pensamentos ao redor, por isso ouvir algo me pegou de surpresa. Pare de deslumbrar a virgem loira e seja um bom acompanhante para Bella, seu idiota.
Por que raios ela está com tanta raiva?
-Por quê? – Sussurrei confuso, Bella me olhou de lado.
Hãã... Duh?
Revirei os olhos e soltei o braço da cintura de Bella, ela me olhou curiosa.
-Que tal um dança? – Sorri perversamente para ela, enquanto estendia minha mão. Se me lembro bem, ela prometeu que nunca mais dançaríamos, é o que vamos ver.
-Hã... – Bella alongou a fala enquanto olhava para minha mão e depois para mim.
-Se não aceitar vou convidar Emily. – Acrescentei provocantemente, Henry estreitou os olhos, Emily ficou corada e Bella bufou desanimada para mim, quase ergui a sobrancelha para sua reação.
Ela deveria estar se mordendo de ciúmes, por que aceitou minha mão.
-Nos vemos depois. – Acrescentei para o casal de bruxos.
-Eu te odeio com todo o meu coração. – Ela murmurou apaixonadamente para mim.
-Ah que isso, não seja tão dramática. – Revirei os olhos a puxando para a pista de dança.
Rose e Emmett tinham feito as pazes já que estavam em seu próprio mundo ali, ficariam assim até Alice dá um alerta provavelmente. Falando em Alice, ela nem parecia estar planejando um plano diabólico, estava dançando animadamente com Jasper.
Girei Bella alegremente, mas ela ainda me olhava carrancuda.
-Eu já te disse que odeio dançar?
-Eu já te disse que você está maravilhosa? – Ela revirou os olhos, mas eu sei que sua raiva diminui consideravelmente. – Sinceramente, eu acho que você dança bem, não sei por que tanto medo.
-Eu já te falei: tenho trauma.
-Mas você dança bem. – Ergui a sobrancelha insistindo. – Não vejo o ponto em não querer dançar.
-E eu não vejo ponto em ficar comigo dormindo na cama quando você não dorme. – Rebateu divertidamente.
-Hey! Quem tem que ouvir seus roncos sou eu. – Ela me olhou com os olhos arregalados, percebi meu erro imediatamente. Eu nunca comento sobre os roncos dela, mulher é muito sensível com isso, mesmo que eu ache até singelo o som dela.
Bem, eu acho singelo agora, por que no começo era um pouco irritante para ser franco.
-Eu não ronco! – Ela me olhou indignada.
-Claro que não. – Rebati irônico, enquanto rodávamos.
-E mesmo que eu ronque, é meio perturbado pensar em você acordado me observando.
-Eu não te observo, você só ronca alto. – Brinquei e ela pisou no meu pé, não doeu e me fez rir.
-Bem, podemos resolver esse problema, só não vá para a minha casa a noite. – Sorriu docemente.
-Você não aguentaria dois dias sem mim, minha querida. – Retruquei arrogantemente. – Depois de tanto tempo sem satisfazer seus desejos luxuriosos, seu organismo simplesmente necessita de mim.
-Bem, talvez seja verdade... E qual é a sua desculpa? – Ela riu para mim.
-Minha desculpa? – Ergui a sobrancelha.
-Ontem a noite não fizemos nada, se me lembro bem, você simplesmente se deitou comigo, todo preocupado com meu comportamento frio. – Me olhou vitoriosa.
-Oras, não é obvio? Eu me senti sozinho. – Ela riu da minha expressão de pobre coitado.
-Responda a verdade!
-Tudo bem, eu gosto de sua presença, é tranquilo e quente. – Bella abriu um enorme sorriso convencido. – Não fique se achando. – Acrescentei ao ver sua expressão. – Eu ainda tenho que aguentar seus roncos.
-Pare com isso! – Me golpeou no ombro, eu senti dor, mas nada insuportável.
Ouvimos suspiros e olhamos para a comoção do outro lado da pista, era Alice e Jasper dando um verdadeiro show.
-Exibidos. – Revirei os olhos, os dois dançavam como profissionais, direito a pernas para o alto e piruetas.
OH CALE A BOCA! – Ela berrou para mim.
Verde não lhe cai bem, Edward. – Jasper pensou alegremente.
-Bem, ao menos eles são bons. – Bella comentou olhando para eles. – Já Kate e Garrett parecem estar guerreando. – Riu para eles, Garrett deu um sorriso brilhante para nós e voltou a encarar determinadamente Kate, que ainda estava carrancuda.
-Já viu Jessica e Mike? – Olhei sobre seu ombro divertida, nos viramos para ela ter uma visão deles.
-Quantos movimentos. – Bella apertou os lábios tentando não rir. Jessica e Mike estavam chacoalhando os braços pra lá e pra cá, parecendo se diverti horrores. Seus olhos se mudaram pela multidão e ela suspirou de repente.
-O que foi? – Perguntei em tom baixo.
-Eu já vi meus primos por aqui. – Fechou os olhos por um instante. – É estranho ter que retribuir os olhares tortos para mim. De qualquer maneira, eu não quero falar sobre isso. – Sorriu para mim, eu a rodopiei e ela voltou para mim com uma careta. Segurei a risada ao vê-la se desequilibrar pela rapidez que a girei.
Então, começou a tocar uma musica lenta, aquilo era obra de Emmett, que molhou a mão da DJ para colocar uma musica romântica.
Bella suspirou aliviada e encaixou a cabeça na curva do meu pescoço. Ficamos em silencio, enquanto a musica rolava, olhei ao redor atento.
Eu não fazia de quem era humano e quem não era, era muito pensamentos para filtrar e demônios não seriam estúpidos o suficiente para pensar sobre seus planos por aqui. Isso sem contar os humanos que estavam a serviço dos demônios, afinal eles são facilmente manipulados.
Encostei meu queixo na cabeça e nos girei verificando todo mundo. Pareciam um bando de adolescentes cheios de hormônios planejando transar no final da noite em um motel barato. Também tinha os pensamentos mais femininos e românticos, algo sobre a musica que está tocando ser perfeita.
Eu realmente não estou prestando atenção na letra, mas parte do meu cérebro está captando cada palavra. É meio irritante, você sabe, que uso terá para mim um letra de musica romântica?
Sinto Bella se mexer e eu olho para baixo, ela não está olhando para mim. Na verdade, ela não está olhando para nada, parece profundamente perdida em algo ao julgar sua expressão. Observo curioso sua expressão mudar para compreensão e depois para terror absoluto, franzo o cenho para ela e a aperto contra mim.
Bella olha para mim como resposta.
-Tudo bem? – Perguntei curioso.
-Hã... É... – Ela está gaguejando? Bella respira fundo.
-Bella? – Ela fechou os olhos como se estivesse temendo algo. – Está me preocupando... – Olhei ao redor em alerta. – Me diga. – Olhei para ela.
-Eu... Eu acho que... Que... – Ela para abruptamente e sua boca se entre abre, meu instinto é olhar para os lábios rosados, mas me foco em seus olhos.
Paro de dançar quando percebo seu olhar. Procuro os pensamentos de Jasper, mas ele está focado nos outros, não em nós. Ergui as sobrancelhas para a semi-demonia e me inclinei.
-Você acha o que?
-Eu preciso ir ao banheiro. – Fala abruptamente e empurra meu peito para se afastar, deixo-a ir confuso.
-Banheiro? – Olhei-a estranho, Bella não tem por que usar banheiro, ela não come.
-Olhar a maquiagem. – Sorriu um tanto falsa e se afastou, segui-a rapidamente, mas ela usou sua velocidade para sumir entre as pessoas.
E eu basicamente fiquei no meio da pista ouvindo o final de It is you I have loved.
Que doce...
Bella P.O.V
Andei pelo corredor rapidamente.
Oh droga! Droga! Droga! Droga! Droga!
Isso não podia estar acontecendo!
Encostei nos armários e escondi o rosto nas mãos.
Eu não podia estar apaixonada por Edward Cullen.
Respirei fundo, sentindo o nó na minha garganta se acalmar um pouco, eu não podia dizer o mesmo do meu estomago, infelizmente. Tudo bem, tudo bem, Bella.
Apoiei a cabeça no armário e olhei para frente. Eu não estava apaixonada por Edward!
Era a musica! A maldita musica!
Eu me deixei levar por ela, estava ali agarradinha com Edward, tinha acabado de topar com meu primo, que foi meu primeiro amor e tirou minha virgindade. Obviamente, eu só me levei pelas coisas e imaginei em como seria se estivesse tendo esses sentimentos por Edward.
Acenei para mim mesma. A musica ecoou do salão para mim.
It is you I have loved
It is you I have loved all along
Gemi batendo a cabeça no armário.
Quem eu queria enganar? Eu andava e cagava para Henry, estive agarrada com Edward nas ultimas semanas e nem pensei em nada parecido e sobre a musica...
Bem, eu acho que a musica simplesmente me mostrou a verdade.
Estava tão ferrada!
Não podia sentir algo por Edward, primeiro: nosso relacionamento é falso, quer dizer, meio falso, hã... Nós não temos compromisso. Segundo: ele já tem alguém destinado, se fosse eu a pessoa, Alice veria meu rosto e ela não viu! Terceiro...
Bem, ele é porra de um vampiro!
Comecei a andar no corredor.
A terceira razão não era exatamente uma boa, na verdade, é mais uma vantagem. Quer dizer, ele é imortal, extremamente bonito, forte, rápido, rico, excelente na cama (tantos anos de experiência...)
Aaaaaaaaaargh!
Eu acho que vou chorar. Preciso mesmo ir ao banheiro, uma agua no rosto vai me fazer pensar mais claramente...
Virei o corredor, então uma mão tampou minha boca do nada.
Arregalei os olhos ao percebe que era Victoria quem estava na minha frente, pálida, imortal, linda de morrer (literalmente) e com perigosos olhos vermelhos.
Que cintilavam raiva em minha direção.
-Eu acho que precisamos trocar uma palavra ou duas. – Sussurrou amargamente e tudo ficou escuro.
Jane P.O.V
-Nós deveríamos dançar para disfarça, você sabe – Olhei para Nicolas. – Eu não mordo, você é quem faz isso. – Acrescentou divertido.
-Até onde sei, você também faz ocasionalmente. – Rebati aceitando a mão dele.
-É justo. – Concordou me segurando.
-Eu tenho uma pergunta. – Olhei para ele estreitando os olhos, Nicolas apenas sorriu esperando. – Eu tenho alguma marca de nascença?
Ele me olhou por alguns segundos, ergui as sobrancelhas. Tudo tinha uma brecha, se eu perguntasse certo, ele poderia falar. Afinal, Nicolas falou em como meus olhos eram azuis, mas não pode falar como me conheceu.
E como essa festa ainda está entediante...
Ele me puxou para mais perto e se inclinou sussurrando.
-No lado esquerdo do seu quadril. – Engoli meu veneno, ele não pode ter visto aquilo com as roupas que eu uso.
-Agora, eu sei o quão íntimos já chegamos. – Comentei me recusando a olhar para ele.
Uma coisa era dormi com alguém, outra diferente era conhecer o corpo da pessoa daquela forma. Meu sinal de nascença era pequeno, então ele teria mesmo que ter olhado bem.
-Continue perguntando. – Pediu de repente me girando para longe, quando me puxou de volta para si. – Quem sabe você chega a algum lugar?
Olhei para ele.
Nessie P.O.V
-Cale a boca! – Exclamei batendo em seu ombro. – Isso não é engraçado!
-É sim. – Ele suspirou dando mais uma risada. – Você, sinceramente, derrubou a garçonete em seu primeiro encontro?
-Eu tinha treze anos, estava nervosa, ok? – Olhei-o emburrada. – E com quantos anos você teve seu primeiro encontro? – perguntei tentando desviar o assunto.
Ele parou de rir e ficou olhando ao redor com cara de paisagem, estreitei os olhos.
-Bem... – Ele murmurou um pouco tenso.
-Ai meu Deus! – Exclamei. – Você nunca teve um encontro? – Comecei a rir.
-Cale a boca! – Exclamou defensivamente.
Rose P.O.V
-As coisas parecem estar indo bem. – Edward comentou quando me aproximei do ponche vampírico.
-Sim, é uma pena Alice ter nos interrompido. - Bufei um pouco contrariado, eu estava tendo um ótimo tempo com Emmett, quando a pequena rebocou ele de perto de mim.
-Sinceramente, me sinto aliviado. – Me deu seu estupido sorriso arrogante. – Seus pensamentos românticos são quase tão enjoativos quanto os de Alice e Jasper.
-Nem vem, você estava tendo um momento realmente doce com Bella, Tony. – Sorri provocantemente, ele me olhou com o cenho franzido.
-Não me chame assim. – Pediu tomando um gole do ponche, aproveitei e peguei um copo para mim, sorri para o guarda hipnotizado que não permitia ninguém tomar aquele em especial.
-Por quê? É por esse nome que a máfia italiana te conhece e todos os donos dos prostibulo e restaurantes de sangue. – Ergui a sobrancelha. – Tem uma boa fama por trás desse nome.
-Exatamente como Srta. Annelise. – Olhei-o mal humorada.
-Isso é golpe baixo.
-Sim, por que você pode falar sobre minha fama com a máfia, mas eu não posso falar sobre a sua fama de cafetina assassina francesa. – Me olhou erguendo as sobrancelhas ironicamente.
-Não é muito cavalheiresco de sua parte. – Resmunguei tomando um gole do sangue. – Isso está esfriando. – Acrescentei olhando para o sangue.
-O que esperava? Faz três horas que está ai.
-O que você está fazendo aqui, de qualquer maneira? Não tem Bella como acompanhante?
-Ela está perturbada com a quantidade de familiares que a odeia no mesmo lugar. – Deu de ombros.
-Falando deles... Como anda as coisas com a bruxinha? – Perguntei abaixando ainda mais o tom.
-Ela está deslumbrada por mim como qualquer humano.
-Perigoso para uma bruxa. – Meditei erguendo as sobrancelhas.
-Conveniente para nós. – Rebateu me olhando de lado.
-E o que Bella pensa disso? – Perguntei curiosa, Edward começou a sorrir malicioso.
-Morrendo de ciúme. – Dei uma risada de sua expressão convencida.
-E você está adorando, não? – Ele deu de ombros como se dissesse "o que posso fazer?". – Aposto que apreciaria ainda mais, se o primo dela não estivesse aqui. – Acrescentei mordazmente.
-Agora, o que você quer dizer com isso? – Me olhou defensivo, que bonitinho... Edward estreitou os olhos para mim.
-Não avancem um em cima do outro, por favor. – Alice se aproximou. – Temos coisas a fazer em vez de ficar brigando.
-Vai nos contar o que raios está aprontando? – Edward perguntou. – Honestamente, não sei por que tanto mistério, cada pensamento seu está sendo irritante para mim, sabe? O hino nacional em alemão é tedioso.
-Então, mantenha-se afastado dos meus pensamentos, quanto menos souberem melhor, o futuro não será alterado. – Suspirou. – Tem álcool por aqui? – Olhamos para ela ceticamente. – Festa do ensino médio, certo, obvio que não tem. Pessoas são tão tediosas hoje em dia, antigamente os bailes sempre tinham álcool. – Revirou os olhos.
-Para que álcool? Não é como se fizesse efeito em você. - Olhei-a ceticamente.
-Mais a sensação na boca é calmante, apesar do gosto não me atrair nem um pouco, você sabe bem do que falo.
-Admita, é apenas seu problema de alcoolismo de quando era humana falando mais alto. – Edward comentou, quase engasguei na bebida com a risada.
Alice só olhou para Edward de cima a baixo, espremi os lábios prendendo a risada e Edward só continuou ali sorrindo casualmente para frente. Ela deveria estar o xingando via pensamento pela maneira que Edward inclinou a cabeça um pouco para o meu lado, com o se Alice estivesse berrando em seu ouvido.
-O que devemos fazer? – Perguntei depois de um pigarreio.
-Dancem. – Alice pediu em tom baixo, apenas ouviríamos. – Os quero do lado esquerdo da pista, por agora, não tem utilidade nenhuma.
Edward sorriu maliciosamente para mim e estendeu a mão galantemente, olhei-o fazendo minha melhor cara de lisonjeada, levando a mão ao peito e abrindo a boca. Alice revirou os olhos com nosso teatrinho e depois riu baixinho.
-Deixe o celular ligado, meus amores. – Se virou praticamente dançando, enquanto eu aceitava a mão de Edward.
-Faz um tempo que não dançamos. – Olhei-o fazendo beicinho. – Quando foi a ultima vez? – Busquei na memoria rapidamente.
-Acampamento. – Falamos ao mesmo tempo sorrindo.
-Aquele dia foi divertido. – Edward comentou me fazendo girar.
-Verdade, foi uma noite hilária, os humanos estavam todos "Oh meu Deus! Oh meu Deus!" e nós imitávamos sons de animais. Emmett era um urso, você um leão da montanha e Esme... – Falei rindo.
-Imitou um crocodilo. - Ele terminou por mim dando uma risada. - Eles ficaram apavorados com ela.
-Nós não chegamos a mata-los. - Comentei pensativa. - A parte Volturi da região não iria querer um massacre na floresta, então fizemos parecer que se acidentaram. - Edward revirou os olhos.
-Chamaria atenção demais, Rose, as pessoas desaparecendo nessa cidadezinha iriam percebe a falta de vinte pessoas nas floresta.
-Esse é o lado ruim de cidade pequena. - Soltei um suspiro dramático.
-Se bem que só mesmo a mente depravada de Carlisle para ter a ideia de caçarmos durante a noite em uma floresta, nós não fazemos algo assim a muito tempo. – Edward revirou os olhos. – Acho que ele estava nostálgico, por isso resolveu reviver uma brincadeira de oito décadas atrás.
-De qualquer maneira, foi uma boa maneira de comemorar o aniversario dele. – De repente, Edward me virou me fazendo ficar de costas para ele, enquanto dançávamos.
-Está vendo o mesmo que eu? – Perguntou em tom baixo.
No começo não captei ao que ele se referia, mas então eu percebi. Os humanos, estavam dançando mais acalorados, vamos dizer. O cheiro de excitação estaria em breve no ar e não há melhor maneira de se disfarça do que assim.
Mas o que estava causando isso? Os demônios, ou nós?
-Jasper... – Edward falou me girando para ficarmos de frente um para o outro. -... Estava se divertindo muito naquele noite, foi ele quem trouxe o violão dos seus tempos de hippie. – Sorri divertida disfarçando, Edward tinha acabado de me responder que eramos nós.
Mas ele falou em código, o que significa uma coisa: estávamos entre inimigos.
Os jogos começaram.
Bella P.O.V
-Argh! – Gritei ao sentir algo estralando, abri os olhos sentindo meu pescoço dolorido. – Ai...
-E é assim que se acorda alguém com pescoço quebrado. – Alguém falou, eu estava completamente desorientada.
Então, lentamente fui tomando consciência da minha situação.
Primeiramente, eu percebi que estava amarrada em uma cadeira, tentei arrebentar as correntes, mas não consegui nada, devia ser prata ou algo assim. Então percebi que estava cercada por uns símbolos estranhos no chão, quase soltei um gemido. Ergui a cabeça olhando ao redor, eu ainda estava na escola, ao menos isso...
Meu olhar parou em Victoria, pisquei tensamente, enquanto a olhava hesitante. Ela estava pálida, super bonita e tinha olhos vermelhos.
Vermelho brilhante, ao contrario do vermelho-sangue escuro de Jane, os olhos de Victoria eram mais claros. Ainda assim, eram arrepiantes, o seu rosto era uma mascara de raiva.
E o pior é que eu mereço, de certo modo.
Ela gostava de James, era como um irmão ou algo assim. Ele era um idiota, um verdadeiro crápula, mas não merecia ser transformado em um demônio, ninguém merece isso. Além do mais, se eu tivesse o matado, ao menos minha mãe não seria morta por ele.
Pelo o que eu sei, James me perseguia quando foi atrás de minha mãe. Eu não era estupida, lembro que naquele dia em que soltei meu poder para queimar os lobisomens estávamos sendo perseguidos por James.
Afinal, as crianças disseram "homem branco" naquele dia e mais tarde Edward disse que tinha visto um vulto nas visões dele e tinha quase certeza de que era James. Depois daquilo eu usei todo o poder que eu tinha e fiquei inconsciente.
Em algum momento entre os quatro dias seguintes meus poderes aumentaram, efeito da morte de Renné.
-Vestido legal. – Victoria comentou friamente.
-Obrigada, seus olhos vermelhos também são legais, combinam com seus cabelos. – Respondi sem sorrir, estava sem a menor vontade de fingir.
-Antes que você tente algo. – Ouvi uma voz atrás de mim. – Saiba que os símbolos não chão te impedem de usar seu poder e ser ouvida, como se você não existisse. – Era um homem de trinta e poucos anos.
-O que vão fazer? – Perguntei temerosa.
-Vamos extrair a verdade de você. – De repente ele me bateu no rosto, fechei os olhos sentindo a dor na mandíbula. – Parte do acordo com Victoria aqui é vingar tudo o que fez com o pobre James.
-Pobre? – Ergui a sobrancelha.
-Você o deixou para morrer! – Victoria exclamou se aproximando raivosamente.
-Ele mereceu isso, tentou me estuprar.
-Mentirosa! – Rosnou aparecendo na minha frente em um piscar de olhos, seus olhos agora eram negros e suas presas estavam de fora. – Você quase o matou por que é uma vadia cruel e nojenta. – Cuspiu para mim e me deu um tapa.
E acredite se quiser, o tapa ardeu muito mais que o murro do homem, cheguei a sentir sangue na boca.
-Vão me tortura? – Perguntei suspirando. – Você é capaz disso, Victoria? Sempre me pareceu tão gentil.
-Você não merece nenhuma gentileza. – Rosnou para mim, pude ver o homem se movendo para uma bolsa que tilintava metais.
Que ótimo...
-Verdade. – Admiti erguendo as sobrancelhas para mim mesma. – Eu não fui gentil com James, por que seria comigo?
-É bom saber que entendeu o ponto, Bella. – Olhei para a Bella chocada. – Victoria está com sede de vingança, você sabe, e demônios particularmente gostam de dor.
Arregalei os olhos e senti minha boca se abrir.
-Angela?
Jane P.O.V
-Isso é estupido! – Rosnei impaciente para Nicolas. – Tem que ter algo que você pode falar!
-Continue tentando. – Respondeu simplesmente.
-Eu desisto! – Bufei impaciente.
-Não, você está desistindo. – Nicolas calmamente, como se tivesse certeza disso.
-Por que acha isso?
-Você nunca desisti. – Afirmou categoricamente, isso chamou minha atenção.
-Como sabe? – Olhei-o cético.
-Por que você me falou. – Olhei-o pensativa.
-Você já teve sentimentos por mim? – Perguntei encarando seus olhos claros, mesmo que ele não pudesse responder, eu veria a resposta ali.
-Sim.
E eu me calei sem saber o que dizer, ele disse com tanta leveza e ainda assim tão apaixonadamente... Franzi o cenho, o que eu estava pensando?
-Que tipo de sentimentos? – Ele me olhou frustrado. – Acho que isso responde... Você conheceu Alec quando humano?
-Ele queria a nova empregada da condessa para si. – Refletiu, fiquei tensa, ele se referia a mim. – Ele conseguiu?
Pensei em dizer que sim, esse lobisomem tinha tido algo comigo, ao menos é o que parece, parecia se importa comigo. Talvez, eu mesma tivesse me importado com ele. Mas ainda estamos em um guerra, não podia me deixar ter esse tipo de emoção agora.
Ainda assim, me vi dizendo...
-Não.
Escapou antes que meu cérebro pudesse processar, quase se alguma parte de mim estivesse ansiosa para deixar claro que nada aconteceu entre mim e Alec. Nicolas sorriu para mim me puxando para mais perto, eu franzi o cenho para mim mesma.
-Você dança bem para uma torturadora. – Nicolas comentou de repente.
-Só por que sou uma torturadora, não quer dizer que eu sou anti-social. – Resmunguei ofendida. – Para a sua informação, frequentei muitas festas.
-Imagino como foi os anos vinte para você. – Sorri involuntariamente com as lembranças da época. – Posso lhe pergunta algo?
-Pode pergunta o que quiser, mas não significa que eu vou responder. – Olhei-o sorrindo sarcasticamente.
-Você já foi livre?
-Livre? – Franzi o cenho.
-Sim, sem estar presa a um clã como os Volturis, simplesmente viajar por que quer conhecer o lugar.
-Por que pergunta? – Ele deu de ombros, parei para refletir. – Bem, eu já fiz isso, foi um pouco antes de viajar para a Italia e conhecer os Volturis. – Mordi os lábios, - Tinha sido enviada para Caius com Alec...
-Então, você estava com Alec? – Acenei com cabeça. – Então, você nunca foi livre para fazer o que quiser. – Franzi o cenho, pensei em discorda, mas ele tinha um ponto.
Eu nunca pude apenas viajar pelo mundo sem me importa com mais nada, meu dom nunca me deu esse privilegio. Mas nunca fiquei interessada, não é como se ter um dever me incomodava e eu viajei para vários lugares em nome dos Volturis.
-Tudo bem, nós nos conhecemos antes e você teve sentimentos por mim. – Olhei-o desgostoso pela escassez de informação. – Por que nunca me procurou?
-Certa vez eu conheci essa menina-mulher de belos olhos azuis que viraram vermelhos. Conhecíamos pessoas perigosas, que estavam no meio de seus próprios jogos de poder. - Suspirou olhando para cima, eu sabia do que ele falava, mas ao mesmo tempo não sabia. – Ela foi um dos danos colaterais.
-Você pensava que eu estava morta? – Perguntei surpresa, seria aquilo verdade?
Nicolas me olhou e sorriu amarelo, ele não podia responder.
-Eu sempre ouvi falar de Jane Volturi. – Comentou reflexivamente. – Apesar de nunca conhecido em pessoa. Joanne não é um belo nome? – Perguntou de repente, se eu fosse humana meu coração teria acelerado ou simplesmente parado.
Eu não ouvia aquele nome há tanto tempo. E fazia ainda mais tempo que eu não era chamada assim.
-Eu... – Algo atraiu minha atenção, inclinei a cabeça e ouvi.
Era um rosnado ou um gruindo, era estranho. Franzi o cenho, eu nunca ouvi algo parecido, mas eu sabia que não era humano.
Me afastei de Nicolas e me virei em direção ao som. Ampliei minha audição, mas não consegui detectar o som...
-O que foi?
-Shhh... – Calei Nicolas. – Ouça. – Olhei ao redor captando tudo, até o carro a duas quadras de distancia, então o rosnado veio novamente. – O que diabos é isso? – Perguntei para mim mesma.
Minha concentração quebrou quando percebi que Nicolas praguejou em tom baixo e agarrou meu braço tensamente.
-O que...? – Eu tentei falar, mas ele me arrastou para fora da pista. Nicolas era mais forte do que eu tinha suposto anteriormente.
Ele não parou até achar Alice e agarrar o braço dela bruscamente.
-Hey! – Ela exclamou tentando se soltar, mas sem sucesso, exatamente como eu. – O que é isso? Jane?
-Nem me olhe, eu também não consigo me soltar. – Rebati revirando os olhos, Nicolas no empurrou para uma das portas para o corredor.
-Que diabos, lobo? – Alice exclamou indignada. – Eu tenho coisas a fazer, sabia?
-Como soltar cães do inferno em uma escola?
-Foi isso que eu ouvi? Um cão do inferno? – Franzi o cenho. – Eles estão extintos! – Exclamei revoltada.
-E mesmo que tivesse cães por aqui, eu veria. – Alice cruzou os braços. – Eu já fui um demônio, posso ver criaturas do inferno. – Revirou os olhos.
-Você não pode ver se eles forem invisíveis. – Nós duas o olhando.
-Perdão? – Ergui as sobrancelhas, enquanto Alice exclamava boquiaberta.
-O que?
-Desde quando cães do inferno são invisíveis? Isso é mito!
-Não, não é, eles não existiam quando as duas nasceram, mas eu estava lá. – Nicolas olhou para Alice. – Agora, tem um motivo para eles não terem invadido a festa, ou melhor, a escola! O que você fez?
-Eu não poderia deixar ninguém sair daqui. – Alice suspirou entediada. – Estamos selados aqui dentro até o amanhecer.
-Não podemos sair? – Olhei-a arregalando os olhos, me virei para um das janelas e as abri. Quando tentei passar meu braço algo me impediu. – Eu vou arranca cada membro do seu corpo, sua vadiazinha! – Rosnei avançando para cima dela, Nicolas, infelizmente, me conteve.
-Hey! – Alice exclamou um tanto ofendida.
-Por favor, se recomponha Jane. – Olhamos para a direção da voz surpresos.
Marcus Volturi estava nos olhando divertido? O que é isso?
-Você cortou o cabelo? – Alice perguntou quebrando o silencio chocado, todos olhamos para ela incrédulos.
Victoria P.O.V
-Grite! – Angela exclamou raivosa dando um tapa na cabeça de Bella.
Mas ela permaneceu firme e forte, apenas chorando silenciosamente. Eu mal conseguia olhar aquilo, os ossos de Bella já tinham sido quebrados, já havíamos esfaqueado ela e nada.
Angela fez a maior parte do trabalho, ela me fez fazer algumas coisas, mas apesar de ser vampira e tudo mais, eu não tinha tanto sangue frio.
Na verdade, acho que estaria vomitando.
Então, eu olhei para Angela que estava realmente impaciente.
-Isso é o melhor que podem fazer? – Bella a olhou parecendo estar acabada, ela não parecia em nada com a Srta. Eu-sou-popular-e-não-me-importo. Totalmente pálida, cabelos desgrenhado e vestido sujo de sangue. Seus pulsos estavam meios vermelhos pela quantidade de vezes que ela tentou se soltar.
-Isso não é nem o começo, querida. – Angela sorriu e pegou uma faca afiada, fiquei tensa enquanto observava a lamina.
Bella começou a respirar mais difícil, enquanto via a lamina se aproximar de seu olho. Agarrei a base da mesa e me forcei a olhar aquilo.
Então Angela enfiou a faca no ombro dela, Bella parou de respirar e seu coração acelerou, eu mordi os lábios e segurando a vontade de chorar. Lentamente Angela começou a corta a pele de Bella, como se ela fosse um pedaço de carne, até que arrancou a pele do braço inteira.
Bella soltou um gruindo horrível, eu podia ver seu braço em carne viva. Oh meu Deus!
Lagrimas corriam pelo rosto de Bella que estava soltando soluços sufocados.
-Ao que parece isso arrancou algo de você. – Angela sorriu triunfante, ela largou a pele de Bella no chão e pegou o celular que vibrava. – Vou deixar você continuando, Vicky. – Me sorriu alegremente, enquanto me dava a faca.
No segundo que ela saiu eu senti algo em alerta, olhei para a porta.
-Algo está errado. – Comentei para mim mesma, eu me sentia em perigo, era estranho.
Mas de alguma forma eu sabia, estava em perigo.
-O que quer dizer? – Bella me olhou franzido o cenho.
-Nada. – Respondi friamente, enquanto me aproximava, eu não acredito que iria fazer aquilo.
Bella percebeu minha hesitação.
-Sem a demonia, você perde a coragem? – Me olhou brincalhona.
-Cale a boca.
-Por quê? O que vai fazer? Me morde? – Ergueu as sobrancelhas.
-Por que fez aquilo com James?
-O que? Quase mata-lo ou castra-lo? – Sentia a fúria crescer dentro de mim. – Sinceramente, eu nem ligava para ele, até que passou dos limites.
-Ele não estupraria uma garota! Você o provocou! – Exclamei me aproximando dela, quando vi estava inclinada a centímetros dela. – Como você pode?
-Foi fácil, humanos são frágeis, você sabe. – Eu dei-lhe um tapa, pude ouvir um estralo, ela cuspiu os dentes para minha surpresa. Eu era mais forte do que imaginava.
-Você não se arrepende de matar alguém? Violenta-lo aquele ponto? – Rosnei revoltada por sua frieza.
-Por que ele tentou me estuprar! – Rosnou de volta, seus olhos ficaram azuis-claros de repente e me movi para trás um pouco assustada. – Eu tenho 0% de tolerância com esse tipo de homem!
-Ele nunca faria isso! – Exclamei de volta. – Jamais se atreveria... – Diminuiu o tom de voz.
-Você amou ele, Victoria, isso não o faz perfeito. – Ele suspirou piscando para os olhos castanhos. – Eu lamento por não tê-lo matado, de verdade, não só por que ele matou minha mãe, mas por ele ter acabado como um demônio.
-Como tem coragem de dizer na minha cara isso? – Perguntei controlando os soluços, ela piscou com suas próprias lagrimas.
-Por que eu lhe devo a verdade. Sei que apesar de tudo, James foi importante para você...
-Ele ainda está vivo! Vocês o prenderam em algum lugar!
-Victoria...
-Pare de falar mentiras! – Gritei raivosa.
-Me escuta! – Me calei a olhando, Bella suspirou derrotada. – James se foi, tem um demônio dentro dele usando seu corpo. Sei que está com raiva, estou perfeitamente consciente de que eu mereço isso. – Apontou para si mesma. – Mas acredite quando digo, que não há ninguém que lamenta mais isso do que eu.
-E por que isso? – Bella desviou os olhos parecendo pela primeira vez machucada, toda o olhar determinado em seu rosto durante a tortura havia sumido.
-Por que ele matou minha mãe. – Congelei ao ouvi aquilo, seria verdade? Ela parecia tão quebrada... – O ódio que James sentiu por mim quando quase o matei ficou com o demônio quando possuiu o corpo. Por isso em vez de usar minha mãe para atrair, ele simplesmente a matou.
-Isso é realmente comovente, mas por que eu acreditaria em você? – Cruzei os braços me recusando a acreditar naquilo. – Quer que eu sinta pena de você!
-Eu não quero que você sinta pena de mim. Sei o que sou e o que fiz, estou assumindo meu crime a você e dizendo por que o lamento não ter terminado o que eu comecei.
Ouvimos um som no lado de fora da sala, senti algo em meu amago. A sensação de perigo aumentou de repente.
-Eu devia apenas mata-la. – Olhei para Bella.
-Mas você não vai. – Observou me olhando curiosa. – Você não consegue, por que apesar de vampira, ainda tem princípios humanos.
-Eu sou um monstro. – Ergui as sobrancelhas. – Não tenho princípios.
-Só ódio, certo? – Bella deu uma risada estranha. – Eu sei bem do que fala.
-Não, não sabe. Você nunca esteve na minha situação!
-Você não me conhece Victoria, só colocaram na sua cabeça que eu sou a vilã.
-Mas você é!
-Você percebe que você está ajudando demônios, certo?
-Eu sou uma vampira, não é como se fosse uma santa. – O som aumentou, Bella piscou olhando inclinando a cabeça, ouvindo.
-O que é isso? – Perguntou franzido o cenho.
-Provavelmente Angela. – Dei de ombros, me fingindo de indiferente.
Um estralo foi se ouvido na porta e nos duas olhamos tensa, meu coração teria se acelerado exatamente como o de Bella.
A porta caiu.
Edward P.O.V
Estava tudo bem, eu dançando com Rose e tudo mais. Então...
Tudo virou uma confusão sexual violenta.
Eric (de todas a pessoas) puxou Jessica de Mike e lhe deu um beijo e ela estava tão excitada que só correspondeu. Mike os separou e começou a se socar com Eric, as pessoas ao redor começaram a gritar felizes. Aos poucos tudo o que eu podia ouvir (em todos os sentidos) eram gritos, gemidos e palavras de baixo calão.
Isso sem contar os barulhos de sugação, penetração, masturbação... Bem, deu pra entender.
E o cheiro delicioso me bateu. Me afastei de Rose completamente perturbado com o espaço ao redor.
Era pior do que andar pelo Carpe Diem. Lá era humanos com Succubos e vampiros, aqui era apenas humanos. O alimento favorito dos vampiros.
Rose me empurrou pela multidão rapidamente antes que nós dois acabássemos no meio de uma orgia.
Então, eu percebi uma coisa ainda mais sinistra.
Era Jasper quem estava causando tudo aquilo. Agarrei o braço de Rose e apontei para o canto que ele se encontrava. Nós dois estremecemos quando sentimos as ondas de luxuria.
-Jasper. – Rose rosnou agarrando o braço dele, ele abriu os olhos.
-Oh desculpe. – E de repente, estava frio.
-O que está fazendo? – Perguntei.
-Alice. – Deu de ombros.
-Onde está ela? – Rose perguntou de repente. – Onde está Emmett?
-Onde está Bella? – Perguntei para mim mesmo olhando ao redor, uma musica e ela some.
Parei meu olhar em Nessie e Jake que dançavam bem grudados, quando Jake olhou para mim levantei a mão e os chamei. Instantes depois os dois se aproximaram.
-O que aconteceu? – Nessie perguntou parecendo perturbada pelas ondas de luxuria que Jasper emanava. Dei uma cotovelada no loiro que me olhou feio e parou os efeitos momentaneamente. – Cadê mamãe?
-Excelente pergunta. – Rose me olhou rabugenta.
-Alice deve saber. – Rebati. – E se não souber, irá nos alerta.
-Onde ela está então? – Jacob perguntou.
Suspirei e me pus a procurar a mente dela. Foi um pouco difícil, muitas mentes gritando até que a achei.
-Ela está entrando no salão com Jane e Nicolas. – Respondi, todos nos viramos para lá.
Jane estava visivelmente perturbada e Nicolas parecia normal. Isso é o maximo que eu poderia supor sobre os dois, já que suas mentes estavam protegidas por Bella - Ela falou algo sobre estar treinando seu proprio limite.
Entretanto, Alice andava apressada e berrava em muito bom som mental.
NOVO PLANO! NOVO PLANO!
-O que...? – Olhei-a confuso por um instante, então absorvi todas as informações.
Nicolas e Jane saíram para uma direção, enquanto Alice se aproximava de nós.
-O que foi? – Nessie me olhou em alerta. – Cadê mamãe, Edward? – Me olhou feroz, enquanto agarrava meu braço.
-Não se preocupe com isso. – Alice respondeu por mim, franzi o cenho e tentei ver o que estava acontecendo, mas ela se recusou a pensar sobre.
-Alice... – Olhei-a em aviso, ela me ignorou.
-Shh! – Ela me calou e contou mentalmente.
3... 2... 1...
O alarme de incêndio tocou, agua foi para todo lugar. Os gritos assustaram ainda mais os alunos, não era agua normal, era agua benta...
- O que estão esperando? Ataquem! – Alice berrou para nós. Jacob, Rose e Jasper desapareceram, mas eu continuei ali a olhando e Nessie estava segurando meu braço com certa força, ela estava preocupada com Bella.
-Onde está mamãe? – Nessie insistiu.
-Agora não. – Alice respondeu e agarrei seu braço.
-O que está acontecendo?
-Efeitos colaterais, Edward, efeito colaterais. – Ela me olhou suplicante. – Eles vão se reunir. – Apontou para os demônios que fugiam junto com os humanos. – Precisamos deixar os humanos aqui, separa-los! Por favor se foque!
Esme P.O.V
-Algo está errado, Esme. – Olhei para Athenodora sem saber o que dizer. – Os três estão brigando muito, eu não sei o que fazer.
Athenodora me convidou para ir a um café da cidade para conversa. Os lugares improváveis eram os melhores para se ter reuniões privadas. Mas quando chegamos lá, eu percebi que isso não era uma conversa diplomática, era um encontrou de amigas, afinal Athenodora estava desabafando comigo!
Eu não sabia se aquilo era um truque ou se era verdade. Isso me incomodava um pouco, por que se fosse um truque, eles estavam jogando sujo, se fosse verdade, eu estava desconfiada de alguém que não merecia.
-Por que está me contando isso? – Perguntei curiosa. – Eu poderia usar essas informações ao meu favor.
-Por que eu confio em você, Esme. Ao contrario da minha família, realmente acredito que vocês, Cullen, não querem poder como os dos Volturis. – Ela suspirou e mexeu em seu café intocado. – Quem iria querer tal carga é estupido e obviamente não viveu o suficiente entender que não leva a lugar nenhum.
-Você me deixa em uma posição difícil.
-Eu sei. – Sorriu um tanto triste. – Mas eu não tenho ninguém mais para conversa.
-E a esposa de Aro? – Athenodora me olhou.
-Ela não é a esposa dele. – Disse um tanto fria.
Sim, Sulpicia não era a esposa de Aro, ao menos não oficialmente, como Athenodora e Caius.
– Eu sei que vocês não tem uma boa relação, mas nessas horas, a família é com quem devemos contar. – Ergui as sobrancelhas.
-Você não tem ideia do quão sortuda você é. – Comentou asperamente olhando para a xicara. – Você pode contar com sua família. – Me olhou triste. – Você não espera traições.
-Você acha que eles vão trair um ao outro?
-Já fizeram. – Respondeu com uma risada sem humor algum. – Antes, agora e provavelmente no futuro.
-O que quer de mim? – Perguntei entrelaçando os dedos sobre a mesa.
-Um conselho.
-Eu sei que conversa sempre ajuda.
-Mesmo que a verdade seja dolorosa demais? – Perguntou, olhei-a intrigada. – Eu mantenho os Volturis juntos por mais de mil e quinhentos anos, me afastei deles diversas vezes, mas sempre voltei. – Me olhou. – Amor a Caius, você deve supor, mas também por que Aro e Marcus também são minha família.
-Amo minha família também.
-E é por isso que você entende que se fizer qualquer movimento contra nós, eu não hesitarei em aniquila-la.
-Pensei que confiasse em mim. – Olhei-a tensa.
-E confio. – Sorriu. – Isso não significa que os lideres Volturi confiem. Por isso lhe peço que tenha cuidado em seu movimento, não quero que sua família corra riscos.
-Estou confusa, nunca tentamos nada contra vocês.
-Esme, nós, Volturis, estamos em guerra, não só com os demônios, mas entre nós. – Ela segurou minha mão. – Isso torna Aro temperalmente paranoico, Caius ainda mais impaciente e Marcus mais rancoroso.
-Você está me deixando a par dos problemas com eles, para eu poder entender o por que da ameaça. – Compreendi de repente.
-Ao contrario do que vocês pensam, esmagar os Cullen é como matar um humano para os Volturis: fácil. – Endureci na cadeira, ela falou aquilo com tanta confiança. – Eu realmente agradeço ao fato de Edward e Bella irem se casar, isso torna as coisas mais suaves.
-Como assim? Acha que...
-Que o casamento dos dois irá manter a paz eterna entre os Volturis e Cullen? É claro.
-Não sabia que valorizavam tanto o casamento entre Edward e Bella.
-Você não faz ideia. – Ela sorriu cordialmente. – Mas me diga, onde comprou esse colar? É esplendido!
Kate P.O.V
-Eu não via tanta excitação sexual no ar desde... – Garrett parou de falar ao ver o meu olhar, felizmente, parou de sorrir também.
A agua tinha acalmado meu espirito felizmente. Eu estava furiosa comigo mesma!
Não sei como, mas o cheiro no ar me excitou como nunca antes e quando vi estava em um armário com Garrett, tentando não rachar a parede, enquanto ele me fodia com força.
Sim, nós transamos... Eu me odeio, é oficial.
A coisa é que nós vampiros somos realmente rápidos quando queremos, então durante aquela musica eu vim duas vezes e ia começar a terceira quando ouvi a gritaria.
Sai aos tropeços e parei dois demônios, que rolavam de dor no chão. O plano tinha entrado em ação e eu estava ocupada fodendo com meu ex no maldito armário de vassouras!
Eu era o pior membro dos Cullen, fato! Não é possível!
Ouvi as ordens de Rose de matar e foi o que eu fiz, arranquei cabeça após cabeça. Garret apareceu quando eu estava na quarta e me veio com esse comentário chinfrim...
-Parece que o resto fugiu. – Edward comentou se aproximando, ergueu as sobrancelhas para Garrett, sinal que o infeliz pensava em nossa rapidinha. – Quero que fique na porta, vamos direcionar os humanos para cá e quero que filtre os demônios.
-Ok. – Acenei com a cabeça indo em direção a porta com Garrett atrás mim.
-Então... E agora? – Ouvi Rose pergunta.
-Mantenha os humanos aqui com o seu dom. – Alice pediu.
-Onde está mamãe? – Nessie perguntou, um rosnado foi se ouvido logo depois que ela perguntou.
Me virei surpresa e vi Jasper entre Alice e Edward. Arregalei os olhos, ao ver Edward parecendo furioso e Alice perturbada.
-Como diabos isso aconteceu? – Ele estava tão nervoso que perguntou em italiano.
-Eles não podem sair. – Alice respondeu apressadamente em inglês. – Bella está com Victoria, sendo torturada...
-O que? – Nessie a olhou incrédula.
-Belo truque. – Nos viramos para a porta. – Não podemos sair e ninguém pode entrar. – Uma garota morena entrou na sala, sorrindo falsamente.
-Angela? – Rose perguntou. – Eu não vi essa vindo. – Comentou impressionada.
-Eu sou realmente boa no que faço, antes que pergunte Edward. – Angela sorriu para Edward. – Essa humana não tem consciência de que está sendo possuída.
-O que quer? – Edward perguntou.
-Quero sair. – Angela respondeu parando de sorrir. – Lhe ofereço um acordo, Bella em troca da saída de todos os demônios.
-Quem garante que vai cumprir o acordo? – Jasper perguntou.
-Lhe dou minha palavra de demônio, isso é sagrado para nós, como devem saber.
-Tem cães do inferno lá fora. – Alice estreitou os olhos. – É uma armadilha.
-Ofereci o acordo, decidam. – Se virou e sumiu.
-Não a sigam! – Alice exclamou. – Ela não viria aqui sozinha, deve ter bastante demônios ao redor para tal confiança.
-Então, cães do inferno? – Rose perguntou colocando as mãos na cintura.
-Bem, sobre isso... – Alice fez uma careta sem graça.
Emmett P.O.V
Sai de dentro da sala, eu já tinha feito meu trabalho e trocado a agua, não foi fácil (já que eu não sei bem como fazer isso), mas nada é impossível.
A gritaria chamou minha atenção, gritaram algo sobre fogo, mas eu não sentia cheiro de fumaça, então era só o sistema de incêndio fazendo o seu trabalho.
-Sr. Cullen! – Me virei para a minha querida professora de espanhol, a quem apelidados de uvas-passas, por que seu nome realmente não me interessa. – O que faz aqui? Há fogo na escola!
-Não, não há. – Respondi automaticamente, ela ergueu as sobrancelhas. – Olhe pelas janelas, professora. – Apontei. – Está chovendo, não tem como ter fogo.
-Hã? – Ela se virou e olhou, então gritou horrorizada.
-O que? – Me aproximei e vi três corpos no chão dilacerados, eram de funcionários da escola! Eles saíram antes de Alice ativar o feitiço.
Droga!
Minha audição captou algo vindo em minha direção, instintivamente ergui a professora na minha frente. Tudo o que ouvi foi o suspiro engasgado dela, fiz uma careta ao ver um dardo no meio de sua garganta.
Larguei o cadáver no chão e acelerei para cima do meu atacante. Era um humano, que ótimo! Na verdade, eu conhecia ele, era Eric!
O japinha sabe atirar?
-Você não vai querer fazer isso! – Exclamou sufocadamente, eu estava o prendendo contra a parede com as presas de fora. – Estamos todos com o sangue envenenado.
-Eu não preciso mata-lo. – Quebrei sua mão e ele gritou. – Você vai ser uma excelente fonte. – Agarrei seu braço e comecei a arrasta-lo em minha velocidade vampírica.
Abri a porta do salão de festa e empurrei o japinha no chão, uma entrada dramática, como eu gosto. Rose estava lá com Jane e Kate, o resto tinha sumido.
-Querida, olha quem matou a professora uva-passas! – Exclamei dado um chutei em Eric, que gemeu.
Quase tive pena do ser humano asiático lamentável.
-Eu me lembro de você. – Jane comentou se aproximando sobrenaturalmente (assustando ainda mais o japinha) e se agachando a sua frente curiosa. – Você deu em cima de mim na festa que o outro humano morreu.
-Eu sei a verdade! – O japinha criou coragem. – Vocês mataram Tyler! – Exclamou todo revoltado, então começou a gritar.
Jane se ergueu com uma careta de dor, Rose pegou seu braço rapidamente.
-Eu não posso usar meus poderes. – Jane resmungou em tom baixo.
-Então eu uso os meus. – Rose revirou os olhos. – Teria sido mais simples eu fazer isso, francamente. – Ralhou, enquanto se agachava perto do humano. – Oi. – Ergueu o queixo dele e o olhar do coitado vidrou. – Você vai dizer a verdade para nós, entendeu?
-Apenas a verdade. – Murmurou bestamente.
-Ele tentou me atacar também. – Disse a Jane. – Com o mesmo tipo de dardo que atingiu você e disse que tem o sangue envenenado.
-Isso é quase um consolo. – Ela cruzou os braços rabugentamente. – Essa é a arma dele? – Perguntou puxando do meu ombro.
-Sim, adaptaram e tudo mais. – Revirei os olhos.
-Essa não é a arma que me atingiu. – Jane comentou. – Foi lançado como um tiro de arco e flecha, por isso o som não foi capitado por mim, eu esperaria uma arma moderna e não a uma corda. – Entregou a arma para mim.
-Quem mais está por trás disso? – Rose perguntou.
-Eu não sei.
-Quem te disse sobre nós?
-Angela.
-Angela? – Ergui a sobrancelha.
-Ela já se revelou demonia e está com Bella. Alice, Edward e Nessie foram atrás deles. – Kate respondeu prontamente.
-Você sabia que Angela é um demônio?
-Não.
-O que pensa que estamos fazendo? – Jane perguntou.
-Prendendo a cidade e a transformando em sua comida. – Ele respondeu.
-Dificilmente. – Kate deu uma risada, nos olhamos divertidos.
-Onde está Angela?
-Em algum lugar na escola.
-Onde está Bella?
-Na escola também? – Seu tom era de duvida, ele não sabia.
-Quem são os vampiros?
-Os Cullen.
-Tem lobisomens? – Jane perguntou.
-Não, só vampiros. – Nos olhamos entendo que os demônios estavam manipulando os humanos apenas contra os demônios.
-E o que você acha que os Cullen estão fazendo com Bella Swan?
-Usando-a como brinquedo e comida.
-E sobre Nessie?
-Vampira. – O japinha respondeu.
-Por que acha isso?
-É irmã do Edward, certo?
-E o Black? – Jane perguntou cruzando os braços. – Ele não tem algo com ela?
-Também está na mesma situação de Bella. – O asiático nos olhou ansioso.
-Eles armaram direitinho. – Comentei cruzando os braços. – E agora? – Olhei para todos.
Carmem P.O.V
-Nós... – Aro e o general se calaram quando dei o toque na porta.
-Sim?
-Senhores? – Perguntei sem abrir a porta.
Em um click rápido a porta se abriu para mim, revelando Charlie Swan e Aro Volturi. O general tinha acabado de chegar e tinha ido se reunir imediatamente ao líder Volturi.
-Entre mina querida. – Aro sorriu para mim, desconfiança cresceu em mim.
-Entendo que pediram minha presença? – Olhei-os especulativa.
-Sim, sim... – Aro se levantou da mesa e se aproximou pensativo. – Pelo o que eu entendi, senhora Carmem, seu marido traiu os Cullen...?
-Ele não é meu marido. – Declarei triste. – Traiu a todos nós para os Romenos. – Me forcei a dizer.
-Eleazar é velho, Carmem, gostaria de saber se tem consciência de quão velho. – Aro me olhou.
-Seiscentos anos. – Respondi indiferente. – O que importa?
-Acreditamos que ele tenha tido relações com certos clãs que... Bem, que não existem mais. – Charlie se sentou a mesa parecendo cansado.
-O que querem de mim? – Perguntei grosseiramente. – Perdoe a minha falta de paciência, mas o tema que falam não é meu preferido.
-Entendo. – Aro acenou com cabeça. – Senhora Carmem, lembro que no dia em que Eleazar partiu da minha casa em Volterra com senhora, pensei que o amor era a força mais poderosa do mundo.
-E? – Murmurei não querendo olha-lo, Eleazar preferiu seguir o dever ao dever quando fingiu traição.
Não o culpava, mas não podia evitar o ressentimento.
-Ele está com os Romenos, traiu os Cullen e a senhora.
-Eu entendo o que ele fez, senhor. – Disse entre os dentes. – O que tem isso?
-Por quê? – Aro se inclinou em minha direção me olhando astutamente. Quase engoli meu veneno quando ouvi a pergunta, mas me controlei e mantive o controle completo sobre minha expressão.
-Me desculpe?
-Por que ele faria tal coisa se a ama desesperadamente você?
-Por que está fazendo isso? – Olhei-o tentando controlar minha magoa.
-Eu me perguntei isso na época que soube da traição dele... – Aro continuou me ignorando. -... Mas não consegui a resposta até Charlie trazer isso. – Ergueu um medalhão. – Ele encontrou com uma de nossas fontes que obteve com vampiro russo que morreu recentemente.
-O que isso tem a ver com Eleazar? – Olhei para o desenho do medalhão, algo antigo, é claro.
-Tem tudo a ver. – Aro sorriu para mim.
Então, ele fez seu movimento e, de repente, eu estava presa contra parede com o rosto de Aro a centímetros do meu.
-Seu marido é apaixonado por você e, certa vez, escolheu você em vez do dever. Por que as coisas seriam diferentes agora? – Ergueu as sobrancelhas. – E lhe respondo, minha senhora: fogo.
Ele sabia.
Aro me largou e eu escorreguei pela parede o olhando cautelosa.
-Fogo?
-A única coisa que pode nos matar, além do sol, mas ele nos queima, então... – Aro divagou e andou pela sala. – Eu lhe contaria a historia sobre a organização e como fênix surgiu dela, mas... – Me olhou sobre o ombro. – Você já sabe, certo? Ao menos a versão dela.
-Eu não sei do que fala.
-Claro que não sabe. – Ele revirou os olhos. – Seja lá o que contaram para você, saiba desde já: é mentira.
Olhei-o inexpressivamente.
-Me contaram?
-Mande uma mensagem minha. – Ele sorriu um tanto amargo. – Que os sacrifícios valham a pena.
Quase arregalei os olhos.
-Sério, eu não entendo. – Estreitei os olhos. – Quer que envie uma mensagem a Carlisle? – Fiz questão de olhar para o telefone na mesa.
-Eu quero que você mande um recado para a atual líder dos Fênix. – Então, era isso! Ele sabia.
Dei uma risada.
-Fênix não existe.
-Existe sim e você sabe disso... – Aro me olhou sorrindo. – Seu marido faz parte disso por que fez um juramento de sangue a muito tempo atrás, por isso desistiu de você para cumprir o dever e trair a todos.
Fiquei gelada com essa parte, disso eu não sabia.
Nessie P.O.V
-Tem dois lugares escuros, leste e sudeste. – Alice apontou. – O resto é uma verdadeira confusão e...
-O que fez? – Edward parou tenso. – Por que ele está aqui?
Alice olhou para Edward, minha cabeça se moveu para ele. De repente a expressão dele se clareou surpresa.
-O que? – Olhei-os ansiosa.
-Coisa nossa. – Alice disse olhando ao redor tensa.
Falar em voz alta não é seguro, certo? – Mandei para os dois e eles acenaram com a cabeça.
-Odeio ficar no escuro. – Suspirei disfarçando, dei uma piscadela sorridente para os dois que só me olharam (Edward de sobrancelha levantada, Alice de cima a baixo).
-Leste e sudeste. – Edward refletiu e os olhos perderam o foco. – O pessoal percebeu que o colégio está fechado, estão entrando em pânico...
De repente um som agudo ecoou e os dois fizeram uma careta, eu não por que tenho minha audição controlada (eu sou foda). O som de mão batendo em microfone apareceu, alguém estava na sala do diretor.
-Alô , som, alô? Alô? Isso está funcionando? – Esse era...
Mike?
WTF?
-Geeeente? – Alonguei minha fala os olhando incrédula, Alice ergueu a mão para me calar.
-Ah valeu! – Ele exclamou e pigarreou. – PARABÉNS ALUNOS DE FORKS HIGH SCHOOL! NÓS TE PEGAMOS!
Mentira...
-Por nós, eu quero dizer: nós, alunos do sênior! – Ele disse em tom arrogante. – Como todos sabem, sempre fazemos pegadinhas no começo do ano, mas dessa vez... – Uma risada do mal surpreendente boa para um almofadinha loiro de quinta categoria. – Resolvemos inovar e pegar todos duplamente desprevenidos!
Ao longe eu conseguia ouvir as vaias nas portas.
-Obrigado por ouvirem, divirtam-se na festa. – Ele acrescentou.
-Só pra acrescentar... – Ouvi Jessica. – É oficial! Eu e o Newton estamos namorando! Eu sou uma vadia indisponível, invejosos!
-Isso... Espera, o que? – Se ouviu a voz incrédula de Mike.
Minha boca se abriu com essa e olhei para os dois vampiros sentindo os cantos da minha boca irem para baixo em sinal de descrença.
-Rose, é esperta. – Alice comentou.
-Tadinho de Mike. – Retruquei voltando a andar, Edward agarrou meu braço e de repente era só rosnados para lá e pra cá.
Quando tudo deixou de ser um borrão, eu percebi Edward e Alice na minha frente em posições vampíricas de lutas.
Era meio engraçada na verdade.
Eles abaixavam um pouco as pernas, as afastavas, então os braços se abriam um pouco e iam para trás, enquanto o tronco se projetava para frente e eles rosnavam como dois animais muito furiosos. A coisa era, eu não estava vendo pelo ângulo assustador dele, veja bem, eu estava atrás dos dois.
Então eu basicamente olhava para suas bundas levemente empinadas para mim, deviei os olhos pensando no quão inútil era observa aquilo.
Quer dizer, tinha demônios na nossa frente.
E opa! Bella?
-Bella? – Perguntei ansiosa, ela me olhou sem expressão alguma.
Oh droga! Eu conhecia aquela expressão! Ela foi torturada, fatão! Tinha até lagrimas secas em seu rosto e sangue, o cabelo dela estava todo desarrumado e o vestido...
-Quem te torturou? – Alice perguntou, Bella olhou para Angela. – Você não só torturou minha amiga, acabou com o vestido dela, você definitivamente está morte. – Se endireitou retraindo as presas e cruzando os braços, Edward já tinha voltado ao modo humano também.
Olhei para Alice pensando que ela valorizava demais as roupas.
-Estou morrendo de medo. – Angela a olhou sarcasticamente.
Olhei para Bella de novo, mas dessa vez eu vi mais que minha mãe.
Eu vi quem a segurava.
-Victoria? - Abri a boca chocada. – Por que você tá com os demônios?
-Ela viu que salvamos a vida de James. – Angela rebateu pela ruiva, que estava bem bonitona por sinal.
Mas, vou te contar, aqueles olhos vermelhos eram muito brilhantes, quase laranjas, dá medo.
-Espera ai! – Exclamei quando captei o que Angela disse. – Me desculpe, eu acho que não entendi o que disse. Por um momento pensei que tinha dito que salvou James.
-Foi o que fizemos, Bella quase o matou e...
-Vocês gentilmente resolveram se apoderar do corpo dele como se fosse apenas uma roupa, certo? E então o fez sair por ai, sendo que ele não era exatamente ele e sim um demônio de verdade.
-Assim como você, queridinha. – Angela me cortou. – Nós apenas o mordermos, exatamente como Bella fez com você.
-E é por isso que agua benta faz efeito nele. – Olhei-a sarcástica. – Estranho, por que em mim e Bella não faz.
-Olhe...
-Voltando ao meu ponto, que você interrompeu. – Cortei-a impaciente. Eu zero paciência para essas merdas e por merda, eu quero dizer, demônios. – Ele simplesmente saiu por ai cerelepe e saltitante matando e caçando Bellinha ali. Vocês não o salvaram, vocês estupraram o corpo dele e se apoderaram de seu livro arbítrio.
Cruzei os braços e olhei sarcástica, por que estão em silêncio?
-Você acabou de dizer que estupramos James? – Angela me olhou estreitando os olhos, como se quisesse entender se eu estava brincando. – E como pode falar sobre sermos assassinos, quando você é uma assassina profissional?
Apertei a boca mal humorada.
-Eu não faço isso com prazer.
-E quando mata por se alimentar? – Ela sorriu. – Eu conheço a sensação, Nessie, dor e medo apenas dão um sangue extremamente saborosos. Então, senhores, não vamos fingir que somos criaturas humanas, temos diferente códigos de moralidade.
-Você não tem valores morais. – Olhei-a incrédula, ela ergueu as sobrancelhas.
-Claro que tenho. – Sorriu ainda mais malignamente, Bella não disse que ela era uma das pessoas mais doce que conheceu? – Matar lentamente e com muita dor. – Sua voz ficou rouca no final, cheia de prazer.
Que vadiazinha.
-Podemos ir direto ao ponto? – Edward a olhou todo sério.
-Ah sim, o seu noivo, hein? – Angela olhou para Bella. – Parece que lhe ensinei bem, não?
Bella estava pálida, mas ela ficou ainda mais, sério mesmo! Ficamos em silêncio confuso, ao menos, eu estava confusa, até que Bella olhou para Angela com o cenho franzido.
Sério, alguém pode clarear as coisas?
-Como?
-Sinceramente, eu sempre soube do seu potencial, nunca entendi o por que de terumq queda pelo estupido Harry.
Hã?
Os olhos de Bella se arregalaram, por quê? Por quê? O que estou perdendo?
-Irina? – Fiquei arrepiada quando Bella sussurrou o nome incrédula.
-Eu não contei? – Angela cantarolou fazendo um bico inocente. – Meu erro, eu assumo. – Deu de ombros.
Espera, espera, espera!
O-M-G!
- Essa é a puta da Irina? – Exclamei surpresa. – Mentira! Você é a maldita cadela dos infernos que nos meteu nessa enrascada de semi-demônio?
-Não é como se eu tivesse feito de proposito, você sabe, ela me matou. – Olhou em desagrado para Bella que não conseguia falar nada.
-Tem ideia do quanto ferrou com nossas vidas? – Rosnei querendo avançar nela.
-Ah que isso! – Sorriu como se eu estivesse a elogiando. – Assim você me faz corar. – Piscou teatralmente.
Um rugido assustador ecoou pelo corredor, não foi meu (embora eu estava quase a soltar um barulho parecido) foi de Bella. Quando vi Bella estava em cima de Angela a socando até a morte.
Victoria arrancou Bella pela cintura segundos depois e segurou o queixo dela.
-Um movimento e arranco a cabeça dela. – Victoria nos olhou em alerta, enquanto Angela levantava cuspindo sangue, sorri com isso, mas foi bem rápido.
-Tudo bem, voltemos aos negócios. – Angela disse limpando a sujeira imaginaria do vestido. – Passagem livre. Onde?
Edward os olhou se recusando a falar, Alice suspirou.
-Nos sigam. – Alice se virou e Edward me empurrou na direção dela, ficando entre nós duas e os demônios.
-Parece que ele realmente te ama, Bellinha. – Angela zombou. – Nem sequer tentou me atacar.
-Então, como foi ser morta por uma adolescente que não sabia nada sobre o mundo sobrenatural? – Edward perguntou acidamente, um rosnado baixo saiu dos lábios de Angela.
Kate P.O.V
Rosnei tirando a irritante criatura de cima de mim. Era muitos para mim, eram sete demonios de olhos negros!
Isso era covardia! Eles tinham poderes também!
-Isso é brincadeira? - Olhei-os revoltada.
O traste do Garrett resolveu aparecer nessa hora, arrebentando a cabeça de um e arrancando o coração de outro. Meu herói, revirei os olhos e dei choque em um engraçadinho que agarrou meu braço.
-Sentiu minha falta, fala a verdade! - Garrett sorriu para mim e acabou sendo empurrado para o chão por dois demônios, tirei os dois de cima del imediatamente.
-Cale a maldita boca, homem! - E ataquei as criaturas.
De repente, surigiu mais, vindo sabe-se lá da onde.
Jane e Nicolas cuidavam dos estudantes ao norte, enquanto Jacob e Jasper foram dar um jeito nos outro ao sul. E o resto dos meus companheiros de clã estavam espalhados pela escola, tirando os demônios de seus esconderijos.
De repente as criatura começaram a gritar ao nosso redor. Paramos quando vimos a bruxa loira se aproximar com adolescentes que também eram bruxos. Era o mais novo coven da família Karlec, primos de Bella Swan, foi ela quem localizou a lider loira, na verdade.
O nome dela era Emilye e estava provando que sabia o que fazia, os demonios estavam todos desmaiados ao nosso redor.
-Dois dos seus estão mortos. - Ela disse. - Lá fora tem cães infernais. - Apontou, pisquei digerindo o que ela disse. - Eles sairam antes de selarmos a escola, sinto muito. - O garoto atrás dela revirou os olhos.
-Garrett acompanhe eles até o ginásio, os humanos continuaram lá, enquanto estamos pegando os demônios, estarão seguros. - Falei para eles. - Eu tenho um bagunça para limpar. - Olhei ao redor segurando o suspiro.
Alice P.O.V
Suspirei chutando a porta para o terraço, era o único lugar para sair.
Mas tudo ia ficar bem.
Por que isso fazia parte do plano.
Sorri maldosamente para mim mesma e Edward olhou para mim quase que imediatamente, ouvindo meus pensamentos.
Mas não, eu não vou dizer o que está acontecendo. Estou muito ocupada tentando entender por que a futura miss universo é aquela miss.
Quer dizer, ela não é tão bonita quanto há...
-Então? – Angela perguntou impaciente, agora ela tinha uma faca na garganta de Bella.
-Pule e seja feliz. – Sorri para ela.
-Me desculpe? – Me olhou desconfiada.
Isso também era parte do plano.
-Pule e está fora, caso não percebeu tecnicamente estamos fora do colégio. – Apontei para a porta animadamente.
-Vão olhar. – Angela mandou um dos seis demônios para a ponta.
Pude percebe que ele focou algo lá embaixo, os cães infernais, é claro.
Senti Edward ficar tenso ao meu lado, eu não tinha mencionado antes sobre os cães... Desculpinha?
Ele me olhou inexpressivo e se focou no demônio.
-Pule. – Angela ordenou.
O demônio hesitou, como eu também previ.
Ela revirou os olhos e correu em direção a ele, o empurrando.
Demorou dois segundos até ela chegar a ele.
Esse foi tempo mais do que suficiente.
Um rosnado cortou o ar e todos reagimos rosnando de volta.
Eu tinha que disfarça.
Angela se virou logo depois de ter empurrado o demônio e arregalou os olhos incrédula, quando viu Victoria arrancar a cabeça de um de seus capachos com os dentes.
Os quatro demônios foram pular nela, mas alguém interferiu antes de chegarem nela.
Esse era Marcus.
Que matou todos com tanta facilidade que meu instinto de sobrevivência foi ao limite gritando perigo.
-Out... – Bella murmurou no chão, Victoria tinha empurrado ela. Edward acenou para Nessie e ela foi em direção a Bella.
-Agora... – Marcus se virou para Angela parecendo ainda mais assustador, mas ela ergueu a mão e ele parou.
-Você não pode me atacar. – Ela sorriu para Marcus, ele mostrou as presas pela primeira vez.
Quer dizer, essa era a primeira vez que eu via as presas dele, ou de qualquer Volturi, na verdade.
Não pude deixar de notar que elas eram maiores do as minhas, ou de qualquer vampiro que conheço, na verdade.
-Não é tão forte assim. – Marcus comentou forçando um passo.
-Nessie leve Bella daqui. – Edward pediu em tom urgente, enquanto agarrava meu braço. – Ela está chamando os cães infernais.
-Pare-a! – Exclamei para Edward.
-Eu não posso, ela pode voltar contra o atacante seu próprio ataque. – Ele respondeu olhando ao redor.
-Escute o Cullen, senhor. – Angela rangeu os dentes.
-Os Cullen não tem um terço da minha idade. – Marcus rebateu indiferente, enquanto forçava outro passo.
-Volturi... – Ela arregalou os olhos por um instante e então sorriu como se tudo fosse uma piada. – Eu não posso acreditar nisso. Como vão os lideres?
Oh, então ela não sabia com quem falava.
Marcus parou e a olhou estreitando os olhos.
-Diga a eles uma coisa: obrigada. Se não fosse pela Didyme, nem sequer estaríamos aqui. – Olhou-o malignamente.
Pude sentir a tensão em Marcus.
-Sim, a lenda é verdadeira, meu amor.
Em um piscar de olhos, eu me vi sendo empurrada no chão e começar a gritar, enquanto era dilacerada. Oh droga!
Edward me empurrou antes que eu pudesse reagir. Pude sentir algo passando por cima de nós dois, nos erguemos e olhamos ao redor tensamente.
-Como vão lutar contra algo que não podem ver? – Angela fez beicinho.
-Victoria... – Marcus olhou sobre o ombro.
A ruiva estranhamente estava dentro da porta da escola.
-Eles não podem entrar na escola. – Ela olhou para nós com urgência. Edward agarrou meu braço e nos lançamos para a porta.
O que era aquilo?
Isso eu não tinha visto.
-Acho que isso é um adeus. – Angela sorriu para Marcus, ele deu outro passo. – Você não irá conseguir me atacar antes dos meus animais.
Mas eu sabia como aquilo terminaria.
-Não! – Exclamei. – Vão te pegar se for. – Marcus me olhou por um instante, não havia expressão nenhuma em seu rosto. – E tudo fica escuro.
Três rosnados se ouviram, estavam ao redor dele.
-Ouça a vidente, ela sabe bem o que fala. – Angela disse. – Você é o meu mensageiro, irá sobreviver se não me atacar.
Lentamente, Marcus acenou com a cabeça e começou a andar em nossa direção. Calmamente, na velocidade de um humano, como se não temesse nenhum dos rosnado ao redor.
Um pouco antes de chegar a porta ele parou, eu quase tive um ataque de nervos. Marcus tem uma veia suicida, só pode!
-Mande uma mensagem ao seu líder. – Disse sobre o ombro. – Vocês não irão ter sucesso, exatamente como duzentos anos atrás, ou há dois mil anos. – Ela o olhou com atenção. – Diga que foi Marcus Volturi quem mandou. – Então, pisou na porta e a fechou atrás dele.
A ultima coisa que vi o olhar de choque de Angela.
-Vamos deixa-la escapar assim? – Nessie perguntou.
-Ela irá voltar. – Marcus agarrou o braço de Victoria. – Eles sempre voltam. – E sumiu de nossa vistas com a ruiva.
-O que ele foi fazer com Victoria? – Nessie perguntou confusa, enquanto olhava para Edward.
-Ela é dele agora, ou algo igualmente assustador. – Bella respondeu roucamente, Edward a ajudou se levantar.
-Como assim? – Ele perguntou olhando para mim.
-Eu pedi para ele não mata-la, então ele trocou sangue com ela. Então disse que ela era dele e lhe devia obediência, ela não teve muita dificuldade em obedece-lo em relação aos demônios, de qualquer maneira. – Suspirou recuperando o equilíbrio.
-Você pediu e ele simplesmente resolveu atender? – Olhei-a cética, ela deu de ombros.
-Eu sou uma pessoa muito persuasiva quando estou amarrada em uma cadeira em um estado lamentável. – Rebateu um tanto arrogante. – Agora, se me dão licença, eu vou trocar de roupa. – Se virou.
-Espera, o que? – Nessie a olhou incrédula.
-Eu tenho roupa reserva no vestiário. – Bella falou sem parar de andar.
-Eu vou com ela. – Edward tranquilizou Nessie.
-Não. – Bella se virou de repente, todos nós erguemos a sobrancelha. – Nessie vem comigo, você tem que lidar com todo mundo.
Nessie olhou para Edward meio sem graça e Bella pigarreou a chamando com a cabeça, Edward apontou para Bella, enquanto Nessie o olhava.
-Eu tenho mesmo coisas a fazer. - Edward deu de ombros.
As duas sumiram no final do corredor e esperamos até as duas se afastarem o suficiente. No instante que o fizeram, eu desviei do ataque de Edward.
Eu já esperava tudo aquilo, é claro.
Ergui as mãos como se quisesse acalmar um animal nervoso.
-Ed, seja bonzinho.
-Você sabia que ela ia ser capturada. – Ele rosnou para mim.
-Tinha que acontecer, eles achariam que estavam na vantagem, enquanto nós o pegávamos desprevenidos. – Sorri para ele. – Temos quase trinta demônios em nossa poder agora e sabemos dos humanos.
-Ela podia ter sido levada.
-Eu tranquei o colégio por um motivo, Edward. – Ergui as sobrancelhas. – Eu não esperava Marcus aqui, na verdade, nem os cães infernais. Victoria iria morrer hoje, ele alterou isso e os cães infernais foram embora com Angela, ela não arriscaria andar por ai desprotegida.
Não importa o quanto eu alterasse, alguém sempre matava Victoria hoje de noite, eu não a esperava sair viva até que ela atacou o demônio no terraço. Angela também foi uma surpresa, mas ela fez Bella ficar no escuro, então ela era habilidosa.
Aliais, ela era a demônia que transformou Bella. Muita informação para uma noite só.
-São onze e meia. – Edward comentou. – A noite nem começou ainda.
-Bem, então eu vou me diverti um pouco com os humanos. – Dei de ombros e olhei para o meu vestido, felizmente, ele tinha sobrevivido.
Bella P.O.V
Coloquei meu jeans e me sentei no chão do vestiário cansada. Muita coisa em pouco tempo.
Ao menos Victoria sobreviveu, eu não queria a morte dela sobre mim...
A porta caiu.
Um vulto passou e de repente Victoria estava de joelhos prestes a perde a cabeça.
-NÃO! – Exclamei tentando me soltar debilmente, olhei para quem o fazia e era Marcus.
-O que disse? – Ele me olhou intrigado.
-Não mate ela, não tem culpa. – Respirei mais forte, ele olhou para Victoria que estava assustada.
-Tem ideia de que ela não faria o mesmo por você?
-É ai que está, ela faria. – Suspirei engolindo o nó na minha garganta. – Eu te peço, salve-a.
-O que faz pensar que eu faria?
-O fato de que eu sou da sua família. – Ele me olhou por longos segundos.
-Como sabe?
-Um passarinho me contou. – Dei de ombros, Renné me explicou tudo naquele livro e eu realmente agradecia a isso. – Eu te imploro, salve-a. – Pedi sentindo a determinação queimando em mim.
Ele olhou para Victoria e a ergueu pelo pescoço, pude ver as unhas dela tentando se soltar, o sangue escorria, mas Marcus não parecia sentir nada.
-Como é que nenhum dos Cullen te pegou? – Ele perguntou a observando de perto, o olhar de Victoria vacilou, era realmente estranho ver um vampiro com medo.
De alguma forma, o fato de Victoria ter um dom que despistou os Cullen pareceu favorece-la. Em um movimento rápido - muito parecido com o bote de uma cobra – ele mordeu o pescoço dela. Eu facilmente poderia achar que ele estava a beijando se não fosse o som de sucção e a cara de choque dela. Então, ainda mais rápido que a mordida, ele mordeu o pulso e empurrou na boca de Victoria.
-Espero que valha a pena. – Me olhou sério.
-Eu farei valer. – Prometi com certo alivio.
Ele teve que arrancar o pulso de longe de Victoria, devia ter um gosto muito bom para ela rosna revoltada. Mas Marcus rosnou de volta ainda mais assustador, ele não parecia em nada com o vampiro indiferentemente entediado do aeroporto.
Então, Marcus começou a explicar que Victoria era dele e que ela devia obedece-lo. Ele me tirou da cadeira, enquanto explicava o que ela teria que fazer.
Basicamente deu tudo certo e agora estou aqui, me sentindo emocionalmente esgotada. Fui de amor a dor em menos de duas horas, era demais para mim.
Oh Deus! Eu disse amor?
Eu estou apaixonada, é diferente de amar.
Completamente diferente.
Bufei para mim mesma, eu precisava parar de me martirizar e sair dali.
Para minha surpresa Edward estava me esperando no lado de fora. Que droga! Por que eu incentivei Nessie ir atrás de Jake?
-Oi... – Disfarça Bella, pelo o amor de Deus, disfarça!
-Como é que está?
-Bem, eu acho. – Mudei de um pé para o outro desconfortavelmente.
-Não, não está. – Ele me olhou atentamente. – Não precisa ser forte, você sabe.
Isso me lembrou o quão forte eu fui na tortura, principalmente na hora que ela arrancou minha pele. Senti um arrepio ao me lembrar daquilo, e passei a mão distraidamente em meu braço, seu olhar caiu no local.
-Arrancaram minha pele. – Dei de ombros tentando me fazer indiferente, comecei a sentir o nó na garganta novamente. – Eu não gritei, ao menos. – Acrescentei tentando parecer orgulhosa.
Falhei miseravelmente, é claro, ninguém pode ser tão boa atriz assim.
-Sinto muito.
-Não é sua culpa. – Por que ele tinha que piorar as coisas?
-Eu devia estar te protegendo. – Ele rebateu se erguendo.
-Está tudo bem. – Suspirei querendo acabar com aquilo. – Eu já passei por coisas piores e sobrevivi, sempre faço. – Lembrei brevemente de Alice me falando isso.
-Precisa de algo? – Perguntou se levantando, dei um passo para trás e ele franziu o cenho de leve.
Não seja tão obvia, Bella.
-Não, eu só preciso checar Nessie... – Me virei para ir embora.
-Ela está bem, tenho um momento com Jake na verdade. – Edward respondeu as minhas costas.
Ok... É isso.
Eu não posso me deixar ter sentimentos por Edward.
Tenho que termina aquilo, agora!
Respirei fundo, coragem, Bella, coragem.
E me virei.
Fiquei assim.
De boca aberta, as palavras presas na garganta. Me vi percebendo que eu simplesmente não poderia termina nada.
Tudo bem, ele não me ama, provavelmente, nunca retornará o sentimento. Eu precisava matar aqueles sentimentos, eu sei bem disso, mas...
Eu não podia aproveitar?
Quer dizer, aquilo iria acabar me machucando de alguma forma, de qualquer maneira. Mas agora, Edward e eu tínhamos uma espécie estranha de relacionamento. Seria tudo mais fácil se eu apenas quisesse acabar com nosso trato de exclusividade.
Mas quer saber? Eu nunca gostei do caminho mais fácil, não era do meu feitio fugir.
Foi por isso que eu desisti de tentar acabar com aquilo.
Não teve nada a ver com o olhar preocupado dele.
Nada.
-Pode me levar para casa? – Perguntei com um suspiro. – Eu vim com Alice... – Ele acenou com cabeça se aproximando e colocando o braço ao meu redor.
Valha a pena, por favor, valha a pena.
Jane P.O.V
Estava finalmente tudo bem agora, por isso fugi aqui para fora, a festa lá dentro não me interessa realmente. Era um daqueles raros momentos em que relaxo, estava com os olhos fechados aproveitando a chuva e um parte da minha mente prestava atenção na musica que tocava...
I'm out on the edge and I'm screaming my name
Like a fool at the top of my lungs
Sometimes when I close my eyes I pretend I'm alright
But it's never enough
-Se divertiu? – Abri os olhos e olhei para o lado, obviamente era Nicolas vindo me importuna.
-O que você acha?
-Acho que poderia causar um acidente aqui fora com esse vestido molhado. – Olhei para mim mesma sem me importa.
-Ao menos teria comida. – Dei de ombros.
-Você não precisa ser assim. – Ele se encostou no carro em que eu estava sentada.
Olhei para ele.
-Você não me conhece. – Fui direta. – Pode ter conhecido uma vez, mas aquela era um versão jovem e até mesmo ingênua de mim. – Me inclinei em sua direção. - Aquela pessoa não existe mais.
- Eu não acredito em você. – Olhei-o incrédula. - Esquecer e deixar de existir são duas coisas diferentes. – E saiu andando.
-Não tanto quando nunca mais se lembra. – Respondi em tom baixo.
-Eu tenho uma pergunta. – Parou de andar, olhei para ele. – Quando foi a ultima vez que amou alguém?
Abri a boca para responder, mas nada saiu. Nos últimos anos, eu realmente nunca amei ninguém, mas eu mal me lembro da minha vida humana, ou de algumas partes da minha vida como vampira.
A musica pareceu mais forte em minha cabeça.
My shadow, shadow
Is the only friend that I have
-Por que tem tanta certeza eu sou já amei?
-Deve ter uma razão para estar viva até hoje, afinal uma eternidade sem razão para viver é pior que a morte. – Ele me lançou um ultimo olhar antes de ir embora.
E eu o observei desaparecer nas sombras, com o final da musica tocando...
Hello, hello
Anybody out there?
Thomas P.O.V
Abri os olhos cansado, eu sentia cada parte do meu corpo dolorida. Era horrível, cara.
Me ergui da cama confuso, eu lembrava daquele lugar, estava me prendendo ali!
Cambaleei até a porta, o que tinha acontecido? A ultima coisa que me lembro era... Dor.
Um barulho de algo se quebrando chamou minha atenção. Encarei a porta defensivamente e então abri-a bruscamente.
Ok, estou vivo até aqui.
Me inclinei e vi o corredor vazio, sai andando o mais silenciosamente que pude, andei em direção as escadas, ouvindo as exclamações abafadas no andar de baixo.
Parecia que estava havendo uma discussão.
Minha cabeça estava doendo pra caralho, meu! Tinha que ouvir discussão também?
Bem, é melhor que os gritos da cela Volturi.
-SAIA! – Ouvi a voz feminina gritar. – Eu não quero ouvir nada de você! Me deixe em paz!
-Leah...
-Por favor. – A voz pediu em um choramingo. Ouvi um suspiro e o barulho de porta se fechando.
Me aproximei cautelosamente, as coisas pareciam ter se acalmado. Vi uma mulher inclinada contra a pia de costas para mim, a ouvi suspirar e dei um passo.
Nhéque* - Torci o nariz ao ouvir o ranger da madeira.
Algo bateu ao meu lado segundos depois, congelei e olhei para o lado. Tinha a porra de um cutelo preso na batente da porta, bem ao lado da minha cabeça.
-O que diabos está fazendo aqui? – Olhei para ela de boca aberta.
Ela era bonita demais para lançar cutelos ao menor barulho... Espera, por tudo o que eu já aprendi até aqui, exatamente por ela ser bonita a faz ser suspeita de carregar armas entre os seios.
Jane, por exemplo, bonitona, maligna e nem precisava carregar armas, tinha a mente para isso.
-Eu... Hã... Eu... – Respirei fundo tentando encontrar as palavras. – Ouvi algo.
-E? – Ela me olhou ferozmente, tinha uma faca enorme na mão dela.
-Er... Eu achei que... – Tentei encontrar as palavras. – Só...
-Esquece! – Ela revirou os olhos. - O que quer Bryan?
-Bryan? – Olhei-a confuso, ela pareceu desconfiada.
-Qual é seu nome?
-Thomas. – Olhei-a estranho. – Cadê Jane? Nessie? Todo mundo?
-Não se lembra? – Ela me olhou analítica, neguei com a cabeça.
-Qual é o seu nome? – Perguntei em tom sem graça.
-Leah. – Respondeu curtamente, espremendo os lábios. – Sente-se, temos algumas coisas para conversa. – Apontou com a faca.
Eu não hesitaria em obedece-la com aquela facona.
Jake P.O.V
-Então, você está bem mesmo? – Nessi perguntou olhando para a ferida no meu braço.
-Sim, eu não vou virar um demônio. – Revirei os olhos. – Eles disseram que você sugou o veneno. – Sorri convencido.
Nessie estava comigo quando comecei a me sentir mal e ela percebeu que eu tinha uma mordida de demônio no ombro.
Quem diria que eu podia me torna um demônio?
Nessie nem hesitou em sugar o veneno da minha ferida.
Foi meio romântico na verdade. Assustador, bizarro, mas romântico também.
Quer dizer, estávamos os dois, chuvinha batendo de leve e ela salvando minha vida. Bem, não salvando, por que o veneno de demônio não iria me matar, mas acho que todos entenderam o ponto.
-Não fique convencido. – Bateu de leve em meu ombro e olhou para as próprias mãos hesitante.
Jasper veio até nós e afastou Nessie de mim, ela estava um pouco descontrolada, aparentemente meu sangue é delicioso. Ele nos levou ao hospital, ao que parece eles tinham controle sobre toda a cidade e ninguém hesitou em me dar assistência e questionou o fato de estar quase curada.
-De verdade, obrigado. – Toquei em seu rosto, ela ergueu os olhos um tanto assustada pelo meu toque, mas não se moveu para longe, como sempre fazia.
Era um progresso.
-Eu estou feliz por estar bem. – Sorriu docemente para mim, - E sinto muito se exagerei um pouco, faz um tempo que não tomo sangue fresco e você...
-Tenho um gosto bom. É, eu sei.
-Sabe? – Me olhou erguendo a sobrancelha.
-Jasper disse, não se lembra? Quando te tirou de mim.
-Eu estava meio chapada naquela hora. – Torceu o nariz de forma engraçada, dei uma risada.
-Eu percebi com todo aqueles rosnados e... – Afinei minha voz. - "Quero mais, quero mais, eu preciso de mais".
-Eu normalmente não sou tão psicopática, ok? E eu não falo assim! – Me olhou fazendo beicinho.
-Fala sim. – Rebati solenemente.
-Não! – Pareceu indignada. – Retire o que disse!
-Me dê um beijo e eu retiro. – Sorri convencido.
Não é que ela se inclinou e me beijou?
Não teve língua, nem foi intenso ou desesperado, como nossos beijos anteriores. Foi algo mais... Calmo, doce, arrisco dizer.
-Retire. – Sussurrou se afastando alguns centímetros e me olhando. Eu sentia seu hálito quente com cheiro doce, como chocolate quente. Estamos bem perto, nossos narizes estavam ainda juntos e eu senti meu coração se acelerando.
-Retiro. – Concordei, ela sorriu se afastando mais ainda.
-Vem, vamos te levar pra casa. – Estendeu a mão.
Minha casa era em La Push, eu sabia bem disso, mas a maneira que ela falou me fez esquecer esse fato. Era como se fossemos um casal voltando para casa.
Então, percebi que em La Push eu tinha uma casa, um bem material, um teto. O lugar que Nessie se referia não era apenas uma casa, era o meu lar.
Por que Nessie estava lá e ela era o meu lar.
Victoria P.O.V
Olhei ao redor completamente tensa.
Eu estava na casa dos Cullen, que era temporariamente ocupada pelos Volturis, como Marcus me explicou.
Estava, mais precisamente, no quarto de Marcus, sentada na ponta da cama dele sem saber bem o que fazer.
Eu estou apavorada!
Esse estupido vampiro fez alguma macumba comigo e me disse que eu pertenço a ele. Que merda isso deveria significar?
Eu sou escrava dele, ou algo assim?
Afundei o rosto nas mãos.
Aquilo era culpa de Bella! Ele ia me matar e ela pediu para me salvar. Só por isso ter significado que eu sai viva daquilo é que não sinto raiva dela agora.
Me pergunto como James está agora...
E minha irmã!
O que vou dizer a ela?
Hey, Rachel, se você vir sangue na geladeira, não ligue, é pra mim. Sabe como é, eu virei vampira e preciso disso, se não irei arrancar seu pescoço fora. Aliais, eu te falei que nosso vizinho e meu ex-namorado é um vampiro também?
Ela ia rir de mim, ou me interna em um hospício, ou talvez fazer os dois.
Ouvi o som leve e ergui a cabeça. Marcus tinha ido trocar de roupa ou algo assim, por que ele estava cheio de sangue nas roupas quando matou aqueles demônios...
Eu mesma devia estar com sangue seco na cara. Toquei meu rosto por um breve momento e depois parei de importa, não é como se eu quisesse ficar apresentável para ele. Esse vampiro matou os demônios com uma facilidade que me fascinou e me deixou assustada.
Um estralar de dedos era tudo o que ele precisaria para me matar!
Ele me olhou de cima a baixo com uma expressão inexpressiva, isso era outra coisa irritante sobre esse Marcus. Ele não transmitia emoção nenhuma no rosto!
-Você é uma recém-nascida... – Ele comentou se sentando ao meu lado, parecia tentar descobrir algo pelo modo que me olhava.
-Perto de você. – Revirei os olhos. – Você tem o que, um milhão de anos?
-Me referia a sua idade com vampira, tem apenas alguns dias, certo?
-Dois. – Confirmei desolada. Minha vida virou de ponta a cabeça a três dias atrás, parece ter sido a tanto tempo.
-Como fugiu do sol?
-Ele me queimou, mas eu corri para a floresta, era escuro o suficiente.
-Como sabia disso?
-Eu... – Franzi o cenho, ele pareceu estranhamente interessado. – Não sei, apenas sabia, instinto vampirico ou algo assim.
-E como fugiu dos Cullen?
-Como assim? – Franzi o cenho, ele suspirou parecendo entender algo.
-Você sabe quem é os Cullen? – Acenei com a cabeça. – Sabe os dons deles?
-Não. – Franzi o cenho.
-Bem, alguns vampiros tem certos talentos que os fazem ainda mais especiais. Os Cullen são conhecidos por todos os membros de sua família ter talentos. Edward pode ler mentes, Alice pode ver o futuro, Emmett tem uma força sobrenatural, Rose pode hipnotizar as pessoas, já Esme tem o dom da pirocinese e Carlisle pode controlar mentes.
-Quem é Esme e Carlisle? – Perguntei, os nomes não eram estranhos.
-Os lideres do clã. – Deveriam ser o Sr. E Sra. Cullen... – Você entende como eles são fortes?
-Sim. – Respondi me recusando a olhar para ele. Marcus devia ter algum poder também, me deixava completamente desconfortável e na defensiva, eu odiava aquilo. Mas ele não ia me matar por agora, de alguma forma, eu tinha certeza disso.
Caso contrario estaria pulando a janela.
-Mesmo com todos esses poderes, eles não puderam localizar você até que foi atrás de Bella. – Arregalei os olhos, o que aquilo significa? – Eu gostaria de entender como fez isso.
-Eu... – Neguei com a cabeça. – Não sei, sinto muito, mas não sei, eu juro...
-Eu acredito em você, menina. – Se levantou da cama e andou pelo quarto. – Está tudo bem, iremos descobrir o por que disso. Você... Entende o que significa ser minha?
Olhei para as minhas mãos tristemente.
-Eu sua escrava, ou algo assim?
-Não. – O tom pareceu levemente divertido, olhei para ele de sorrateiro. – Significa que... – Parou para refletir. – É como se eu tivesse te transformado, por eu ser mais velho, meu sangue prevalece e você pertence a mim. É minha progênie agora... – Olhou sobre ombro. – Um membro da família Volturi.
-Isso é boa coisa? – Perguntei levemente curiosa.
-Bem, você não está mais sozinha no mundo, mas também meus inimigos são os seus agora. – Se virou e eu desviei os olhos. – Então, não, não é uma boa coisa.
Ao menos ele era honesto.
Um copo apareceu na minha frente de repente, olhei para cima surpresa. Velocidade vampírica é sinistra!
-O que é isso? - Olhei para o copo intrigada.
-Sangue humano. – Me olhou entediado. – Não finja que não sabe o que é, seus olhos mostram que se alimentou.
-Não é verdade! – Exclamei revoltada, a expressão dele se mexeu um pouco, acredito que ceticamente. – Eu me alimentei de... – Parei de falar.
Eu tinha tomado sangue, só que de animal.
-Do que?
-Animal. – Respondi apressadamente. – Eu estava na floresta e ouvi o coração... – Senti o formigamento em minha gengiva, meus olhos se prenderam no cheiro tentador que vinha do copo.
-Beba. – Estendeu o copo e eu o peguei sem hesitar o virando rapidamente, três goles e acabou, olhei-o ansiosa. – Então, você não bebeu sangue humano até agora?
-Isso. – Respondi estendo o copo.
-Como aguentou a queimação na garganta com tantos humanos por perto?
-O sangue do animal pareceu ser o suficiente. – Olhei-o na defensiva.
-Isso explica o por que de ter estado tão avida por meu sangue.
Trinquei os dentes quando ouvi a menção ao seu sangue, era como o céu e ouro e...
Franzi o cenho quando senti meus dentes trincarem, passei minha língua e percebi que tinha presas. Prendi a respiração e me ergui correndo empurrando Marcus para fora do caminho e me olhando no espelho mais próximo.
Arregalei os olhos ao arreganhar os lábios e ver minhas presas e meus olhos e... E... Todo o resto!
Eu não tinha parado para me olhar no espelho. Quando acordei daquela dor infernal, Riley veio conversa comigo com Jasper e outra vampira de nome Heidi. Eles me contaram sobre James, sobre Bella, os Cullen e os Volturis. Todas as minhas emoções vieram com muita força para cima de mim e eu desliguei minha mente, atacando todos e fugindo.
Me lembro de segurar o grito quando sai pra fora e correr para a floresta ali, cinco segundos depois, eu estava bem. Meu instinto me levou pela sombra da floresta, onde o sol não entrava e quando parei só consegui me enrolar em uma bola e chorar.
Pisquei engolindo a vontade de chorar que se apossou de mim. Minha visão se focou em meu rosto perfeito.
Oh Deus! Eu era perfeita!
Me inclinei e toquei meu rosto assustada, eu sempre achei que Riley era areia demais para o meu caminhãozinho, mas agora... Bem, nós estávamos de igual para igual.
Mesmo com o sangue no rosto e o cabelo todo bagunçado, eu estava gostosa!
Ao menos ser vampira tem um lado bom, além das presas e dos olhos vermelhos.
Espera até minha irmã... Oh droga!
- O que foi? – Olhei para Marcus, ele deve ter ouvido meu engasgo assustado.
-Eu não vou poder mais ver minha irmã, não é mesmo? – Perguntei em um lamento.
Pela primeira vez o rosto dele se modificou em algo parecido com tristeza.
-Não hoje, seu controle está fraco. Irá aprender controla-lo e poderá voltar para sua irmã antes que o final de semana acabe.
-Não vai me impedir? – Perguntei surpresa.
-Eu jamais impediria alguém de ficar com a própria família. – Pareceu sincero, eu acho.
-Mas... Ela perceberia... – Apontei para minhas presas. – Eu estou mais bonita e meus... Olhos. – Balbuciei me olhando no espelho.
-Olhe para mim. – Disse em tom de ordem, olhei curiosa. Seus olhos vermelhos se tornaram negros e ele abriu a boca mostrando as presas, minha respiração parou. Então as presas sumiram e os olhos dele continuaram negros. – É uma regra dos Volturis manter nossa espécie no anonimato.
-Sim, me falaram. – Respondi me lembrando deles me explicando as regras.
-Os vampiros que podem andar no sol, se mantem com os olhos negros, deve ter conhecido Jane.
-Eu me lembro... – Disse lentamente. – Mas meus olhos são claros.
-Heidi usa lentes de contato, elas se dissolvem depois de doze horas, nosso veneno a derrete. Então sempre irá se manter com um par.
-Ok. – Andei até a cama e me sentei. – E sobre o sol?
-Isso não será problema também. – Marcus andou até a mesa e ficou de costas para mim. – Diga-me, Victoria, você sabe sobre o fato de que não precisa mais dormi?
-O que? – Olhei-o chocada, mas Marcus não se dignou a me olhar.
-Sim, nós ainda podemos cair inconsciente por efeito de alguma substancia, mas nunca será natural. Sangue nós da energia suficiente, é quase desagradável.
-Então, eu nunca mais vou dormi?
-Não por causas naturais como cansaço.
-Se você não dorme, por que tem uma cama aqui? – Perguntei antes de processar o que dizia.
Quis me bater quando entendi, era meio obvio o por que dele ter uma cama no quarto. Marcus nem sequer se preocupou em me responder apenas ficou em silencio, fazendo sabe-se lá o que naquela mesa.
-Tire sua blusa. – Ele falou de repente, gelei no lugar.
Meu Deus! Ele vai...?
Sério mesmo?
Quer dizer, Marcus não é feio (nenhum vampiro é), mas eu estou aterrorizada demais para aproveitar qualquer contato físico.
Nem mesmo se fosse Riley.
Pensar naquele traste me trouxe um onda de raiva.
-Não ouviu? Tire a blusa. – Olhei para Marcus.
-Não. – Cruzei os braços de defensivamente.
-Não vamos ter relações sexuais. – Ele rebateu com indiferente.
Wow, curto e grosso.
-Não. – Insisti, eu podia estar morrendo de medo, mas nunca ia ser obrigada a fazer algo que não quero!
Me jogava pela janela antes.
-Tire ou eu vou rasga-la. – Marcus se aproximou em instantes. – Eu sou mais velho.
-Não me importa.
-Me obedeça, ou sofrerá as consequências. – Meus instintos falaram mais alto.
De repente, eu perdi o controle e meus braços se mexeram automaticamente. Quando vi estava só de sutiã. Como se meu corpo obedece a meu senso de preservação, era estranho...
-Satisfeito? – Olhei-o carrancuda.
-Agora deite-se de bruços.
E aquilo ficou mais estranho ainda.
Lentamente, engatinhei sobre a cama, então senti a mão dele me empurrar contra o colchão e senti uma queimação no meio das costas, bem embaixo do meu sutiã.
Gritei involuntariamente, não era tão ruim quanto a queimação da transformação. Aquilo foi horrível! Eu gritei e gritei, ninguém ajudou, pensei que sairia toda queimada, mas quando acordei.
Tudo era a mesma a coisa e ainda assim, não era.
A luz ainda estava lá, mas era mais brilhante, assim como tudo era mais colorido e o cheiro era mais gostoso.
-Isso vai faze-la poder andar no sol. – Ele me informou, senti seu joelho sobre minhas costas, me impedindo de mexer.
Abri a boca para pergunta o por que dele estar me prendendo na cama, mas a queimação voltou.
Só que pior, mil vezes pior, e começou a se espalhar pelo o meu corpo. Tentei me mexer, aquilo tinha que parar, por tudo que há de mais sagrado.
Senti uma mão segurar minha cabeça contra o travesseiro, enquanto eu gritava cada vez mais alto.
Foi como voltar para o inferno que escapei há dois dias atrás.
Jasper P.O.V
-Meu bebê. – Esme deu tapinhas na face de Emmett. – Senti saudades de sua canalhice.
-E eu dos seus chicotes de fogo, mãe. – Emmett piscou para ela. – Então, o que eu perdi?
-Não muita coisa. – Ela comentou. – Agora, o que eu perdi?
-Alice acabou com os demônios da escola. – Respondi com certo orgulho de minha esposa, foram todos pegos, exceto a líder: Angela.
-Eu só não entendi o que Marcus fazia lá. – Emmett me olhou curioso.
-O cheiro de cães infernais o atraiu segundo Alice. – Respondi dando de ombros. – Marcus Volturi trocou sangue com Victoria, ela é um Volturi agora.
-Não uma Volturi qualquer. – Emmett acrescentou, Esme nos olhou pensativa. – Ela faz parte da família perturbada deles.
-Por que nós não somos perturbados, certo? – Esme brincou. – Talvez seja uma coisa boa, alguém novo na família pode controlar os ânimos.
-Só você para achar algo assim. – Comentei rindo, Esme estreitou os olhos para mim. – Falando em família... Emmett, você deveria ficar de olhou em Nessie, ela quase matou Jake hoje.
-Sim, eu estava meio distraído tentando manter ordem nos humanos. – Me olhou sarcástico.
-Temos que manter tanto Nessie quanto Bella bem alimentadas, não queremos nenhuma das duas descontroladas por ai. – Esme comentou.
-Edward está cuidando disso. – Informei espichando as pernas no sofá.
Um rosnado raivoso veio do lado de fora do quarto e Carlisle entrou completamente furioso, fechando a porta com tanta força que os retratos na parede caíram. Ele socou a parede e chutou a mesinha de centro para o outro lado da sala.
Então, nos olhou. Finalmente, eu decidi que acalma-lo não era mais tão perigoso.
-Já acabou? – Esme perguntou, ninguém tinha movido um musculo desde que ele entrou. – Importa-se de explicar?
-Os demônios que pegamos morreram, entraram em combustão espontânea ou algo assim. – Ele disse impaciente. – Só sei que no final, tudo o que sobrou foi uma massa de sangue e carne podre.
Oh Deus! Alice vai estar pirando de novo...
Athenodora P.O.V
Ignorei os gritos que vinha do quarto de Marcus, ele deveria estar fazendo alguma experiência de tortura ou se alimentando.
Olhei para Santiago e seus vampiros: Fred e Bree. Ambos novos, eu estava irritada com a irresponsabilidade de Santiago de criar outra vampira quando já tinha Fred há apenas um ano.
-Eu preciso achar a minha prisioneira, dois trabalham melhor. – Apontou defensivamente.
-Você tem carta branca conosco Santiago, mas está passando dos limites. – Caius estava mais do que furioso, estava possesso. Confesso que adorava vê-lo nesse estado, era quando vinha o melhor sexo.
Isso e quando ele fica romântico, mas a raiva vinha com mais frequência.
-Ela não irá causar problemas, irei encontrar Sasha o mais rápido possível. – Prometeu duramente.
-Espero que sim. – Caius cuspiu. – E que ela não cause nenhum estragos, temos o suficiente por agora.
-Envie-a para Heidi para treina-la melhor. – Pedi e Santiago visivelmente conteve o rosnado.
-Acredito que seja melhor eu ensina-la.
-Não, estará ocupado procurando Sasha, uma recém-nascida o atrapalhara. – Sorri falsamente. – Heidi pode cuidar dela aqui, enquanto você procura a prisioneira que deixou escapar. – Terminei em tom gelado.
Santiago era doente, para dizer o mínimo. Bree seria violentada varias vezes por ele e eventualmente iria se suicidar no sol.
Eu já tinha visto isso acontecer antes.
Sinceramente, só mantemos Santiago por que ele é útil, de resto...
Fred (a cria de Santiago), por outro lado, bem... Quando ele nos deixava vê-lo (o que era pouco, muito pouco)se mostrou cortês e amável, e incrivelmente mais racional do que Santiago. Acredito que Santiago só o forçou a tomar seu sangue para que pudesse manter seu dom por perto.
Por que, sim, Fred tinha o dom de fazer as pessoas a repudia-lo e se tornava invisível para nós. Agora, por exemplo, eu mal podia olhar para ele. Era magnifico! Aro concordava comigo, por isso ameaçou Santiago, se algo acontecesse a Fred, cabeças iam rolar.
-Se assim deseja, minha senhora. – Santiago disse forçadamente.
-Sim, eu quero. – Respondi curtamente. – Sua Bree irá me servi aqui, enquanto Heidi a treina, e o adorável Fred irá ajuda-lo. - Apontei para Fred, incapaz de olha-lo.
-Sim, senhora. – Santiago abaixou a cabeça rigidamente, sorri apreciando.
-Está dispensado. – Caius bradou e os vampiros sumiram. – Por que tanto barulho? – Reclamou mal humorado. – Eu teria uma dor de cabeça se pudesse.
Mas não pode, pensei revirando os olhos.
Meu marido poderia ser irritante.
-Irei olhar. – Tentei acalma-lo antes que algum vampiro perde-se a cabeça.
Rapidamente sai da sala e fui em direção ao quarto de Marcus, cinco segundos, foi o tempo que levei. Bati na porta educadamente e esperei os gritos pararem, mas Marcus abriu e os gritos continuavam atrás deles.
-Caius está um tanto irritadiço hoje. – Ouvimos o resmungo de Caius, ele odiava quando eu saia sozinha como fiz hoje a noite para me encontrar com Esme. – Poderia diminuir o volume?
-Eu preciso de sua corrente de prata. – Franzi o cenho.
– Quem você vai...?
-Minha progênie. – Apontou para uma beleza ruiva na cama, o empurrei para fora do caminho e invadi o quarto.
-Quando isso aconteceu? - Me virei para ele intrigada.
-Algumas horas atrás, falta pouco para o amanhecer, preciso do colar.
-Claro... – Olhei para a cama levemente perturbada pelos gritos dela.
Corri para o meu quarto e peguei o colar que nos fazia passar pelo ritual do sol. Passavamos o dia todo com ele no pescoço, aguentando as queimaduras do sol e quando escurecia tinhamos proteção contra o sol eternamente.
O processo começava horas antes, com a ingestão de uma poção horrível que me lembrou a minha transformação. Segundo a bruxa, ela preparava nosso corpo para aguentar o sol durante o dia todo e o colar fazia o resto do feitiço.
Entre novamente no quarto de Marcus e fui em direção a ela.
-Você é um sem coração. – Reclamei ao ver os braços dela presas por correntes de pratas. – Onde já se viu prede-la assim! - Repreendi-o indignada.
-Não é hora para isso, Athenodora. – Marcus disse entediado. – Coloque o colar nela, teremos que move-la para a floresta agora.
-Tem algum lugar em mente? – Perguntei enquanto prendia o colar em seu pescoço, ela não parava de se sacudir, então Marcus teve que segurar sua cabeça.
-O que diabos está acontecendo aqui? – Olhamos para a porta.
Aro e Caius estavam nos olhando com iguais olhares de pura descrença.
Carmem P.O.V
Me mantive imóvel, enquanto ouvia o jarro ser quebrado ao meu lado.
Ela estava furiosa.
-É isso, ele pediu por isso. – Rosnou quebrando uma cadeira com as próprias mãos.
-Se acalme... – Ariadne tentou controla-la. – Selene...
-Não! Ele vai fazer seu movimento!
-LYANNA! – Ariadne tinha o rosto determinado agora, finalmente, Selene parou de destroçar as coisas e a olhou.
-Não me chame disso.
-É o seu nome.
-Lyanna está morta.
-Assim como Didyme? – Ariadne retrucou ironicamente. – Nós temos que pensar, não está tudo perdido.
-Não está? Aro mandou uma mensagem para mim. – Apontou para mim. – Fugi dele todos esses anos e ele resolve me mandar um mensagem casual que nem sequer faz sentido!
-Que os sacrifícios valham a pena. – Ariadne recitou. – Ele mandou uma mensagem de morte.
-Sim, mas por que declarar guerra.
-Ele não declarou guerra, só deixou claro que não hesitará em matar todos. – Ariadne suspirou. – Ele está cego de poder.
Sinceramente, eu não estava preocupada com elas. Tudo o que eu podia pensar é que meu Eleazar estava se passando por inimigo por que fora obrigado por um antigo juramento de sangue.
Elas o tiraram de mim.
-E o que vamos fazer? – Selene perguntou impaciente.
-Nada. – Ariadne sorriu. – Mas eu não posso dizer a mesma coisa dos outros.
Olhei para ela tensamente.
O que ela queria dizer?
*Onomatopeia de madeira rangendo.
Musica: It is you (i have loved) - Dana Glover - Dança de Bella e Edward;
Echo - Jason Walker - Jane com Nicolas depois de tudo.
N/a Eu sei! Eu disse que iria postar o próximo capitulo assim que o terminasse e vocês pensaram que seria no dia seguinte. Sinto um pouco de vergonha em dizer que eu demoro mais de três semana para fazer um capitulo na velocidade máxima, só pra deixar registrado, o capitulo tem 66 paginas. Bem, como eu fiz uma promessa a vocês, resolvi postar logo que terminasse, então ignorem os erros ortográficos que sempre tem ;P. Estou pirando um pouco com tudo que veio até agora, a sensação foi parecia com vomitar tudo da minha mente.
Mas sim, tem muito a dizer. Bella se tocou da verdade, negou até não querer mais, mas no fim...
Então veio Victoria, o que será dela com os Volturis? Quer dizer, ela passou de insignificante para alguém em um capitulo!
E Angela sendo Irina? Ninguém esperava essa! Essa sou eu dando um tapa na cara de vocês novamente.
Não vou esquecer do drama de Carmem com as Fenix, o que elas vão aprontar? Alguém chuta.
E sim, eu estou entrando na mente da sombriamente família Volturi, como vocês já devem ter notado. Em breve a historia deles vira a tona muhahahaha!
Nessie vai reencontrar seu filhinho no futuro, antes que surtem pela breve participação do garoto. Charlie é quem está cuidando do bichinho, exatamente como fizeram com as crianças videntes (quem sente falta delas? /o\)
E eu não esqueci de Jane e Nicolas, as coisas estão andando, muitos mistérios e já sabemos que foi ele quem levou Jane para os Tulekahju (que são importantes e vocês iram saber mais pra frente). E só pra saberem Joanne é uma das variações do nome Jane.
Alguém percebeu que Edward não faz ideia alguma sobre Kara? Bella está mantendo segredos dele por um motivo, espero que entendam!
E só pra saberem, eu vejo os Volturis como outros atores! Por isso pra mim não é tão estranho imagina-los sendo bonitos ou psicopatas. Quer dizer, todos os vampiros devem ser bonitões, então o filme me chegou com um trio não muito bonito... Então, é isso! Meus Volturis são bonitões, palidos, mas mantem as características da personalidade. Eu resolvi trabalhar um pouco mais dessa vez e postei fotos deles (com o photoshop by me ;D) e aproveitei para fazer os outros personagens, então passem no meu perfil, amores!
Ok, agora, vamos para os comentários...
Gabi Alana : Então eu estou entendo que o fato da fic ficar mais confusa é algo bom? Uma leitora já reclamou isso comigo, então, duvidas, por favor, me pergunte ;D
meirel. silva: Então, minha intenção era postar esse capitulo no dia seguinte, o problema é que escrever um capitulo me levou mais tempo do que eu pensava, por que quanto mais eu queria chegar ao final, mas ideias me vinham, e tinham que estar no capitulo para dar certo, sabe? Tirando isso, o que achou do capitulo em si? Foi suadinho trabalhar nele, tanta coisa acontecendo e eu tinha que encaixa-los de modo que ficasse compreensivo (WTF?). Vem cá, quase te matei com dois capitulo hehehe? Eu estou realmente tentando não transforma Edward e Bella num casal meloso-chato, eu pessoalmente não me considero a pessoa mais romântica do mundo, apesar de ter meus momentos.
Mari A: Primeiramente, obrigada pelos parabéns *joga cabelos para o lado*. E sim, as coisas esquentaram, pegaram fogo, Bella quase teve um treco, tadinha... Bem, você gostou do capitulo? Eu pessoalmente, acho que mais um passo foi dado e daqui pra frente...
Mia lacerda: Eu postei, amore, demorou mais do que pensava, mas postei! Espero que o capitulo esteja aceitável =D
Lenna'x3 : Sim, Bella e sua crise de ciumes, e o que você achou dela e seu insight do capitulo? Você deve ter gostado desse capitulo, certo? Muita coisa aconteceu com nosso casal favorito, hã? E obrigada pelo elogio, sim, a historia toda pensada, enquanto eu escrevia o capitulo 30, eu pensava nesse capitulo, e desde do ano passado já sabia quando Bella se tocaria da verdade crua e nua, entretanto algumas coisas fluem ao decorrer do capitulo e... Bem, você entendeu :P
Dxkunhecida Swan: Não, eu não estou tentando criar um clã para Bella, é só uma brincadeira que eu fiz com os acontecimentos recentes, mas Bella com certeza não quer criar um clã. Som, a casa de Charlie não é tão grande assim, mas eu explico como eles estão se virando: tem o quarto da Bella, o de Charlie (usado por Nessie), o que Thomas dorme, o que Leah dorme e o ultimo é dividido entre Jacob e Seth, ou seja, quatro quartos, três em cima e um embaixo (que é o de Leah). Já Jane, ficou com o sótão e o escritório, mas provavelmente usa o quarto de Leah de vez em quando. Nicolas, entretanto, não chega a dormi na casa, mas passa bastante tempo lá. Sobre Charlie, ele é um general no meio de uma guerra, ficar em casa, não é algo que ele estará fazendo nos próximos dias, mas ele vai aparecer, Bella ainda é filha dele no final das contas. E sobre a parte do sangue, bem, você viu por si mesma o que eu quis dizer.
nathaliatst : Oh amore, obrigada pelos elogios a parte! Ri muito escrevendo Alice e sua vingança, você vê, no inferno não há fúria como a de uma mulher, imagina ainda sendo vampiro? Eu espero que o capitulo cumpra com as expectativas e/ou tenha ficado bom ;). E sobre Edward marcando Bella, sim, foi adorável *-*, de vez em quando eu posso ser suuuuuper romântica, hã?
Rafaela: Obrigada pelos parabéns, querida! Obrigada pelos elogios a minha criatividade claramente perturbada. O quadro vai aparecer eventualmente e vai ficar ainda mais enigmático hihihihi! Bella não é realmente uma bruxa, eu expliquei a diferença entre as criaturas no capitulo passado, então não acho que ela irá chegar e fazer feitiços, entretanto, seu próprio dom é mais do que suficiente para compensar, acredite em mim. Sabe que eu não tinha reparado no quão bizarra é a família de Andrew? E agora, ele está com os dois mini-videntes, imagina como a criança vai crescer? Vai ser mini-fodinha! Antes que eu me esqueça, obrigada pelos parabéns, também. E então, gostou do novo capitulo?
tainatamandua: Elogios a parte, muito agradecida por eles *joga cabelos para o lado*. E eu não paro de postar, só demoro um pouco para postar um capitulo, ou dois no caso da ultima postagem. Você vê, meus capítulos são enoooormes e eu tenho uma agenda para cumprir na historia, isso leva um pouco de tempo para pensar =D. E dois dias? Você leu suuuuper rapido, amore! Gostou do novo capitulo :B?
samii wz: Você pensou que Nessie tinha abortado? Não, amore, Andrew ta vivinho da silva, você pode ver que eu nunca cheguei a escrever que ele morreu ou algo assim, o pai dela o deu para um outro casal, só que os imbecis conseguiram ter o próprio filho, então chutaram o bichinho para um orfanato. E tudo bem não escrever muito, você mandou a review, para mim é mais do que suficiente ;p, e obrigada pelo elogio, eu faço o melhor que posso!
Poli: Hehehe, sim, o pessoal esconde varias coisas de Bella, quis mostrar esse lado para enfatizar que apesar de tudo, Bella é nova no ramo e que a linha entre confiança e proteção é bem fina. Eu também adoooro os POV's de Bella e Nessie, são tão joviais, irônicos e bem humorados... Espero que goste do capitulo, amore.
madhatter13: Bem, sobre sua pergunta em relação a Victoria, nesse capitulo, o destino dela toma um rumo que ninguém esperava, inclusive eu. Thomas também volta ao seu estado, sabe-se lá por que (mistério, mistério). Obrigada pelos parabéns =D! E sobre esse capitulo... Você gostou? Ele está passável? De qualquer maneira, eu espero que goste dele ;*
E é isso! Ufa!
Muito agradecida pelas reviews, meus amores!
Uma pergunta: Qual é o seu POV favorito?
Mil beijos sangrentos!
Até mais!
Maça ;*
P.S: Obviamente deveria ter um preview ;D
"-Então, o que? Carmem veio e ajudou alguém a subir do precipício? – Esme olhou ao redor analítica.
-Eu sinto mais um cheiro. – Observei farejando o ar.
-Hey! Bem, aqui. – Emmett exclamou a nossa direita. – Houve uma luta aqui. – Apontou para o chão.
-Isso é sangue. – Disse tocando em uma das arvores no chão. – Alguém mordeu um vampiro. – Cheirei o sangue. – Mais precisamente a Carmem.
-Demônios podem morde, mas... – Esme disse olhando ao redor com o cenho franzido. –... Eu não sinto cheiro deles, apenas...
-Vampiros. [...]"
