Disclaimer: Naruto não me pertence.
Areia
Acordou com alguém abraçando seu corpo. Era uma sensação incrivelmente familiar e estranha ao extremo ao mesmo tempo. Abriu os olhos com um pouco de esforço, pois eles pareciam pesar toneladas, e afogou um suspiro de assombro. Um monstro feito de areia a fitava intensamente. Parecia um guaxinim gigante e seus olhos dourados com linhas negras que formavam uma estrela lhe eram familiares.
Shukaku.
- I- Ichibi?
Os olhos dele se arregalaram por uma fração de segundo antes dele voltar a envolve-la com areia.
Havia angústia nos olhos amarelados.
- Você quase morreu... Quase... Quase... - a voz gultural murmurava em transe. Ela sentiu a areia apertar ao seu redor e sentiu a vibração da voz dele correr pela sua pele. - Eu vou matar aquela garotinha! Menina estúpida! Estúpida! Olhe o que ela fez! Vou estoura-la pouco a pouco. Vou começar pelos pés e pelas mãos e deixa-la assistir em pânico seus órgãos e membros se esfarelarem sob a minha força. Aquela menina de alma imunda!
Hinata sentiu que ele se tornava cada vez maior e mais denso com cada palavra que expressava sua raiva. Temerosa e sentindo-se levemente corajosa ao mesmo tempo, submeteu-se a dor de mover a mão que mal mantinha controle sobre deslizar pela areia quente. Os dedos trêmulos desenhando ondulações na superfície arenosa. Percebeu que isso o fizera calar-se e concentrar-se novamente nela. A respiração do monstro ainda parecia um estrondo ao seus ouvidos, mas agora estava mais contida. Sentia-se entorpecida enquanto observava o tão temido demônio do deserto encara-la. Sentia - se protegida sob o olhar dele.
- Vai ficar tudo bem. - sussurrou com um sorriso.
- Hinata...
- Co- Confie em mim. - ela pousou as mãos no focinho dele e acariciou. Um sorriso brotou no rosto cansado dela.- Agora descanse.
Ele afundou sua enorme face no tronco dela e se deixou ser abraçado pelos frágeis braços da moça.
Gaara piscou os olhos e prestou atenção a tudo ao seu redor. Estava dentro do próprio quarto com uma quantidade considerável de areia espalhada pelo piso. Lembrava-se vagamente de cruzar a Vila segurando Hinata com seu corpo ainda tomado pela besta. Lembrava-se vagamente de quando o Ichibi
( viu-se cair no chão com as mãos e os pés afundando na areia enquanto esta se enrolava ao redor dele como milhares de serpentes e o envolvia em um abraço apertado e sufocante. Rugia alto enquanto o leve cheiro de sangue invadia seus sentidos. Mas não era o sangue dessas pessoas que ele almejava. Não, essas pessoas caídas ao seu redor eram todos inocentes. Oh, o sangue que ele buscava possuía um odor picante único que ele já havia se acostumado a sentir anos atrás.
Desejava o sangue quente e fesco de Matsuri.
Porém, ainda que quisesse despedaçar a menina naquele momento munido apenas das suas garras e força bruta, havia um prioridade no momento: encontrar Hinata. A garota de cabelos negros e olhar gentil e puro era a chave para sua salvação e libertação, era a chave para guia-lo de volta para os suaves braços da dama que, mais de cem anos antes, havia conquistado-o. Por isso ele não podia perde-la. Não podia deixa-la morrer.
Não se perdoaria se a perdesse.
Não viveria sem sua amada de forma definitiva e irreversível.
Não se permitiria deixar a única chance de manter sua felicidade escorrer pelos seus dedos por um descuido.
Assim que o último grão de areia necessário deslizou para formar seu corpo de areia maciça, ele sugou o ar até que seu peito enchesse a ponto de arder e rugiu de modo alto e longo. Esperou um pouco e escutou o eco do seu rugido ricochetear por entre as casas, edifícios e pela Muralha. Quando o som começou a morrer a reia passou a responder sua ação. Um chiado percorreu toda a Vila.
Serpentes escondidas por entre escombros ou até mesmo em buracos na areia passaram a atender o chamado. Escorpiões amarelados e marrons deixaram seu esconderijo e ergueram suas caudas prontos para o ataque. Víboras deslizaram em direção ao seu mestre com toda sua elegância. As aves deixaram seu abrigos e lotaram o céu.
O som dos animais correu o ar e areia e o Ichibi seguiu o som. Seu corpo mal parecia tocar o solo enquanto ele se movia. Havia se tornado um vulto no local árido. Pouco tempo depois pulou do teto de uma cada e aterrisou perto de um pequeno oásis. Se aproximou da piscina natural e viu os animais abrirem espaço para ele passar. No fundo da água, talvez uns três ou quatro metros abaixo da superfície, havia um borrão. Sentiu que a imagem era como um cruel deja vù no qual a moça em questão não subiria em busca de ar por si só.
Respirou fundo e começou a condensar a areia que forma seu corpo, a atrair mais areia e formar várias camadas grossas de mineral. Então deu dois passos para trás antes de correr e lancar-se na água. Odiava o líquido pelo estado de inutilidade em que deixava a areia, mas por Hinata se jogaria no oceano.
Enquanto nadava em direção ao corpo dela, sentiu que a primeira camada se desfizera e a segunda já começava a ruir. Encontrou a moça brilhando como um farol numa fenda escura e fria, encolhida numa posição fetal próxima às rochas. Agarrou-a com uma das patas e usou a areia que o envolvia para envolve-la e protege-la. Voltou rapidamente para a superfície e a retirou da água, estendendo-a na beira do pequeno e fundo lago. Retirou a areia e tratou de tentar expulsar a água dos pulmões dela e de faze-la respirar.
Viu-a acordar por um momento e se sentiu aliviado em ouvir a voz dela, mas quando os olhos dela se cerraram novamente e o corpo da morena perdeu o brilho e começou a esfriar, o desespero bateu. Segurou-a contra seu peito e correu em direção ao castelo, assustando todas as pessoas no caminho e sentindo um estranho alívio ao saber que não estavam sendo atacados, mas não saber quem era o inimigo que colocara seu povo e Hinata nesse estado retirava parte de sua tranquilidade.
Sequer se preocupou em passar pelas portas. Seu medo o fez saltar pelas casas e se jogar no muro alto ao redor do castelo e depois escalar a torre para entrar no quarto pela janela.
Em um piscar de olhos fechou todas as janelas e retirou a roupa molhada que a envolvia. Enrolou-a na toalha e secou-a com esmero até que tivesse certeza que não sobrara rastro de umidade nela fora o cabelo. Depositou a mulher na cama e a envolveu com várias camadas de cobertores para aquece-la.
Foi quando ele ouviu a respiração dela começar a fortalecer-se.
Aliviado, deixou areia que o formava trincar e depois se despedaçar como um vaso de barro rachado que finalmente se desmancha em vários cacos.
Se fosse humano um suspiro de alívio teria escapado dos seus lábios, mas era Ichibi, o poderos demônio com mais de uma centena de anos que guardava o deserto.)
retirou-a da água e prestou socorro sem sequer pensar duas vezes.
Ufa! Mais um capítulo prontinho. Qualquer erro de português grave e etc., favor me comunicar que tá difícil conseguir corrigir antes de postar.
Uchiha Himitsu, comassim não é fã de GaaHina? GaaHina é vida. Mentira só shippo porque rende umas histórias bem viajadas e bem legais. E são um casal esteticamente exótico tambem. Gostou das personalidades? As vezes sinto que estou fugindo um pouco de como eles são e acho que fica confuso, mas se você gostou fico mais tranquila. Fico realmente feliz por gostar do enredo, estou meio que me aventurando nele pela primeira vez e misturando todos os meus enredos anteriores. Muito obrigada por todos os elogios e fico feliz em dizer que acabo de potar mais um capítulo neste momento. Beijos e até.
BarbaraGava, a anja apareceeeeeeeeu! Uhuuul! Bora dançar em círculos e comemorar. E SIM! ELE A AMA! TOMA ESSA MATSURI RAMPERA!( olha eu utilixando meu recém adquirido vocábulo seu). Que menininha vida loka 2.0 com esse vasto vocabulário à la Dercy Gonçalves. Eu faço isso, mas chamo as pessoas de animais e objetos. Quanto mais nervosa maus criativa são minhas ameaças e meus xingamentos. Varia entre um " vou arrastar tua cara no asfalto quente de meio-dia" e um " vou te castrar com uma faca cega e jogar sal grosso na ferida depois" acomoanhado por toda sorte de ofensas como " filho de uma mãe alienada e machista" ou " cria de pai mais vagabundo que gato vira-lata" e por aí segue. Varia de acordo com a criatividade e contexto. Matar personagem é a melhor coisa que tem. Eu também sou chegada bum alto número de mortes em ficção, deixa tudo mais emocionante. Sabe o que é engraçado? Eu tentando escrever as cenas de sexo sem deixar virar um pornô sem conteúdo. É uma linja muito tênue e ser virgem não ajuda muito. Hoje entrei em mais uma semana de provas ~ acredita que o app do word não tem disponível pro meu celular? Tive que baixar outro e a porcaria não aceita funcionar. To quase desistindo do app.
Luciana Fernandes, hehe relaxa que de vício de linguagem eu também sou cheia. Falo muito mano e mermão. Sim, Shukaku chegou e veio pra ficar! Recebi o email sim. Muito fofo! Eu ainda tô manipulando a forma deles, mas poxa, eu tenho 22 capítulo dessa fanfic e ainda nem cheguei no climax. Tenho tempo pra mistrar o Gaara mais sexy do que nunca junto ao Shukaku. Você narrando as possíveis cenas me fez me sentir mal antecipadamente pelos próximos capítulos. Mas uma hora faço uma cena beeeeeem fofa! Hahaha obrigada pela motivação em meio ao meu caos escolar. Se nada der certo começo a escrever livros e ganhar dinheiro. Beijos e até!
