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Saori recordava o que havia dito anteriormente na conversa.

-Como eu disse anteriormente, a Lin era herdeira do império Kato. – falou Saori. Só que não durou muito, seu dom para enganar pessoas fez ela se perder com facilidade na vida.

- Eu ouvi falar que um tal de Kanon gostava muito dela... – Dizia Eva que estava por dentro das notícias da mídia.

- Sim, Kanon era o gêmeo de Saga que ficara um tempo em terras gregas. Conforme a Lin conta, ele é um cara muito bom. Só que tem um outro ponto de vista sobre o assunto...

- Qual? A de que ele é um puto de um gostoso, né? – Brincou Eva ao olhar para o relógio que marcava 22:33 hs – Aquele pagão incendeia qualquer uma. Deve falhar lá de vez quando na hora h. Às vezes, a gente pega cada capeta que deveria ter o selo de brocha permanente.

Do lado de fora do ambiente, podia-se ver uma estrábica fazendo a distribuição de panfletos.

- Tome essas moedas de 50 centavos, minha filha – disse um senhor cheio de bondade. Tinha pena da situação. Tanto é que ficou quieto ao ver a cena por um bom tempo até finalmente se manifestar em relação ao que presenciava.

Vamos voltar à conversa das três amigas.

- Tu, né! Eu não. – falou Saori com convicção - Esse mero mortal – frisou Saori ao continuar - não faz o meu tipo, tem umas olheiras... Enfim não dá uma boa impressão – cortou Saori. Sempre vou preferir honestidade à beleza. – tomou um gole da sua fanta. - Mas gosto é gosto. O que eu quero dizer é que gostosura e falta de experiência em administrar as situações da vida não põe mesa. Por exemplo, no intervalo, você acha certo eu pegar a merenda da outra enfermeira sem permissão? E se essa comida for para o filho dela? Em ambos os caso dá denúncia isso, não? Voltando ao caso da Lin, oha aonde ela foi parar... Acabou perdida na vida. – Disse a sempre sábia Saori Kid que assim que avistava uma oportunidade, dava um show de moral na certa.

- É... Tem razão. E então você vai ou não vai nesse enterro premeditado da Lin? – Quis saber Temari rememorando os dizeres anteriores da Saori.

- Vou – disse uma Ivi Saori corajosa. Vou tirar essa história a limpo.

Temari e Eva se entreolharam. Se Saori estava tão decidida, só restava às amigas apoiá-la em sua decisão.

- Meninas a conversa está muito boa, mas eu tenho que ir. – Disse Eva, já de pé.

- Ué, mas vai aonde? – Disse Temari ainda sentada.

- E as minhas investigações sobre o caso da menina autista têm hora para começar? – Disse Eva em tom de despedida.

Com a negativa de Ivi Saori e Temari, Eva deixou o dinheiro da refeição no caixa e seguiu seu rumo.

Saori e Temari também foram ao caixa pagar a comanda. No caixa, O atendente Seu Xico, um homem muito gentil as atendeu.

Como já era noite. Saori teve uma atitude inesperada. Teve o insight que precisava ir ao banco.

- Já são quinze para as dez... E eu vou ao Santander antes que feche. E você?

- Eu te acompanho disse Temari Sabaku de prontidão.

Já no Banco, Saori fez um saque de 150 reais.

- Isso aqui vai para a gasolina e os meus gastos de alimentação no hospital de amanhã.

Nesse banco, Saori era cliente especial.

- É saúde em primeiro. Segurança no transporte, ensino... O que mais? – disse Temari.

- Sanitarismo – falou Saori ao sair do banco. É bem importante. Na transição da Idade Média para a Idade Contemporânea, essa foi a primeira medida a ser tomada por parte dos governantes para se ter uma boa base mercantil.

- E sem as medidas de sanitarismo, isto é, o encanamento de esgoto, na primeira chuva torrente, a cidade que não estiver bem planejada para aguentar a força da chuva, não terá para onde escoar a água, alagando tudo. E aí o lixo transborda – o que acarreta uma confusão.

- Argh, quem gosta de lixo? – Falou com asco Temari. – Acho que nem a menina reclusa gostava da situação em que vivia. Coitada, não cuidava nem de si mesma.

- É mas agora ela se cuida... Gostou da minha aula de história? – piscou os olhos Saori.

- É... pra ti ver – disse Temari pensativa.

Ao fundo se escutava um carro de som passando com os seguintes dizeres: "Venha para o circo Pantanal, show inédito dos sósias dos Trapalhões".

- Vamo, vamo - disse Temari animada. Gosto muito do Didi.

- Hum... é – falou Saori – em plena nostalgia – lá tem o Dedé e o Mussum também. – Se me pagar a pipoca eu vou.

- Vamos então? – Instigou Temari.

"Vamos, você só gasta 50 reais e pode participar de todos os espetáculos" – dizia o carro de som do circo.

- Er, melhor não – pensava Saori consigo mesma: "Por esse preço não vou nem de graça". Deixa para outro dia – se desculpou em voz alta, Saori. Hoje eu tenho que retornar ao ambiente que deixei meu carro e ir para casa terminar os afazeres do dia. A gente se vê amanhã.

- É... Eu pensei aqui com os meus botões e é melhor eu ir para casa também. Até amanhã! – disse Temari.

-Até. – Se despediu Ivi Saori.

CONTINUA