Olá pessoal! Aqui está mais um capitulo pra vcs!
Espero que gostem e não se esqueçam de comentar.
CAPITULO XIV
Isabella encarava os cinco vampiros curiosos diante de si, Edward mantinha seus dedos entrelaçados aos dela, seu polegar fazia círculos em sua mão, lhe dando confiança. Aquele gesto não passou despercebido por nenhum deles.
- Sei que aparento ser uma pessoa simples e um tanto comum...
- Discordo! – Alice a cortou. – E Edward também, é obvio! – Bella revirou os olhos com o comentário da amiga.
- Minha avó costumava dizer que em minhas veias corre um sangue muito especial, pois descendo de um clã a muito extinto, um clã de poderosas feiticeiras. - a gargalhada de Emmett ecoou na sala.
- Feiticeiras não existem Bella... – disse entre risos. - Só em contos de fada. – desta vez todos reviraram os olhos, até mesmo sua esposa.
- É mesmo Emmett? Vampiros também não e, no entanto, estou entre sete deles! – disparou sarcástica. – Minha melhor amiga é uma vampira... – apertou firme a mão de Edward. – Assim como o homem pelo qual me apaixonei! – ele sorriu beijando sua mão, piscando para ela em seguida. – Estou cercada pelo sobrenatural desde que vim a esse mundo, e confesso que vocês vão contra tudo que aprendi sobre vampiros e...
- O que quer dizer com isso? – Carlisle a interrompeu.
- O que aprendi sobre os vampiros é que são criaturas de beleza inigualável, sombrias... Criaturas poderosas e muito cruéis, porém cautelosas, vivem em uma sociedade estruturada e que a maioria dos seus membros são milionários... – Carlisle sorriu meneando a cabeça, assim como os outros. - Os vampiros em geral, repudiam sua natureza humana e vê os humanos somente como alimento, estão espalhados pelos quatro cantos do mundo, nos espreitando de certa forma! Li em um pergaminho antigo que esta sociedade se mantém devido suas leis e que a mais importante delas é a lei do silêncio.
- Como pode saber tanto sobre nós?
- Como disse anteriomente, o sobrenatural faz parte da minha vida, Carlisle, o meu melhor amigo é um lobisomem e...
- O QUE? – os sete disseram em uníssono, só então Isabella se lembrou de que havia esquecido aquele pequeno detalhe.
- Como assim seu amigo é um lobisomem? – pelo tom que Edward usou, sabia que ele não estava nada contente.
- Desculpe, eu me esqueci de te contar. – pediu sinceramente. – Ele não é bem um lobisomem, mas vocês os chamam assim, ele é um Quileute, um transmorfo.
"E ela diz isso assim?" - pensava Alice.
"Qual o problema dessa garota?"- se perguntava Jasper.
"IDIOTA! VOCÊ É MESMO UM IDIOTA EDWARD!" – Rosálie berrava mentalmente.
- Como pode ser tão idiota Edward? – a loira cuspiu furiosa levantando-se em um átimo, sua respiração estava pesada e ela tinha um rosnado constante em seu peito. Seu irmão também havia se levantado e a encarava com um olhar mortal, já estava furioso pelo fato de Bella ter lhe escondido o fato de seu melhor amigo ser um daqueles cachorros. – Primeiro cai de amores por uma suposta feiticeira, se é que isso é verdade! E ainda por cima amiga daqueles cães sarnentos!
- Não fale assim deles! – Bella exigiu se levantando, encarando Rosálie, se doeu pelo modo depreciativo como se referiu a Jake.
- Mas é o que eles são! Cachorros sarnentos e fétidos! – Rosálie disse de modo provocativo, lhe lançando um olhar mortal o qual a jovem sustentou, sem se intimidar.
- Por acaso lhe agradaria ser chamada de sanguessuga nojenta? Acredito que não, então porque não controla o seu linguajar e aprende a ter um pouco de respeito pelos outros?
- Como ousa falar comigo desta forma, garotinha abusada e insolente! – Rosálie deu um passo em direção a Bella e Edward se interpôs entre as duas mostrando os dentes para a irmã, o restante os olhava chocados. Bella de repente sentiu uma onda de paz lhe atingir e ela sabia que Jazz estava agindo, os ânimos estavam muito exaltados e ele tentava controlar a situação.
- Desculpe Jazz! – pediu com a voz suave.
- Com tanta mulher interessante louca por você, como pôde se envolver com isso ai? – Bella sentiu-se ofendida com o desdém com o qual a vampira se referiu a ela, em um movimento rápido retirou o anel e aquilo não passou despercebido por Alice e Edward.
- Bella, coloca o anel! – pediu sem desviar os olhos da irmã que tinha os olhos fixos em Bella.
- Porque me julga dessa forma, Rosálie? – disse ignorando Edward, a vampira estranhou o modo como aquela humana a enfrentava. Bella se moveu ficando entre Edward e Rosálie novamente. – Você não me conhece, não sabe nada sobre mim, é egoísta demais pra ver além do seu próprio umbigo...
"A Bellinha quer morrer?" – se perguntava Emmett.
- O mundo não gira em torno de você, querida! Deveria saber, depois de tantos anos. – a loira a olhava com um ódio palpável, os outros estavam pasmos. Rosálie deu um passo ficando frente a frente com Bella, as duas se encaravam e Edward rosnou alto desta vez. – Pare Edward! – a jovem pediu ignorando Rosálie, voltando sua atenção para ele. – Não se indisponha com sua família por minha causa, jamais me perdoaria se...
- Não dê as costas pra mim sua coisinha insignificante! – Rosálie exigiu a puxando pelo braço.
- Solte-a agora mesmo Rosálie! – Edward rugiu expondo as presas.
-Não Edward! – a voz de Bella foi firme e o vampiro mesmo contrariado recuou para surpresa de todos os membros de sua família. - Acho melhor me soltar, Rosálie, eu não tenho medo de você. – todos franziram o cenho, a voz de Bella soou firme e fria, Edward estava impaciente, já que Rosálie ainda a segurava pelo braço e poderia parti-lo a qualquer momento.
-Sabe que posso esmagar seu braço sem o menor esforço, não sabe? – a vampira a desafiou, intensificando o aperto, Bella mordeu o lábio contendo um gemido de dor.
-Solte-a Rosálie! – desta vez quem exigiu foi Alice que rosnava ao lado de Edward.
- Não faça nada que possa se arrepender Rosálie. – Carlisle disse tentando se aproximar, e a vampira novamente intensificou o aperto, desta vez Bella não conteve o gemido e Edward avançou em Rosálie, mas chocou-se com uma barreira invisível, caindo do outro lado da sala, tamanha a força do impacto.
- Vou pedir novamente Rosálie, me solte agora mesmo!
- Me obrigue sua humana sem graça, eu deveria era acabar com você de uma vez por todas.
- ROSÁLIE NÃO! – Edward, Alice, Carlisle e Esme gritaram no mesmo instante em que a loira expôs as presas e levantou a mão para atacar Isabella que olhou diretamente nos olhos dourados da vampira que foi lançada contra a parede.
-Deus meu! – soltou Esme levando a mão à boca, Emmett correu pra junto da esposa, que estava perplexa e confusa.
- Me desculpe, eu não queria fazer isso, mas eu pedi pra me soltar, ela estava me machucando e... – Bella dizia com a mão sobre o local onde Rosálie havia segurado, em um átimo Edward estava ao seu lado.
- Ela te machucou? – perguntou hesitante em tocá-la.
- Desculpa... – a jovem pediu com a voz embargada. - Você está bem? – Edward pôde ver a preocupação naquele par de olhos castanhos.
- Não foi nada, eu estou bem, me deixe ver seu braço Bella. – voltou a pedir.
- Acho que não está quebrado, só dolorido. – disse ouvindo um rosnado brotar do peito de Edward, quando o vampiro viu a marca dos dedos de Rosálie em seu braço.
- Eu lamento muito Bella... – Carlisle disse se aproximando do casal. – Venha filha, me deixe ver isso ai. – a jovem assentiu aproximando-se dele, o medico a examinou minuciosamente. – Não houve ruptura, mas há um grande hematoma, se quiser podemos...
- Não se preocupe Carlisle, assim que chegar em casa faço um emplastro com ervas e tomo um chá que aprendi com minha avó... – disse dando de ombros. – É que eu costumava ser meio desastrada quando menina e...
- Acho que ainda continua amiga! – Alice disse recebendo um olhar significativo da jovem. – Não me olhe assim, você não é a pessoa mais coordenada que conheço, sem contar na facilidade que tem pra se meter em encrenca! – a jovem não tinha como contestá-la.
- Tem certeza de que está bem? – Carlisle insistiu.
- Tenho Carlisle, não se preocupe, e quanto a você... – ela se voltou para Edward que lançava um olhar mortal para Rosálie. – Acalme-se, deixe-a Edward, por favor.
- Olha o que ela fez a você. – cuspiu entre os dentes.
- Por favor, chega! Esqueça isso, está bem? Por favor, eu estou te pedindo. – novamente sua voz saiu embargada.
- Tudo bem, mas não chore. – pediu acariciando seu rosto, sentando-se ao seu lado a envolvendo em seus braços acariciando seus longos cabelos enquanto a jovem tinha o rosto contra o seu peito.
- Será que poderia nos dizer como foi que fez isso? – Jasper perguntou ainda chocado.
- Telecinese, Jasper, é apenas uma das coisas que posso fazer... – o olhar de Carlisle encontrou o de Edward.
- Assim como o escudo, que conteve Edward, foi o mesmo que usei quando aquele carro quase me esmagou!
- Então não foi você quem parou o carro? – o vampiro loiro parecia mesmo surpreso.
- Não, foi Bella! – Edward afirmou.
- Foi irado! – Emmett soltou levando uma piaba da mulher.
- Não Emm, não foi e novamente peço desculpas, mas é uma das formas de me proteger. –soltou um suspiro rendido, sentia-se cansada.
- Você está bem? – novamente pôde sentir a preocupação na voz de Edward.
- Sim, só um pouco cansada, mas estou bem. Como disse anteriormente, descobri a dois anos que sou uma feiticeira, até então eu me julgava uma adolescente estranha e muito esquisita.
- Você disse que descende de um clã? Que clã é este?
- Segundo minha avó, descendo de uma linhagem muito distinta de feiticeiras, infelizmente sei muito pouco sobre elas, minha avó costumava dizer que no momento certo, tudo seria revelado, mas morreu antes disto acontecer. Minha mãe não era uma filha da lua, como dizemos, ela morreu ao dar a luz, e como meu pai era um policial jovem e em inicio de carreira, fui levada por minha avó, que me criou, porque sabia que eu havia nascido uma feiticeira como ela.
- Já ouviu falar disto Carl? – Esme perguntou ainda incrédula.
- Sinceramente Esme, isto tudo é novo pra mim. – respondeu o médico, Edward pode ver em sua mente a curiosidade do pai pela jovem diante de si, sendo um estudioso por natureza, saber sobre uma raça a qual julgava extinta lhe fascinava. – Mas continue filha.
- Segundo minha avó a história de nossas ancestrais se perde no próprio tempo de tão antiga, e não é em todas as gerações que se manifestam... A bisavó dela era uma filha da lua, e pelo que me contou possuía o dom da premunição...
- Como o de Alice? – perguntou Carlisle.
- Não, Alice tem as visões baseadas em suas decisões, já minha ancestral podia ver o passado, futuro e presente, e vovó possuía o dom da empatia, como Jasper. Ela conseguia controlar os meus poderes através das minhas emoções, mesmo assim criou este anel!
"Ela disse poderes?"
- Longa história! – Edward respondeu em um tom inaudível.
- Pra que? – disparou Emmett.
- Você disse poderes? – disse Jasper.
- Sim, deixe-me lhe explicar... – a jovem disse se ajeitando no sofá. - Eu nasci uma filha da lua, mas diferente das demais, recebi alguns dons, ou poderes se preferir. E ao longo dos anos aprendi a controlá-los. Diferente das bruxas, nós feiticeiras nascemos com a magia em nosso sangue, conjuramos feitiços e ministramos poções... Às vezes alguns sortilégios, mas nunca evocamos a magia negra, é perigoso demais.
- Isso é fascinante! – soltou o médico.
- Aprendi sobre anjos, demônios, assim como as distintas raças que habitam este mundo místico e sobrenatural em que vivemos! Mas minha avó sempre dizia que era imprescindível que eu mantivesse segredo absoluto sobre minha real natureza, pena que levei muito tempo para descobrir o por quê?
- O que quer dizer exatamente com isso, filha? – Esme lhe perguntou desta vez.
- Eu tive um pequeno acidente no meu antigo colégio, devido à implicância e intolerância de alguns adolescentes, acabei perdendo o controle e machuquei seriamente um garoto. Minha avó me tirou do colégio e contratou um tutor, o incidente foi devidamente abafado devido a dom que possuía, depois daquilo ela criou este anel... – disse mostrando o anel em seu dedo. – Ele contém um feitiço complexo que bloqueia os meus poderes, sendo assim, posso me passar por uma humana comum.
- E onde está sua avó, Bella? – a pergunta veio de Jasper.
- Ela está morta! Há aproximadamente seis meses, ela recebeu um telefonema e saiu logo em seguida, nunca mais voltou depois daquilo.
- Lamento muito filha! – Carlisle disse segurando sua mão ternamente, Esme sentou-se ao lado dela acariciando seus cabelos.
- Ela foi encontrada duas semanas depois, eu não sei como e em que circunstâncias, ela foi morta, e o mais importante... Quem a matou, mas tenho certeza absoluta que vovó morreu tentando me proteger.
- Como pode ter tanta certeza Bella? – a jovem olhou nos olhos cor de âmbar da vampira.
- Eu sinto aqui dentro... – disse apontando para o coração. – É uma intuição muito forte, ela temia que me encontrassem...
- Quem?
- Eu não sei, há muita coisa que eu simplesmente não sei! Vovó sempre dizia que no momento certo tudo seria revelado, e tudo faria sentido. Ela estava me preparando para algo que está por vir, algo muito grande segundo ela, mas sinceramente não sei lhe dizer o que.
- Quer beber alguma coisa? – Edward perguntou acariciando seu rosto, os Cullen nunca viram Edward tratar alguém com tanto carinho e atenção, a forma como a protegia até mesmo dos seus deixava claro o quanto aquela jovem era importante para ele. Esme sorriu ao notar que seu filho enfim encontrara o amor e estava feliz por ser Bella, assim como Carlisle, mesmo sabendo que não iria ser nada fácil pra aqueles dois.
- Aqui está! Alice estendeu a Bella um copo d'água, mesmo antes que a jovem respondesse, ela tomou um gole, colocando o copo sobre a mesa de centro, agradecendo em seguida.
Emmett gostou de saber que eles enfim se acertaram e pensava se agora o irmão ficaria menos ranzinza, já Rosálie ainda estava com raiva e um tanto assustada com o que ouve. Jasper sentia a paixão e o amor que ambos sentiam, um pelo outro e Edward pôde ver em suas mentes o quanto estavam felizes por ele e por Bella.
- Você disse que seu amigo de infância é um lobisomem, um Quileute, certo? – a jovem somente assentiu para Carlisle. – Como sabe tanto sobre eles e sobre nós?
- Meu pai praticamente cresceu em La Push, ele conhece tio Billy há séculos! – disse de um modo engraçado. – E minha avó também era muito amiga do pessoal da reserva, principalmente os mais antigos. Vínhamos todos os verões pra cá, mas passávamos muito mais tempo na reserva do que em Forks. Foi lá, nas reuniões em volta da fogueira que ouvi falar sobre um clã que havia surgido, o quanto eram diferentes dos frios que conheceram, e sobre o pacto que fizeram com Efraim Black e os lobos da época, certo?
- Isso mesmo!
- Sei que os lobos e vocês são inimigos naturais, conheço as "lendas" – disse fazendo aspas em 'lendas'. – Os Quileutes trazem a magia em seu sangue, seu DNA e somente a presença de frios, ou vampiros se preferir, faz com que o gene se manifeste. Foi um vampiro quem desencadeou tudo isso... Digo, ele atacou as aldeias, matando mulheres e crianças a esmo, os Quileutes somente usaram da magia de seus ancestrais para se protegerem.
- Tem toda a razão! – Carlisle concordou plenamente.
- Mesmo assim isso foi há tanto tempo, e vocês são tão diferentes, porque tanto ódio?
- É complicado filha! Como você mesma disse, somos inimigos naturais, é instintivo! Você estava certa, nós vampiros somos criaturas...
- Não Carlisle, você e os seus não podem ser comparados com aqueles vampiros... Como já disse a Edward, tanto você, como os membros de sua família, estão muito ligados à humanidade que um dia houve em cada um de vocês e agora entendo o por quê? – o vampiro franziu o cenho.
- Como assim?
-A cruz, aquela que herdou de seu pai... – o olhar de Carlisle foi para Edward. – Já notou que há um pentagrama nela?
- Sim, acredito que foi uma piada de mau gosto e...
- Não é uma piada, e sim um feitiço, um feitiço muito poderoso e complexo de proteção! Quem o fez tentava proteger você, Carlisle.
- E como pode saber disto?
- Porque ao tocá-lo, toda sua vida se tornou de meu conhecimento... Eu vi Carlisle... A sua relutância em condenar inocentes a uma morte lenta e dolorosa, como vi o que seu pai o obrigou a fazer em nome de sua inabalável fé, achando que com aquilo expurgaria os pecados do mundo. – os olhos do vampiro saltaram. –Você com sua sabedoria e discernimento salvou muitas vidas, pode ser que algum feiticeiro da época tenha de alguma forma retribuído o favor... – Bella segurou a mão dele entre as suas. – Pude ver como se tornou um vampiro e o seu desespero... A forma como lutou contra sua própria natureza, se tornando esta criatura respeitável e admirável que é hoje...
- Mas como isso é possível? –Edward pôde ver na mente dele o quanto estava chocado e acima de tudo curioso, por saber como ela conseguiu acesso a toda sua vida? Chegou a comparar com o dom de Aro, mas o soberano Volturi tinha acesso a todos os seus pensamentos e lembranças, já pelo que a jovem descrevia, vivenciou tudo como uma expectadora.
- É meio complicado de explicar, nem mesmo sei se posso... – confessou encarando o patriarca. – Sei que se culpa por ter imposto a eles tal condição, mas não deveria Carlisle, você os salvou de certa forma e os motivos que o levaram a transformá-los, são mais do que aceitáveis pra mim. – a jovem caiu de joelhos diante dele para surpresa do mesmo e de todos ali. – Eu lhe sou muito grata Carlisle, por ter atendido ao pedido de Elizabeth... – as lágrimas lutavam para sair e Bella tentava contê-las, mas não conseguiu. – Porque se você não o tivesse feito, jamais eu teria conhecido Edward... E você não tem ideia de quanto isso significa pra mim.
"Ela o ama de verdade!" – pensou enquanto acariciava o rosto da jovem, tentando secar suas lágrimas. Edward viu pela mente do irmão a intensidade dos sentimentos que a jovem nutria por ele, sentiu como se seu peito fosse explodir, tamanha felicidade que sentia, ela o amava, mesmo sendo o que era... Bella o amava e o amava muito... Sempre amaldiçoou a vida que levava, mas ali naquele momento sentia-se grato a Carlisle, pois se não fosse o que é não teria conhecido aquela garota maluca que se tornara o centro do seu mundo, a criatura mais importante dele... Sim ele a amava e a amava muito.
- Você é mesmo uma garota muito especial, Isabella! – Carlisle disse ao abraçá-la ternamente, abraço o qual a jovem retribuiu.
- É Bella, está lembrado? – o corrigiu com um tom divertido, ao se apartar dele.
- Isso é mesmo inacreditável, tenho que confessar. – o vampiro disse no mesmo tom. – O que mais viu? – estava realmente curioso.
-Vi que viveu um tempo na Itália, com outros vampiros, e o quanto foi difícil pra você presenciar o modo como viviam, assim como sua decisão de sair da Itália e vir para este continente, sua determinação em não tirar vidas humanas... Sua dedicação a salvar vidas ao invés de tirá-las, como eu disse, é um homem admirável Carlisle.
- Obrigado, mas está sendo muito condescendente conosco Bella, ainda assim sou perigoso! Como pôde ver me levou muito tempo para que eu tivesse absoluto controle sobre a minha sede, mas confesso que não é nada fácil.
- Eu entendo, e compreendo, imagino que não deva ser fácil para nenhum de vocês, mesmo assim, insisto em dizer que não são maus, podem até ser perigosos, mas não são maus, e sei que não me farão mal, pelo menos a maioria! – todos lançaram um olhar reprovador a Rosálie. – Além do mais, pude ver a aura de cada um de vocês e acreditem quando digo que nunca imaginei que vampiros tivessem uma aura tão pura!
- Aura? Que diabo é isso? – Isabella riu com a expressão de Emmett.
- Aura é a energia que o individuo emana, é como se eu pudesse ver a alma de cada um de vocês.
- Eu já lhe disse que vampiros não tem alma, que somos seres amaldiçoados. – Edward disse sério.
- Diga isso por você! – disparou Emmett.
- Edward crê que perdemos nossa alma ao nos tornarmos o que somos, é a opinião dele e devemos respeitá-la. – Carlisle disse com pesar.
- Ele está errado... – Bella afirmou sem hesitação. –Sei o que vi, mas ele é teimoso demais para aceitar o fato de que não é o monstro que julga ser. – Edward bufou revirando os olhos.
- Mas como assim você vê?- Esme perguntou curiosa.
- Não sei explicar o porquê disto, mas quando conheço alguém, quando o vejo pela primeira vez, posso sentir e ver a aura que ele emana. Por exemplo, quando conheci Edward, quando o vi no alto daquela pedra na queda d'água, ele estava envolto em uma luz intensa, tão pura que pensei se tratar de um anjo. – dizia com o olhar perdido e um sorriso abobalhado.
- Então se conheceram na clareira? Na sua clareira? O que ela fazia lá? – Emmett disparou recebendo um olhar mortal do irmão.
- Não é de sua conta! – Edward respondeu entre dentes.
- O mesmo aconteceu com o restante de vocês, mas com menos intensidade, e apesar de tudo, Rosálie também possui uma aura pura. – a jovem recebeu um olhar cortante da vampira em questão.
- Você disse seu amigo é um lobo, não tem medo? Eles podem ser bem instáveis e...
- Eu sei, Sam uma vez perdeu o controle e feriu Emily, até hoje se culpa por isto, mesmo que ela já o tenha perdoado. Mas respondendo sua pergunta, não, eu não os temo, porque são meus amigos, principalmente Jake! – Edward sentiu uma pontada de ciúmes ao ouvir falar novamente nele. – O sou uma filha da lua, como eles, mas não se preocupe, os garotos jamais me machucarão.
- Como pode ter tanta certeza? – disparou Edward ao seu lado, visivelmente irritado. – Como você mesma disse, são garotos, completamente fora de controle e...
- Eles jamais me machucarão Edward, não precisa se estressar! – os outros prenderam o riso. - - Os lobos me devem obediência.
- Obediência? Pode controlá-los? – perguntou Jasper.
- Mais ou menos, mas não gosto de me valer disto, mas se necessário, sim eles tem por instinto obedecer às filhas da lua, são predestinados a isso. – para Edward aquilo pouco importava, não confiava naqueles cães, eram instáveis demais e uma vez que perdem o controle podem ser letais. Definitivamente os queria o mais longe possível de Bella!
- Bella você disse que sua avó morreu tentando protegê-la, certo? – a jovem somente assentiu. – Protegê-la de quem, ou melhor, dizendo de que?
- Não sei ao certo Carlisle, como já disse, minha avó morreu antes de concluir meus ensinamentos, mas uma vez ela me contou que há muitos séculos houve um clã chefiado por uma feiticeira completamente obsecada pela juventude eterna, queria manter-se jovem e linda e não mediu esforços para atingir seus objetivos. Reza à lenda que essa feiticeira junto com as outras de seu clã usaram de magia negra e fizeram experimentos com demônios e seres de outras espécies. Em um destes seus experimentos foi usado um vampiro, seu nome era Lacaste, elas tomaram para si a imortalidade dele e com isso houve uma alteração no sangue delas as tornando ainda mais poderosas e cruéis. Este clã se denominava vampiras- feiticeiras e por onde passaram levaram morte e discórdia, estavam completamente descontroladas, julgavam-se acima do bem e do mal. Foi nesta época que um clã de vampiros muito antigo deu início a uma caçada desenfreada a estas digamos "feiticeiras"... – disse fazendo aspas no feiticeiras. – Muitas de nossa raça foram mortas, inclusive minhas ancestrais, eles culparam toda uma raça pela ganância e ambição de um clã.
- Como sabe disso?
- Estava em dos pergaminhos, minha avó possuía uma caixa, um baú e nele continha toda a história de minha raça, segundo ela, ele era passado de geração em geração, fora criado por nossas ancestrais e ele simplesmente desapareceu quando minha avó morreu.
- Acha que alguém o roubou? – o médico perguntou com certa preocupação.
- Pouco provável, era um baú mágico, Carlisle, nem mesmo eu conseguia abri-lo, somente minha avó tinha como fazê-lo. O que sei é que nela contem informações e feitiços muito poderosos, assim como a chave de acesso a toda a nossa história, desde o início dos tempos, o baú é como uma herança passada de geração a geração.
"Se este baú cair em mãos erradas, seria desastroso." – Carlisle dizia em pensamento para Edward, que assentiu imperceptivelmente.
- Acha que os Volturi podem estar ligados a isto? – Edward perguntou em um tom inaudível para a jovem.
- Acredito que não, e se foi, jamais chegou ao meu conhecimento. – respondeu no mesmo tom.
- Você deve estar com fome, Bella, o que acha de um lanche?
- Mas...
- Não se preocupe... – Alice disse ao seu lado. – Esme lotou a dispensa quando soube que viria. – a jovem corou levemente.
- Não precisava, eu não quero dar trabalho e...
- Não será trabalho algum, me acompanha? – Isabella assentiu se levantando, e Alice a acompanhou.
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PS: Gostaria de avisar a quem acompanha as fics Proteja-me ,
que em breve postarei, só estou tentando encontrar o final perfeito!
Quanto a fic feita pra mim, até o final de semana eu posto o próximo capitulo!
Beijos a todas e obrigada pela compreensão.
