Mais um capítulo pra vcs!
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CAPITULO LI
- Vai me dizer para onde estamos indo? – Bella perguntou pela terceira vez.
- Já disse que é surpresa, não adianta insistir meu amor. – Edward disse depositando um beijo em sua mão. Bella fez bico cruzando os braços emburrada, o que fez seu marido rir com gosto, acabou adormecendo no caminho para o aeroporto.
Isabella não sabia para onde estava indo, mas estava feliz, pois seu marido estava ao seu lado e com ele iria pra qualquer lugar. A jovem adormeceu novamente no avião e dormiu a viagem toda praticamente, Edward a despertou quando o avião pousou.
- Bella? Bella? – chamou em seu ouvido, ela despertou lentamente se espreguiçando.
- Chegamos? – perguntou sonolenta.
- Ainda não, mas o avião pousou. – disse depositando um beijo em seus lábios, do aeroporto o casal pegou um taxi e Bella estranhou a língua que Edward falava.
- Onde estamos?
- No Brasil, Rio de Janeiro pra ser exato. – respondeu com seu sorriso torto. Bella retribuiu o sorriso voltando sua atenção para a janela do carro, apreciando a linda paisagem, foram para a marina.
O vampiro levou as malas indicando o caminho para Bella pelo pear, parando diante de uma bela lancha. Levou as malas pra dentro, voltando em seguida para pegar sua esposa e colocá-la em um banco ao seu lado. Edward guiou a lancha pelo mar adentro e Bella não via nada, pois já havia escurecido.
- Lá esta ela. – anunciou sorrindo.
- O que? – perguntou forçando a vista pra ver se enxergava algo, Edward apontou novamente e Bella ergueu o braço sibilando algo, logo o céu parecia quatro de julho e só então a jovem teve plena visão da ilha.
- É uma ilha?
- Sim, a ilha Esme. – Bella franziu o cenho. -Carlisle a deu de presente para Esme. – Edward disse como se fosse à coisa mais comum, enquanto a boca de sua esposa estava literalmente aberta.
- Vocês não são nada modestos em seus presentes, não é? – ele sorriu meneando a cabeça. Assim que ancorou Edward pegou as quatro malas em um das mãos pegando Bella no colo.
- Edward eu posso muito bem caminhar. – resmungou revirando os olhos.
- Não, quero fazer tudo certo. – teimou.
- Então me deixe pelo menos ajudá-lo com as malas. – disse fechando os olhos e as malas desapareceram de sua mão reaparecendo na varanda da belíssima casa a beira mar.
Edward a carregou levando-a até o quarto a colocando sobre a cama. - Voltou já. – o vampiro saiu fazendo com que os cabelos de Bella esvoaçassem, voltando em um piscar de olhos com as malas, as colocando sobre o grande móvel que havia ao lado da cama.
- Quer tomar um banho? Parece cansada da viagem. – o vampiro ergueu a mão retirando uma mecha de cabelo que insistia em cair em seu rosto.
- Adoraria! – respondeu com os olhos fixos nos dele.
Bella pegou uma troca de roupa indo para o banheiro em seguida, tomou um banho relaxante e quando saiu estancou na porta do quarto. - Oh meu Deus! – soltou ao ver o quarto todo iluminado por velas, a cama coberta de pétalas de rosas, na mesinha ao lado um balde com champanhe e duas taças e seu marido usando um short de seda preto, com um robe aberto.
Já ela vestia uma camisola preta transparente que com duas fendas uma em cada perna, com um decote ousado era elegante e muito sexy, por cima havia um robe de seda.
- Gostou? – Edward sussurrou próximo ao seu ouvido, estava atrás dela, lentamente puxou o laço do robe. Seus lábios deslizaram pela curvatura do pescoço de Bella a fazendo arfar, deslizou o robe por seus braços acariciando seu ombro, depositando beijos em sua pele.
- Edward... – gemeu quando sua mão entrou pelo decote envolvendo seu seio. Bella pôde sentir seu membro rijo roçar em suas costas, excitando-a. Seu marido a levou até a cama livrando-se de sua camisola, um sorriso se fez nos lábios dele ao ver a linda barriguinha de cinco meses.
Os lábios de Edward percorreu cada milímetro do corpo de Bella, até encontrar sua intimidade, invadindo-a com sua língua, levando sua esposa ao delírio. Sentiu seu corpo estremecer e foi agraciado com o néctar dos deuses, deliciando-se.
Sua esposa estava ofegante com os cabelos espalhados pelo colchão e um sorriso nos lábios, ainda apreciando a enxurrada de sensações que lhe tomava naquele momento.
Deitou-se ao lado dela, beijou-lhe a boca virando-a de lado, deslizando para dentro dela lenta e prazerosamente. A posição lhe dava mais acesso a ela, deliciava-se distribuindo beijos pela curvatura de seu pescoço, enquanto uma de suas mãos acariciava-lhe o seio e a outra seu ponto mais sensível o que fez Isabella gritar seu nome, tamanho prazer que sentia.
Beijou-lhe a boca investindo cada vez mai forte e mais rápido, seus dedos faziam mágica em seu ponto mais sensível e de repente juntos explodiram em um prazer absoluto.
Edward sentia que seu prazer era ainda mais intenso sabendo o prazer que proporcionava a sua esposa, que havia aprovado a nova posição, e ele ainda tinha várias para colocar em prática.
Conteve a vontade de acordá-la para recomeçarem tudo uma vez mais, mas sua esposa estava grávida, então o vampiro velou seu sono, enquanto lia um livro. Depois de preparar um belo café da manhã o qual sua esposa praticamente devorou, a levou para conhecer a ilha.
Estavam se divertindo muito, amaram-se no mar sob a luz da lua, na cachoeira, nadaram juntos... Foram três semanas inesquecíveis para ambos, estavam ainda mais apaixonados, e acima de tudo felizes. E ao retornarem da lua de mel, foram surpreendidos com um presente de toda a família.
-Carlisle e eu estivemos pensando e, acreditamos que como recém-casados queiram um cantinho só pra vocês certo? – Edward tentava ver do que se tratava, mas sua mãe não lhe dava uma pista sequer. – Então aqui está, eu realmente espero que esteja do agrado de vocês. – disse lhes entregando uma chave.
- O que isso significa? – Bella perguntou com o cenho franzido.
- Havia uma antiga cabana abaixo do rio, eu e seus irmãos a reformamos para receber vocês e o bebê.
-Oh meu Deus, está nos dando uma casa? – a jovem tinha um imenso sorriso nos lábios.
-Leve-a para conhecer a casa filho, sabe perfeitamente onde fica.
- Obrigado dona Esme!
-Tsc! Não por isso, agora vão! – Edward levou a esposa para conhecer a cabana, surpreendeu-se ao ver as melhorias que haviam feito nela.
- Não é bem uma casa, está mais pra uma...
- Não fale assim... – Bella o repreendeu dando com a mão em seu peito. - Nossa casa é linda! – o vampiro sorriu revirando os olhos.
- Só acho que poderia ser algo mais moderno e...
- Hump! Chega a ser irônico, vindo de um cara que veio do século passado! Deixa de ser metido! – ela pegou a chave e abriu a porta, soltou um longo suspiro ao ver tudo em seu devido lugar, a lareira estava acesa, sobre ela as fotos de sua mãe, sua avó, Charlie e muitas dela e Edward espalhadas.
A cozinha era pequena, o lindo piano de Edward adornava o canto da sala, do lado oposto da lareira.
- Olha só pra isso, é tão perfeito!
- Tenho que reconhecer que ficou muito bom mesmo!
- Elas pensaram em tudo!
- O que acha de conhecer o quarto, senhora Cullen? – perguntou sugestivamente.
- Uma excelente ideia senhor Cullen. – Edward a guiou pela casa, antes pararam diante de uma porta que dava para um pequeno escritório, dois degraus acima, havia outra porta onde seria o quarto do bebê que ainda estava vazio.
Ao abrir a porta do outro quarto Bella levou a mão à boca, era lindo, uma combinação perfeita dela e Edward em cada mínimo detalhe. Uma das portas levava a um aconchegante banheiro e a outra a um closet repleto de roupas e acessórios.
- Mas de onde veio tudo isso? – Bella perguntou perplexa.
- Alice! – Edward respondeu somente, aproximando-se dela, colando seu corpo ao seu, deslizando suas mãos pela cintura de Bella, repousando-as em sua barriga a qual acariciava.
- Nossa irmã é maluca, fato!
- Ela se empolga às vezes.
- Às vezes? Quase sempre você quer dizer... – Isabella arfou ao sentir a língua dele brincando com o lóbulo de sua orelha.
- Edward... – novamente Bella arfou ao sentir os lábios em sua pele.
- Faz amor comigo senhora Cullen. – Edward sussurrou em seu ouvido.
- Sempre senhor Cullen, sempre! – respondeu o puxando pra si, tomando seus lábios em um beijo intenso, cheio de desejo, paixão e amor.
Horas mais tarde, na mansão Cullen...
- Então? O que acharam? – Esme perguntou ansiosa assim que o casal passou pela porta.
- É maravilhosa Esme, obrigada! – Bella agradeceu indo Ra junto dela abraçando-a forte.
- Obrigada mãe, ficou perfeita! – Edward se juntou a esposa no abraço.
- O quarto do bebê, podemos ir montando aos poucos, ao seu gosto Bella. – Esme puxou Bella em direção ao sofá, enquanto Edward ia em direção ao pai para cumprimentá-lo. – Temos outro presente para você, filha.
- Mais? – a jovem disse surpresa.
- Pode pegar pra mim Alice?
- Claro. – a amiga respondeu disparando escada acima, voltando em um piscar de olhos. – Aqui está Esme.
- Tome filha. – a matriarca da família lhe estendeu um estojo de veludo.
- O que é? – perguntou curiosa.
- Abra e veja.
- Oh meu Deus! É lindo Esme! – dentro do estojo havia um colar com o brasão dos Cullen. – Agora você é oficialmente uma Cullen e como tal, ele é seu por direito!
- Os homens usam um bracelete e as mulheres o colar... – explicou Carlisle. - Coloque-o em sua esposa filho. – Edward assentiu indo até Bella, colocando o colar em seguida depositando um beijo em seus lábios. - Será que vocês dois poderiam me dar um minuto? – pediu minutos depois.
Jasper acompanhou o casal, os três explicaram a Isabella como tudo funcionava, a cada cidade que chegavam. Seu marido lhe mostrou algumas de suas identidades e números de seguro social, cada um com uma idade diferente. Jasper lhe entregou um cartão de crédito preto com seu nome de casada em dourado.
- Mas eu já tenho um cartão de crédito! – a jovem disse sem entender.
- Este é sem limite Bella! – disse Jasper.
- Tá, mas o que eu faço com isso?
- Guarde-o, é seu para usar quando quiser ou precisar! – Carlisle disse desta vez. – Todos nós temos um. – o vampiro também lhe mostrou onde ficava o cofre e passou-lhe a senha, a jovem ficou boquiaberta com a quantidade de dinheiro ali. - Tudo isso agora pertence a você também filha, usufrua do quanto precisar. – concluiu e em seguida Jasper saiu os deixando na companhia de Carlisle somente. –Sentem-se meus filhos, tenho outro assunto para tratar com vocês dois. – pediu indicando a cadeira para Bella.
- Sobre o que exatamente? – perguntou brincando com o cartão em sua mão.
- Aproveitei este tempo em que estiveram fora para pesquisar, para saber mais sobre a suposta lenda de que lhe falei. – disse olhando para Edward.
- Lenda? Que lenda?
- Havia uma suposta lenda na América do sul, onde falava sobre uma criatura da noite que seduzia virgens nas aldeias nos confins do Amazonas. Muitas jovens morreram no processo até que a criatura tivesse controle absoluto para chegar ao final, se é que me entendem. Reza a lenda que três sobreviveram e nove luas depois deram a luz a um ser hibrido, uma mistura de raças, um mestiço.
- Quer dizer que existem mais casos como o nosso?
- Não filha, com certeza não! Vocês dois se arriscaram muito, confesso que me surpreendi com a força e o autocontrole de Edward. Além do mais, não houve amor ou algo do tipo, ele as tomou pra si, as engravidou e quando nasceram, levou as fêmeas consigo, deixando o único macho para trás.
- Que horror!
- Este vampiro chamado Johan, seduziu e desonrou as virgens de uma aldeia e os nativos deram a este ato o nome de íncubos, como já disse, somente três delas sobreviveram ao ato em si.
- Então nosso filho não é o primeiro? – Edward ouvia tudo em silêncio.
- De certa forma não... Pelo que soube, o macho foi abandonado antes mesmo de nascer, quando as outras duas deram a luz as meninas, o tal Johan desapareceu as levando consigo. Também descobri que uma vez fora do ventre, seu crescimento é acelerado, e com sete anos atinge a maturidade, estabilizando, o hibrido vive até hoje na aldeia.
- Mas e as mães? O que houve com as mães?
"Como digo a ela?" – se perguntou com os olhos cravados aos do filho, que cerrou as mãos em punho.
- A gestação dura nove luas, ou nove meses se preferir, pelo que soube, as mães ficaram debilitadas demais durante a gestação e ao nascer à criança abriu caminho com os dentes, matando a mãe no processo. – Bella tinha uma das mãos agarrada a de Edward. – Acalme-se Bella, isto foi há aproximadamente cento e cinquenta anos, pra mais, há de convir que as coisas mudaram muito de lá pra cá! A medicina evolui demais, o que houve foi a cento e cinquenta anos, em uma aldeia no meio da floresta, compreendem?
- E o que faremos Carlisle? – pelo seu tom de voz, Edward notou que a esposa estava apreensiva.
- Primeiro quero refazer alguns exames, e iremos monitorá-la daqui por diante, temos no que nos basear, já que sabe a data de concepção, certo? – a jovem assentiu compulsivamente. – Quando estiver próximo, faremos uma cesariana e não correrá riscos filha.
- Acha que isso dará certo?
- O problema está no nascimento, se adiantarmos o parto, fazendo uma cesariana, o bebê e você estarão a salvo. – garantiu o médico.
- E se algo der errado, você ou Edward podem me transformar, certo?
- Pode esquecer Isabella isso jamais irá acontecer! – o vampiro praticamente gritou socando a mesa, fazendo com que a jovem sobressaltasse tamanho susto que levara.
"Edward acalme-se, vai assustá-la assim!" – Carlisle o repreendeu.
- Prefere me deixar morrer Edward? – a voz de Bella saiu embargada.
- Ouviu o que ele disse? Isso não será necessário, iremos monitorar você! – a jovem engoliu o choro se colocando de pé.
- É só isso Carlisle? – perguntou voltando sua atenção para o médico.
- A propósito, falei com o reitor e terão que fazer uns trabalhos extras para a conclusão, fora isso está tudo certo. – Bella assentiu pedindo licença, saindo sem ao menos olhar para o marido.
- Edward tome cuidado com o que diz, acaba de magoar sua esposa, filho!
- Eu sei droga!
- Sei que tem seus motivos, e seus dogmas, filho, mas acho bom sentar e conversar com ela a respeito, ao invés de agir assim toda vez que este assunto é abordado, concorda?
- Tem razão, vou vê-la. – disse abrindo a porta.
- Vá filho e fale com ela. – o vampiro assentiu fechando a porta.
- Bella? Bella? – Edward a procurou pela casa e nem sinal de Bella.
- O que disse a ela Edward? – Alice disparou ao abordá-lo na sala.
- O que? Do que está falando? – revidou impaciente.
"Sobre sua esposa Edward! Que passou por aqui com um olhar triste e o queixo tremendo." – acusou furiosa, o vampiro esfregou as mãos no rosto em sinal de irritação.
-Droga, droga, droga! – esbravejou.
- Bella será uma de nós Edward você queira ou não, eu vi meu irmão. –Alice afirmou o deixando furioso.
- Suas visões com relação a ela não são claras, está lembrada? – retrucou no mesmo tom.
- É o destino dela, não poderá evitar! – a vampira insistiu.
- NÂO! – gritou a todo pulmão. – ELA JAMAIS SERÁ UMA DE NÓS NÂO ALICE, JAMAIS! – em um átimo, todos estavam na sala. - Bella vai continuar humana, entendeu bem, jamais permitirei que... – o vampiro se calou ao ouvir o coração da jovem batendo forte, virou-se e sua esposa tinha o rosto molhado pelas lágrimas.
- Não insista Alice... - sua voz saiu embargada e aquilo foi como um açoite em Edward. – Ouviu seu irmão, ele não me quer como um de vocês... – a jovem riu com escárnio. – Você disse que seria pela eternidade, está lembrado? – Edward deu um passo em sua direção e Isabella desapareceu no ar.
- INFERNO! – gritou Edward tamanha raiva que sentiu.
- Tem ideia de onde ela possa ter ido? – perguntou aflito diante da irmã.
- Acredito que pra sua casa. – Alice disse meneando a cabeça, sabia que seria outra discussão. Edward disparou em direção a casa, soltou um suspiro aliviado ao ouvi-la na casa. Assim que entrou viu Bella encolhida no sofá, chorando, agarrada a uma caixinha de lenços.
- Bella? – a voz do vampiro saiu embargada, lhe doía vê-la tão triste, ela tentava secar as lágrimas inutilmente. - Sinto muito Bella, olha pra mim meu amor. – pediu ficando diante dela.
- Por que... Porque não me quer Edward? – perguntou entre soluços.
- Como pode dizer isso meu amor, eu te amo, é obvio que eu te quero Bella, você é absolutamente tudo pra mim.
- Então porque não me quer com você pela eternidade? Porque tenho que morrer enquanto você viverá para sempre?
- Amor, isso não é uma dádiva, Bella, e sim uma maldição! Ouviu o que Jazz contou a você, não ouviu? Você mesma lutou contra eles, é isso que quer pra você Bella, ser como eles? – disse estudando sua reação a suas palavras.
-Não... Eu quero ser como você... Quero ficar com você pra sempre, Edward, como havia me prometido! – a jovem disse entre soluços.
- E você me tem Bella. – Edward segurou seu queixo a fazendo olhar pra ele.
- Ouviu o que Carlisle disse? Logo nosso bebê atingirá a maturidade e se estabilizará e você não vai mudar, enquanto eu vou continuar envelhecendo, até morrer, isso se não morrer antes.
- Não fala assim meu amor, sabe o quanto me dói negar algo a você. – o vampiro sentou-se a puxando para o seu colo. - Não sabe o que está me pedindo Bella... A dor é insuportável, depois verá todos que ama morrer e você ficar, vai perder as lembranças mais importantes de sua vida humana... Eu passei por isso Bella e sei o quanto custa e não desejo isso a ninguém, muito menos a você meu anjo. – disse com seus olhos cravados aos dela. - Verá seu pai morrer, seus amigos e com o tempo não se lembrará de como eles eram, compreende?
- Abro mão de tudo isso por você Edward, promete que não vai me deixar morrer... Promete que se algo der errado... Vai me transformar... Prometa. – ele a envolveu em seus braços.
- Você não vai morrer meu amor, não permitir que isso aconteça Bella, porque não sou nada sem você. Olha pra mim meu amor. – pediu segurando seu rosto em suas mãos. - Sinto muito por ter perdido a cabeça, será que pode me perdoar? – Edward colou seus lábios aos dela, que envolveu seu pescoço aprofundando o beijo, ele a pegou nos braços a levando para o quarto onde se amaram intensamente.
Os dias passavam rapidamente...
Bella e Edward concluíram todos os trabalhos e a gestação de Bella evoluía bem, a barriga crescia a olhos vistos e seu humor ficou muito instável, deixando a todos sem saber como agir perto dela. Ora ria alegremente, segundos depois chorava sem um motivo aparente, quem sofria perto dela era Jasper.
Carlisle refez os exames e apesar de comer muito bem, Bella apresentava uma anemia profunda e estava perdendo peso consideravelmente, as vitaminas não faziam efeito e a jovem voltou a vomitar por qualquer coisa.
Tanto Carlisle, quanto Edward tentava encontrar uma forma de conter a anemia e o vômito, mas nada encontraram. A ultrassonografia não adiantou de nada, uma vez que a membrana da bolsa era como a pele de um vampiro, impossibilitando de ver claramente o desenvolvimento do bebê.
Desde o retorno do casal de lua de mel, Seth e Jacob sempre encontravam um tempinho para visitar Isabella, para desgosto de Edward e Rosálie, já o restante estava até se acostumando com a presença deles por ali.
- Daqui a pouco vão rolar você garota! – Seth disse ao abraçá-la com cuidado devido à imensa barriga.
- Não estou gorda, estou? – perguntou virando-se para o marido.
- Não meu amor, você está linda. – o vampiro respondeu prontamente.
"Ai dele se disser o contrário." – o pensamento de Emmett irritou o irmão que lhe lançou um olhar mortal.
- Você está pálida, tem certeza de que está tudo bem? – Jacob insistiu a olhando com preocupação.
- Só estou um pouco anêmica, mas não se preocupe, não é nada grave.
"Claro que está anêmica, tem um sanguessuga drenando você!" – pensou irritado.
- É isso! – Edward disse levantando-se de repente. – O que Jacob disse faz sentido.
- E o que Jacob disse? – Carlisle perguntou confuso.
- O bebê é metade vampiro certo? – seu pai somente assentiu. – De certa forma ele está rejeitando a comida humana, como nós fazemos...
- Por isso a anemia! – disse Carlisle. – Ele está se alimentando de Bella.
- Exatamente!
- Precisamos alimentá-lo, pra que Bella fique forte para o parto. – apontou Carlisle.
- Mas como? – perguntou Alice.
- Como nós nos alimentamos?
- Eca! – Seth e Jacob estremeceram só de pensar.
- Ótimo! Vá e traga um belo urso pra mim amor! – Bella brincou e Edward revirou os olhos.
-Infelizmente teremos que ser mais radical, Bella! Tenho uma bolsa de O positivo, vou buscar.
- O que? Vai permitir uma coisa destas? – Jacob disse encarando Edward.
- É necessário, e a ideia foi sua!
- Eu estava sendo irônico!
- Mesmo assim, obrigado!
Carlisle trouxe o sangue em um copo e Isabella o pegou hesitante, o cheiro a enjoou um pouco, mas a jovem prendeu a respiração fechando os olhos e tomou. Já no primeiro gole, notava-se a mudança, suas bochechas estavam coradas, e Isabella perdeu aquele ar de anêmica.
Daquele dia em diante Isabella teve que adicionar sangue O positivo em sua dieta, pelo menos um copo por dia. Maio chegou e com ele a conclusão do ano letivo, todos estavam de férias e com muito tempo ocioso.
Dias depois...
Lucian voltou de viagem para acompanhar de perto o parto de Bella, estavam todos apreensivos, era meado de maio e Edward notou que sua esposa andava calada demais e pensativa, algo lhe incomodava e Bella não dizia o que.
Carlisle estava de plantão e Charlie havia passado à tarde com Bella, com a aproximação do parto, o casal ficava mais na mansão do que em casa. Estavam assistindo a um filme, todos reunidos na sala de vídeo e Edward notou que sua esposa não parava em uma posição, virando-se a todo o momento como se algo lhe incomodasse.
- O que você tem Bella? – perguntou preocupado.
- Não sei, não consigo encontrar uma posição pra sentar. – reclamou levando a mão ao pé da barriga.
- Acho melhor chamar Carlisle. –Alice disse alarmada.
- Não é preciso incomodar Carlisle, eu só... – a jovem não conseguiu terminar a frase, soltou um urro de dor e todos puderam ouvir o estalo de ossos se rompendo.
- O que foi isso? – Rosálie perguntou ao lado de Bella, que gritava de dor respirando com dificuldade.
- As costelas. – Edward disse aflito.
- Ligue para Carlisle imediatamente. – Lucian disse indo para junto de Bella, Alice no mesmo instante o fez, mas o médico já estava á caminho de casa, depois de ter passado a noite e o dia no hospital, e em questão de minutos Carlisle rompeu porta adentro.
- Como ela está? -perguntou disparando para junto de Bella, que estava deitada no sofá respirando com dificuldade.
- Ouvimos estalos, as costelas, pelo menos duas Carlisle. – Edward explicava angustiado.
- Se acalme Edward, preciso de você calmo, Jasper consegue acalmá-la. – o vampiro assentiu, mas não estava sendo uma tarefa fácil.
- DEUS... ELE ESTÁ ME RASGANDO CARLISLE... – grito de Bella foi desesperado, novamente a jovem urrou de dor agarrada ao braço do marido, e pela força que fazia, se Edward fosse humano, teria o partido ao meio. Olhou para o pai que media a pressão de sua esposa.
"Eu não posso mais... É muita coisa junta... Preciso sair daqui!" – Edward viu pela mente do irmão que estava impossível controlar a emoção de todos ali, Jasper se desculpou e correu para longe da casa.
- Vamos levá-la para a sala que está preparada, pegue-a filho, com cuidado. – Edward a pegou nos braços cuidadosamente, novamente Bella urrou de dor e outro estalo foi ouvido, mas desta vez a dor foi tão intensa que a jovem desmaiou.
- Outra costela! – disse Carlisle, corra Edward coloque-a na maca... – o vampiro mais do que depressa o fez, desesperado. - Tragam Charlie e o garoto Black agora mesmo. – ordenou e Alice foi buscar Charlie enquanto Esme ligava para Jacob.
- Bella? Bella acorda meu amor, por favor, Bella abra os olhos. – a voz de Edward estava desesperada, estava assustado e com medo, medo de perdê-la... De perder os dois.
- Edward, filho?- Carlisle o chamou. - Preciso que aplique isso nela, enquanto arrumo as coisas. – o médico lhe estendeu uma seringa.
- O que é isso?
- Morfina, para aliviar a dor. – o vampiro assentiu fazendo exatamente o que o pai havia pedido vendo Carlisle rapidamente arrumar tudo.
Enquanto isso...
Charlie assustou-se ao ver Alice aparecer em sua casa, nervosa daquele jeito.
- O que houve? – perguntou assustado.
- O bebê vai nascer Charlie, mas ao que parece houve complicações.
- Complicações? Como assim complicações? Oh Deus, não permita que isso aconteça de novo, não com ela.
- Venha Charlie, Carlisle pediu para vir buscá-lo. – o homem assentiu desolado, temia que acontecesse com Bella o que aconteceu com sua esposa Renée.
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