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No outro dia, Temari ofereceu uma sacola recheada de bombons ferero Rocher para Saori.

- E aí, em uma escala de zero a dez quanto ele te xingou? – Questionou a aprendiz de segurança. Mal contia a vontade de rir.

- Não me xingou, tenho até sorte. Na verdade, ele queria saber sobre o caso da paciente Lin Kato.

- Ele disse que a Lin é de uma família muito rica– o que eu já sabia; quem não conhece Lin Kato? – Questionou Saori. – Por causa da influência da família Kato é que conseguiram fechar o hospital inteiro no dia de entrada da paciente no complexo hospitalar. Shion disse que todas as vontades de Lin deveriam ser atendidas, já que ela estava nas últimas. Penso eu, dessa forma – concluiu Saori – que a família deve estar ajudando financeira a construção ou restauração de alguma ala prejudicada do hospital. Só pode haver algum incentiva financeiro por trás de toda essa pompa no atendimento de Lin.

Saori cogitara tal constatação porque qualquer caso de usuário de sistema da unidade privada ou pública deveria ser tratado com um olhar de humanização. No entanto, fechar um hospital para uma única paciente, já era demais.

- Você falou sobre a história da Lin querer fazer confissões a você? – Questionou a aprendiz de Tatsumi.

- Sim, e Shion disse que era para atender mais esse pedido dela – explicou Saori.

Shion era o dirigente do hospital.

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Atendimento na seção SUS.

Ivi Saori não sabia por onde começar. Não demorou muito para demonstrar sua competência no trabalho.

Esse aqui acabou de morrer. – Disse Eva se lamentando.

As roupas eram velhas , rasgadas . Na mão, uma garrafinha de não sei o quê. No topo da cabeça, apenas uma pelugem loira. Uns fiapos de cabelo.

- Morreu de quê? – Quis saber Saori.

- AIDS terminal. E ainda que ele nem via que estava dessa forma.

-E mais, tentou guspir na enfermeira ainda para passar o vírus. Quantas vezes é necessário dizer que a saliva não passa o vírus. Nem que fosse sangue isso ocorreria. AIDS é passada somente via sexual. – Disse Eva de maneira didádica. Como era sempre prevenida, sempre andava com gravador e celular em modo de conversa de transmissão, qualquer coisa tacava um processo em cima do agressor. Já que saliva não passa nada, agressão por danos morais rende um bom ressarcimento financeiro.

- Pietro, sai de trás de mim, desde quando eu gosto de pessoas em cima de mim assim? Vai arranjar o que fazer, se não da próxima vez eu te coloco na minha fanfic de uma maneira que você não vai gostar. E você sabe que eu não preciso citar o seu nome para essas coisas acontecerem.

"Preciso cuidar o que eu digo já que estive na Índia e lá o que se fala só tem uma significação". - Pensava Eva.

Já Pietro ficou com medo não só pelo que ela falou, mas porque muita coisa que Eva previa, acontecia.

Diante disso, nas horas vagas, Eva escrevia.

E essa duas? – Pediu Saori tentando verificar o prontuário das usuárias apontadas.

Eram duas velhinhas. Duas velhinhas perdidas.

- Curiosamente, ambas possuíam o mesmo caso clínico. Paralisia no músculo da fala, isto é, a língua. Como não havia mais circulação sanguínea, uma manobra médica era necessária. Iriam extirpá-las.

- Meu Deus que horror. – Exclamou Saori. – Vão comer como?

- Só por sonda. – Disse Eva.

Tudo bem, que as demais enfermeiras relataram que estas eram pacientes que incomodavam nos plantões. – Né Pietro? – o assistente em enfermagem fez sinal em concordância.

Eram fofoqueiras, mas não precisavam terminar assim.

- Sabe o porquê desse meu sobrenome? - Questionou Eva ao assistente de enfermagem. -Tem a ver ao fato que eu tenho origem indiana e precisava fazer a naturalização no Brasil. Certa vez, socorri um menino de bike que havia caído e se machucado. No entanto, como ele havia se machucado com os ferrinhos da bike, o metal próximo a embreagem acabou perfurando o estômago dele e ele se foi. Coloquei o sobrenome em homenagem a ele. Já conhecia ele, pois já havia dado aula de catequese a ele. Por isso meu nome completo é: Sato Eva Byker, mas me chamam só de Eva Byker.

- É ter um olhar humano sobre a situação- complementou Saori.

- Sim... E essa aí? – Quis saber Eva.

- Essa aí deu trombose na perna. A circulação venosa já não existe mais. Vê as veias? Antes azuis, agora estão com necrose. – Tirou o celular da paciente, tinha o intuito de devolver o aparelho para a família, pois como a paciente estava, não era possível que permanecesse acordada. Iriam sedá-la.

- Coitada, já expirou. – Disse Saori. – Tirou o óculos e o rabicó, pois a paciente estava com o rabo de cavalo mal feito. – Ai, coitadinha... – Murmurou para a senhorinha que estava vestida de branco e preto.

Não adiantava se lamentar, hoje, infelizmente, ninguém mais ia falar mal de ninguém.

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Nossa é tanto "Sa" nos nomes das minhas personagens que seria bom variar um pouco... Se bem que esses personagens existem mesmo nos mangakás que eu vi. Bem, que tal vocês me auxiliarem nessa tarefa de encontrar novos nomes para os protagonistas da fanfic? Posso contar com vocês? Bjoss