Pra compensar !
beijos.
CAPITULO XL
Enquanto isso no quarto de Edward...
Isabella andava de um lado para o outro respirando audivelmente, enquanto Alice a observava, sentada na beirada da cama.
- Ele a despachou! – disse somente.
- Eu não perguntei nada! – a jovem retrucou sem parar o que estava fazendo.
- Mas posso fazer ideia do que esteja se passando nesta sua mente absurda, Bella! – Alice viu que o irmão retornava e estava sentado sobre um galho em uma das árvores próxima a porta janela que estava aberta.
"Ela não sabe que está de volta!" – Alice o alertou.
-Tenho coisas mais importantes com o que me preocupar do que seu irmão e aquela... Aquela... Argh, que raiva! – sorriu ao ver pela mente da irmã a absurda da sua ex- namorada andar de um lado para outro castigando seus lindos cabelos. – Eu juro que não consigo entender Alice... Porque Edward simplesmente não consegue confiar em mim?' – ouviu a jovem dizer a sua irmã.
-Ele só está assustado com tudo que está por vir, Bella, dê um desconto.
-E acha que não estou? – viu a jovem esbravejar. - Por Deus Alice, eu estou apavorada, se algo acontecer a qualquer um de vocês eu jamais vou me perdoar... Tudo isso é minha culpa, ela odeia Edward por minha culpa... Droga!
-Não fique assim Bella, a culpa não é sua, ainda não sabemos se é mesmo Victória que está por detrás disto.
-Quem mais seria Alice? Acredite em mim Alice, é Victória, eu posso sentir. – a jovem se deixou cair apoiando os cotovelos sobre os joelhos cobrindo o rosto com as mãos.
- Você parece bem cansada, porque não dorme um pouco?
- Não sei se vou conseguir dormir.
- Pelo menos tente Bella.
-Alice?
-O que?
- Sabe se... Sabe se ele já voltou?
-Porque quer saber?' – Edward sorriu ao ouvir a pergunta da irmã. - Não está brava com ele?
- Seu irmão vai me deixar louca! Fato!
-Sabe que ele pode dizer o mesmo, não é?
-De que lado você está afinal?
-Dos dois! Porque não para com essa história de somente amigos, você o ama e ele é louco por você, sabe perfeitamente que...
-Boa noite Alice! – a jovem a cortou fechando a cara.
"Argh! É difícil saber quem é mais teimoso dos dois!" – a irmã resmungou em pensamento saindo do quarto.
Edward fechou os olhos concentrando-se somente no som do coração de Bella que batia forte e descompassado e aos poucos foi entrando no ritmo, assim como a respiração dela, Isabella havia adormecido. O vampiro não resistiu e sorrateiramente entrou pela sacada e ficou ali, quietinho velando seu sono.
Depois de um tempo ressonando tranquila, Isabella começou a balbuciar algo, estava irrequieta.
- Vovó... – a ouviu dizer, perguntou-se se ela estaria novamente sonhando com a avó? – Lucian... Lucian... – a mandíbula de Edward travou, cerrou as mãos em punho e deixou o quarto saindo por onde entrara, disparando floresta adentro.
** Isabella estava novamente na clareira... Os raios de sol tocavam sua pele como uma caricia, ela estava deitada sobre as flores rasteira apreciando o cheiro de lavanda, jasmim e lilás. De repente um cheiro conhecido invadiu suas narinas e a jovem sorriu.
- Vovó?
- Oi meu anjo!
- Ele chegou vovó, Lucian chegou!
- Eu sei querida, eu disse que ele viria, é chegada a hora Isabella!
- Hora de que vovó? Eu não entendo.
- É chegada a hora da verdade ser revelada, a profecia se concretizou, e você precisa estar preparada.
- Preparada? Preparada pra que vovó?
- Para o que está por vir meu anjo.
- Fala do que está havendo em Seattle?
- Não minha neta, falo de algo muito maior! Logo irá entender tudo, não se preocupe! Agora não há tempo para ser orgulhosa Isabella, perdoe-o!
-Perdoar? Quem, Edward? Mas eu já o perdoei e...
- Tem que perdoá-lo do fundo de seu coração, esqueça o que houve, ele te ama, e está apavorado com a possibilidade de perdê-la. Lembre-se de que Edward é o seu destino, não adianta lutar contra. – sua avó apontou para a entrada da clareira onde duas crianças entraram correndo, estavam sorrindo. Uma garotinha linda e um garotinho menor, ambos com cabelos acobreados e lindos olhos verdes.
- Olha, a mamãe tá ali! Oi mamãe. – a garotinha disse correndo em sua direção e quando se aproximou pôde reconhecer Edward nos traços dos dois, ergueu o olhar e o viu mais atrás com aquele sorriso torto irresistível.
- Tem que ser forte, lutar por ele, por seu grande amor e por sua família, Isabella. – Cassandra disse por fim beijando sua testa desaparecendo em seguida. **
A jovem despertou assim que amanheceu, puxou uma respiração profunda sentindo o inconfundível perfume de Edward, chegou a pensar que ele havia estado ali, mas descartou a ideia, afinal estava no quarto dele, na cama dele, era óbvio que o cheiro dele estivesse por todo o lugar.
- Você só pode estar ficando maluca pra aceitar vir pra cá! – disse a si mesma forçando-se a jogar as pernas para fora da cama, mas se arrependeu assim que o fez, sua cabeça girou e seu estômago revirou e a jovem correu para o banheiro em um átimo Alice estava ao seu lado.
- Bella o que foi?
- Meu estômago... – gemeu ainda agarrada ao vaso. – acho que aquelas batatinhas não me fizeram bem.
- Vou chamar Carlisle! – Alice nem precisou sair do quarto e o vampiro já estava na porta com sua maleta.
- O que houve filha?
- Foi só um mal estar, comi umas batatinhas ontem e acho que não caíram bem, logo passa.
- Venha, vou ministrar algo para o enjoo, isso acontece com frequência?
- Meu estômago anda uma bagunça, não se preocupe, já estou me sentindo melhor, acho que preciso parar de comer tanta besteira.
- Tente se alimentar de algo leve, pelo menos por enquanto. – a jovem assentiu somente, Carlisle lhe entregou um comprimido o qual ela tomou sem reclamar.
Tomou seu banho e ao sair do chuveiro não resistiu e foi para o closet, sorriu ao ver tudo tão organizado, deslizou a mão pelas camisas penduradas e aproximou-se puxando o ar com força, aspirando aquele perfume tentador. De repente as palavras de sua avó lhe vieram à mente...
...Tem que perdoá-lo do fundo de seu coração, esqueça o que houve, ele te ama, e está apavorado com a possibilidade de perdê-la. Lembre-se de que Edward é o seu destino, não adianta lutar contra... Tem que ser forte, lutar por ele, por seu grande amor e por sua família, Isabella. – seus olhos marejaram ao lembra-se das duas lindas crianças, sentiu uma tristeza profunda ao se dar conta de que aquilo jamais aconteceria... Afinal, vampiros não podem ter filhos, certo?
Vestiu-se descendo em seguida, havia estranhado o fato de Edward não estar por lá, assim como Tanya, Irina e Kate.
- Bom dia milady! – ouviu Lucian dizer assim que chegou ao andar debaixo.
- Já disse pra não me chamar assim Lucian! Bom dia a todos!
- Tem certeza que é um bom dia Bellinha? Parece meio azeda! – o olhar que a jovem lançou para Emmett foi fulminante.
- Desculpem, mas acho que meu humor não é dos melhores!
- Esme preparou algo leve pra você comer, filha, vá e tome seu café da manhã. – Isabella novamente correu o olhar pela sala perguntando-se onde ele poderia estar? Estaria com ela? Alice havia garantido que Edward havia despachado aquela vampira dos infernos. Mas onde diabos ele estaria afinal?
Isabella estava terminando de tomar seu chá com torradas quando Emmett anunciou...
- Edward acaba de chegar! E ai Bellinha, pronta pra ir? – o amigo e ex- cunhado perguntou entrando na cozinha, jogando seu enorme braço sobre seus ombros, piscando pra ela em seguida.
- Não sei se vou à aula.
- Por quê?
- Tenho assuntos pendentes com Lucian e... Só um momento Emm. – pediu indo para a sala. – Lucian? Será que poderíamos ter aquela conversa agora? – Alice, Jasper, Rosálie franziram o cenho enquanto Carlisle e Eleazar trocaram um olhar significativo.
- Claro, é para isto que estou aqui Bella, será que pode nos emprestar seu escritório Carlisle?
- Não! – Isabella disse taxativa. – Todos já sabem da verdade e acredito que não haja nada que tenha a me dizer que eles não possam ouvir!
- Mas Bella...
- Não se preocupe Lucian, eu confio plenamente nos Cullen, e se Carlisle diz que os Denali são de sua total confiança, acredito nele.
- Tem certeza disso Isabella? – o vampiro insistiu.
- Absoluta! Por favor, Carlisle, gostaria de estar com vocês, será que poderiam ficar hoje? – pediu olhando para Alice e os outros.
- Porque isso agora? – perguntou Alice e Edward lhe agradeceu mentalmente, estava no topo da escada e estancou ao ouvir a conversa, havia tomado um banho e estava pronto para a aula.
- Ontem eu tive outro sonho com a minha avó! – ao ouvi-la Edward travou o maxilar, cerrando as mãos em punho e aquilo não passou despercebido por Alice, Carlisle e principalmente Jasper.
- Conte-me sobre este sonho Bella! – pediu Lucian.
- Eu estava novamente na clareira e ela apareceu, como da outra vez... Eu... Eu disse a ela que você havia chegado e vovó me disse que sabia e que havia chegado a hora!
- Chegado a hora, hora do que Bella? – Alice perguntou impaciente.
- A hora da verdade ser revelada, vovó disse que estou pronta Lucian.
- Sei que está! E o que mais Cassandra lhe disse? – o olhar da jovem pousou em Edward.
- Coisas! – disse dando de ombros corando levemente, e tanto Edward quanto Alice sabiam que ela estava mentindo.
- Que coisas Bella? – a jovem bufou tão forte que sua franja subiu.
- Coisas que não vem ao caso agora, um assunto pendente o qual pretendo resolver assim que me esclarecer tudo, chegou a hora Lucian, eu estou pronta, posso sentir. – disse voltando-se para o vampiro.
- Ótimo! - os Cullen se acomodaram no imenso sofá, assim como Carmem e Eleazar.
- Onde estão as irmãs Denali? – a jovem perguntou a Eleazar.
- Fora caçar e acredito que só voltem no final do dia. – Isabella assentiu agradecendo mentalmente por isso.
Edward desceu as escadas se colocando ao lado de Bella que mesmo depois de tudo que houve, optou por compartilhar aquele momento com ele e sua família.
– Mas para isto meus amigos e amigas, preciso retroceder alguns séculos! Quando tive o imenso prazer de conhecer Aryana Le Fay! – disse piscando para Isabella.
"Idiota!" – Edward rosnou mentalmente.
- Como havia dito anteriormente, você Isabella tem uma semelhança incrível com sua ancestral! Aryana Le Fay era uma mulher magnífica! Meiga e doce, que encantava e seduzia com um simples olhar...
- E você tá me comparando com ela? – Isabella disse descrente, todos riram e Edward se perguntava por que ela não se via como realmente é, linda! -
- Não se menospreze Isabella! És tão linda quanto Aryana, tens que aprender a se ver com clareza minha jovem! És muito mais do que julgas, dentro de ti há mistérios a serem desvendados e quando isso vier à tona... – Lucian sorriu lhe acariciando o rosto e Edward rosnou baixo. – Se tornará uma mulher ainda mais admirável! Tens muita sorte meu caro! – disse finalmente voltando-se para Edward, Isabella encarava os dois.
- O que está insinuando? – Edward cuspiu entre os dentes.
- Não estou insinuando, estou afirmando! Tens muita sorte do destino ter te escolhido como companheira uma mulher tão linda e encantadora como ela!
- Sei perfeitamente a mulher que Isabella é! – a jovem se perguntava o que diabos havia dado naqueles dois?
-Sei que sabe! – Lucian respondeu em um tom inaudível para Bella. – Acalme seu coração Edward, já disse que vocês estão predestinados, compartilham do destino um do outro, ela nasceu pra ser sua, meu amigo, de ninguém mais! – as palavras de Lucian mexeram com o vampiro. Isabella os encarava com o cenho franzido.
- Isso é irritante sabia?- ambos sorriram com a cara que ela fez. – Lucian, eu a vi... – foi à vez do vampiro franziu o cenho. – Aryana, eu a vi.
- Como? Quando?
- Quando encontramos a caixa.
- Você a encontrou?
- Sim, estava no sótão da casa de minha avó em Phoenix, mas o estranho é que procurei inúmeras vezes por lá e nunca a vi.
- É porque o baú é mágico Bella, ele deve ter voltado quando sua avó morreu, mas me diga como viu Aryana?
- Havia um colar dentro da caixa, quando o toquei imagens invadiram minha mente como se fossem lembranças, mas não minhas... Havia um homem jovem e muito bonito com ela, estavam rindo, felizes e em outro momento, estavam se amando. – disse corando levemente.
- Aryana e Tristan. – Lucian disse com o olhar perdido.
- O que quero dizer é que eu a vi Lucian, e sinceramente não acho que me pareço com ela tanto assim! – o vampiro sorriu meneando a cabeça.
- Milady! – a jovem soltou um rosnado baixo e todos riram. – Fala assim porque não se vê com clareza, ainda se vê como uma adolescente humana simplesmente... Não tem noção da grandeza que trás dentro de ti Isabella, escute o que eu voz digo, és muito mais do que imagina, em suas mãos está o destino de nossas raças. – o olhar de Eleazar encontrou o de Carlisle, na realidade todos tentavam entender o que ele queria dizer com aquilo.
"Como é que é?" – Alice praticamente berrou mentalmente.
"Até parece!" – Rosálie pensou descrente.
"O que ele quer dizer com isto?" – se perguntava Carlisle.
"Do que será que Lucian está falando?" – se perguntava Eleazar.
- Quer que eu acredite que vê tudo isso quando olha pra mim? – a jovem perguntou descrente.
- Vou lhe contar minha história e como ela está ligada a sua Isabella. – Bella assentiu e instintivamente tocou a mão de Edward, que rapidamente entrelaçou seus dedos aos dela, naquele exato instante as Denali entraram na sala.
- O que está acontecendo aqui? – Irina disparou lançando um olhar mordaz para Isabella, já os olhos de Tanya foram para as mãos de Edward e Bella entrelaçadas.
- O que tá rolando? – Kate perguntou despreocupada.
- Eu estava esclarecendo alguns fatos para todos, gostariam de se juntar a nós? – Lucian disse sorrindo para as três que retribuíram o sorriso completamente afetadas.
"Esse cara definitivamente é muito gostoso!" – Edward pode ver o quão sujos eram os pensamentos da vampira com relação à Lucian, Irina e Tanya não estavam muito diferentes. Depois que as três se acomodaram, o vampiro prosseguiu.
- Como ia dizendo... Estou nesta terra há muitos séculos, soube que Carlisle está há pouco mais de três séculos e meio e existem alguns de nós que está nesta terra desde muito antes de Cristo!
-Uau! – foi o que a jovem conseguiu dizer.
- Eu mesmo estou chegando aos três mil e quinhentos anos, convivi muito tempo com os Volturi, muitos anos antes de Eleazar juntar-se a nós... – disse olhando para o amigo de longa data que sorriu assentindo. -Vi muita coisa, não somente em nosso mundo como em outros. As feiticeiras existem há tanto tempo nesta terra, que sua existência se perdeu no próprio tempo. Houve uma época em que eram idolatradas como verdadeiras deusas, criaturas lindas e de uma sensualidade a flor da pele, sedutoras por natureza e muito poderosas.
"Com certeza ele não se refere a esta daí!" – Edward lançou um olhar mordaz para Irina, Tanya estranhamente encobria seus pensamentos fechando sua mente e aquele fato o intrigou.
- Donas de seus próprios destinos eram capazes de levar um homem a loucura, somente com um olhar ou um simples sorriso. – Isabella sentiu o polegar de Edward acariciando sua mão, seu olhar encontrou o dele e o vampiro lhe sorriu piscando em seguida, fazendo com que seu coração sobressaltasse e um rosnado baixo brotasse na garganta de Tanya.
- Havia uma linhagem de feiticeiras conhecidas por Le Fay, em suas veias corria um sangue precioso e muito raro e digamos irresistível para alguns de nossa raça, assim como o seu. – Lucian sorriu e Bella não teve como não sorrir de volta. - Mas foram mortas em uma caçada a sua espécie, fazendo com que quase fossem extintas. As poucas que restaram acabaram se espalhando pelos quatro cantos do mundo, se misturando tanto aos humanos que foram quase esquecidas. – todos o ouviam atentos - A culpa desta caçada desenfreada, foi de uma feiticeira ambiciosa e muito cruel. Ela possuía um clã de treze feiticeiras, eram poderosas, mas não tanto quanto as Le Fay, lindas, mas sua beleza era somente externa. Vaidosas demais para se deixarem envelhecer, queriam conquistar a imortalidade e com ela a juventude eterna. Para isso fizeram experiências com um vampiro, que na época tinha mil e quinhentos anos, mas para isso muitos morreram na tentativa, eram mulheres cruéis e sequiosas de poder. – Lucian parecia perdido em suas próprias memórias e Edward daria tudo para poder ler sua mente naquele momento, notou que Eleazar desconhecia aquela parte da vida do amigo, pois viu o quanto o vampiro estava curioso.
- Depois de ter conseguido o que tanto almejavam, tornaram-se ainda mais poderosas, e denominavam-se vampiras feiticeira e deixaram um rastro de morte e sangue por onde passaram. Naquela época os Volturi haviam acabado de tomar o poder e aquilo os deixou furiosos, eram os guardiões das leis, os reis de nosso mundo, eram os Volturi que mantinham a ordem e o equilíbrio entre os mundos, desde que isso os fosse favorável, é claro.
- E assim o é até hoje meu caro. – disse Eleazar.
- Infelizmente sou obrigado a concordar! – Carlisle disse com pesar, pois no pouco tempo que convivera com eles, presenciara coisas horrendas.
- Por causa de Maria Esperanza e seu clã todas as feiticeiras pagaram com a morte. – Lucian disse por fim.
"Não... Não pode ser a mesma!" – o pensamento de Jasper chamou a atenção de Edward, o irmão tinha os olhos levemente arregalados e imagens da imortal que o transformou inundou sua mente.
- Jazz? O que houve Jazz? – o tom de Alice foi preocupado.
- Acha que pode ser a mesma? – Edward vocalizou o que vira em sua mente.
- Do que estão falando?- Bella perguntou confusa.
- A vampira que transformou Jazz se chama Maria... Maria Esperanza. – disse Alice.
- Você disse que era um clã de treze feiticeiras? – o loiro perguntou diretamente a Lucian.
- Sim, mas com a matança da grande caçada somente três sobreviveram. – Jasper caiu sentado, não havia mais duvidas de que se tratava da mesma imortal.
- Tem certeza Jazz? – Alice perguntou aflita.
- Absoluta Alie, ela era cruel e muito, mas muito poderosa... Tenho certeza de que se trata da mesma.
- Então, esta tal Maria ainda pode estar viva?
- Com toda a certeza, ela era uma feiticeira Bella, uma feiticeira que se tornou vampira.
- Mas onde ela está, porque nunca ouvi falar sobre ela?
- Isabella tem razão... – disse Eleazar. – Porque nunca ouvimos falar dela?
- Isso eu não sei lhe responder, sabe do paradeiro dela Jasper? – Lucian inquiriu.
- Não, na realidade Peter, Charlote e eu fugimos, e um tempo depois encontrei Alice.
- Quem são Peter e Charlotte? Isabella perguntou confusa.
- Meus irmãos! Maria os havia transformado também, quando pediu pra que eu me livrasse deles, fugi! – o vampiro disse dando de ombros.
- Entendo Jazz. – Bella se aproximou dele acariciando-lhe o braço. – Lamento muito que tenha passado por isso. – Mas o que não consigo entender é o porquê dos Volturi praticamente exterminar uma raça e deixar a culpada sair impune? – disparou voltando-se para Lucian, suas expressões haviam mudado e Isabella estava irritada, muito irritada. – É deles que minha avó me protegia? Destes Volturi?
- Aro, Caius e Marcus, são sequiosos por poder Bella... – disse Lucian com conhecimento de causa. - Mas Aro, aquela cobra é o pior entre os três, não são a única raça perseguida por eles, acredite! Os lobisomens foram extintos, simplesmente por Caius temê-los, de certa forma eram mais poderosos que os vampiros.
- Isso é absurdo! – cuspiu furiosa, sentia cada vez mais a raiva aumentar dentro de si.
- Aro é invejoso e dissimulado, por muitos séculos fiz parte de sua corte, vocês não têm a ínfima ideia da podridão que há por detrás daqueles três demônios! – tanto Carlisle quanto Eleazar sabiam perfeitamente do que Lucian falava e por a estadia do médico fora tão curta na Itália.
- Por isso sua estadia na Itália foi tão curta? – Isabella disparou encarando o médico.
- Sim, exatamente por isso! – ele respondera com seus olhos cravados aos dela.
- Quando a grande caçada aconteceu... – prosseguiu Lucian, - As Le Fay foram perseguidas e mortas, mas antes disso Astrid teve uma visão do futuro e profetizou. A profecia...
- Profecia? – Isabella o cortou, seus olhos estavam estalados como pratos. – Então existe mesmo uma profecia?
- Sim, Astrid, irmã de Aryana previu pouco antes de morrer, a profecia deixou Aro em pânico, por isso ele persegue com tanto afinco as descendentes das Le Fay.
- Mas como ele soube que essas tais Le Fay tinham uma descendente? – perguntou Tanya.
- Já vou chegar a este ponto.
- Essa profecia, o que ela diz? – a voz de Isabella não passava de um sussurro.
- Não sabe?
- Não, mas minha avó disse... No sonho... Ela disse que a profecia havia se concretizado, não entendi o que ela quis dizer com aquilo! – novamente todos se entreolharam sem entender.
- Em breve saberá! – Isabella bufou revirando os olhos. - Durante uma época, eu me afastei dos Volturi, estava farto de todos aqueles desmandos, em uma de minhas andanças conheci as irmãs Le Fay. Elas se assustaram comigo e quase fui morto, mas Aryana me salvou. – seu tom deixava claro toda a admiração e respeito que tinha pela tal feiticeira.
- Ela possuía um coração puro, sem maldade, amava a natureza e gostava de conviver em harmonia e paz. Uma criatura tão doce quanto encantadora, nós nos tornamos muito amigos, ela me mostrava seus dons, riamos juntos e falávamos sobre tudo. – Edward se perguntava se Emmett tinha razão, Lucian parecia mesmo apaixonado por Aryana e todos notaram o mesmo.
- Aryana era apaixonante! Criava feitiços e os experimentava em mim, com o passar do tempo, suas irmãs passaram a confiar em mim também, foi onde me revelaram seus segredos. As três criaram um feitiço onde me protegiam dos poderes de Aro e outros, não poderiam permitir que os Volturi tivessem acesso a tamanho poder. Tempos depois, um jovem apareceu, seu nome era Tristan, Aryana caiu de amores por ele assim como ele por ela. Era uma paixão tão intensa e arrebatadora, casaram-se, estavam felizes, viviam felizes até descobrir – mos que ela esperava um bebê, uma garotinha. Astrid teve uma visão do futuro, e nela previu a morte de todos, Aryana com medo pediu pra que eu levasse sua filha dali e a protegesse, me implorou assim como Tristan, e não tive como recusar.
- Foi assim que se tornou guardião? – a pergunta veio de Isabella.
- Acredito que sim, Lilith era seu nome, sai de lá com a pequena nos braços, mas o que eu faria com uma criança? Afastei-me ao máximo, fui para o outro extremo e lá a deixei aos cuidados de uma família humana, retornando a Aryana. As três guardaram seus pertences em uma caixa e a lacraram com um feitiço muito poderoso e a fizeram desaparecer. Eu queria ficar e lutar ao lado deles, mas me convenceram que era mais seguro para Lilith que eu retornasse aos Volturi e os vigiasse, foi quando elas me nomearam o guardião.
- E você fez o que lhe pediram? Retornou aos Volturi? – perguntou Esme.
- Sim, e como Astrid havia previsto, Aro, com seus irmãos e sua maldita guarda mataram a todos sem piedade. Mas antes de morrer Astrid profetizou e aquilo deixou Aro ainda mais obcecado, claro que ele manteve em absoluto sigilo, temia que alguém usasse aquilo contra eles. Foi duro demais ver minhas amigas serem mortas sem poder sequer chorar por elas, foi à pior coisa que aconteceu em toda minha existência.
- Eu lamento muito Lucian. – Isabella disse abraçando o amigo, abraço o qual ele retribuiu deixando Edward louco de ciúme. – Mas e Lilith? O que houve com ela?
- Foi criada como uma humana comum, se apaixonou se casou e teve uma filha. E assim por diante, durante gerações. Eu voltei a ter com ela uma única vez, depois de tudo que houve, estava linda, era uma bela mulher. Contei a ela tudo o que acontecera e lhe devolvi a caixa que lhe pertencia de direito. Mas Lilith, era teimosa e se revoltou com o que os Volturi fizeram, tentou se vingar e acabou morta.
- Meu Deus! – Bella soltou horrorizada.
-Levou muito tempo para que outra descendente surgisse, não era em todas que a magia se manifestava.
- Eu sei, minha avó me disse.
-Depois de muitos séculos vendo aqueles três comandarem o mundo a seu bel prazer, decidi me aparatar deles de vez. Preferi viver como nômade, ajudando as descendentes de Aryana a se desenvolverem de certa forma, pois o feitiço que colocaram em mim, me permitia isso, veja... – Lucian abriu a camisa revelando uma tatuagem em suas costas. - A fiz por cima da marca, pra encobrir.
- É um selo! – Isabella disse indo até ele deslizando os dedos sobre o pentagrama, ao tocá-la toda a vida de Lucian tornou de seu conhecimento, como houve com a cruz de Carlisle. - Passou por tanta coisa! – exclamou ao retomar a razão após longos minutos em transe.
- Sim, mas estou aqui pra te ajudar, como ajudei sua avó. – disse ao se recompor, tocou o rosto de Isabella como que tocasse em algo sagrado e Edward não perdeu nenhum detalhe.
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