Disclaimer: Naruto não me pertence.
Areia
Neji observou a irmã se afastar e só retirou o olhar dela quando a moça começou a descer as escadas. Seu olhar então pousou nos irmãos Sabaku, principalmente num certo ruivo.
- Acho melhor começarmos a discutir tudo o que for necessário. - disse o Kazekage.
- Hai. - Neji suspirou enquanto esfregava a têmporas. - Konohagakure quer utilizar minha irmã como forma de garantia. O país teme uma futura guerra contra Kumo ou Otogakure e deseja ter certeza de que vai receber o apoio do seu exército.
- Com sua irmã se tornando minha irmã-de-lei e esposa oficial de Gaara, terei como obrigação proteger sua terra natal. Afinal Gaara não vai permitir que ela sofra. - disse Kankuro tranquilamente. - Mas isso vou discutir com Kakashi pelas próximas semanas, creio que nosso assunto principal neste momento seja outro.
- E é. A verdadeira razão por estarmos aqui é que devo alerta-los corretamente com relação a Hinata. Temo que se não conseguirem trata-la direito a situação fuja de controle. Então preciso que me ouçam bem...
Neji fitou Hinata com interesse. Ele sabia que ela já tinha percebido. Sabia pelo modo que ela analisava a parede, pelo modo que ela desviava seu caminho da aprendiz direta de Gaara, pelas faíscas que ela emitia ao estalar os dedos cobertos por uma luva marrom escura.
Hinata estava rastreado o lugar.
O olhar dela se encontrou com o dele e ela sorriu de forma tensa.
A morena mordeu os lábios e moveu os olhos para a direita. Ele sabia o que ela estava vendo mesmo não podendo ver como ela via, mas podia sentir o cheiro.
Cheiro de sangue seco.
Ele se aproximou dela e ambos fingiram observar o nascer do sol. Alguns servos passaram por eles mas não perceberam nada de estranho.
- Dormiu bem?
- Não. O barulho do vento era alto demais durante a noite e ecoava pelo quarto ( eu consigo ouvir os gritos deles e o som vem de todos os lados ). Sequer consegui fechar os olhos e ( eu consegui vê-los também) senti muito frio ( eles me tocaram como sempre, porém foi pior). - ela respirou fundo e ele percebeu as olheiras em formação no rosto dela.- Talvez essa noite eu consiga dormir.
- Quer passear pelo castelo enquanto os outros dormem ( quer destruí-los enquanto ninguém está por perto) ?
- Hai.
Hinata retirou as luvas e sorriu. Neji arregaçou as mangas do casaco e apoiou a mão na parede. Eles se entreolharam e Neji deu um sorriso pequeno e suave para transmitir confiança para ela. A moça sorriu de volta e cobriu o rosto com o véu. Ambos sabiam o que fazer e resolveram não perder sequer um segundo. Em perfeita sintonia ativaram o byakugan e começaram a trabalhar.
O mais velho enviou um pulso de energia pelas paredes arredondadas. Eles puderam ver milhões de fios finíssimos e que brilhavam apenas os seus olhos. Esses fios caçaram e encontraram massas de energia densas e negras. Eram sentimentos ruins acumulados, guardados por objetos e pelos cômodos do castelo. Ele fechou sua mão e imediatamente seus fios se fecharam como redes ao redor dessas massas negativas.
Hinata fechou os olhos e apoiou a ponta dos dedos das duas mãos na parede. Concentrou seu byakugan nas redes que o irmão criou e deixou algumas bolhas de luz se infiltrarem na parede. Moldou as bolhas até que essas se tornassem bilhões de agulhas milimétricas que emitiam uma fraca luz azulada oscilante. Ela podia sentir cada aglomeração que Neji havia encontrado. Respirou fundo e enviou uma onda de agulhas invisíveis a olho nu ao exalar o ar.
Ambos assistiram com ligeiro fascínio a forma que as agulhas penetravam as massas de sentimentos que haviam se tornado seres amorfos e começavam a expandir-se, destruindo todo e qualquer rastro de escuridão não natural ao seu redor. Mini explosões ocorreram simultaneamente enquanto Hinata forçava a expansão do tamanho das agulhas e Neji apertava suas redes ao redor dos "prisioneiros".
Hinata cabaleou um pouco e Neji a segurou.
- Esse lugar é enorme. É impossível limpar tudo de uma vez. Sinto muito. - ele sussurrou apenas para ela.
Ela suspirou e olhou ao redor. Encontrou uma poltrona com estampa listrada que ia do preto ao vermelho em uma escalas com suas linhas de grossuras diferentes e sentou-se. Ela fitou o irmão e sem dizer nada ele a entendeu.
Ela estava agradecendo por sua ajuda.
Neji olhou para as mãos dela e moça imediatamente lembrou de por as luvas novamente.
Hinata sorriu por debaixo do véu. Amava a forma que podia se comunicar com Neji sem ter que falar algo diretamente ou apenas com um olhar ou a postura corporal. Havia algo na união deles, uma conexão entre os irmãos, que Hanabi nunca conseguira imitar. Não conseguiria porque não os conhecia bem o suficiente. Neji conhecia tudo dos dias mais escuros de Hinata e vice versa.
A imagem dela retorcendo-se e gritando durante a noite sempre que ele se aproximava do quarto dela quando ainda a odiava o perseguiria para todo o sempre. Ele podia lembrar-se com perfeição da reação dela ao tentar escapar dos tentáculos constituídos de pura maldade e ódio que saiam dele e a atacavam. Ele não podia ver aquilo, mas ela podia. Ele também não conseguia sentir o parasita sobrenatural que havia se tornado seus piores sentimentos, mas ela sentia. Houve uma época que ele percorria sempre o mesmo caminho só pela satisfação de ouvi-la gritar de puro terror.
Porém, uma noite ela cansou-se daquela rotina sádica que ele havia adquirido. Esperou o horário no qual ele passava se aproximar e condensou todo o seu poder. No momento em que ele parou na porta dela, a garota soltou seu poder de uma vez.
Ela brilhou como um raio naquela noite. Seu quarto pegou fogo e ela perdeu quase tudo que tinha conseguido ao longo da sua pequena vida. Mas o olhar de satisfação nela não a deixou em nenhum momento. A satisfação por finalmente atacar aquela criatura amorfa que tentava devora-la e que sugava a alma de seu irmão mais velho.
Foi naquela madrugada assustadora que ela percebeu que podia sugar o mal dos outros e incinera-lo dentro de si mesma.
Daquele dia em diante ela esperava o primo passar e sugava os resquícios de dentro dele. Repetiu o processo até que os olhos dele clareassem. Ignorou todos os que diziam que ele estava se superando sozinho e continuou a cura-lo. Ela o purificou tantas vezes e com tanta intensidade que acabou impregnando-o com sua própria essência. Por causa disso ele sentia as mais leves mudanças no padrão de chakra dela, sentia também todos os sentimentos que ela possuísse em um determinado momento de forma suave. Logo ele sabia quando ela sentia medo, felicidade, tristeza ou qualquer outra coisa porque podia sentir isso também.
Ele acabou por se tornar o único a compreender até onde os poderes dela iam e acabou por se tornar o único a entender o que ela podia ou não podia ver. Se tornou o único, dentre todos no clã, a protege-la porque sabia que de todos ela era a mais poderosa.
E com isso veio o medo.
Medo dela ser corrompida.
Medo dela ser destruída.
Medo dela confiar em alguém e ser traída.
Ele sabia que ninguém mais no clã possuía a cor lilás nos olhos além dela. Sabia também que apenas anjos carregavam essa coloração. Ele sabia mais do que podia e isso o ajudou a protege - la.
Hinata passou a esconder os olhos com maior teimosia do que antes. Quando menor os escondia por detrás da franja por timidez, mas agora os escondia por questão de segurança. Andava sempre olhando para o chão.
" Querem roubar seus olhos, Hinata. Foi por esse motivo que te sequestraram quando ainda tinha três anos. Naquela noite em que pensei ter perdido Hizashi para sempre." - havia dito para ela no escuro de uma madrugada fria.
Neji fechou os olhos e tentou se livrar das lembranças. Olhou para a irmã e procurou qualquer traço que indicasse algo a temer na morena, mas não encontrou nada.
Ouviram passos.
Hinata sorriu-lhe timidamente mesmo sabendo que tudo que ele podia ver eram seus olhos se apertando com o sorriso.
Gaara entrou na sala que estavam e sua cabeleira ruiva contrastou com as paredes cor de marfim. Ele saudou-os e disse:
- Vim para guia-los para o local em que servirão o desjejum.- disse na sua habitual voz seca e baixa.
Sorry, o capitulo ficou pequeno, mas tem mais de 1400 palavras. Se eu aumentasse ficaria um monstro.
Oo Jaq oO, olá. Fico feliz que tenha gostado. Realmente feliz! Aqui está mais um capítulo e estou preparando o próximo para postar semana que vem. ^^ Espero que continue acompanhando e comentando. Beijão.BarbaraGava, mulheeeer, não fala do Neji dando uns pega na Hina não que eu sou chegada num incesto e acabo mudando a fic de GaaHina pra NejiHina! Eu não sei porque, mas não consigo ter a aversão a incesto que o povo tem, se duas pessoas se amam, deixa elas serem felizes, saca? Apoio totalmente união incestuosa, gay e etc. Não consigo ver um problema além dos aspecto evolutivos da situação. Enfim! O poder dela é legal, né? Isso é só uma fração ínfima do que ela pode fazer mwahahaha. O único problema que a impede de mostrar a pele é o fato dela meio que brilhar, entende? Sugar a energia negativa dos outros ela suga mesmo sem querer fazer isso. O Gaara reparando nela é muito A Bela e a Fera dos irmãos Grimm, é bem terapia de casal mesmo hehehe. Descrever deserto é o cão manco chupando manga no meio da caatinga debaixo do sol das três horas. Aí eu comecei a ler Magi e reparei que o ambiente é basicamente o mesmo e vou começar a descrever o cenário daquele mangá só por preguiça depois do decimo primeiro capítulo. Hiashi tem seus motivos pra ser malvado. Começo a explicar lá pelo capítulo 11, mas a sacada só chega depois. Na Matsuri pode bater! Eu seguro e você bate. Nada contra a personagem, mas ela vai ser minha vilã perfeita mwahaha. Quando eu fizer 18, daqui dois meses ( sim eu sou novinha) eu me junto contigo e a gente cria uma fic HinataxHarem hehehe. VocÊ encontrou MadaHinas? Ai dios, vou caçar. Melhor casal forever. Tive que ler um todo em inglês na base do Google tradutor só porque é um bom casal. Sonho de consumo: escrever MadaHina, MinaHina e HidanHina!*-* Beijão e até!.
