Boa leitura a todas!

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CAPITULO I

Isabella Marie Swan, uma jovem de dezessete anos, aparentemente normal, extremamente curiosa e tímida, apesar de falante. Vivia com sua avó Cassandra em Phoenix- Arizona, mas com a morte repentina de sua amada avó, teve que se mudar para a pequena e chuvosa, Forks, localizada na Península Olímpica em Washington. Onde seu pai, o chefe da polícia local Charlie Swan residia desde que nascera. A jovem Isabella também nascera na pequena Forks, mas com a tragédia que se abatera sobre a família, fora morar com avó materna em Phoenix.

Seus pais casaram-se cedo, Charlie era um policial em início de carreira quando sua amada esposa Renee, dera a luz a sua filha. O parto foi complicado e a jovem e assim que conheceu a pequenina Isabella, morreu deixando Charlie desolado e sem saber o que fazer com uma recém-nascida.

Cassandra, mãe de Renee, ficou com o genro por um tempo, mas a apatia de Charlie para com a pequena Isabella fez com que tomasse a decisão de levar a criança para morar com ela, em Phoenix, com a promessa de voltar sempre que possível e Charlie ir ver sua filha do mesmo modo.

Isabella, Bella como gostava de ser chamada vinha a Forks todos os verões desde seus quatro anos de idade, passava o verão todo com o pai e depois retornava a Phoenix, agora a jovem estava de volta a Forks onde concluiria o colégio para ingressar em uma boa universidade. Charlie a aguardava ansioso no portão de desembarque do aeroporto de Seattle, nos dois últimos anos não tinha visto a filha, foi para Phoenix quando Cassandra morreu e sua filha ficou para acertar algumas coisas antes de se mudar de vez para Forks.

- Como se sente? – perguntou estudando as feições de sua filha.

- Bem... – a jovem deu de ombros, ao ver o pai erguer a sobrancelha, revirou os olhos. – Eu estou bem Charlie, não se preocupe!

- Sei que não está sendo fácil pra você, mas estou feliz em tê-la aqui comigo. – disse ao abraçá-la.

-Apesar de tudo, também estou feliz de estar aqui, pai! – Bella disse ao retribuir o abraço do pai, que logo se recompôs pegando suas malas. A viagem de Seattle a Forks foi em completo silêncio, tirando o momento em que Charlie havia comentado sobre seu cabelo e o fato de já estar matriculada na Forks Higth School.

- Como vai o tio Billy, Jake e as garotas? – infelizmente o amigo não pode ir a Phoenix quando sua avó falecera, sentia falta do amigo que não via há dois anos.

- Estão bem, as garotas estão na universidade e Billy quase não as vê, agora o Jake... Aquele garoto não para, está sempre enfurnado naquela bendita oficina, mas você deve saber, estão sempre se falando pela internet não é? – a jovem somente assentiu. - Tenho uma surpresa pra você.

- Sabe que não gosto de surpresas!

- Mas desta você vai gostar, tenho certeza!

- O que é?

- Espere e verá! – a jovem bufou olhando pela janela, quando pequena não gostava de vir a Forks ou a La Push, mas agora de certa forma, conseguia apreciar a beleza daquela vasta e imensa floresta.

Olhou saudosa para a casa onde seu pai vivera desde que se casou com sua mãe, era modesta, nada espetacular, mas muito confortável. Franziu o cenho ao ver na garagem uma Chevy vermelha, deveria ser antiga, talvez dos anos 50, por ai.

- O que é aquilo? – perguntou ao pai, quando o mesmo parou a viatura diante da casa.

- Aquilo é a surpresa! Comprei pra você!

- Pra mim? Jura? – o sorriso da jovem ficou enorme, rapidamente Isabella desceu do carro indo ao encontro de seu presente. – Uau! Ela é linda, que ano é? 50, 51?

- 53, sei que está um pouco judiada, mas é forte como um touro! – Charlie disse batendo na lataria desgastada, fazendo com que uma chuva fina de ferrugem caísse.

- Eu adorei pai, obrigada! – agradeceu saltando sobre ele, que ficou estático de início, mas depois retribuiu o abraço.

- Isso é bom... – disse levando as malas para dentro, subiu as escadas as deixando no quarto da jovem, o qual havia preparado para recebê-la. –Aqui está! Espero que goste, pedi ajuda a uma... Hmm... Digamos que amiga. – as sobrancelhas da jovem arquearam.

- Namorada? – aquela era nova! Prendeu o riso ao ver o pai corar diante a sua pergunta.

- Sim. – respondeu totalmente sem jeito.

-E eu a conheço?

- Acredito que não, seu nome é Lia, ela é a irmã mais nova de Harry Clearwater.

- Isso é muito bom, quando vai me apresentar a ela? – Charlie fez uma careta passando a mão na nuca.

- Em breve, tenho que ir, você se vira sozinha?

- Pode deixar, conheço tudo por aqui... Ah, pai? – chamou antes que ele saísse.

- O que?

- O quarto ficou ótimo, agradeça a Lia por mim! – novamente Bella viu o pai corar saindo em seguida, passou os olhos pelo quarto soltando um longo suspiro. Sorriu ao ver as chaves e os documentos do carro sobre a escrivaninha, desfez as malas, acomodando suas roupas no armário e na cômoda que havia no quarto. Deixou seus livros em pilhas, sobre a escrivaninha, pediria ao pai para colocar algumas prateleiras para acomodá-los, assim como seus CDs.

Depois de desfazer as malas, as colocou embaixo da cama, deixou sob a mesinha de cabeceira, as fotos de sua mãe ainda grávida e sua avó, assim como uma que havia tirado com Charlie. Apesar de vir a Forks todos os verões, não conhecia muito da cidade ou das pessoas dali, quando vinha, passava a maioria do tempo em casa ou em La Push. Também não conhecia ninguém, e muito menos tinha amigos, a não ser Jake é claro. Em Phoenix não tinha amigos também, e tanto o ginásio quanto o colégio foram torturantes para ela. Lembrou-se de um lugar muito especial, que havia encontrado em uma das vezes que saiu com sua avó para colher ervas, fazia alguns anos, mas com certeza se lembrava do caminho. Pegou as chaves da caminhonete e saiu deixando um bilhete para o pai.

Guiou até a pequena trilha, desceu puxando o ar com força, Isabella a havia encontrado por acidente, e rogava pra que aquela fosse a direção certa. Retirou seu inseparável anel, presente de sua avó depois do pequeno incidente em Phoenix, onde a jovem se descontrolou e acabou machucando um colega. Isabella era uma jovem especial, com digamos que, dons especiais, e naquele anel continha um poderoso feitiço que bloqueava os poderes da garota, tornando-a uma jovem simplesmente, normal.

Sorriu ao se deparar com a cortina de samambaias, ao abri-la, seu sorriso se alargou ainda mais, lá estava ela, a clareira em todo seu esplendor. Havia se apaixonado por aquele lugar quando o encontrou acidentalmente há alguns anos atrás.

**Flashback

Sua avó havia ido a floresta colher algumas ervas e plantas medicinais, como sempre Isabella a acompanhava. Sempre curiosa e com forte tendência a se meter em encrencas, afastou-se da avó admirando as belezas da mata fechada, foi quando se deparou com a cortina de samambaias. Ao abri-las perdeu o fôlego com tamanha beleza, era sem sombras de duvidas o lugar mais lindo em todo o mundo, um lugar mágico, deduziu ainda fascinada.

A clareira era toda circundada por imensas árvores, as flores eram rasteiras e se espalhavam por toda ela, de onde estava podia ouvir a pequena queda d'água, correu na direção do som encontrando uma piscina natural.

- Ah! Até que em fim te encontrei garota fujona! – ouviu sua avó dizer ao se aproximar.

- Olha vovó, o que eu encontrei! Não é lindo?

- Oh sim, é mesmo um belíssimo local.

- Parece com aquela floresta encantada das histórias, só falam as fadas e o unicórnio! – sua avó sorriu meneando a cabeça, sua neta era mesmo uma sonhadora.

- Este é um lugar muito especial Bella, assim como você! – a garota franziu o cenho.

-Porque vovó? Porque sempre diz que sou especial?

- Um dia irá entender minha querida, um dia você irá entender tudo que se passa com você.

- Gosto daqui!

- Há certa magia neste lugar, é repleto de harmonia e paz, consegue sentir?

- Sinto uma energia muito forte, me sinto tão bem, tão relaxada, tão feliz!

-Podemos vir aqui mais vezes?

- Gostou mesmo daqui não é?

- É o meu lugar preferido... O meu pedacinho de paraíso. – sua avó riu com a inocência da garotinha.

-Claro minha querida, mas temos que manter segredo sobre esse nosso paraíso, está bem?

-Tá, eu prometo que jamais contarei a alguém sobre ele, nem mesmo ao Jake! – novamente sua avó sorriu.

- Ótimo, agora vamos, ou seu pai deve estar preocupado.

Fim do Flashback**

As palavras de sua avó faziam tanto sentido agora, sempre que vinham a Forks, sua avó lhe trazia a clareira, seu pequeno paraíso. Soltou um longo suspiro, enchendo seus pulmões com aquele ar puro, podia sentir a paz e a harmonia de que sua avó tanto falava, sem sombras de dúvidas aquele era um lugar mágico.

Aproximou-se da piscina natural e não resistiu, livrou-se de suas roupas mergulhando na nas águas límpidas, se deliciando com a queda d'água. Sentia-se renovada, queria estar preparada para encarar seu primeiro dia no colégio novo, o fato de ser a garota nova não lhe agradava em nada.

Estava completamente relaxada, deixando seu corpo flutuar sobre as águas, havia fechado os olhos absorvendo toda aquela energia. Uma sensação estranha tomou conta de si, deixando-a irrequieta, sentiu como se estivesse sendo observada, ficou de pé sobre uma das pedras observando a sua volta e ao olhar sobre a grande pedra de onde verta a água, teve uma visão de lhe tirar o fôlego.

Havia um rapaz parado no alto da rocha, estava envolto em uma intensa luz, Isabella pode sentir perfeitamente sua aura reluzir. Por tudo que aprendera nestes últimos anos, somente um ser místico possuía uma aura tão intensa.

- Quem é você? – sua voz soava musical, como a de um anjo, possuía um tom aveludado que lhe causou um leve arrepio na nuca. Mas a jovem se perguntava o porquê do tom ríspido em tão bela criatura? Estava tão fascinada com tamanha beleza que nem mesmo se dera conta de que estava nua em pelo, quando notou o olhar fascinado do jovem, tentou cobrir-se sentindo seu rosto arder tamanha vergonha, perdeu o equilíbrio, escorregando ao cair, bateu a cabeça na pedra antes de afundar nas límpidas águas da piscina natural.

Há pouco mais de dois anos, o destino trouxe de volta uma família peculiar a Forks, os Cullen regressavam depois de setenta anos fora, para um novo recomeço. Carlisle o patriarca da família agora era o novo chefe da enfermaria do hospital central de Forks, viera com Esme sua esposa e seus cinco filhos adotivos, para todos os efeitos. Rosálie, Emmett, Alice, Jasper, e o solitário Edward, que cursariam o último ano na Forks Higth School.

Edward sentia-se entediado, amava sua família, Carlisle e Esme eram muito importantes para ele, assim como seus irmãos. Mas conviver em uma casa com três casais sendo o único solteiro, às vezes o deixava incomodado, saiu indo para o único lugar onde se sentia em paz, sua clareira.

Estava próximo quando ouvi o som das águas, alguém se banhava na piscina natural, de início, acreditou ser um animal, já que a clareira ficava no centro da floresta fechada e dificilmente um humano chegaria ali. O vento soprou trazendo consigo um aroma novo, sua boca encheu-se de veneno e sua garganta ardeu como o próprio inferno ao sentir aquele perfume doce e envolvente adentrar suas narinas, era tão forte e tão atrativo que o deixou tonto, o seguiu estacando.

Lá em baixo, nas águas límpidas da piscina natural havia uma jovem, nua em pelo. Não havia como ignorar a beleza daquele corpo de formas tão perfeitas, aquele seios, e... Em toda sua existência jamais havia se deparado com tamanha beleza. Mas o que aquela garota fazia ali, em sua clareira?

- Quem é você? – exigiu em um tom firme, a garota o olhava com certo fascínio, parecia não se dar conta de que estava nua em pelo. A dar-se conta, corou violentamente e aquele acúmulo de sangue em suas bochechas fez com que o mostro dentro de si rugisse, louco para prová-la. Viu a jovem perder o equilíbrio e escorregar, batendo a cabeça na pedra em que estava antes de afundar nas profundas águas.

Sem pensar duas vezes, livrou-se do casaco, sapato e camisa em uma velocidade alucinante, saltando atrás da bela jovem. Em questão de segundo ele a retirava das águas profundas, a levando para o centro da clareira, examinou-a com excessivo cuidado e viu que somente um galo se formara no local da batida, correu até onde estava para pegar seu casaco com o qual a envolveu, tirando os cabelos que lhe cobriam o rosto.

Havia parado de respirar, queria evitar a tentação, olhava fascinado para a bela jovem em seus braços. "É tão linda!" – pensou admirando aquele rosto angelical, com sobrancelhas bem delineadas, a pele alva, quase como a dele. O nariz arrebitado e a pele macia, sedosa e quente, seus lábios eram cheios e tentadoramente chamativos. Não era uma beleza como a das mulheres de sua família ou as Denali, mas havia algo naquela jovem que simplesmente o fascinara.

"De onde veio essa garota? Como veio parar aqui, e porque seu cheiro é tão atraente, tão forte, tão tentador?" – pensava ainda perdido na beleza da garota em seus braços. Sua garganta voltou a queimar, o monstro dentro de si clamava pelo sangue daquele anjo em seus braços.

- Hmmm! – ouviu a jovem gemer se remexendo em seus braços, abriu lentamente os olhos e Edward sentiu como se algo percorrer seu corpo todo, ao se deparar com aquele olhar. Aqueles olhos tinham um incomum tom de chocolate, muito profundos e intensos, cheios de perguntas silenciosas, eram sem sombras de duvidas os olhos mais lindos e doces que já vira.

Isabella abriu os olhos lentamente se deparando com o rosto de Edward próximo ao seu. "De onde surgiu uma criatura tão linda?" – se perguntava ainda nos braços dele, estava fascinada com tamanha beleza, ergueu a mão para tocá-lo, o que deixou Edward tenso.

- Um anjo! – sussurrou ao deslizar as pontas dos dedos sobre a bela face, sentiu a pele fria e macia, concluiu estar assim devido à água, afinal ele estava todo molhado. Seu anjo era lindo, seus cabelos desgrenhados ainda pingavam, não tinha como definir o tom... A pele ainda mais branca que a dela e seus olhos em um tom de mel, quase dourados. - Você é lindo! – Edward sorriu ao ouvi-la, um sorriso tão lindo, meio torto que a fez arfar em seus braços. Só então a jovem se dera conta de que estava nua nos braços de... - Oh meu Deus! Quem é você? De onde saiu? E o que faz aqui? – disparou se apartando dele.

Edward ergueu uma de suas sobrancelhas, estava confuso, tentava acessar a mente da jovem, saber o que estava pensando, mas a jovem era completamente muda para ele, o que o deixou intrigado.

- O que você faz aqui? – seu tom foi altivo, ficou de pé e a jovem então o olhou de baixo a cima, além de lindo era alto e imponente.

- O que eu faço aqui? – replicou. – Ora essa é boa, eu perguntei primeiro!

- Não, eu perguntei primeiro... – Edward ainda perturbado pelo fato de não ter acesso à mente dela. – Quando ainda estava na água, está lembrada? – Isabella semicerrou os olhos dando um passo em sua direção o encarando como jamais um humano fizera antes.

- Pode até ser, mas esta clareira é minha, portanto cai fora! – Edward ergueu as duas sobrancelhas desta vez se perguntando qual era o problema daquela garota? Talvez tivesse um parafuso a menos ou fosse fraca do juízo!

-Sua clareira? Desde quando? – o sorriso sarcástico em seu rosto a irritou profundamente.

- Pois saiba... – novamente Isabella deu um passo em sua direção, cutucando seu peito com o dedo enquanto falava. – Que costumava vir aqui com a minha avó desde os meus dez anos! – Edward soltou um risinho meneando a cabeça.

- Garanto a você que venho aqui há muito mais tempo que isso! – ele mal conseguia crer na ousadia daquela humana estranha.

- É mesmo? – o tom de Isabella foi sarcástico, a jovem levou as mãos à cintura batendo o pé, o casaco se moveu dando um vislumbre daquele corpo pequeno, porém perfeito. – E me diz como eu nunca o vi por aqui? – Edward soltou um bufo irritado, enquanto revirava os olhos. – E de onde diabos você surgiu que não ouvi barulho algum? – exigiu o encarando novamente.

"É linda, e fica ainda mais linda enfezadinha." – pensava encarando aqueles olhos castanhos.

- Bom, eu salvei a sua vida, deveria ser mais grata, não concorda? – os olhos da jovem saltaram, Edward pode ver perfeitamente a gratidão naqueles lindos olhos castanhos.

- Obrigada! Eu poderia ter me afogado se... – Isabella havia desviado o olhar, mordeu os lábios de forma tentadora, fazendo com que aquela sensação estranha passasse por Edward novamente. – Desculpe! – a jovem olhou em volta a procura de suas roupas, mas elas estavam próximas à piscina natural, e não tinha como simplesmente trazê-las até usando seus poderes.

- Deveria ter mais cuidado, como veio parar aqui afinal de contas? - a jovem estreitou os olhos.

"Pode ser lindo, mas é grosseiro e arrogante!" – pensou sustentando o olhar duro que Edward lhe lançava, ele por sua vez lutava contra a sede e a vontade de cravar suas presas naquele piscosinho lindo, sua garganta queimava mesmo sem estar respirando. Tentava controlar a raiva que senti dela e de si próprio, mas a jovem levou para o lado pessoal toda aquela hostilidade vinda dele, revidando do mesmo modo.

- Não é de sua conta!- retrucou irritada com o modo rude daquele rapaz tão bonito. - Agora sai daqui que eu preciso colocar minhas roupas. – soltou furiosa, nunca em sua vida sentira-se tão humilhada, estava nua diante daquele garoto arrogante.

- À vontade! Não tem nada ai que eu já não tenha visto. – Edward desdenhou dando de ombros, a deixando ainda mais furiosa.

- Você... Você... Argh! Você é um...

- Um? – provocou.

- Um grosso! Um idiota! Um... Argh! – grunhiu indo em direção a suas roupas, sentia tanta raiva que sua vontade era de lançar um feitiço naquele babaca, pensou enquanto recolhia suas roupas indo em direção à cortina de samambaia. Tudo que queria é voltar para sua caminhonete.

- Hey! – Edward a chamou. – Não está esquecendo nada? – provocou com um sorriso sínico nos lábios.

- O que? – Isabella praticamente berrou, o que o fez rir.

-Meu casaco! – apontou, viu a jovem soltar um longo suspiro atirando suas roupas ao chão.

- Por isso não! – disse levando as mãos ao casaco, o retirando em seguida. Deu alguns passou na direção de Edward, que estava estático, com certeza não esperava aquela reação tão impulsiva. – Aqui está a droga do seu casaco! – cuspiu furiosa virando-se, lhe dando uma bela visão de sua retaguarda, definitivamente ela tinha um corpo lindo e uma bunda perfeita!

Saiu praguejando, sem contar nos palavrões que soltara pelo caminho, enquanto se vestia. Edward podia ouvi-la perfeitamente da clareira, onde continuava estático, sentia-se como se o seu coração tivesse voltado a bater no peito. Sentiu algo mais reagir àquela visão tão perita e tentadora, estava tão excitado, que lhe causou incomodo.

-Definitivamente aquela garota é completamente louca! – disse para si mesmo, sacudindo a cabeça, tentando dispersar seus pensamentos. Havia ido à clareira justamente para ficar em paz e, no entanto, encontrou aquela humana maluca que o deixou excitado daquela forma... Sem contar o quanto seu sangue o chamava. – Quem é esta criatura? De onde ela surgiu? Porque não consigo lê-la e o mais importante, porque mexeu tanto comigo?

Precisava correr e espairecer um pouco, esquecer aquele encontro, definitivamente aquela garota ela alguma louca e esperava jamais vê-la novamente, pelo menos tentava se convencer disto.

- Onde esteve cara? – seu irmão Emmett disparou assim que Edward colocou os pés em casa.

- Por ai. – respondeu atravessado, seu humor estava pior de quando saiu, seus pais e irmãos estavam acostumados ao seu humor instável. Edward era um ser angustiado e atormentado pelos fantasmas de seu passado, calado, triste, silencioso e às vezes até sombrio.

"Shiii... Já vi que ta de TPM." – pensou seu irmão ao passar por ele.

- Vá à merda Emm. – Edward retrucou entre os dentes.

- Eu não disse nada! – se defendeu Emm soltando uma de suas gargalhadas dantescas, diferente do irmão, não se lamentava pelo que era, curtia sua existência na boa.

"Uau! Foi uma tarde no mínimo interessante, não?" – Alice comentou mentalmente, o provocando, ela era definitivamente a irmã preferida de Edward, ele simplesmente amava aquela tampinha.

- Andou xeretando minha vida de novo tampinha? – a provocou se jogando no sofá.

- Não estava xeretando, sabe que não posso evitar. – se defendeu, jogando ao seu lado.

"Mas que ela é linda, ah isso é, não concorda?" – Edward bufou revirando os olhos diante a tal pensamento.

- Bonitinha! Mas insuportável. – respondeu atravessado levantando-se, foi para o seu quarto, jogou-se na imensa cama que sua mãe insistiu em colocar ali. Fechou os olhos e a imagem da jovem invadiu sua mente, as sensações que lhe causara, iam de raiva a desejo, sentia coisas que não lhe eram comum e o deixava intrigado, sentiu como se seu coração morto tivesse voltado à vida.

Novamente sentiu um incomodo na virilha, estava excitado somente com a lembrança daquele corpo perfeito, daqueles olhos castanhos, tão intensos tão profundos, sem contar naquela boca tentadora.

Enquanto isso, na casa dos Swan...

Isabella estava acabando de aprontar o jantar quando ouvi a viatura estacionar, sendo seguida de outro carro.

- Bells, é você querida? – a jovem revirou os olhos com revirou ao ouvir a pergunta de Charlie.

- Quem mais seria? – respondeu da cozinha.

- Trouxe visita pra você! – Isabella correu em direção a sala pra ver quem era e mal pode acreditar quando viu Jacob Black em pessoa.

- Jake! – correu pulando em seus braços, ganhando um de seus abraços apertados.

- Também gostei de te ver. – disse sorrindo, Jacob era o único amigo de Isabella, mesmo sendo um ano mais novo. Conheciam-se desde pequenos, passaram todos os verões juntos, e seus pais se conheciam desde as fraldas praticamente. – Uau! Não te vejo há dois anos e olha só pra você! – falou ao colocá-la no chão a fazendo dar uma voltinha. – Você está uma tremenda gata!

- Para com isso Jake! – a jovem deu um soquinho em seu braço, corando violentamente. - Tenho espelho em casa Jake e sinceramente, acho que está precisando de óculos! – por mais que se olhasse no espelho, não conseguia enxergar o que Jake enxergava.

-Bells, quando vai colocar nessa sua cabeça dura que é linda?

- Nunca, já disse, tenho espelho em casa! – disse voltando para a cozinha.

- O que é isso em sua testa? –tentou tocar no galo, mas Bella desviou sentindo o mesmo latejar, ainda doía pra burro.

- Bati a cabeça. – respondeu dando de ombros, sentiu o sangue lhe ferver nas veias ao se lembrar do causador daquilo.

"Anjo... Sei! Aquilo está mais para..." – seu pensamento foi interrompido pela risada escrachada de Jake.

- Pra variar! – soltou o pai, segurando o riso.

Charlie convidou Jake para o jantar e tanto ele quanto Bella, riram muito com as besteiras que o garoto dizia. Assim que acabou, Charlie foi para frente da TV e Jake ajudou Isabella com a louça e logo foi embora.

A jovem foi tomar seu banho e assim que entrou debaixo do chuveiro, a imagem do garoto na clareira a invadiu... O filho da mãe era grosso, e arrogante, mas não se podia negar o quanto era lindo! Ele exalava um perfume tão gostoso e tão envolvente, mesmo estando todo molhado.

- Argh! Não ouse Isabella! Não ouse pensar naquele babaca, provavelmente jamais o encontrará novamente, pelo menos é isso que eu espero.

Foi pra cama, acreditava que uma noite de sono lhe faria bem, mas acabou sonhando com o dono daquele par de olhos cor de mel, e aquele sorriso que a fez esquecer até mesmo de respirar. Acordou de péssimo humor em pleno domingo, e vira e mexe a imagem daquele garoto lhe invadia a mente.

Na segunda, acordou atrasada graças ao despertador que não tocou, fez o café de Charlie e saiu apressada. Sinceramente Isabella havia amado o presente do pai, mas sua caminhonete era um tanto lenta, e quando chegou o estacionamento já estava lotado. A única vaga livre ficava ao lado de um volvo prata reluzente, o contraste entre os dois carros era gritante.

A jovem se encaminhou para a secretaria, precisava pegar seus horários, estava indo para sua primeira aula quando foi abordada por uma voz doce e musical.

- Oi, é a aluna nova não é? – Isabella ergueu os olhos e viu diante de si uma pequena com traços delicados como os de uma fada. Parecia ser ainda menor que ela. Seus olhos eram cor de mel, quase dourados e sua aura intensa e brilhante como a do garoto da clareira.

- Oi. – a jovem respondeu timidamente.

- Sou Alice e você é? – a garota com traços de fada tinha a mão estendida para Isabella em um gesto amigável.

- Isabella, mas pode me chamar de Bella. – disse ao segurar a pequena mão estendida, sorriu para Alice que retribuiu o sorriso, a jovem teve a forte sensação de que havia encontrado uma nova amiga.

- Sinto que seremos grandes amigas, Bella! – Alice disse a despertando, Bella lhe sorriu meneando a cabeça.

- Acreditaria se lhe disse que senti o mesmo? – a pequena a abraçou em um gesto que Bella estava desacostumada em lugares assim, mas retribuiu com carinho. Alice lhe indicou sua sala indo para sua aula em seguida.