3 - Sato, Ivi Saori e a sua missão
Semanas atrás.
- Saori? Falava Temari Sabaku com o olhar fixo no X-Tudão Rei com ovo que ela havia pedido - antes de completar a frase, chamou a atenção da atendente que estava mais próxima - tem aquela maionese com salsinha de acompanhamento?
- Tem sim.
- Ah, então, eu vou querer. Quanto tempo para ficar pronta?
- 5 minutos – disse a atendente.
- Aquece no micro, por favor. – Disse a aprendiz de segurança.
- É pra já.
- E você Saori? Vai querer ainda aquele hot dog? – Falou Temari com o olhar maroto.
- Err... vou passar essa. Vou querer uma coisa salgada. Tem um assadinho de frango?
- Tem sim. Quer molho? Falou a moça arqueando a sobrancelha. Era uma atendente estonteante com imensos cachos. Cachos com uma hidratação mais que satisfatória.
- Não, esse não precisa de molho, obrigada. – Disse Saori, séria.
- Às ordens. – Falou a atendente. – Já trago o seu X-Tudão – complementou a fala a atendente ao olhar para Temari.
- Ué, mas você me disse que queria um hot dog com molho no capricho – falou Temari só para brincar com Saori.
Saori não disse nada.
Temari não desistiu e insistiu em puxar o assunto perdido a pouco. O de Lin.
- E então? – Temari bateu as mãos na mesa em sinal de suspense, fazia uma espécie de simulacro de tambor. Não conseguiu completar a fala; fora interrompida por uma mensagem no smartphone.
- Não, não pode ser. Advinha quem voltou de Sarajevo? – Falou Temari boquiaberta.
- Não conheço ninguém que foi a esse lugar... – Disse Saori.
- É mas ela foi. Eva Byker está de volta – completou Temari.
- Não pode ser... – exitou – ela, ela está de volta? – Com a voz trêmula, Saori não acreditava no que Temari dizia.
De repente, o tempo mudou, uma intensa massa de ar polar preencheu cada espaço em que as garotas se encontravam.
Temari, que já estava tensa, teve um pressentimento:
- Eu sinto uma... presença – falou com ares mediúnicos.
Pode acreditar. Aqui estou eu. – Disse Eva Byker – suas palavras soavam com uma rajada de ar que cortava imediatamente a neblina ao chegar no lugar.
- Não pode ser – disse Temari de sobressalto, como você nos encontrou?
- Esqueceu que você colocou no face que ia jantar aqui? E ainda marcou no aplicativo que a Saori estava com você – disse Eva sem se abalar com a confusão das figuras femininas a sua frente.
- E não adianta me olharem assim – prosseguiu com firmeza – preciso da ajuda de vocês.
Saori e Temari a olharam atônitas.
- Pra quê? – Quis saber imediatamente Saori.
- Eu estou investigando a história daquela menina reclusa em uma... – Eva não conseguiu completar o pensamento.
- Caverna? Tá falando da que fazia parte do time dos javalis selvagens na Tailândia? – interrompeu Temari gesticulando exageradamente.
- Não! – Cortou Eva. A história da menina autista internada. – Disse Eva séria.
- Que bucha... – Temari deixou escapar lentamente.
- Bota bucha nisso - disse Eva - Bucha de canhão de instituto de ensino com viés partidário. Essa menina foi usada como medida exemplar até dizer chega.
- Nossa – Saori exclamou. Mas porque isso?
- Greve, né – Eva explanou de maneira lógica – com greve dá para pressionar o governo a enviar mais verbas para o frigorífico. E não foi só um, foram vários que aderiram ao movimento.
- Temari fazia sinal com a cabeça que não. Estava muito desapontada.
- Não acredito que ainda existe isso nos dias de hoje. – disse triste.
- Acredite – disse Eva com os braços em forma de cruz.
- Que foi? - Disse sarcástica. Eu sim posso fazer esse gesto, o outro lá... agora eu não sei - satirizava a situação.
- Senta aqui – disse Temari convidativa. Toma uma soda – ofereceu para amiga; a comida já havia sido servida na mesa.
- Não... Hoje eu não tô para empreguete de ninguém – disse de maneira enigmática. Se sentou na mesa, mas não bebeu.
CONTINUA
Enquete: Carlos deve voltar para a fanfic ou não?
Beijos, amanhã tem mais. Sempre é bom recordar que essa é uma obra ficcional, não é biografia.
