Particularmente eu amei esse capitulo!
Espero que gostem e não esqueçam de comentar!
CAPITULO IX
- Pronto? Sente-se melhor? – perguntou assim que a jovem terminou de comer.
- Sim, obrigado!
- Não por isso, vai querer mais alguma coisa?
- Não obrigada.
-Então vou pedir a conta, ainda são oito e trinta, acha que poderíamos passar antes em um lugar?
-Tudo bem, eu só preciso ligar para o meu pai e avisar que chegarei mais tarde. – Edward assentiu chamando a garçonete.
- Resolveu pedir algo?
- Não, por favor, me traga a conta. – a moça assentiu saindo, voltando logo em seguida.
- Aqui está. – ao abrir a pasta viu um cartão com o nome e telefone dela, levou a mão ao bolso e pegou a carteira retirando uma nota de cinquenta dólares a colocando dentro da pasta.
- Fique com o troco! – disse se colocando de pé, aquele detalhe não passou despercebido por Isabella, que havia tentado convencê-lo que ela deveria pagar a conta, mas Edward foi taxativo quando disse, eu convidei, eu pago!
- E para onde vai me levar exatamente? – perguntou já fora do restaurante.
- Acredito que vá gostar! Ligue para o seu pai. – a lembrou, a jovem ligou para Charlie e disse que chegaria mais tarde, já que decidiram ir jantar e depois pegariam um cinema. O homem não disse nada, afinal teve que cobrir o plantão e passaria a noite na delegacia.
- Pronto! Ele vai passar a noite na delegacia, vai cobrir o plantão de um dos seus homens. – disse dando de ombros enquanto guardava o telefone, Edward rapidamente processou a informação se perguntando com que frequência ficava sozinha em casa?
- Vai ficar a noite toda sozinha? – perguntou ao abrir a porta para ela.
- Estou acostumada, meu pai é muito dedicado ao trabalho dele, sem contar que agora ele está namorando, o que é bom em partes, já que tenho tido a casa só pra mim!
-Entendo! – ele deu a volta no carro lento demais para um vampiro e rápido demais para um humano.
- Pronta?
- Acho que sim! – disse colocando o cinto desta vez, sorriu meneando a cabeça.
- O que foi? Em que está pensando?
- E o que te faz pensar que eu diria o que estou pensando? – retrucou vendo o vampiro bufar contrariado. – Estava pensando que definitivamente você é a pessoa mais instável que já conheci! Uma hora você me odeia, na outra salva a minha vida... Uma hora age como se fossemos os melhores amigos, em outra me ignora completamente... Diz que não tem forças para ficar longe, então porque se afastou?
- Me desculpe por aquilo, como disse, fiquei perdido, confuso e... Hey, eu nunca odiei você! – afirmou desviando a atenção para ela.
- Olha para a estrada, você já dirigi como um louco e eu não to a fim de sofrer um acidente. – Edward riu meneando a cabeça.
- Menos que isso seria muito lento para mim.
- E se o carro batesse?
- Isso não irá acontecer... – disse cheio de si. - Tenho reflexos melhores que os seus, nos seus melhores dias, acredite! – Bella abriu e fechou a boca algumas vezes, chocada, o que o fez soltar uma risada espontânea e deliciosa de se ouvir.
- Convencido! Não precisa me lembrar de que você é mais forte, mais inteligente, rápido e blábláblá... Do que eu. – dizia revirando os olhos como se a lista fosse bem extensa. – Mas e se um terremoto acontecesse, algo que você não tivesse como controlar e o carro batesse? Você sairia ileso enquanto eu... – novamente Edward desviou o olhar da estrada.
- Eu te salvaria. – respondeu com seus olhos cravados aos dela. – Te protegeria, porque sou seu anjo da guarda, está lembrada? – a jovem sorriu meneando a cabeça. - Mas como eu estava dizendo, eu jamais te odiei, é que você não entende como o seu sangue é atraente para mim, não faz ideia de quanto controle é preciso para que eu possa estar aqui, assim, com você. Na aula de biologia, senti raiva de você, por que por sua causa quase coloquei a perder tudo que construí ao longo de muitas décadas?
- Desculpe!Eu sabia que meu sangue te incomodava de certa forma, mas não tinha ideia de que...
- Ele não me incomoda, pelo contrário, ele me chama, Bella, me atrai, me tenta, compreende? Aliás, como sabia? Como descobriu o que somos? Alice lhe contou, não foi?
- Alice não me disse nada além do que eu já soubesse, ela somente me esclareceu algumas duvidas e contou sua história, como conheceu Jasper e como se uniu a vocês, somente isso!
- Então como sabe tanto assim sobre...
- Conheço as lendas que envolvem um clã que há muitos anos viveu em Forks, e de como eram diferentes dos de sua raça. – disse o cortando. - Mas confesso que mesmo conhecendo as lendas, vocês me surpreenderam, sempre vi os vampiros como criaturas noturnas, sombrias e sem nenhum resquício de humanidade! Também sabia que eram donos de uma beleza inigualável e um poder de sedução sem igual e que prezam manterem-se incógnitos. No entanto, você e sua família não só vivem entre os humanos, como interagem com eles de certa forma... Carlisle é médico e acredito que isso se deva ao fato de que ele preza a humanidade que ainda lhe resta!
- Como pode saber de tudo isso?
- Respondo se me explicar porque meu sangue é tão tentador pra você? Porque seus irmãos não parecem se incomodar com ele!
- Naquele dia na clareira, seu cheiro me atraiu até lá, eu jamais em minha existência havia sentindo algo tão tentador, tão atraente... É como o melhor e o mais raro dos vinhos, para um alcoólatra em reabilitação!
- Então sou o seu vinho, o seu vício?
- É um bom jeito de ver as coisas. – disse soltando um suspiro rendido. - Você é o meu vício, Bella, a minha droga.
- Agora entendo, mesmo assim ainda acho que precisa de terapia! – Edward revirou os olhos, parando o carro no mirante.
- Que lugar é este? – perguntou ao ver as luzes da cidade e o porto lá em baixo ao longe.
- Um velho mirante! – disse dando de ombros, saiu do carro em sua velocidade natural deixando a jovem boquiaberta, abriu a porta do carro lhe estendendo a mão.
- Uau! Você mesmo rápido!
- Um pouco! – Edward deu de ombro levando a mão à nuca.
- Esse lugar é lindo, olha essa vista! – estava encantada com a beleza e a paz encontrada ali. - Como encontrou este lugar?
- Há muitos anos, como disse, era um antigo mirante, fica muito afastado e raramente tem gente aqui.
-Você me trouxe para um lugar afastado e completamente deserto! Devo me preocupar? – perguntou divertida.
- Engraçadinha!
- Voltando ao assunto, se sou como uma droga pra você... Quero dizer o meu sangue... – se corrigiu. – Como consegue estar aqui assim, tão calmo?
- Isso quem tem que me dizer é você! – disse com os olhos cravados aos dela, Isabella só conseguia enxergar devido aos faróis acesos, já Edward a via perfeitamente, como se fosse dia claro. – Como faz isso?
- Isso o que? – se fez de desentendida.
- Como faz com que o cheiro de seu sangue simplesmente se dissipe, desapareça? Que mistério envolve este anel em seu dedo? – ele havia sido direto, a jovem puxou o ar com força o soltando ruidosamente em uma lufada só, havia chegado a hora da verdade.
- Eu realmente espero que esteja preparado para o que vai ouvir Edward! – suas palavras o deixaram intrigado.
- Já disse que posso compreender! – insistiu.
- Espero que sim, e sinceramente espero que possa me aceitar, mesmo sendo o que sou.
-Sou um vampiro e me aceitou, porque não a aceitaria? – Edward pode sentir o medo na voz dela e se perguntava o que poderia ser pior do que se tornar um monstro como ele? Viu que Bella mantinha os olhos baixos, fixos no anel em seu dedo, o qual girava sem parar. Levou a mão ao queixo dela, fazendo com que o olhasse nos olhos. – Não tenha medo!
- Sei que aparentando ser uma humana comum... Comum até demais eu diria!
- Eu discordo... – a jovem o olhou surpresa. - Você não absolutamente tem nada de comum, acredite! – disse sorrindo para ela. - Desculpe, prossiga!
- Quando nasci, perdi minha mãe no parto, meu pai era jovem demais na época e estava em inicio de carreira na polícia, então minha avó tomou pra si a responsabilidade de cuidar de mim, da minha criação e educação por isso me levou para Phoenix!
- Você comentou algo sobre isso!
- Com passar dos anos minha avó me explicou o porquê de ter me levado consigo e quando completei quinze anos, a verdade me foi revelada e acredite, foi um choque! Até então eu nãopassava de uma pré-adolescente estranha que podia fazer coisas esquisitas a quem temiam e queriam distância. – Edward tentava acompanhar o que ela dizia.
- O que quer dizer com a verdade me foi revelada? – a jovem estava apoiada na frente do carro, entre os faróis e Edward estava ao seu lado.
-Eu conseguia fazer coisas que definitivamente nenhuma das crianças da minha idade poderia, com três anos eu já sabia ler e escrever e...
-Tão cedo?
-Muitos poderiam pensar que eu era um gênio, mas só fazia parte do que eu me tornaria. Perguntei inúmeras vezes a minha avó por que eu era tão diferente e ela sempre me dizia: Você é especial Bella e um dia vai entender o porquê e para que! Infelizmente ela partiu antes de me esclarecer!
- Lamento!
- Descobri que minha avó havia me levado consigo, justamente por eu ser diferente, segundo ela, meu pai não entenderia a complexidade que envolvia o meu nascimento, infelizmente eu também não cheguei a saber! O que sei é que sou uma filha da lua e o mundo sobrenatural faz parte de mim, da minha vida desde que me entendo por gente.
- Uma filha da lua?
- Sim, sou uma filha da lua, uma feiticeira. – a ultima parte não passou de um sussurro, mas Edward pode ouvir nitidamente.
- É uma bruxa?Está me dizendo que é uma bruxa? – o tom de perplexidade dele a incomodou.
- Não, estou dizendo que sou uma feiticeira, nasci com a magia em meu sangue, aprendi ao longo destes anos a controlar os dons que me foi dado, assim como ministrar alguns feitiços e poções. Aprendi sobre anjos, demônios, assim como as distintas raças que habitam este mundo místico e sobrenatural!
- Isso é impossível, feiticeiras não existem Bella, a não ser em contos de fadas e...
- Vampiros também não e, no entanto estou diante de um! – ele se calou diante de seu argumento.
- Você disse dons? Como assim dons?
- Você tem que ter absoluto controle sobre a sua digamos... - ela tentava encontrar a palavra mais adequada. - Sede, certo? – Edward somente assentiu. – Para evitar que sobrepujei o que segundo você, levou muitas décadas para construir, correto?
-Sim.
- Assim como você, eu tenho que ter controle absoluto sobre sua sede, eu tenho que ter um controle absoluto sobre os meus dons, para que não percebam, não descubram... Porque além deles não compreenderem, é arriscado demais, perigoso demais!
- Seu pai...
- Ele nem sequer faz ideia!
- Mas Charlie é seu pai, acredito que a compreenderia.
- Ele sabe que sou de certa forma diferente, mas meu pai teme o desconhecido, assim como a grande maioria, seja humano ou não... O chefe Swan não faz a ínfima ideia do que o cerca e é melhor assim, a ignorância muitas vezes é uma benção, Edward.
-Então foi por isso que sua avó a levou embora. – não havia sido uma pergunta e sim uma constatação.
- Minha avó me ensinou como controlá-los, mas na medida em que eu crescia, eles cresciam também, por isso ela criou isto! – disse retirando o anel, o entregando a Edward. – Ele contém um feitiço complexo que bloqueia os meus... Digamos que... Dons.
- Porque bloqueá-los?
- Minha avó sempre dizia que era imprescindível que eu mantivesse segredo absoluto do que era assim como do que podia fazer, somente agora entendo por que. – Edward pode sentir a tristeza em suas palavras.
- E você pode me dizer o por quê? – a jovem soltou um longo suspiro colocando a mão nos bolsos do casaco dele, que ficava enorme nela.
- O colégio em Phoenix não era como aqui... – disse se afastando do caro, com o olhar fixo na vista lá embaixo, mas Edward teve a sensação de que ela estava perdida em suas memórias. – Eu não tinha amigos, e a grande maioria era como Lauren, o único amigo que tive até então era Jake!
- Ele é de Phoenix? –Isabella sentiu uma pitada de ciúme em seu tom, mas logo descartou a ideia de que Edward pudesse a vir sentir ciúme dela.
- Não, Jake é daqui, sempre brincávamos juntos quando eu vinha passar as férias de verão aqui com meu pai! Crescemos praticamente juntos e nossos pais são muito amigos assim como minha avó era.
- Entendo, mas porque somente agora compreende? – pediu levando a mãos aos bolsos, desejava tocá-la novamente.
- Não tem ideia do quanto eles podem ser cruéis... – sua voz saiu embargada. - Acabei perdendo o controle e machuquei algumas pessoas. – seu cabelo caiu formando uma cortina, cobrindo seu rosto. – Minha avó me tirou do colégio e contratou um tutor, o incidente foi abafado devido a dom que possuía e...
- Sua avó também era uma feiticeira?
- Sim, mas segundo ela diferente de mim, ela possuía o dom da empatia, ela podia controlar os poderes de outros, através de suas emoções.
- Como Jasper?
- Pelo que Alice me contou, Jasper pode sentir o que sentimos e também controlar nossas emoções, certo?
- Basicamente isso!
- Minha avó conseguia controlar os meus poderes através das minhas emoções, compreendeu? – Edward assentiu.
- Mesmo assim ela criou o anel.
- Para a minha proteção, e por minha causa ela foi morta. – ao ver as lágrimas escorrerem pelo rosto da jovem, automaticamente levou a mão ao seu rosto, tentando inutilmente secá-la.
- Shhh... Hey, não chore Bella. – pediu carinhosamente, em um impulso a jovem passou os braços ao seu redor e como da outra vez, afundou o rosto em seu peito. Edward a envolveu em seus braços, afagando seus cabelos, tentando acalmá-la. Desejava que Jasper estivesse ali naquele momento para ajudá-lo, quando o choro cessou afastou-se para encará-la. – Sente-se melhor? – a jovem assentiu fungando.
- Ddesculpa... –pediu novamente fungando. – É que eu sinto tanta falta dela.
- Afinal de contas, o que aconteceu a sua avó?
-Ela havia desaparecido, há aproximadamente seis meses, saiu dizendo que não demoraria depois de receber uma ligação e jamais voltou... Meu pai foi para Phoenix assim que comuniquei a ele o desaparecimento dela depois de esperar por dois dias, prestamos queixa, mas eu sabia que dificilmente conseguiriam algo. Duas semanas depois o corpo dela foi encontrado... Meu pai me proibiu de vê-lo, dizia que era chocante demais... – a jovem dizia com o olhar perdido. – Até hoje não sei o que ou quem fez aquilo com ela, mas sei que minha avó morreu para me proteger.
- Como sabe?
-Eu simplesmente sei! – disse dando de ombros.
- Você havia dito dons, que dons são estes, Bella? - na verdade Edward tentava assimilar tudo que ela dizia, já havia lido e ouvido histórias sobre bruxas e feiticeiras, mas como Carlisle, gostava da ciência, magia e ocultismo era um terreno desconhecido para ele.
- Telecinesia, eu posso mover as coisas com a mente... – disse apontando para a própria cabeça. – Comecei a mover as coisas com aproximadamente dois anos, e é claro que acabei fazendo isso na presença do meu pai.
- Então foi assim que parou aquele carro?
- Sim, mas também criei um escudo para nos proteger, ao mesmo tempo em que bloqueei o cheiro do meu sangue, acabei gastando muita energia e...
- Por isso desmaiou? – perguntou a cortando.
-Talvez, confesso que fazia algum tempo que eu não usava meus poderes. – disse dando de ombros.
- Agora entendo, e como sabe céltico é uma língua completamente extinta.
- Os feitiços em sua maioria são em céltico, porque descendo de um clã especifico, mas muitos usam o latim, ou simplesmente sua língua de origem. – novamente deu de ombros.
- Isso é incrível! Sua mãe também era feiticeira?
- Não, minha mãe era simplesmente humana! Minha avó disse que a bisavó dela possuía o dom da premunição, que podia ver o passado, futuro e presente, assim como Alice!
- Mas Alice só prevê o que irá acontecer, baseada em sua decisão, é tudo muito subjetivo, uma vez que você muda de ideia...
- A decisão muda... – a jovem concluiu por ele. - Eu sei, ela me contou.
- Alice sabe sobre você?
- Não, mas uma vez me disse que sente que há algo diferente em mim, que sou especial, muito especial... – a jovem sorriu meneando a cabeça. – Alice tem cada uma!
- Ela não cansa de dizer o quanto você é especial entre outras coisas, àquela tampinha te adora!
- Deixa ela te ouvir falara assim! – ambos riram desta vez. – Eu também a adoro, quando tocamos neste assunto, Alice simplesmente me disse que esperaria eu estar pronta para lhe contar. Sei que lhe devo a verdade, ela sempre foi tão sincera comigo, mas de certa forma eu queria que você... – disse olhando em seus olhos. - Fosse o primeiro, a saber. – por um momento ambos se perderam na intensidade com que um olhava para o outro, Edward desejou arduamente beijá-la, sentir o sabor daqueles lábios os quais Isabella mordia com tanta força, mas tinha medo.
- Ah, também posso ver e sentir a aura das pessoas... – a jovem disparou quebrando o clima, se Edward continuasse a olhá-la daquela forma, seria capaz de agarrá-lo e beijá-lo.
- Aura?
- Sim, todos os seres irradiam uma aura, sua essência irradia uma energia e eu posso senti-la e em muitos casos vê-la. Quando o vi pela primeira vez, no alto da queda d'água, você estava envolto em uma luz intensa... – Edward franziu o cenho, não era um ser de luz e sim das sombras.
- Isso é impossível! Sou um ser amaldiçoado Bella, não sou um ser de luz e sim das sombras! – retrucou amargurado, a jovem pode sentir a dor em suas palavras.
- Sei o que vi Edward e o que senti, apesar de sua natureza sombria, aqui dentro... – disse apontando para o peito dele. – Há um ser puro, com um coração enorme e...
- Eu não tenho um coração Bella, sinta! – Edward segurou o pulso da jovem levando a mão dela ao seu peito. – Há muito que não tenho um coração e minha alma... – ele riu com escárnio. – Ela foi perdida!
- Eu não estou falando do órgão em si, estou falando do que você é Edward! Sua essência, sua alma de certa forma é pura, eu posso sentir... – Bella sorriu meneando a cabeça. - Jamais em minha vida vi algo tão lindo... A primeira vez que o vi, foi como olhar para um anjo.
- Definitivamente você é maluca! – afirmou irritadiço, Isabella abriu a boca chocada, ele a estava chamando de maluca? – Como pode me comparar a um anjo? Olhe pra mim, Bella, sou um vampiro... Um monstro!
- Não, você não é um monstro! – teimou. - Sua natureza não o define Edward e sim quem você é! E você é bom, você se importa, você me salvou, está lembrado? Um monstro jamais faria isso, um monstro teria me matado ali naquela clareira, mesmo eu estando desacordada!
-Você me subestima Bella, ainda assim sou perigoso demais! – Edward se aproximou dela de um modo ameaçador, como um verdadeiro predador. Isabella mordeu os lábios com força diante tal visão, era devastadoramente sexy, excitou- se com aquela aproximação e se perguntou onde estaria seu maldito instinto de autopreservação? Aquele vampiro ainda seria a sua perdição.
- Sim, você é perigoso, mas sei que não é mau, como eu já disse, se o fosse, já teria me matado há muito tempo, Edward! Você poderia estar por ai, matando inocentes, literalmente sugando-lhes a vida... – Bella tocou seu rosto e Edward fechou os olhos apreciando a carícia. –No entanto, você e os seus lutam contra sua própria natureza.
- Eu nem sempre posso conseguir me controlar... – disse se aproximando ainda mais, estava tão perto que quando falou Bella sentiu seu hálito gelado bater contra seu rosto, seu cheiro a invadiu a inebriando completamente. –Eu já matei pessoas, Bella!
- E é visível que se arrependeu, porque errar é humano, Edward!
- Há muito deixei de ser humano, Bella!
- Como já disse, tanto você, como os membros de sua família, estão muito ligados a humanidade que um dia houve em cada um de vocês, de certa forma, não a desprezaram com o tempo, o que é comum em sua espécie. Acredite em mim Edward, há uma humanidade em vocês, a qual eu não vi em muitos humanos, Edward. Não sei nada sobre a sua história ou como se tornou um vampiro, mas sinto em meu coração, em minha alma, que não me fará mal... – Eu confio em você, confio em Alice, mas vou entender se quiser se afastar, eu... – Edward levou o dedo aos lábios dela.
- Isso seria impossível! – sua voz saiu sussurrada, seu polegar contornou aqueles lábios cheios e macios, tentadores. Aquela boca, aquele olhar... Definitivamente aquela garota seria a sua perdição, concluiu.
A jovem estremeceu ao sentir o toque em seus lábios, Edward a sondava com aqueles olhos a praticamente dourados, era certo de que havia caçado recentemente. De certa forma aquilo não a importava, adorava aqueles olhos cor de âmbar.
- Você... – novamente a voz dele saiu sussurrada. – Você não faz ideia do que eu sinto aqui dentro... – disse ainda tocando seus lábios, seu olhar cravado ao dela, sua mão deslizou pelo rosto da jovem, infiltrando-se por seus cabelos, ele a estava desafiando, mas Bella simplesmente não se moveu. - Quero sugar cada gota do seu sangue até não sobrar nada. – Edward segurou firme os cabelos de sua nuca, ouvindo Bella soltar um leve gemido, aquele som o excitou ainda mais. Deslizou a ponta de seu nariz pela curvatura do pescoço dela, pode ouvir o som do sangue correndo por suas veias, o chamando, o tentando. – Ao mesmo tempo em que sinto coisas completamente desconhecidas pra mim... Eu quero te proteger, mantê-la segura... – Isabella voltou a estremecer ao sentir a língua gelada em sua pele. – Desejo estar com você, saber tudo sobre você... Você me atrai, me encanta e me fascina Isabella! E como já disse, eu não tenho mais forças para me afastar de você. – Edward viu os olhos da jovem brilhar intensamente, pode ver nitidamente as lágrimas se formarem os deixando marejados.
- Edward?
- O que? – respondeu ainda preso no momento e naquele olhar.
- Me beija! – pediu com um fio de voz, seu coração batia tão rápido e tão forte que Edward podia senti-lo em seu peito.
- Fica quietinha... – disse quase contra os seus lábios. – Não se mova, Bella! – pediu testando seus limites, roçando seus lábios aos dela com extremo cuidado, o beijo em si era suave e lento, sem pressa, Edward movia-se com exagerado cuidado como se a jovem fosse feita de cristal e pudesse quebrar a qualquer momento.
Sua língua contornou os lábios dela pedindo passagem, a qual Isabella concedeu entreabrindo os lábios. Reprimiu um gemido ao sentir a língua gelada invadir sua boca e ao encontrar a dela, moveram-se se enroscando em perfeita sincronia. O gosto dele era ainda melhor que o seu cheiro, algo que se engarrafassem, venderia milhões.
A língua era tão gelada quanto o restante de seu corpo e aquilo era incrivelmente excitante, a jovem sentiu como se seu peito fosse explodir tamanha emoção, havia luxúria, carinho, afeto, desejo e tantos outros sentimentos, tudo em um único beijo. Lentamente Isabella embrenhou as mãos nos fios acobreados de seu cabelo que dançavam entre os dedos dela, eram tão sedosos que lembravam cetim.
Edward sentiu-se seguro e estava totalmente entregue ao beijo, assim como Bella, para ele a sensação dos lábios de Bella aos seus era indescritível, seu gosto era ainda melhor do que imaginara. Ela era quente e sua temperatura na dele, lhe causava uma sensação extremamente excitante, sentia como se o seu coração tivesse voltado a bater, aquela garota em seus braços, despertou o homem que havia em si. Com todas aquelas sensações que lhe causava e com tudo que lhe fazia sentir com apenas um olhar.
Alice estava malditamente certa, estava completamente apaixonado, a mercê daquela garota intrigante e envolvente.
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