capitulo 10
Disclaimer: Naruto não me pertence.
Areia
Há seis meses Hinata havia chegado em Suna sem saber como seria sua nova vida. Ela desconhecia seu marido e desconhecia sua própria casa. Sua nova casa.
No início havia sido difícil se adaptar. Gaara era predominantemente um homem que não demonstrava emoções e não possuía qualquer habilidade social básica que não envolvesse seu trabalho nas Forças Armadas. Ela tivera dificuldades em entende-lo inicialmente e por vezes se sentia ofendida pelos comentários secos que ele soltava de vez em quando. Desta forma, costumeiramente recorria a Kankuro para buscar a forma correta de agir, para buscar um meio de agradar seu marido feito de gelo e força bruta.
Quando Temari chegou, aproximadamente um mês depois de que ela começara a morar em Sunagakure, seu peito se encheu de alegria. A mulher loira era forte e decidida, tinha um temperamento que não oscilava muito e parecia ter nascido pronta para matar. Estranhamente, Temari foi uma das pessoas mais agradáveis que ela encontrou naquelas terras. A loira era doce e cuidadosa quando estavam sozinhas e cuidava dos irmãos com mão de ferro e amor. Hinata apreciava passar o dia inteiro na companhia da mulher e conversar com ela durante o jantar. Sempre que podiam estavam juntas e a Sabaku chegara a declarar que a ex-Hyuuga não era apenas a esposa de Gaara para ela, mas uma verdadeira amiga e irmã.
Infelizmente Temari era a principal embaixadora de Sunagakure e estava sempre viajando. Suas habilidades políticas justificavam seu posto e a mantinham longe de sua terra natal a maior parte do tempo. Então quando ela partia em suas viagens diplomáticas, Hinata sentia que andar pelas ruas de areia da Vila não era a mesma coisa sem ela.
Outro fato que atormentou a ex-Hyuuga nos primeiros meses era que os servos mantinham o máximo de distância possível dela e nunca ousavam iniciar uma conversa. Após muitas tentativas, ela conquistou a amizade de umas poucas servas ao ajudar a arrumar o castelo e sempre deixar os objetos organizados para facilitar a limpeza deles. Por volta do terceiro mês descobriu a cozinha e passou a conviver com os cozinheiros, sempre ajudando a fazer a comida. Gaara de inicio ficara receoso com a aproximação dela com os serviçais, mas ao perceber o quanto eles gostavam dela recuou.
Seis meses atrás ela duvidaria que seu marido a levaria para o trabalho dele ou a consultaria quando precisasse fazer uma decisão difícil. Seis meses atrás ela duvidaria que ele respeitaria e seguiria seus concelhos sobre táticas de guerra. Principalmente quando ele preenchia o cargo de Comandante Supremo desde os doze anos de idade e ela passara sua vida enclausurada dentro do clã.
Outro fator surpresa para ela era o olhar de aprovação que o Conselho de Sunagakure dirigia a ela. Temari explicara que ao usar vestes totalmente tradicionais ela havia conseguido um apoio inicial dos anciãos, mas que realmente os conquistara fora seu modo de se portar e o apoio incondicional que oferecia a Gaara. Agia como a rainha que Suna nunca pode ter.
Mesmo com todas as conquistas positivas nos últimos seis meses ainda haviam fatores a se temer. Tentava fazer vista grossa para o comportamento e as palavras de Matsuri, mas as feridas que a garota causava doíam tanto quanto as que Hanabi costumava infligir. Tentava ignorar com todas as suas forças o modo que a pequena morena agia para roubar toda a atenção de Gaara para si. Tentava esquecer as palavras carregadas de veneno que a outra pronunciava suavemente com voz inocente com o intuito de abala-la e convencer o Sabaku ruivo de que sua esposa não era apropriada.
As vezes Gaara a defendia e reprimia Matsuri por instinto. Outras ele apenas confortava Hinata e dizia que sua aprendiz não a conhecia e que não sabia o que dizia. Hinata chegou a pensar que Gaara apreciava mais sua protegida do que ela. Sentira ciúmes e o escondeu com tudo que podia. Via uma bolha vermelha começar a brotar e se espalhar ao redor do próprio peito nesses dia de duvida e ter Matsuri afirmando que Hinata não passava de uma intrusa legal no amor que ambos compartilhavam também não era de muita ajuda. Porém, com o tempo, percebeu que era tudo uma grande mentira.
Gaara não tocava Matsuri como a tocava. Gaara não confortava desajeitadamente Matsuri como a confortava. Gaara não dedicava seu tempo livre a fazer uma companhia silenciosa a Matsuri enquanto esta completava seus afazeres ordinários ou conversava com as pessoas que trabalhavam para eles ou que encontravam nas ruas. Gaara não fitava Matsuri por horas a fio com um sorriso quase inexistente ou beijava-lhe a testa antes de uma reunião importante ou apertava-lhe a mão quando estava indeciso e desconhecia a melhor escolha ou
( ou fazia amor com ela de forma lenta e suave, sempre se preocupando em não feri-la, não mata-la por engano. Se contendo e aproveitando cada suspiro dela como se o mundo parasse ao redor do casal. Sempre cerrando os olhos e deixando um suspiro que mais parecia um grunhido escapar quando ela deslizava os dedos pela pele nua dele, sem a armadura de areia providenciadas pelo Shukaku como segunda pele. Tudo enquanto um olhar que transparecia verdadeira adoração brilhava num olho verde e outro amarelo. Amarelo porque aparentemente o demônio dentro dele fazia questão de se mostrar presente em momentos como esse.)
deixava a guarda baixa e permitia que Matsuri visse suas vulnerabilidades.
Hinata sabia que, ainda que ele provavelmente não a amasse, havia um sentimento da parte dele direcionado a ela que superava qualquer coisa. Algo que Matsuri e qualquer outra pessoa nunca teriam quando se tratava dele. Isso era o que a mantinha forte quando dúvidas a assolavam.
Isso era o que a fazia passar de cabeça erguida pela menina mesmo quando sabia que tremia e que se falasse gaguejaria.
Matsuri sorriu para Gaara. Seu rosto estava corado e a pele brilhava com uma leve camada de suor. Acabara de lutar contra outros soldados no seu treino semanal e ganhara. Seus olhos logo se fixaram no homem ruivo quando o último oponente caíra e ela buscou avidamente o olhar de aprovação dele. Matsuri sorriu amplamente ao reconhecer o orgulho que ele sentia dela naquela imensidão esverdeada e pensou que
( Hinata não provoca um terço do orgulho e felicidade nele como os sentimentos que ele direcionava para sua aprendiz. A esposa do Comandante nunca se igualará à mulher que ela é. Portanto porque se preocupar? A única capaz de ama-lo e salva-lo da escuridão que vivia nele se chama Matsuri.
Porque Matsuri o ama como nenhuma outra.
Porque Matsuri é a verdadeira escolhida.)
estava melhorando muito ultimamente. Começou a andar na direção dele com alegria transbordando de seu poros. Quando estava metade no caminho percebeu um movimento com o canto dos olhos.
Escondida pelas sombras uma mulher que mostrava apenas os olhos se moveu. Ela saiu de sua posição na intersecção de duas paredes e se aproximou rapidamente de Gaara, fez uma reverência e se abaixou para falar com ele.
Matsuri sorriu ao pensar que a esposa de seu líder ( talvez se vista assim porque é feia e deseja se esconder para não envergonha-lo) não é forte como ela. A moça que se escondia do poderoso sol de Suna não era digna de ser uma Sabaku ou de se casar com o único e mais poderoso ruivo de Sunagakure.
Hinata viu com o canto dos olhos a postura agressiva da aprendiz de seu esposo e se limitou a ignora-la. Curvou-se até que suas palavras sussurradas alcançassem o marido.
"Venha até mim."
- Retornarei mais cedo para casa hoje. Sinto-me indisposta.
- Quer que eu te leve? - ele perguntou olhando de relance para ela enquanto tentava analisar seus subordinados lutando.
Hinata parou e analisou a situação.
"Venha até mim."
- É melhor que fique aqui. Vou atrapalhar seu trabalho se for acompanhada por você para casa antes do fim do expediente.
- Hinata. A verdade.
Ele focou totalmente nela e percebeu que ela desviara o olhar.
- Preciso resolver alguns assuntos, mas se você for minha meta não será cumprida.
Gaara grunhiu.
- E o que é tão importante que você tenha que fazer sem a minha companhia?
"Venha até mim."
Ela sorriu por debaixo do véu e ele percebeu pela forma que os olhos claros dela se apertaram.
- Não se preocupe comigo. Não é nada perigoso.
- Quero que um dos meus homens te acompanhe.
- Mas...
- Hinata. - o tom dele mostrou que era uma ordem.
Ela suspirou e concordou. Observou ele chamar um de seus subordinados e dar as instruções para o homem ordenando que ele a escoltasse de volta para o castelo. O homem tinha cabelos verdes como as folhas de uma palmeira imperial e olhos castanhos. Hinata reconheceu-o como um dos homens mais fortes e obedientes sob o comando direto de Gaara.
- Daisuke, quero que você só volte quando tiver certeza de que ela está segura dentro do castelo. Estamos entendidos?
- Hai, Gaara- sama.
- Ótimo. - o ruivo então se virou para a esposa.- Em três horas volto para casa.
Hinata sorriu para tranquilizá- lo e afastou-se junto ao homem encarregado de protege - la. Sentia o olhar de Matsuri queimar em suas vestes. A voz da garota começou a destilar veneno ainda antes dela sair da área de treinamento. O ódio e o ciúme pingava como veneno de naja. Percebeu que a menina se dirigia a Gaara como se estivesse no mesmo patamar que ele.
Parou ainda na porta ao ouvir a outra comentar que ela era fraca e não era digna de seu cargo como esposa do Comandante Supremo da aldeia. Comentar que uma mulher que não sabe manejar uma espada é sempre a primeira a ser desonrada pelo inimigo em tempos de guerra. Que as inabilidades de combate dela ainda levariam os filhos dele à morte por não ser forte para protege-los, isso caso ela conseguisse dar à luz a alguma criança, pois uma mulher que não aguenta o sol também não sobrevive a um trabalho de parto. Ouviu-a alegar que uma mulher que não luta e não pode prover filhos é inútil para Suna, é inútil
( para o mundo, porque o mundo não se importa se você é filho de um pescador ou de um rei. O mundo quer saber o quanto sua vida vale. E você, Hinata, não vale nada. Pessoas inúteis como você não possuem valor sequer como escravas. )
como esposa.
"Venha até mim."
Cravou a unha na parede, ergueu o rosto e saiu sem sequer ousar olhar para trás. A voz em sua cabeça continuava a repetir a mesma frase:
"Venha até mim."
Prontinho, mais um cap. finalizado! Desculpe a demora e tudo o mais, mas existem bons motivos por trás da demora.
TiaLua, eu não poderia matar o Neji nem se eu quisesse! Ele é tudo e mais um pouco e ja basta o tio Kishimoto arranca-lo do mangá. Nunca voi superar a morte do Neji daquela forma T.T então somos duas. Ah!, e fico feliz que tenha gostado do cap. anterior e entenda os meus breves sumiços. Eu não largo essa fic nem morta! então não se preocupe. Beijos e até!
BarbaraGava, hahaha como você diz, todo psicopata tem que amar e eles amam! É cientificamente provado que eles amam aqueles que consideram serem superiores a eles e, ao redor dessa pessoa agem de forma comum, com emoções e tudo e são meio super -protetores. Você adorou ele meio não ele né? Mas, realmente, o Gaara mais OOC da margem pra criar cenas mais felizes do que deveria ter seveu fosse fiel ao personagem. E ele não está tão OOC assim, yo me assegurando disso. Eu ri da parte dos livros violentos repletos de amor pleno hahaha. Terminar um livro é perder parte da sua alma. O Ichibi aceita a alma do Hiashi c enorme felicidade. Devoraria em um segundo. Eu acho que posso fazer isso até o fim da tô decidindo os mortos mesmo... Livros namoro e gandaia hehe. Namorar vai de um extremo ao outro muito fácil, ora você está muito feliz, ora brigam como se a vida dependesse disso. E sim, tudo é yin yang, eu to gostando de um boy que enquanto eu amo doces ele ama comida salgada, enquanto eu como sorvete de casquinha pela casquinha ele come pelo sorvete e por aí vai muito além da superfície. Morro de rir. Acho que o nosso único ponto em comum é falar muuito! Acho que se eu começar a namorar esse boy ele aceita a constante presença dos meus livros, afinal ele me apelidou de A Menina que Lê. Ah!, e eu tô estudando mulher! Prova de matemática é segunda feira T.T. Que menina vida loka reprovando matéria na faculdade pra ir pa gandaiar! Hahahaha Beijos e até
