Como o prometido!

Beijos e não esqueçam de comentar.


CAPITULO XLII

Edward olhava com certa devoção para a mulher adormecida em seus braços, estavam envoltos em uma das mantas, enquanto o crepitar do fogo e o som do coração de Isabella eram os únicos sons ali.

Bella havia sibilado algumas palavras e uma pequena fogueira se fez próximo a eles, os aquecendo e agora a jovem ressonava tranquila depois de fazerem amor uma vez mais. Isabella parecia de certa forma mais segura de si, o modo como se entregara a ele, como seus corpos se encaixavam com perfeição... Em nenhum momento sentiu desejo por seu sangue, não depois de quase tê-la perdido... Aquela era uma parte se sua natureza que estava completamente sob controle agora.

Em compensação desejava seu corpo, se perder no prazer que ela lhe proporcionava, e o mais incrível é que quanto mais a tinha, mais a queria... Isabella era como um vício... O seu vício, a sua droga como ela mesma dissera uma vez.

Tentou levar sua mente para tudo o que acontecera desde aquela manhã, tudo que presenciara, e se perguntava o que estaria se passando naquela cabecinha absurda? Como um ser aparentemente tão frágil pode conter tamanho poder?

Uma brisa gelada soprou e Bella se encolheu em seus braços estremecendo, era hora de ir.

- Bella? Amor? – a chamou carinhosamente entre beijos.

- Hmmm... Outra vez? – ele sorriu meneando a cabeça, se ela soubesse que sua vontade era de fazer amor com ela ininterruptamente por dias a fio, mas sua Bella antes de tudo era humana, tudo bem que era uma humana bem resistente, mais ainda assim, humana e tinha suas limitações.

- Está esfriando amor, vamos pra casa! – sussurrou em seu ouvido, afastou-se ficando de pé, e mesmo sonolenta Isabella sorriu diante a visão daquele homem completamente nu. A jovem mordeu o lábio inferior com força, admirando a beleza daquele corpo másculo, sentiu um calor lhe queimar de dentro pra fora e a umidade entre suas pernas, o desejava novamente e corou sentindo-se uma devassa.

- Porque está me olhando assim? E porque está tão corada? – Bella se perguntou como ele notara que ela estava corada naquela luz precária? As vezes esquecia que se tratava de um vampiro ali, o mais lindo e mais quente vampiro que já conhecera.

- Nada não! – disse desviando de seu olhar intenso, Edward abaixou-se tocando seu queixo, fazendo com que ela o olhasse nos olhos.

- Diz pra mim o que é que está se passando nesta cabecinha, por favor?

- Só estava admirando a vista... – novamente sentiu suas bochechas queimarem. – Você é devastadoramente lindo, sabia?

-Pois saiba que é recíproco!

- Tsc! – ela estalou a língua descrente.

- E saiba que estou tendo que usar de todo o meu autocontrole, para não tomá-la outra vez. –Isabella viu o desejo e a luxuria brilharem intensamente naqueles olhos cor de âmbar. – Mas está frio e é melhor irmos pra casa.

- Não sei se quero ir pra sua casa, poderíamos ir pra minha, o que acha?

- O que você quiser, mas se vista antes que eu perca a cabeça de vez. – Bella riu debochada vestindo-se em seguida, Edward em um átimo estava como havia chegado, enquanto ela tinha os cabelos revoltos e o vestido todo torto, sem contar que estava descalça.

Atendendo ao pedido dela, não foram para a mansão, Edward parou o carro atrás da velha caminhonete e a pegou nos braços pegando a chave reserva sob o vaso em seguida e assim que entraram disparou com ela para o quarto.

- Preciso de um banho, me espera?

- Sempre! – respondeu prontamente e Isabella não resistiu e o puxou para um beijo, na realidade sua vontade era de convidá-lo para o banho, mas não teve coragem.

- Volto já! – disse depois de pegar uma troca de roupa.

Assim que Isabella saiu Edward se deixou cair sobre a cama, entendia perfeitamente o porquê dela não querer voltar para a mansão, além do fato de não se ter liberdade, a presença de Tanya a incomodava e muito. Passou os olhos pelo quarto que estava meio bagunçado, mas o que lhe chamou a atenção foi uma espécie de livro que havia sobre a mesinha de cabeceira, não se lembrava de tê-lo visto por ali antes. Somente quando o pegou, viu se tratar de um caderno, como aquele que havia na caixa, era o livro de feitiços dela.

Curioso o folheou enquanto Isabella tomava seu banho e um titulo chamou sua atenção...

A metade homem do meu anjo

Quando te sinto chegar, manso, sereno tão docemente terno
Ouço o farfalhar de tuas asas
e minhas lágrimas regam um sorriso tímido.
Quanto te vejo chegar, ardente, denso
tão fortemente amante
Ouço o berrar do meu cio de alma
e meu corpo se torna filho do teu amor.
Quando te ouço chegar, calado,
austero em seus genes de além-mar
Minha alma-menina fica quietinha
Esboça um sorriso leve
Abre os braços preguiçosos
E se aninha em seu coração.
Nele, Meu Amor, não existe
metade homem... Metade anjo
Existe apenas um par de olhos cor de mel
Tão meus... Só meus... Apenas meus.
E no encontro dos meus olhos morenos
com o adocicado dos teus
Apenas uma verdade:
Nossa imensa e real necessidade.
E nosso céu se abre em lua, sol, estrelas...
e silêncios.
Nos temos: isso basta.

Um sorriso se fez em seus lábios ao descobrir que sua feiticeira era boa naquilo também, passou mais algumas páginas e encontrou outro...

Leva-me

Leva-me... Por caminhos de amor e prazer
Se inflame na chama do meu corpo
Me sufoca
Me enrosca
De forma natural
se entregue
Me pega
Me laça
Me abraça
Vem me induzir aos seus anseios
e aos meus desejos tão loucos
que aos poucos vão nos consumindo
de tanto amor e prazer
Eu quero seu amor a qualquer preço
Quero que você me tenha por inteiro
Quero seus beijos ardentes
tão doces... Tão quentes...
E me embriagar no perfume do seu corpo
para que possamos viajar
nesse amor tão bonito.

Pela data do poema viu que Bella o tinha escrito um dia depois de quando fizeram amor pela primeira vez, e ele a havia deixado um dia depois. Nada mais fora escrito depois daquilo e Edward novamente sentiu-se culpado, fechou o caderno o colocando onde o havia encontrado.

- Demorei? – Bella perguntou ao aparecer no quarto, vestia um shortinho e uma regatinha sem sutiã. Os olhos do vampiro percorreram cada milímetro de seu corpo, mordendo os lábios de forma tentadora.

- O que foi? – perguntou sentindo seu corpo reagir àquele olhar.

- Tem noção do quanto está tentadora? – em um átimo estava diante dela, seus cabelos esvoaçaram e o riso dela preencheu o quarto.

- Prometo que um dia me acostumo com isso! – disse divertida tentando arrumar os cabelos.

- Já disse que adoro quando cora assim? – Edward disse tocando seu rosto, em seguida seu polegar deslizava sobre os lábios dela. – É tentadoramente lindo. – seus lábios tomaram o lugar do seu dedo roçando de leve sobre os dela.

- Edward...

- O que Bella?

-Me beija... – ele sorriu tomando seus lábios em um beijo doce, lento, mas ao tocar de suas línguas o desejo explodiu e o beijo se tornou voraz e as mãos urgentes no corpo um do outro e novamente se renderam a paixão e ao desejo, descobrindo o que agradava ao outro, amaram-se lenta e intensamente até estarem saciados.

- Vi que seu caderno... – comentou como quem não quer nada. – Desculpe, não resisti à curiosidade. – Isabella tinha a cabeça apoiada em seu peito, brincando com os poucos pelos ali, ambos estavam nus.

- Eu o tenho desde que cheguei a Forks.

- Li dois deles, são lindos, você leva muito jeito.

- Qual você leu?

- Um chamado, a metade de um anjo... – um sorriso lindo se formou nos lábios da jovem, que se apoiou sobre seu peito para encará-lo.

-É sobre você, o meu anjo da guarda, meu anjo protetor. – disse escovando seus cabelos, com os dedos. – E qual foi o outro?

- Leva-me. – o vampiro sentiu quando ela ficou tensa.

- Você o leu?

- Sim, é lindo também, vi que o escreveu...

- O escrevi na noite do dia em que brigamos, eu... Eu... Jamais deveria tê-lo mandando embora... Mas você havia dito aquelas coisas tão terríveis e...

- Estava cego de raiva... Raiva de mim mesmo pelo que havia feito a você... Eu me sentia a criatura mais desprezível do mundo.

- Esqueça... Já passou e ficar remoendo isso só trará tristeza e dor, tem um aqui que quero que veja. – disse se esticando para pegar o livro e seus mamilos roçaram no peito de Edward, excitando-o. – Vou lê-lo pra você, preste atenção. – pediu se ajeitando sobre seu peito e Edward sorriu meneando a cabeça.

- Alma gêmea da minha alma, flor de luz da minha vida, sublime estrela caída
das belezas da amplidão. Quando eu errava no mundo, triste e só, no meu caminho, chegaste, devagarzinho e encheste-me o coração. Vinhas nas bênçãos dos deuses, da divina claridade, tecer-me a felicidade, em sorrisos de Esplendor! És meu tesouro infinito, juro-te eterna aliança, porque sou tua esperança, como és todo o meu amor! Alma gêmea da minha alma, se eu te perder um dia, serei a eterna agonia da saudade nos seus véus. Se um dia me abandonares, luz terna dos meus amores hei de esperar-te, entre as flores da claridade dos céus. – Isabella baixou o livro e seu olhar encontrou o dele. – Gostou?

- É lindo! – Edward retirou o livro de suas mãos, colocando-a sobre si. – Dou-lhe a minha palavra de que jamais cometerei um erro destes novamente, meu amor.

- Acredito em você, eu confio em você, meu amor. – Edward sorriu estalando um beijo em seus lábios.

- Ah! Espere um minuto. – pediu a retirando de cima de si como se ela não pesasse nada, levantou-se e caminhou completamente nu até seu casaco retirando algo do bolso, voltando em seguida, tudo durou um milésimo de segundo e Isabella mal registrou o movimento. - Se vamos mesmo fazer isso, deixe-me fazer do modo certo!

- Do que está falando? – perguntou completamente perdida.

-Isabella Marie Swan, me daria à honra de compartilhar sua vida comigo? – disse lhe estendendo a caixinha aberta.

- Oh meu Deus! – foi o que conseguiu dizer diante de tamanha beleza, o anel era cravejado de brilhantes com um diamante azul extremamente raro.

- Era de minha mãe Elizabeth, meu pai Anthony Masen o mandou fazer especialmente para ela. O diamante azul era uma pedra muito rara e linda como minha mãe, e eu o entrego a você Isabella, que é tão rara quanto minha mãe foi.

- Mas Edward, eu...

- O aceite em nome do meu amor por você. – disse enquanto o deslizava por seu dedo.

- Eu te amo... Te amo! – a jovem disse jogando envolvendo o pescoço dele com seus braços antes de beijá-lo com todo o amor que sentia por aquele vampiro.

Um beijo levou a outro e quando viram estavam novamente se amando, bastava um toque, um beijo, um roçar de lábios para que o desejo explodisse em ambos.

- Edward?

- O que?

- Se lembra do sonho que tive com minha avó?

- Qual deles?

- O ultimo, no qual ela me disse que... – de repente a jovem se calou.

- Que? – ele a incentivou.

- Minha avó disse que eu estava pronta e que a profecia havia se concretizado e...

- Acredita que somos o casal da profecia?

- Tudo se encaixa e...

- Admito que tenha muita coisa que coincide, mas...

- A profecia diz que uma filha da lua nascerá, e que dentro de si trará os segredos de sua raça... Que em seu destino está um ser amaldiçoado, mas dono de um coração tão puro quanto o da jovem. Você e eu.

- Diz que se atrairão mutuamente... – disse Edward.

- E se apaixonarão perdidamente! – Isabella disse estalando um beijo em seus lábios.

- E juntos lutarão contra tudo e todos em nome desse amo. – continuou o vampiro.

- Gerarão uma nova raça... – Isabella se calou de repente.

- Este é o ponto Bella, como? Se vampiros não podem gerar filhos. – disse com pesar. – Infelizmente isso é algo que eu jamais poderei lhe dar meu amor, sinto muito! – a jovem pôde sentir a dor em suas palavras.

- Mas no sonho você estava lá, com duas crianças lindas como você e elas me chamavam de mamãe. - ele acariciou seu rosto, puxando-a pra si, colando sua testa a dela. – Vovó disse para perdoá-lo... Esquecer o que houve porque você é o meu destino, o meu grande amor... Que eu precisava lutar por nós, por você e por nossa família. – as lágrimas escorriam por seu rosto e aquilo o deixou angustiado.

- Não chore meu amor... Por favor, não chore! Eu lamento Bella, realmente lamento muito meu amor.

- Você não entende... Eram nossos filhos, seu e meu... – um soluço rompeu dos lábios dela.

- Hey, não fique assim Bella, foi só um sonho meu amor, nem tudo nele era real.

- Tem absoluta certeza disso Edward? – insistiu. – Não há a ínfima possibilidade de...

- Infelizmente não! – afirmou o vampiro.

Bella acreditava cegamente que eles eram o casal da profecia, pois tudo se encaixava, sem contar que sua menstruação estava atrasada e todos aqueles enjoos... Mas preferiu não dizer nada, talvez fosse somente estresse, ou um problema gástrico, esperaria até que toda aquela confusão em Seattle estivesse resolvida.

- No que está pensando? – ele perguntou um tempo depois, já que Bella havia se calado.

- Em quanto eu te amo. – respondeu o beijando, o vampiro sorriu revirando os olhos.

Horas mais tarde...

Era madrugada e havia esfriado ainda mais, Edward vestiu-se e sentou-se na cadeira de balanço, enquanto Isabella dormia pesado desta vez, sentiu seu celular vibrando sabia exatamente de quem se tratava.

- Fala Alice? - disse em um tom inaudível para Bella.

"E ai? Onde diabos vocês dois se meteram? "– Edward sorriu com a sua curiosidade.

- Não conseguiu nos ver não é?

"Não! Nadinha, nenhum flashizinho sequer! Por favor, me diga que se acertaram."

- Eu a pedi em casamento Alice, e Bella aceitou!

"AHHHH!" – o vampiro afastou o telefone do ouvido.

- Alice! – ralhou sentindo um zumbido.

"Onde estão?"

- Na casa dela, Bella não quis ir pra mansão.

"Melhor assim, acredite, Tanya está com um péssimo humor! Traga-a de volta amanhã cedo, Carlisle e Eleazar estão em cócegas."

- Pode deixar, amanhã estamos ai, tchau Alice.

"Tchau meu irmão, estou muito feliz que as coisas se acertaram entre vocês."

- Eu também Alice, eu também.

Na manhã seguinte...

- O que está fazendo ai, tão longe de mim? – a jovem resmungou com os cabelos revoltos e a cara amassada.

- Esfriou demais de madrugada e...

- Senti sua falta na cama.

- Sentiu nada, você dormiu feito uma pedra. – o vampiro disse divertido.

- Nossa! Onde foi parar todo o romantismo? – Edward riu do seu sarcasmo. – Estou faminta!

- Se vista, vou alimentar você!

- Vou tomar um banho pra despertar... – um sorriso malicioso se fez nos lábios da jovem.

- O que foi? Porque tá me olhando assim?

- Assim como?

- Com essa carinha de safada. – a boca da jovem se abriu em um enorme O.

- Não tenho cara de safada!

- Tem sim, essa daí!- ele apontou se aproximando da cama lentamente, e lá estava aquele olhar de predador que a deixava completamente excitada. – O eu está se passando nesta sua cabecinha Isabella?

- Porque você não se livra dessas roupas e me acompanha no banho? – o vampiro soltou um suspiro audível.

- Você não acha que está abusando do meu autocontrole? – Isabella mordeu os lábios de forma tentadora, erguendo-se para alcançar o ouvido dele.

- Garanto que não irá se arrepender. – sussurrou com a voz levemente rouca o que o fez estremecer.

- Você será a minha perdição feiticeira!

- E você a minha seu vampiro bonitão! – ele riu fazendo exatamente o que Bella havia pedido, livrou-se de suas roupas em um átimo e Isabella soltou um gritinho quando ele a pegou nos braços disparando com ela até o banheiro.

Edward sentia-se orgulhoso de si mesmo, afinal, desta vez não havia hematomas e marcas espalhadas por cada centímetro do seu corpo. Finalmente havia se dado conta de que Isabella tinha toda a razão ao dizer que a prática leva a perfeição.

Jamais havia compartilhado de um momento como aquele, mesmo o convite partindo dela, de inicio Bella parecia tímida, mas aos poucos foi se soltando, um tocava o outro sem vergonha, sem pudor.

Isabella tinha as costas contra o azulejo frio enquanto Edward investia contra ela uma e outra vez, sua língua brincava com um de seus mamilos enquanto a outra estava agarrada a sua bunda, ditando o ritmo. Seus gemidos ecoavam no banheiro assim como as palavras desconexas que ele soltava enquanto a embebedava de prazer.

Edward moveu-se em um angulo diferente acertando aquele mesmo ponto o qual havia atingido das outras vezes e Isabella sentiu seu corpo todo tencionar-se se entregando àquela sensação arrebatadora, ouvindo um gemido, acompanhado de um leve rosnado escapar dos lábios de Edward e seu corpo ser preenchido. O vampiro tinha a respiração pesada, enquanto Isabella ofegava , tentando se recuperar do intenso orgasmo.

Minutos depois...

Edward preparou ovos mexidos e um suco de laranja para ela, enquanto Bella se trocava, a jovem praticamente devorava seu café da manhã.

- Está mesmo faminta!

- As garotas tinham razão... – disse de boca cheia. – Sexo dá fome! – Edward não conteve o riso.

- Vamos lá pra casa assim que você terminar. – aquilo havia sido uma afirmação e não um pedido, Isabella parou de comer o encarando.

- Ou podemos ficar por aqui mesmo, só eu e você!

-Não podemos ficar aqui pra sempre Bella, temos assuntos importantes a resolver como o problema em Seattle e...

- Eu sei... Mas é que... Droga eu não queria voltar pra lá. – seu olhar estava fixo nela, analisando suas expressões.

- Por quê? O que tanto te incomoda Bella? – ela revirou os olhos bufando.

- Eu... Eu só não estou a fim de cruzar com aquela sua amiga insuportável e aquela irmã dela que se pudesse já teria me matado há um bom tempo!

- Bella para com isso, Irina jamais fará algo contra você, ela só está com raiva e tem seus motivos, certo? Quanto a Tanya, sei que a situação entre vocês não é das melhores, mas eu a conheço bem, pode levar um tempinho, mas sei que ela vai acabar aceitando, já deixei claro a ela que é você que eu amo, única e exclusivamente você minha feiticeira! – claro que Isabella sabia perfeitamente que aquela vampira não desistiria assim tão fácil, mas não iria discutir com ele por causa dela, não mais!

- Temos mesmo que ir?

-Sabe perfeitamente que sim. – a jovem soltou um longo suspiro rendido.

- Se não tem outro jeito, fazer o que? – ele riu a puxando pra si, roçando a ponta do nariz em sua pele, lhe causando arrepios contínuos.

- Além do mais, temos que contar a eles que iremos nos casar! Imagine a alegria de Esme e Alice?

- Droga, ela vai surtar!

- Não tenha duvidas de que vai. – a jovem afundou o rosto em seu peito soltando um gemido abafado, enquanto o seu noivo ria debochado.

Assim que chegaram à mansão encontraram Alice, Emmett, Jasper e Rosálie na sala.

- Bom dia! – a jovem cumprimentou a todos.

"Wow! Pelo tamanho desse sorriso vejo que a pegou de jeito, não é?"- Emmett o provocou em pensamento.

- Não começa! – Edward cuspiu entre dentes.

- Bom dia Bellinha! Vejo que seu humor parece excelente esta manhã. Poderia nos esclarecer o por quê? – o vampiro disse a provocando também.

- O motivo do meu bom humor não lhe diz respeito Emmett, e para de provocá-lo, não preciso ler mentes pra saber o que se passa nessa sua mente pervertida!

-Ui! Tudo bem porco espinho! – ela lhe lançou um olhar mordaz e o vampiro se encolheu.

- Aonde vocês dois se meteram? O que aconteceu? Isso não é justo sabia? – disparou Alice.

- Nunca te disseram Alice?

- O que?

- A vida nem sempre é justa! – a vampira estreitou o olhar.

"Ela está tentando ser engraçada?" – perguntou encarando o irmão que tinha um imenso sorriso nos lábios. Jasper podia sentir que o amor daqueles dois estava mais forte do que nunca.

-Oh meu Deus! Oh meus Deus... – Alice disparou sacudindo as mãos diante de Bella que a olhava assustada. – Isso ai no seu dedo é o que estou pensando que é?

- Edward me pediu em casamento e eu aceitei! – a jovem disse encabulada.

- AAHHH! – a vampira gritou fazendo com que o restante se encolhesse. – Isso é maravilhoso, é ele não é? O anel de sua mãe!

- Sabe perfeitamente que sim! – Edward respondeu revirando os olhos.

- Posso ver? – Rosálie pediu se aproximando. – Desculpe, mas é que ele sempre o guardou a sete chaves e... – Uau, é mesmo lindo!

- Lindo? É uma verdadeira obra de arte! – disparou Alice.

- Parabéns Bella!

- Obrigada Rosálie.

- Pode me chamar so de Rose!

- Oh meu Deus! Vocês viram o que eu vi? – o tom de Emmett era dramático o que irritou as duas. - Com certeza agora as duas vão fazer festinha do pijama. – Edward, Jazz e Alice explodiram em uma gargalhada enquanto as duas reviraram os olhos.

- Rose, se não mandar seu marido calar a boca, vai ficar viúva. – Isabella ameaçou em um tom sério, o vampiro fingiu passar o zíper na boca calando-se em seguida.

- Cala a boca Emmett! – a loira disse em um tom mandão.

- Pra quando é? Nossa, nós temos tanta coisa pra decidir, a lista de convidados, presentes. - Isabella apertou a mão de Edward, seus olhos estavam arregalados e Edward sibilou um desculpe para ela. - Quais as suas flores preferidas? Oh meu Deus, vai ser o casamento do século, e...

- Alice... – e a vampira continuou falando. – Alice... – e nada. - ALICE! – gritou Bella fazendo-a parar. - Em primeiro lugar não surta tá bem? Não sabemos ainda quando será, porque não temos uma data definida, definitivamente não terá lista de presentes... – a vampira bufou revirando os olhos. – Os convidados serão muito poucos e será tudo simples, sem chamar muito a atenção, estamos entendidas?

- Mas Bella...

- Depois que decidirmos a data, voltaremos a falar sobre isso, mas já está avisada. – o tom da feiticeira deixava claro que aquilo não estava em discussão.

- Chata!

- Sensata, seria o mais correto!

- Não, é chata mesmo, igualzinho a ele, formam mesmo um casal perfeito!

- E você nos ama mesmo assim. – as duas se abraçaram arrancando risos de todos.

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